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Com relação à icterícia com predomínio de bilirrubina indireta no período neonatal, qual é a afirmativa INCORRETA?
A. em caso de prolongamento da icterícia por mais de 2 semanas, deverá ser afastada causa de tratamento cirúrgico
INCORRETO: Em casos de icterícia que se prolonguem por tempo superior a 2 semanas, devem-se afastar causas colestáticas e, em especial, atresia de vias biliares, patologia que tem abordagem cirúrgica (cirurgia de Kasai) e prognóstico relacionado com diagnóstico e tratamento precoce.
B. início antes de 24 horas de vida frequentemente se deve a doença hemolítica
CORRETO : Deve-se investigar a causa da icterícia quando aparece nas primeiras 24 horas de vida.
C. o aleitamento materno está associado a aumento na incidência de icterícia
CORRETO : A icterícia neonatal pode ser fisiológica: acomete aproximadamente 2/3 dos recém-nascidos,o aleitamento materno sendo, ás vézes, associado a aumento na incidência de icterícia
D. se o recém-nascido tiver perdido mais de 10% do peso de nascimento, poderá haver falsa interpretação dos valores da bilirrubina
CORRETO : Quando um recém-nascido perde mais de 10% do peso de nascimento, pode haver uma interpretação incorreta dos valores de bilirrubina. Isso acontece porque a desidratação ou a perda de peso podem levar à hemoconcetração.
E. o pico da icterícia fisiologica é esperado depois do 3° dia de vida
INCORRETO : A icterícia torna-se visível clinicamente no 2º ou 3º dias de vida, frequentemente com valor máximo no 3º ou 4º dias em recém-nascidos a termo, diminuindo em torno do Sº ao 7º dias de vida.
Gabarito: A
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Fatores que favorecem essa evolução (0,1 p para cada um):
- pequeno diâmetro das vias aéreas que produz uma maior tendência à obstrução; a
- função muscular intercostal e a diafragmática menos maduras favorecendo à exaustão;
- poros de ventilação colateral (Canais de Lampert e Poros de Kohn) pobremente desenvolvidos favorecendo à formação de atelectasias;
- caixa torácica mais complacente;
- incoordenação tóraco-abdominal durante o sono REM que prejudica a higiene brônquica;
- pulmões com menos elastina nas crianças pequenas levando à diminuição na propriedade de recolhimento elástico com conseqüente diminuição na complacência pulmonar;
- o sistema imunológico em desenvolvimento favorecendo às infecções
- taxas metabólicas são mais altas, enquanto que a capacidade residual funcional (CRF) e a reserva de oxigênio são mais baixas. Assim, em razão de disfunção respiratória, as crianças tornam-se rapidamente hipoxêmicas.
FONTE:

1) Qual é o achado do exame da figura?
Presença de ascite á ectoscopia (0,125 p) com circulação colateral (0,125 p).
Discussão: O paciente apresenta ascite na inspeção o que indica uma ascite de razoável volume com 5 litros ou mais. Esta ascite era de moderado volume, pois ao paciente ao ficar em pé o abdome tendia a cair sobre regiões crurais.configurando o chamado abdome em avental ou pêndulo,quando o abdome tende a ficar globoso quando o paciente fica em pé e o abdome fica globoso e com pele lisa e estendida indica ascite de grande volume. Pode-se perceber ainda veias azuladas superficiais no abdome indicativas de presença de hipertensão portal.
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência?
Encefalopatia hepática. (0,125 p)
Discussão: Paciente apresentando quadro de confusão mental com sonolência predominantemente diurna como acontece na encefalopatia hepática em que alterações no padrão do sono (inversão do ritmo, insónia e sonolência excessiva) e graus variáveis de alterações nos níveis de consciência e comportamento, apesar destes achados serem inespecificos o fato do paciente apresentar aparentemente um quadro de hepatopatia com hipertensão portal sugere que esta seja a causa da alteração mental. A presença de flapping é também sugestiva de encefalopatia hepática embora possa ocorrer em outros casos como narcose e uremia. O diagnóstico é de exclusão e outros diagnósticos devem ser procurados, um paciente com febre e confusão mental poderia, por exemplo, ter uma meningite.
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente?
Paciente com encefalopatia grau 2. (0,125 p)
Discussão: Paciente com quadro de agitação e alteração de nível de consciência não tão importante apresentando Glasgow 14, a presença de flapping indica encefalopatia de grau 2 e 3, mas não aparece na grau 1 e desaparece no paciente em grau 4, que está em coma hepático. Veja a baixo a classificação de West Haven da encefalopatia hepática:

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