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ABORDAGEM DO PACIENTE PEDIATRICO POLITRAUMATIZADO (ÁREA DE PEDIATRIA)

DEFINIÇÃO DO ACIDENTE: O Departamento de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo define hoje o acidente como evento não intencional e evitável, causador de todos os tipos de lesões no ambiente doméstico ou nos outros espaços sociais como trabalho, trânsito, escola, esportes e lazer.
DEFINIÇÃO DA VIOLÊNCIA: Podemos definir violência como o evento representado por ações realizadas por indivíduos ou grupos que ocasionam danos físicos, emocionais, morais ou espirituais a outros ou a si próprios.
DEFINIÇÃO DA POLITRAUMA: Politrauma é definido como o conjunto de lesões traumáticas simultâneas em diversas regiões, órgãos ou sistemas do corpo, em que pelo menos uma das lesões pode colocar o paciente em risco de vida. Em grande número de casos ocorre, também, trauma craniencefálico.
As causas externas (acidentes e violências) representam em nosso país, a principal causa de morte nas crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 19 anos.
Atualmente sete em cada dez adolescentes morrem por causas externas. Estima-se que, para cada óbito, ocorrem 4 casos que sobrevivem com seqüela graves.

OBJETIVA: (1221464 votos)..........98.97% das questões objetivas receberam votos.
Qual das seguintes opções melhor descreve o papel do infiltrado inflamatório e a profilaxia em neoplasias cutâneas não-melanomas, considerando achados patológicos e riscos em imunodeprimidos?
A. Infiltrado por macrófagos auxilia diagnóstico; profilaxia em HIV é anual isolada sem screening sistêmico
B. Infiltrado linfocitário indica resposta antitumoral; vigilância regular integrada a screening multidisciplinar
C. Infiltrado ausente mostra imune eficaz; profilaxia foca em estímulo VEGF sem monitoramento de recidivas
D. Infiltrado por NK direto via MHC; áreas vulneráveis demandam antibióticos sem vigilância contínua
E. Infiltrado ignora regressão espontânea; manejo prioriza cirurgias isoladas sem restauração imune

  RATING: 3

Qual das seguintes opções melhor descreve o papel do infiltrado inflamatório e a profilaxia em neoplasias cutâneas não-melanomas, considerando achados patológicos e riscos em imunodeprimidos?

A. Infiltrado por macrófagos auxilia diagnóstico; profilaxia em HIV é anual isolada sem screening sistêmico
INCORRETO: O infiltrado inflamatório peritumoral é composto predominantemente por linfócitos T e B, não por macrófagos, servindo como achado comum que auxilia no diagnóstico diferencial, reforçando a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica, e a profilaxia em portadores de HIV não se restringe a avaliações anuais isoladas, mas exige vigilância contínua para monitorar recidivas locais, metástases e novas lesões cutâneas, integrada a screening multidisciplinar para malignidades sistêmicas como carcinoma pulmonar, dado o risco elevado em 3 a 5 vezes para câncer de pele não melanoma devido à deficiência imunológica profunda que compromete a vigilância contra antígenos tumorais.
B. Infiltrado linfocitário indica resposta antitumoral; vigilância regular integrada a screening multidisciplinar
CORRETO : O infiltrado inflamatório peritumoral predominantemente linfocitário, composto por linfócitos T e B agregados ao redor do tumor, auxilia no diagnóstico diferencial, sendo um critério histopatológico chave que indica resposta imune antitumoral, reforçando a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica, e em indivíduos imunodeprimidos como portadores de AIDS, o risco para câncer de pele não melanoma é elevado em 3 a 5 vezes em comparação à população geral, refletindo a deficiência imunológica profunda associada à infecção pelo HIV, que afeta principalmente linfócitos T CD4+ e compromete a vigilância imunológica contra antígenos tumorais, com propensão marcante ao desenvolvimento de carcinoma espinocelular onde o sistema imune comprometido falha em eliminar células pré-malignas ou tumorais incipientes, tornando essencial um protocolo de acompanhamento dermatológico regular e de longo prazo para monitorar recidivas locais ou metástases, além do surgimento de novas lesões neoplásicas, exibindo risco aumentado para outras malignidades não cutâneas comuns como carcinoma pulmonar, o que reforça a necessidade de avaliação multidisciplinar integrada incluindo screening para fatores de risco sistêmicos como tabagismo ou exposição ambiental.
C. Infiltrado ausente mostra imune eficaz; profilaxia foca em estímulo VEGF sem monitoramento de recidivas
INCORRETO : Em exames patológicos, a presença de infiltrado linfocitário peritumoral, não a ausência, indica uma tentativa de contenção tumoral e auxilia no diagnóstico diferencial, reforçando a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica, e para profilaxia em pacientes com AIDS, o protocolo de acompanhamento dermatológico regular visa monitorar não apenas recidivas locais ou metástases, mas também o surgimento de novas lesões neoplásicas, incluindo screening multidisciplinar para malignidades não cutâneas como carcinoma pulmonar, sem desconsiderar novas lesões cutâneas, e áreas vulneráveis como linfedemas demandam monitoramento contínuo, pois o acúmulo de linfa estagna o fluxo linfático, impedindo a migração de linfócitos e células NK, e a hipóxia tecidual com liberação de VEGF promove neovascularização aberrante que nutre as células tumorais, criando um microambiente favorável à evasão imune, com maior incidência de neoplasias como angiossarcomas, não focando em estímulo à VEGF.
D. Infiltrado por NK direto via MHC; áreas vulneráveis demandam antibióticos sem vigilância contínua
INCORRETO : As células natural killer possuem a função primordial de reconhecer e destruir células tumorais por meio de citotoxicidade direta, sem necessidade de apresentação antigênica prévia via MHC, liberando perforinas e granzimas que perfuram a membrana celular tumoral induzindo apoptose, e secretam citocinas como interferon-gama para amplificar a resposta imune, e áreas vulneráveis como linfedemas de qualquer etiologia demandam profilaxia com monitoramento contínuo para recidivas locais, pois o acúmulo de linfa estagna o fluxo linfático impedindo a migração de linfócitos e células NK, e a hipóxia tecidual com liberação de VEGF promove neovascularização aberrante que nutre as células tumorais criando um microambiente favorável à evasão imune, com maior incidência de neoplasias como angiossarcomas, não baseado em antibióticos isolados.
E. Infiltrado ignora regressão espontânea; manejo prioriza cirurgias isoladas sem restauração imune
INCORRETO : O infiltrado linfocitário peritumoral não ignora a regressão espontânea, mas reforça a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica, com regressão espontânea possível em neoplasias estabelecidas como sarcoma de Kaposi ao interromper imunossupressão, levando a redução no tamanho das lesões e resolução histológica sem intervenção adicional, frequentemente desencadeada por estados de imunossupressão em pacientes sob terapia imunossupressora pós-transplante ou condições crônicas, e o manejo não prioriza cirurgias isoladas, mas considera a involução tumoral com restauração imune integrada a protocolos de vigilância regular para monitorar recidivas e novas lesões.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (188045 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
1) Qual é a definição e o significado da hipotensão no caso da criança com choque séptico?(0,1 pontos)
2) Quais são os critérios obrigatórios para definir a Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS)?(0,1 pontos)
3) Qual é o tipo e o volume de solução utilizada na ressuscitação volêmica do paciente com choque séptico?(0,3 pontos)


