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CÓLON CIRURGICO (ÁREA DE CIRURGIA)

O intestino grosso é formado pelo ceco; apêndice vermiforme; colon ascendente, transverso, descendente e sigmoide; reto e canal anal. É caracterizado por tênias do colo, saculações, apêndices omentais e um grande calibre.

OBJETIVA: (1438022 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
A expansão do conceito de saúde, com seus determinantes, e a crescente complexidade epidemiológica da situação das populações estimulam a diversidade de responsabilidade nos serviços de saúde. Sobre os Determinantes Sociais de Saúde (DSS), assinale a alternativa CORRETA:
A. Em geral, poucos são os fatores que exercem influência sobre a saúde das pessoas, e a presença desses fatores, mesmo que conjuntamente, não são capazes de determinar o estado de saúde da população
B. A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é simples e não envolve os níveis da sociedade, atingindo apenas o nível macroambiental
C. Existe uma ampla categoria de determinantes da saúde, desde os determinantes proximais ou microdeterminantes, associados à características do nível individual, até os determinantes distais ou macrodeterminantes, associados à variáveis dos níveis de grupo e sociedade, isto é, populações
D. A diversidade genética, a diferença biológica de sexo, a nutrição e dieta, o funcionamento dos sistemas orgânicos e os processos de maturação e envelhecimento são determinantes fundamentais da saúde, sobre os quais não é possível intervir, positivamente para promover e recuperar a saúde
E. A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é complexa, porém envolve, prioritariamente, o nível de microcelular.

  RATING: 3

A expansão do conceito de saúde, com seus determinantes, e a crescente complexidade epidemiológica da situação das populações estimulam a diversidade de responsabilidade nos serviços de saúde. Sobre os Determinantes Sociais de Saúde (DSS), assinale a alternativa CORRETA:

A. Em geral, poucos são os fatores que exercem influência sobre a saúde das pessoas, e a presença desses fatores, mesmo que conjuntamente, não são capazes de determinar o estado de saúde da população
INCORRETO: Em geral, muitos são os fatores que exercem influência sobre a saúde das pessoas.
B. A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é simples e não envolve os níveis da sociedade, atingindo apenas o nível macroambiental
INCORRETO : A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é complexa e envolve todos os níveis da sociedade
C. Existe uma ampla categoria de determinantes da saúde, desde os determinantes proximais ou microdeterminantes, associados à características do nível individual, até os determinantes distais ou macrodeterminantes, associados à variáveis dos níveis de grupo e sociedade, isto é, populações
CORRETO : Este item refere-se ao modelo de Dahlgren e Whitehead. Esse modelo inclui os DSS dispostos em diferentes camadas, desde uma camada mais próxima dos determinantes individuais até uma camada distal, onde se situam os macrodeterminantes
D. A diversidade genética, a diferença biológica de sexo, a nutrição e dieta, o funcionamento dos sistemas orgânicos e os processos de maturação e envelhecimento são determinantes fundamentais da saúde, sobre os quais não é possível intervir, positivamente para promover e recuperar a saúde
INCORRETO : É obvio que é possível a intervenção, positivamente para promover e recuperar a saúde, na nutrição e dieta.
E. A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é complexa, porém envolve, prioritariamente, o nível de microcelular.
INCORRETO : A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é complexa, porém envolve, prioritariamente, os macrodeterminantes (condições econômicas, sociais, culturais e gerais), condições de vida e trabalho, influências das redes comunitárias e de apoio etc.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (201274 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram cinco causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes. (0,25 pontos)
(II) No tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial pediátrica quais são as principais recomendações para a mudança do estilo de vida nesta faixa etária? (0,25 pontos)


RATING: 3.11

(I) Enumeram cinco causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes. (0,25 pontos)
(II) No tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial pediátrica quais são as principais recomendações para a mudança do estilo de vida nesta faixa etária? (0,25 pontos)

(I) Causas mais frequentes de emergência hipertensiva em crianças e adolescentes:
  1. glornerulonefrite aguda (0,05 p)
  2. abuso de drogas (0,05 p)
  3. doença vascular do colágeno (0,05 p)
  4. hipertensão renovascular (0,05 p)
  5. trauma craniano (0,05 p)
(II) Recomendações para a mudança do estilo de vida na faixa etária pediatrica:

  1. redução do peso corpóreo em indivíduos com excesso de peso (0,025 p)
  2. aumento do consumo de vegetais frescos (0,025 p), frutas (0,025 p) e leite/derivados desnatados (0,025 p)
  3. redução do consumo diário de sódio (0,025 p)
  4. moderação no consumo do álcool (0,025 p)
  5. atividade física regular (30 a 60 min e atividade física vigorosa na maioria dos dias da semana) (0,025 p)
  6. redução das atividades sedentárias (assistir à televisão, jogos eletrônicos) para menos de 2 h diárias (0,025 p)
  7. cessação do hábito de fumar (0,025 p) e o incentivo para nunca iniciar esse hábito (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (233506 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.

Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.

Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)

(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)

(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)

(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.86

(I) Diagnóstico


O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).


(II) Diagnóstico diferencial


Carcinoma anaplásico:
crescimento em semanas, deterioração do estado geral, invasão agressiva e histologia maligna — aqui o curso é de meses, o paciente está estável e a PAAF não mostrou atipia franca (0,04 p).

Hashimoto fibroso: a fibrose costuma respeitar a cápsula; anti-TPO em geral está muito elevado; não há o padrão clássico de “massa de ferro” invasiva (0,03 p).

A Riedel pode integrar o espectro da doença relacionada a IgG4, o que dialoga com a IgG4 sérica elevada deste paciente (0,03 p).


(III) Confirmação e complicações


A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).


(IV) Tratamento


Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).


(V) Evolução e seguimento


Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.86)




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