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Qual das seguintes afirmativas é VERDADEIRA acerca dos aspectos imunológicos na morfopatologia das neoplasias não-melanomas da parede abdominal, com ênfase no diagnóstico histopatológico e na profilaxia em populações de risco?
A. O infiltrado inflamatório peritumoral, composto predominantemente por macrófagos, serve como critério histopatológico chave para diferenciar carcinomas basocelulares de melanomas, e a profilaxia em imunodeprimidos prioriza a interrupção de terapia hormonal sem vigilância regular.
INCORRETO: O infiltrado inflamatório peritumoral é composto predominantemente por linfócitos T e B, não por macrófagos, e serve como critério histopatológico chave para o melanoma, mas também reforça a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica em carcinomas basocelulares; a profilaxia em imunodeprimidos enfatiza a restauração imune, como em sarcoma de Kaposi onde a involução tumoral ocorre ao mitigar a imunossupressão, e requer vigilância regular de longo prazo para monitorar recidivas locais, metástases e novas lesões, não priorizando interrupção de terapia hormonal isolada.
B. Em exames patológicos, a ausência de infiltrado linfocitário peritumoral indica resposta imune antitumoral eficaz, e para profilaxia em pacientes com AIDS, recomenda-se screening isolado para carcinoma pulmonar, desconsiderando novas lesões cutâneas.
INCORRETO : Em exames patológicos, a presença de infiltrado linfocitário peritumoral, não a ausência, indica uma tentativa de contenção tumoral e auxilia no diagnóstico diferencial, reforçando a relevância do sistema imune no controle da progressão neoplásica; para profilaxia em pacientes com AIDS, o protocolo de acompanhamento dermatológico regular visa monitorar não apenas recidivas locais ou metástases, mas também o surgimento de novas lesões neoplásicas, incluindo screening multidisciplinar para malignidades não cutâneas como carcinoma pulmonar, sem desconsiderar novas lesões cutâneas.
C. As células natural killer (NK) atuam liberando citocinas como interferon-gama para destruir células tumorais via MHC, e áreas vulneráveis como linfedemas demandam profilaxia focada em liberação de VEGF sem monitoramento de recidivas locais.
INCORRETO : As células natural killer (NK) possuem a função primordial de reconhecer e destruir células tumorais por meio de citotoxicidade direta, sem necessidade de apresentação antigênica prévia via MHC, liberando perforinas e granzimas que perfuram a membrana celular tumoral, induzindo apoptose, e secretam citocinas como interferon-gama para amplificar a resposta imune; áreas vulneráveis, como linfedemas de qualquer etiologia, demandam profilaxia com vigilância contínua, pois o acúmulo de linfa estagna o fluxo linfático, impedindo a migração de linfócitos e células NK, e a hipóxia tecidual com liberação de VEGF promove neovascularização aberrante que nutre as células tumorais, criando um microambiente favorável à evasão imune, com maior incidência de neoplasias como angiossarcomas, requerendo monitoramento de recidivas locais.
D. Um infiltrado inflamatório peritumoral predominantemente linfocitário, com linfócitos T e B, auxilia no diagnóstico diferencial de neoplasias cutâneas, e em imunodeprimidos como portadores de HIV, o risco elevado para carcinoma espinocelular reforça a necessidade de vigilância imune contínua para conter progressão tumoral.
CORRETO : Em exames patológicos, identifica-se um infiltrado inflamatório peritumoral predominantemente linfocitário, composto por linfócitos T e B que se agregam ao redor do tumor, auxiliando no diagnóstico diferencial, sendo um critério histopatológico chave para neoplasias cutâneas onde o infiltrado indica resposta imune antitumoral; em indivíduos imunodeprimidos, como portadores de AIDS, o risco para câncer de pele não melanoma é elevado em 3 a 5 vezes em comparação à população geral, refletindo a deficiência imunológica profunda associada à infecção pelo HIV, que afeta principalmente linfócitos T CD4+ e compromete a vigilância imunológica contra antígenos tumorais, com propensão marcante ao desenvolvimento de carcinoma espinocelular onde o sistema imune comprometido falha em eliminar células pré-malignas ou tumorais incipientes.
E. A hipóxia tecidual em áreas vulneráveis promove neovascularização aberrante que inibe células NK, e o tratamento inicial para sarcomas em linfedemas crônicos envolve regressão espontânea exclusiva, sem intervenções multidisciplinares para metástases.
INCORRETO : A hipóxia tecidual e a liberação de fatores como VEGF promovem neovascularização aberrante que nutre as células tumorais e cria um microambiente favorável à evasão imune, limitando o acesso de células NK e linfócitos em áreas vulneráveis como linfedemas, mas não inibindo diretamente as células NK; o tratamento para sarcomas em linfedemas crônicos, como angiossarcomas, envolve intervenções ativas e multidisciplinares, incluindo para metástases, e embora regressão espontânea seja possível em neoplasias estabelecidas como sarcoma de Kaposi ao interromper imunossupressão, não é exclusiva e requer protocolo de acompanhamento regular para monitorar recidivas e novas lesões.
Gabarito: D
Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.
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Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.
1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial
2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau
3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T
4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia
FONTE:
CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)
O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente. A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chama atenção neste eritrograma. A hipocromia foi difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), mas ela estava presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM. A anisocitose foi outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea.
Para dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva.
QUESTÃO 1: A microcitose (VCM= 65,5 fL) e a hipocromia (HCM = 22,4 pg) chamam a atenção neste eritrograma. A hipocromia, difícil de ser visualizada na extensão sanguínea (CHCM =34,2 g/dl), esta presente porque o HCM está abaixo do valor de referência (27 pg). A hipocromia foi marcada em função do valor do HCM.(2 x 0,1 p = 0,2 p)
A anisocitose é outro achado consistente, pois o RDW foi de 16%. (0,1 p)
O paciente de 42 anos do presente caso em estudo apresentou valor de hemoglobina e hematócrito dentro dos valores de referência e no limite inferior, respectivamente.Este eritrograma pode ser classificado como sendo microcítico e hipocrômico e tendo uma população eritrocitária heterogênea. (0,05 p)
QUESTÃO 2: falta a eletroforese das hemoglobinas, para avaliar a possibilidade de existência de alguma hemoglobinopatia (por exemplo, talassemia). (0,1 p)
QUESTÃO 3: Através do dosagem da ferritina pode ser afastada a possibilidade de anemia ferropriva. (0,05 p)
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