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O CRUPE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Crupe (a mesma coisa que laringite ou laringotraqueobronquite) é frequentemente definida como uma infecção respiratória que afeta o trato respiratório superior.

Na verdade, a definição acíma é um pouco equivocada - o termo "síndrome do crupe" caracteriza um grupo de doenças.

Esse grupo tem em comum os sintomas e não o envolvimento anatômico e nem a etiologia. Precisamente, enquanto as doenças desse grupo se manifestam com rouquidão, tosse ladrante, estridor predominantemente inspiratório e graus variados de desconforto respiratório a etiologia pode ser viral (chamando-se, neste caso, de crupe viral), mas a causa pode ser também bacteriana (caso da traqueite bacteriana e da própria difteria).

A região subglótica é geralmente a mais afetada, resultando em edema, mucosa inflamada com rouquidão associada, estridor inspiratório e uma tosse semelhante ao latido.


OBJETIVA: (1130040 votos)..........99.46% das questões objetivas receberam votos.
Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossanguínea de +2/+4, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta seriam:
A. distocia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
B. desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea
C. distocia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
D. distocia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea
E. desproporção cefalopélvica no plano do estreito superior com assinclitismo posterior, a ser resolvida com fórcipe de Simpson.

  RATING: 2.75

Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossanguínea de +2/+4, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta seriam:

A. distocia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
CORRETO: O fórcipe de Kielland tem como indicação clássica a correção da distocia de rotação. No caso apresentado não há desproporção cefalopélvica pois já houve insinuação, estando a apresentação em +3 de DeLee. O assinclitismo posterior é revelado pela presença da sutura sagital mais próxima ao púbis.
B. desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. distocia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. distocia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. desproporção cefalopélvica no plano do estreito superior com assinclitismo posterior, a ser resolvida com fórcipe de Simpson.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.75)

DISCURSIVA: (181985 votos) ..........99.39% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)


RATING: 3.06

Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)

Foram descritas quatro manobras clínicas provocativas para avaliação de um paciente com suspeita de SDT. A perda ou a redução no pulso radial ou da reprodução dos sintomas neurais sugere um teste positivo.

(1) O teste de Adson (escaleno) provoca um estreitamento do espaço entre os escalenos anterior e médio, resultando em compressão da artéria subclávia e do plexo braquial. O paciente é instruído a inspirar maximamente e parar de respirar enquanto o seu pescoço é estendido completamente e a cabeça é girada na direção do lado afetado.Redução ou perda do pulso radial ipsilateral sugere compressão. (0,125 p)

(2) O teste de Halstead (costoclavicular) é usado para estreitar o espaço costoclavicular entre a primeira costela e a clavícula, deste modo causando compressão neurovascular. O paciente é instruído a colocar os seus ombros em uma posição de militar (recuados para trás e para baixo). Esta manobra causará modificações no pulso radial, se houver presente compressão de uma ou de ambas as artérias subclávias. (0,125 p)

(3) O teste de Wright (hiperabdução) leva a uma compressão das estruturas neurovasculares na região subcoracóide pelo tendão do peitoral, pela cabeça do úmero ou pelo processo coracóide. Para realizar esse teste, o braço do paciente é hiperabduzido 180 graus. Suspeita-se de compressão mediante redução ou perda do pulso radial. (0,125 p)

(4) O teste de Roos é realizado solicitando-se que o paciente abduza do seu braço 90 graus com uma rotação externa do ombro. Mantendo esta posição corporal, o teste de Roos modificado é realizado abrindo-se e fechando-se a mão rapidamente durante 3 minutos em uma tentativa de reproduzir os sintomas. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (212115 votos)..........99.49% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 3.03

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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