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HIPERTENSÃO PORTAL E CONSEQUÊNCIAS (ÁREA DE CIRURGIA)

O volume do fluxo venoso porta é indiretamente regulado pela vasoconstrição e vasodilatação do leito arterial esplâncnico. Em contraste, as arteríolas hepáticas respondem às catecolaminas circulantes e estimulação nervosa simpática; portanto, o fluxo arterial hepático é diretamente regulado.

Contudo, mesmo influências vasoconstritoras intensas podem ser superadas por uma resposta arterial hepática auto-reguladora, o que mantém um fluxo sanguíneo hepático total próximo ao normal, tanto quanto possível, quando a perfusão porta é diminuída em pacientes com choque ou mesmo com derivações portossistêmicas criadas cirurgicamente, ou induzidas por doença.

Muitos hormônios esplâcnicos são importantes reguladores do metabolismo hepático.

OBJETIVA: (1059194 votos)..........98.15% das questões objetivas receberam votos.
Paciente de 64 anos, hipertenso e tabagista, chega ao PS com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo de início súbito há 12 horas, febre de 38,8 °C, leucocitose 18.000/mm³ e TC abdominal demonstrando espessamento da parede do sigmoide, múltiplos divertículos, extravasamento de contraste pericólico contido e coleção de 4,5 cm sem ar livre intraperitoneal. Não há sinais de choque. Qual é a conduta inicial mais adequada, segundo as diretrizes atuais da Sociedade Americana de Cirurgiões de Cólon e Reto?
A. Internação para antibioticoterapia intravenosa + drenagem percutânea imediata da coleção + sigmoidectomia eletiva após 6 semanas
B. Internação para antibioticoterapia intravenosa isolada, sem drenagem, com reavaliação clínica em 48 h
C. Internação para antibioticoterapia intravenosa + drenagem percutânea imediata + sigmoidectomia de urgência com anastomose primária
D. Alta hospitalar com antibióticos orais e dieta líquida, com retorno em 7 dias
E. Internação para antibioticoterapia intravenosa + meperidina EV + sigmoidectomia laparoscópica nas próximas 24 h.

  RATING: 3

Paciente de 64 anos, hipertenso e tabagista, chega ao PS com dor abdominal no quadrante inferior esquerdo de início súbito há 12 horas, febre de 38,8 °C, leucocitose 18.000/mm³ e TC abdominal demonstrando espessamento da parede do sigmoide, múltiplos divertículos, extravasamento de contraste pericólico contido e coleção de 4,5 cm sem ar livre intraperitoneal. Não há sinais de choque. Qual é a conduta inicial mais adequada, segundo as diretrizes atuais da Sociedade Americana de Cirurgiões de Cólon e Reto?

A. Internação para antibioticoterapia intravenosa + drenagem percutânea imediata da coleção + sigmoidectomia eletiva após 6 semanas
CORRETO: A coleção > 2 cm (aqui 4,5 cm) em diverticulite complicada por abscesso pericólico/pélvico deve ser drenada por via percutânea guiada por imagem associada a antibióticos IV, seguida de ressecção eletiva após 6 semanas, quando a inflamação estiver resolvida e a anastomose for segura.
B. Internação para antibioticoterapia intravenosa isolada, sem drenagem, com reavaliação clínica em 48 h
INCORRETO : Abscessos > 2-3 cm não resolvem apenas com antibióticos em grande parte dos casos e apresentam risco de ruptura e peritonite.
C. Internação para antibioticoterapia intravenosa + drenagem percutânea imediata + sigmoidectomia de urgência com anastomose primária
INCORRETO : A ressecção de urgência com anastomose primária em ambiente inflamado/infectado tem alta taxa de deiscência; a abordagem em dois tempos (drenagem + cirurgia eletiva) é o padrão.
D. Alta hospitalar com antibióticos orais e dieta líquida, com retorno em 7 dias
INCORRETO : Diverticulite complicada por abscesso requer internação, antibióticos IV e drenagem.
E. Internação para antibioticoterapia intravenosa + meperidina EV + sigmoidectomia laparoscópica nas próximas 24 h.
INCORRETO : Não há indicação de cirurgia de urgência em abscesso contido; a abordagem laparoscópica é eletiva após controle da infecção.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (178808 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.


