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Pode-se afirmar, em relação ao câncer de esôfago, que:
A. o adenocarcinoma da cárdia é considerado como tumor de origem gástrica que invade o esôfago, pois este não tem epitélio glandular Segundo Siewert e colaboradores, os
carcinomas da JEG são classificados em 3 tipos: Tipo I: adenocarcinoma do esófago distal, que pode invadir a junção esófagogástrica vindo de cima; Tipo II: carcinoma verdadeiro da cárdia, o qual também pode ser designado de
carcinoma juncional; Tipo III: adenocarcinoma do estômago proximal ou subcárdico, que pode
atingir a cárdia vindo de baixo. Os carcinomas da JEG de tipo II e III apresentam mais semelhanças com o carcinoma
gástrico do que com o carcinoma de Barrett. Neste doentes a obesidade ou a hérnia de
hiato já não são factores de risco relevantes.
INCORRETO:
B. a maior incidência ocorre no 1/3 superior do esôfago
INCORRETO : a maior incidência ocorre no 1/3 inferior do esôfago
C. a disfagia e a avançada perda de peso são de longe os sintomas mais comuns à época do diagnóstico
CORRETO : Em muitos casos, o quadro clínico inicial do carcinoma da JEG de tipo I envolve disfagia progressiva acompanhada por perda ponderal recente. A disfagia, quando presente, no início é para sólidos, passando progressivamente a disfagia para líquidos.
D. o controle pós-operatório é feito através do marcador tumoral CA 19,19
INCORRETO : CA 19-9 é indicado como MT do trato gastrointestinal: em câncer de pâncreas e trato biliar como primeira escolha e no colorretal como segunda escolha. O CA 19-9 é um carboidrato relacionado ao grupo sanguíneo Lewis. Cerca de 5% da população é Le (a-b-), ou seja, incapaz de expressar CA 19-9.
O valor de referência é até 37 U/ml. A sensibilidade é variável com a localização do tumor: pâncreas 70-94%, vesícula biliar 60-79%, hepatocelular 30-50%, gástrico 40-60% e colorretal 30-40%
E. as fístulas ocorrem freqüentemente para a traquéia e a cava.
INCORRETO : Com a progressão da doença, podem surgir fístulas traqueo-esofágicas ou invasão da aorta com hemorragia fulminante consequente
Gabarito: C
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- Cardiomiopatia hipertrófica (0,05 p)
- Artéria coronária anômala (0,05 p)
- Síndrome de QT longo (0,05 p) ou outras canalopatias (0,05 p)
- Miocardite (0,05 p)
- Intoxicação farmacológica (0,05 p) (p.ex., digoxina (0,05 p), efedrina (0,05 p), cocaína (0,05 p))
- Commotio cordis (0,05 p) (isto é, arritmia secundária a pancada forte no tórax)
FONTE:
Criança HYJ, etnia asiática, F, 6 anos e 2 meses, 24 kg, previamente hígida, inicia no dia de 12 de abril desconforto abdominal, fraqueza e anorexia, febre 38,3°C.
Os pais procuraram a UPA aonde foi feito um diagnostico de 'virose' medicada com Paracetamol 1 gota por quilo de peso e sais orias de hidratação e o quadro clinico teve um período de remissão, mas depois de 3 dias de tratamento houve nova piora gradual do vômito e da inapetência. Os pais levaram a criança desta vez para um consultório, aonde foi feito um exame clinico geral e foram solicitados alguns exames. Dia seguinte á essa consulta, antes mesmo de fazer a coleta, a criança apresentou escléras amareladas e recomeçou vômitos – teve um mal estar com 'desmaio' e em seguida, apresentou 'movimentos descontrolados da cabeça e da mão'. Neste momento eles levaram a criança de novo na UPA aonde foi solicitada a internação.
Na entrada no hospital a criança se apresentava com cor amarelada das escleras, choro inconsolável, incapacidade de responder coerentemente ás perguntas, desatenção e sonolência o que levou a mãe afirmar que a criança dela 'não é assim', que mudou muito o comportamento nos últimos dias. Reflexos neurológicos normais. Respiratório e cardiovascular normal. Abdome difusamente doloroso, fígado palpável a aproximadamente 2 cm do rebordo costal direito, de superfície lisa e bordos finos. Foi solicitada a consulta com neurologista por suspeita de encefalite e foi mantida em observação. Solicitados hemograma (normal), exame de licor (normal), bilirrubinas (BT: , enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) = 1377 UI/l; alanina transaminase (ALT) = 1717 UI/l; bilirrubina total=15,1 mg/dl com predomínio da forma direta - 13,1 mg/dl). Urina com bilirrubinuria e fezes normais com exame de parasitas negativo.>br>
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
1) Frente á esse quadro qual é o exame de laboratório que não foi solicitado e tem que ser pedido em seguida? (0,125 pontos)
O INR!!! Estamos na frente duma alta suspeita de encefalopatia com hepatopatia. INR >2 deve ser sempre um sinal de alarme: Vitamina K deve ser administrada e INR repetido em 6 horas. Na auseência de melhora, o pediatra deve contatar especialista/ centro de referência em transplante para que o paciente seja precocemente encaminhado e admitido em local que possa receber suporte adequado.
2) Qual o grau de encefalopatia apresentada pela criança no momento da internação (0,125 pontos)

Provavelmente uma encefalopatia grau I (conforme a tabela, há mudança de comportamento com reflexos normais).
3) O que pode ter piorado o quadro clinico desde a primeira apresentação na UPA? (0,125 pontos)
Observa-se que a criança recebeu tanto na UPA quanto para tratamento domiciliar o acetaminofeno - um 'inimigo' do figado - mesmo que a dose está correta, se algum outro fator causou a hepatopatia, o paracetamol com certeza contribuiu na piora do quadro.
4) Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)
Insuficiência hepática aguda é classicamente definida (definição da década de 70) pela evolução para encefalopatia em menos de 8 semanas, e ausência de doença hepática crônica. Em pediatria, muitas vezes difícil definir encefalopatia (sobretudo em crianças menores, que podem apresentar apenas irritabilidade).
É um evento raro, mas com alta letalidade. Em geral mesmo grandes centros, transplantam em média 5-8 casos por insuficiencia hepática aguda por ano. O correto é que esses centros recebam e manejem essas crianças, ainda que na evolução elas não vão à transplante. Letalidade chega a ultrapassar 1/3 dos casos. História natural é dificil de ser discutida. Crianças são listadas para transplante e se tornam prioridade em nível nacional.
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