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ACESSO VENOSO PERIFERICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

É um procedimento invasivo que visa a administração de fluidos, administração de medicações, hemocomponentes, Coleta de Exames Laboratoriais, além da manutenção de um acesso venoso.

Um dos procedimentos invasivos mais utilizados na urgência e emergência (mais de 70% dos pacientes internados) presume a punção seguida de inserção de um dispositivo de até sete centímetros na via venosa. É uma das principais atividades da equipe de enfermagem.

É uma via segura e com baixos índices de complicações.

OBJETIVA: (971496 votos)..........95.03% das questões objetivas receberam votos.
Sobre as síndromes paraneoplásicas no carcinoma de células renais, qual afirmativa é precisa?
A. A eritrocitose ocorre em até 40% dos casos e resulta exclusivamente de metástases ósseas
B. A hipercalcemia surge em 1-13% dos casos e confere risco relativo de óbito 1,78 vezes maior
C. A síndrome de Stauffer caracteriza-se por disfunção hepática irreversível com metástases hepáticas
D. A hipertensão arterial paraneoplásica deve-se unicamente à produção ectópica de ACTH
E. A anemia hipocrômica é rara e responde bem à suplementação de ferro exógeno

  RATING: 0

Sobre as síndromes paraneoplásicas no carcinoma de células renais, qual afirmativa é precisa?

A. A eritrocitose ocorre em até 40% dos casos e resulta exclusivamente de metástases ósseas
INCORRETO: Eritrocitose afeta 3-10% dos pacientes por produção autônoma de eritropoietina ou hipóxia regional tumoral, não por metástases ósseas.
B. A hipercalcemia surge em 1-13% dos casos e confere risco relativo de óbito 1,78 vezes maior
CORRETO : A hipercalcemia ocorre em 1-13% dos casos por produção de substância semelhante ao paratormônio ou ação osteoclástica das metástases ósseas e associa-se a risco relativo de óbito 1,78 vezes maior em relação aos pacientes normocalcêmicos, constituindo marcador prognóstico adverso independente.
C. A síndrome de Stauffer caracteriza-se por disfunção hepática irreversível com metástases hepáticas
INCORRETO : A síndrome de Stauffer é disfunção hepática reversível sem metástases hepáticas, com hipergamaglobulinemia, elevação de fosfatase alcalina, bilirrubina e tempo de protrombina prolongado que regride após nefrectomia.
D. A hipertensão arterial paraneoplásica deve-se unicamente à produção ectópica de ACTH
INCORRETO : A hipertensão paraneoplásica liga-se principalmente à produção endógena de renina e obstrução arterial, não ao ACTH.
E. A anemia hipocrômica é rara e responde bem à suplementação de ferro exógeno
INCORRETO : A anemia ocorre em 30% dos casos (normocrômica/normocítica por perda crônica ou hemólise), não responde à suplementação de ferro e resolve-se com tratamento da neoplasia.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (174838 votos) ..........99.38% das questões discursivas receberam votos.
Referente á ressuscitação neonatal na sala de parto responda ás seguintes questões abaixo:

(I) Qual é a frequência da massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,05 pontos)
(II) Como coordenar a massagem cardíaca com a ventilação com pressão positiva na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(III) Qual concentração de oxigênio deve ser utilizada na ventilação com pressão positiva durante a massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(IV) Quando verificar a evolução da frequência cardíaca do recém-nascido após o início da massagem cardíaca? (0,1 pontos)
(V) Quando interromper a massagem cardíaca? Qual o próximo passo depois de interromper a massagem cardíaca? (0,15 pontos)

RATING: 2.97

Referente á ressuscitação neonatal na sala de parto responda ás seguintes questões abaixo:

(I) Qual é a frequência da massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,05 pontos)
(II) Como coordenar a massagem cardíaca com a ventilação com pressão positiva na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(III) Qual concentração de oxigênio deve ser utilizada na ventilação com pressão positiva durante a massagem cardíaca na ressuscitação neonatal? (0,1 pontos)
(IV) Quando verificar a evolução da frequência cardíaca do recém-nascido após o início da massagem cardíaca? (0,1 pontos)
(V) Quando interromper a massagem cardíaca? Qual o próximo passo depois de interromper a massagem cardíaca? (0,15 pontos)

