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Primigesta de 16 anos, 39 semanas de gestação, altura uterina de 36 cm, em trabalho de parto, com 6cm de dilatação do colo uterino. Foi submetida a analgesia de parto com instalação de peridural contínua. Ao exame obstétrico, após 1 hora de duração do período expulsivo, constatou-se ângulo subpúbico normal, bolsa rota, apresentação cefálica 3 cm abaixo da espinha ciática, com presença de bossa serossanguínea de +2/+4, parietal anterior pouco acessível ao toque, com sutura sagital próxima ao púbis e fontanela occipital situada à direita. O diagnóstico e melhor conduta seriam:
A. distocia de rotação em variedade ODT com assinclitismo posterior, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
CORRETO: O fórcipe de Kielland tem como indicação clássica a correção da distocia de rotação. No caso apresentado não há desproporção cefalopélvica pois já houve insinuação, estando a apresentação em +3 de DeLee. O assinclitismo posterior é revelado pela presença da sutura sagital mais próxima ao púbis.
B. desproporção céfalo-pélvica no plano do estreito superior com assinclitismo anterior, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. distocia de estreito inferior em variedade ODT com assinclitismo de Litzmann, a ser corrigida com fórcipe de Kielland
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. distocia de rotação em ODT com assinclitismo de Näegele, a ser resolvida com cesárea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. desproporção cefalopélvica no plano do estreito superior com assinclitismo posterior, a ser resolvida com fórcipe de Simpson.
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
RATING: 3.06 ![]()
FONTE:
Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.
A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).
A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).
A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.
O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.
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