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FEBRE REUMATICA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A Febre Reumática é uma complicação tardia e não supurativa, de caráter auto-imune, desencadeada de uma a três semanas após episódio de faringoamigdalite atribuída ao Streptococcus ß-hemolítico do grupo A de Lancefield, em hospedeiro genéticamente suscetíveis com tendência a recorrer.
Afeta freqüentemente as articulações, daí sua inclusão para estudo entre as doenças reumáticas, embora as complicações graves mais freqüentes sejam cardíacas (cardite) e, em menor freqüência, neurológicas (coréia) e dermatológicas (eritema marginado e nódulos subcutâneos).

OBJETIVA: (1022213 votos)..........97.05% das questões objetivas receberam votos.
A síndrome de choque tóxico estreptocócico nas crianças está associado mais á:
A. doença cardíaca
B. depressão
C. malformações cardíacas
D. defeitos de cariótipo
E. distúrbios metabólicos

  RATING: 3.03

A síndrome de choque tóxico estreptocócico nas crianças está associado mais á:

A. doença cardíaca
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. depressão
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. malformações cardíacas
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. defeitos de cariótipo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. distúrbios metabólicos
CORRETO : Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos da América reportaram incidências de infeção invasiva por Streptococcus do grupo A entre 2,8 e 6,3 casos por 100.000 habitantes/ano, com maior incidência em crianças e em idosos. Os pacientes que desenvolveram síndrome de choque tóxico tinham mais frequentemente associadas outras comorbidades. Nos adultos estas comorbidades eram a doença cardíaca, hepática e renal, a depressão, a diabetes, bem como o abuso etílico e de drogas. Nas crianças a síndrome de choque tóxico associou-se mais a distúrbios metabólicos.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (177556 votos) ..........98.78% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principais indices hematimetricos, valores normais e significância para o diagnóstico da anemia ferropriva.


RATING: 3.45

Enumeram os principais indices hematimetricos, valores normais e significância para o diagnóstico da anemia ferropriva.

Os principais indices hematimetricos, valores normais e significância
  1. Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) Índice hematimétrico que corresponde àmédia de hemoglobina por eritrócito. Pode estar elevado na presença de macrocitose e diminuído na presença de hemácias microcíticas. (0,1 p)
  2. volume corpuscular médio (VCM) Avalia a média do tamanho (volume) das hemácias, que podem estar em seu tamanho normal, quando são ditas normocíticas,diminuídas (microcíticas) ou aumentadas (macrocíticas). (0,05 p)
    O achado de microcitose é comum em anemias por deficiência de ferro, nas doenças crônicas e nas talassemias. O aparecimento de macrocitose pode estar associado à presença de um grande número de reticulócitos, ao tabagismo e à deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico. (0,1 p)

    A interpretação dos valores do VCM leva ao diagnóstico do tipo de anemia, classificando-as em:

    • Anemia Microcítica - VCM menor que 80 fl
    • Anemia Normocítica - VCM entre 80 e 100 fl
    • Anemia Macrocítica - VCM maior que 100 fl             (0,1 p)

      Cálculo do VCM

      VCM = Hematócrito/Nº de hemácias

      Valores de Referência

      É considerado normal valores entre: 80 a 100 fl (fentolitros) (0,05 p)

  3. concentração hemoglobínica corpuscular média (CHCM) é a avaliação da hemoglobina encontrada em 100 mL de hemácias. Esse índice permite a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no eritrócito. A saturação da hemoglobina normal indica a presença de hemácias ditas normocrômicas. Quando diminuída, teremos hemácias denominadas hipocrômicas e, quando aumentadas, hemácias hipercrômicas.Os valores considerados normais variam de 32 à 36 g/100 ml, mas sua interpretação depende da correlação de outros dados do exame para estabelecer um diagnóstico por um profissional de saúde. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.45)

CASO CLINICO: (206946 votos)..........98.98% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente feminina, 42 anos, com história de infecções urinárias recorrentes, procura o serviço de emergência com dor lombar bilateral intensa e insuportável, febre alta (39 °C), calafrios e hematúria macroscópica. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, sensibilidade marcante no ângulo costovertebral bilateral e febre. Urinálise: pH 8,0, leucocitúria intensa, nitrito positivo e cultura urinária positiva para Proteus mirabilis. Sem história de gota, diabetes ou hiperparatireoidismo.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?  (0,13 p)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p)
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p)



RATING: 2.98

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
A tríade de dor lombar intensa, febre e infecção urinária recorrente com pH urinário alcalino orienta para cólica renal por cálculo infeccioso de estruvita (0,04 p). 
Os cálculos infecciosos representam 10 a 15 % de todos os cálculos renais e 75 % dos cálculos coraliformes (0,04 p). 
A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento se desprenda e migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral; hematúria pode ocorrer mesmo na ausência de dor (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
Os cálculos de estruvita são compostos por sais de magnésio, amônio e fosfato e resultam de infecções crônicas ou recorrentes do trato urinário por microrganismos produtores de urease (0,04 p). 
O *Proteus mirabilis* é o agente mais frequente (87 % das infecções relacionadas a cálculos) e hidrolisa a ureia em amônia, elevando o pH urinário acima de 7,2 (0,04 p). 
Esse ambiente alcalino permite a saturação de magnésio, amônia e íons fosfato, levando à precipitação de estruvita e, frequentemente, à coexistência de apatita de carbonato de cálcio (0,03 p). 
A infecção urinária crônica é o fator etiológico principal, com crescimento rápido e alto potencial de morbidade (0,02 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, detectando cálculos radiopacos e radiotransparentes, além de sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral e estrias perirrenais) (0,04 p). 
Em cálculos coraliformes permite avaliar extensão, dimensões exatas e densidade em unidades Hounsfield, auxiliando no planejamento terapêutico (0,03 p). 
Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % com menor exposição à radiação (0,02 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
O tratamento dos cálculos coraliformes exige remoção completa do cálculo para prevenir recorrência, perda da função renal e infecção persistente (0,04 p). 
Prefere-se a nefrolitotomia percutânea, a litotripsia extracorpórea ou a associação desses procedimentos; a cirurgia aberta e o tratamento clínico isolado são pouco recomendados (0,04 p). 
Devem ser associados agentes antimicrobianos criteriosos dirigidos ao microrganismo (ex.: *Proteus*) (0,02 p). 
A eficácia e segurança das técnicas minimamente invasivas e endourológicas tornaram o manejo cirúrgico a primeira escolha (0,02 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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