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ANAFILAXIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A anafilaxia é considerada uma reação sistêmica grave que pode ser fatal, devendo ser prontamente identificada e tratada pelo paciente, pessoas que presenciem o episódio antes da chegada à unidade de saúde (atendimento pré-hospitalar) e profissionais de saúde quando já no ambiente hospitalar.
A intensidade da liberação das substâncias e a sensibilidade individual determinam a repercussão clínica do fenômeno. Anafilaxia é habitualmente classificada como uma reação imunológica, geralmente mediada por IgE, mas também pode ocorrer por outros mecanismos.

OBJETIVA: (1299437 votos)..........95.77% das questões objetivas receberam votos.
Em relação ao diagnóstico do transtorno do espectro autista (TEA), qual a alternativa INCORRETA?
A. Apresenta incapacidade qualitativa na integração social
B. Apresenta ausência ou busca de conforto anormal por ocasião de sofrimento
C. Apresenta comunicação não verbal acentuadamente anormal
D. Apresenta sofrimento acentuado com mudanças na rotina
E. Não mostra alteração cognitiva na maioria das vezes.

  RATING: 2.86

Em relação ao diagnóstico do transtorno do espectro autista (TEA), qual a alternativa INCORRETA?

A. Apresenta incapacidade qualitativa na integração social
CORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Apresenta ausência ou busca de conforto anormal por ocasião de sofrimento
CORRETO : Os indivíduos com TEA mostram redução em sua capacidade gestual e, em geral, utilizam os adultos como ferramenta para conseguir o que desejam.
C. Apresenta comunicação não verbal acentuadamente anormal
CORRETO : Os critérios diagnósticos para o TEA são clínicos e estão baseados em incapacidade ou redução da reciprocidade e da interação social, dificuldades na comunicação com atrasos de linguagem e limitação na comunicação não verbal.
D. Apresenta sofrimento acentuado com mudanças na rotina
CORRETO : Os comportamentos obsessivos e a inflexibilidade na mudança de rotina são características muito marcadas e causam extremo sofrimento, porque não existe flexibilidade cognitiva para tolerar mudanças e situações novas e imprevisíveis.
E. Não mostra alteração cognitiva na maioria das vezes.
INCORRETO : Cerca de 75% dos indivíduos com TEA apresentam déficit cognitivo em algum grau e a intensidade da limitação cognitiva oferece piora no prognóstico do paciente.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (192035 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos agravos da saúde da criança e do adolescente que interferem no desenvolvimento psicomotor. O tratamento baseia-se em cinco principios bascos. Enumeram esses principios.


RATING: 2.36

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um dos agravos da saúde da criança e do adolescente que interferem no desenvolvimento psicomotor. O tratamento baseia-se em cinco principios bascos. Enumeram esses principios.

Os 5 princípios básicos no tratamento do TDAH são:

1. Estabelecer um programa de tratamento que leve em consideração tratar-se de doença crônica. (0,1 p)
2. Traçar objetivos do tratamento com a família e a escola.(0,1 p)
3. Terapia com drogas estimulantes e/ou terapia cognitivo-comportamental.(0,1 p)
4. Quando o tratamento escolhido não atingir seus objetivos, reavaliar o diagnóstico, presença de comorbidade, escolha da terapia e aderência a ela.(0,1 p)
5. Monitorar objetivos e efeitos adversos, tanto por informações da família quanto da escola.(0,1 p)

FONTE:

Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. – 2.ed. – Barueri, SP : Manole, 2010 pp 1590

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.36)

CASO CLINICO: (224257 votos)..........99.52% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 32 anos, previamente hígida, procura o pronto-socorro com queixa de perda ponderal de 8 kg em 2 meses, apesar de apetite preservado, palpitações, intolerância ao calor, tremor fino de extremidades, sudorese excessiva e irritabilidade. Refere ainda diplopia intermitente e sensação de “olhos saltados” há 3 semanas. É tabagista (15 maços-ano) e nega uso de medicações contínuas.

Ao exame físico: PA 148 × 78 mmHg, FC 112 bpm, ritmo regular; bócio difuso, indolor, sem nódulos palpáveis; tremor fino distal; pele quente e úmida; retração palpebral bilateral, edema periorbitário e proptose moderada (exoftalmia de 22 mm à direita e 21 mm à esquerda). Não há sinais de mixedema pré-tibial. Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre 4,8 ng/dL (VR 0,7–1,8), T3 total 320 ng/dL (VR 80–200). Ultrassonografia de tireoide mostra glândula difusamente aumentada, hipoecogênica, com vascularização aumentada (“inferno tireoidiano”). Cintilografia com iodo-131 revela captação difusa e aumentada.

A paciente é internada para estabilização. Durante a avaliação oftalmológica especializada, identifica-se atividade moderada de oftalmopatia de Graves (CAS 4/7). Após discussão multiprofissional, inicia-se tratamento.

Com base no caso acima, responda às questões a seguir:

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável? (0,1 pontos)
(II) Quais os principais achados laboratoriais e de imagem que confirmam a etiologia autoimune neste caso? (0,13 pontos)
(III) Qual a conduta terapêutica inicial mais adequada para o hipertireoidismo e para o controle sintomático? (0,11 pontos)
(IV) Como se classifica e qual a conduta inicial recomendada para a oftalmopatia apresentada? (0,08 pontos)
(V) Quais os fatores de risco presentes no caso que pioram o prognóstico da oftalmopatia e qual a orientação fundamental em relação a eles? (0,08 pontos)



RATING: 3.04

(I) Diagnóstico sindrômico e etiológico

  • Hipertireoidismo clínico e laboratorial (0,04 p)
  • Etiologia autoimune – Doença de Graves (0,06 p)

(II) Achados confirmatórios da etiologia autoimune

  • TSH suprimido + T4 livre e T3 elevados (0,04 p)
  • Captação difusa e aumentada na cintilografia (0,04 p)
  • Bócio difuso hipervascularizado ao ultrassom (“inferno tireoidiano”) (0,03 p)
  • (TRAb positivo seria o marcador específico, embora não descrito numericamente no caso) (0,02 p)

(III) Conduta terapêutica inicial

  • Tionamida (metimazol preferencialmente) para controle do hipertireoidismo (0,05 p)
  • Betabloqueador (propranolol ou equivalente) para controle de sintomas adrenérgicos (0,04 p)
  • Avaliação oftalmológica e endocrinológica conjunta antes de decisão definitiva (radioiodo ou cirurgia) (0,02 p)

(IV) Classificação e conduta da oftalmopatia

  • Oftalmopatia de Graves com atividade moderada (CAS ≥ 3) (0,04 p)
  • Medidas gerais + corticoterapia sistêmica (ou outras terapias imunossupressoras) sob supervisão especializada (0,04 p)

(V) Fatores de risco e orientação

  • Tabagismo ativo (principal fator modificável de piora da oftalmopatia) (0,05 p)
  • Orientação prioritária e enfática de cessação tabágica imediata (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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