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ACESSO VENOSO PERIFERICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

É um procedimento invasivo que visa a administração de fluidos, administração de medicações, hemocomponentes, Coleta de Exames Laboratoriais, além da manutenção de um acesso venoso.

Um dos procedimentos invasivos mais utilizados na urgência e emergência (mais de 70% dos pacientes internados) presume a punção seguida de inserção de um dispositivo de até sete centímetros na via venosa. É uma das principais atividades da equipe de enfermagem.

É uma via segura e com baixos índices de complicações.

OBJETIVA: (1417594 votos)..........96.03% das questões objetivas receberam votos.
S.G.P, 2 meses, sexo masculino, segundo sua mãe vem apresentando vômitos pós alimentares, progressivamente piores há cerca de 10 dias. Após os episódios de vômitos, ele sempre fica irritado e parece faminto. Nasceu de parto cesáreo, pois sua mãe era primípara, “não tinha passagem” (sic), com 3,6kg, a termo, com boa vitalidade. Recebeu alta com 48 h em aleitamento materno exclusivo. Agora está com 4,2 kg Ao exame apresenta -se um pouco irritado, mas sem outras alterações. O abdome e a genitália são normais. O exame mais indicado para elucidação do diagnóstico é:
A. dosagem de 17-Oh Progesterona
B. ultra-sonografia abdominal
C. seriografia do esôfago, estômago e duodeno (SEED)
D. pH metria
E. cintigrafia pulmonar

  RATING: 2.95

S.G.P, 2 meses, sexo masculino, segundo sua mãe vem apresentando vômitos pós alimentares, progressivamente piores há cerca de 10 dias. Após os episódios de vômitos, ele sempre fica irritado e parece faminto. Nasceu de parto cesáreo, pois sua mãe era primípara, “não tinha passagem” (sic), com 3,6kg, a termo, com boa vitalidade. Recebeu alta com 48 h em aleitamento materno exclusivo. Agora está com 4,2 kg Ao exame apresenta -se um pouco irritado, mas sem outras alterações. O abdome e a genitália são normais. O exame mais indicado para elucidação do diagnóstico é:

A. dosagem de 17-Oh Progesterona
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. ultra-sonografia abdominal
CORRETO : A estenose hipertrófica de piloro é a causa mais comum de obstrução pilórica no primeiro mês de vida. Não está presente ao nascimento, na maior parte dos casos. Classicamente, apresenta -se como o surgimento progressivo de vômitos não biliosos, em projétil, a partir da 3ª semana devida. Desidratação hipocalêmica e hipoclorêmica pode estar presente nos casos extremos.O diagnóstico com hiperplasia de adrenal em sua forma perdedora de sal nessa situação é importante. Icterícia com predomínio de bilirrubina indireta pode acometer cerca de 5% das crianças, por absorção inadequada de glicose e incapacidade de manter a atividade da glicuronil-transferase. O diagnóstico é clínico. Em 70 a 96% dos casos palpa-se uma massa em epigástrio, a oliva pilórica, com aproximadamente 2 cm, dura, mais bem palpável, a partir do lado esquerdo, à direita do umbigo. O lactente deve estar calmo, e a massa pode ser mais facilmente palpada após uma refeição. A alimentação também propicia o aparecimento de uma onda peristáltica visível. Se a palpação for inconclusiva, a ultra -sonografia confirma o diagnóstico. Visualiza-se um diâmetro pilórico maior que 14 mm, com a espessura da camada muscular maior que 4 mm e o comprimento do piloro maior que 16 mm. Numa radiografia simples de tórax o diagnóstico pode ser sugerido pela existência de uma grande bolha gástrica e presença de pouco gás no resto do intestino. Devem-se afastar outras causas de vômitos não biliosos, como refluxo gastro-esofagiano, hérnia de hiato, insuficiência renal em sua forma perdedora de sal (com acidose metabólica, hipercalemia e hiponatremia), erros inatos do metabolismo e gastroenterite. O diagnóstico diferencial com obstrução duodenal é difícil. O tratamento é cirúrgico, após correção hidroeletrolítica. Realiza-se a pilorotomia extramucosa através da técnica de Ramstead, com secção e afastamento da musculatura hipertrofiada e exposição da mucosa.
C. seriografia do esôfago, estômago e duodeno (SEED)
INCORRETO : A SEED não é necessária, porém ratifica o diagnóstico através da presença de um estreitamento no canal pilórico (sinal do fio ou do três invertido).
D. pH metria
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. cintigrafia pulmonar
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (198196 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.1

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

CASO CLINICO: (230408 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Você recebe no seu plantão noturno uma criança de 4 anos, M, parda, com historia de oito dias de febre, apatia e recusa da alimentação.

