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Um paciente de 70 anos, cardiopata, procura o Pronto-Socorro com queixa de dor abdominal difusa, de início abrupto, há cerca de 3 horas. A dor é contínua com períodos de piora e é impossível obter uma localização precisa, embora pareça doer mais em epigástrio e região periumbilical. O exame físico revela uma pessoa ansiosa e inquieta. O pulso é taquicárdico, e a pressão arterial é normal. Queixa-se de muita dor abdominal. O abdome é moderadamente distendido, mas flácido. Os ruídos hidroaéreos estão presentes e até um pouco aumentados. Diagnóstico mais provável:
A. isquemia mesentérica
CORRETO: A isquemia mesentérica aguda representa o diagnóstico mais provável porque o paciente idoso cardiopata apresenta dor abdominal de início súbito, intensa e difusa, com localização imprecisa (epigástrica/periumbilical), acompanhada de ansiedade, inquietude e taquicardia, mas com exame abdominal quase normal (moderada distensão, flacidez e ruídos hidroaéreos presentes ou até hiperativos). Essa discrepância entre dor desproporcional aos achados físicos constitui o sinal patognomônico da isquemia mesentérica (embólica ou trombótica), especialmente em pacientes com cardiopatia (fibrilação atrial, valvulopatia ou aterosclerose), em que a oclusão arterial leva a isquemia intestinal precoce sem ainda haver necrose ou peritonite franca.
B. pancreatite aguda
INCORRETO : A pancreatite aguda manifesta-se tipicamente com dor epigástrica contínua que irradia para o dorso, associada a náuseas, vômitos e elevação de amilase/lipase, sem dor de início abrupto difusa nem exame abdominal flácido com ruídos hiperativos; o quadro evolui com rigidez epigástrica e sinais inflamatórios mais evidentes.
C. pielonefrite aguda
INCORRETO : A pielonefrite aguda cursa com dor lombar ou em flanco, febre alta, calafrios e sintomas urinários (disúria, polaciúria), sem dor abdominal difusa de início súbito nem preservação dos ruídos hidroaéreos; o foco é renal, não mesentérico.
D. úlcera perfurada
INCORRETO : A úlcera perfurada produz dor súbita intensa seguida de peritonite química difusa, com abdome em tábua (rigidez involuntária), ruídos ausentes e sinais de choque precoce; o exame flácido e ruídos presentes excluem peritonite franca.
E. apendicite aguda (fase inicial)
INCORRETO : A apendicite aguda na fase inicial causa dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, com anorexia e febre baixa, evoluindo para sinais localizados no quadrante inferior direito; em paciente de 70 anos a apresentação difusa intensa e desproporcional não é típica, sendo a isquemia mesentérica a causa muito mais provável nessa faixa etária e com cardiopatia associada.
Gabarito: A
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FONTE:
Paciente J.P., sexo masculino, 11 anos, trazido pela mãe no setor de Pronto Atendimento hospitalar,com queixa de artralgia generalizada, hematomas, petéquias e edema em membros superiores, bem como inferiores, especialmente, nos últimos, sem dor ou prurido, com cinco dias de evolução, após apresentar, há vinte dias pregressos, quadro de amigdalite aguda tratada com amoxaxilina 500 mg, em posologia a cada oito horas, por sete dias. Negava quaisquer problemas de saúde ou alergias. Os hábitos urinários, bem como intestinais não demonstravam alterações. No momento do exame, não haviam queixas respiratórias. Bom estado geral, nutrido, hidratado, corado, anictérico, acianótico, com boa perfusão capilar, afebril, sem alteração no ictus cordis, ausência de sopros, com bulhas cardíacas em dois tempos, frequência de pulso 94 batimentos/minuto, ausculta pulmonar normal, eupneico, abdome livre, sem visceromegalias ou massas, porém, com a percepção de petéquias, bem como equimoses, associadas a edema, nos membros superiores e inferiores. Nos últimos, algumas lesões apresentavam drenagem de secreção purulenta e crostas, com calor. Exames complementares: hemograma demonstrava leucocitose, 15800, com 6,5% de bastonetes, linfocitose, sem alterações dos níveis hematimétricos ou das plaquetas. A proteína C reativa apresentava no valor de 150. A função renal ou hepática ou ionograma ou bilirrubinas ou coagulograma não demonstravam alterações. Foi diagnósticada purpura de Henöch-Schönlein.

(I) Formulem 3 diagnósticos diferenciais possíveis.
(II) Qual é o mecanismo da doença?
(III) Qual a medicação especifica de primeira escolha neste caso?
(IV) Qual eventual complicação é o principal determinante prognóstico, com alta taxa de morbidade e mortalidade?
(I) Formulem 3 diagnósticos diferenciais possíveis. (0,05 pontos para cada um dos 3 diferenciais)
(II) Qual é o mecanismo da doença?
Apesar da sua causa ser desconhecida, é sabido que a imunoglobulina A (IgA) tem papel importante na imunopatogênese....... (0,15 p)
(III) Qual a medicação de primeira escolha neste caso?
Purpura Henöch-Schönlein é uma doença autolimitada ou seja, na maioria das vezes não necessita de tratamento específico, somente de medidas de suporte............(0,1 p)
(IV) Qual eventual complicação é o principal determinante prognóstico, com alta taxa de morbidade e mortalidade?
O comprometimento renal é considerado o principal determinante prognóstico, com alta taxa de morbidade e mortalidade............(0,1 p)
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