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Sobre o achado de displasia na retocolite ulcerativa (RU), assinale a alternativa CORRETA.
A. devemos realizar colonoscopias anuais para rastreamento da displasia a partir do momento do diagnóstico da RU
INCORRETO: O rastreamento de displasia não se inicia no momento do diagnóstico. A primeira colonoscopia de vigilância é indicada a partir de 8 anos de evolução da doença em casos de pancolite (ou 15 anos em colite esquerda limitada), e não anualmente desde o início, pois o risco de displasia e neoplasia é baixo nos primeiros anos.
B. a displasia é melhor caracterizada na ausência de inflamação da mucosa cólica
CORRETO : O diagnóstico histológico de displasia na retocolite ulcerativa exige avaliação em mucosa com inflamação mínima ou ausente. A inflamação ativa gera alterações regenerativas epiteliais que simulam displasia de baixo grau, aumentando a variabilidade interobservador e o risco de diagnósticos equivocados. Por isso, as diretrizes recomendam que as colonoscopias de vigilância sejam realizadas preferencialmente em remissão clínica, com biópsias múltiplas em segmentos sem atividade inflamatória evidente, para permitir caracterização precisa da displasia como negativa, indefinida, de baixo ou alto grau.
C. o diagnóstico de displasia é fácil de ser estabelecido pelo patologista
INCORRETO : O diagnóstico de displasia na retocolite ulcerativa é notoriamente difícil e sujeito a alta variabilidade interobservador. Alterações inflamatórias sobrepõem-se frequentemente a alterações displásicas, exigindo frequentemente revisão por patologista gastrointestinal experiente, e a categoria “indefinida para displasia” é utilizada precisamente quando a distinção é incerta.
D. o achado de displasia, por ser muito frequente, não leva a pensar em colectomia
INCORRETO : A displasia, embora não seja extremamente frequente nos estágios iniciais, quando confirmada (principalmente de alto grau ou associada a lesão visível não ressecável endoscopicamente – DALM), constitui indicação forte para colectomia profilática, dado o elevado risco de progressão para carcinoma colorretal invasivo.
E. após 10 anos de evolução da RU, é preconizada a colonoscopia a cada 3 anos
INCORRETO : Embora o intervalo de vigilância possa variar de 1 a 3 anos conforme o risco individual (extensão da doença, história familiar, presença de PSC, etc.), a recomendação-padrão inicia-se aos 8 anos (não aos 10) e preconiza colonoscopias anuais ou bianuais, e não rigidamente a cada 3 anos após 10 anos de evolução.
Gabarito: B
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FONTE:
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA: LITIASE URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)

1) O que poderia ter causado a apneia, nesse caso?
A injeção de Midazolam. (0,05 p)
Discussão: O midazolam deve ser usado somente quando materiais de ressuscitação apropriados para o tamanho e a idade estão disponíveis, já que a administração do mesmo pode deprimir a contratilidade miocárdica e causar apneia. Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos têm incluído depressão respiratória, apneia, parada respiratória e/ou parada cardíaca. A ocorrência de tais incidentes de risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos, naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada uma alta dose.
2) Qual é a arritmia apresentada no monitor? É ritmo chocável ou não?
Atividade elétrica sem pulso. (0,05 p) Não é ritmo chocável. (0,05 p)
Discussão: AESP é, sem duvida, uma catástrofe... Ela não é um ritmo especifico - na verdade, podemos descrever ela como atividade elétrica organizada (quer dizer, não é nem FV e nem assistolia) que aparece no ECG ou no monitor cardíaco mas... não tem pulso nenhum. A frequência de atividade elétrica pode ser baixa (mais comum, denominada agônica), normal ou alta. Pior é que as pulsações podem ser detectadas por uma forma de onda artéria ou estudo Doppler, mas os pulsos não são palpáveis. Ou seja, neste caso não há um fluxo satisfatório de sangue para os órgãos.
O ECG pode exibir complexos QRS normais ou largos. É muito importante, então avaliar o ritmo monitorado e observe a frequência e a largura dos complexos QRS. Salvo se for possível identificar e tratar rapidamente a causa da AESP, o ritmo provavelmente se deteriorará e se transformará em assistolia.
3) Qual é a intervenção a ser feita, imediatamente?
A primeira medida a ser feita neste momento é instituir imediatamente RCP de alta qualidade (0,05 p): como a lactente está no hospital e provavelmente tem dois reanimadores, utiliza-se o método com dois polegares (0,05 p). O ritmo das compressões cardíacas/ventilações é de 15 compressões:2 ventilações (0,05 p) cada compressão devendo descer 4 cm (criança pequena) (0,05 p) esperando o retorno total do tórax após cada compressão (0,05 p), com uma frequência de 100-120/minuto (0,05 p). Ás ventilações tem que ser aplicadas em menos de 10 segundos (0,05 p)
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