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URGÊNCIA PEDIATRICA COM VIA AÉREA DIFÍCIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Via aérea difícil é definida como a situação clínica na qual o anestesiologista treinado encontra dificuldade com a ventilação da via aérea superior utilizando máscara-bolsa, dificuldade com a realização da intubação traqueal ou com ambos procedimentos, A intubação traqueal difícil pode ser definida como aquela em que foram necessárias mais do que três tentativas de laringoscopia ou mais do que 10 minutos de laringoscopia.

Falha de extubação é definida como a inabilidade de tolerar a remoção do tubo translaríngeo e é geralmente tratada com o procedimento de reintubação traqueal. Os mecanismos que ocasionam a falha de extubação também são frequentemente descritos como complicações da via aérea relacionadas à extubação ou eventos adversos da via aérea relacionados à extubação.

Falha no desmame é a inabilidade de tolerar a respiração espontânea sem suporte ventilatório e o seu tratamento inclui reintubação traqueal e instituição da ventilação pulmonar mecânica invasiva ou. em alguns pacientes selecionados, a utilização da ventilação não invasiva. As variáveis de desmame não têm a capacidade de predizer a falha da extubação.

Extubação de risco é a situação na qual a habilidade do paciente de manter a via aérea patente e/ou oxigenação não é uma certeza após a extubação traqueal. A possibilidade potencial de uma reintubação difícil e/ou fatores de riscos gerais, como estômago cheio, instabilidade fisio ógica cardiovascular,alteração do equilíbrio acidobásico ou controle da temperatura, caracterizam essa condição.

Extubação difícil é urna decanulação difícil da via aérea. Em pacientes com condições não reconhecidas, como estenose subglótica ou edema grave, pode ocorrer a situação de extubação difícil.


OBJETIVA: (1380299 votos)..........94.88% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 61 anos, com AVC isquêmico de duas horas de evolução e NIHSS (National Institutes of Health Stroke Scale) de 12, é candidato a alteplase intravenosa. A pressão arterial na sala de emergência é de 198/116 mmHg. Sobre o controle pressórico peri-trombolítico segundo as diretrizes da AHA/ASA (American Heart Association / American Stroke Association), assinale a alternativa correta:
A. A pressão deve ser reduzida agressivamente para menos de 140/90 mmHg antes do bolus de alteplase, reproduzindo o alvo do ensaio INTERACT2 no hematoma intraparenquimatoso
B. Qualquer anti-hipertensivo está contraindicado, porque a autorregulação exige hipertensão permissiva irrestrita até 220/120 mmHg também após o fibrinolítico
C. O nitroprussiato de sódio em bolus único é o agente de primeira escolha pela previsibilidade e pela ausência de risco de queda abrupta da pressão de perfusão
D. Se a pressão não cair abaixo de 185/110 mmHg, administra-se mesmo assim a alteplase e titula-se o anti-hipertensivo apenas depois
E. Deve-se reduzir a pressão para menos de 185/110 mmHg antes de iniciar a alteplase e mantê-la abaixo de 180/105 mmHg nas 24 horas seguintes

  RATING: 0

Homem de 61 anos, com AVC isquêmico de duas horas de evolução e NIHSS (National Institutes of Health Stroke Scale) de 12, é candidato a alteplase intravenosa. A pressão arterial na sala de emergência é de 198/116 mmHg. Sobre o controle pressórico peri-trombolítico segundo as diretrizes da AHA/ASA (American Heart Association / American Stroke Association), assinale a alternativa correta:

