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DIVERTICULO DE MECKEL (ÁREA DE PEDIATRIA)

O divertículo de Meckel é um erro remanescente do duto vitelino embriológico (onfalomesentérico). Esse ducto, na vida embrionária, conecta o intestino fetal com o saco vitelino. Normalmente involui entre a décima quinta e a décima sétima semana de gestação. O tipo mais comum de mucosa heterotópica é a gástrica, seguida por pancreática, tecido duodenal, colônico ou endometrial. O divertículo de Meckel pode existir em diferentes formas, variando de um pequeno abaulamento que facilmente deixa de ser diagnosticado até uma projeção longa que se comunica com o umbigo por um cordão fibroso persistente ou, muito menos comumente, por uma fístula. A manifestação habitual é um divertículo relativamente de boca ampla, medindo cerca de 5 cm de comprimento, com um diâmetro de até 2 cm.

OBJETIVA: (1419680 votos)..........96.08% das questões objetivas receberam votos.
É considerada padrão ouro para diagnóstico da doença meningocócica, por ter alto grau de especificidade:
A. Exame quimiocitológico do LCR
B. Bacterioscopia direta
C. Cultura de fluidos
D. Aglutinação pelo látex
E. Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)

  RATING: 2.85

É considerada padrão ouro para diagnóstico da doença meningocócica, por ter alto grau de especificidade:

A. Exame quimiocitológico do LCR
INCORRETO: Exame quimiocitológico do LCR – permite a contagem e o diferencial das células; e as dosagens de glicose e proteínas do LCR. Traduz a intensidade do processo infeccioso e orienta a suspeita clínica, mas não deve ser utilizado para conclusão do diagnóstico final, pelo baixo grau de especificidade.
B. Bacterioscopia direta
INCORRETO : Bacterioscopia direta – pode ser realizada a partir do LCR e outros fluidos corpóreos normalmente estéreis e de raspagem de petéquias. A coloração do LCR pela técnica de Gram permite, ainda que com baixo grau de especificidade, caracterizar morfológica e tintorialmente as bactérias presentes – no caso do meningococo, um diplococo gram-negativo.
C. Cultura de fluidos
CORRETO : Cultura – pode ser realizada com diversos tipos de fluidos corporais, principalmente líquido cefalorraquidiano (LCR), sangue e raspado de lesões petequeais. É considerada padrão ouro para diagnóstico da doença meningocócica, por ter alto grau de especificidade. Tem como objetivo o isolamento da bactéria para identificação da espécie, e posteriormente o sorogrupo, sorotipo e sorossubtipo do meningococo invasivo.
D. Aglutinação pelo látex
INCORRETO : Aglutinação pelo látex – detecta o antígeno bacteriano em amostras de LCR e soro, ou outros fluidos biológicos. Partículas de látex, sensibilizadas com antissoros específicos, permitem, por técnica de aglutinação rápida (em lâmina ou placa), detectar o antígeno bacteriano nas amostras. Pode ocorrer resultado falso-positivo, em indivíduos portadores do fator reumático ou em reações cruzadas com outros agentes.
E. Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
INCORRETO : Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) – detecta o DNA da N. meningitidis presente nas amostras clínicas (LCR, soro e sangue total). Também permite a genogrupagem dos sorogrupos do meningococo. A PCR em tempo real (qPCR) é uma modificação da técnica tradicional de PCR que identifica o DNA alvo com maior sensibilidade e especificidade e em menor tempo de reação.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (198557 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O resultado da gasometria abaixo é compatível com que quadro clínico? Justifique.

(A) Um paciente diabético em coma hiperglicêmico
(B) Paciente com overdose de opióide

  • pH: 7,0
  • [HCO3‐]real: 29,5 mEql/l
  • pCO2: 80 mmHg
  • [HCO3‐]standard: 24 mEql/l
  • BE.: ‐1


RATING: 2.98

O resultado da gasometria abaixo é compatível com que quadro clínico? Justifique.

(A) Um paciente diabético em coma hiperglicêmico
(B) Paciente com overdose de opióide

  • pH: 7,0
  • [HCO3‐]real: 29,5 mEql/l
  • pCO2: 80 mmHg
  • [HCO3‐]standard: 24 mEql/l
  • BE.: ‐1

ETAPA I: é acidose ou alcalose? 

