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HIPOCALCEMIA NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Durante o terceiro trimestre de gestação, há grande transferência de cálcio da mãe para o feto, com deposição de 150 mg/kg de cálcio elementar por dia, que cessa ao nascimento.
Para manter a homeostase extracelular, o RN ativa a reabsorção óssea de cálcio até obter aporte suficiente pela dieta. Sendo assim, ocorre inicialmente queda dos níveis plasmáticos, seguida de estabilização por volta de 24 a 48 horas de vida, com valor de cálcio total de 7 a 8 mg/dL para o RN a termo.
Define-se como hipocalcemia quando:
a) o calcio ionizado é abaixo de 2 mEq/l
b) o calcio serico total for menor que:
- 6 mEq/l nos prematuros
- 7 mEq/l nos RN ao termo
- 8 mEq/l nas crianças maiores

OBJETIVA: (1436723 votos)..........96.26% das questões objetivas receberam votos.
Dá entrada pela sala de emergência um lactente de 2 meses de vida com a queixa de engasgo e boca 'roxa' há 30 minutos. Ele estava dormindo no berço e quando a mãe chegou ele estava roxo e sem respirar, como se estivesse engasgado. Ela estimulou o menino, levando no colo e batendo nas costas e ele voltou a respirar, encaminhando- se rapidamente para o pronto-socorro.
EXAME FÍSICO: Bom estado geral, alerta, corado, hidratado, anictérico, acianótico. Bulhas rítmicas normofonéticas a 2 tempos sem sopros. Murmúrio vesicular bilateral sem ruídos adventícios, sem tiragens, Abdome globoso, flácido, sem visceromegalias, ruídos hidro-aéreos presentes Otoscopia e oroscopia sem alterações Fontanela bregmática normotensa e plana. Coriza nasal hialina discreta. FC: 120 bpm, TEC: 2 segundos, FR: 42 bpm Sat 02 98%.
A mãe refere que ele iniciou com coriza nasal hialina discreta há 7 dias, sem febre. Hoje apresentou esse único episódio de cianose e engasgo. Antecedentes pessoais: B Recém-nascido prematuro de 34 semanas devido a pré-eclâmpsia, peso de 2200g, não precisou de oxigenioterapia, ficou internado apenas para ganho de peso. Vacinação: apenas BCG e 1a dose da hepatite B. Aleitamento materno: não aceitou peito, recebe fórmula láctea desde o nascimento.
Antecedentes familiares: Mae: saudável Pai: saudável Irmã de 5 anos: rinite Irmào de 14 anos: rinite. Ambiente: fica em casa aos cuidados da mãe, tem mais 2 irmãos. 0 irmão de 14 anos está com tosse seca há 3 semanas, sem melhora após uso de amoxicilina. Ambos irmãos apresentam vacinação em dia.
Considerando a historia clinica o medico atendente suspeitou de infecção pulmonar com Bordetella pertussis (coqueluche). A sua opinião é:
A. a suspeita diagnostica é equivocada por conta da falta da febre que é sempre muito alta na primeira fase da doença
B. a suspeita diagnostica é equivocada e improvável por conta da sintomatologia do irmão que apresentou tosse sem resposta á amoxicilina
C. a suspeita diagnostica é fundamentada pela alta associatividade do síndrome (evento) de morte aparente (BRUE) com essa patologia
D. a suspeita diagnostica é fundamentada pela idade, falta da vacina, sintomatologia do familiar e os antecedentes vacinais dos irmãos
E. a suspeita diagnóstica não é fundamentada, o lactente apresentando, na verdade, um evento de morte aparente explícito

