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FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATORIOS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A queixa principal febre com duração menor do que 7 dias é o desafio dos atendimentos pediátricos de urgência.
O diagnóstico será de febre sem sinais localizatórios. É um conceito relativamente antigo, assim como o conceito de bacteremia oculta. A definição desta seria: hemocultura positiva em paciente febril, em bom estado geral, com indicação de acompanhamento ambulatorial.
Existe a chance que uma bacteremia oculta vire infecção bacteriana grave (DBG): sepse, meningite, pneumonia, artrite séptica, celulite e infecção do trato urinário. Definimos a bacteremia oculta como a presença de bactéria em hemocultura numa criança com febre, sem um foco identificável, e que esteja clinicamente bem o suficiente para ser tratada em nível ambulatorial.
Se o foco da infecção é conhecido (por exemplo, pneumonia ou pielonefrite) é obvio que a infecção não deve ser considerada como bacteremia oculta. Uma doença focal pode associar bacteremia, assim como hemoculturas positivas.

OBJETIVA: (1422143 votos)..........96.12% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a progressão das lesões pré-malignas do epitélio vesical, qual afirmativa está CORRETA
A. A hiperplasia urotelial mantém arquitetura ordenada e nunca excede 7 camadas
B. A atipia urotelial surge apenas em ausência de inflamação crônica ou irritação
C. A displasia urotelial compromete toda a espessura epitelial como o CIS
D. A displasia urotelial associa-se a perdas cromossômicas 9 e 17p com risco de 20% de evolução para CIS
E. A hiperplasia urotelial ao redor de tumores de baixo grau nunca indica risco de recidiva

  RATING: 3

Sobre a progressão das lesões pré-malignas do epitélio vesical, qual afirmativa está CORRETA

A. A hiperplasia urotelial mantém arquitetura ordenada e nunca excede 7 camadas
INCORRETO: A hiperplasia urotelial caracteriza-se exatamente pelo aumento do número de camadas epiteliais acima das 7 normais, acompanhado de desorganização da arquitetura celular, sendo frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e representando foco potencial de recidiva futura.
B. A atipia urotelial surge apenas em ausência de inflamação crônica ou irritação
INCORRETO : A atipia urotelial surge predominantemente como resposta a fatores externos causadores de inflamação crônica, incluindo infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres prolongados ou substâncias químicas, com alterações nucleares evidentes como núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e mitoses.
C. A displasia urotelial compromete toda a espessura epitelial como o CIS
INCORRETO : A displasia urotelial difere do carcinoma in situ por acometer apenas as camadas basais e intermediárias, preservando as camadas superficiais mais maduras, enquanto o CIS compromete toda a espessura epitelial.
D. A displasia urotelial associa-se a perdas cromossômicas 9 e 17p com risco de 20% de evolução para CIS
CORRETO : A displasia urotelial representa estágio avançado na sequência de transformação maligna, exibindo células coalescentes com núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes e figuras mitóticas anormais restritas às camadas basais e intermediárias, preservando as camadas superficiais maduras. Do ponto de vista molecular, demonstra perdas do cromossomo 9 e do braço 17p, alterações genéticas que indicam relação evolutiva direta com o câncer urotelial. O risco médio de progressão para carcinoma in situ é de 20%, elevando-se para até 60% quando existe história prévia de câncer urotelial, o que exige ressecção endoscópica completa e seguimento rigoroso com cistoscopia para detectar transformação precoce.
E. A hiperplasia urotelial ao redor de tumores de baixo grau nunca indica risco de recidiva
INCORRETO : A hiperplasia urotelial, quando identificada em pacientes já tratados de câncer de bexiga, alerta o urologista precisamente para a necessidade de vigilância mais rigorosa, uma vez que pode representar o foco de uma futura recorrência.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (198911 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1. Quais são as doenças resultantes da exposição ao amianto? (vale 0,15 pontos)
2. Enumeram as etapas do atendimento do paciente diagnosticado com silicose. (vale 0,15 pontos)
3. Quais são as principais características da perda auditiva induzida pelo ruído relacionado ao trabalho (vale 0,20 pontos)


RATING: 2.91

1. Quais são as doenças resultantes da exposição ao amianto? (vale 0,15 pontos)
2. Enumeram as etapas do atendimento do paciente diagnosticado com silicose. (vale 0,15 pontos)
3. Quais são as principais características da perda auditiva induzida pelo ruído relacionado ao trabalho (vale 0,20 pontos)

1. Quais são as doenças resultantes da exposição ao amianto?
- asbestose (pneumoconiose associada ao asbesto ou amianto) (0,03 p)
- câncer de pulmão (0,03 p)
- mesotelioma maligna de pleura (0,03 p)
- mesotelioma maligna de pericárdio (0,03 p)
- mesotelioma maligna de peritônio (0,03 p)

2. Enumeram as etapas do atendimento do paciente diagnosticado com silicose.
- afastamento imediato e definitivo da exposição, mesmo nas formas iniciais; (0,03 p)
- notificação e investigação do caso (0,03 p)
- solicitação de emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho pela empresa (0,03 p)
- preenchimento do Laudo de Exame Médico (0,03 p)
- outras medidas poderão ser tomadas, diante de cada caso (0,03 p)

3. Quais são as principais características da perda auditiva induzida pelo ruído relacionado ao trabalho.
- é sempre neurossensorial (0,04 p), por causar dano às células da órgão de CORTI (0,04 p)
- é irreversível (0,04 p) e quase sempre similar bilateralmente (0,04 p)
- é passível de não progressão, uma vez cessada a exposição ao ruído intenso. (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

CASO CLINICO: (231133 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança do sexo masculino, de 11 anos de idade, estudante, residente no BH, que em Dezembro de 2018 é referenciado ao Centro Hospitalar aonde você está trabalhando, por ter sido detectada HAS grave, em exame de medicina esportiva. Subjetivamente, apenas referia fadiga muscular após a realização de exercício físico anaeróbio – sprint – com dois anos de evolução.
Os antecedentes pessoais eram irrelevantes, e não havia incidência familiar de HAS.
O exame físico revelou valores de pressão arterial (PA) de 200/110 mmHg no membro superior direito, 200/120 mmHg no membro superior esquerdo e de 100/65 mmHg nos membros inferiores.
Era audível um sopro sistólico aórtico, grau II/VI, com irradiação interescapular esquerda e um reforço do 2º tom aórtico. Os pulsos femurais eram de baixa amplitude, quase ausentes.
Quanto esse caso, esclareça os seguintes pontos:
1) Qual é a suspeita diagnostica? (0,25 pontos)
2) Qual é, nesse caso, a causa da hipertensão arterial dessa criança?(0,125 pontos)
3) Qual é a terapia indicada (0,125 pontos)?


RATING: 2.97

1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).

2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).

3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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