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INDICADORES DE SAÚDE E INDICADORES DE ATENÇÃO BASICA (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

Após os cuidados a serem observados quanto à qualidade e cobertura dos dados de saúde, é preciso transformar esses dados em indicadores que possam servir para comparar o observado em determinado local com o observado em outros locais ou com o observado em diferentes tempos. Portanto, a construção de indicadores de saúde é necessária para:

  1. analisar a situação atual de saúde;
  2. fazer comparações;
  3. avaliar mudanças ao longo do tempo

Os indicadores de saúde, tradicionalmente, tem sido construídos por meio de números.

Em geral, números absolutos de casos de doenças ou mortes não são utilizados para avaliar o nível de saúde, pois não levam em conta o tamanho da população. Dessa forma, os indicadores de saúde são construídos por meio de razões (freqüências relativas), em forma de proporções ou coeficientes.


OBJETIVA: (1432688 votos)..........96.46% das questões objetivas receberam votos.
Apesar de a conduta conservadora nos casos de ferimentos penetrantes do pescoço ter sido defendida como uma alternativa à exploração obrigatória em pacientes assintomáticos, todos os achados seguintes necessitariam de exploração formal do pescoço, EXCETO:
A. hematoma em progressão
B. disfagia
C. disfonia
D. pneumotórax
E. hemoptise

  RATING: 2.96

Apesar de a conduta conservadora nos casos de ferimentos penetrantes do pescoço ter sido defendida como uma alternativa à exploração obrigatória em pacientes assintomáticos, todos os achados seguintes necessitariam de exploração formal do pescoço, EXCETO:

A. hematoma em progressão
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. disfagia
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. disfonia
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. pneumotórax
CORRETO : Relatos de até 50% de incidência de explorações negativas do pescoço, complicações iatrogênicas e sérias lesões decorrentes da cirurgia provocaram uma revisão na máxima que afirmava que todo e qualquer ferimento penetrante em pescoço que violasse o platisma deveria ser explorado. Pacientes estáveis, com lesões altas (zona III) ou baixas (zona I), ou com lesões múltiplas no pescoço, deveriam ser submetidos inicialmente à angiografia antes de ser definido o plano de tratamento. Existem razões para a conduta conservadora em pacientes assintomáticos que são submetidos à simples observação ou à combinação de estudos contrastados e endoscópicos vasculares e aerodigestivos. Todavia, o reconhecimento de sinais agudos de lesão aérea (estridor, rouquidão e disfonia), lesão visceral (enfisema subcutâneo, hemoptise, disfagia), hemorragia (hematomas em expansão, sangramento externo indefinido) ou sintomas neurológicos relativos à lesão de carótida convulsão ou alteração do estado mental) ou nervo craniano baixo ou plexo braquial requerem exploração cirúrgica formal. Um pneumotórax necessitaria de drenagem, exploração, estudos adicionais (como angiografia em lesão estável de zona ou observação isolada, dependendo dos achados clínicos.
E. hemoptise
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (200281 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)




RATING: 3.02

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)


1. Epidemiologia, histologia e malignidade

Predomina no sexo feminino. (0,02 p)
Incidência maior na quinta e na sexta décadas de vida. (0,02 p)

Em geral associa-se a bócio multinodular de longa evolução, frequentemente colóide e atóxico. (0,02 p)

É mais observado em indivíduos com história de bócio cervical prévio ou provenientes de áreas de endemia. (0,02 p)

A taxa de carcinoma oculto no espécime cirúrgico situa-se, na literatura, em torno de 5% a 15%. (0,02 p)


2. Classificações e planejamento da via

Tipo I: componente mediastinal anterior (cerca de 85% dos casos), situado à frente da traqueia e dos grandes vasos. (0,02 p)
Tipo II: componente em mediastino posterior (cerca de 10% a 15%), posterior à traqueia e/ou aos vasos; implica maior dificuldade de extração cervical. (0,02 p)

Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):

  • grau 1 — extensão até o estreito torácico / acima do arco aórtico → via cervical. (0,02 p)
  • grau 2 — extensão ao nível do arco aórtico / pericárdio → considerar manubriotomia. (0,02 p)
  • grau 3 — extensão abaixo do átrio direito → esternotomia total. (0,02 p)

A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).


3. Avaliação pré-operatória

Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)

Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)

Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)


4. Limitações da PAAF mediastinal

O componente subesternal, em regra, não é acessível de forma segura pela via cervical habitual. (0,02 p)
A tentativa de punção profunda eleva o risco de hemorragia mediastinal e de pneumotórax. (0,02 p)

Além disso, na presença de compressão ou de extensão documentada, a indicação cirúrgica independe, na maioria das vezes, do resultado citológico. (0,02 p)

A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)


5. Complicações cirúrgicas relevantes

Lesão do nervo laríngeo recorrente, favorecida pelo desvio traqueal e pelo alongamento/deslocamento do nervo. (0,03 p)
Hipoparatireoidismo transitório ou definitivo, sobretudo na tireoidectomia total de glândulas volumosas. (0,02 p)

Hemorragia e hematoma cervical-mediastinal, com potencial de compressão aguda da via aérea. (0,02 p)

Traqueomalacia por compressão crônica da parede traqueal. (0,03 p)

Abertura pleural e necessidade de drenagem torácica, especialmente em extensões posteriores ou quando se recorre à via transesternal. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (232440 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mãe tercigesta, Rh negativo. Na primeira gestação, gerou recém-nascido normal, de termo, não tendo recebido imunoglobulina humana anti-Rh D. A segunda gestação complicou-se por isoimunização Rh, dando à luz neonato de termo, o qual necessitou três exsanguinotransfusões e faleceu com 8 dias de vida. Na gestação atual, conseguiu dar à luz a termo. No alojamento conjunto, o recém nascido ficou ictérico quase até os joelhos nos primeiros 5 horas pós parto.
Sobre esse caso acima, pergunta-se:
1) Conforme a classificação de Kramer, que nível de bilirrubinemia total estima-se nesta criança? (0,125 pontos)
2) Quais são os argumentos clínicos para pedir investigação de laboratório para essa criança? (0,25 pontos)
3) Qual é o tratamento indicado? (0,125 pontos)


RATING: 2.54

1) Conforme a classificação de Kramer, que zona e que nível de bilirrubinemia total estima-se nesta criança?
A criança está com icterícia de Zona 3 (icterícia até os joelhos, sem pegar os antebraços) (0,0625 p) - o nível estimado é de 12 mg/100 ml. (0,0625 p)

2) Quais são os argumentos clínicos para pedir investigação de laboratório para essa criança?
A presença de icterícia antes de 24-36 horas de vida (0,0625 p) ou de valores de BT > 12 mg/dL (0,0625 p) , independentemente da idade pós-natal, alerta para a investigação de processos patológicos.
Todo RN ictérico ao nível ou abaixo da linha do umbigo deve ter uma dosagem de bilirrubina sérica ou transcutânea. (0,0625 p)
Irmão com icterícia neonatal tratado com fototerapia. (0,0625 p)
3) Qual é o tratamento indicado?
Fenobarbital (0,0625 p) e fototerapia intensiva. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.54)




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