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O TRATAMENTO DO CHOQUE SEPTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Esse choque apresenta uma característica muito interessante - depende da resposta do hospedeiro. Em muitos casos, o que mata não é o próprio agente patógeno, mas sim a reação fisiológica - ás vezes exagerada - do próprio organismo.
O que é muito importante aqui? Primeiro, identificar precoce o choque séptico - pois a identificação já significa intervenção: inicio da ressuscitação - precisamente, o suporte hemodinâmico para manter a transferência de O2 Já com essa medida corretamente instituída é suficiente para prevenir o desenvolvimento de falência de órgãos de vários sistemas e uma PCR e assim, reduzir a morbidade e a mortalidade pediátrica.
Segundo, pensar imediatamente que as alterações clínicas, hemodinâmicas e metabólicas observadas no choque séptico tem como base dum lado a própria infecção e do outro a liberação ou ativação de mediadores inflamatórios.

OBJETIVA: (1055950 votos)..........98.14% das questões objetivas receberam votos.
Um lactente de 12 meses. com anemia ferropriva, alimentado basicamente com leite de vaca, passou a apresentar dor ao manuseio das extremidades, não quer mais andar e assume a posição de 'pernas de rã' quando em repouso. O distúrbio nutricional mais provável é:
A. desnutrição protéico-energética
B. raquitismo por carência de vitamina D
C. escorbuto
D. deficiência de vitamina do complexo B
E. deficiência de vitamina A

  RATING: 2.85

Um lactente de 12 meses. com anemia ferropriva, alimentado basicamente com leite de vaca, passou a apresentar dor ao manuseio das extremidades, não quer mais andar e assume a posição de 'pernas de rã' quando em repouso. O distúrbio nutricional mais provável é:

A. desnutrição protéico-energética
INCORRETO: DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO-PROTÉICA (DEP) representa uma variedade de condições patológicas decorrentes da falta concomitante de calorias e de proteínas, em diferentes proporções. Esta condição é mais frequente em lactentes e pré-escolares e geralmente encontra-se associada a infecções recorrentes .
B. raquitismo por carência de vitamina D
INCORRETO : Os sintomas mais comuns desta doença são ossos dolorosos; afecção dos dentes; fragilidade dos músculos; maior inclinação às lesões ósseas; deformações esqueléticas; problemas no crescimento; baixos índices de cálcio na circulação sanguínea; espasmos dos músculos sem controle algum em todo o organismo; crânio mais frouxo; articulações costocondrais – a costela e sua cartilagem, ou seja, o tecido muscular que a reveste – inchadas; irritação, agitação e muito suor na cabeça; infecções no sistema respiratório, entre outros.
C. escorbuto
CORRETO : Um lactente alimentado basicamente com leite de vaca provavelmente apresentará hipovitaminose C. O Escorbuto em sua fase mais avançada cursa com importante dor nos membros aos movimentos e mesmo ao menor toque. Por causa desta dor, a criança assume esta posição antálgica: de semi-flexão das coxas e pernas com rotação externa dos quadris - a chamada posição em 'pernas de rã'.
D. deficiência de vitamina do complexo B
INCORRETO : deficiência de 'vitaminas de complexo B' não existe, ou falta B1, ou B5 ou B6 ou B12
E. deficiência de vitamina A
INCORRETO : A deficiência de Vitamina A tem repercussões que afetam as estruturas epiteliais de diferentes órgãos, sendo os olhos os mais atingidos. A Vitamina A é essencial ao crescimento e desenvolvimento do ser humano. Atua também na manutenção da visão, no funcionamento adequado do sistema imunológico (defesa do organismo contra doenças, em especial as infecciosas), mantém saudáveis as mucosas (cobertura interna do corpo que recobre alguns órgãos como nariz, garganta, boca, olhos, estômago) que também atuam como barreiras de proteção contra infecções. Estudos mais recentes vêm mostrando que a Vitamina A age como antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento e estão associados a algumas doenças). Porém, recomenda-se cautela no uso de vitamina A, uma vez que, em excesso, ela também é prejudicial ao organismo.
Sintomas:
- Um dos epitélios severamente afetados é o do revestimento ocular, levando à xeroftalmia (nome dado aos diversos sinais e sintomas oculares da hipovitaminose A). A forma clínica mais precoce da xeroftalmia é a cegueira noturna onde a criança não consegue boa adaptação visual em ambientes pouco iluminados; nos estágios mais avançados a córnea também está afetada constituindo a xerose corneal, caracterizada pela perda do brilho, assumindo aspecto granular, e ulceração da córnea; a ulceração progressiva pode levar à necrose e destruição do globo ocular provocando a cegueira irreversível, o que é chamado de ceratomalácia. - Infecções freqüentes podem indicar carência, pois a falta de Vitamina A reduz a capacidade do organismo de se defender das doenças.
Causas da carência de Vitamina A:
- falta de amamentação ou desmame precoce: o leite materno é rico em vitamina A e é o alimento ideal para crianças até seis meses de idade;
- consumo insuficiente de alimentos ricos em vitamina A;
- consumo insuficiente de alimentos que contêm gordura: o organismo humano necessita de uma quantidade de gordura proveniente dos alimentos para manter diversas funções essenciais ao seu bom funcionamento. Uma delas é permitir a absorção de algumas vitaminas, chamadas lipossolúveis (Vitaminas A, D, E e K);
- infecções freqüentes: as infecções que acometem as crianças levam a uma diminuição do apetite: a criança passa a ingerir menos alimentos podendo surgir uma deficiência de Vitamina A. Além disso, a infecção faz com que as necessidades orgânicas de Vitamina A sejam mais altas, levando a redução dos estoques no organismo e desencadeando ou agravando o estado nutricional.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (178672 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)