(I) Qual é a frequência da massagem cardíaca na ressuscitação neonatal?
R: A massagem deve ser feita na frequência de 90 compressões por minuto. (0,05 p)

(II) Como coordenar a massagem cardíaca com a ventilação com pressão positiva na ressuscitação neonatal?
Massagem Coordenada à Ventilação: 3 movimentos de massagem (0,05 p) + 1 ventilação (0,05 p)

(III) Qual concentração de oxigênio deve ser utilizada na ventilação com pressão positiva durante a massagem cardíaca na ressuscitação neonatal?
Ao iniciar a massagem cardíaca, aumentar (0,05 p) a concentração de oxigênio para 100% (0,05 p)

(IV) Quando verificar a evolução da frequência cardíaca do recém-nascido após o início da massagem cardíaca?
Esperar 60 segundos depois do início da massagem cardíaca coordenada à ventilação (0,05 p) , antes de pausar brevemente (0,05 p) os procedimentos para reavaliar a frequência cardíaca.

(V) Quando interromper a massagem cardíaca? Qual o próximo passo depois de interromper a massagem cardíaca?
Interromper a massagem cardíaca quando a frequência cardíaca for 60 bpm ou mais. (0,05 p)
Uma vez interrompida a massagem cardíaca, continuar a ventilação com pressão positiva (0,05 p) na frequência de 40 a 60 respirações/minuto (0,05 p).

FONTE:
Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (203166 votos)..........99.48% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 4 anos e 8 meses, previamente hígida e eutrófica, sem vacinação prévia para vírus influenza. História de tosse e rinorreia há 2 semanas, com febre não aferida. Há 2 dias apresenta dor abdominal, vômitos e queda do estado geral. Admitida no pronto-socorro em mau estado geral, desidratada grave, normotensa, gemente, taquidispneica e taquicárdica. Temperatura: 38,1°C. Contagem de leucócitos: 10000/mm³, bastonetes 10/mm³, Frequência respiratoria: 36/min Tempo de enchimento capilar: 5 segundos.. Evoluiu com piora da taquidispneia, hipotensão, gemência, além de hepatomegalia, anasarca e presença de sopro cardíaco. 

Exames laboratoriais evidenciaram anemia, acidose metabólica e elevação da concentração da proteína C-reativa. Eletrocardiograma evidenciou taquicardia sinusal (155 batimentos por minuto) e radiografia de tórax demonstrou aumento da área cardíaca, discreto derrame pleural à direita e infiltrado pulmonar difuso, sugestivo de congestão alveolar.

Respondam ás seguintes questões:

1) Qual é o diagnóstico mais pertinente na primeira impressão, neste caso?........ 0,0625 pontos.

2) Quais são as principais medidas que precisam já ser tomadas na admissão no pronto-socorrro?........ 0,140625 pontos.

3) Qual é o exame que você vai pedir para esclarecer a pré-carga e a função cardíaca?.............. 0,015625 pontos

4) Proponham uma intervenção farmacológica para tratar a piora hemodinâmica com sinais de congestão pulmonar. ..........0,21875 pontos.

5) Os exames laboratoriais evidenciaram elevação de marcadores de necrose miocárdica e marcador inflamatório. As culturas se mantiveram todas negativas e a proteína C-reativa (PCR) para H1N1 foi positiva. Qual a suspeita diagnóstica mais pertinente?..........0,0625 pontos.




RATING: 3

1) Qual é a hipótese diagnóstica inicia mais pertinente, neste caso?

Choque (0,015625 p) (hipovolêmico (0,015625 p), cardiogênico (0,015625 p) ou septico (0,015625 p)).

DISCUSSÃO: O tempo de enchimento capilar de 5 segundos indica grande suspeita de choque. Na falta de pelo menos um criterio primario (febre ou leucocitose) CASO não pode ser suspeitado de sepse. 

