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RECÉM NASCIDO DE ALTO RISCO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Definimos como recém-nascido de alto risco aqueles bebês que encontram-se mais sujeitos a eventos mórbidos no período perinatal quando comparados à outros neonatos.

Estas crianças devem permanecer sob vigilância estreita por parte de médicos e enfermeiras.
Sabemos que o risco mais alto de mortalidade neonatal se dá em crianças com menos de 1.000g ao nascer e em gestações com menos de 30 semanas...

Existem algumas condições ou fatores referentes à mãe, ao recém-nascido e ao próprio parto que predispõem ao alto risco. Portanto, vale a pena memorizá-los.

OBJETIVA: (1210702 votos)..........99.04% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 61 anos em anteriormente excelente saúde se apresenta a seu médico com queixas de hematoquezia, tenesmo e dor retal. Na avaliação, o médico descobre que ele tem um tumor retal que fica a 5 cm da borda anal. Dada a localização do tumor, qual é o tratamento mais adequado?
A. Ressecção abdominoperineal
B. Imatinib
C. Ressecção anterior baixa
D. Radiação sozinha
E. Radiação mais quimioterapia

  RATING: 3.17

Um homem de 61 anos em anteriormente excelente saúde se apresenta a seu médico com queixas de hematoquezia, tenesmo e dor retal. Na avaliação, o médico descobre que ele tem um tumor retal que fica a 5 cm da borda anal. Dada a localização do tumor, qual é o tratamento mais adequado?

A. Ressecção abdominoperineal
CORRETO: Como a lesão está a <10,0 cm da borda anal, não é possível preservar o esfíncter anal, e o tratamento cirúrgico requer uma ressecção abdominoperineal, que envolve a ressecção do reto e ânus com a colocação de uma colostomia permanente .
B. Imatinib
INCORRETO : Imatinib, um inibidor de tirosina-quinases oncogênicas, é útil para tumores estromais gastrointestinais. Uma lesão retal desse tipo requer ressecção cirúrgica.
C. Ressecção anterior baixa
INCORRETO : Se a lesão fosse mais de 10,0 cm da borda anal, teria provavelmente a possibilidade realizar uma ressecção anterior baixa, o que preservaria o ânus e o reto distal, permitindo a ressecção e anastomose primária, evitando assim a necessidade duma colostomia
D. Radiação sozinha
INCORRETO : A radiação é útil como adjuvante para ressecção cirúrgica em câncer retal mas não é adequado como o único tratamento.
E. Radiação mais quimioterapia
INCORRETO : A radiação é usada como adjuvante à ressecção cirúrgica, mas sem a cirurgia (mesmo quando seguida de quimioterapia) o tratamento é insuficiente.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.17)

DISCURSIVA: (186419 votos) ..........99.43% das questões discursivas receberam votos.
A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer; - 0,3 pontos
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A. - 0,2 pontos.


RATING: 3.71

A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer; - 0,3 pontos
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A. - 0,2 pontos.

A) Descreva as etapas de assistência ao recém-nascido a termo com boa vitalidade ao nascer;
a. manter junto a mãe; (0,06 p)
b. secar e proteger com campos secos; (0,06 p)
c. posicionar o recém-nascido sobre o abdome da mãe ou ao nível da placenta por, no mínimo, um minuto, até o cordão umbilical parar de pulsar (aproximadamente 3 minutos após o nascimento), para só então realizar-se o clampeamento; (0,06 p)
d. favorecer e estimular, sempre que a mãe desejar, sucção ao seio materno; (0,06 p)
e. observar continuamente: respiração e a frequência cardíaca (para determinar a necessidade de intervenções). (0,06 p)
B) Aponta a utilidade do clampeamento tardio do cordão umbilical no caso proposto pela variante A.

O clampeamento tardio do cordão umbilical é benéfico (0,04 p) com relação aos índices hematológicos (0,04 p) na idade de 3-6 meses (0,04 p) , embora possa elevar a necessidade de fototerapia por hiperbilirrubinemia indireta (0,04 p) na primeira semana de vida. (0,04 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.71)

CASO CLINICO: (218479 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 68 anos, natural e procedente de região de baixa iodação do interior de São Paulo, hipertensa controlada, sem história de tireoidopatia prévia. Há cerca de 12 anos notou aumento progressivo e assimétrico do volume cervical anterior, inicialmente indoloro. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia intermitente a sólidos, dispneia aos esforços e sensação de “aperto” cervical, especialmente em decúbito dorsal. Nega tremores, palpitações, intolerância ao calor, perda ponderal ou diarreia. Ao exame físico: tireoide difusamente aumentada, irregular, multinodular, de consistência fibroelástica, móvel à deglutição, sem frêmito ou sopro, sem linfonodomegalias cervicais. Exame oftalmológico sem sinais de oftalmopatia. TSH 1,8 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,1 ng/dL (VR 0,8–1,8), anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Ultrassonografia cervical: glândula de volume 78 mL, múltiplos nódulos isoeocoicos e hipoecoicos bilaterais, o maior de 3,2 cm no lobo direito, com calcificações grosseiras e vascularização periférica.


I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,09 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,09 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,08 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)





RATING: 3.1

I – Suspeita diagnóstica


A hipótese principal é
bócio multinodular atóxico (bócio coloide multinodular eutireoideo). (0,05 p)
A apresentação clínica clássica de aumento tireoidiano irregular, crônico e assintomático do ponto de vista funcional, associada a TSH e T4 livre normais, exclui tireotoxicose e aponta para a forma atóxica. (0,04 p)
A ausência de autoanticorpos e de sinais de oftalmopatia reforça a natureza não autoimune do processo. (0,03 p)


II – Possível causa


A etiologia predominante é a
deficiência crônica de iodo associada a fatores de crescimento tireoidiano locais (TSH, IGF-1, EGF). (0,03 p)
Em áreas de baixa iodação, a hiperestimulação prolongada do tecido tireoidiano gera hiperplasia e hipertrofia folicular, com posterior formação de nódulos coloides. (0,03 p)
Fatores genéticos e a idade avançada contribuem para a multicentricidade e a transformação nodular. (0,03 p)


III – Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
ultrassonografia cervical de alta resolução é o método de escolha para confirmar a natureza multinodular e avaliar características de risco. (0,05 p)
Ela permite mensurar o volume glandular, caracterizar os nódulos (ecogenicidade, margens, calcificações, vascularização) e orientar eventual punção aspirativa. (0,02 p)
A cintilografia com radioiodo ou tecnécio não é necessária na ausência de disfunção tireoidiana. (0,02 p)


IV – Principal diagnóstico diferencial

O principal diagnóstico diferencial é o bócio difuso simples (bócio endêmico difuso) em fase inicial de nodularização. (0,05 p)

Outros diferenciais relevantes incluem tireoidite de Hashimoto em fase atrófica/nodular e carcinoma tireoidiano multicêntrico, porém a eutiroidia, a negatividade de anticorpos e o aspecto ultrassonográfico de nódulos coloides favorecem o bócio multinodular atóxico. (0,03 p)


V – Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha nos casos com sintomas compressivos ou volume significativo é a
tireoidectomia total ou quase-total. (0,05 p)
A cirurgia alivia a compressão traqueal/esofágica e previne crescimento progressivo. (0,03 p)
Supressão com levotiroxina após a cirurgia mantém o TSH em valores baixos-normais, reduzindo o risco de recidiva. (0,02 p)
Observação clínica e ultrassonográfica seriada pode ser adotada em pacientes assintomáticos e de baixo risco. (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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