Na hora do atendimento, criança com prostração, febre 38.9ºC, exantema petequial disseminado praticamente corpo inteiro, Glasgow 15, eupneico (FR 28/min), PA 96/58 mmHg, frequência cardiaca 120/min. Abdomen globoso (ascite?), figado palpável á 2 cm abaixo da borda costal direita, baço á 3 cm borda costal esquerda. Edemas ++/++++ nos dois pés. Edema palpebral e facial leve. Linfonodos cervicais e inguinas palpáveis. Tempo de enchimento capilar 2 segundos.

Feita hemograma na urgência: hemácias 3,94 mil/mmc; hematocrito 34%, leucocitos 2630/mmc, bastões 7%, neutrofilos 43%, plaquetas 73.000/mmc. PCR 185. TGO = 125; TGP = 102; LDH = 1959;

Foram solicitados testes rápidos: dengue negativo, zika e chikungunya negativo, sifilis negativo, leptospirose negativo.

Conversando com a mãe, a mesma relata que, na região aonde mora há uma colónia de capívaras.

Pergunta-se:

1) Qual a hipótese diagnóstica? (0,1 pontos)

2) Qual é o agente etiológico? (0,1 pontos)

3) Qual o exame especifico para confirmar a moléstia suspeitada? (0,1 pontos)

4) Qual o tratamento especifico neste caso? (0,1 pontos)

5) Quais são as complicações desta doença? (0,1 pontos)




RATING: 2.89

1) Qual a hipótese diagnóstica?

Febre maculosa - (0,1 p)

Comentário: Exantema máculo-papular, de evolução centrípeta e predomínio nos membros inferiores, podendo acometer região palmar e plantar, Início abrupto e os sintomas são inespecíficos de início (febre, em geral alta; cefaleia; mialgia intensa; mal-estar generalizado). Edema de membros inferiores, hepatoesplenomegalia, manifestações renais com olligúria, manifestações hemorrágicas, como petéquias e sangramento muco-cutâneo, digestivo e pulmonar, junto com o importante dado, uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por carrapatos, de gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas até formas graves com elevada taxa de letalidade.

2) Qual é o agente etiológico?

Agente etiológico: bactéria gram-negativa intracelular obrigatória: Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri. (0,1 p)

Comentário: No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, tais como A. cajennense, A. cooperi (dubitatum) e A. aureolatum. Entretanto, potencialmente, qualquer espécie de carrapato pode ser reservatório, por exemplo, o carrapato do cão, Rhipicephalus sanguineus. Os equídeos, roedores como a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), e marsupiais como o gambá (Didelphys sp) têm importante participação no ciclo de transmissão da febre maculosa e há estudos recentes sobre o envolvimento destes animais como amplificadores de riquétsias, assim como transportadores de carrapatos potencialmente infectados.

3) Qual o exame especifico para confirmar a moléstia suspeitada?

Sorologia (IgG) para febre maculosa. (0,1 p)

Comentário: Reação de imunofluorescência indireta (RIFI) Método sorológico mais utilizado para o diagnóstico das riquetsioses (padrão ouro). Em geral, os anticorpos são detectados a partir do 7o até o 10o dia de doença. Os anticorpos IgM podem apresentar reação cruzada com outras doenças (dengue, leptospirose, entre outras) e, portanto, devem ser analisados com critério. Já os anticorpos IgG aparecem pouco tempo depois dos IgM e são os mais específicos e indicados para interpretação diagnóstica.

4) Qual o tratamento especifico neste caso?

Doxiciclina Para crianças com peso inferior a 45kg, a dose recomendada é 2,2mg/kg de 12 em 12 horas, por via oral ou endovenosa, a depender da gravidade do caso, devendo ser mantido por 3 dias após o término da febre. Sempre que possível seu uso deve ser priorizado. (0,05 p)

Cloranfenicol 50 a 100mg/kg/dia, de 6 em 6 horas, até a recuperação da consciência e melhora do quadro clínico geral, nunca ultrapassando 2g por dia, por via oral ou endovenosa, dependendo das condições do paciente. (0,05 p)

5) Quais são as complicações desta doença?

Se não tratado, o paciente pode evoluir para um estágio de torpor e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo. Icterícia e convulsões podem ocorrer em fase mais avançada da doença. Nesta forma, a letalidade, quando não ocorre o tratamento, pode chegar a 80%. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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