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CISTO PILONIDAL (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença pilonidal constitui uma condição patológica localizada na região sacrococcígea, caracterizada por potencial evolutivo para infecção aguda ou crônica. Sua expressão clínica é variável, porém a forma mais característica consiste no desenvolvimento de um cisto ou trato sinusal que, ao sofrer infecção, promove a formação de tecido de granulação piogênico exuberante.

Tal resposta inflamatória decorre diretamente da presença de epitélio escamoso estratificado que reveste o interior do cisto ou do sinus, o qual frequentemente abriga fragmentos de pêlos em seu interior.

As infecções pilonidais e os seios pilonidais crônicos manifestam-se predominantemente na linha média da pele sacrococcígea, afetando com maior frequência homens jovens, o que reflete uma predileção demográfica observada em diversos estudos clínicos. Essa localização específica, na região entre o sacro e o cóccix, favorece o desenvolvimento de processos inflamatórios e infecciosos devido à anatomia local, que inclui dobras cutâneas e maior exposição a atritos e umidade, condições que propiciam a penetração de elementos irritantes.


OBJETIVA: (1137359 votos)..........99.45% das questões objetivas receberam votos.
A prova tuberculínica (PT), avaliada através da técnica de Mantoux, é um método auxiliar para o diagnóstico de TB. Ela baseia-se na:
A. reação celular desenvolvida após a inoculação intradérmica de um derivado protéico
B. formação de complexos antígeno-ánticorpo apos a inoculação de fragmentos bacilares
C. reação imune apos instilação subcutãnea de anatoxina bacilar
D. reação de sensibilização bacilar apos inoculação de bacilo vivo e atenuado
E. reação imune apos escarificação cutânea e contato com antígeno bacilar

  RATING: 2.9

A prova tuberculínica (PT), avaliada através da técnica de Mantoux, é um método auxiliar para o diagnóstico de TB. Ela baseia-se na:

A. reação celular desenvolvida após a inoculação intradérmica de um derivado protéico
CORRETO: A prova tuberculínica (PT), avaliada através da técnica de Mantoux, é um método auxiliar para o diagnóstico de TB. Baseia-se na reação celular desenvolvida após a inoculação intradérmica de um derivado protéico do M. tuberculosis. No Brasil, o antígeno padronizado e distribuído pelo MS é o PPD RT 23, aplicadas 2 UT.
B. formação de complexos antígeno-ánticorpo apos a inoculação de fragmentos bacilares
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. reação imune apos instilação subcutãnea de anatoxina bacilar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. reação de sensibilização bacilar apos inoculação de bacilo vivo e atenuado
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. reação imune apos escarificação cutânea e contato com antígeno bacilar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

DISCURSIVA: (182555 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de esôfago responda as questões abaixo de maneira completa, explicando detalhadamente o que se pede:
1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor estadio II A? - 0,3 pontos
2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor avançado - 0,2 pontos?


RATING: 2.94

Em relação ao câncer de esôfago responda as questões abaixo de maneira completa, explicando detalhadamente o que se pede:
1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor estadio II A? - 0,3 pontos
2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor avançado - 0,2 pontos?

1) Qual a melhor proposta cirúrgica para um tumor esofágico estadio II A?
  • A esofagectomia transtorácica ainda e a preferida pela maioria dos cirurgiões porque permite uma completa ressecção da massa tumoral e tecido adjacente assim como uma dissecção perfeita dos gânglios linfáticos, permitindo um estadiamento completo do tumor. (0,1 p)
  • Laparotomia seguida de toracotomia direta é reservada para aqueles casos do terço inferior do esôfago. (0,1 p)
  • Esofagectomia até o esôfago cervical, incisão acrescida no pescoço (terceira incisão) para conseguir a anastomose para tumores localizados na porção média ou alta do esôfago. (0,1 p)
DISCUSSÃO:
O câncer no estádio II A invade a muscular própria e ate a adventícia, sem entretanto apresentar metástase para linfonodos ou metástase a distância.
Os cirurgiões concordam que neste estádio, devido a possibilidade de cura ser grande com a realização de uma resseção chamada RO (retirada macroscópica e microscópica do tumor). Em qualquer caso esta indicado um procedimento de drenagem gástrica (piloroplastia).

2) Qual a principal indicação da prótese endoscópica no tumor esofágico avançado?
O uso da prótese é restrita aos pacientes considerados irressecáveis. (0,2 p)

DISCUSSÃO: 
O objetivo é fazer uma ponte para ultrapassar a obstrução do esôfago, permitindo uma permeabilidade da luz para trânsito de saliva e alimentos.
Apesar da melhora da deglutição com o uso da prótese, a ingestão deve ser restrita a alimentos compatíveis com a passagem através da prótese e, portanto, a paliação não é ideal. Entretanto é de indicação precisa nas fístula esofagobrônquicas, pois permite a sua oclusão, evitando com isto a penetração continuada de alimentos e saliva na árvore respiratória com tosse freqüente e infecção de repetição.
Esta contra indicada sua colocação em tumores cervicais, pois a este nível interfere na deglutição, e a colocação em tumores da transição esofagogástrica deve ser restringida em virtude de refluxo gastroesofágico importante.

