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A AVALIAÇÃO DO PACIENTE PEDIATRICO NA SALA DE URGÊNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

METAS:
  1. Identificar rapidamente os pacientes com condições de risco de morte.
  2. Determinar o local de tratamento mais adequado para os pacientes que se apresentam às UE.
  3. Otimizar o uso dos recursos.
  4. Diminuir o congestionamento nas áreas de tratamento de emergência.
  5. Fornecer uma avaliação contínua dos pacientes.
  6. Fornecer informações aos pacientes e familiares em relação aos: serviços, cuidado esperado e tempos de espera

DIRETRIZES:

A entrevista da triagem é realizada para reunir informações suficientes para fazer um julgamento clínico sobre a prioridade de atendimento do paciente. Uma triagem eficaz requer o uso de visão, audição, olfato e tato.
A capacidade de selecionar os pacientes de maneira eficaz e precisa baseia-se nos seguintes:
  1. triangulo de avaliação pediatrica (TAP)
  2. achados do exame físico.
  3. histórico clínico do paciente.
  4. uso adequado de diretrizes e protocolos de triagem
  5. conhecimento prático adquirido através de experiência e treinamento.

OBJETIVA: (1416466 votos)..........96.15% das questões objetivas receberam votos.
Qual o principal parâmetro para que se possa avaliar a efetividade da terapêutica adotada, durante a fase de choque (primeiras 48 horas), em um paciente grande queimado?
A. pressão arterial
B. pressão venosa central
C. débito cardíaco
D. débito urinário
E. freqüência respiratória

  RATING: 2.79

Qual o principal parâmetro para que se possa avaliar a efetividade da terapêutica adotada, durante a fase de choque (primeiras 48 horas), em um paciente grande queimado?

A. pressão arterial
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. pressão venosa central
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. débito cardíaco
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. débito urinário
CORRETO : Em pacientes grande queimados que evoluem com choque (principalmente por aumento expressivo da permeabilidade capilar), um acesso venoso deve ser obtido imediatamente e reposição com soluções cristalóides, iniciado. Como vimos, existem diversas fórmulas, como a de Parkland e a de Brooke. A melhora da perfusão tecidual com a reposição volêmica é traduzida por um débito urinário adequado (0,5 mL/kg/h em adultos e 1mL/kg/h em crianças). Desta forma, a diurese horária é parâmetro de fundamental importância a ser acompanhado.
E. freqüência respiratória
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.79)

DISCURSIVA: (198006 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O tratamento das fraturas da criança difere do tratamento do adulto em varios aspectos. Enumeram pelo menos 5 diferenças caracteristicas. (0,5 pontos)


RATING: 3.24

O tratamento das fraturas da criança difere do tratamento do adulto em varios aspectos. Enumeram pelo menos 5 diferenças caracteristicas. (0,5 pontos)

(1) a cura dos tecidos moles e muito mais rapida e completa - 0,1 p
(2) o osso desvitalizado que não esta contaminado pode ser deixado no local e irá se incorporar - 0,1 p
(3) o periosteo gera um novo osso quando o osso e perdido - 0,1 p
(4) retardo de consolidação ou pseudo-artrose e incomum - 0,1 p
(5) fixadores externos podem ser deixados no local por períodos prolongados, a fim de garantir uma consolidação solida. - 0,1 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.24)

CASO CLINICO: (230174 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente S.E.C., 11 anos, cor branca, 1,37 m de altura, 28 kg, do sexo feminino apresenta-se ás 02:00 h de madrugada no PS, com queixa principal dispnéia aos pequenos esforços, tosse freqüente e ansiedade. É a terceira vez este mes que acontece isto, sempre de madrugada. Apresenta assimetria de tórax, padrão ventilatório misto com predomínio abdominal e retração subcostal, frequência respiratória 36/minuto, tosse úmida, eficaz e purulenta em grande quantidade. O frêmito tóraco vocal apresentava-se aumentado em ápices pulmonares. Na percussão havia macicez em ápices pulmonares. Ausculta pulmonar apresentava-se com sibilos em inspir e expir, bem audíveis. Sem cianose, fala frases incompletas, parciais. T = 37,5°C.

A radiografia de tórax está normal. O leucograma demonstrou 8.100 leucócitos com 14% de eosinófilos. Glicemia normal, exame de urina I normal.

Questões:

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica? (0,1 pontos)

5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)




RATING: 3.03

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

Qualquer um pode ver, então, que, no caso, estamos frente na frente com a tríade: tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância e dispneia. Ou seja, trata-se e uma crise de asma bronquica, em exacerbação aguda.

Entretanto, a questão pede a forma de gravidade da molestia crônica. A criança tem sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês.

Diagnóstico correto: ASMA BRONQUICA PERSISTENTE LEVE EM EXACERBAÇÃO AGUDA

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

A disfunção respiratória está mais relacionada com os parâmetros de uso de musculatura acessória. A freqüência respiratória e a presença de sibilância são importantes, são dados obrigatórios na inspeção e ausculta, mas não são definitorios.

Então, como quantificar PRECISAMENTE a crise?

Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

ESCORE WOOD:

0 PONTOS
1 PONTO
2 PONTOS

ENTRADA DE AR

Simetrica
Assimetrica
Diminuida

SIBILOS

Poucos e geralmente expiratorios
Podem estar inspiratórios e expiratorios
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

MUSCULATURA ACESSORIA

não utilizada ou bem pouco
Significativamente utilizada
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

ESTADO NEUROLOGICO

Normal
Euforia ou depressão
Torpor, coma

CIANOSE

Sem cianose
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
Presente com FiO2 de 40%
  • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
  • entre 3 e 4, asma moderada
  • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
  • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.
3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:

  • suspeita clínica de pneumonia
  • pneumotórax
  • pneumomediastino
  • atelectasia
  • aspiração de corpo estranho
  • internação por crise grave
A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) frequentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pneumotórax). 4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica no caso apresentado? (0,1 pontos)

Argumentos pro:

  • macicez apical
  • tosse com expectoração
Se tivesse sido pneumonia a febre deveria estar alta, o Rx deveria estar caracteristico (velamento lobular ou pelo menos aumento da intensidade).

Argumentos contra:

  • T 37,5°C
  • Rx normal
  • Sonoridade e frêmito pectoral normal
  • Sibilãncia generalizada que indica mais breve crise de broncoespasmo que problema do parenquima
5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)

A primeira atitude terapêutica: 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar ausência de resposta clínica a 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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