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FÍSTULAS PERIANAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

A infecção anorretal representa uma complicação potencial em aproximadamente 25% dos pacientes com fístula anal, manifestando-se durante a fase aguda da condição ou nos seis meses subsequentes.

A origem da maioria das fístulas anorretais reside em uma infecção que se inicia nas glândulas localizadas no canal anal, especificamente na linha denteada.

O trajeto fistuloso é moldado pela anatomia local circundante; com maior frequência, essas fístulas seguem uma trajetória interna em direção aos planos fasciais ou gordurosos, com predileção pelo espaço interesfincteriano, situado entre o esfíncter interno e o externo, e estendendo-se para o interior da fáscia isquiorretal.


OBJETIVA: (1381439 votos)..........94.73% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 61 anos é levada ao pronto-socorro sonolenta e desorientada, apenas capaz de seguir comandos simples. No exame, seu abdômen está distendido mas sem dor, sua pele tem uma tonalidade amarela, e há várias ”aranhas vasculares” em seu peito. Em sua bolsa, o médico encontra prescrições para pegilato de interferon e ribavirina. Quando solicitada a levantar as mãos, a médico nota um tremor muito forte. São solicitados exames de laboratório com os resultados abaixo:
Nitrogênio da uréia no sangue 17 mg / dL
Creatinina 1,1 mg/dL
Aspartato aminotransferase 89 U/L
Alanina aminotransferase 93 U/L
Bilirrubina total 3,1 mg/dL
Amônia 124 µg/dL
Qual é o diagnóstico mais provável?
A. Varizes esofágicas com sangramento
B. Encefalopatia hepática
C. Carcinoma hepatocelular
D. Síndrome hepatorrenal
E. Peritonite bacteriana espontânea

  RATING: 2.5

Uma mulher de 61 anos é levada ao pronto-socorro sonolenta e desorientada, apenas capaz de seguir comandos simples. No exame, seu abdômen está distendido mas sem dor, sua pele tem uma tonalidade amarela, e há várias ”aranhas vasculares” em seu peito. Em sua bolsa, o médico encontra prescrições para pegilato de interferon e ribavirina. Quando solicitada a levantar as mãos, a médico nota um tremor muito forte. São solicitados exames de laboratório com os resultados abaixo:

Nitrogênio da uréia no sangue 17 mg / dL
Creatinina 1,1 mg/dL
Aspartato aminotransferase 89 U/L
Alanina aminotransferase 93 U/L
Bilirrubina total 3,1 mg/dL
Amônia 124 µg/dL
Qual é o diagnóstico mais provável?

A. Varizes esofágicas com sangramento
INCORRETO: Essa paciente mostra sinais de hipertensão portal secundária a cirrose do vírus da hepatite e obviamente que varizes esofágicas devem ser consideradas. No entanto, embora todos os pacientes com sinais de hipertensão portal devem ser monitorados para a formação de varizes, a apresentação clínica aguda desta paciente é consistente com encefalopatia hepática.
B. Encefalopatia hepática
CORRETO : Essa paciente sofre de encefalopatia hepática secundária à cirrose muito provavelmente causada pela hepatite C. A encefalopatia hepática é uma condição neuropsiquiátrica causada pela incapacidade do fígado de neutralizar os compostos nitrogenados e outras toxinas da circulação. Acredita-se que a amônia desempenha um papel na patogênese, mas várias outras toxinas também foram implicadas. Os sintomas incluem função intelectual perturbada, consciência, função neuromuscular (asterixis, hiperreflexia e mioclonia). As estratégias de gestão incluem a redução do consumo de proteínas, como tratamento com lactulose e metronidazol.
C. Carcinoma hepatocelular
INCORRETO : A paciente tem hepatite C e isso a coloca em risco de carcinoma hepatocelular, mas essa é uma doença crônica e o quadro clínico agudo atual é mais consistente com encefalopatia hepática.
D. Síndrome hepatorrenal
INCORRETO : A síndrome hepatorrenal é um diagnóstico de exclusão sendo definido como uma doença hepática, como cirrose, complicada por insuficiência renal funcional. A taxa de filtração glomerular é diminuída e a proporção do nitrogênio da ureia para a creatinina é normalmente elevada. Embora este diagnóstico deve ser descartado no contexto de cirrose descompensada, a apresentação deste paciente é mais consistente com encefalopatia hepática.
E. Peritonite bacteriana espontânea
INCORRETO : Peritonite Bactériana Espontânea é uma infecção do fluido da ascite, geralmente com Enterobacteriaceae, pneumococo ou bactérias gram-negativas. A PBE normalmente ocorre no contexto de cirrose. Os achados do exame físico podem incluir febre, dor abdominal e sensibilidade, ou a infecção pode ser silenciosa clinicamente. A apresentação clínica, juntamente com uma contagem de leucócitos polimorfonucleares no líquido ascítico > 250 células/mL, é diagnóstico de PAS.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.5)

DISCURSIVA: (193913 votos) ..........99.46% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as condições de predisposição/causas da parada cardíaca súbita.


