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Paciente M, 35 anos, com diagnóstico de doença de Crohn, já submetido a duas cirurgias, por estenose jejunal. Em uma dessas cirurgias, há 6 anos, o segmento estenosado foi ressecado, realizando-se anastomose jejunojejunal término-terminal. Na outra, há 14 anos, realizou-se derivação intestinal, com exclusão do segmento intestinal estenosado. Em ambas, apresentou boa evolução pós-operatória imediata. Há 2 meses vem apresentando náuseas, vômitos, dor abdominal difusa em eólica, diarréia e anemia. Esse paciente deve ser obrigatoriamente investigado quanto à possibilidade de:
A. Angina mesentérica
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Neoplasia de delgado
CORRETO : Pacientes com diagnóstico de doença inflamatória intestinal (DII) têm um risco aumentado de progressão para neoplasia do trato gastrintestinal. No caso específico da doença de Crohn (DC), alguns fatores podem contribuir com uma evolução para neoplasia colorretal, sendo o fator do caso apresentado a exposição prolongada da doença. Nos portadores de DC com acometimento de grande extensão do cólon, acredita-se que o risco seja 18 vezes maior para o desenvolvimento da neoplasia. Na retocolite ulcerativa com envolvimento da totalidade do cólon - pancolite - este risco para o surgimento de neoplasia parece ser aumentado 0,5% a 1% ao ano, se houver duração maior que 10 anos de doença. A estratégia utilizada para o acompanhamento dos pacientes com DII é a realização anual ou bianual com colonoscopia. Diante da presença de displasia de alto grau, preconiza-se a colectomia ou ressecção segmentar. Já nas displasias de baixo grau, a conduta é controversa.
C. Tuberculose intestinal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Pseudocisto pancreático
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Úlcera duodenal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
RATING: 2.96 ![]()
(I) Define e descreva o choque compensado.
O choque é classificado como compensado ou descompensado (0,013 p) , de acordo com seu efeito na pressão arterial. (0,013 p)
O choque é definido como compensado (0,013 p) quando os mecanismos compensatórios (0,013 p) são capazes de manter a pressão arterial normal (0,013 p), ou seja, o paciente apresenta sinais e sintomas de perfusão tecidual inadequada (0,013 p), mas a pressão arterial sistólica é normal (0,013 p).
(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico.
O choque é classificado segundo o débito cardíaco (0,013 p) em hipodinâmico ou frio (0,013 p) e hiperdinâmico ou quente (0,013 p).
O choque hiperdinâmico ou quente se associa a alto débito cardíaco (0,013 p) e baixa resistência vascular sistêmica (0,013 p). Caracteriza-se por extremidades quentes (0,013 p), avermelhadas (0,013 p), com alargamento da pressão de pulso (0,013 p) e perfusão periférica rápida (0,013 p). O fluxo sanguíneo é distribuído inadequadamente (0,013 p). Alguns tecidos recebem fluxo sanguíneo insuficiente (p.ex., a circulação esplâncnica) (0,013 p), enquanto outros (p.ex., pele e músculos) recebem fluxo sanguíneo excessivo em relação às suas demandas metabólicas (0,013 p).
(III) Classifique os choques segundo a etiologia.
O choque é classificado segundo a etiologia (0,013 p) em hipovolêmico (0,013 p), cardiogênico (0,013 p), distributivo (0,013 p), obstrutivo (0,013 p) e séptico (0,013 p).
(IV) Cite 3 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças.
São as cardiopatias congênitas que evoluem com obstruções da via de saída do ventrículo esquerdo (0,013 p) - Interrupção do arco aórtico (0,021 p), coarctação da aorta (0,021 p), estenose aórtica crítica (0,021 p), síndrome do coração esquerdo hipoplásico (0,021p).
(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente?
No pneumotórax hipertensivo, a compressão do pulmão (0,013 p) causa falência respiratória (0,013 p), e a compressão das estruturas mediastinais (coração e grandes vasos) (0,013 p) leva à diminuição do retorno venoso (0,013 p) e do débito cardíaco (0,013 p). Em crianças, geralmente, ocorre choque obstrutivo (0,013 p).
FONTE:
1) Quais são as duas hipóteses diagnósticas acima?
Pneumonia Pneumocócica (0.125 p) e Pneumocistose (0.125 p).
Discussão: Paciente HIV+ apresentando quadro respiratório de 3 semanas de duração.apresentando certo desconforto respiratório evidenciado por freqüência respiratória de 29 i.r.m sugerindo quadro pulmonar infeccioso. As duas condições pulmonares mais freqüentes nestes pacientes, sâo a pneumonia pneumocócica que ocorre com 5 vezes maior freqüência nestes pacientes e é associado com bacteremia em número muito grande de casos.sendo a mais freqüente etiologia de quadros pulmonares em pacientes HIV positivos.
A Pneumocistose é o quadro pulmonar mais freqüente em pacientes HIV com CD4 menor 200/ul evoluindo com sintomas inespecíficos e progressivos podendo apresentar hipoxemia importante associado.
O quadro clinico de mais de 3 semanas de apresentação com radiografia de tórax apresentando aparentemente um infiltrado intersticial difuso sugere o diagnóstico de Pneumocistose.
2) Qual é o exame que poderia CONFIRMAR o diagnóstico deste paciente?
Lavado bronco-alveolar. (0.125 p)
Discussão: A pesquisa de pneumocystis no escarro pode realizar o diagnóstico em cerca de 50-80% dos casos.em casos negativos pode-se realizar o lavado bronco alveolar que faz o diagnóstico em mais de 95% dos casos. O lavado bronco alveolar serve também para o diagnóstico de outros quadros infecciosos pulmonares, assim como de outras condições não infecciosas como hemorragia alveolar apresenta alta sensibilidade para diagnóstico de pneumonia sendo quase excludente de etiologia infecciosa em quadros pulmonares quando as pesquisas são negativas.
3) Qual é o tratamento de primeira linha deste paciente se o exame da questão 2 confirmar o diagnóstico?
Tratamento da pneumocystose com sulfametoxazol-trimetoprim sendo que este paciente apresentas indicação do uso de corticoides. (0.125 p)
Discussão: O paciente apresenta pneumocistose sendo a droga de primeira escolha para o tratamento o sulfametoxazol-trimetoprim(15-20 mg/Kg ao dia divididos em 3-4 doses) por 21 dias.
No início do tratamento pode piorar o quadro respiratório devido ao processo inflamatório causado pelo tratamento da pneumocistose, sendo indicado corticoterapia.para diminuir este processo inflamatório.
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