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INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA NO PACIENTE PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Insuficiência Renal Aguda é um termo genérico. Trata-se, basicamente, da diminuição abrupta e sustentada na função renal.
Assim, há uma retenção de resíduos nitrogenados (ureia e creatinina) e não nitrogenados. Caso isso dura demais, instalam-se distúrbios metabólicos como acidose metabólica e hipercalemia, mudanças no balanço de fluidos corpóreos e efeitos em outros órgãos e sistemas.
Pior é que essa catastrofe metabólica é uma situação comum em Pediatria. Acarreta alta morbidade e mortalidade e não por ultimo, um custo muito alto.
Obviamente, a conclusão pode ser uma só - melhor prevenir que chegar a vivenciar - uma situação frequentemente prevenível. A instituição de medidas preventivas são cruciais para obtenção de um desfecho favorável.
O grande vilão nesta historia é a perda irreversível dos néfrons.

OBJETIVA: (1425958 votos)..........96.19% das questões objetivas receberam votos.
No que se refere ao diagnóstico laboratorial e de imagem do bócio multinodular atóxico:
A. O TSH encontra-se tipicamente suprimido ou indetectável
B. A cintilografia com radioisótopo é exame obrigatório para confirmar o diagnóstico em todos os pacientes
C. A ultrassonografia demonstra tipicamente nódulos hiperecogênicos homogêneos sem calcificações ou degeneração cística
D. O perfil hormonal tireoidiano é normal (eutiroidismo), com TSH e fração livre de T4 dentro da faixa de referência
E. A dosagem de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO e anti-tireoglobulina) é sempre positiva

  RATING: 2.92

No que se refere ao diagnóstico laboratorial e de imagem do bócio multinodular atóxico:

A. O TSH encontra-se tipicamente suprimido ou indetectável
INCORRETO: TSH suprimido define hipertireoidismo (bócio multinodular tóxico ou doença de Graves) e exclui o diagnóstico de bócio atóxico.
B. A cintilografia com radioisótopo é exame obrigatório para confirmar o diagnóstico em todos os pacientes
INCORRETO : A cintilografia não é necessária para o diagnóstico de bócio multinodular atóxico; ela é reservada a situações específicas (suspeita de autonomia funcional ou planejamento de radioiodo).
C. A ultrassonografia demonstra tipicamente nódulos hiperecogênicos homogêneos sem calcificações ou degeneração cística
INCORRETO : A ultrassonografia típica revela nódulos de ecogenicidade variável (frequentemente hipoecoicos ou isoecoicos), com áreas císticas, calcificações e heterogeneidade.
D. O perfil hormonal tireoidiano é normal (eutiroidismo), com TSH e fração livre de T4 dentro da faixa de referência
CORRETO : O critério definidor de “atóxico” é a manutenção do eutiroidismo clínico e laboratorial. TSH e T4 livre situam-se dentro dos intervalos de referência; qualquer elevação ou supressão do TSH indica outra condição (bócio tóxico, tireoidite, hipotireoidismo associado).
E. A dosagem de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO e anti-tireoglobulina) é sempre positiva
INCORRETO : A positividade de anticorpos antitireoidianos sugere tireoidite autoimune concomitante e não faz parte da definição do bócio multinodular atóxico.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (199439 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing, responda:

  1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples (0,14 pontos).
  2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha (0,16 pontos).
  3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico (0,13 pontos).
  4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária (0,07 pontos).




RATING: 3.04

Sobre a síndrome de Cushing, responda:

  1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples (0,14 pontos).
  2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha (0,16 pontos).
  3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico (0,13 pontos).
  4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária (0,07 pontos).


1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples
• Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
• Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,03 p)
• fraqueza muscular. (0,03 p)
• hipertensão arterial. (0,03 p)
2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha
• A microcirurgia hipofisária por via transnasal transesfenoidal para doença de Cushing alcança taxa de sucesso aproximada de 90% quando realizada por equipes com ampla experiência. (0,06 p)
• Nos pacientes em que os níveis basais de cortisol não se reduzem de forma adequada após a primeira intervenção, a remissão pode ser obtida por meio de reoperação ou irradiação hipofisária. (0,05 p)
• Quando a cirurgia hipofisária não obtém controle da doença, indica-se adrenalectomia laparoscópica bilateral como opção definitiva. (0,05 p)
3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico
• Ressecção do tumor primário quando possível. (0,05 p)
• Adrenalectomia bilateral se fonte não localizada. (0,04 p)
• Controle medicamentoso com metirapona ou outros inibidores da esteroidogênese enquanto aguarda terapia definitiva. (0,04 p)
4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária
• Suspensão inicial de glicocorticoides (protocolo seletivo). (0,03 p)
• Cortisol matinal subnormal (dia 1-2) = remissão confirmada. (0,02 p)
• Início de reposição por ≥ 6 meses até recuperação do eixo HPA. (0,02 p)


FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (231499 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

M.E.S, sexo feminino, 1 ano e 8 meses, apresentava quadro febril há 2 dias, taquipnéia, 2 episódios de êmese e agitação. Tinha diagnóstico prévio de hidrocefalia com derivação ventrículo peritoneal (DVP). Cartão de vacina estava atualizado. No exame: febril (38,9°C) desidratada e apresentava petéquias em face e no tronco. Ausculta respiratória e cardíaca sem alterações, frequência respiratória de 68, Saturando 90% em ar ambiente, frequência cardíaca 180 e pressão arterial de 75 x 51 mmHg. Pulsos palpáveis, mas perfusão periférica lentificada. Na hemograma de urgência: leucócitos 30.000/mm³, neutrófilos 20.000/mm³, bastonetes 10%, 

(I) Qual o diagnóstico mais provável?.............0,1 pontos;

(II) Quais são seus pontos de apoio para o diagnóstico?...........0,3 pontos;

(II) Qual é a atitude terapêutica que pode reduzir drasticamente a mortalidade neste caso?...................0,1 pontos;




RATING: 2.94

 

(I) Qual o diagnóstico mais provável?

A paciente apresenta sinais de choque séptico (0,05 p) muito provavelmente causado por uma meningococemia (0,05 p).

(II) Quais são seus pontos de apoio para o diagnóstico?

M. E. S. está com forte suspeita de choque septico (0,05 p)., probabilidade justificada pela presença de febre (temperatura axilar de 38.9°C) (0,05 p), leucocitose (leucocitos 30000/mm3) (0,05 p),  taquipnéia (frequência respiratoria 68 resp./min.) (0,05 p). O paciente também tem 1 criterio(s) de infecção (0,05 p) e o tempo de enchimento capilar de 5 segundos (0,05 p).

(II) Qual é a atitude terapêutica que pode reduzir drasticamente a mortalidade neste caso?

Antibioticoterapia sistemica (0,05 p) na primeira hora de atendimento (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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