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MANOBRAS DE URGÊNCIA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A tal-chamada respiração de resgate é a intervenção que DEVE SER FEITA em caso de ventilação inadequada.

Avalie o nível de resposta do paciente e determine rapidamente se a criança está respirando.

Se a criança não responder e não estiver respirando (ou estiver apenas gaspiando), verifique o pulso.

Se o pulso não estiver presente, se você não tiver certeza se há pulso, ou se o pulso estiver presente mas com frequência menor que 60 batimentos por minuto e acompanhado de sinais de má perfusão (ou seja, palidez, moteamento, cianose) apesar do fornecimento de oxigênio e da ventilação, inicie as compressões torácicas.


OBJETIVA: (1111619 votos)..........99.46% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 79 anos de idade, com antecedente apenas de HAS, em uso de HCTZ, foi levada por familiares para avaliação por quadro de confusão mental e sonolência iniciado há doze horas. Ao exame físico, a paciente encontrava‐se desidratada ++/4, corada, sonolenta, desorientada em tempo e espaço, sem outras alterações. Toque retal mostrou fezes pastosas em ampola. Nos exames, foram evidenciados: Hb 12,3 mg/dl; glicemia 112 mg/dl; Cr 0,8 mg/dl; U 20 mg/dl; Na 109 mEq/l; K 3,9 mEq/l; PCR 0,1 mg/dl; ácido úrico 3 mg/dl; e urina 1 normal. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o provável diagnóstico e a conduta a ser adotada.
A. hiponatremia normovolêmica e repor sódio com solução hipertônica, visando à correção de, no máximo, 12 mEqs, em 24 horas, e investigar a causa
B. hiponatremia normovolêmica e repor sódio com solução hipertônica, visando à correção de, no máximo, 24 mEqs, em doze horas, e investigar a causa
C. hiponatremia hipervolêmica e administrar diuréticos, como, por exemplo, a furosemida, na dose de 1 mg/kg
D. hiponatremia hipovolêmica e administrar SF 0, 9% 1.500 mL e suspender HCTZ
E. hiponatremia hipervolêmica e realizar restrição hídrica de 1.000 mL/dia e, se necessário, utilizar diuréticos de alça

  RATING: 3.05

Uma paciente de 79 anos de idade, com antecedente apenas de HAS, em uso de HCTZ, foi levada por familiares para avaliação por quadro de confusão mental e sonolência iniciado há doze horas. Ao exame físico, a paciente encontrava‐se desidratada ++/4, corada, sonolenta, desorientada em tempo e espaço, sem outras alterações. Toque retal mostrou fezes pastosas em ampola. Nos exames, foram evidenciados: Hb 12,3 mg/dl; glicemia 112 mg/dl; Cr 0,8 mg/dl; U 20 mg/dl; Na 109 mEq/l; K 3,9 mEq/l; PCR 0,1 mg/dl; ácido úrico 3 mg/dl; e urina 1 normal. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o provável diagnóstico e a conduta a ser adotada.