  RATING: 2.81

Dá entrada pela sala de emergência um lactente de 2 meses de vida com a queixa de engasgo e boca 'roxa' há 30 minutos. Ele estava dormindo no berço e quando a mãe chegou ele estava roxo e sem respirar, como se estivesse engasgado. Ela estimulou o menino, levando no colo e batendo nas costas e ele voltou a respirar, encaminhando- se rapidamente para o pronto-socorro.
EXAME FÍSICO: Bom estado geral, alerta, corado, hidratado, anictérico, acianótico. Bulhas rítmicas normofonéticas a 2 tempos sem sopros. Murmúrio vesicular bilateral sem ruídos adventícios, sem tiragens, Abdome globoso, flácido, sem visceromegalias, ruídos hidro-aéreos presentes Otoscopia e oroscopia sem alterações Fontanela bregmática normotensa e plana. Coriza nasal hialina discreta. FC: 120 bpm, TEC: 2 segundos, FR: 42 bpm Sat 02 98%.
A mãe refere que ele iniciou com coriza nasal hialina discreta há 7 dias, sem febre. Hoje apresentou esse único episódio de cianose e engasgo. Antecedentes pessoais: B Recém-nascido prematuro de 34 semanas devido a pré-eclâmpsia, peso de 2200g, não precisou de oxigenioterapia, ficou internado apenas para ganho de peso. Vacinação: apenas BCG e 1a dose da hepatite B. Aleitamento materno: não aceitou peito, recebe fórmula láctea desde o nascimento.
Antecedentes familiares: Mae: saudável Pai: saudável Irmã de 5 anos: rinite Irmào de 14 anos: rinite. Ambiente: fica em casa aos cuidados da mãe, tem mais 2 irmãos. 0 irmão de 14 anos está com tosse seca há 3 semanas, sem melhora após uso de amoxicilina. Ambos irmãos apresentam vacinação em dia.
Considerando a historia clinica o medico atendente suspeitou de infecção pulmonar com Bordetella pertussis (coqueluche). A sua opinião é:

A. a suspeita diagnostica é equivocada por conta da falta da febre que é sempre muito alta na primeira fase da doença
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. a suspeita diagnostica é equivocada e improvável por conta da sintomatologia do irmão que apresentou tosse sem resposta á amoxicilina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. a suspeita diagnostica é fundamentada pela alta associatividade do síndrome (evento) de morte aparente (BRUE) com essa patologia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. a suspeita diagnostica é fundamentada pela idade, falta da vacina, sintomatologia do familiar e os antecedentes vacinais dos irmãos
CORRETO : Sem duvida! A idade é um fator importante na suspeita clinica, já que a coqueluche é uma doença que muda o quadro clinico na faixa abaixo de 1 ano. A falta da imunização contra Bordetella pesa, também, bastante. O familiar pode ter, sim uma espécie paucisintomatica de coqueluche, no entanto, se o irmão passou a bordetella para lactente esse desenvolveu a doença,
E. a suspeita diagnóstica não é fundamentada, o lactente apresentando, na verdade, um evento de morte aparente explícito
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.81)

DISCURSIVA: (200765 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Referente a bilirrubinemia grave do recém nascido - a investigação da etiologia implica exames realizados rotineiramente. Quais são esses exames?


RATING: 3.06

Referente a bilirrubinemia grave do recém nascido - a investigação da etiologia implica exames realizados rotineiramente. Quais são esses exames?

A investigação da etiologia da hiperbilirrubinemia, independentemente da idade gestacional e da idade pós-natal, inclui o quadro clínico e os exames realizados rotineiramente em bancos de sangue e laboratórios clínicos apresentados abaixo:
  • Bilirrubina total e frações indireta e direta (0,0625 p);
  • Hemoglobina e hematócrito com morfologia de hemácias, reticulócitos e esferócitos (0,0625 p);
  • Tipo sanguíneo da mãe e RN para sistemas ABO e Rh (antígeno D) (0,0625 p);
  • Coombs direto no sangue de cordão ou do RN (0,0625 p);
  • Pesquisa de anticorpos anti-D (Coombs indireto) se mãe Rh (D ou Du) negativo (0,0625 p);
  • Pesquisa de anticorpos maternos para antígenos irregulares (anti-c, anti-e, anti-E, antiKell, outros) se mãe multigesta/transfusão sanguínea anterior e RN com Coombs direto positivo (0,0625 p);
  • Dosagem sanguínea quantitativa de glicose-6-fosfato desidrogenase (G-6-PD) (0,0625 p);
  • Dosagem sanguínea de hormônio tireoidiano e TSH (exame do pezinho) (0,0625 p);

