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SIFILIS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A sífilis é doença infecto-contagiosa, transmitida pela via sexual e verticalmente durante a gestação. Caracteriza-se por períodos de atividade e latência; pelo acometimento sistêmico disseminado e pela evolução para complicações graves em parte dos pacientes que não trataram ou que foram tratados inadequadamente. É conhecida desde o século XV, e seu estudo ocupou todas as especialidades médicas e, de modo especial, a dermatologia. Seu agente etiológico, o Treponema pallidum, nunca foi cultivado e, apesar de descrito há mais de 100 anos e sendo tratado desde 1943 pela penicilina, sua droga mais eficaz, continua como um problema de saúde importante em países desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Dadas as características da forma de transmissão, a doença acompanhou as mudanças comportamentais da sociedade e nos últimos anos tornou-se mais importante ainda devido à possibilidade de aumentar o risco de transmissão da síndrome de imunodeficiência adquirida. Novos testes laboratoriais e medidas de controle principalmente voltadas para o tratamento adequado do paciente e parceiro, uso de preservativo, informação à população fazem parte das medidas adotadas para controle da sífilis pelos responsáveis por programas de saúde.

OBJETIVA: (1478782 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
O hiperparatireoidismo secundário, que se manifesta nos enfermos com nefropatia crônica, costuma ser satisfatoriamente controlado por meio de dieta específica associada à ingestão de:
A. Praziquantel
B. Carbonato de cálcio
C. Eritropoietina
D. Furosemida
E. Metimazol

  RATING: 2.89

O hiperparatireoidismo secundário, que se manifesta nos enfermos com nefropatia crônica, costuma ser satisfatoriamente controlado por meio de dieta específica associada à ingestão de:

A. Praziquantel
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Carbonato de cálcio
CORRETO : A osteodistrofia renal é uma anormalidade óssea encontrada em pacientes renais crônicos com importante déficit de função renal. Persiste mesmo nos pacientes submetidos seguidamente a um programa de diálise. Apresenta-se, principalmente, sob as formas histológicas de osteomalacia, osteíte fibrosa e doença mista. Esses quadros caracterizam-se, clinicamente, por dores ósseas generalizadas, fraturas espontâneas em ossos longos, costelas e colapsos de vértebras. Várias causas são responsáveis, como alterações na síntese da vitamina D, alterações na absorção intestinal de cálcio, presença de hiperparatireoidismo e acidose metabólica. Em pacientes renais crônicos ocorre urna redução na formação de 1,25-diidroxicolecalciferol 1,25(OH)2D3 o que acarreta menor absorção intestinal de cálcio redução do bloqueio das paratireóides, que seguem produzindo paratormônio (PTH). Quadros de osteomalacia aparecem assim em decorrência da hipovitaminose D, pois o osso formado não se calcifica adequadamente. O PTH tem sua produção e secreção aumentadas devido à falta de vitamina D, à hipocalcemia e à elevação da concentração plasmática de fósforo. 0 hiperparatireoidismo resultante aumenta o turnover ósseo, estimulando tanto a destruição como a formação óssea e leva ao quadro de osteíte fibrosa. A prevenção da osteodistrofia faz-se administrando carbonato de cálcio aos pacientes durante as refeições em quantidade suficiente para manter os níveis normais de cálcio e fósforo. Como se sabe, além de fornecer cálcio, o carbonato serve como quelante intestinal de fósforo, evitando assim a hiperfosfatemia. Além disso, ele apresenta moderado feito alcalizante, servindo para combater a acidose metabólica.
C. Eritropoietina
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Furosemida
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Metimazol
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.89)

DISCURSIVA: (202144 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite e descreva o que deve ser observado com relação a infraestrutura e equipamentos no transporte neonatal e que condições clínicas devem ser garantidas aos recém-nascidos antes de serem transportados.




RATING: 3.03

Cite e descreva o que deve ser observado com relação a infraestrutura e equipamentos no transporte neonatal e que condições clínicas devem ser garantidas aos recém-nascidos antes de serem transportados.


