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ATAXIA AGUDA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A palavra ataxia deriva etimologicamente do grego e significa ausência de coordenação (“ataktos”)
As causas de ataxia aguda incluam condições graves com risco de morte, tais como lesões ou infecção do sistema nervoso central (SNC)
A maioria das crianças com ataxia aguda tem um processo benigno e autolimitado.
DEFINIÇÂO: distúrbio da coordenação dos movimentos finos, equilíbrio e postura.

OBJETIVA: (1152178 votos)..........99.31% das questões objetivas receberam votos.
Caxumba na gravidez está associada a:
A. maior perda fetal
B. defeitos de redução dos membros
C. pneumonia materna
D. sem importantes complicações
E. surdez congênita

  RATING: 2.92

Caxumba na gravidez está associada a:

A. maior perda fetal
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. defeitos de redução dos membros
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. pneumonia materna
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. sem importantes complicações
CORRETO : Caxumba não mostra evidências de lesão fetal quando comparada à população geral não-infectada. Caxumba congênita é extremamente rara.
E. surdez congênita
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (183397 votos) ..........98.21% das questões discursivas receberam votos.
A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.


RATING: 4

A apendicite aguda tem uma apresentação clínica variável de acordo com a faixa etária acometida. Indique as caracteristicas especiáis desta moléstia para criança, idoso, gestante e pacientes com SIDA.

1) Na criança o quadro é atípico, caracterizado por letargia, vômitos mais intensos e episódios diarréicos mais freqüentes. Por vez correlaciona-se a um diagnóstico tardio, principalmente nas menores de dois anos, quando a apendicite é incomum. (0,125 p)
2) No idoso, assim como na criança, a doença é mais grave. A temperatura é menos elevada e a dor abdominal é mais insidiosa, ocasionando um diagnóstico tardio, com maior incidência de perfuração e conseqüentemente maior mortalidade. (0,125 p)
3) Na gestante é a emergência cirúrgica extra - uterina mais comum, ocorrendo com mais freqüência nos dois primeiros trimestres. (0,125 p)
4) Nos pacientes com SIDA existem causas específicas de apendicite a exemplo do linfoma não-Hodkgin e do sarcoma de Kaposi (mecânicas). Em relação a etiologia infecciosa, os agentes principais são o Cryptosporidium e o CMV. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (4)

CASO CLINICO: (214057 votos)..........98.5% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 0

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (0)




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