A. A pressão deve ser reduzida agressivamente para menos de 140/90 mmHg antes do bolus de alteplase, reproduzindo o alvo do ensaio INTERACT2 no hematoma intraparenquimatoso
INCORRETO: O alvo inferior a 140 mmHg de sistólica pertence ao manejo do AVC hemorrágico (INTERACT2, ATACH-2, feixe INTERACT3), não à preparação para trombólise do AVC isquêmico. Redução excessiva pode comprometer a penumbra
B. Qualquer anti-hipertensivo está contraindicado, porque a autorregulação exige hipertensão permissiva irrestrita até 220/120 mmHg também após o fibrinolítico
INCORRETO : Na ausência de trombólise ou trombectomia, admite-se até cerca de 220/120 mmHg. Após fibrinolítico, esse teto permissivo não se aplica, justamente pelo risco de transformação hemorrágica
C. O nitroprussiato de sódio em bolus único é o agente de primeira escolha pela previsibilidade e pela ausência de risco de queda abrupta da pressão de perfusão
INCORRETO : Nitroprussiato pode ser usado em infusão titulável, mas não é primeira linha em bolus único. Quedas abruptas da pressão arterial média reduzem a pressão de perfusão cerebral e ameaçam o tecido isquêmico
D. Se a pressão não cair abaixo de 185/110 mmHg, administra-se mesmo assim a alteplase e titula-se o anti-hipertensivo apenas depois
INCORRETO : Pressão sustentada acima de 185/110 mmHg é contraindicação à alteplase enquanto não for controlada. Administrar o fibrinolítico com esses níveis aumenta o risco de hemorragia intracraniana sintomática
E. Deve-se reduzir a pressão para menos de 185/110 mmHg antes de iniciar a alteplase e mantê-la abaixo de 180/105 mmHg nas 24 horas seguintes
CORRETO : Esse é o alvo clássico das diretrizes da AHA/ASA: tratar a hipertensão para obter menos de 185/110 mmHg antes do bolus e manter menos de 180/105 mmHg nas primeiras 24 horas após a trombólise, com agentes tituláveis (labetalol, nicardipina, clevidipina)

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (193733 votos) ..........98.92% das questões discursivas receberam votos.
1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos


RATING: 3.01

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria. 0,3 pontos
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica. 0,1 pontos
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos. 0,1 pontos

1) Defina a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) em pediatria.
Síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) em pediatria é definida como presença de pelo menos dois dos seguintes critérios, sendo que um deles deve ser alteração da temperatura ou do número de leucócitos:(0,05 p)

  1. Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia(0,05 p)
  2. Taquicardia - frequência cardíaca (FC) inapropriada para idade na ausência de estímulos externos ou bradicardia para criança <1 ano (0,05 p)
  3. Taquipneia - frequência respiratória (FR) inapropriada para idade(0,05 p) OU necessidade de ventilação mecânica para um processo agudo não relacionado à doença neuromuscular de base ou necessidade de anestesia geral. (0,05 p)
  4. Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico.(0,05 p)
2) Defina a sepse para a faixa etária pediátrica.
Sepse caracteriza-se pela presença de dois ou mais sinais de SIRS, (0,05 p) sendo um deles hipertermia/hipotermia e/ou alteração de leucócitos,, concomitantemente à presença de quadro infeccioso confirmado ou suspeito.(0,05 p)
3) Defina a sepse grave em pacientes pediátricos.
Sepse grave em pacientes pediátricos caracteriza-se pela presença de sepse e disfunção cardiovascular OU respiratória OU duas ou mais disfunções orgânicas entre as demais. (0,05 p). Entretanto, para fins práticos qualquer disfunção orgânica associada a infecção suspeita ou confirmada caracterizará sepse grave. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (225872 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.
Uma criança de 6 meses de idade é trazida por sua mãe após ter sido deixada sozinha com seu 'namorado'. Ela estava bem ontem, mas hoje não se alimenta e está mais sonolenta que o normal. Não tem febre, congestão, vômitos ou diarreia. O exame físico é normal, exceto pelo fato de que a criança parece ter mais dificuldade de acordar que o comum.
1) Qual é a principal suspeita? (0,2 pontos)
2) Quais possíveis etiologias devem ser consideradas? (0,3 pontos)


RATING: 2.95

1) Abuso infantil é a mais provável. (0,2 pontos)
Preste atenção às fontanelas e ao fundo de olho da criança: fontanelas tensas ou quaisquer anormalidades no exame de fundo do olho são extremamente significativas. O abuso infantil nessa situação tem maior probabilidade de ter sido na forma de sacudir violentamente o bebê. Nessa situação, o movimento de chicote da cabeça da criança pode causar ruptura das veias corticais em ponte, que ligam as veias da dura e aracnoide, levando à formação de um hematoma subdural. Estes podem ocorrer bilateralmente, com uma freqüência 5 a 10 vezes maior que o sangramento epidural.
Os hematomas subdurais podem ocorrer de forma crônica em crianças pequenas que sofrem maus tratos, estando associados a fraturas cranianas em 30% dos casos. Hemorragias retinianas são encontradas em 75% dos pacientes com hematomas subdurais. Os exames neurológicos de imagem classicamente revelam lesões em forma de meia-lua entre o cérebro e o crânio.

2) Também considere:
- sepse (0,1 pontos)
- intussuscepção (0,1 pontos)
- anormalidades metabólicas congênitas (0,1 pontos)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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