2) Quais são as principais medidas que precisam já ser tomadas na admissão no pronto-socorro?

Monitor (0,015625 p), oxigenioterapia (0,015625 p), acesso venoso periferico ou ósseo (0,015625 p). Ressuscitação volêmica (0,015625 p) com 5 mL/kg a 10 mL/kg (0,015625 p), com cautela (0,015625 p) e durante períodos relativamente mais longos (por exemplo, 10 a 20 minutos) (0,015625 p), e antibioticoterapia empírica (0,015625 p) (ceftriaxona 100mg/kg/dia (0,015625 p)).

DISCUSSÂO: A reposição volêmica, de modo normal é de 20 ml/kg em 5-10 minutos. No entanto, cuidado com esse caso! Um coração aumentado na radiografia do tórax de uma criança com evidência de choque e débito cardíaco deficiente. Desse modo, neste caso não podemos administrar bolus de fluidos grandes ou rápidos. Preferencialmente,  um bolus de fluido isotônico pequeno de 5 mL/kg a 10 mL/kg, com cautela e durante períodos relativamente mais longos (por exemplo, 10 a 20 minutos, em vez de 5 a 10 minutos) seria mais seguro. Os bolus grandes ou administrados muito rápido podem piorar a função cardíaca e aumentar o fluido já existente nos pulmões.

3) Qual é o exame que você vai pedir para esclarecer a pré-carga e a função cardíaca?

Para obter dados mais objetivos e precisos sobre a pré-carga e a função cardíaca, o melhor exame é o ecocardiograma (0,015625 p).

4) Proponham uma intervenção farmacológica para tratar a piora hemodinâmica com sinais de congestão pulmonar.

Terapia inotrópica (0,015625 p) - Milrinona (0,015625 p)  Dose de ataque: 50 mcg/kg (0,015625 p), EV, infundir em 15 min (0,015625 p) seguido de infusão contínua (0,015625 p) por dose de manutenção: 0,5 mcg/kg/min.(0,015625 p)

Terapia diuretica (0,015625 p): Furosemida (0,015625 p) como diuretico (0,015625 p) via intravenosa lenta (0,015625 p) iniciar com 1mg/kg (0,015625 p). Se necessário, aumentar 1mg/kg, a intervalo mínimo de 2 horas (0,015625 p). Dose máxima 20 mg/dia (0,015625 p), a velocidade da infusão não deve exceder 4mg/minuto (0,015625 p).

DISCUSSÂO: A milrinona é indicada para o tratamento intravenoso em curto prazo da insuficiência cardíaca congestiva severa (quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo), inclusive nos estados de baixo débito (quando o coração está tendo dificuldade de bombear sangue para o seu corpo) após cirurgia do coração. Não deve ser diluído em infusões intravenosas de bicarbonato de sódio.

5) Os exames laboratoriais evidenciaram elevação de marcadores de necrose miocárdica e marcador inflamatório. As culturas se mantiveram todas negativas e a proteína C-reativa (PCR) para H1N1 foi positiva. Qual a suspeita diagnóstica mais pertinente?

Choque cardiogênico (0,015625 p), pela insuficiência cardíaca congestiva (0,015625 p) secundária à miocardite ou cardiomiopatia (0,015625 p) associada à sepse.(0,015625 p)

DISCUSSÃO: O quadro clínico de miocardite de etiologia viral caracteriza-se pela presença de sintomas inespecíficos sugestivos de infecção viral, tais como: febre, tosse, coriza, náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, acompanhados de dispneia, arritmia, síncope, insuficiência cardíaca e choque cardiogênico. Ao exame físico cardiológico, podem estar presentes taquicardia, primeira bulha abafada e galope de terceira e quarta bulhas. A paciente em questão apresentou história clínica, exame físico, exames laboratoriais (expressiva elevação da PCR e dos marcadores de necrose miocárdica) e alterações ecocardiográficas compatíveis com quadro de miocardite. O quadro foi precedido de sintomas gripais, o que direcionou a investigação etiológica para coleta de pesquisas virais, com posterior confirmação da presença de influenza H1N1 em secreção de nasofaringe.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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