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A intubação endotraqueal deve ser evitada na criança asmatica, até esgotar todas as opções terapêuticas. A intubação pode agravar o broncoespasmo, induzir ao colapso circulatório e aumentar o risco de barotrauma (ventilação com pressão positiva). A intubação deve ser precedida de uso de anestesico:
A. Cetamina (1-2 mg/kg)
CORRETO: A cetamina é o agente de indução preferido para intubação em crianças com asma grave ou status asthmaticus porque possui propriedades broncodilatadoras devido à sua ação simpaticomimética, que libera catecolaminas endógenas e relaxa o músculo liso brônquico, ajudando a prevenir ou atenuar o agravamento do broncoespasmo durante o procedimento. Além disso, ela mantém a estabilidade hemodinâmica, o que é crucial em pacientes que podem estar hipoxêmicos ou acidóticos, reduzindo o risco de colapso circulatório mencionado na questão. Essa escolha é respaldada por consensos em manejo de asma crítica pediátrica, onde a cetamina é recomendada para facilitar a intubação segura sem piorar a obstrução das vias aéreas.
B. Dexmedetomidina 1 a 2,5 mcg/kg
INCORRETO : A dexmedetomidina é um sedativo alfa-2 agonista que não possui efeitos broncodilatadores significativos e pode causar bradicardia ou hipotensão, o que é contraproducente em situações de asma grave onde a manutenção da perfusão é essencial. Ela é mais usada para sedação contínua, não como agente principal de indução para intubação emergente.
C. Propofol 1,5 a 3,5 mg/kg
INCORRETO : Embora às vezes considerada uma opção secundária, porque o propofol pode induzir hipotensão significativa devido à vasodilatação e depressão miocárdica, especialmente em pacientes desidratados ou com acidose, aumentando o risco de colapso circulatório. Seus efeitos broncodilatadores são menos potentes que os da cetamina, tornando-a menos ideal para evitar o agravamento do broncoespasmo.
D. Fentanyl 5-10 μg/kg
INCORRETO : O fentanil, um opioide, não oferece broncodilatação e pode causar rigidez torácica (se administrado rapidamente) ou depressão respiratória, o que piora a ventilação em asmáticos. Ele é útil como adjuvante para analgesia, mas não como agente principal de indução, pois não aborda os riscos específicos de broncoespasmo ou barotrauma.
E. Tiopental 5 - 6 mg/Kg
INCORRETO : O tiopental, um barbitúrico, pode causar liberação de histamina, o que agrava o broncoespasmo em pacientes asmáticos, aumentando o risco de piora da crise. Além disso, ele deprime o sistema cardiovascular, podendo contribuir para o colapso circulatório em crianças já instáveis.
Gabarito: A
RATING: 2.91 ![]()
FONTE:
VAF, masculino, 12 anos de idade, foi admitido no setor de emergência com dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita. Não houve alteração do hábito intestinal, nem vômitos ou aumento da temperatura corpórea. Fez uso de analgésico e antitérmico.
Apesar de não ter sido questionado durante a anamnese, não foi relatada pelo paciente a presença de prurido anal.
Apresentava-se, à internação hospitalar, com hidratação adequada, mucosas normocrômicas e eupneia. A frequência cardíaca era de 92 batimentos/minuto e a pressão arterial sistêmica de 110/80 mmHg. O abdômen exibia contratura involuntária da musculatura sobre a fossa ilíaca direita, com dor à palpação profunda e à descompressão (sinal de Blumberg positivo), sugerindo irritação peritoneal. Os exames laboratoriais dignos de nota foram: contagem de leucócitos global de 17.800 células/mm3 com 13% de bastonetes e exame de urina normal.
Questiona-se:
(I) Qual é a principal suspeita diagnostica? 0,1 pontos
(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia? 0,1 pontos
(III - a) Qual é a complicação mais frequente e mais letal? 0,1 pontos
(III - b) Quais são os principais sinais desta complicação? 0,2 pontos
(I) Qual é a principal suspeita diagnostica?
Dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita justifica a suspeita de apendicite aguda. 0,1 p
(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia?
Acredita-se que a obstrução do lúmen seja a maior causa de apendicite aguda. sendo pouco frequente a sua relação com a torção da artéria apendicular, tumores, bloqueio por cálculo biliar e helmintíases 0,1 p
(IIIa) Qual é a complicação mais frequente e mais letal?
(IIIb) Quais são os principais sinais desta complicação?
Apendicite perfurada, em todo o mundo, é a principal causa cirúrgica geral de morte. 0,1 p
Caso o apêndice perfure:
a dor abdominal torna-se intensa e mais difusa (0,04 p)
o espasmo muscular abdominal aumenta, produzindo rigidez (0,04 p)
a dor pode melhorar um pouco por causa de alívio da distensão visceral (0,04 p)
frequência cardíaca aumenta (0,04 p)
há elevação de temperatura acima de 39° (0,04 p)
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