A. hiponatremia normovolêmica e repor sódio com solução hipertônica, visando à correção de, no máximo, 12 mEqs, em 24 horas, e investigar a causa
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. hiponatremia normovolêmica e repor sódio com solução hipertônica, visando à correção de, no máximo, 24 mEqs, em doze horas, e investigar a causa
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. hiponatremia hipervolêmica e administrar diuréticos, como, por exemplo, a furosemida, na dose de 1 mg/kg
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. hiponatremia hipovolêmica e administrar SF 0, 9% 1.500 mL e suspender HCTZ
CORRETO : Na hiponatremia hipovolêmica, tanto a água corporal total, quanto o sódio corporal total estão baixos, mas há uma perda desproporcional de sódio em relação à água. Isto é resultado da secreção aumentada de ADH, que ocorre em estados hipovolêmicos, causando aumento da reabsorção de água. A hiponatremia é muitas vezes agravada por pacientes com sede, que consomem fluidos hipotônicos inapropriadamente, em uma tentativa de restaurar o volume circulante. A perda de sódio pode ser renal ou extra-renal, e a determinação do nível de sódio urinário é importante para fazer essa distinção. Um nível de sódio urinário abaixo de 20 mmol/L é sugestivo de uma causa extra-renal. Causas extra-renais são comumente de origem gastrointestinal. Outras causas incluem a hiponatremia associada ao exercício (também comumente observada em pessoas que trabalham em condições de calor), queimaduras, trauma e pancreatite. Causas renais incluem excesso de diurético, insuficiência renal, nefropatia perdedora de sal, deficiência de aldosterona, pielonefrite crônica, nefrocalcinose, acidose tubular renal proximal e cetonúria. Na hiponatremia hipovolêmica, o objetivo é corrigir o déficit de volume, como o excesso relativo de água irá corrigir-se através da diurese, uma vez que o volume circulante é restaurado. Fluidos tais como 0,9% devem ser administrados até que a pressão arterial seja restaurada e o paciente esteja euvolêmico. Hiponatremia hipovolêmica é quase sempre um exemplo de hiponatremia crônica, deve ser realizada correção lenta.
E. hiponatremia hipervolêmica e realizar restrição hídrica de 1.000 mL/dia e, se necessário, utilizar diuréticos de alça
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

DISCURSIVA: (180934 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I) Quais são as principais caracteristicas da icterícia fisiológica na população de termo? 0,26 pontos
II) Defina a bilirrubinemia significante, a bilirrubinemia grave e a bilirrubinemia extrema. 0,24 pontos.


RATING: 2.94

I) Quais são as principais caracteristicas da icterícia fisiológica na população de termo? 0,26 pontos
II) Defina a bilirrubinemia significante, a bilirrubinemia grave e a bilirrubinemia extrema. 0,24 pontos.

I) Quais são as principais caracteristicas da icterícia fisiológica na população de termo?

A hiperbilirrubinemia indireta denominada “fisiológica” caracteriza-se na população de termo por:
- início tardio (após 24 horas) (0,1 p)
- pico entre o 3º e 4º dias de vida (0,08 p)
- bilirrubinemia total (BT) máxima de 12 mg/dL (0,08 p)
II) Defina a bilirrubinemia significante, a bilirrubinemia grave e a bilirrubinemia extrema.

