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MORFOGÊNESE E MORFOLOGIA DA PLACENTA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

A placenta e um órgão gerado pela gravidez, com estrutura vascular esponjosa, ela relaciona a mãe com o feto, realizando os trocos fisiológicos de nutrição e respiração. Os mais importantes papeis são:

  1. Órgão transitório, característico dos mamíferos placentários, que intermédia as trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião ou feto.
  2. Constituído de partes fetais e maternas, representa um alo-enxerto natural, resistente à rejeição.
  3. É uma aposição íntima ou fusão das membranas fetais com a mucosa uterina.
  4. Atua temporariamente como: pulmão, intestino, rim, hipófise e parcialmente como fígado e adrenal.
  5. Substitui progressivamente as secreções do corpo amarelo.
  6. Separa as circulações sangüíneas materna e fetal por uma barreira feto-placentária, que se simplifica progressivamente.

OBJETIVA: (983345 votos)..........95.68% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher adulta é avaliada para anemia. Os exames laboratoriais revelam hemoglobina de 7,4 g/dL, hematócrito de 23,9%, volume corpuscular médio de 71 fL, hemoglobina corpuscular média de 24 pg e concentração de hemoglobina corpuscular média de 26%. O esfregaço de sangue periférico é mostrado abaixo.

Qual dos seguintes exames tem mais probabilidade de ser anormal nesta paciente?
A. Ferritina
B. Haptoglobina
C. Eletroforese da hemoglobina
D. Glicose 6-fosfato desidrogenase
E. Vitamina B12

  RATING: 2.45

Uma mulher adulta é avaliada para anemia. Os exames laboratoriais revelam hemoglobina de 7,4 g/dL, hematócrito de 23,9%, volume corpuscular médio de 71 fL, hemoglobina corpuscular média de 24 pg e concentração de hemoglobina corpuscular média de 26%. O esfregaço de sangue periférico é mostrado abaixo.

Qual dos seguintes exames tem mais probabilidade de ser anormal nesta paciente?

A. Ferritina
CORRETO: Essa paciente com anemia apresenta valores baixos para volume corpuscular médio, hemoglobina, corpuscular média e concentração de hemoglobina corpuscular média. O esfregaço de sangue periférico demonstra células microcíticas e hipocrômicas, cuja presença é esperada tendo em vista esses achados laboratoriais. Além disso, observa-se uma acentuada variação no tamanho (anisocitose) e no formato (poiquilocitose) dos eritrócitos. Esses achados são compatíveis com anemia ferropriva grave, e o esperado é que o nível sérico de ferritina seja inferior a 10 a 15 mg/L.
B. Haptoglobina
INCORRETO : Devem ser observados baixos níveis de haptoglobina nos casos de hemólise, que pode ser de origem intravascular ou extravascular. Na hemólise intravascular, espera-se que o esfregaço de sangue periférico revele poiquilocitose com presença de esquistócitos ( eritrócitos fragmentados). Na hemólise extravascular, o esfregaço de sangue periférico costuma revelar a presença de esferócitos.
C. Eletroforese da hemoglobina
INCORRETO : A eletroforese da hemoglobina é usada para determinar a presença de variantes anormais de hemoglobina. A anemia falciforme é a forma mais comum, e se caracteriza pela presença de eritrócitos afoiçados. As talassemias também são hemoglobinopatias hereditárias comuns. O esfregaço de sangue periférico na talassemia frequentemente revela células em alvo.
D. Glicose 6-fosfato desidrogenase
INCORRETO : A deficiência de glicose 6-fosfato desidrogenase leva à hemólise induzida por oxidantes, com presença de células mordidas ou células em forma de bolha.
E. Vitamina B12
INCORRETO : A deficiência de vitamina B12 leva à macrocitose, que não é compatível com este caso.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.45)

DISCURSIVA: (175742 votos) ..........99.38% das questões discursivas receberam votos.

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)




RATING: 3.11

Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.

