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PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS FUNDAMENTAIS DO SISTEMA VASCULAR PERIFÉRICO (ÁREA DE CIRURGIA)

A cirurgia é um dos tratamentos utilizados em pessoas com doenças dos sistemas arterial, venoso e linfático. Entretanto, antes de confirmar se o procedimento é necessário e se pode ser realizado, uma série de exames pré-operatórios para a cirurgia vascular vão ser solicitados. 

Esse tipo de intervenção só é indicada quando o problema do paciente não pode ser tratado com procedimentos menos invasivos. 

A doença vascular é uma condição na qual coágulos sanguíneos, aterosclerose e outras condições bloqueiam o sistema circulatório, impedindo o fluxo normal de sangue no corpo. 

O período perioperatório abrange os períodos pré, intra e pós-operatório, até 30 dias.

OBJETIVA: (1001154 votos)..........96.29% das questões objetivas receberam votos.
Sobre os reticulócitos é CORRETO afirmar que:
A. a eritropoietina inibe a liberação prematura dos reticulócitos
B. a contagem serve somente para avaliar a resposta á tratamento com ácido fólico
C. fornecem informações importantes sobre defeitos na produção dos eritrócitos
D. apresentam manchas puntiformes azuis ou pretas
E. servem para diagnóstico diferencial da anemia hipoproliferativa com estado férrico normal

  RATING: 2.75

Sobre os reticulócitos é CORRETO afirmar que:

A. a eritropoietina inibe a liberação prematura dos reticulócitos
INCORRETO: A liberação prematura dos reticulócitos normalmente decorre de aumento na estimulação da EPO.
B. a contagem serve somente para avaliar a resposta á tratamento com ácido fólico
INCORRETO : A contagem precisa dos reticulócitos é essencial para a classificação inicial da anemia.
C. fornecem informações importantes sobre defeitos na produção dos eritrócitos
CORRETO : O esfregaço de sangue periférico fornece informações importantes sobre defeitos na produção dos eritrócitos
D. apresentam manchas puntiformes azuis ou pretas
CORRETO : Normalmente, os reticulócitos são eritrócitos que foram recentemente liberados da medula óssea. São identificados pela sua coloração com corante supravital que precipita o RNA ribossômico. Esses precipitados aparecem como manchas puntiformes azuis ou pretas. Esse RNA residual é metabolizado nas primeiras 24-36 h de vida do reticulócito na circulação.
E. servem para diagnóstico diferencial da anemia hipoproliferativa com estado férrico normal
INCORRETO : Nos pacientes com anemia hipoproliferativa e estado férrico normal, o exame da medula óssea é indicado.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.75)

DISCURSIVA: (176393 votos) ..........99.38% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.11

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (204901 votos)..........99.48% dos casos clinicos receberam votos.
Você recebe na Sala de Emergência um paciente de 46 anos, do sexo masculino, com queixa de fraqueza e dor no epigástrio há semanas. Ao exame físico você repara que há importante palidez cutâneo-mucosa e distensão das veias jugulares em posição ortostática. O pulso varia intensamente em amplitude conforme o paciente respira. A pressão arterial sistólica é de 120 mmHg na expiração, mas cai para 70 mmHg na inspiração. Ausculta pulmonar normal. Ausculta cardíaca rítmica, em 2 tempos. Ao examinar o abdome, você conclui que a dor queixada tem origem no fígado, órgão este que está bastante aumentado, tendo suas bordas rombas. Há edema de membros inferiores.
Você faz alguns exames, que mostram: Sangue: Hemoglobina de 5g/dL; Creatinina de 11,7 mg/dL. Rx de tórax apresenta aumento global da área cardíaca e pulmões limpos. 
(a) Qual o diagnóstico sindrômico da alteração circulatória? - 0,4 pontos.
(b) Qual a mais provável causa, considerando os dados fornecidos? - 0,1 pontos.




RATING: 1.95

(a) Qual o diagnóstico sindrômico da alteração circulatória?

  • Tamponamento cardíaco por pericardite constrictiva 0,2 p
  • Tamponamento cardíaco por derrame pericárdico   0,2 p

(b) Qual a mais provável causa, considerando os dados fornecidos?

Insuficiência renal crônica. 0,1 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (1.95)




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