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A INFECÇÃO COM CORONAVIRUS COVID-19 SARS-COVID (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

COVID-19 é um vírus que ainda não havia se manifestado em humanos pertencente à família Coronaviridae, que tem causado uma infecção respiratória semelhante a um resfriado comum em humanos.

Os CoV são um grupo de vírus que podem infectar humanos e diversos hospedeiros, incluindo aves, como galinhas, perus e faisões, e mamíferos, como suínos, felinos, bovinos e morcegos

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem.

Estão classificados na ordem Nidovirales, família Coronaviridae, e dividem-se em quatro gêneros:

  1. alphacoronavírus,
  2. betacoronavírus,
  3. gammacoronavírus
  4. deltacoronavírus.

Podem causar doenças respiratórias, entéricas, hepáticas e neurológicas.

OBJETIVA: (1209110 votos)..........99.15% das questões objetivas receberam votos.
Uma criança de 3 anos, de 15 kg, apresenta edema de início insidioso evoluindo para anasarca. Os exames realizados parа diagnóstico revelam proteinúria = 1 g/L (1.600 mL de urina de 24 horas), albumina sérica = 1 g%, complemento total e frações normais, colesterol total = 450 mg/dL, urina tipo I com 25 hemácias/campo, proteína (4+) e cilindros granulosos (++). Os demais exames estão em análise. Assinale a alternativa CORRETA:
A. para diagnóstico etiológico, está indicada a biópsia renal
B. como a doença teve início fora da faixa etária habitual, espera-se que não responda bem à corticoterapia
C. deve-se administrar penicilina benzatina para a erradicação de cepas nefritogênicas da orofaringe
D. há casos dessa doença determinados por mutações genéticas
E. a dosagem de antiestreptolisina O é fundamental para a condução do caso

  RATING: 2.5

Uma criança de 3 anos, de 15 kg, apresenta edema de início insidioso evoluindo para anasarca. Os exames realizados parа diagnóstico revelam proteinúria = 1 g/L (1.600 mL de urina de 24 horas), albumina sérica = 1 g%, complemento total e frações normais, colesterol total = 450 mg/dL, urina tipo I com 25 hemácias/campo, proteína (4+) e cilindros granulosos (++). Os demais exames estão em análise. Assinale a alternativa CORRETA:

A. para diagnóstico etiológico, está indicada a biópsia renal
INCORRETO: Em criança de 1 a 12 anos com síndrome nefrótica idiopática sem sinais de alerta adicionais (complemento normal, ausência de hipertensão ou insuficiência renal mencionada), a biópsia renal não é indicada de forma rotineira no momento do diagnóstico; inicia-se corticoterapia empírica conforme diretrizes pediátricas, reservando-se a biópsia para casos corticorresistentes ou atípicos.
B. como a doença teve início fora da faixa etária habitual, espera-se que não responda bem à corticoterapia
INCORRETO : A idade de 3 anos situa-se exatamente na faixa etária habitual da síndrome nefrótica idiopática por lesão mínima (pico entre 2 e 6 anos), não havendo qualquer expectativa de pior resposta à corticoterapia pelo fator idade isoladamente.ente nefrótico.
C. deve-se administrar penicilina benzatina para a erradicação de cepas nefritogênicas da orofaringe
INCORRETO : A penicilina benzatina tem indicação na erradicação de estreptococos β-hemolíticos do grupo A em glomerulonefrite pós-estreptocócica (síndrome nefrítica aguda), cuja apresentação difere marcadamente (complemento baixo, história infecciosa recente, proteinúria habitualmente não nefrótica); o complemento normal e o quadro nefrótico puro afastam essa conduta.
D. há casos dessa doença determinados por mutações genéticas
CORRETO : A síndrome nefrótica da infância, cujo quadro laboratorial e clínico aqui se enquadra perfeitamente (proteinúria nefrótica, hipoalbuminemia grave, hipercolesterolemia e edema generalizado), pode ser determinada por mutações genéticas em genes que codificam proteínas do podócito (NPHS1, NPHS2, WT1, ACTN4 e outros), configurando formas congênitas ou de início precoce na infância, frequentemente corticorresistentes e com indicação de investigação molecular e biópsia renal.
E. a dosagem de antiestreptolisina O é fundamental para a condução do caso
INCORRETO : A dosagem de antiestreptolisina O tem valor apenas na investigação etiológica de glomerulonefrite pós-estreptocócica, entidade que não se aplica ao presente caso diante do complemento normal, do início insidioso e do padrão predominantemente nefrótico.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.5)