  1. Descreva a distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça.  (Subtotal da questão 1 = 0,15 pontos)
  2. Liste e explique os principais fatores de risco ambientais e ocupacionais. (Subtotal da questão 2 = 0,15 p)
  3. Explique a ativação de oncogenes na patogênese. (Subtotal da questão 3 = 0,10 p)
  4. Detalhe a inativação de genes supressores e as principais alterações cromossômicas. (Subtotal da questão 4 = 0,10 p)


1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça

  • As maiores taxas de incidência concentram-se na Europa Ocidental e na América do Norte; as menores são observadas na Ásia e em regiões menos desenvolvidas da África (0,04 p).
  • Globalmente, o câncer da bexiga ocupa a sétima posição entre as neoplasias mais frequentes e a décima terceira causa de morte por câncer (0,04 p).
  • No Brasil, constitui a segunda neoplasia mais frequente do trato geniturinário no homem, superada apenas pelo adenocarcinoma de próstata (0,04 p).
  • Nos países ocidentais, é 2,5 a 4 vezes mais frequente em homens do que em mulheres (provavelmente por maior exposição ao tabagismo e toxinas ambientais) e o mesmo padrão se repete nas mulheres (risco aumentado nas brancas em relação às negras) (0,02 p).
  • Diferenças raciais: brancos apresentam maior incidência e maior número de óbitos por carcinoma urotelial em comparação aos negros (inverso do observado nos tumores geniturinários em geral) (0,01 p).

2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais

  • Tabagismo é o fator de risco mais importante e mais bem estudado; quem fuma tem de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver a doença; quanto maior a quantidade e o tempo de tabagismo, maior a associação; os agentes responsáveis são principalmente as alfa- e beta-naftilaminas, que são absorvidas, eliminadas na urina e ficam em contato direto com o urotélio, causando dano celular repetido (0,05 p).
  • Exposição ocupacional responde por parcela significativa dos casos (15% a 35% em homens e 1% a 6% em mulheres); profissionais das indústrias de tintas, borracha e petróleo estão expostos a carcinógenos como benzidina, beta-naftilamina e 4-aminobifenil; esses compostos têm período de latência longo (0,04 p).
  • Medicamentos – ciclofosfamida, ao ser metabolizada, libera produtos tóxicos que irritam o urotélio e favorecem a malignidade (0,03 p).
  • Outros fatores – qualquer situação que cause trauma físico repetido ao urotélio (infecções urinárias crônicas, instrumentação repetida da bexiga ou presença de cálculos) aumenta o risco de transformação maligna; a ingestão de adoçantes artificiais não confirmou associação em estudos recentes (0,03 p).

3. Ativação de oncogenes na patogênese

  • O processo é multifatorial e envolve duas grandes vias que se complementam: ativação de oncogenes e inativação de genes supressores (0,03 p).
  • Oncogenes, quando ativados de forma anormal, estimulam a célula a se multiplicar exageradamente (0,02 p).
  • No câncer de bexiga, o oncogene p21 (c-Ha-ras) está ativado em pelo menos 50% dos casos; ocorre ativação aberrante de GTPase de membrana, levando a proliferação nuclear descontrolada e perda da diferenciação celular (a célula “esquece” sua função normal e torna-se imatura) (0,03 p).
  • Essa alteração é mais comum em tumores de alto grau e em áreas de displasia, mas raramente aparece em tumores de baixo grau (0,02 p).
  • Outros oncogenes frequentemente envolvidos: Erb-2, EGFR, MDM2, C-MYC e CCND1 (0,01 p).

