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INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Geralmente os pais estão no maior panico quando trazem uma criança assim. Se o corpo estranho estiver confirmado pelo Rx, é pior ainda.
As ingestões de corpos estranhos geralmente ocorrem em lactentes e crianças pequenas e a grande maioria das ingestões em crianças é acidental.
Evento presenciado ou desaparecimento do objeto levam os pais se apresentar com essas crianças no PS. A maioria dos pacientes terá um exame físico normal, no entanto, a criança deve ser avaliada quanto aos sinais de complicações.

OBJETIVA: (1148436 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Não se inclui entre as doenças de notificação compulsória, segundo orientação do Ministério da Saúde:
A. febre tifóide
B. varicela
C. tuberculose
D. tétano
E. hanseníase

  RATING: 3.09

Não se inclui entre as doenças de notificação compulsória, segundo orientação do Ministério da Saúde:

A. febre tifóide
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. varicela
CORRETO : Segundo Portaria 1.943, de 18 de Outubro de 2001, febre tifóide, tuberculose, tétano, hanseníase, alem de outras, estão presentes. No entanto varicela não se encontra na lista do Ministério da Saúde. A portaria reconhece em seu art. 6, que os gestores estaduais e os municipais do Sistema Único de Saude poderão incluir outras doenças e agravos no elenco de doenças de notificação compulsória, em seu âmbito de competência, de acordo com o quadro epidemiológico local. Sendo assim não há o impedimento de inclusão da varicela em listas estaduais e/ou municipais, no entanto na lista do ministério ela não está presente.
C. tuberculose
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. tétano
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. hanseníase
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

DISCURSIVA: (183198 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).




RATING: 2.95

Sobre a síndrome de Cushing de origem adrenal (hipercortisolismo ACTH-independente), responda:

  1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing (0,15 pontos).
  2. Principais causas suprarrenais (0,1 pontos).
  3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal (0,15 pontos).
  4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia (0,1 pontos).


1. Conceito de síndrome de Cushing e sua diferenciação da doença de Cushing

• A síndrome de Cushing engloba todos os sinais e sintomas decorrentes da exposição crônica a glicocorticoides em excesso, independentemente da origem (0,08 p).

• A doença de Cushing refere-se especificamente à forma dependente de ACTH hipofisário (0,07 p).

2. Principais causas suprarrenais
• Adenoma (0,05 p).
• Carcinoma (0,05 p).
3. Tratamento cirúrgico para adenoma adrenal
• Adrenalectomia unilateral laparoscópica (0,06 p).
• Cura de 100 % (0,04 p).
• Reposição temporária de glicocorticoide até recuperação da suprarrenal contralateral (0,05 p).
4. Tratamento cirúrgico para carcinoma adrenal e esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides na adrenalectomia
• Ressecção citorredutora seguida de mitotano (0,03 p).
• Prognóstico reservado (0,02 p).
• Dose de estresse imediata (hidrocortisona 100 mg IV 8/8h por 24h) (0,03 p).
• Redução gradual para reposição fisiológica (semanas) (0,01 p).
• Em casos graves/prolongados: suplementação por >12 meses possível (0,01 p).

FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (213794 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, branco, 70 anos, tabagista crônico (50 maços-ano), com exposição ocupacional prévia em indústria de tintas, procura atendimento por hematúria indolor macroscópica recorrente há 3 meses, associada a sintomas irritativos vesicais (urgência e frequência). Exame físico sem massa pélvica palpável. Ultrassonografia mostra lesão papilar na bexiga. Citologia urinária positiva para células de alto grau. Não há hidronefrose.

I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? ....................... 0,15 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais provável da doença diagnosticada? ............... 0,15 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ...................... 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento inicial recomendado para a forma não músculo-invasiva suspeitada?  .............. 0,10 pontos



RATING: 3.16

Resposta à Questão I (Suspeita diagnóstica)
A suspeita diagnóstica principal é carcinoma urotelial de bexiga.
  • Hematúria indolor macroscópica recorrente é a manifestação clínica mais frequente, presente em até 80% dos pacientes (0,05 p).
  • Homem branco idoso apresenta incidência 2,5 a 4 vezes maior que em mulheres, com pico entre 80-84 anos e risco de tumor invasivo de 3,5% a partir dos 70 anos (0,05 p).
  • Citologia positiva para células de alto grau associada a lesão papilar na ultrassonografia reforça lesão urotelial (0,05 p).

Resposta à Questão II (Possível causa etiológica)
A causa etiológica mais provável é o tabagismo crônico (fator de risco ambiental principal).
  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; fumantes têm de 2 a 4 vezes mais chance de desenvolver câncer de bexiga, com associação proporcional à quantidade e ao tempo de exposição (0,05 p).
  • Alfa- e beta-naftilaminas do cigarro são absorvidas, eliminadas na urina e causam dano celular repetido direto no urotélio (0,05 p).
  • Exposição ocupacional (indústria de tintas) responde por 15% a 35% dos casos em homens, com carcinógenos como benzidina e longo período de latência (0,05 p).

Resposta à Questão III (Melhor modalidade confirmatória)
A melhor modalidade para confirmar o diagnóstico é a cistoscopia rígida associada à ressecção transuretral completa com biópsia tecidual e amostras da muscular própria.
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral constitui o método padrão-ouro para diagnóstico definitivo, permitindo inspeção direta da mucosa e avaliação da profundidade de infiltração (0,05 p).
  • Deve incluir amostras da muscular própria da bexiga para estadiamento preciso e evitar subestadiamento (0,05 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento inicial)
O tratamento inicial recomendado é ressecção transuretral completa seguida de quimioterapia intravesical perioperatória imediata (mitomicina C dentro das primeiras 6 horas).
  • Ressecção transuretral completa é o padrão-ouro para tratamento inicial de tumores não músculo-invasivos, com objetivo de remoção de todas as lesões visíveis e estadiamento preciso (0,05 p).
  • Quimioterapia intravesical perioperatória (mitomicina C) reduz o risco relativo de recorrência em cerca de 39% quando instilada preferencialmente no mesmo dia, idealmente < 6 horas após a ressecção (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.16)




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