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DISTÚRBIOS DO EQUILIBRIO ÁCIDO-BASICO NO PACIENTE PEDIATRICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Os distúrbios acido-básicos são um grupo de condições que afetam o equilíbrio de pH no organismo. Quando esse equilíbrio é afetado, pode ser prejudicial para a saúde. Nas crianças, os distúrbios acido-básicos podem causar uma série de sintomas e complicações.
Os distúrbios acido-básicos mais comuns nas crianças são o hipoxemia (diminuição da saturação de oxigênio no sangue) e a acidose (redução do pH do sangue). Estas condições podem ser causadas por uma variedade de fatores, incluindo infecções, doenças metabólicas, medicamentos, alergias alimentares, e outras condições médicas.
Os sintomas mais comuns de distúrbios acido-básicos em crianças incluem fraqueza, desmaios, vômitos, tonturas, dores de cabeça, sudorese, tonturas, dor abdominal, falta de ar, fadiga, pele pálida ou amareladas, urina escura, e respiração curta. Em alguns casos, as crianças podem ter convulsões e crises convulsivas.
Os diagnósticos de distúrbios acido-básicos nas crianças é baseado na avaliação dos sintomas e dos níveis de pH no sangue. O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir medicamentos, terapia nutricional, suplementos, terapia de oxigênio, e outros tratamentos.

OBJETIVA: (1381656 votos)..........94.75% das questões objetivas receberam votos.
Dentre as medidas de suporte empregadas nas primeiras 48 horas em um paciente com episódio de pancreatite intersticial, que evolui bem, inclui:
A. hidratação venosa e reposição eletrolítica
B. suspensão da analgesia
C. terapia com octreotídio subcutâneo
D. descompressão nasogástrica
E. profilaxia antibiótica

  RATING: 3.02

Dentre as medidas de suporte empregadas nas primeiras 48 horas em um paciente com episódio de pancreatite intersticial, que evolui bem, inclui:

A. hidratação venosa e reposição eletrolítica
INCORRETO: A pancreatite intersticial ou edematosa geralmente evolui bem, com o tratamento sendo restrito a hidratação venosa, reposição hidroeletrolítica e analgesia.
B. suspensão da analgesia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. terapia com octreotídio subcutâneo
INCORRETO : O octreotidío é indicado na presença de fístulas pancreáticas, o que não é o caso.
D. descompressão nasogástrica
INCORRETO : A descompressão nasogástrica é recomendação freqüente, porém não obrigatória, sendo indicada usualmente na presença de vômitos incoercíveis.
E. profilaxia antibiótica
INCORRETO : A pancreatite necrosante ou grave é diagnosticada por TC helicoidal de abdômen com contraste venoso; é representada por áreas de tecido pancreático que não captam contraste, portanto permanecendo hipodensas ao exame. Em casos de necrose de 1/3 ou mais do pâncreas, se encontra indicada antibioticoterapia profilática (imipenem).

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

DISCURSIVA: (193965 votos) ..........98.93% das questões discursivas receberam votos.
Sobre o HIV:

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV (0,1 p)
b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões. (0,4 p)


RATING: 2.3

Sobre o HIV:

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV (0,1 p)
b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões. (0,4 p)

a) Indique os líquidos corpóreos através dos quais pode ser transmitido o virus HIV
O HIV pode ser transmitido pelo sangue, pelo sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno, havendo portanto três vias primárias de transmissão do vírus: sexual, parenteral (sangue) e perinatal. (0,1 pontos)

b) Indique as quatro categorias de  exposição ao HIV e as subdivisões.
Para fins de vigilância epidemiológica, no Brasil, são considerados quatro categorias de exposição ao HIV, subdivididas em diferentes tipos de exposição:
  • exposição sexual (dos tipos: homossexual, bissexual e heterossexual), (0,1 pontos)
  • exposição sangüínea dos tipos: usuário de droga injetável, hemofílico e transfusão (0,1 pontos)
  • exposição perinatal (0,1 pontos)
  • exposição em acidente de trabalho (0,1 pontos)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.3)

CASO CLINICO: (226036 votos)..........98.14% dos casos clinicos receberam votos.

Criança F de 2 anos, 11 meses e 3 dias, Peso: 14 kg da entrada no PA com dores intensas de tipo colicativo, a cada 20-30 minutos de intervalo de início na madrugada. Os episódios de dor são fortes e a criança grita de dor durante as cólicas e adota posição antalgica, com as coxas fletidas no abdomen, no intervalo chegando a ficar sonolenta. Outros sistemas sem modificações no exame clínico. Mãe relata que na véspera a criança comeu pipoca, negando outros alimentos indigestos ou supra-alimentação. Para aliviar os sintomas durante a madrugada a mãe administrou 14 gotas de Buscopan, com resposta temporária e incompleta da dor, mas como as colicas continuavam, decidiu levar a criança no atendimento. Nega qualquer episodio de vômito, nega qualquer episodio de febre.