Graus de hiperbilirrubinemia: 
a) hiperbilirrubinemia significante: BT > 17 mg/dL (0,08 p)
b) hiperbilirrubinemia grave: BT > 25 mg/dL (0,08 p)
c) hiperbilirrubinemia extrema: BT > 30 mg/dL (0,08 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (210854 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
IDENTIFICAÇÂO: J.A.F.S., masculino, 42 anos, pardo, advogado, natural de Juiz de Fora / MG e morador do município de Niterói /RJ.
Q.P: Dor muscular e febre.
H.D.A: Indivíduo chega à emergência hospitalar com quadro sintomático de início abrupto – há dois dias, composto de febre (39,2º C), calafrios e cefaleia intensa. Relata fortes dores musculares principalmente na região das panturrilhas e da musculatura paravertebral.
Fez uso de Novalgina durante o dia, já que suspeitava de uma gripe.Diz que se sente muito cansado e seu apetite diminuiu consideravelmente.
H.P.P: Relata ter tido catapora e caxumba durante a infância. Nega internações hospitalares e transfusão de sangue. Nega tabagismo. Etilismo somente social.
H. Familiar: Pai e mãe saudáveis. Irmãos e primos saudáveis. Avô-materno faleceu de doença cardíaca, a qual não soube esclarecer. Avó-materna diabética. Avô-paterno hipertenso. Avó-materna faleceu de causa desconhecida.
H. Psicossocial: Completou o Ensino Médio em Escola Pública. Ativo e magro (IMC = 23). Solteiro com relações heterossexuais com múltiplas parceiras. Afirma fazer uso regular de camisinha. Nega uso de drogas ilícitas. Mora em casa (quatro cômodos com água, energia e saneamento adequados) com seus pais e 2 irmãos.
H. Epidemiológica: Narra ter cruzado faz uma semana, durante período chuvoso, uma zona alagadiça próxima de sua casa.
REVISÃO DOS SISTEMAS:
Geral e Nutrição: Regular estado geral (REG). Cabeça e Pescoço: Fotofobia e vermelhidão. Cárdio-respiratório: Sem alterações. Gastro-intestinal: Sem alterações. Genitourinário: Sem alterações. Pele: Aparecimento de algumas lesões avermelhadas. Esqueleto, articulações e Músculos: Artralgia. Neurológico: Sem alterações.
EXAME FÍSICO:
Sinais Vitais: Temperatura: 39.2 ºC; Pulso: 130 bmp; FR: 34 irpm. Pressão: 140 x 95 mmHG; Peso: 71.2 kg. Altura: 1.76 m.
Ectoscopia: Paciente em regular estado geral, apresentando síndrome febril, hipocorado (2+/4+), hipo-hidratado (2+/4+) – redução do turgor cutâneo, anictérico, acianótico. Marcha atípica. Perfusão capilar periférica normal.
Segmento Cefálico: Hemorragia conjuntival bilateral. Relata fotofobia e dor ocular. Narinas, ouvidos e boca sem anormalidades. Pescoço com boa mobilidade, sem tumorações.
Gânglios: Não foram palpadas linfadenomegalias ao exame físico.
Tórax: Ectoscopia dermatológica apresentando exantemas petequiais em toda a parede anterior e posterior do tórax. Ausência de alterações osteo-esqueléticas da parede torácica. Sem abaulamentos ou retrações. Pulmão: Murmúrios vesiculares auscultados em todo o tórax, expansibilidade mantida e simétrica, sem estertores, roncos ou sibilos. Percussão torácica timpânica.
Cardiovascular: Íctus normo-localizado em 5º EIE. RCR 2T, BNF, sopro sistólico (2+/6+) melhor auscultado em foco mitral, sem estalitos ou cliques de abertura.
Abdome: Exantemas petequiais dispersos pelo abdome. Dor à palpação profunda do hipocôndrio direito. Abdome peristáltico e timpânico. Sem abaulamentos, visceromegalias e sopros arteriais. Fígado palpável a cinco cm do rebordo costal direito.
Neurológico: Sem alterações de consciência. Equilíbrio normal. Reflexos profundos responsivos.
Osteo-esquelético: Queixa-se de artralgia. Ausência de sinais flogísticos das articulações. Essas permanecem com a amplitude dos movimentos passivos e ativos preservados e simétricos.
Geniturinário: Aumento do volume urinário. Sem alterações macroscópicas da urina.
Aparelho genital não avaliado.

LABORATÓRIO:
Análise dos elementos séricos:
Na+: 140 mmol/L (Normal: 135 - 145).
K+: 3,6 mmol/L (Normal: 3,5 - 5,0).
Glicose: 80 mg/dL (Normal: 70 - 110)
Uréia: 28 mg/dL (Normal: 8 - 25)
Creatinina: 1,6 mg/dL (Normal: 0,6 - 1,5)
Hemograma: Anemia hipocrômica. Leucograma:14.000 leucócitos/mm³ (Normal: 4300-10800). Neutrofilia e desvio para a esquerda; Plaquetas:110.000/mm³ (Normal: 150.000 – 400.000)
VSH: 30 mm/h (0-13 mm/h)
HIV: negativo.

Pergunta-se:
1) Quais são as hipóteses diagnósticas? .......... 0,2 pontos
2) Qual a hipótese diagnóstica mais pertinente?........... 0,0375 pontos
3) Qual é o tratamento aplicável á esse paciente já diagnosticado?.........0,0250 pontos
4) Enumeram as medidas de controle segundo o Ministério da Saúde.


