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O PROCESSO EPIDEMICO (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O estudo dos fenômenos envolvidos no processo epidêmico pressupõe a compreensão dos conceitos de estrutura e caracteres epidemiológicos e do que venha a ser o comportamento endêmico de uma doença transmissível.

Entende-se por estrutura epidemiológica de uma doença a forma de interação dos diferentes fatores relativos ao meio ambiente, hospedeiro e ao agente - seja ele químico, físico ou biológico - que determina o comportamento desse agravo no âmbito de uma população delimitada e num período de tempo estabelecido.

Os caracteres epidemiológicos constituem a resultante da estrutura epidemiológica em cada momento e se expressa pela freqüência e distribuição da doença na população em determinado instante, segundo as variáveis tempo, espaço e pessoa.

A estrutura epidemiológica se apresenta de forma dinâmica, modificando-se em cada ponto no tempo e no espaço, definido e redefinido continuamente, o que pode ser entendido como comportamento normal ou anormal de uma doença numa comunidade, fixado um ponto no tempo e no espaço.

Pode-se portanto, conceituar o comportamento normal ou endêmico de um agravo à sua ocorrência dentro de padrões regulares em agrupamentos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, num determinado período de tempo, permitidas flutuações cíclicas ou sazonais.

Por outro lado, define-se o comportamento epidêmico de um agravo à saúde como a elevação brusca do número de casos caracterizando, de forma clara, um excesso em relação ao norrual esperado. O número de casos que indicam a presença de uma epidemia variará de acordo com o agente, tipo e tamanho da população exposta, experiência prévia ou ausência de exposição.

A epidemia não apresenta obrigatoriamente um grande número de casos, mas um claro excesso de casos quando comparada à freqüência habitual de uma doença em uma localidade.


OBJETIVA: (1084575 votos)..........99.04% das questões objetivas receberam votos.
A colite isquêmica em idosos NÃO costuma afetar:
A. reto
B. colon direito
C. colon esquerdo
D. sigmoide
E. cólon transverso.

  RATING: 3.14

A colite isquêmica em idosos NÃO costuma afetar:

A. reto
CORRETO: A colite isquêmica em idosos tipicamente preserva o reto devido ao suprimento sanguíneo colateral abundante proveniente das artérias hemorroidárias médias e inferiores, derivadas da artéria pudenda interna, que compensa reduções no fluxo da artéria mesentérica inferior, contrastando com segmentos mais proximais do cólon esquerdo suscetíveis a isquemia por áreas de watershed vascular, como demonstrado em apresentações clínicas onde o reto permanece intacto mesmo em casos graves de comprometimento colônico.
B. colon direito
INCORRETO : O colon direito pode ser afetado em variantes de colite isquêmica, especialmente em contextos de oclusão da artéria mesentérica superior ou estados de baixo fluxo sistêmico, embora menos frequente que o lado esquerdo, com relatos de envolvimento isolado ou difuso em idosos com aterosclerose avançada.
C. colon esquerdo
INCORRETO : O colon esquerdo representa uma das regiões mais comumente afetadas na colite isquêmica em idosos, devido à vulnerabilidade vascular na flexura esplênica e cólon descendente, áreas de transição entre territórios da mesentérica superior e inferior, levando a sintomas como dor no quadrante inferior esquerdo e sangramento.
D. sigmoide
INCORRETO : O sigmoide constitui um dos segmentos mais frequentemente envolvidos na colite isquêmica em idosos, atribuído à sua dependência da irrigação pela artéria mesentérica inferior e propensão a hipoperfusão em estados de aterosclerose ou hipotensão, resultando em ulcerações e hemorragia localizadas.
E. cólon transverso.
INCORRETO : O cólon transverso pode ser afetado na colite isquêmica, particularmente na flexura esplênica ou em distribuições extensas, com casos documentados de envolvimento em idosos, embora menos predominante que o lado esquerdo, refletindo variações na extensão da isquemia vascular.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.14)

DISCURSIVA: (179351 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano e que deve ser considerada desde os vértices biológico, social e psicológico. Nessa fase, o indivíduo adota comportamentos considerados anormais ou patológicos em outras fases do desenvolvimento, o que caracteriza o que se denomina de síndrome de adolescência normal.  Para que alcance a identidade adulta o adolescente passa por três perdas fundamentais deste período evolutivo. Pede-se:
1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente. - 0,1875 pontos
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. - 0,3125 pontos


RATING: 3.52

A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano e que deve ser considerada desde os vértices biológico, social e psicológico. Nessa fase, o indivíduo adota comportamentos considerados anormais ou patológicos em outras fases do desenvolvimento, o que caracteriza o que se denomina de síndrome de adolescência normal.  Para que alcance a identidade adulta o adolescente passa por três perdas fundamentais deste período evolutivo. Pede-se:
1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente. - 0,1875 pontos
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. - 0,3125 pontos

1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente.
Perda do corpo infantil (0,0625 p); Perda dos pais da infância (0,0625 p); perda da identidade e do papel infantil (0,0625 p).

2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. 

DEVE CITAR CINCO DAS DEZ ELENCADAS ABAIXO:  (0,0625 p de cada uma correta)
busca de si mesmo e da identidade adulta;

Tendência grupal;

  1. necessidade de intelectualizar e fantasiar;
  2. crises religiosas;
  3. deslocação temporal;
  4. evolução sexual desde o auto-erotismo até a heterossexualidade;
  5. atitude social reivindicatória;
  6. contradições sucessivas em todas as manifestações da contuta;
  7. separação progressiva dos pais;
  8. constantes flutuações do humor e do estado de ânimo.

FONTE:

Medicina do adolescente. Venorica Coates et al. Editora Sarvier, 1a Edição, 1993. p. 30-34.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.52)

CASO CLINICO: (208948 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 50 anos de idade, portador de hérnia inguinal direita, apresentando, como comorbidades, IMC 31 e hipertensão arterial leve controlada com inibidores da ECA, será submetido à cirurgia eletiva (herniorrafia), cujo ato anestésico planejado será um bloqueio peridural.
1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique. (0,1 pontos)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP? (0,4 pontos)


RATING: 2.44

1) Esse quadro sugere risco de trombose venosa profunda (TVP)? Justifique.
Esse paciente apresenta risco intermediário para tromboembolismo venoso profundo por ter mais de 40 anos de idade e por ter de se submeter à cirurgia que pode ter duração igual ou superior a 60 minutos. (0,1 p)
2) Como deve ser realizada a profilaxia desse paciente, se houver risco de TVP?
Deverá ser submetido à quimioprofilaxia para TVP (0,05 p) com heparina de baixo peso molecular (HBPM) (0,05 p) ou heparina não fracionada (HNF) subcutânea (0,05 p), nas doses profiláticas baixas: HNF 5.000 UI a cada 12 h (0,05 p), enoxaparina 20 mg 1x ao dia (0,05 p), dalteparina 2.500 UI 1x ao dia (0,05 p) ou nadroparina (1.900 U se < 70 Kg ou 5.700 se > que 70 Kg) 1x ao dia, com duração de 7 a 10 dias (0,05 p). A primeira dose deverá ser administrada duas horas após a realização do bloqueio peridural (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.44)




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