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MIOCARDITES EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

1) A miocardite é a inflamação do miocárdio e pode comprometer o coração de maneira focal ou difusa.
2) Os Coxsackie B é o tipo de vírus que mais frequentemente está relacionado à inflamação do miocárdio na forma aguda.
3) Pode variar desde sintomas clínicos leves até choque cardiogênico e morte súbita.
4) Estudos revelam que aproximadamente 10% dos casos de miocardiopatia dilatada são devidos à miocardite.
5) A biópsia do miocárdio é um procedimento seguro, entretanto apresenta sensibilidade muito variável para diagnosticar a doença.
6) A cintilografia miocárdica e, mais recentemente, a ressonância nuclear magnética apresentam boa sensibilidade e especificidade para avaliar a presença de inflamação no coração.
7) O uso de corticoides e imunossupressores não é de consenso para todas as formas de miocardite viral.

OBJETIVA: (1096465 votos)..........99.26% das questões objetivas receberam votos.
Sobre o quadro clínico de um abdome agudo obstrutivo, assinale a alternativa INCORRETA.
A. os principais sintomas de uma obstrução intestinal são a dor abdominal em cólica, os vômitos, a parada da eliminação de gases e fezes e a distensão abdominal
B. nas obstruções altas pode não haver distensão abdominal
C. os vômitos fecaloides ocorrem tipicamente em obstruções do cólon, principalmente quando a válvula ileocecal é competente
D. no caso de uma obstrução intestinal alta tem-se vômitos precoces e intensos
E. no início do quadro encontram-se ruídos hidroaéreos aumentados em intensidade e frequência

  RATING: 2.95

Sobre o quadro clínico de um abdome agudo obstrutivo, assinale a alternativa INCORRETA.

A. os principais sintomas de uma obstrução intestinal são a dor abdominal em cólica, os vômitos, a parada da eliminação de gases e fezes e a distensão abdominal
CORRETO: A tetrade sintomática clássica — cólica abdominal intermitente por contrações peristálticas ineficazes, vômitos biliosos ou fecaloide conforme a altura da lesão, constipação absoluta com cessação de flatos e distensão abdominal assimétrica — reflete a fisiopatologia da obstrução luminal, com prevalência em 90% dos casos confirmados por imagem, orientando o diagnóstico diferencial emergente.
B. nas obstruções altas pode não haver distensão abdominal
CORRETO : Nas obstruções proximais, como duodenais ou jejunais, a evacuação gástrica precoce via vômitos alivia a acumulação gasosa e líquida, mitigando a distensão visível que surge tardia ou ausente, contrastando com lesões distais onde o acúmulo proximal gera dilatação marcada detectável em radiografias simples.
C. os vômitos fecaloides ocorrem tipicamente em obstruções do cólon, principalmente quando a válvula ileocecal é competente
INCORRETO : Os vômitos fecaloides, caracterizados por efluente com odor e aspecto fecaloide devido à colonização bacteriana e refluxo de conteúdo intestinal, manifestam-se em obstruções distais do intestino delgado ou colônicas quando a válvula ileocecal apresenta incompetência funcional, permitindo o retrocesso de material colônico para o jejuno e duodeno; em cenários de válvula competente, que predomina em até 80% dos indivíduos adultos, o refluxo impede-se, resultando em ausência ou raridade de vômitos fecaloides na obstrução colônica pura, com o quadro evoluindo mais para distensão abdominal progressiva sem desidratação gástrica acentuada, contrariando a associação proposta com competência valvular.
D. no caso de uma obstrução intestinal alta tem-se vômitos precoces e intensos
CORRETO : A obstrução alta, pela proximidade ao estômago, desencadeia vômitos bilio-pancreáticos intensos e frequentes nas primeiras horas, promovendo desidratação hipocloremica e alcalose metabólica, diferentemente das obstruções baixas onde os vômitos instalam-se tardios após 24-48 horas de evolução.
E. no início do quadro encontram-se ruídos hidroaéreos aumentados em intensidade e frequência
CORRETO : O estágio inicial da obstrução intestinal caracteriza-se por hiperperistaltismo compensatório, elevando a frequência e intensidade dos ruídos hidroaéreos em exame auscultatório, com transição para hipofonia ou silêncio após 72 horas quando a fadiga muscular e dilatação excessiva supervenientes inibem a motilidade, conforme padrões descritos em protocolos de avaliação abdominal aguda.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (179936 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
As ”10 Habilidades-Chave Comportamentais” do Programa de Reanimação Neonatal são adaptadas de modelos previamente descritos de trabalho em equipe efetivo. 
Enumeram essas habilidades, conforme o Manual de Reanimação Neonatal (American Heart Association). (0,5 pontos)


