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POLIARTERITE NODOSA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Segundo os critérios “Chapel Hill Consensus Conference”, a poliarterite nodosa clássica não envolve arteríolas, capilares ou vênulas, não causando glomerulonefrite nem capilarite pulmonar (hemorragia alveolar). Na verdade, ela pode afetar qualquer vaso de médio calibre do corpo, exceto as artérias do leito pulmonar. O que é claro é que ambas são doenças de etiologia desconhecida, mas de natureza claramente imunológica.
A poliangeíte microscópica acomete predominantemente arteríolas, capilares e vênulas, produzindo com frequência glomerulonefrite e capilarite pulmonar, embora também afete pequenas e médias artérias.

OBJETIVA: (1136911 votos)..........99.44% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de 70 anos procura o pronto-socorro com queixa de dor abdominal muito intensa, difusa, contínua, associada à distensão abdominal e náuseas. Não vomitou. A última evacuação tinha coloração escurecida. Diz ter apresentado várias crises de dor semelhante, mas não tão intensa, sempre após as refeições. As crises cessavam espontaneamente. Ao exame, apresenta fácies de dor, mas o abdome é flácido, sem defesa, não condizente com a intensidade da dor referida. Os ruídos hidroaéreos estão presentes e até um pouco aumentados, embora o timbre não seja metálico.
A radiografia simples de abdome mostra dilatação de alças de delgado. Diagnóstico mais provável:
A. abdome agudo vascular
B. pancreatite aguda recorrente
C. neoplasia obstrutiva de cólon direito
D. gastroenterocolite grave
E. aneurisma dissecante de aorta abdominal

  RATING: 3.18

Um paciente de 70 anos procura o pronto-socorro com queixa de dor abdominal muito intensa, difusa, contínua, associada à distensão abdominal e náuseas. Não vomitou. A última evacuação tinha coloração escurecida. Diz ter apresentado várias crises de dor semelhante, mas não tão intensa, sempre após as refeições. As crises cessavam espontaneamente. Ao exame, apresenta fácies de dor, mas o abdome é flácido, sem defesa, não condizente com a intensidade da dor referida. Os ruídos hidroaéreos estão presentes e até um pouco aumentados, embora o timbre não seja metálico.
A radiografia simples de abdome mostra dilatação de alças de delgado. Diagnóstico mais provável:

A. abdome agudo vascular
CORRETO: O abdome agudo vascular representa o diagnóstico mais provável, pois o quadro clínico sugere isquemia mesentérica aguda sobreposta a uma forma crônica, caracterizada por dor abdominal intensa e desproporcional aos achados físicos (abdome flácido sem defesa), história de crises pós-prandiais recorrentes (angina intestinal), evacuação escurecida (melena indicativa de sangramento digestivo alto ou médio), distensão abdominal com dilatação de alças delgadas na radiografia e ruídos hidroaéreos presentes, compatíveis com hipoperfusão vascular mesentérica, frequentemente associada a aterosclerose em idosos, levando a necrose intestinal se não tratada precocemente.
B. pancreatite aguda recorrente
INCORRETO : O quadro típico envolve dor epigástrica irradiada para dorso, vômitos intensos, elevação de amilase e lipase, e ausência de melena como achado primário; a distensão abdominal seria por íleo paralítico, mas os ruídos hidroaéreos aumentados e a desproporcionalidade da dor não se alinham perfeitamente, além de a radiografia mostrar dilatação delgada sem sinais de pseudocistos ou calcificações crônicas.
C. neoplasia obstrutiva de cólon direito
INCORRETO : Obstruções no cólon direito causam dilatação predominante de cólon proximal e alças delgadas apenas em obstruções avançadas com válvula ileocecal incompetente, mas o quadro agudo intenso com melena sugere sangramento mais proximal, e as crises pós-prandiais recorrentes não são típicas de neoplasia obstrutiva, que evolui com constipação progressiva e perda de peso, sem dor desproporcional ao exame físico.
D. gastroenterocolite grave
INCORRETO : Infecções gastrointestinais graves apresentam febre, diarreia profusa, vômitos e desidratação, com ruídos hidroaéreos hiperativos de timbre metálico em casos de obstrução mecânica secundária, mas a ausência de vômitos, a melena isolada e a dor contínua desproporcional apontam contra infecção aguda, e a radiografia isolada de dilatação delgada não é o achado radiológico principal em colites infecciosas.
E. aneurisma dissecante de aorta abdominal
INCORRETO : A dissecção aórtica abdominal tipicamente causa dor lombar ou abdominal irradiada para flancos, com massa pulsátil palpável, hipotensão ou choque, sem melena como manifestação primária; a distensão abdominal e dilatação de alças delgadas não são achados característicos, e as crises pós-prandiais recorrentes não se relacionam com dissecção vascular aórtica, que é mais abrupta e associada a fatores de risco como hipertensão descontrolada.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

