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Paciente apresenta dor súbita de forte intensidade em região epigástrica e mesogástrica, acompanhada de distensão abdominal, acidose metabólica e leucocitose de 25 000/mmc. Das condições apresentadas, assinale a que mais favorece ao quadro descrito.
A. Uso crônico de warfarin
INCORRETO: Reações adversas da warfarina: Hemorragias em qualquer tecido ou órgão: segundo o lugar onde ocorrem os sintomas observados, por exemplo paralisia, dor de cabeça, precordialgias,
articulações. Sangramento: pode desmascarar lesões não-evidenciadas previamente, como as úlceras gastrintestinais. Necrose da pele e outros tecidos. Raramente alopecia, urticária, dermatite, febre, náuseas, síndrome dos dedos do pé, púrpura, dano hepático colestático, reações de hipersensibilidade. Muito raramente, priapismo.
B. Estenose aórtica
INCORRETO : Sintomas: desmaio ou fraqueza com a atividade física, falta de ar com a atividade física, sensação ou percepção dos batimentos cardíacos (palpitações), dor no peito do tipo angina: debaixo do esterno, podendo irradiar, pressão, opressão, aperto, piora com o exercício e melhora com o repouso. tosse.: A estenose aórtica pode não apresentar sintomas até a fase avançada no decurso da doença. Outros sintomas que podem estar associados a esta doença são:redução da produção de urina, tonturas.
C. Aneurisma abdominal com 2,0 cm de diâmetro
INCORRETO : Sintomas: hérnia ou massa abdominal, linha média, palpitação (pulsação rítmica), com sensibilidade ao toque, sensação de palpitação no abdome, dor no abdome: severa, repentina, persistente ou constante, não é espasmódica ou causada por cólica, pode alastrar-se para a virilha, nádegas ou pernas, a dor pode começar repentinamente, rigidez abdominal, dor na parte inferior das costas, severa, repentina, persistente pode se alastrar, palidez, pulso acelerado, pele/boca seca, sede excessiva, ansiedade, náuseas e vômitos, tontura leve quando fica em pé, desmaio quando fica em pé, sudorese excessiva, pele fria e úmida, fadiga (cansaço) recentemente desenvolvido, sensações de batimentos cardíacos, freqüência cardíaca acelerada (taquicardia) ao levantar-se, dificuldade de concentração, choque, massa abdominal
D. Uso de clindamicina oral
INCORRETO : Reações adversas. Náuseas, vômitos, colite pseudomembranosa, hipersensibilidade, bloqueio
neuromuscular, aumento reversível das transaminases hepáticas, trombocitopenia e
granulocitopenia.
E. Valvulopatia mitral com fibrilação atrial
CORRETO : Bem, dificil de responder, não é? A valvulopatia de fato, se for consecutiva á uma endocardite infecciosa, pode evoluir com leucocitose de 25.000/mmc. Dor abdominal pode aparecer consecutivamente tanto a valvulopatia quanto a fibrilação atrial - é a alternativa mais provável, apesar de ser uma questão esquisita.
Gabarito: E
RATING: 2.92 ![]()
FONTE:
Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.
Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.
Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).
Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos
1) Qual o diagnóstico?
Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.
2) Qual é o prognóstico?
Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia. (0,1 p)
3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?
- inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
- realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
- Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)
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