Na admissão, criança em bom estado geral, cuidados basicos excelentes, higiene excelente. Apalpação abdominal com leve desconforto difuso, sem formações tumorais palpáveis, sem sinais de abdomen agudo, descompressão negativa, Markle negativo. Não apresentou colica durante o exame no consultorio.

Suspeitando-se da classica dor abdominal causada pela constipação, muitas vézes encontrada no nosso serviço, solicita-se Rx de abdomen simples. Laudo do especialista: Estruturas ósseas íntegras. Distribuição habitual de fezes e gases em alças intestinais. Ausência de imagens cálcicas sugestivas de cálculos renais ou biliares radiopacos (basicamente, Rx normal).

Solicita-se instilação de 2 tubos de Minilax com avaliação da evacuação insatisfatoria. Vinte minutos depois a criança começa com uma nova série de colicas, doloridas, é alojada na sala de tratamentos e infundem-se 0,4 ml Buscopan em bolus e. v. com resposta positiva imediata, solicitando-se uma hemograma e uma coleta urinaria por sonda. Mantida na sala de observação. Resultados: hemograma absolutamente normal, urina negativa para ITU. No entanto, as colicas voltam, e como já tinham passado 2 horas da ultima administração, repita-se a dose de buscopan e. v.. Depois de passar o ultimo episodio álgico, solicita-se uma nova lavagem intestinal, desta vez com Fleet Enema. Com essa segunda lavagem a criança evacua uma amostra de fezes pastosas, com muito muco e de cor discretamente avermelhada, que parece 'geleia de morango'. Passado um intervalo de tempo depois da segunda lavagem, as dores voltam, criança recebe a terceira dose de buscopan e é solicitado US de abdomen. Laudo: ' - Ausência de liquido livre na cavidade abdominalBexiga com capacidade normal, paredes finas e regulares e conteúdo homogêneo. Estudo ultrassonográfico dirigido para região abdominal, evidencia-se no presente momento formação em aspecto de 'lesão em alvo', na topografia do hipogástrio, medindo 2,5 x 3.5 cm, com camada externa de 0,8 cm de espessura, sem caracterização de causa secundária pelo método ecográfico.'

Pergunta-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,05 pontos)

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso? (0,1 pontos)

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)? (0,1 pontos)

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia? (0,25 pontos)




RATING: 2.98

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica?

Intussucepção intestinal. (0,05 pontos)

DISCUSSÃO: A intussuscepção é a causa mais frequente de obstrução intestinal em lactentes e pré­escolares. É uma emergência, ocorre com maior freqüência em crianças com idade abaixo dos dois anos. Depois da apendicite, é a segunda mais comum emergência abdominal na criança. A dor abdominal é súbita e cessa de modo tão repentino quanto seu início. A criança pode parecer confortável, mas eventualmente pode ser tornar letárgica. A dor abdominal é caracterizada pelo choro da criança e pela flexão das pernas em direção ao abdome. Os paroxismos de dor costumam acompanhar-se de esforços para defecar e as fezes em 'geléia-de-framboesa', de modo geral, aparecem nas primeiras 24 horas, mas em raras ocasiões surgem até dois dias após o início do quadro. Ao exame físico, o sinal mais consistente é a presença de massa palpável, de aspecto tubular, no quadrante superior direito do abdome, podendo ser subcostal. Esta pode ser mal definida e de consistência amolecida.

(II) Como explicar a negatividade do exame de Rx de abdomen, neste caso?

Radiografias abdominais simples, em decúbito dorsal e em pé permitem a formular a SUSPEITA de intussuscepção (0,05 pontos), mas não em todos os casos (estima-se uma acuracia de 50%).(0,05 pontos)

DISCUSSÃO: Esclarecemos desde o início que as radiografias têm valor limitado, como ferramenta de triagem, quando achados sugestivos são encontrados. NÃO utilizar na CONFIRMAÇÃO do diagnóstico e NÃO utilizar como um ÚNICO TESTE para o diagnóstico. A ULTRASSONOGRAFIA é a ferramenta de triagem para a grande maioria das instituições.

(III) Qual(is) é/são o(s) segmento(s) digestivo(s) mais envolvido(s)?

Mais comumente, o ceco (0,05 pontos) e o íleo terminal (0,05 pontos) estão envolvidos.

(IV) Quais são as complicações mais temidas dessa molèstia?

1. Perfuração (0,05 pontos): se a intussuscepção não for tratada precocemente, pode ocorrer perfuração da parede intestinal, resultando em peritonite (0,05 pontos), uma infecção grave na cavidade abdominal.
2. Necrose intestinal (0,05 pontos): a obstrução do fluxo sanguíneo para a parte do intestino afetada pela intussuscepção pode resultar em necrose (morte) do tecido intestinal.
3. Sepsis (0,05 pontos): a infecção do intestino perfurado ou necrótico pode se espalhar para o sangue, causando sepse, uma infecção generalizada grave.
4. Obstrução intestinal crônica (0,05 pontos): em alguns casos, a intussuscepção pode levar a danos permanentes no intestino, resultando em obstrução intestinal crônica, que pode exigir cirurgia adicional.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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