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CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS (ÁREA DE CIRURGIA)

O processo de cicatrização humano tem como objetivo limitar o dano tecidual e permitir o restabelecimento da integridade e função dos tecidos afetados. Não há, no entanto, retorno ao estado prévio, uma vez que a cicatrização se faz pela deposição de tecido conjuntivo específico, não havendo regeneração tecidual (formação de tecido idêntico histologicamente ao lesado), como ocorre em seres filogeneticamente inferiores.

OBJETIVA: (1416160 votos)..........96.17% das questões objetivas receberam votos.
O epitélio vaginal e a parede fibromuscular da vagina se originam a partir de qual dos seguintes itens, respectivamente?
A. ducto mesonéfrico e endoderma do seio urogenital
B. ducto mesonéfrico e primórdio uterovaginal
C. endoderma do seio urogenital e ducto mesonéfrico
D. endoderma do seio urogenital e primórdio uterovaginal
E. endoderma do seio urogenital e ductos pararnesonéfricos

  RATING: 2.94

O epitélio vaginal e a parede fibromuscular da vagina se originam a partir de qual dos seguintes itens, respectivamente?

A. ducto mesonéfrico e endoderma do seio urogenital
INCORRETO: Na mulher, partes do ducto mesonéfrico persistem como o dueto de Gartner no ligamento largo junto à parede lateral do útero.
B. ducto mesonéfrico e primórdio uterovaginal
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. endoderma do seio urogenital e ducto mesonéfrico
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. endoderma do seio urogenital e primórdio uterovaginal
CORRETO : O epitélio vaginal deriva do endoderma do seio urogenital enquanto a parede fibromuscular da vagina se desenvolve a partir do primórdio uterovaginal.
E. endoderma do seio urogenital e ductos pararnesonéfricos
INCORRETO : O ducto paramesonéfrico se desenvolve no útero, nas tubas uterinas, nas estruturas do ligamento largo e ocasionalmente nos cistos hidáticos de Morgagni.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (197937 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:

  1. Quais são os principais dados de incidência em escala mundial e no Brasil, incluindo o impacto da introdução do PSA? (0,14 pontos)
  2. Quais os principais fatores de risco, com ênfase em idade, hereditariedade e variação racial? (0,18 pontos)
  3. Qual a diferença conceitual entre screening populacional e detecção precoce, e quais as principais considerações para sua indicação? (0,08 pontos)
  4. Como deve ser realizada a detecção precoce, incluindo métodos recomendados e critérios para indicação de biópsia? (0,1 pontos)




RATING: 2.91

Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:

  1. Quais são os principais dados de incidência em escala mundial e no Brasil, incluindo o impacto da introdução do PSA? (0,14 pontos)
  2. Quais os principais fatores de risco, com ênfase em idade, hereditariedade e variação racial? (0,18 pontos)
  3. Qual a diferença conceitual entre screening populacional e detecção precoce, e quais as principais considerações para sua indicação? (0,08 pontos)
  4. Como deve ser realizada a detecção precoce, incluindo métodos recomendados e critérios para indicação de biópsia? (0,1 pontos)


1. Principais dados de incidência

  • Mundialmente, o câncer de próstata configura a segunda neoplasia maligna mais frequente entre indivíduos do sexo masculino (0,04 p).
  • No Brasil, equivale ao tumor mais comum (com exceção dos tumores de pele não melanoma), com risco de 62 por 100 mil homens, valores mais altos na região Sudeste, seguidos pelas regiões Centro-Oeste e Sul (0,05 p).
  • A introdução do PSA após a década de 1990 resultou em elevação acentuada da incidência, favorecendo o diagnóstico precoce na forma de doença localizada; subsequentemente observou-se declínio no número de diagnósticos, seguido de estabilização (0,05 p).

2. Principais fatores de risco

  • Existe relação clara e direta entre o avanço da idade e o aumento progressivo na incidência; a frequência com que a neoplasia é detectada em estudos de autópsia cresce de forma contínua conforme a idade do indivíduo (0,04 p).
  • O risco se eleva significativamente em famílias nas quais um ascendente apresentou a doença, sendo observado que quanto mais precoce o diagnóstico no familiar, maior o risco conferido aos descendentes (0,04 p).
  • Gêmeos univitelinos exibem concordância quatro vezes superior em relação a gêmeos bivitelinos; esses achados reforçam o importante papel da herança genética na etiopatogênese da doença (0,05 p).
  • A incidência é influenciada pela raça: homens negros apresentam taxas substancialmente mais altas quando comparados a homens brancos ou asiáticos; no Brasil identifica-se aumento relativo na prevalência entre negros, correspondendo a um risco relativo de aproximadamente 1,5 (0,05 p).

