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PLACENTA PRÉVIA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

As hemorragias da segunda metade do gravidez são raramente encontradas em comparação com aquelas da primeira metade – provavelmente devido a fixação já consolidada do concepto no útero.

Por isso, normalmente, se a gravidez passar de primeira parte, provavelmente que ela vai evoluir bem.

Em outras palavras, uma hemorragia do segundo período de gravidez  e um evento muito estranho, e por isso que as problemas de diagnostico são diferentes e o medico tem que conhecer muito bem esta eventualidade patológica.

OBJETIVA: (1441205 votos)..........96.38% das questões objetivas receberam votos.
Um casal está fazendo uso de ”planejamento familiar natural” para contracepção. O gráfico de temperatura basal feito pelo casal no mês anterior é apresentado na figura abaixo:

Qual a letra que identifica melhor quando o coito de DES protegido pode ser reiniciado com segurança?
A. A
B. B
C. C
D. D
E. E

  RATING: 2.95

Um casal está fazendo uso de ”planejamento familiar natural” para contracepção. O gráfico de temperatura basal feito pelo casal no mês anterior é apresentado na figura abaixo:

Qual a letra que identifica melhor quando o coito de DES protegido pode ser reiniciado com segurança?

A. A
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. B
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. C
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. D
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. E
CORRETO : Com base no período de tempo em que um óvulo pode ser fertilizado, a maioria das autoridades recomenda que devem passar de 24 a 36 horas depois da ovulação, antes que relações sexuais desprotegidas possam ser retomadas. No gráfico de temperatura apresentado, o dia mais provável da ovulação é identificado pela letra B. Levando-se em consideração que o óvulo pode ser fertilizado por 24 a 36 horas após a ovulação, o prazo mais precoce para retomar sexo não-protegido será o marcado pela letra D. Esta data pode ser estabelecida em retrospectiva, mas para o casal que utiliza o gráfico de temperatura de maneira prospectiva, com as incertezas em estabelecer a ovulação ocorrendo no ponto B e não C e com a possibilidade de que a elevação da temperatura encontrada em D possa representar variação normal de temperatura, é mais seguro não retomar relações sexuais desprotegidas até o ponto identificado como E.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (201781 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos


RATING: 2.14

A vasculite mais comum da infância, sendo predominantemente uma doença infantil, é a purpura de Henoch-Schönlein. Respondam ás seguintes questões:
1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? - 0,25 pontos
2) Qual é a atitude terapêutica em caso de acometimento gastrointestinal? - 0,25 pontos

1) Quais são os critérios clinicos diagnosticos, conforme a Sociedade Europeia de Reumatologia? 
Critérios Diagnósticos (Sociedade Europeia de Reumatologia Pediátrica):

  • Presença de púrpura palpável com predomínio do membro inferior (0,05 p),
    além de pelo menos dois dentre:
    • Dor abdominal difusa; (0,05 p)
    • Biópsia mostrando vasculite leucocitoclástica típica ou glomerulonefrite proliferativa com deposição predominante de imunoglobulina A (IgA). Apesar de parte dos critérios, a biópsia cutânea ou renal raramente é necessária: a doença é tipicamente um diagnóstico clínico. (0,05 p)
    • Artrite ou artralgia; (0,05 p)
    • Envolvimento renal (presença de hematúria e / ou proteinúria). (0,05 p)

2) Qual é a atitude terapêutica para os casos comuns e para acometimento gastrointestinal, renal, SNC e genital ? 
Para casos com acometimento leve, o tratamento é de suporte com boa hidratação, analgésicos e AINES (0,05 p). Corticosteroides estão indicados no envolvimento gastrointestinal grave (0,05 p), envolvimento renal confirmado(0,05 p), envolvimento do SNC (0,05 p) e na presença de edema escrotal (0,05 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.14)

CASO CLINICO: (234082 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.

Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.

Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)

(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)

(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)

(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.86

(I) Diagnóstico


O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).


(II) Diagnóstico diferencial


Carcinoma anaplásico:
crescimento em semanas, deterioração do estado geral, invasão agressiva e histologia maligna — aqui o curso é de meses, o paciente está estável e a PAAF não mostrou atipia franca (0,04 p).

Hashimoto fibroso: a fibrose costuma respeitar a cápsula; anti-TPO em geral está muito elevado; não há o padrão clássico de “massa de ferro” invasiva (0,03 p).

A Riedel pode integrar o espectro da doença relacionada a IgG4, o que dialoga com a IgG4 sérica elevada deste paciente (0,03 p).


(III) Confirmação e complicações


A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).


(IV) Tratamento


Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).


(V) Evolução e seguimento


Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.86)




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