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Idoso, 70 anos, é admitido com diagnóstico prévio de doença pulmonar obstrutiva crônica (VEF1 em 30% do previsto), refere dor torácica súbita e dispnéia. A radiografia de tórax mostra pneumotórax moderado à direita. A terapêutica indicada para esse doente, após a internação hospitalar, é:
A. Aspirar o pneumotórax com agulha fina
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Colocar um tubo de toracostomia e instilar talco
CORRETO : A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma das causas de pneumotórax espontâneo, que ocorre pela ruptura de bolhas enfisematosas subpleurais. A abordagem terapêutica deve considerar a doença de base do paciente, sua função pulmonar e se o episódio é primário ou não. Neste caso, o paciente apresenta DPOC grave; assim, a redução de sua função pulmonar pode corresponder a consequências ventilatórias e hemodinâmicas sérias. Por isso, opta-se por drenagem torácica imediata. O uso de talco como técnica de pleurodese é considerado como prevenção de recorrência do pneumotórax, principalmente em doentes em que há manutenção de fístulas broncopleurais.
C. Manter o paciente sob máscara com 100% de oxigênio e reavaliar em 12 horas
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Nebulizar com broncodilatador e corticosteróide por via endovenosa
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Manter o paciente sob observação e realizar nova radiografia de tórax em 3 a 6 horas; se o pneumotórax permanecer estável, está indicada alta hospitalar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
RATING: 2.96 ![]()
FONTE:
Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.
Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.
I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)
II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)
IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa
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