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BASES DO TRATAMENTO DO CHOQUE (ÁREA DE PEDIATRIA)

A velocidade da intervenção é crucial: ter o conhecimento para identificar o choque e a habilidade de responder rapidamente pode salvar a vida da vítima.
Quanto mais longo for o intervalo entre o início dos sinais de choque e a restauração da transferência de O2 adequada perfusão de órgãos, pior será o resultado.
A identificação precoce do choque compensado é fundamental para o tratamento eficaz e um bom resultado.
Uma vez que a criança desenvolva PCR secundária a choque, o prognóstico é muito ruim.
Tem uma criança doente (ou ferida). Vamos lembrar - quais são os sinais de que os mecanismos compensatórios estão falhando?

OBJETIVA: (1419274 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Adolescente de 12 anos, sexo masculino, procura atendimento por apresentar vários episódios de epistaxe nos últimos três meses. Mãe nega história de hematomas ou sangramentos. Exame físico: normal. Durante o exame apresenta epistaxe moderada, sugerindo sangramento anterior no plexo de Kiesselbach. A conduta inicial deve ser:
A. aplicar pressão direta
B. cauterizar a área afetada
C. administrar fatores de coagulação
D. realizar tamponamento nasal anterior e posterior
E. aplicar solução de oximetazolina

  RATING: 3.45

Adolescente de 12 anos, sexo masculino, procura atendimento por apresentar vários episódios de epistaxe nos últimos três meses. Mãe nega história de hematomas ou sangramentos. Exame físico: normal. Durante o exame apresenta epistaxe moderada, sugerindo sangramento anterior no plexo de Kiesselbach. A conduta inicial deve ser:

A. aplicar pressão direta
CORRETO: As causas mais comuns de epistaxes do septo anterior incluem trauma digital, corpos estranhos, ar seco e às vezes uso prolongado de esteroides tópicos. Epistaxes graves podem ser encontradas na púrpura trombocitopênica idiopática e na doença de von Willebrand. A 1ª medida é a compressão local, mantendo o paciente calmo e na posição sentada.
B. cauterizar a área afetada
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. administrar fatores de coagulação
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. realizar tamponamento nasal anterior e posterior
CORRETO : Posteriomente podem ser usados soluções locais de oximetazolina e caso a hemorragia persista, fazer tamponamento nasal anterior
E. aplicar solução de oximetazolina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.45)

DISCURSIVA: (198504 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.


(I) Descreva os achados histopatológicos distintivos das principais tireoidites.
(II) Explique o significado da captação de radioiodo e da tireoglobulina sérica nas fases da tireoidite destrutiva.
(III) Caracterize a tireoidite de Riedel e sua inserção no espectro das doenças relacionadas a IgG4.

(IV) Distinga, do ponto de vista patogenético, as tireoidites induzidas por fármacos da tireoidite autoimune clássica.
(V) Fundamente o diagnóstico diferencial teórico entre tireotoxicose destrutiva e tireotoxicose por hiperprodução hormonal.


RATING: 3.28

As tireoidites distinguem-se não apenas pela etiologia, mas pelo substrato histológico, pelo comportamento da captação isotópica e pela forma de liberação hormonal. Responda aos itens.


(I) Descreva os achados histopatológicos distintivos das principais tireoidites.
(II) Explique o significado da captação de radioiodo e da tireoglobulina sérica nas fases da tireoidite destrutiva.
(III) Caracterize a tireoidite de Riedel e sua inserção no espectro das doenças relacionadas a IgG4.

(IV) Distinga, do ponto de vista patogenético, as tireoidites induzidas por fármacos da tireoidite autoimune clássica.
(V) Fundamente o diagnóstico diferencial teórico entre tireotoxicose destrutiva e tireotoxicose por hiperprodução hormonal.

(I) Histopatologia distintiva


Esquema anatomopatológico:

  • Hashimoto: infiltrado linfocítico crônico, centros germinativos e metaplasia oncocítica (células de Hürthle/Askanazy). (0,03 p)
  • De Quervain: granulomas com células gigantes multinucleadas e fragmentação do colóide, sem caseificação. (0,03 p)
  • Aguda infecciosa: predominância de neutrófilos, necrose e microabscessos. (0,02 p)
  • Riedel: fibrose hialina densa, invasão extracapsular e flebite oclusiva. (0,02 p)

(II) Captação de radioiodo e tireoglobulina na tireoidite destrutiva


Esquema funcional de fase:

  • Na fase tireotóxica destrutiva a captação de radioiodo é baixa, porque não há síntese aumentada nem organificação efetiva. (0,03 p)
  • A tireoglobulina sérica eleva-se por ruptura folicular e extravasamento do conteúdo colóide. (0,03 p)
  • Há liberação de hormônio pré-formado, com predomínio relativo de T4 sobre T3 em comparação com a hiperprodução de Graves. (0,02 p)
  • Na De Quervain, VHS e PCR acompanham a atividade inflamatória e auxiliam a documentar o caráter agudo-subagudo da lesão. (0,02 p)


(III) Tireoidite de Riedel e espectro IgG4


Esquema nosológico:

  • Trata-se de tireoidite fibrosante invasiva, que ultrapassa a cápsula e pode envolver estruturas cervicais adjacentes. (0,02 p)
  • O quadro funcional habitual é o hipotireoidismo, associado a manifestações compressivas locais (não a uma tireotoxicose clássica de escape). (0,02 p)
  • Integra o espectro das doenças relacionadas a IgG4 (fibroesclerose sistêmica), com plasmócitos IgG4+ e fibrose estoriforme. (0,03 p)
  • O mecanismo primário não é granulomatoso pós-viral nem piogênico; a fibrose oclusiva é o eixo da lesão. (0,03 p)


