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Mulher de 48 anos com feocromocitoma adrenal direito de 5,5 cm, bioquimicamente ativo, sem mutação germinativa identificada e sem evidência de invasão local ou metástase. Qual a abordagem cirúrgica recomendada de primeira linha?
A. Adrenalectomia aberta com linfadenectomia estendida em todos os casos
INCORRETO: A abordagem aberta com linfadenectomia rotineira não é necessária na ausência de suspeita de malignidade ou metástase; aumenta morbidade sem benefício.
B. Adrenalectomia laparoscópica apenas se o tumor for < 3 cm
INCORRETO : O limite de tamanho para laparoscopia é bem superior a 3 cm (a maioria dos centros realiza com segurança tumores de 5-6 cm ou mais).
C. Adrenalectomia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) como procedimento de escolha, com conversão para aberta se necessário
CORRETO : As diretrizes da Endocrine Society e consensos internacionais recomendam a adrenalectomia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) como padrão de ouro para a maioria dos feocromocitomas, inclusive aqueles até 6-8 cm (ou maiores em mãos experientes), desde que não haja invasão local ou metástase. A abordagem oferece menor morbidade, menor tempo de internação e resultados oncológicos equivalentes à aberta quando realizada por cirurgiões experientes. A conversão para aberta é indicada se houver dificuldade técnica, suspeita de malignidade ou comprometimento de estruturas adjacentes. Para paragangliomas extra-adrenais o limiar para aberta é mais baixo.
D. Adrenalectomia parcial (cortical-sparing) de rotina, independentemente do status genético
INCORRETO : A adrenalectomia parcial (cortical-sparing) é reservada a casos de mutação genética com alto risco de bilateralidade (ex.: VHL, RET, SDHD) e não é rotina em tumores esporádicos.
E. Embolização arterial pré-operatória seguida de ressecção aberta
INCORRETO : A embolização pré-operatória não faz parte do manejo padrão de feocromocitoma ressecável e não substitui o bloqueio alfa adequado.
Gabarito: C
RATING: 3.06 ![]()
FONTE:
Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.
A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).
A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).
A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.
O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.
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