3. Diferença conceitual e considerações para indicação

  • É fundamental diferenciar as duas modalidades, ambas com o objetivo de reduzir a mortalidade por câncer de próstata (0,04 p).
  • Detecção precoce refere-se à investigação direcionada a indivíduos específicos, e não a uma política de busca ativa em pacientes assintomáticos como ocorre no screening populacional; a estratégia deve ser individualizada, direcionada aos pacientes que apresentam maior probabilidade de benefício com o tratamento (0,04 p).

4. Realização da detecção precoce

  • Antes de indicar a detecção precoce é necessário analisar comorbidades do paciente, estado de saúde atual, expectativa de vida e outros fatores de risco; pacientes com expectativa de vida inferior a 10 anos, com comorbidades descontroladas ou portadores de doenças graves não apresentam benefício (0,05 p).
  • Grupos de maior risco (homens negros, história familiar positiva ou ascendentes diagnosticados em idade jovem) devem ser estimulados a realizar avaliação anual por meio de exame de toque retal e dosagem de PSA; a detecção precoce também deve ser oferecida a pacientes que manifestam desejo de investigação, mesmo na ausência dos fatores de risco mencionados (0,05 p).


FONTE:

NEOPLASIA DE PROSTATA - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

CASO CLINICO: (230104 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

O pediatra de plantão é avisado por uma das enfermeiras do berçário que um recém-nascido do berçario está respirando rápido e tem uma aparência escura. É um bebê do sexo masculino com 11 horas de idade que nasceu com 37 semanas de gestação de uma mulher G1P1 de 19 anos que não fez pré-natal.

Segundo a mãe, a gravidez correu bem e sem problemas.

Parto normal espontâneo vaginal. O bebê pesa 2.721 g e tem índices de Apgar de 7 e 8. Somente necessitou de estimulação na sala de parto. O bebê é levado ao berçário e começa a mamar logo após a internação. Ele toma as primeiras 3 mamadas sem dificuldade; antes da próxima alimentação, ele é examinado por enfermeira. Os sinais vitais são respiração 60 / min, pulso 160 / min e PA 80/40 mm Hg no braço esquerdo. Comparado com sua cor anterior, ele agora parece um pouco escuro. É por isso que a enfermeira chama o pediatra. Um exame físico é realizado, revelando o seguinte:

Geral: paciente está acordado e alerta com frequência respiratoria vigorosa (60 / min) e leves retrações subcostais

Pele: geral escura com cianose dos dedos das mãos e dos pés. Cardiovascular: a frequência e o ritmo cardíacos são regulares; S1 é normal e S2 é suave e simples; sopro mitral grau IV / VI é ouvido no meio para a borda esternal esquerda superior com um frêmito sentido no meio do esterno; os pulsos são 1+ e simétricos; a recarga capilar é 2+

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,15 pontos)

(II) É necessária antiboticoterapia? Justifique. (0,2 pontos)

(III) Caso houver suspeita de cardiopatia congênita, qual é a conduta imediata? (0,15 pontos)

 




RATING: 3.08

(I) Qual é a principal suspeita diagnóstica?

Diagnostico mais provável:  tetralogia Fallot (0,15 p)

DISCUSSÃO: Consiste em estenose de válvula pulmonar + estenose infundibular; VSD irrestrito; substituindo aorta; e hipertrofia ventricular direita. Coração em forma de bota com diminuição do fluxo sanguíneo pulmonar na radiografia de tórax, S2 único na ausculta com estenose pulmonar significativa, RVH no EKG. Episódios hipercianóticos.

(II) É necessária antiboticoterapia? Justifique.

Sim.(0,1 p)

Sempre realize um exame de sepse e inicie antibióticos em qualquer recém-nascido doente. (0,1 p)

(III)  Caso houver suspeita de cardiopatia congênita, qual é a conduta imediata?

Se houver suspeita de lesão cardíaca cianótica congênita, sempre inicie tatamento com PGE1 para manter o canal arterial aberto e permitir o fluxo sanguíneo pulmonar. (0,15 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.08)




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