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (233016 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 72 anos, hipertensa de longa data, portadora de fibrilação atrial permanente em uso de anticoagulação e de diabetes mellitus tipo 2, com história de bócio multinodular diagnosticado há 18 anos e acompanhado de forma irregular. Há 8 meses passou a apresentar perda ponderal progressiva de 11 kg, intolerância ao calor, sudorese excessiva, tremor fino de extremidades, astenia e exacerbações de taquiarritmia.

Ao exame físico: PA 158 × 92 mmHg, FC 118 bpm (irregular), pele quente e úmida, tremor fino distal, bócio visível e palpável, multinodular, assimétrico, de consistência fibroelástica, sem adenomegalias cervicais, sem oftalmopatia.

Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre 2,8 ng/dL (VR 0,7–1,8), T3 total 245 ng/dL, TRAb negativo, anti-TPO negativo. Ultrassonografia cervical: glândula aumentada de volume, com múltiplos nódulos sólidos e mistos, o maior medindo 3,2 cm no lobo direito, de ecogenicidade mista e vascularização periférica aumentada. Cintilografia com 99mTc: múltiplas áreas de hipercaptação heterogênea, com supressão do restante do parênquima.

A paciente apresenta ainda insuficiência cardíaca congestiva classe funcional II (NYHA) e osteopenia.

Com base neste caso, responda às questões a seguir.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável? (0,1 pontos)
(II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional tireoidiana neste contexto? (0,15 pontos)
(III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer)? (0,1 pontos)
(IV) Quais os critérios que orientam a escolha terapêutica nesta paciente idosa com comorbidades cardiovasculares? (0,1 pontos)
(V) Quais as principais complicações possíveis do hipertireoidismo não controlado e do tratamento nesta faixa etária? (0,05 pontos)





RATING: 3.2

(Resposta I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável?

  • Diagnóstico sindrômico: hipertireoidismo clínico manifesto (0,05 p).
  • Diagnóstico etiológico: bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer) (0,05 p).

(Resposta II) Quais os achados laboratoriais e de imagem que confirmam a autonomia funcional tireoidiana neste contexto?

  • TSH suprimido + T4 livre e T3 elevados (0,05 p).
  • TRAb negativo (afasta doença de Graves) (0,04 p).
  • Cintilografia com múltiplas áreas hipercaptantes e supressão do parênquima restante (confirma autonomia) (0,06 p).

(Resposta III) Quais as principais diferenças fisiopatológicas entre adenoma tóxico e bócio multinodular tóxico (Doença de Plummer)?

  • Adenoma tóxico: nódulo único autónomo, monoclonal, com mutação ativadora do receptor de TSH ou proteína Gsα (0,05 p).
  • Bócio multinodular tóxico: múltiplos nódulos autónomos de origem policlonal, com heterogeneidade funcional e evolução a partir de bócio multinodular prévio (0,05 p).

(Resposta IV) Quais os critérios que orientam a escolha terapêutica nesta paciente idosa com comorbidades cardiovasculares?

  • Preferência por iodo radioativo (¹³¹I) ou cirurgia em pacientes idosos com fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, após estabilização clínica (0,05 p).
  • Antitireoidianos apenas como preparo ou em contraindicação absoluta aos tratamentos definitivos (0,03 p).
  • Avaliação cardiológica prévia e controle de comorbidades obrigatórios (0,02 p).

(Resposta V) Quais as principais complicações possíveis do hipertireoidismo não controlado e do tratamento nesta faixa etária?

  • Complicações do hipertireoidismo: agravamento de fibrilação atrial, insuficiência cardíaca e risco de eventos tromboembólicos (0,04 p).
  • Complicações do tratamento: hipotireoidismo pós-radioiodo ou pós-cirúrgico e crise tireotóxica se não houver preparo adequado (0,01 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.2)




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