DISCURSIVA: (182538 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Os itens A, B, C e D abaixo devem ser respondidos de acordo com a recomendação da OMS/Ministério da Saúde e considerando uma criança de 5 kg com quadro de desidratação.
1) Que volume de soro deve ser fornecido na fase de expansão (Plano B do Ministério da Saúde)? (0,125 pontos)
2) Cite dois dos quatro componentes do soro de re-hidratação oral. (0,125 pontos)
3) Em aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)
4) Sem aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)


RATING: 2.52

Os itens A, B, C e D abaixo devem ser respondidos de acordo com a recomendação da OMS/Ministério da Saúde e considerando uma criança de 5 kg com quadro de desidratação.
1) Que volume de soro deve ser fornecido na fase de expansão (Plano B do Ministério da Saúde)? (0,125 pontos)
2) Cite dois dos quatro componentes do soro de re-hidratação oral. (0,125 pontos)
3) Em aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)
4) Sem aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum? (0,125 pontos)

1) Que volume de soro deve ser fornecido na fase de expansão (Plano B do Ministério da Saúde)?

50-100 mL/kg em 4-6 horas (0,125 p)

2) Cite dois dos quatro componentes do soro de re-hidratação oral.

O candidato deverá citar dois dos componentes a seguir:
  • SRO – Cloreto de sódio = 3,5 g;
  • Cloreto de potássio = 1,5 g;
  • Citrato trissódico = 2,9 g
  • Glicose = 20 g.(0,125 p)

3) Em aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum?

A criança em aleitamento materno não deve ficar em jejum, deve receber o SRO + aleitamento materno. (0,125 p)

4) Sem aleitamento materno deve ficar quanto tempo em jejum?

A criança deve permanecer em jejum até que termine a fase de expansão ou fase rápida.(0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.52)

CASO CLINICO: (212772 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma mulher de 28 anos observou perda de movimentação fetal com 36 semanas de gestação por datas. Não se ouviam batimentos cardíocos fetais com 40 semanas pela DUM, quando a paciente foi vista novamente. O útero media 30 cm a partir da sínfise até o fundo.

  1. O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso? - 0,2 pontos;
  2. Que teste seria valioso para realizar neste momento? - 0,1 pontos;
  3. Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso? - 0,2 pontos;



RATING: 2.85

I) O que que a amniocentese provavelmente iria revelar neste caso?

A morte fetal é bastante provável. (0,05 p). Caso a amniocentese seja realizada um líquido escuro (0,05 p) que pode ser causado por mecônio (0,05 p) ou sangramento (0,05 p).

II) Que teste seria valioso para realizar neste momento?

Na presença de morte fetal há algum tempo, a mãe pode desenvolver uma coagulopatia de consumo (0,05 p). Uma coagulograma seria o melhor teste neste momento (0,05 p).

III) Qual é a complicação materna mais bem reconhecida que pode ocorrer neste caso?

Um feto morto retido no útero por mais de 5 semanas (0,05 p) provavelmente vai provocar uma hipofibrinogenemia (0,05 p); portanto, a capacidade de coagulação materna deve ser avaliada (0,05 p), pelo menos 1 vez por semana (0,05 p). Há indicação para expulsão do feto morto.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.85)




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