RATING: 2.94

1) Qual é a definição e o significado da hipotensão no caso da criança com choque séptico?(0,1 pontos)
2) Quais são os critérios obrigatórios para definir a Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS)?(0,1 pontos)
3) Qual é o tipo e o volume de solução utilizada na ressuscitação volêmica do paciente com choque séptico?(0,3 pontos)

1) Qual é a definição e o significado da hipotensão no caso da criança com choque séptico?

Pressão arterial sistólica (PAS) < percentil 5 para idade ou PAS < 2 desvios padrão abaixo do normal para a idade é hipotensão (0,05 p)
Em pediatria, a hipotensão é um sinal tardio de choque e significa fase descompensada. (0,05 p)

2) Quais são os critérios obrigatórios para definir a Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS)?

Alteração de temperatura corpórea - hipertermia ou hipotermia (0,05 p)
Alteração de leucócitos – leucocitose ou leucopenia não secundárias à quimioterapia, ou presença de formas jovens de neutrófilos no sangue periférico. (0,05 p)

3) Qual é o tipo, a modalidade e o volume de solução utilizada na ressuscitação volêmica do paciente com choque séptico com sinais e sintomas de hipoperfusão tecidual?
a) iniciar imediatamente a ressuscitação volêmica com Ringer ou Ringer lactato, em bolus de 20 mL/kg em 5 a 10 minutos uso de solução salina 0,9% ou ainda coloide (albumina humana a 5%) (0,05 p)
b) o volume inicial para reanimação exige 40 a 60 mL/kg ou mais durante as primeiras horas de tratamento (0,05 p) , exceto quando têm:
- cardiopatia congênita - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)
- suspeita de disfunção miocárdica - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)
- recém-nascidos - em torno de 10 mL/kg, com reavaliações mais frequentes. (0,05 p)
c) manter até normalização dos sinais de hipoperfusão tecidual ou até surgir sinais de hipervolemia. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (220275 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.

M.E.S, sexo feminino, 1 ano e 8 meses, apresentava quadro febril há 2 dias, taquipnéia, 2 episódios de êmese e agitação. Tinha diagnóstico prévio de hidrocefalia com derivação ventrículo peritoneal (DVP). Cartão de vacina estava atualizado. No exame: febril (38,9°C) desidratada e apresentava petéquias em face e no tronco. Ausculta respiratória e cardíaca sem alterações, frequência respiratória de 68, Saturando 90% em ar ambiente, frequência cardíaca 180 e pressão arterial de 75 x 51 mmHg. Pulsos palpáveis, mas perfusão periférica lentificada. Na hemograma de urgência: leucócitos 30.000/mm³, neutrófilos 20.000/mm³, bastonetes 10%, 

(I) Qual o diagnóstico mais provável?.............0,1 pontos;

(II) Quais são seus pontos de apoio para o diagnóstico?...........0,3 pontos;

(II) Qual é a atitude terapêutica que pode reduzir drasticamente a mortalidade neste caso?...................0,1 pontos;




RATING: 2.95

 

(I) Qual o diagnóstico mais provável?

A paciente apresenta sinais de choque séptico (0,05 p) muito provavelmente causado por uma meningococemia (0,05 p).

(II) Quais são seus pontos de apoio para o diagnóstico?

M. E. S. está com forte suspeita de choque septico (0,05 p)., probabilidade justificada pela presença de febre (temperatura axilar de 38.9°C) (0,05 p), leucocitose (leucocitos 30000/mm3) (0,05 p),  taquipnéia (frequência respiratoria 68 resp./min.) (0,05 p). O paciente também tem 1 criterio(s) de infecção (0,05 p) e o tempo de enchimento capilar de 5 segundos (0,05 p).

(II) Qual é a atitude terapêutica que pode reduzir drasticamente a mortalidade neste caso?

Antibioticoterapia sistemica (0,05 p) na primeira hora de atendimento (0,05 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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