DISCURSIVA: (186231 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p




RATING: 3.01

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p


Resposta 1 (Fatores de risco etiológicos):

  • Exposição à radiação ultravioleta (UV) é o fator principal (0,03125 p).
  • Tipo de pele de alto risco: olhos azuis, cabelos loiros/ruivos, pele clara, sardas, incapacidade de bronzeamento e propensão a queimaduras solares (0,03125 p).
  • Histórico de várias queimaduras solares com bolhas e exposição solar intensa e intermitente (0,03125 p).
  • Outros: câmaras de bronzeamento (alto risco, especialmente adolescentes e mulheres jovens), condição socioeconômica elevada, história familiar, grande número de nevos (incluindo congênitos gigantes e displásicos), imunossupressão e xeroderma pigmentoso (0,03125 p).

Resposta 2 (Vias genéticas e moleculares centrais):

  • Via principal RAS-BRAF-MAPK: mutação BRAF (até 66% dos casos), especialmente BRAF-V600E, que ativa permanentemente a proteína, promovendo proliferação celular descontrolada e inibindo apoptose; mais comum em tumores avançados (fase de crescimento vertical) e metastáticos (0,03125 p).
  • Locus CDKN2A (cromossomo 9p21): codifica p16 e p14ARF (supressoras de tumor relacionadas à p53); mutações em 35% dos casos familiares ou com melanomas múltiplos; fenótipo com pigmentação densa, células não fusiformes e disseminação pagetoide; associação com síndrome melanoma-câncer de pâncreas (0,03125 p).
  • Outros genes: CDK4 (cromossomo 12q13, interage com p16, mutações raras de alta penetrância), KIT (mutado em melanomas acrais lentiginosos e de mucosas), PTEN (supressor tumoral perdido em 30% das células de melanoma, mais em lesões avançadas) (0,03125 p).
  • Padrões de mutações: isoladas (RAS) ou combinadas (PTEN + BRAF); mutações não relacionadas à espessura tumoral (exceto PTEN em fases avançadas); acúmulo sequencial de mutações induzidas por UV leva à perda de controle celular (0,03125 p).

Resposta 3 (Alterações arquiteturais e fases de evolução tumoral na histopatologia):

  • Alterações arquiteturais principais: assimetria da arquitetura geral, margens mal definidas, perda da arquitetura névica (grupos de células variáveis em tamanho e forma, grupos confluentes, células menos coesas) e migração de melanócitos atípicos para camadas superiores da epiderme (DOPA-positivas com alta atividade tirosinásica) (0,03125 p).
  • Fase inicial (crescimento radial): melanócitos limitados à epiderme e anexos (exceto casos metastáticos originados de células névicas malignas ou nevo azul de origem dérmica) (0,03125 p).
  • Fase posterior (invasão dérmica): perda de maturação dos melanócitos ao penetrar na derme, células volumosas com núcleos atípicos, hipercromáticos e nucléolos proeminentes, forma pagetoide possível, infiltrado inflamatório (linfócitos) (0,03125 p).
  • Fase de crescimento vertical: alterações citológicas mais intensas, redução na síntese de melanina (pode formar melanoma amelanótico, confirmado por imuno-histoquímica quando pigmento ausente) (0,03125 p).

Resposta 4 (Elementos do AJCC e limitações dos níveis de Clark):

  • Elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica: I. ulceração, II. índice de Breslow, III. mitoses (0,03125 p).
  • Ulceração: interrupção microscópica da superfície epitelial pelo tumor; melhor indicador de envolvimento linfonodal, redefine estágio (A para B), identifica tumores finos (<0,8 mm) como mau prognóstico quando associada a mitoses elevadas; fator independente em análises multivariadas; incluída no AJCC 2002 (0,03125 p).
  • Índice de Breslow: medida da espessura tumoral (do topo da camada granulosa ao ponto mais profundo; em ulcerados, da base da úlcera); fator prognóstico mais confiável, objetivo e independente do observador; define melanoma fino (≤0,8 mm), intermediário (0,8-4 mm) e espesso (>4 mm); quanto mais espesso, pior o prognóstico (0,03125 p).
  • Níveis de Clark: I (restritos à epiderme e anexos), II (derme papilar e interface com reticular), III (toda derme papilar), IV (derme reticular), V (panículo adiposo); limitações: interpretação subjetiva (níveis II-III-IV), dificuldade em visualizar limites derme papilar/reticular (pior em pele danificada pelo sol), variação anatômica da espessura dérmica; menos confiável que Breslow por ser subjetivo (0,03125 p).

FONTE:

MELANOMA MALIGNO - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (218286 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um Sr. de 68a, natural e procedente de Petrolina-PE, procura o serviço médico por dificuldade para deglutir há 3 anos. Inicialmente com alimentos sólidos, agora também tem dificuldades na ingestão de líquidos. A noite, nota alimentos deglutidos no jantar refluírem à boca. Teve um episódio de pneumonia há quatro meses. Refere perda de 8kg no período. Ex-tabagista, agricultor aposentado, portador de hipertensão arterial leve controlada com diuréticos, nega internações e intervenções cirúrgicas prévias.
1) Qual seria a primeira suspeita diagnóstica? - 0,1 pontos
2) Dos exames abaixo, quel é o MENOS util para o diagnóstico? - 0,1 pontos

a) Radiografia contrastada do esôfago
b) Endoscopia digestiva alta
c) Manometria esofágica
d) pHmetria esofágica
e) Tomografia computadorizada do tórax

3) O paciente realizou o exame abaixo. Quais são os achados radiológicos? - 0,3 pontos




RATING: 3.02

1) Qual seria a primeira suspeita diagnóstica?
Megaesôfago chagásico.(0,1 p)
DISCUSSÃO: O principal sintoma que o paciente apresenta é a disfagia. Dentre as principais causas de disfagia, poderíamos citar:

  • neoplasias malignas
  • megaesôfago
  • estenoses pépticas

Como causas mais raras, haveriam

  • os tumores benignos
  • outras doenças motoras
  • Síndrome de Plummer-Vinson
  • a disfagia lusória

Associadamente, o paciente tem regurgitação, história sugestiva de broncoaspiração e perda lenta de peso. Não há história prévia de sintomas pépticos que indique DRGE grave, nem perda acentuada de peso ou hemorragia que sugiram a neoplasia como principais hipóteses.
Assim, pelo caráter lento de aparecimento e pela procedência do paciente, o mais provável é que haja megaesôfago chagásico.
2) Dos exames abaixo, qual é o MENOS útil para o diagnóstico? (0,1 p)
A ph-metria (variante D)
DISCUSSÃO: Os primeiros exames a serem solicitados na suspeita de disfagia são a radiografia contrastada de esôfago e a endoscopia digestiva alta, geralmente nesta ordem.

  • A primeira nos dá uma correta idéia da forma do esôfago, da presença de alterações anatômicas, do esvaziamento do contraste, sendo útil em todas os casos de disfagia.
  • A segunda tem papel primordial nas estenoses orgânicas, em que o exame anátomo-patológico é obrigatório, além de ser o que melhor avalia a mucosa esofágica.
  • A manometria esofágica é o exame que confirma as alterações funcionais motoras do esôfago, tendo achados característicos para cada uma das doenças, incluindo o megaesôfago.
  • A tomografia computadorizada é útil para o estadiamento das neoplasias, identificação de massas esofágicas e para-esofágicas, nem sempre visualizadas por outros métodos.
  • A ph-metria é utilizada para o estudo do refluxo gastroesofágico e, mesmo nos casos de disfagia por estenose péptica, não é capaz de trazer nenhuma informação objetiva acerca da causa da disfagia ou da presença de estenose.
3) Quais são os achados radiológicos?
O esofagograma mostra achados sugestivos de megaesôfago (0,05 p), como dilatação esofágica (0,05 p), presença de resíduos alimentares (0,05 p), nível hidroaéreo no esôfago (0,05 p), ausência de bulha gástrica (0,05 p) e presença de ondas terciárias na porção inferior à esquerda do esôfago. (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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