FONTE:

TRATADO DE SABISTON

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (212806 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Criança F de 2 anos, 11 meses e 3 dias, Peso: 14 kg da entrada no PA com dores intensas de tipo colicativo, a cada 20-30 minutos de intervalo de início na madrugada. Os episódios de dor são fortes e a criança grita de dor durante as cólicas e adota posição antalgica, com as coxas fletidas no abdomen, no intervalo chegando a ficar sonolenta. Outros sistemas sem modificações no exame clínico. Mãe relata que na véspera a criança comeu pipoca, negando outros alimentos indigestos ou supra-alimentação. Para aliviar os sintomas durante a madrugada a mãe administrou 14 gotas de Buscopan, com resposta temporária e incompleta da dor, mas como as colicas continuavam, decidiu levar a criança no atendimento. Nega qualquer episodio de vômito, nega qualquer episodio de febre.

Na admissão, criança em bom estado geral, cuidados basicos excelentes, higiene excelente. Apalpação abdominal com leve desconforto difuso, sem formações tumorais palpáveis, sem sinais de abdomen agudo, descompressão negativa, Markle negativo. Não apresentou colica durante o exame no consultorio.

Suspeitando-se da classica dor abdominal causada pela constipação, muitas vézes encontrada no nosso serviço, solicita-se Rx de abdomen simples. Laudo do especialista: Estruturas ósseas íntegras. Distribuição habitual de fezes e gases em alças intestinais. Ausência de imagens cálcicas sugestivas de cálculos renais ou biliares radiopacos (basicamente, Rx normal).

Solicita-se instilação de 2 tubos de Minilax com avaliação da evacuação insatisfatoria. Vinte minutos depois a criança começa com uma nova série de colicas, doloridas, é alojada na sala de tratamentos e infundem-se 0,4 ml Buscopan em bolus e. v. com resposta positiva imediata, solicitando-se uma hemograma e uma coleta urinaria por sonda. Mantida na sala de observação. Resultados: hemograma absolutamente normal, urina negativa para ITU. No entanto, as colicas voltam, e como já tinham passado 2 horas da ultima administração, repita-se a dose de buscopan e. v.. Depois de passar o ultimo episodio álgico, solicita-se uma nova lavagem intestinal, desta vez com Fleet Enema. Com essa segunda lavagem a criança evacua uma amostra de fezes pastosas, com muito muco e de cor discretamente avermelhada, que parece 'geleia de morango'. Passado um intervalo de tempo depois da segunda lavagem, as dores voltam, criança recebe a terceira dose de buscopan e é solicitado US de abdomen. Laudo: ' - Ausência de liquido livre na cavidade abdominalBexiga com capacidade normal, paredes finas e regulares e conteúdo homogêneo. Estudo ultrassonográfico dirigido para região abdominal, evidencia-se no presente momento formação em aspecto de 'lesão em alvo', na topografia do hipogástrio, medindo 2,5 x 3.5 cm, com camada externa de 0,8 cm de espessura, sem caracterização de causa secundária pelo método ecográfico.'

Pergunta-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,05 pontos)

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso? (0,1 pontos)

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)? (0,1 pontos)

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia? (0,25 pontos)




RATING: 2.95

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica?

Intussucepção intestinal. (0,05 pontos)

DISCUSSÃO: A intussuscepção é a causa mais frequente de obstrução intestinal em lactentes e pré­escolares. É uma emergência, ocorre com maior freqüência em crianças com idade abaixo dos dois anos. Depois da apendicite, é a segunda mais comum emergência abdominal na criança. A dor abdominal é súbita e cessa de modo tão repentino quanto seu início. A criança pode parecer confortável, mas eventualmente pode ser tornar letárgica. A dor abdominal é caracterizada pelo choro da criança e pela flexão das pernas em direção ao abdome. Os paroxismos de dor costumam acompanhar-se de esforços para defecar e as fezes em 'geléia-de-framboesa', de modo geral, aparecem nas primeiras 24 horas, mas em raras ocasiões surgem até dois dias após o início do quadro. Ao exame físico, o sinal mais consistente é a presença de massa palpável, de aspecto tubular, no quadrante superior direito do abdome, podendo ser subcostal. Esta pode ser mal definida e de consistência amolecida.

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso?

Radiografias abdominais simples, em decúbito dorsal e em pé permitem a formular a SUSPEITA de intussuscepção (0,05 pontos), mas não em todos os casos (estima-se uma acuracia de 50%).(0,05 pontos)

DISCUSSÃO: Esclarecemos desde o início que as radiografias têm valor limitado, como ferramenta de triagem, quando achados sugestivos são encontrados. NÃO utilizar na CONFIRMAÇÃO do diagnóstico e NÃO utilizar como um ÚNICO TESTE para o diagnóstico. A ULTRASSONOGRAFIA é a ferramenta de triagem para a grande maioria das instituições.

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)?

Mais comumente, o ceco (0,05 pontos) e o íleo terminal (0,05 pontos) estão envolvidos.

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia?

1. Perfuração (0,05 pontos): se a intussuscepção não for tratada precocemente, pode ocorrer perfuração da parede intestinal, resultando em peritonite (0,05 pontos), uma infecção grave na cavidade abdominal.
2. Necrose intestinal (0,05 pontos): a obstrução do fluxo sanguíneo para a parte do intestino afetada pela intussuscepção pode resultar em necrose (morte) do tecido intestinal.
3. Sepsis (0,05 pontos): a infecção do intestino perfurado ou necrótico pode se espalhar para o sangue, causando sepse, uma infecção generalizada grave.
4. Obstrução intestinal crônica (0,05 pontos): em alguns casos, a intussuscepção pode levar a danos permanentes no intestino, resultando em obstrução intestinal crônica, que pode exigir cirurgia adicional.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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