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O tratamento do abdome agudo inflamatório varia de acordo com o sítio de origem da inflamação. Após os exames complementares definirem a etiologia, cabe ao cirurgião definir, além da instituição de antibioticoterapia adequada, a melhor forma de tratamento, entre cirúrgico ou conservador. Das opções abaixo, a condição que mais frequentemente indicaria uma cirurgia em caráter de urgência é:
A. colecistite
INCORRETO: A colecistite aguda, embora potencialmente grave com risco de gangrena colecistiana em 10-20% dos casos, inicia-se com antibioticoterapia e hidratação intravenosa, reservando-se a colecistectomia urgente para falhas terapêuticas ou sinais de perfuração, com a maioria dos episódios resolvendo de forma conservadora e cirurgia eletiva programada em fase quiescente para evitar recorrências.
B. apendicite
CORRETO : A apendicite aguda constitui a emergência cirúrgica abdominal inflamatória mais prevalente que demanda intervenção urgente, com apendicectomia laparoscópica ou aberta realizada idealmente nas primeiras 24 horas do diagnóstico para mitigar o risco de perfuração, abscesso ou peritonite difusa, alcançando taxas de morbidade inferiores a 5% em centros experientes e representando até 7% das admissões por abdome agudo em adultos jovens, conforme consensos cirúrgicos que enfatizam a progressão rápida da inflamação apendicular para complicações letais se não tratada precocemente.
C. diverticulite
INCORRETO : A diverticulite aguda, especialmente nos estágios Hinchey I-II sem peritonite, responde em até 80% dos casos a tratamento médico com repouso intestinal e antibióticos de amplo espectro, com indicação cirúrgica emergente limitada a complicações como perfuração livre ou abscesso não drenável, configurando-se como etiologia de abdome agudo onde a conduta não operatória predomina em idosos com comorbidades.
D. pancreatite
INCORRETO : A pancreatite aguda classifica-se como afecção predominantemente conservadora, com suporte nutricional, controle da dor e monitoramento de falência orgânica, demandando cirurgia rara e tardia apenas em casos refratários de necrose infectada (cerca de 5% das apresentações graves), onde a drenagem percutânea precede qualquer ressecção para reduzir a mortalidade acima de 20% em intervenções precoces desnecessárias.
E. colangite
INCORRETO : A colangite ascendente, apesar de sua tríade clássica de febre, icterícia e dor (Charcot) sinalizando infecção biliar obstrutiva, prioriza a descompressão biliar endoscópica urgente via CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) em vez de laparotomia aberta, com antibioticoterapia inicial controlando a sepse em 70-90% dos pacientes sem necessidade imediata de ressecção cirúrgica abdominal exploratória.
Gabarito: B
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FONTE:
1) Cite o diagnóstico sugerido por esse quadro (0,1 p)
Diagnóstico: Endometriose.
2) Cite quatro tipos de medicamentos adequados à terapêutica dessa paciente (0,1 p cada um)
- Gestrinona ou Dimetrose
- Danazol ou Ladogal
- Progestágenos ou Medroxiprogesterona
- Análogos de GnRH
- Anticoncepcional Combinado
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