RATING: 3.01

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética? (0,16 pontos)
B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes? (0,24 pontos)
C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus? (0,1 pontos)

A) Quais são os achados que definem a cetoacidose diabética?
Define-se cetoacidose diabética através dos achados de:
- Glicemia > 200 mg/dL 0,04 p;
- Acidose metabólica (pH<7,3 0,03 p; ou Bicarbonato<15); 0,03 p;
- Cetonúria 0,03 p; ou cetonemia moderada a alta. 0,03 p;

B) Quais são os principais fatores de descompensação do diabetes?
É também importante definir a causa da descompensação, sendo os principais fatores de descompensação:
- Controle inadequado; 0,04 p;
- Perda de doses de insulina (principalmente em adolescentes); 0,04 p;
- Estresse (infeccioso ou por outras causas); 0,04 p;
- Medicações (corticosteroides, 0,03 p; antipsicóticos, 0,03 p; diazóxido, 0,03 p; tiazídicos 0,03 p;).

C) Que critério define a gravidade da cetoacidose e em quais graus?
Pode-se definir a gravidade da cetoacidose através do valor de pH sérico:
- pH = 7,2 a 7,3 – leve 0,03 p;
- pH = 7,1 a 7,2 – moderada 0,03 p;
- pH < 7,1 – grave 0,04 p;

FONTE:

Cetoacidose diabética em crianças e adolescentes HOSPITAL ALBERT EINSTEIN - Departamento de Endocrinologia

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (208171 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, branco, tabagista crônico (40 maços-ano), com história de abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina e exposição ocupacional a derivados de petróleo. Apresenta hematúria macroscópica indolor intermitente há 4 meses, associada a dor no flanco direito de intensidade moderada (inicialmente crônica, com episódio agudo simulando cólica renal). Ultrassonografia evidencia hidronefrose direita; citologia urinária mostra células suspeitas de alto grau; TC revela falha de enchimento na pelve renal direita.

Referente á esse caso:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? ................ 0,10 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais relevante neste caso? ........... 0,10 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ............. 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento padrão-ouro? ............... 0,20 pontos 





RATING: 2.95

I. Suspeita diagnóstica principal

  • Hematúria (macroscópica franca ou total, ou microscópica) representa o sinal clínico mais frequente nos tumores uroteliais do trato urinário superior (0,04 p)
  • Dor no flanco constitui o segundo sintoma mais comum (pode ser crônica por hidronefrose gradual ou aguda por coágulos simulando cólica renal) (0,03 p)
  • Até 15% dos pacientes permanecem assintomáticos com diagnóstico incidental por imagem; aqui o quadro sintomático + hidronefrose + citologia alterada apontam para carcinoma urotelial do trato urinário superior (pelve renal) (0,03 p)

II. Possível causa etiológica mais relevante

  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina constitui fator de risco bem estabelecido para carcinomas uroteliais do trato urinário superior (0,05 p)
  • Nefropatia induzida por fenacetina associa-se a necrose papilar, insuficiência renal secundária e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica) (0,03 p)
  • Efeito combinado (necrose papilar + fenacetina) eleva de maneira importante o risco, com clara evidência de relação dose-resposta e apresentação em idade mais precoce (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Tomografia computadorizada é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico, oferecendo sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% para lesões papilíferas com 5-10 mm (0,05 p)
  • Quando o diagnóstico permanece incerto após imagem, ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,03 p)
  • Ureteroscopia com biópsia permite visualização direta, obtenção de material para histologia (correlação 78-92% com anatomopatológico definitivo) e eleva acurácia diagnóstica para 85-90% quando associada à urografia excretora (0,02 p)

IV. Tratamento padrão-ouro

  • Nefroureterectomia com ressecção de cuff vesical (retalho vesical) constitui o tratamento padrão-ouro para os tumores uroteliais do trato urinário superior (0,10 p)
  • Não existem diferenças significativas nos resultados oncológicos entre as técnicas aberta e laparoscópica (transperitoneal, retroperitoneal ou hand-assisted) (0,05 p)
  • Todas as variantes laparoscópicas oferecem benefícios consistentes de menor morbidade quando comparadas à aberta; o tempo entre diagnóstico e tratamento não deve exceder três meses (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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