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Mulher de 19 anos, com 10 semanas de gestacao, solicita interrupcao por gravidez decorrente de violencia sexual. Relata o estupro, recusa-se a registrar Boletim de Ocorrencia e nao apresenta laudo do Instituto Medico Legal. Encontra-se estavel e o utero e compativel com a idade gestacional. Segundo a Norma Tecnica do Ministerio da Saude de atencao humanizada ao abortamento, a conduta correta e:
A. Recusar o procedimento ate que haja Boletim de Ocorrencia e exame de corpo de delito
INCORRETO: A Norma Tecnica e o Código Penal nao condicionam o art. 128, II, a existencia de BO ou de laudo do IML. Exigir esses documentos como requisito de porta e obstaculo indevido ao direito.
B. Exigir autorizacao judicial previa, pois a paciente e maior de 18 anos
INCORRETO : Mulher capaz e maior nao precisa de alvara judicial para o aborto legal por estupro. A autorizacao judicial nao e etapa do fluxo assistencial ordinario.
C. Encaminhar obrigatoriamente ao Conselho Tutelar antes de qualquer atendimento clinico
INCORRETO : Conselho Tutelar aplica-se a criancas e adolescentes. Paciente de 19 anos e civilmente capaz; o encaminhamento obrigatorio nao se justifica e atrasa o cuidado.
D. Indicar apenas contracepcao de emergencia, porque apos 72 horas do coito o aborto legal nao cabe
INCORRETO : A contracepcao de emergencia previne gravidez nas primeiras 72 horas (ou ate 5 dias com alguns metodos), mas nao se confunde com o abortamento legal. Nao ha prazo de 72 horas no art. 128 do CP para a interrupcao da gravidez por estupro.
E. Aceitar a palavra da mulher como suficiente para caracterizar a hipotese legal e oferecer o abortamento previsto em lei, sem exigir BO nem laudo pericial
CORRETO : O Ministerio da Saude estabelece que a palavra da mulher basta para acolher a hipotese de violencia sexual e oferecer a interrupcao prevista em lei. BO e exame pericial sao direitos da vitima, nao requisitos para o procedimento. Deve-se garantir acolhimento, consentimento informado, profilaxias pertinentes e esvaziamento por metodo adequado a idade gestacional.
Gabarito: E
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Tipos de fissuras esternais:
ECTOPIA CORDIS CERVICAL
Os defeitos esternais superiores (ectopia corais cervical) estão associados a um defeito amplo que se estende até a quarta cartilagem costal em uma aparência em U ou em V. O reparo envolve a união das bandas esternais na linha média após a realização de condrotomias oblíquas para proporcionar uma cobertura protetora ao coração e aos grandes vasos.
Em casos graves, é necessária a reconstrução do defeito com material prostético (p. ex., tela de Marlex) para evitar uma compressão excessiva do coração, o que levaria a uma bradi-cardia, ou hipotensão. (0,2 p)
ECTOPIA CORDIS TORÁCICA
As fissuras completas (ectopia corais torácica) são mais extensas e frequentemente associadas a um defeito diafragmático anterior em forma crescêntica e diásta-se dos retos, o que resulta em uma comunicação livre entre as cavidades peritoneais e pericárdicas. (0,1 p)
ECTOPIA CORDIS TORACOABDOMINAL
As fissuras esternais distais (ectopia corais toracoabdominal) são os defeitos mais extensos e estão associados à pentalogia de Cantrell. Este grupo de anomalias é caracterizado por fissura distai no esterno, onfalocele, fenda diafragmática, defeito pericárdico e doença cardíaca congénita (comunicação interventricular, tetralogia de Fallot) (0,1 p)
ESTERNO BÍFIDO
O esterno bífido é a anomalia menos grave do esterno e pode estar associada a hemangiomas faciais. (0,1 p)
FONTE:
Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.
Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.
História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas.
Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.
Respondam ás seguintes perguntas:
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.
Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?
Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:
- Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
- Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
- Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)
Dentre os antiemeticos (0,02 p):
- Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas. (0,02 p)
- Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas (0,02 p)
- Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
- Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?
As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p).
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?
Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)
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