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MEGAESÓFAGO CHAGASICO (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença Chagas em nosso meio representa a causa mais comum de distúrbio motor por desnervação esofagiana. O megaesôfago chagásico afeta aproximadamente 8 milhões de pessoas acarretando um sério problema endêmico de saúde.

A característica mais importante é a acalásia do esfíncter inferior do esôfago, que promove uma variada sintomatologia na dependência da forma evolutiva.

OBJETIVA: (1420673 votos)..........96.13% das questões objetivas receberam votos.
Crises de dor estritamente unilateral, forte, a qual é orbital, supraorbital, temporal ou ocorre em qualquer combinação dessas áreas, durando 15-180 minutos e ocorrendo desde em dias alternados até oito vezes por dia. A dor está associada a injeção conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese frontal e facial, miose, ptose e/ou edema palpebral, ipsilaterais à dor, e/ou a inquietude ou agitação. Essa definição pertence á:
A. Cefaleia trigemino-autonômica
B. Migrânea hemiplégica esporádica
C. Migrânea com aura do tronco cerebral
D. Cefaleia em salvas
E. Hemicrania paroxística

  RATING: 2.92

Crises de dor estritamente unilateral, forte, a qual é orbital, supraorbital, temporal ou ocorre em qualquer combinação dessas áreas, durando 15-180 minutos e ocorrendo desde em dias alternados até oito vezes por dia. A dor está associada a injeção conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese frontal e facial, miose, ptose e/ou edema palpebral, ipsilaterais à dor, e/ou a inquietude ou agitação. Essa definição pertence á:

A. Cefaleia trigemino-autonômica
INCORRETO: As cefaleias trigêmino-autonômicas compartilham os aspectos clínicos da cefaleia, além de proeminentes sintomas disautonômicos crânio faciais, como hiperemia conjuntival, obstrução nasal, miose, lacrimejamento, rinorreia e alteração da sudação da face. Esses sintomas geralmente são ipsilaterais à dor.
B. Migrânea hemiplégica esporádica
INCORRETO : Migrânea hemiplégica caracteriza-se por uma enxaqueca acompanhada de aura, que consiste em paresia totalmente reversível por vezes acompanhada de disfasia.
C. Migrânea com aura do tronco cerebral
INCORRETO : Migrânea basilar é uma forma incomum de migrânea que evolui com sinais de disfunção do tronco cerebral, como diplopia, disartria, vertigem, zumbido, ataxia, alteração do nível de consciência, paresias e parestesias bilaterais. O diagnóstico diferencial da migrânea basilar é ilustrado pelo caso de uma senhora de 51 anos com migrânea sem aura, que desenvolveu eventos reversíveis de alteração da consciência e parada respiratória.
D. Cefaleia em salvas
CORRETO : A cefaléia em salvas consta em dores de cabeça que ocorrem em padrões ou conjunto. As crises de episódios frequentes, conhecidas como períodos de salvas, podem durar de semanas a meses, geralmente seguidas por longos períodos de alívio (remissão). Durante a remissão, os ataques podem parar por meses ou anos. A dor é intensa em um lado da cabeça, acompanhada por sintomas como secreção nasal ou olhos vermelhos ou lacrimejantes. Medicamentos injetados, inalação de oxigênio, esteroides e medicamentos preventivos podem ajudar.
E. Hemicrania paroxística
INCORRETO : A hemicrania paroxística (PH) é uma cefaleia primária caracterizada por ataques múltiplos de dor unilateral associados com sintomas autonômicos cranianos.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (198692 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.


RATING: 3.01

Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Classifique os incidentalomas adrenais quanto à funcionalidade hormonal e ao potencial de malignidade.
  2. Descreva os principais mecanismos fisiopatológicos da produção hormonal autônoma nos adenomas adrenais.
  3. Explique os princípios teóricos que fundamentam a escolha entre a via laparoscópica e a via aberta na adrenalectomia.
  4. Enumere os critérios teóricos de seguimento clínico e radiológico dos incidentalomas adrenais não operados.
  5. Discuta a relação teórica entre o diâmetro do incidentaloma e o risco de carcinoma adrenocortical.