Infraestrutura e equipamentos

  • Veículo tipo ambulância (0,01 p) de suporte avançado (0,01 p), com compartimento de altura suficiente para a incubadora (0,01 p) de transporte, fixação (0,01 p) segura, espaço para manobra de emergência, cintos para a equipe, fonte de energia (0,01 p) 12 V, iluminação (0,01 p) e controle térmico (0,01 p) ambiental.
  • Fonte de oxigênio (0,01 p) e ar comprimido (0,01 p), com estoque suficiente para o dobro do tempo estimado de trajeto; cilindros (0,01 p) recarregáveis (mínimo dois) e cálculo prévio da autonomia (0,01 p).
  • Incubadora de transporte transparente, de parede dupla (0,01 p), com bateria (0,01 p), fonte de luz e aquecimento (0,01 p) por convecção; pré-aquecimento conforme o peso do recém-nascido.
  • Dispositivos de ventilação (0,01 p): balão autoinflável (0,01 p) com reservatório e máscaras (0,01 p) neonatais, ventilador (0,01 p) de transporte com umidificação (0,01 p), possibilidade de CPAP (0,01 p)/VNI, material de intubação (0,01 p) (cânulas, laringoscópio, sondas de aspiração) e sistema de sucção portátil.
  • Monitorização (0,01 p) contínua: oxímetro (0,01 p) de pulso, monitor cardíaco, termômetro, capnografia quando intubado, glicosímetro e estetoscópio.
  • Bombas de infusão (0,01 p), acessos venosos, material para drenagem torácica, maleta de reanimação e medicações (0,01 p) de emergência (adrenalina, volume, glicose, sedoanalgesia, prostaglandina quando indicada).
  • Equipamentos portáteis, com bateria própria de autonomia mínima igual ao dobro do tempo de transporte, fixação adequada e resistência a vibração, ruído e variação térmica.

Condições clínicas a garantir antes do transporte

O transporte inicia-se somente após estabilização no serviço de origem.

  • Via aérea (0,01 p) pérvia e padrão respiratório (0,01 p) controlado: oxigenação (0,01 p) e ventilação adequadas, sem apneia (0,01 p) persistente, gasping ou hipoxemia (0,01 p) não corrigida; cânula (0,01 p) traqueal fixada e posicionada quando necessária.
  • Estabilidade hemodinâmica (0,01 p): perfusão (0,01 p) aceitável, pressão arterial (0,01 p) compatível com a idade gestacional/peso, correção de choque (0,01 p) e disponibilização de acesso vascular (0,01 p) seguro.
  • Temperatura (0,01 p) corporal em faixa normotérmica (0,01 p) (evitar hipotermia (0,01 p) e hipertermia (0,01 p)), com incubadora pré-aquecida, touca e envoltório plástico nos prematuros.
  • Controle metabólico: glicemia (0,01 p) documentada e corrigida; equilíbrio hidroeletrolítico (0,01 p) e acidobásico (0,01 p) o mais próximo possível do fisiológico.
  • Estabilidade neurológica (0,01 p) relativa: convulsões (0,01 p) controladas; proteção de defeitos de parede, tubo neural e drenos.
  • Vaga (0,01 p) confirmada no destino, relatório (0,01 p) clínico, consentimento (0,01 p) do responsável e equipe (0,01 p) treinada em reanimação e transporte neonatal.

Não se transporta o recém-nascido em instabilidade não tratada quando a correção ainda é possível no local de origem; o objetivo é manter estabilidade (0,01 p) térmica, respiratória, hemodinâmica, metabólica e neurológica durante todo o deslocamento.


FONTE:

Marba STM et al. Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. 3. ed. São Paulo: SBP; 2024.

Programa de Reanimação Neonatal da SBP. Folder para uso diário no transporte neonatal 2024.

Ministério da Saúde. Manual de Orientações sobre o Transporte Neonatal. Brasília: MS.

Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido. Guia para os Profissionais de Saúde. Vol. 1. Brasília: MS.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (234412 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos. 

A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.  

Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses. 

Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade. 

Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo. 

Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

           

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)




RATING: 3.02

(I) Qual é o diagnóstico mais provável?

Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).

(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.

Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)

(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?

Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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