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PUERPÉRIO NORMAL E PATOLÓGICO (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

I. PUERPÉRIO NORMAL: conceito, duração, classificação e fenômenos involutivos (locais e gerais)
II. PUERPÉRIO PATOLÓGICO: conceito, patologia puerperal genital e patologia puerperal extra genital

OBJETIVA: (941050 votos)..........94.07% das questões objetivas receberam votos.
Recém nascido com 7 dias de vida apresenta o mesmo peso de nascimento, 3000 g. A queixa materna é de que seu leite é fraco e a criança chora muito. A conduta para este caso é:
A. oferecer-lhe chupeta
B. iniciar chá de erva-doce
C. levá-lo mais amiúde ao seio
D. prescrever-lhe antiespasmódicos
E. complementar com leite 'maternizado'

  RATING: 3.13

Recém nascido com 7 dias de vida apresenta o mesmo peso de nascimento, 3000 g. A queixa materna é de que seu leite é fraco e a criança chora muito. A conduta para este caso é:

A. oferecer-lhe chupeta
INCORRETO: Um RN de 7-10 dias pode ainda apresentar o peso igual ao do nascimento sem que isto seja um problema. Eles geralmente perdem 10% do peso ao nascer e o recuperam em até 2 semanas de pós-parto. A chupeta é contra-indicada porque, leva à uma postura viciada do sistema estomatognático do bebê, dificultando a pega correta da mama.
B. iniciar chá de erva-doce
INCORRETO : Chás, água ou sucos são líquidos desnecessários e que aumentam o risco de infecções, quebrando a proteção imunológica da amamentação exclusiva.
C. levá-lo mais amiúde ao seio
CORRETO : Levá-lo com maior freqüência ao seio é a melhor conduta.
D. prescrever-lhe antiespasmódicos
INCORRETO : Este RN não apresenta sinais de cólicas e, mesmo que o fizesse, os antiespasmódicos não são a primeira e nem a melhor prescrição.
E. complementar com leite 'maternizado'
INCORRETO : Não há necessidade de complementação com fórmulas infantis, e estas NÃO podem ser chamadas de 'humanizadas' ou 'maternizadas' porque são à base de leite de vaca. Esta recomendação está respaldada na Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (171534 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3.02

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (198631 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 70 anos, diabética e com DPOC, com início dos sintomas há 2 dias, febre alta, tosse produtiva com expectoração amarelada, dor torácica e dispneia. Apresentou três episódios de vômitos há 24 horas. Ao exame físico, apresenta-se agitada, levemente desidratada, taquipneica (FR – 33 irm), taquicárdica (FC – 122 bpm) e com PA 90 × 60 mmHg. Estertores crepitantes na base pulmonar direita. Exames complementares: Ureia – 60 mg/dL; Creatinina – 1,2 mg/dL; Leucócitos – 4000; Sat. O2 < 90% com oxigênio em cateter nasal a 5 L/min.
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico CURP-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento. (0,18 pontos)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatorialmente, internados em enfermaria e internados em UTI? (0,19 pontos)
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique. (0,13 pontos)


RATING: 3.11

1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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