RATING: 2.87

1) Podem ser sugeridas diversas hipóteses diagnósticas:

  • viroses,  (0,0125 p)
  • dengue,  (0,0125 p)
  • influenza,  (0,0125 p)
  • Hantavírus,  (0,0125 p)
  • apendicite aguda,  (0,0125 p)
  • bacteremias,  (0,0125 p)
  • septicemias,  (0,0125 p)
  • colagenoses,  (0,0125 p)
  • colecistite aguda,  (0,0125 p)
  • febre tifóide,  (0,0125 p)
  • infecção de vias aéreas superiores e inferiores,  (0,0125 p)
  • malária,  (0,0125 p)
  • pielonefrite aguda,  (0,0125 p)
  • riquestsioses,  (0,0125 p)
  • toxoplasmose,  (0,0125 p)
  • meningites  (0,0125 p)

2) Qual é o diagnóstico mais pertinente?

No entanto, confirmamos o diagnóstico da leptospirose (0,0125 p) através o incremento substancial (maior do que quatro vezes o normal) (0,0125 p) dos títulos de anticorpos de hemaglutinação indireta.(0,0125 p)

3) Tratamentoi da leptospirose:

  • Penicilina G, 2.4 a 3.6 milhões de U/dia  (0,0125 p)
  • Tetraciclina, 2.0 g/dia por via oral   (0,0125 p)

DISCUSSÃO: Os antibióticos devem ser iniciados de forma empírica, antes da confirmação sorológica (Cecil, 2002). “O tratamento visa, de um lado, a combater o agente causal (antibioticoterapia) e, de outro, a debelar as principais complicações, principalmente o desequilíbrio hidro-eletrolítico, as hemorragias, as insuficiências respiratórias e renal agudas e perturbações cardiovasculares, incluindo arritmias, insuficiência cardíaca, hipotensão e choque. As medidas terapêuticas de suporte constituem-se nos aspectos de maior relevância e devem ser iniciadas precocemente, na tentativa de evitar complicações da doença, principalmente as renais.” (FUNASA, Guia de Vigilância Epidemiológica).

4) Segundo o Ministério da Saúde, as medidas de controle devem ser:

  • Controle da população de roedores por meio de medidas de anti-ratização e desratização;  (0,0125 p)
  • Redução do risco de exposição de ferimentos às águas/lama de enchentes ou situação de risco;  (0,0125 p)
  • Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a risco, através do uso de roupas especiais, luvas e botas;  (0,0125 p)
  • Uso de sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés representam alguma proteção, quando for possível usar luvas e botas;  (0,0125 p)
  • Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio de áreas físicas domiciliares ou que não estejam contaminadas  (0,0125 p)
  • Utilização de água filtrada, fervida ou clorada para ingestão;  (0,0125 p)
  • Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entraram em contato com águas contaminadas;  (0,0125 p)
  • Armazenagem correta dos alimentos em locais livres de roedores  (0,0125 p)
  • Armazenagem e destino adequado do lixo, principal fonte de alimento e abrigo do roedor;  (0,0125 p)
  • Eliminar entulho, materiais de construção ou objetos em desuso que possam oferecer abrigo a roedores;  (0,0125 p)
  • Desassoreamento, limpeza e canalização de córregos;  (0,0125 p)
  • Construção e manutenção permanente das galerias de águas pluviais e esgoto em áreas urbanas;  (0,0125 p)
  • Emprego de técnicas de drenagem de águas livres supostamente contaminadas;  (0,0125 p)
  • Ações permanentes de educação em saúde alertando sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção, manifestações clínicas, tratamento e controle da doença;  (0,0125 p)
  • Em caso de suspeita clínica, procurar orientação médica, relatando a história epidemiológica nos vinte dias que antecederam os sintomas.  (0,0125 p)
  • A critério médico, poderá ou não ser indicado o uso de antibioticoterapia em casos de exposição de alto risco;  (0,0125 p)
  • Tratamento de animais doentes, com especial atenção para o uso de procedimentos terapêuticos que sustem a eliminação urinária de leptospiras;  (0,0125 p)
  • Vacinação de animais (caninos, bovinos e suínos) através do uso de bacterinas preparadas com as variantes sorológicas prevalentes na região;  (0,0125 p)
  • Higiene, remoção e destino adequado de excretas animais e desinfecção permanentes dos canis ou locais de criação de animais.  (0,0125 p)

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