RATING: 2.97

As ”10 Habilidades-Chave Comportamentais” do Programa de Reanimação Neonatal são adaptadas de modelos previamente descritos de trabalho em equipe efetivo. 
Enumeram essas habilidades, conforme o Manual de Reanimação Neonatal (American Heart Association). (0,5 pontos)

As ”10 Habilidades-Chave Comportamentais” do Programa de Reanimação Neonatal:
  1. Conhecimento do ambiente;   .....0,05 p
  2. Usar toda a infmração disponível;   .....0,05 p
  3. Antecipar e planejar;   .....0,05 p
  4. Identificar claramente o líder da equipe;   .....0,05 p
  5. Comunicar-se de forma efetiva;   .....0,05 p
  6. Delegar a carga de trabalho de modo otimizado;   .....0,05 p
  7. Alocar a sua atenção de maneira sábia;   .....0,05 p
  8. Empregar todos os recursos disponíveis;   .....0,05 p
  9. Pedir ajuda quando necessária;   .....0,05 p
  10. Manter o comportamento profissional;   .....0,05 p

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (209586 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 54 anos, com queixa de pirose retroesternal de longa data (há mais de 10 anos), com piora progressiva nos últimos 2 anos.

Vem apresentando regurgitação, principalmente no período noturno.

Teve emagrecimento de 2 kg nos últimos 12 meses (índice de massa corporal atual de 33 kg/m2).

Realizada endoscopia digestiva alta, observou-se ulceração esofágica, com friabilidade e presença de mucosa de aspecto róseo-avermelhado, circunferencial, com 4 cm de extensão, projetando proximalmente a partir da junção escamo-colunar. Foram realizadas biópsias da região da junção gastro-esofágica, cujo corte histológico é apresentado abaixo.

1) Qual o diagnóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

2) Qual é o prognóstico para esse paciente? - 0,1 pontos

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente? - 0,3 pontos




RATING: 3.03

1) Qual o diagnóstico?

Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) complicada com esôfago de Barret. (0,1 p)

DISCUSSÃO: Trata-se de um paciente com queixas de queimação retroesternal e regurgitação, os dois sintomas mais frequentes em pacientes portadores de DRGE. Observa-se IMC de 33, ou seja, obesidade grau I, comum em pacientes que sofrem de DRGE. A endoscopia documenta a presença de esofagite erosiva e achados comuns ao esôfago de Barret. Este último é confirmado pelo corte histológico, onde notam-se áreas de epitélio colunar especializado ao nível da junção gastro-esofágica.

2) Qual é o prognóstico?

Em termos prognósticos, a incidência de adenocarcinoma é 40X maior nos pacientes com esôfago de Barret quando comparado com a população em geral. Requer, portanto, acompanhamento a longo prazo. O principal marcador de potencial de malignidade será a presença de displasia.  (0,1 p)

3) Qual é o planejamento terapêutico a ser instituído para esse paciente?

  • inicialmente controlar a inflamação relacionada a DRGE com terapia antissecretória (0,1 p)
  • realizar nova endoscopia com múltiplas biópsias visando descartar a presença de displasia (preferencialmente confirmada por mais de um patologista). A ausência de displasia implica controle endoscópico a cada 2, 3 anos. Displasia leve, controle endoscópico semestral e posteriormente anual. Displasia de alto grau deve ser tratada com esofagectomia ou acompanhamento com biópsias, inicialmente a cada mês, e posteriormente trimestrais. (0,1 p)
  • Não há tratamento curativo específico usado rotineiramente para o esôfago de Barret. Portanto, além do acompanhamento endoscópico, a DRGE deve ser controlada, conforme sua evolução, com terapia clínica e/ou operatória. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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