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OTITE MEDIA AGUDA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A otite média aguda (otite média aguda) é um dos quadros mais frequentes em pré-escolares, sendo o motivo mais comum de prescrição de antibióticos a crianças.
Não há um padrão-ouro para o diagnóstico da otite média aguda. O objetivo maior é diferenciar a otite média aguda da simples efusão da orelha média, presente frequentemente nas infecções virais.

OBJETIVA: (1419313 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a forma mucosa de leishmaniose e CORRETO afirmar que:
A. o alto parasitismo tecidual desta forma de doença justifica considerar a forma mucosa de leishmaniose o polo hiper-reativo da leishmaniose cutânea
B. a leishmaniose mucosa apresenta risco de vida para o paciente em caso de acometimento do faringe
C. apresenta negatividade à intradermorreação de Montenegro
D. é considerada o pólo anérgico da LTA
E. e prevalente em crianças e jovens abaixo de 20-25 anos

  RATING: 3.15

Sobre a forma mucosa de leishmaniose e CORRETO afirmar que:

A. o alto parasitismo tecidual desta forma de doença justifica considerar a forma mucosa de leishmaniose o polo hiper-reativo da leishmaniose cutânea
INCORRETO: Na fase ativa de doença da LM, existe um baixo parasitismo tecidual, uma resposta mista de perfil Th l e Th2 com prepon­derância de linfócitos T CD4+ sobre T CD8+, e maiores quan­tidades de RNAm-IL-4 e de TNF-alfa no soro, quando comparados com a LC. A LM é considerada o pólo hiper-responsivo da LTA porque apresenta uma maior resposta linfoproliferativa de linfócitos frente a antígenos de Leishmania, quando comparada à LC, além de ocasionar uma resposta inflamatória exuberante com extensa destruição tecidual habitualmente progressiva.
B. a leishmaniose mucosa apresenta risco de vida para o paciente em caso de acometimento do faringe
CORRETO : Usualmente, a lesão mucosa inicial é no septo nasal e o seu curso é imprevisível, podendo permanecer como envolvimento latente, perfurar o septo ou disseminar-se pela região da orofaringe, da hipofaringe e até da traquéia. Quando ocorre doença na faringe e/ou laringe, existe a possibilidade de ocorrer aspiração ou obstrução das vias aéreas, com risco de vida para o paciente.
C. apresenta negatividade à intradermorreação de Montenegro
INCORRETO : a leishmaniose cutânea difusa (LCD) apresenta negatividade à intradermorreação de Montenegro
D. é considerada o pólo anérgico da LTA
INCORRETO : o polo anergico da LTA é, de fato, a leishmaniose cutânea difusa apresentando negatividade à intradermorreação de Montenegro e ausência de resposta ao teste de transformação linfoblástica de linfócitos para antígenos de Leishmania.
E. e prevalente em crianças e jovens abaixo de 20-25 anos
INCORRETO : A forma mucosa da LTA é mais prevalente em homens com mais de 40 anos de idade.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.15)

DISCURSIVA: (198506 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Enumeram as quatro manobras clinicas provocativas para avaliação de um paciente com sindrome de desfiladeiro toracico (0,5 pontos)

Foram descritas quatro manobras clínicas provocativas para avaliação de um paciente com suspeita de SDT. A perda ou a redução no pulso radial ou da reprodução dos sintomas neurais sugere um teste positivo.

