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O TRATAMENTO DO CHOQUE SEPTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Esse choque apresenta uma característica muito interessante - depende da resposta do hospedeiro. Em muitos casos, o que mata não é o próprio agente patógeno, mas sim a reação fisiológica - ás vezes exagerada - do próprio organismo.
O que é muito importante aqui? Primeiro, identificar precoce o choque séptico - pois a identificação já significa intervenção: inicio da ressuscitação - precisamente, o suporte hemodinâmico para manter a transferência de O2 Já com essa medida corretamente instituída é suficiente para prevenir o desenvolvimento de falência de órgãos de vários sistemas e uma PCR e assim, reduzir a morbidade e a mortalidade pediátrica.
Segundo, pensar imediatamente que as alterações clínicas, hemodinâmicas e metabólicas observadas no choque séptico tem como base dum lado a própria infecção e do outro a liberação ou ativação de mediadores inflamatórios.

OBJETIVA: (1422642 votos)..........96.14% das questões objetivas receberam votos.
A vacina anti-pneumocócica está indicada nas situações seguintes, EXCETO:
A. pacientes esplenectomizados
B. pacientes com linfoma
C. pacientes com HIV que ainda não tenham a imunidade comprometida
D. pessoal da área de saúde
E. pacientes com fístula liquórica

  RATING: 2.87

A vacina anti-pneumocócica está indicada nas situações seguintes, EXCETO:

A. pacientes esplenectomizados
INCORRETO: O surgimento de cepas resistentes de pneumococo e a gravidade da infecção em pacientes considerados de alto risco, fez com que a imunização ativa contra as infecções pelo Streptococcus pneumoniae fosse mais valorizada. Dentre os indivíduos suscetíveis destacamos os esplenectomizados.
B. pacientes com linfoma
INCORRETO : pacientes com doença de Hodgkin (imunização 14 dias antes da quimioterapia ou 3 meses após)
C. pacientes com HIV que ainda não tenham a imunidade comprometida
INCORRETO : os falcêmicos, crianças infectadas pelo HIV, crianças com síndrome nefrótica (prevenção da peritonite espontânea tem indicação para vaccina anti-pneumococica
D. pessoal da área de saúde
CORRETO : No pessoal da área de saúde a vacina anti-pneumocócica não é recomendada.
E. pacientes com fístula liquórica
INCORRETO : Fístula liquórica, independente da idade, indica a imunização, que tem como objetivo prevenir a meningite pneumocócica.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.87)

DISCURSIVA: (198968 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos


RATING: 2.14

A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos

1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? 
Critérios Diagnósticos (Sociedade Europeia de Reumatologia Pediátrica):

  • Presença de púrpura palpável com predomínio do membro inferior (0,05 p),
    além de pelo menos dois dentre:
    • Dor abdominal difusa; (0,05 p)
    • Biópsia mostrando vasculite leucocitoclástica típica ou glomerulonefrite proliferativa com deposição predominante de imunoglobulina A (IgA). Apesar de parte dos critérios, a biópsia cutânea ou renal raramente é necessária: a doença é tipicamente um diagnóstico clínico. (0,05 p)
    • Artrite ou artralgia; (0,05 p)
    • Envolvimento renal (presença de hematúria e / ou proteinúria). (0,05 p)

2) Qual é a atitude terapêutica para os casos comuns e para acometimento gastrointestinal, renal, SNC e genital ? 
Para casos com acometimento leve, o tratamento é de suporte com boa hidratação, analgésicos e AINES (0,05 p). Corticosteroides estão indicados no envolvimento gastrointestinal grave (0,05 p), envolvimento renal confirmado(0,05 p), envolvimento do SNC (0,05 p) e na presença de edema escrotal (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.14)

CASO CLINICO: (231201 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 42 anos, portador de gastrite atrófica em uso crônico de omeprazol (inibidor de bomba de prótons), residente em área com saneamento básico inadequado. Relata ingestão recente de ovos crus e frango mal cozido (carcaça congelada). Inicia, há 12 dias, febre elevada, cefaleia intensa, mal-estar geral, anorexia e constipação intestinal. Na segunda semana evolui com toxemia, febre sustentada (até 40 °C), bradicardia relativa, abdome distendido, esplenomegalia palpável e roséolas tíficas no tronco. Na terceira semana surge diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?..............................0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?......................0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?.........0,12 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha?..............................................0,13 pontos





RATING: 2.92

I. Suspeita diagnóstica: Febre tifóide (febre entérica por S. entérica sorotipo typhi)

  • Quadro clássico de febre entérica com cronologia de semanas: Semana I (febre elevada, cefaleia, mal-estar, anorexia, constipação intestinal) (0,03 p)
  • Semana II: toxemia mais evidente, febre sustentada até 40 °C, bradicardia relativa (pouca elevação do pulso contrastando com febre alta), abdome distendido, esplenomegalia palpável em até 80 % dos casos, roséolas tíficas (pápulas avermelhadas 2-4 mm no abdome superior e tronco) (0,03 p)
  • Semana III: diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda (0,03 p)
  • Fatores facilitadores no hospedeiro: gastrite atrófica + uso de inibidor de bomba de prótons permitem infecção com inóculo menor que 10⁵ microrganismos (0,03 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Ingestão de alimentos contaminados por Salmonella entérica sorotipo typhi (adaptada ao homem)

  • Transmissão principal: ingestão de água e alimentos contaminados com as bactérias (ex.: ovos crus por via transovariana, carcaças de frango contaminadas no abate/evisceração) (0,04 p)
  • Fatores favorecedores: saneamento básico inadequado e contaminação fecal de frutas/legumes/queijos artesanais (0,03 p)
  • Dose infectante mínima de 10⁵ microrganismos, reduzida pela barreira gástrica vencida em gastrite atrófica ou uso de inibidores da bomba de prótons (0,03 p)
  • Sorotipos typhi/paratyphi adaptados ao homem e causadores de febres entéricas (diferentes dos sorotipos não-typhi, adaptados a animais) (0,03 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Isolamento da bactéria por hemocultura (primeiras 2 semanas) ou mielocultura

  • Hemoculturas positivas na maioria dos casos (> 80 %) nas primeiras 2 semanas de doença (0,04 p)
  • Mielocultura (aspirado de medula óssea): permite isolamento em mais de 90 % dos casos e permanece positiva durante todo o período, mesmo após antibióticos prévios (0,04 p)
  • Coproculturas positivam-se geralmente após 2 semanas (técnicas modernas podem detectar na 1ª semana); reação de Widal tem baixa sensibilidade (60 %) e especificidade (0,04 p)

IV. Tratamento de escolha: Quinolonas (ex.: ciprofloxacina) por 14 dias + medidas de suporte e precauções entéricas

  • Quinolonas são as drogas de escolha modernas: excelente atividade bactericida e penetração intracelular (onde as salmonelas se multiplicam) (0,05 p)
  • Ciprofloxacina 500 mg VO ou 400 mg IV 12/12 h por 14 dias nas febres entéricas (0,03 p)
  • Alternativas: ceftriaxona 2 g IV a cada 24 h por 14 dias ou azitromicina (0,03 p)
  • Suporte: hidratação; precauções entéricas rigorosas e lavagem das mãos para evitar disseminação (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.92)




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