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MALÁRIA (PALUDISMO) (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A malária é uma das principais doenças infecciosas da atualidade, com 400 milhões de casos anuais. Mais de 85% desses casos ocorrem nas áreas de savana e floresta equatorial da África ao sul do Saara; nessa região, quase um milhão de pessoas, principalmente crianças com menos de 5 anos de idade e gestantes, morrem de malária a cada ano. Quase a metade da população mundial vive em áreas com transmissão de malária. No Brasil, as principais áreas endémicas encontram-se na Amazónia Legal.

OBJETIVA: (1153361 votos)..........99.32% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 45 anos com colite ulcerativa foi tratado nos últimos 5 anos com infliximabe, com resolução dos sintomas intestinais e evidências endoscópicas de mucosa colônica normal. É saudável nos demais aspectos. Foi examinado por um dermatologista devido a uma lesão que no início apareceu como pústula no membro inferior direito, mas que aumentou de amanho e sofreu ulceração. A úlcera é moderadamente dolorosa. Não lembra ter sofrido nenhum traumatismo nessa região. Ao exame, a úlcera mede 15 cm por 7 cm, e verifica-se a presença de necrose central. As bordas da úlcera são violáceas. nenhuma outra lesão é identificada. Qual é o diagnóstico mais provável?
A. Eritema nodoso
B. Doença de Crohn metastática
C. Psoríase
D. Pioderma gangrenoso
E. Piodermite vegetante

  RATING: 3

Um homem de 45 anos com colite ulcerativa foi tratado nos últimos 5 anos com infliximabe, com resolução dos sintomas intestinais e evidências endoscópicas de mucosa colônica normal. É saudável nos demais aspectos. Foi examinado por um dermatologista devido a uma lesão que no início apareceu como pústula no membro inferior direito, mas que aumentou de amanho e sofreu ulceração. A úlcera é moderadamente dolorosa. Não lembra ter sofrido nenhum traumatismo nessa região. Ao exame, a úlcera mede 15 cm por 7 cm, e verifica-se a presença de necrose central. As bordas da úlcera são violáceas. nenhuma outra lesão é identificada. Qual é o diagnóstico mais provável?

A. Eritema nodoso
INCORRETO: O eritema nodoso é mais comum na doença de Crohn, e as crises correlacionam-se com os sintomas intestinais. As lesões consistem em múltiplos nódulos quentes, vermelhos e hipersensíveis, que medem 1 a 5 cm e ocorrem nas pernas e nos braços.
B. Doença de Crohn metastática
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Psoríase
INCORRETO : A psoríase é mais comum na colite ulcerativa.
D. Pioderma gangrenoso
CORRETO : A doença inflamatória intestinal (DII) apresenta diversas manifestações dermatológicas, e cada tipo de DII exibe uma predileção particular por diferentes condições dermatológicas. Esse paciente apresenta pioderma gangrenoso. O pioderma gangrenoso pode ser observado em até 12% dos pacientes com colite ulcerativa, e caracteriza-se por uma lesão que começa na forma de pústula e espelha-se concentricamente para a pele normal circundante. As lesões ulceram, com bordas violáceas e eritema circundante, e são encontradas nos membros inferiores. Com frequência, as lesões são difíceis de tratar e respondem de modo insatisfatório à colectomia; de modo semelhante, o pioderma gangrenoso não é evitado pela colectomia. O tratamento em geral consiste em antibióticos IV, glicocorticoides, dapsona, infliximabe e outros agentes imunomoduladores.
E. Piodermite vegetante
INCORRETO : A piodermite vegetante é um distúrbio raro que acomete as áreas intertriginosas, considerado uma manifestação da doença inflamatória intestinal na pele.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (183510 votos) ..........98.22% das questões discursivas receberam votos.
I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)


RATING: 3.07

I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)

I. Quais são as patologias que podem se complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?
Cirrose (0,0625 p), insuficiência hepática (0,0625 p) e hipertensão portal. (0,0625 p)

II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal?
Caracteriza-se por vasoconstrição renal (0,0625 p), redução da perfusão renal (0,0625 p) com baixa taxa de filtração glomerular (TFG) (0,0625 p) e intensa redução da capacidade renal de excretar sódio e água livre (0,0625 p), na ausência de lesões histológicas renais significativas (0,0625 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

CASO CLINICO: (214154 votos)..........99.5% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.

Questões:

I. Qual a suspeita diagnóstica? ..... 0,12 pontos
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? ...... 0,13 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..... 0,12 pontos
IV. Qual o tratamento indicado? ....... 0,13 pontos





RATING: 3.03

I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa

  • Lesão cutânea inicial típica: nódulo pruriginoso → úlcera redonda/oval, grande, rasa, bordas elevadas, violácea, pouco dolorosa, membros inferiores, envolvimento de cordão linfático, possibilidade de cura espontânea (0,04 p)
  • Evolução com metástase para mucosas da nasofaringe (epistaxe, crostas, secreção, dor, hiperemia, deformidade) em <5% dos casos, podendo surgir concomitantemente, até 2 anos ou décadas após cicatrização da lesão cutânea (0,04 p)
  • Epidemiologia compatível: área endêmica no Brasil (Norte/Nordeste), ocupação rural, desmatamento, reservatórios como cães (0,04 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo

  • Protozoário do gênero Leishmania, ordem Kinetoplastida, família Trypanosomatidae; principal agente da forma mucosa é L. (V.) braziliensis (menos frequentemente L. amazonensis e L. guyanensis) (0,05 p)
  • Transmissão nas Américas: picada de fêmeas de flebótomos (família Psychodidae, subfamília Phlebotominae, gêneros Lutzomyia e Psychodopygus) que inoculam promastigotas (0,04 p)
  • No hospedeiro vertebrado: forma amastigota parasita células do sistema fagocítico mononuclear; ciclo completo com transformação promastigota → amastigota após 4-5 dias no vetor (0,04 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)

  • Procedimento de eleição: pesquisa direta por escarificação da borda da lesão mais recente ou impressão por aposição de biópsia, corada por Giemsa/Leishman para visualização de amastigotas arredondadas/ovóides (2-3 µm, núcleo e cinetoplasto) (0,04 p)
  • Sensibilidade alta em lesões recentes (até 100% em <2 meses para L. braziliensis); diminui com tempo de evolução; complementado por PCR (sensibilidade 97% em cutânea, 62-97% em mucosa) ou imunoistoquímica (0,04 p)
  • Métodos auxiliares (não definitivos isoladamente): intradermorreação de Montenegro (>90% positiva), histopatologia, cultivo em NNN/Schneider (0,04 p)

IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha

  • Para forma mucosa: 20 mg SbV/kg/dia por 30 dias seguidos, preferencialmente via endovenosa lenta ou intramuscular, em ambiente hospitalar (0,05 p)
  • Dose máxima adulto: 3 ampolas/dia (1.275 mg SbV); nunca exceder; monitorar ECG semanal, função renal/hepática e efeitos colaterais (artralgia, mialgia, náuseas, etc.) (0,04 p)
  • Cuidados locais: limpeza com água/sabão + compressas KMnO4 1/5000; se falha após 12 semanas, repetir esquema uma vez ou passar para segunda escolha (anfotericina B) (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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