E acidose (o pH e 7,0 < 7,44) (0,02 p)

ETAPA II: é respiratoria ou metabolica?

Vamos considerar o CO2 versus o HCO3 (0,02 p). Quém é mais modificado (0,02 p)? Com certeza, o CO2 (0,02 p), ou seja, temos uma ACIDOSE RESPIRATORIA (0,02 p).

ETAPA III: É uma acidose respiratória AGUDA ou CRÔNICA?

Vamos ver, então, pACO2 subiu com 38 mm Hg (0,02 p), enquanto o pH caiu com 0,44 (0,02 p).  Ou seja, para cada mm Hg de CO2 o pH caiu com 0,01 (0,02 p). Ou seja, é um disturbio crônico (0,02 p), o organismo teve tempo de copmpensar esta acidemia com aumento de HCO3 (0,02 p)

Causas mais frequentes de acidose respiratoria:

Causa mai frequente: HIPOVENTILAÇÃO (0,02 p)

Depressão SNC (opiodes  (0,02 p)- inibem o centru respíratorio (0,02 p), com bradipneia, retenção CO2) (0,02 p) - (RESPOSTA CORRETA B Paciente com overdose de opioide) (0,02 p)
  • Pneumotorax (a respiração não pode ser eficiente por causa do colapso) (0,02 p)
  • Doenças pulmonares (pneumonia muito extensa) (0,02 p)
  • Doenças musculo-esqueleticas: (0,02 p)
  • Cifoescoliose - normalmente cronica (0,02 p)
  • Guillain Barré - normalmente aguda (0,02 p)
  • Miasthenia gravis - cronica tambem (0,02 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (230727 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um recém-nascido pré-termo limítrofe, com IG = 36 semanas, AIG, filho de mãe com swab positivo para Streptococcus do grupo B, PN = 2.850 g, Apgar = 9 e 9 no 1° e 5º minuto, respectivamente, além de pré-natal sem intercorrências e demais exames normais, inicia trabalho de parto 20 horas antes do nascimento e tem as membranas ovulares rotas artificialmente 1 hora após. Evolui clinicamente bem nas primeiras horas de vida, porém, com 18 horas de vida, o bebê apresenta um episódio de apneia central. Ao exame físico, 10 minutos após, apresenta-se eupneico, sem alterações, com Tax = 36,6ª C, FC= 160 bpm e FR = 55 irpm. (I) Conceitue apneia central. (0,12 pontos) (II) Caracterize esse episódio de apneia. (0,26 pontos) (III) Determine a conduta indicada para o caso. (0,12 pontos)





RATING: 3.1

(I) Conceito:

Apneia central (0,04 p) é a interrupção da ventilação alveolar por falha do drive respiratório no tronco encefálico (0,04 p), com cessação simultânea do esforço inspiratório e do fluxo aéreo (0,04 p), sem movimento da parede torácica.

(II) Caracterização do episódio:

Episódio isolado (0,03 p) de apneia central (0,02 p) nas primeiras 24 horas de vida (0,03 p) (18 h), em RN pré-termo limítrofe (0,02 p) (36 semanas), com recuperação espontânea (0,02 p) e exame posterior sem instabilidade térmica, bradicardia ou esforço respiratório anômalo (0,03 p). Não preenche o padrão usual da apneia da prematuridade (início típico após 24–48 h) (0,03 p). Deve ser interpretado como apneia secundária (0,02 p) até exclusão de sepse precoce (0,02 p), dados o swab materno positivo para GBS (0,02 p) e a rotura de membranas prolongada (~19 h) (0,02 p).

(III) Conduta:

Internação sob monitorização cardiorrespiratória contínua (0,015 p). Coleta imediata de hemocultura (0,015 p), hemograma e marcador inflamatório (0,015 p). Início de antibioticoterapia empírica (0,015 p) (ampicilina + aminoglicosídeo) (0,015 p) por sepse neonatal precoce suspeita (0,015 p). Suporte clínico (via aérea pérvia, normotermia, glicemia) (0,015 p). Reavaliação seriada; punção lombar se deterioração ou sinais de gravidade (0,015 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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