(IV) Tireoidites farmacoinduzidas versus autoimunidade clássica


Esquema patogenético comparativo:

  • Amiodarona tipo 2: tireoidite destrutiva por citotoxicidade direta e sobrecarga iodada sobre o tireócito, sem hiperfunção autonômica. (0,03 p)
  • Interferon e outras citocinas: desencadeiam ou desmascaram autoimunidade tireoidiana em terreno geneticamente suscetível. (0,02 p)
  • Inibidores de checkpoint: evento adverso imunomediado (irAE), frequentemente com curso bifásico (escape seguido de hipotireoidismo). (0,03 p)
  • Na forma clássica (Hashimoto) a doença é idiopática e persistente; na farmacoinduzida o fármaco é o gatilho temporal, e a conduta inclui reconhecer o agente causal. (0,02 p)


(V) Tireotoxicose destrutiva versus hiperprodução


Esquema diferencial teórico:

  • Na hiperprodução (Graves/nódulo tóxico) a captação de radioiodo é alta e há síntese hormonal aumentada. (0,03 p)
  • Na destrutiva a captação é baixa, a tireoglobulina está elevada e o TRAb típico de Graves está ausente. (0,03 p)
  • Tionamidas não interrompem a tireotoxicose destrutiva, pois o excesso hormonal não depende de organificação nova. (0,02 p)
  • O Doppler tireoidiano tende a fluxo reduzido na destruição e aumentado na doença de Graves. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - TIREOIDITES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.28)

CASO CLINICO: (230663 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, tabagista (40 maços-ano), hipertenso controlado, procura emergência com quadro de 4 meses de fadiga intensa, perda ponderal involuntária de 12 kg, febre baixa vespertina (até 38,2°C), prurido generalizado e icterícia cutâneo-mucosa leve de instalação progressiva. Nega dor abdominal, hematúria macroscópica ou sintomas urinários. Exame físico: regular estado geral, ictérico 2+/4+, hepatomegalia dolorosa a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia discreta, sem linfonodomegalias palpáveis ou ascite. Sem estigmas de hepatopatia crônica.

Exames laboratoriais iniciais: Hb 11,8 g/dL, plaquetas 480.000/mm³, VHS 92 mm/h, PCR 48 mg/L; bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,4); AST 68 U/L, ALT 82 U/L, FA 620 U/L, GGT 980 U/L; albumina 3,1 g/dL; coagulograma normal; sorologias virais negativas; autoanticorpos negativos; alfa-fetoproteína e CEA normais. USG abdominal: massa sólida heterogênea em polo superior do rim direito (8,2 cm), sem dilatação de vias biliares, fígado de ecotextura aumentada sem nódulos metastáticos evidentes. TC tórax/abdome/pélvis em andamento.


I. Qual é a sua principal suspeita diagnóstica? ... 0,1 pontos
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? ... 0,15 pontos

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ... 0,18 pontos

IV. Qual o tratamento de escolha? ... 0,07 pontos



RATING: 2.98

I. Suspeita diagnóstica principal: Síndrome de Stauffer (disfunção hepática paraneoplásica não metastática associada a carcinoma de células renais – CCR)

  • Quadro de colestase intra-hepática anictérica ou levemente ictérica + trombocitose reacional + elevação de marcadores inflamatórios em paciente com massa renal sugestiva de CCR, sem evidência de metástase hepática ou obstrução biliar (0,08 p)
  • Ausência de hepatopatia crônica, infecções virais ou drogas hepatotóxicas reforça o caráter paraneoplásico (0,02 p) 

II. Possível causa etiológica da doença diagnosticada: Síndrome paraneoplásica mediada por citocinas, principalmente interleucina-6 (IL-6) secretada pelo tumor renal

  • CCR (especialmente subtipo células claras) libera IL-6 em quantidade suficiente para induzir resposta inflamatória sistêmica e inibição da excreção biliar hepatocítica sem invasão hepática direta (0,10 p)
  • Outras citocinas (IL-1, TNF-α) e fator de crescimento vascular podem contribuir, mas IL-6 é o principal mediador descrito (0,05 p) Subtotal II: 0,15 p

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Tomografia computadorizada (TC) contrastada de abdome e pelve + exclusão de metástases hepáticas + resolução laboratorial após nefrectomia (padrão-ouro)

  • TC (ou RM) de abdome é o exame de escolha inicial: demonstra massa renal sólida, estadiamento TNM e ausência de lesões hepáticas metastáticas ou obstrução biliar (sensibilidade >95% para CCR) (0,10 p)
  • Biópsia hepática (se dúvida) mostra apenas colestase canalicular sem infiltrado neoplásico (0,05 p)
  • Confirmação definitiva: normalização completa dos testes hepáticos e marcadores inflamatórios em 2–8 semanas após ressecção completa do tumor primário (0,03 p)

IV. Tratamento de escolha: Nefrectomia radical (ou parcial, quando factível) com intenção curativa

  • Ressecção cirúrgica do tumor renal primário é o único tratamento curativo da síndrome; leva à resolução completa da disfunção hepática em >90% dos casos (0,05 p)
  • Em doença metastática ou inoperável: terapia alvo (sunitinib, pazopanib) ou imunoterapia (nivolumabe + ipilimumabe) pode melhorar parcialmente, mas a síndrome responde melhor à citorredução cirúrgica quando possível (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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