4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas

  • Genes supressores atuam como “freios” da multiplicação celular; quando inativados ou perdidos, a célula perde o controle e pode tornar-se imortal (0,03 p).
  • O gene p53 (o mais alterado em todos os cânceres humanos) é o exemplo clássico; a proteína p53 normal reconhece células com danos genéticos e dispara apoptose; quando mutado, a apoptose falha e as células danificadas sobrevivem e acumulam mutações (0,03 p).
  • No câncer de bexiga, mutação de p53 está presente em tumores primários, recidivas e tumores do trato urinário superior e associa-se a tumores mais agressivos e músculo-invasivos (0,02 p).
  • Deleção do braço curto do cromossomo 17 (onde fica o p53) ocorre em mais de 60% dos tumores invasivos, mas quase nunca nos tumores superficiais (0,01 p).
  • Outra alteração muito frequente e precoce é a perda de material do cromossomo 9 (contém genes reguladores p21, p27/KIP1 e p16); aparece tanto em tumores de alto quanto de baixo grau e é encontrada em todos os tumores multifocais, reforçando a ideia de doença difusa do urotélio (0,01 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (204127 votos)..........99.48% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente M, 3 anos de idade, 15 kg e 95 cm de altura, sexo masculino, pardo, segundo relato da mãe, a criança estava brincando com uma prima em casa quando seu tio foi sair com o carro e não observou que ele estava atrás do veículo, resultando em um acidente no qual a vítima ficou presa junto ao cano de descarga, sofrendo queimaduras de 2º e 3º grau em tórax e abdome, perfazendo cerca de 17% de superfície corporal. Foi internado no Centro de Tratamento de Queimados, realizando balneoterapia diária, desbridamento da ferida e curativo com sulfadiazina de prata. Foram administrados ao todo dois concentrados de hemácias de acordo com os critérios micro-hemáticos.  No dia seguinte o paciente apresentava hemoglobina de 6,5 e hematócrito de 19,6, sendo realizada uma hemotransfusão. Houve necessidade de transfusão de mais um concentrado de internação pela cirurgia de enxertia que seria realizada no dia seguinte. Ao exame bioquímico de admissão, foi demonstrado hipoalbuminemia de 2,8 e proteínas totais de 5,1, havendo necessidade de reposição. Foram administrados no total 20 fracos de albumina. No 6º dia de internação, o paciente evoluiu com febre de 40ºC, apresentando tosse durante a noite. Houve suspeita de infecção e, após coleta de amostra de sangue para hemograma e hemocultura, foi iniciada antibioticoterapia. O resultado do swab oral veio positivo para Pseudomonas. Foi retirado o acesso venoso profundo em femural direita com seis dias de punção, e puncionado acesso venoso periférico em membro superior direito. Houve estabilização do quadro e o paciente realizou cirurgia de aloenxerto no 12º dia de internação.

Teve alta hospitalar no 16º dia. A partir de então, a criança começou a recusar a dieta e apresentar quadro de irritabilidade, febre não aferida e um episódio de diarreia em casa, segundo a mãe. A genitora optou por realizar os cuidados com a diarreia e a febre em casa por achar se tratar de uma infecção sem importância, tratando a criança com terapia de reidratação oral e antipiréticos.

Dois dias depois, a mãe volta com a criança na emergência por apresentar febre de 40,3ºC associada a vômitos. Ao exame, a criança estava taquicárdica e hipotensa. 

Observam o caso acíma e respondam ás seguintes questões:

(I) Qual é a complicação mais perigosa que pode ocorrer de imediato numa criança com queimadura?.......... 0,08 pontos

(II) Qual é a reposição volêmica necessária na primeira internação e como deve ser administrada?.............0,105 pontos

(III) Qual é o melhor critério de avaliação da reposição volêmica na primeira internação e qual é o valor desse parâmetro no caso desta criança?.......0,105 pontos

(IV) Que complicação grave apresentou a criança na segunda internação e quais são as primeiras medidas a ser consideradas?........0,210 pontos




RATING: 3.01

(I) Qual é a complicação mais perigosa que pode ocorrer de imediato numa criança com queimadura?

As queimaduras têm elevada taxa de mortalidade pelas várias complicações, a mais perigosa sendo o choque tipo hipovolêmico (0,04 p) e hiponatrêmico (0,04 p).

(II) Qual é a reposição volêmica necessária na primeira internação e como deve ser administrada?

Utilizando-se a fórmula de Parkland para um paciente com 15 kg e queimadura de 3° grau em 17% de área queimada, necessita de um total de 1020 ml/24 horas Ringer lactato ou soro fisiologico (0,035 p), 510 ml nos primeiros 8 horas (0,035 p) e 510 ml nas 16 horas seguintes (0,035 p).

(III) Qual é o melhor critério de avaliação da reposição volêmica na primeira internação e qual é o valor desse parâmetro no caso desta criança?

O débito urinário é o principal parâmetro para avaliação da volemia e perfusão tissular (0,035 p). O volume urinário deve ser mantido em torno de 1,5 mL/kg/h (0,035 p), ou seja, 22,5 ml/hora (0,035 p).

(IV) Que complicação grave apresentou a criança na segunda internação e quais são as primeiras medidas a ser consideradas?

Síndrome do Choque Tóxico. (0,035 p)

Reposição volêmica agressiva (0,035 p), antibioticoterapia iv na primeira hora (0,035 p), transferir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (0,035 p), se necessário intubação (0,035 p) e ventilação mecânica (0,035 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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