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COAGULOPATIAS ADQUIRIDAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

São decorrentes do:
a) aumento de destruição - aumento no número de megacariócitos
b) sequestro
c) diminuição da produção - diminuição no número de megacariócitos
Na maioria dos casos o metodo utilizado para classificar as plaquetopenias é a mielograma.
Geralmente, contagens plaquetárias superiores a 50.000/mm3 não são acompanhadas de sangramentos, e os espontâneos somente são esperados com contagens inferiores a 20.000/mm3.
As transfusões de concentrados plaquetários não devem ser indicadas com base apenas nos exames, mas no conjunto clínico/laboratorial.

OBJETIVA: (1396105 votos)..........95.1% das questões objetivas receberam votos.
Mulher de 48 anos com feocromocitoma adrenal direito de 5,5 cm, bioquimicamente ativo, sem mutação germinativa identificada e sem evidência de invasão local ou metástase. Qual a abordagem cirúrgica recomendada de primeira linha?
A. Adrenalectomia aberta com linfadenectomia estendida em todos os casos
B. Adrenalectomia laparoscópica apenas se o tumor for < 3 cm
C. Adrenalectomia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) como procedimento de escolha, com conversão para aberta se necessário
D. Adrenalectomia parcial (cortical-sparing) de rotina, independentemente do status genético
E. Embolização arterial pré-operatória seguida de ressecção aberta

  RATING: 2.78

Mulher de 48 anos com feocromocitoma adrenal direito de 5,5 cm, bioquimicamente ativo, sem mutação germinativa identificada e sem evidência de invasão local ou metástase. Qual a abordagem cirúrgica recomendada de primeira linha?

A. Adrenalectomia aberta com linfadenectomia estendida em todos os casos
INCORRETO: A abordagem aberta com linfadenectomia rotineira não é necessária na ausência de suspeita de malignidade ou metástase; aumenta morbidade sem benefício.
B. Adrenalectomia laparoscópica apenas se o tumor for < 3 cm
INCORRETO : O limite de tamanho para laparoscopia é bem superior a 3 cm (a maioria dos centros realiza com segurança tumores de 5-6 cm ou mais).
C. Adrenalectomia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) como procedimento de escolha, com conversão para aberta se necessário
CORRETO : As diretrizes da Endocrine Society e consensos internacionais recomendam a adrenalectomia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) como padrão de ouro para a maioria dos feocromocitomas, inclusive aqueles até 6-8 cm (ou maiores em mãos experientes), desde que não haja invasão local ou metástase. A abordagem oferece menor morbidade, menor tempo de internação e resultados oncológicos equivalentes à aberta quando realizada por cirurgiões experientes. A conversão para aberta é indicada se houver dificuldade técnica, suspeita de malignidade ou comprometimento de estruturas adjacentes. Para paragangliomas extra-adrenais o limiar para aberta é mais baixo.
D. Adrenalectomia parcial (cortical-sparing) de rotina, independentemente do status genético
INCORRETO : A adrenalectomia parcial (cortical-sparing) é reservada a casos de mutação genética com alto risco de bilateralidade (ex.: VHL, RET, SDHD) e não é rotina em tumores esporádicos.
E. Embolização arterial pré-operatória seguida de ressecção aberta
INCORRETO : A embolização pré-operatória não faz parte do manejo padrão de feocromocitoma ressecável e não substitui o bloqueio alfa adequado.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

DISCURSIVA: (195504 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)


RATING: 3.06

I. Quais são as patologias que podem complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?(0,1875 pontos)
II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal? (0,3125 pontos)

I. Quais são as patologias que podem se complicar frequentemente com síndrome hepato-renal?
Cirrose (0,0625 p), insuficiência hepática (0,0625 p) e hipertensão portal. (0,0625 p)

II. Quais são os aspectos fisiopatológicos que caracterizam a síndrome hepato-renal?
Caracteriza-se por vasoconstrição renal (0,0625 p), redução da perfusão renal (0,0625 p) com baixa taxa de filtração glomerular (TFG) (0,0625 p) e intensa redução da capacidade renal de excretar sódio e água livre (0,0625 p), na ausência de lesões histológicas renais significativas (0,0625 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (227656 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 2.87

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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