RATING: 4.01

A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.

1) Na criança o quadro é atípico, caracterizado por letargia, vômitos mais intensos e episódios diarréicos mais freqüentes. Por vez correlaciona-se a um diagnóstico tardio, principalmente nas menores de dois anos, quando a apendicite é incomum. (0,125 p)
2) No idoso, assim como na criança, a doença é mais grave. A temperatura é menos elevada e a dor abdominal é mais insidiosa, ocasionando um diagnóstico tardio, com maior incidência de perfuração e conseqüentemente maior mortalidade. (0,125 p)
3) Na gestante é a emergência cirúrgica extra - uterina mais comum, ocorrendo com mais freqüência nos dois primeiros trimestres. (0,125 p)
4) Nos pacientes com SIDA existem causas específicas de apendicite a exemplo do linfoma não-Hodkgin e do sarcoma de Kaposi (mecânicas). Em relação a etiologia infecciosa, os agentes principais são o Cryptosporidium e o CMV. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4.01)

CASO CLINICO: (208323 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B..S. – Com seis anos, nascida na periferia da cidade, feminina, negra. Levada ao hospital com encaminhamento do Odontólogo relatando alteração dentária sugestiva e portando exames laboratoriais onde o VDRL encontrava-se positivo 1:32. Imediatamente internada para investigação.

A mãe, do lar, de pouca escolaridade, tem outros três filhos sendo 2 do mesmo pai. A avó materna é HIV positiva e moram em casa de alvenaria com água e esgoto. A criança nasceu de parto normal, com 2950 g e 50 cm ficando internada por cinco dias para fototerapia, não sendo realizado VDRL. O pré-natal foi realizado inadequadamente.

O exame físico mostrou criança ativa, em bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica, sem déficit ponderal ou de estatura, desenvolvimento físico e psicomotor compatíveis com a idade. O exame dos sistemas neurológico, cardiovascular, respiratório, abdome e membros eram normais. A cavidade oral exibia os incisivos centrais e superiores, em serrilhado típico (dentes de Hutchinson) e molares em amora, sendo observado um mal estado dentário.

 

1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;

2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;




RATING: 3.11

1) Trata-se de sifilis congênita neste caso? Quais são os pontos de apoio para esse diagnóstico? - 0,25 pontos;

Caso confirmado: quando o T. pallidum ou seu material genético é constatado fisicamente em amostras de lesões, líquido amniótico, cordão umbilical ou de tecidos oriundos da necropsia
Caso presuntivo: quando pelo menos um dos seguintes parâmetros está presente:
I) RN ou criança cuja mãe contaminada não tenha sido tratada ou o foi de forma inadequada;
II) RN ou criança exibindo teste treponêmico positivo e algumas das seguintes alterações: evidência de sífilis congênita ao exame físico; alterações radiológicas; VDRL positivo no líquor; elevado conteúdo de proteínas ou leucocitose no líquor, na ausência de outras causas; IgM positiva para lues
III) Natimorto sifilítico – morte fetal ocorrida em gestação de mais de 20 semanas ou feto com peso superior a 500g, nascido de mãe com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada.

Os fatores de risco mais comumente associados a sífilis congênita:

  • falta de atendimento pré-natal
  • abuso de cocaína
  • prostituição
  • contato sexual desprotegido
  • comercialização do sexo por drogas
  • cuidados pré-natais inadequados

2) Qual é a atitude terapêutica a ser tomada imediatamente? - 0,25 pontos;

  1. Penicilina cristalina, em infusão venosa, na dose de 150.000 U/kg/dia divididos em 6 tomadas durante 14 dias. 
  2. Penicilina benzatina 7.200.000UI, IM, em três doses semanais de 2.400.000 UI

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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