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DENGUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os dados de anamnese e exame físico serão utilizados para estadiar os casos e para orientar as medidas terapêuticas cabíveis. É importante lembrar que a dengue é uma doença dinâmica, o que permite que o paciente evolua de um estágio a outro rapidamente. O manejo adequado dos pacientes depende do reconhecimento precoce de sinais de alerta, do contínuo monitoramento e reestadiamento dos casos e da pronta reposição hídrica.
Com isso, torna-se necessária a revisão da história clínica acompanhada do exame físico completo, a cada reavaliação do paciente, com o devido registro em instrumentos pertinentes (prontuários, ficha de atendimento, cartão de acompanhamento).
Atenção: os sinais de alerta e o agravamento do quadro costumam ocorrer na fase de remissão da febre. Não há tratamento específico para a dengue, o que o torna eminentemente sintomático ou preventivo das possíveis complicações. As drogas antivirais, o interferon alfa e a gamaglobulina, testada até o momento, não apresentaram resultados satisfatórios que subsidiem sua indicação terapêutica

OBJETIVA: (1423507 votos)..........96.07% das questões objetivas receberam votos.
Por “via aérea definitiva” entende-se que um tubo seja locado na traquéia, com balonete (cuff) insuflado, fixado adequadamente e conectado com fonte de oxigênio. São as opções mais freqüentemente empregadas nos traumatizados:
(I) a intubação orotraqueal
(II) a intubação nasotraqueal
(III) a cricotireoidostomia por punção
(IV) a traqueostomia
A. I, II, III e IV
B. I, III e IV
C. II e III
D. I e II
E. apenas III

  RATING: 2.88

Por “via aérea definitiva” entende-se que um tubo seja locado na traquéia, com balonete (cuff) insuflado, fixado adequadamente e conectado com fonte de oxigênio. São as opções mais freqüentemente empregadas nos traumatizados:

(I) a intubação orotraqueal
CORRETO: A primeira VAD a ser tentada geralmente é a intubação orotraqueal.
(II) a intubação nasotraqueal
CORRETO: A intubação nasotraqueal pode ser realizada nos doentes em que a IOT não é tecnicamente possível. Isso ocorre principalmente nos doentes brevilíneos, com pescoço curto e com diminuição do nível de consciência.
(III) a cricotireoidostomia por punção
INCORRETO: A cricotireoidostomia por punção da membrana cricotireóidea com gelco calibroso (14 ou 16) pode ser uma opção temporária, mas que não funciona bem se houver secreção nas vias aéreas
(IV) a traqueostomia
INCORRETO: A traqueostomia foi muito empregada em traumatizados. Entretanto, a chance de lesões iatrogênicas e o tempo até a canulação da via aérea são maiores do que nas cricotireoidostomias

A. I, II, III e IV
INCORRETO: veja os comentários acíma
B. I, III e IV
INCORRETO : veja os comentários acíma
C. II e III
INCORRETO : veja os comentários acíma
D. I e II
CORRETO : veja os comentários acíma
E. apenas III
INCORRETO : veja os comentários acíma

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (199079 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente do tratamento. Indivíduos com TEA têm diferentes graus de comprometimento da função social e comportamental. A gerência deve ser individualizada de acordo com a idade da criança e necessidades específicas.
1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA? (0,14 pontos)
2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista? (0,36 pontos)


RATING: 3.02

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente do tratamento. Indivíduos com TEA têm diferentes graus de comprometimento da função social e comportamental. A gerência deve ser individualizada de acordo com a idade da criança e necessidades específicas.
1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA? (0,14 pontos)
2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista? (0,36 pontos)

1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA?
Resposta:

  • Melhorar o funcionamento social e habilidades de brincar (0,028 p)
  • Melhorar as habilidades de comunicação (funcionais e espontâneas) (0,028 p)
  • Melhorar habilidades adaptativas (0,028 p)
  • Diminuir comportamentos não funcionais ou negativos (0,028 p)
  • Promover o funcionamento de ensino e a cognição (0,028 p)

2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista?

