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Um homem de 50 anos procura o cirurgião, seis meses após ser submetido a colecistectomia videolaparoscópica, com icterícia e prurido. Refere que a icterícia teve início há 5 semanas e familiares tem observado piora progressiva desde então. A hipótese etiológica mais provável é:
A. tumor de Klatskin
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. colangite esclerosante
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. biloma
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. cálculo residual
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. estenose cicatricial
CORRETO : Vamos agora estabelecer alguns conceitos importantes: Quando um paciente apresenta colelitíase ou colecistite aguda imediatamente entendemos que ele é portador de cálculos em sua vesícula. Agora imaginem a seguinte história: “um paciente portador de cálculos em sua vesícula um belo dia ficou ictérico com regressão da icterícia após um determinado período...” Qual é a conclusão que chegamos? É que o cálculo migrou da vesícula biliar e foi parar no colédoco determinando um quadro de coledocolitíase.
Mas por que houve regressão da icterícia? Porque a icterícia da coledocolitíase é obrigatoriamente FLUTUANTE? Sendo assim, não podemos garantir se o cálculo foi eliminado ou não. Concluímos então que pode haver cálculos no colédoco e o paciente não manifestar icterícia, correto? Absolutamente correto! Desta forma quando se realiza uma colecistectomia para tratamento de colecistite aguda, por exemplo, mesmo que o paciente nunca tenha ficado ictérico é natural a realização de um exame que possa detectar cálculos no colédoco, sendo este exame a colangiografia peroperatória. Mesmo com este exame, alguns cálculos podem não ser notados e o paciente pode se tornar sintomático da coledocolitíase posteriormente
em algum momento de sua vida, fenômeno conhecido como coledocolitíase residual. No entanto o nosso problema a ser resolvido é o seguinte: icterícia pós colecistectomia. A coledocolitíase residual é uma possibilidade, porém o caráter progressivo da icterícia afasta este diagnóstico. Outra causa de icterícia neste contexto é a ligadura inadvertida do colédoco, ou seja, o cirurgião liga o colédoco achando que está ligando o ducto cístico, no entanto essa complicação cursa com icterícia imediatamente no pós-operatório, o que também não é o caso. Durante a colecistectomia, o trauma inadvertido do colédoco com eletrocautério pode levar a estenose progressiva, condição que cursa com icterícia após um período variado no pós-operatório. A única explicação possível para o quadro descrito é a estenose cicatricial do colédoco.
Gabarito: E
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FONTE:
Em toda questão ou caso clinico de distúrbio acido básico tem que seguir o algoritmo seguinte:
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