1. Classificação quanto à funcionalidade: não funcionantes (maioria) e funcionantes (produtores de cortisol, aldosterona, catecolaminas ou andrógenos) (0,04 p).
Classificação quanto ao potencial de malignidade: benignos (adenomas, mielolipomas) e potencialmente malignos ou malignos (carcinoma adrenocortical, metástases) (0,06 p).

2. Os mecanismos principais incluem:

  • Ativação constitutiva da via do AMPc/PKA em adenomas produtores de cortisol (0,04 p);
  • Expressão aberrante de receptores de membrana (GIP, LH/hCG, vasopressina) que estimulam a esteroidogênese de forma independente do ACTH (0,03 p);
  • Mutações ativadoras no gene KCNJ5 ou outros canais iônicos nos adenomas produtores de aldosterona (0,03 p).

3. Princípios teóricos:

  • A via laparoscópica é preferida em lesões ≤ 6 cm, de aparência benigna e sem sinais de invasão local, por menor morbidade e recuperação mais rápida (0,05 p);
  • A via aberta é indicada teoricamente em tumores grandes (> 6–8 cm), suspeita de malignidade ou necessidade de ressecção em bloco com estruturas adjacentes (0,05 p).

4. Critérios teóricos de seguimento:

  • Repetição de imagem (TC ou RM) em 3–6 meses e, se estável, anualmente por 1–2 anos (0,04 p);
  • Reavaliação hormonal anual nos primeiros 2–4 anos, especialmente para cortisol e catecolaminas (0,03 p);
  • Indicação de cirurgia se crescimento > 1 cm ou surgimento de hiperfunção (0,03 p).

5. Há relação direta entre o diâmetro e o risco de carcinoma adrenocortical: lesões < 4 cm apresentam risco muito baixo (< 2%), entre 4 e 6 cm risco intermediário (cerca de 6–10%) e > 6 cm risco elevado (superior a 25%), justificando a abordagem cirúrgica em massas maiores mesmo na ausência de hiperfunção (0,10 p).

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (230896 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Mulher de 58 anos queixa-se de eventuais episódios de dor em queimação em epigástrio que possuem nítida relação com alimentação. É diabética tipo 2 há 15 anos, em uso irregular de metformina, e hipertensa, em uso irregular de fosinopril 10 mg/dia. Procurou médico assistente.
Exame físico IMC = 32 kg/m2; PA = 170 x 95 mmHg; Glicemia = 210 mg%; Leucócitos = 7.000/mm3 com diferencial normal, Hb = 10 g/dL; Ht = 30%; uréia = 61 mg% e creatinina = 2,3 mg%.
A ultrasonografia abdominal está abaixo:

a) Qual o diagnóstico ultra-sonográfico? (0,1 pontos)
b) Após analisar a ultra-sonografia e a clínica da paciente, qual o tratamento recomendado?(0,1 pontos)
c) Você modificaria o esquema terapêutico prescrito para o tratamento do diabetes mellitus da paciente? Justifique.(0,2 pontos)
d) Você recomendaria cirurgia bariátrica para esta paciente? Justifique.(0,1 pontos)


RATING: 3.02

a) Qual o diagnóstico ultra-sonográfico?
Colelitíase.(0,1 p)
b) Após analisar a ultra-sonografia e a clínica da paciente, qual o tratamento recomendado?
Colecistectomia videolaparoscópica.(0,1 p)
c) Você modificaria o esquema terapêutico prescrito para o tratamento do diabetes mellitus da paciente? Justifique.
Sim.(0,1 p) Suspenderia imediatamente a metformina devido à insuficiência renal.(0,1 p)
d) Você recomendaria cirurgia bariátrica para esta paciente? Justifique.
Não. A cirurgia se encontra indicada em pacientes com IMC > 40 ou > 35 com comorbidades.(0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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