  • Pediatra de desenvolvimento (0,04 p)
  • Neuropediatra (0,04 p)
  • Psiquiatra infantil (0,04 p)
  • Psicólogo (ou neuropsicólogo) (0,04 p)
  • Geneticista ou conselheiro de genética (0,04 p)
  • Patologista da fala (0,04 p)
  • Terapeuta ocupacional (0,04 p)
  • Fonoaudiólogo (0,04 p)
  • Assistente social (0,04 p)

FONTE:

Autism spectrum disorder in children and adolescents: Overview of management Author: Laura Weissman, MD Section Editors: Marilyn Augustyn, MD, Marc C Patterson, MD, FRACP Deputy Editor: Mary M Torchia, MD (artigo com direitos autorais, somente para assinantes). UpToDate www.uptodate.com ©2019 UpToDate, Inc. and/or its affiliates. All Rights Reserved.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (231333 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Sofia é uma menina de 7 anos que se apresenta ao pronto-socorro infantil com dificuldade respiratória. Sua mãe relata que ela tem histórico conhecido de asma desde os 4 anos de idade e está em tratamento contínuo com corticosteróides inalatórios (budesonida) e um broncodilatador de longa ação (formoterol). Apesar do tratamento regular, Sofia tem apresentado sintomas mais frequentes nas últimas duas semanas, com aumento no uso de seu inalador de resgate (salbutamol). Hoje, ela teve um episódio de tosse intensa e chiado no peito logo ao acordar, que não melhorou nada com o uso do broncodilatador. A mãe menciona que Sofia também tem se queixado de cansaço extremo nos últimos dias e acordado durante a noite com tosse.

Exame Físico: Sofia aparenta estar em desconforto respiratório, com retrações intercostais visíveis e uso de musculatura acessória.

Sinais Vitais:  Temperatura: 36,8°C Frequência Cardíaca: 130 bpm (taquicardia)  Frequência Respiratória: 36 irpm (taquipneia) Saturação de oxigênio: 88% em ar ambiente (hipoxemia). Pressão Arterial: 100/65 mmHg  Respiração:  Ausculta pulmonar revela sibilos difusos bilaterais, sendo mais proeminentes na expiração. Diminuição dos murmúrios vesiculares nas bases pulmonares.

Outros Exames: Observa-se cianose periungueal leve. Extremidades frias.

História Médica: Sofia não possui outras condições de saúde  elevantes. Está em tratamento contínuo para asma, conforme esquema prescrito. Histórico familiar positivo para doenças atópicas.

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise. (0,15 pontos)

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise? (0,075 pontos)

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta. (0,275 pontos)




RATING: 2.95

(I) Descreva o Plano de Tratamento Inicial desta crise.

1. Oxigenoterapia (0,0125 p) para melhorar a saturação de oxigênio (0,0125 p).
2. Nebulização com broncodilatador de curta ação (salbutamol) (0,0125 p) repetida a cada 20 minutos nas primeiras doses. (0,0125 p)
3. Corticosteróide sistêmico (0,0125 p) (prednisolona oral (0,0125 p) ou metilprednisolona intravenosa (0,0125 p)) para manejo de crise aguda.
4. Avaliação frequente dos sinais vitais (0,0125 p) e da saturação de oxigênio. (0,0125 p)
5. Preparar para possível admissão hospitalar (0,0125 p) para controle e monitoramento intensivo (0,0125 p), considerando a resposta ao tratamento inicial (0,0125 p). 

(II) Qual seria a estratégia ambulatorial para esse caso depois desta crise?

A exacerbação sugere necessidade de reavaliação do tratamento de manutenção (0,0125 p). A adesão ao tratamento (0,0125 p), técnica do inalador (0,0125 p) e possíveis desencadeantes ambientais (0,0125 p) ou infecciosos (0,0125 p) devem ser revisitados após estabilização da condição aguda (0,0125 p).

(III) Como classificaria a gravidade desta crise? Justifique a sua resposta.

A crise apresentada por Sofia pode ser classificada como uma crise asmática grave. (0,0125 p)

A justificativa para essa classificação baseia-se nos seguintes sinais e sintomas:

1. Taquipneia (0,0125 p) e taquicardia (0,0125 p): Frequência respiratória de 36 irpm (0,0125 p) e frequência cardíaca de 130 bpm (0,0125 p) indicam esforço respiratório significativo (0,0125 p) e ativação do sistema simpático (0,0125 p).

2. Saturação de O2 baixa (0,0125 p): A saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente (0,0125 p) indica hipoxemia significativa (0,0125 p), que é um sinal de gravidade (0,0125 p).

3. Uso de musculatura acessória (0,0125 p) e retrações (0,0125 p): Esses sinais indicam esforço respiratório elevado (0,0125 p) e são característicos de crises graves (0,0125 p).

4. Sibilos difusos (0,0125 p) e diminuição dos murmúrios vesiculares (0,0125 p): A presença de sibilos intensos  e redução dos sons respiratórios pode indicar obstrução significativa das vias aéreas (0,0125 p) e, em crises mais graves, fluxo de ar reduzido pode resultar em "ausência" de sibilos, o que é particularmente preocupante (0,0125 p).

5. Alteração do estado geral (0,0125 p) com cianose leve (0,0125 p): A cianose periungueal e o cansaço extremo são também indicativos de insuficiência respiratória iminente ou em curso, comuns em crises graves (0,0125 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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