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Uma mulher G4P4 de 35 anos se apresenta numa clínica de obstetrícia e ginecologia com a queixa principal da amenorreia. Ela diz que ela está preocupada porque ela não foi capaz amamentar e não menstruou desde o nascimento do último filho, há 1 ano. Diz não ter problemas de saúde e não toma medicamentos. Usou somente anticoncepcionais orais, entre gestações. O histórico obstétrico dela revela três partos vaginais espontâneos sem complicações. O ultimo parto dela foi por cesariana devido à hipotensão materna. Nega qualquer atividade sexual no ano passado porque o marido dela trabalha no exterior. O exame físico revela mulher bem desenvolvida, sem sofrimentos. O exame de cabeça e pescoço não revelam oftalmoplegia. A visão está intacta em todos os quatro quadrantes por confronto bilateral. O exame do pescoço não revela aumento da tireoide e nas extremidades o enchimento capilar é normal e não há edema. O exame ginecológico permite fácil visualização fácil do colo do útero e tamanho normal tato do útero quanto dos ovários. Os exames laboratoriais mostram um nível de prolactina de 2 ng/mL. Qual é o diagnóstico mais provável neste paciente?
A. Craniofaringioma
INCORRETO: Craniofaringioma é o tumor não hipofisário mais comum implicado na hiperprolactinemia. Este paciente tem
níveis elevados de prolactina e queixa-se de dificuldade na lactação, portanto, este diagnóstico é descartado Além disso, este é mais comumente um diagnóstico de oncológia pediatrica.
B. Síndrome da sela vazia
INCORRETO : Síndrome da sela vazia é causada pela herniação da membrana subaracnóide na sela túrcica através de um diafragma de sela incompetente. Esta hérnia causa compressão da glândula pituitária. A síndrome da sela vazia secundária geralmente ocorre em um paciente que está pós-radiação ou pós-cirurgia
C. Gravidez
INCORRETO : Este diagnóstico é excluído pela presença de um teste de gravidez negativo.
D. Uso anterior de anticoncepcional oral
INCORRETO : O uso anterior de pílulas anticoncepcionais orais é uma causa improvável de amenorreia e falta de lactação nesta paciente. O uso de OCP pode causar amenorreia enquanto o paciente toma o medicamento e por até 5 meses depois, mas não causaria amenorréia mais tarde na vida. Além disso, não explicaria o fato de que ela era incapaz de amamentar.
E. Síndrome de Sheehan
CORRETO : Síndrome de Sheehan é um distúrbio da função hipofisária anterior. Isto ocorre como resultado de uma lesão ao pituitária anterior. O insulto é um baixo fluxo sanguíneo secundário ao parto ou trauma. Frequentemente apresenta-se como falha na lactação pós-parto. Danos à hipófise resultam em falta de prolactina. Os pacientes também podem não ovular, o que explica a amenorreia. Com esses sinais (falha do paciente em amamentar, histórico de hipoglicemia, hipotensão durante o parto e falta de menstruação), o diagnóstico de Sheehan é provável. O menor o nível de prolactina também apoia esse diagnóstico. Existem muitos distúrbios da glândula hipófise, como a síndrome da sela vazia e craniofaringioma, mas a síndrome de Sheehan é o unico com níveis de prolactina abaixo do normal após hipotensão.
Gabarito: E
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A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?
1) Qual é o diagnóstico do paciente?
Síndrome dispéptica ou dispepsia. (0,25 p)
Discussão: Paciente com sintoma dispéptico de epigastralgia em queimação,sem apresentar sinais de alarme como disfagia, icterícia, sangramento, anemia, alterações de exame físico sugestivos de doença maligna, que indicariam a realização de endoscopia digestiva alta, apresenta ainda idade menor que 50 anos de idade que seria outra indicação da realização do procedimento. O paciente pode apresentar diagnóstico de doença ulcerosa péptica com estes sintomas, mas sem apresentar sinais de alarme pode ser manejado de forma conservadora neste momento.
2) Qual é a conduta mais adequada inicialmente? (0,25 p)
Sugerir modificações de hábitos e introduzir bloqueador H2 para tratamento da dispepsia.
Discussão: Paciente sem sinais de alarme não tendo indicação de realizar endoscopia digestiva alta, podemos orientar modificações de hábitos de vida como diminuição de ingesta de álcool e café e procurar observar quais alimentos desencadeiam com maior freqüência estes sintomas.
Os bloqueadores H2como a ranitidina podem ser usados em doses de 150 mg, 2 vezes ao dia por 2-4 semanas. O uso de bloqueadores de bomba de prótons é uma opção, embora não tenha sido demonstrado sua superioridade em relação aos bloqueadores H2 e por seu maior custo não deve ser utilizado.
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