(1) O teste de Adson (escaleno) provoca um estreitamento do espaço entre os escalenos anterior e médio, resultando em compressão da artéria subclávia e do plexo braquial. O paciente é instruído a inspirar maximamente e parar de respirar enquanto o seu pescoço é estendido completamente e a cabeça é girada na direção do lado afetado.Redução ou perda do pulso radial ipsilateral sugere compressão. (0,125 p)

(2) O teste de Halstead (costoclavicular) é usado para estreitar o espaço costoclavicular entre a primeira costela e a clavícula, deste modo causando compressão neurovascular. O paciente é instruído a colocar os seus ombros em uma posição de militar (recuados para trás e para baixo). Esta manobra causará modificações no pulso radial, se houver presente compressão de uma ou de ambas as artérias subclávias. (0,125 p)

(3) O teste de Wright (hiperabdução) leva a uma compressão das estruturas neurovasculares na região subcoracóide pelo tendão do peitoral, pela cabeça do úmero ou pelo processo coracóide. Para realizar esse teste, o braço do paciente é hiperabduzido 180 graus. Suspeita-se de compressão mediante redução ou perda do pulso radial. (0,125 p)

(4) O teste de Roos é realizado solicitando-se que o paciente abduza do seu braço 90 graus com uma rotação externa do ombro. Mantendo esta posição corporal, o teste de Roos modificado é realizado abrindo-se e fechando-se a mão rapidamente durante 3 minutos em uma tentativa de reproduzir os sintomas. (0,125 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (230666 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Dá entrada na Sala de Emergência uma mulher de 45 anos, trazida pelos seus familiares após episódio de cefaleia holocraniana súbita, de forte intensidade, de início há aproximadamente 1h. Logo após o início da dor de cabeça, a paciente chegou a desmaiar, porém logo depois acordou, algo confusa, mas ainda se queixando da cefaleia, apresentando também dois episódios de vômito. Um dos familiares revelou que a paciente teve um episódio de cefaleia súbita uma semana antes do episódio atual, mas que não foi necessário procurar o serviço médico, pois a dor passou após alguns minutos. HPP: paciente previamente hígida. HFam: nada digno de nota. HSoc: tabagista de 1 maço por dia há 20 anos, etilista eventual de vinho. No momento, o exame revela uma paciente confusa, com fáscies de dor, referindo dor de cabeça intensa, nuca livre, sem sinais neurológicos focais. PA = 160 x 100 mmHg, FC = 80 bpm, eupneica. Glicemia capilar = 210 mg/dL. Foi prontamente realizada uma TC de crânio sem contraste, que revelou a seguinte imagem:

Pergunta-se:
a) Qual o diagnóstico sindrômico e qual a etiologia? (0,03125 p)
b) Quais as quatro possíveis complicações que poderão ocorrer nos dias subseqüentes? (0,125 pontos)
c) Qual o próximo exame indicado? (0,03125 p)
d) Qual a conduta terapêutica (clínica + intervencionista)? (0,25 pontos)
e) Quando deve ser instituída a intervenção? (0,0625 p)


RATING: 2.69

a) Qual o diagnóstico sindrômico e qual a etiologia?
R: Hemorragia subaracnoide por rotura de aneurisma sacular (0,03125 p)
b) Quais as quatro possíveis complicações que poderão ocorrer nos dias subsequentes?
R: Ressangramento (0,03125 p), Vasoespasmo cerebral (0,03125 p), Hidrocefalia hiperbárica (0,03125 p), Hiponatremia (0,03125 p).
c) Qual o próximo exame indicado?
R: Angiografia cerebral de 4 vasos (0,03125 p)
d) Qual a conduta terapêutica (clínica + intervencionista)?
Internar na UTI (0,03125 p), cebeceira elevada (0,03125 p), hidratação com cristaloide (mínimo: 1.500 mL em 24h) (0,03125 p), manter glicemia entre 80-200mg/dL (0,03125 p), nimodipina (0,03125 p), anticonvulsivante (controverso) (0,03125 p), manter PA sistólica entre 140-150 mmHg, antes da clipagem ou embolização do aneurisma (0,03125 p) (após a clipagem ou embolização, deixar a PA sistólica se elevar, para em torno de 160-170 mmHg (0,03125 p).
e) Quando deve ser instituída a intervenção?
Efetuar precocemente (ideal: até 36h) (0,03125 p) a clipagem cirúrgica do aneurisma ou a embolização do aneurisma com “coil” (terapia endovascular). (0,03125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.69)




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