RATING: 2.95

Enumeram as condições de predisposição/causas da parada cardíaca súbita.

As condições de predisposição ou causas da parada cardíaca súbita podem compreender:

  • Cardiomiopatia hipertrófica (0,05 p)
  • Artéria coronária anômala (0,05 p)
  • Síndrome de QT longo (0,05 p) ou outras canalopatias (0,05 p)
  • Miocardite (0,05 p)
  • Intoxicação farmacológica (0,05 p) (p.ex., digoxina (0,05 p), efedrina (0,05 p), cocaína (0,05 p))
  • Commotio cordis (0,05 p) (isto é, arritmia secundária a pancada forte no tórax)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (225999 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 67 anos, hipertensa controlada, com história de bócio multinodular diagnosticado há 18 anos (sem acompanhamento regular). Há 8 meses iniciou quadro progressivo de intolerância ao calor, emagrecimento de 9 kg sem dieta, taquicardia sinusal, tremor fino de extremidades e nervosismo. Negou oftalmopatia, dermopatia ou história familiar de tireoidite autoimune. Ao exame físico: PA 148 × 88 mmHg, FC 112 bpm, tireoide aumentada de volume de forma irregular, com nódulo dominante de 3,8 cm no lobo direito, firme, móvel, sem linfonodomegalias. Exames laboratoriais: TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre 2,9 ng/dL (VR 0,7–1,8), T3 total 285 ng/dL (VR 80–200), TRAb negativo, anti-TPO negativo. Ultrassonografia: bócio multinodular com nódulo dominante hipoecoico de 3,8 cm no lobo direito, vascularização aumentada ao Doppler. Cintilografia com 99mTc: área hipercaptante correspondente ao nódulo dominante, com supressão do restante do parênquima.

Com base neste caso, responda às questões abaixo.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável? (0,1 pontos) (II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional do(s) nódulo(s)? (0,1 pontos) (III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (doença de Plummer)? (0,1 pontos) (IV) Qual a conduta terapêutica de primeira linha indicada neste caso e por quê? (0,1 pontos) (V) Quais as complicações possíveis se o quadro permanecer sem tratamento adequado? (0,1 pontos)





RATING: 3.03

Resposta (I):  Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável?

Diagnóstico sindrômico: hipertireoidismo clínico manifesto (0,05 p).
Diagnóstico etiológico: bócio multinodular tóxico (doença de Plummer) (0,05 p).

Resposta (II):  Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional do(s) nódulo(s)?

TSH suprimido (< 0,01 mUI/L) com T4 livre e T3 elevados (0,04 p).
Anticorpos TRAb e anti-TPO negativos (excluem doença de Graves) (0,03 p).
Cintilografia: área(s) hipercaptante(s) com supressão do parênquima restante (confirma autonomia funcional) (0,03 p).

Resposta (III):  Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (doença de Plummer)?

Adenoma tóxico: nódulo solitário autonomamente funcionante (0,03 p).
Bócio multinodular tóxico (Plummer): múltiplas áreas autonomamente funcionantes em glândula previamente nodular de longa data (0,04 p).
Ambos cursam com independência do eixo hipotálamo-hipófise-tireoide (0,03 p).

Resposta (IV):  Qual a conduta terapêutica de primeira linha indicada neste caso e por quê?

Radioiodoterapia com 131I é a conduta de primeira linha na maioria dos casos de bócio multinodular tóxico em pacientes > 60 anos sem compressão importante (0,05 p).
Alternativa cirúrgica (tireoidectomia total ou quase-total) reservada a bócios volumosos com sintomas compressivos ou suspeita de malignidade (0,03 p).
Tionamidas apenas como preparo pré-tratamento definitivo ou em contraindicação às opções acima (0,02 p).

Resposta (V):  Quais as complicações possíveis se o quadro permanecer sem tratamento adequado?

Fibrilação atrial e insuficiência cardíaca de alto débito (0,04 p).
Osteoporose e fraturas por reabsorção óssea acelerada (0,03 p).
Crise tireotóxica em situações de estresse (0,03 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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