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A ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL (FÓRMULAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

A globalização nos trouxe o Codex Alimentarius, da Food and Agriculture Organization, da Organização Mundial da Saúde, tipo uma Magna Carta da Alimentação. Alguns não tem uma boa opinião sobre ele, achando o Codex um documento muito polêmico e especulações não faltam sobre ele... enfim, até lá, é certo que ainda não existe um codigo de conduta alimentar melhor ou pelo menos não foi ainda aceito outro. Neste Codex, que é debatido cada ano, em torno de 188 representantes de diferentes países, 240 observadores e 56 organizações governamentais internacionais incluindo representantes da ANVISA fazem mudanças e adaptações permanentes para atualizar as recomendações acerca da composição nutricional de todos os alimentos, inclusive para fórmulas lácteas, padronizando os nutrientes obrigatórios e não mandatórios, e suas quantidades. Depois, a ANVISA traz essas normas para o Brasil, aonde viram normas que reglementam a industria alimentar e as vendas de alimentos e produtos tangentes á isso.

OBJETIVA: (1135639 votos)..........99.55% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de 2 anos chega desacordado à Emergência. A mãe refere que ele se queixou de 'incômodo no coração' e que, ao colocar a mão na criança, ela achou que o coração estava muito rápido. Ao exame e no monitor cardíaco, apresenta FC= 350bpm. O ECG mostra quadro de taquicardia supraventricular, PA indetectável e pulsos finos. A conduta inicial é:
A. realizar cardioversão sincronizada com 0,5 a 2 J/kg
B. fazer adenosina por push venoso
C. colocar marca-passo externo
D. realizar manobras vagais
E. realizar desfibrilação não sincronizada com 2 J/kg

  RATING: 3.5

Um paciente de 2 anos chega desacordado à Emergência. A mãe refere que ele se queixou de 'incômodo no coração' e que, ao colocar a mão na criança, ela achou que o coração estava muito rápido. Ao exame e no monitor cardíaco, apresenta FC= 350bpm. O ECG mostra quadro de taquicardia supraventricular, PA indetectável e pulsos finos. A conduta inicial é:

A. realizar cardioversão sincronizada com 0,5 a 2 J/kg
CORRETO: O quadro configura taquicardia supraventricular com instabilidade hemodinâmica grave (inconsciência, pressão arterial indetectável e pulsos finos), o que exige intervenção imediata segundo as diretrizes de suporte avançado de vida em pediatria. Nessa situação a cardioversão sincronizada é o procedimento de escolha, iniciando-se com 0,5-1 J/kg e podendo repetir com até 2 J/kg se necessário, com sedação leve quando possível, para restaurar o ritmo sinusal e a perfusão sistêmica sem demora.
B. fazer adenosina por push venoso
INCORRETO : A administração de adenosina por via venosa rápida é indicada exclusivamente nos casos de taquicardia supraventricular estável, com perfusão preservada e criança consciente; em instabilidade hemodinâmica grave a medicação pode atrasar o tratamento definitivo e não é recomendada como primeira linha.
C. colocar marca-passo externo
INCORRETO : O marca-passo externo (transcutâneo) é ferramenta para bradiarritmias sintomáticas ou bloqueios atrioventriculares graves com instabilidade, nunca para taquicardia supraventricular, na qual não teria qualquer papel terapêutico.
D. realizar manobras vagais
INCORRETO : As manobras vagais (compressão ocular, manobra de Valsalva ou aplicação de gelo facial) constituem primeira linha apenas na taquicardia supraventricular hemodinamicamente estável; em criança inconsciente com choque elas são ineficazes e inapropriadas, representando perda de tempo crítico.
E. realizar desfibrilação não sincronizada com 2 J/kg
INCORRETO : A desfibrilação não sincronizada (choque sem sincronia com o complexo QRS) é reservada para fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso; na taquicardia supraventricular com pulso (mesmo fraco) o choque deve ser sincronizado para evitar a indução de fibrilação ventricular ou outras arritmias mais graves.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.5)

DISCURSIVA: (182453 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos


RATING: 3.57

Respondam ás seguintes questões:
1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil? - 0,25 pontos
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico - 0,25 pontos

1) Qual espécies representam a fauna ofídica de interesse médico no Brasil?

No Brasil, a fauna ofídica de interesse médico está representada pelos gêneros:
  • Bothrops (incluindo Bothriopsis e Porthidium)(0,05 p)
  • Crotalus(0,05 p)
  • Lachesis(0,05 p)
  • Micrurus(0,05 p)
  • Colubridae(0,05 p)
2) Enumeram os efeitos patologicos do veneno bothropico
  • Proteolitica
  • Coagulante
  • Hemorragica

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.57)

CASO CLINICO: (212685 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente: Homem, 68 anos, agricultor, pele clara, fototipo I-II, com história de queimadura térmica acidental na parede abdominal inferior há 15 anos, que cicatrizou com formação de úlcera crônica recorrente. Apresenta lesão ulcerovegetante de 4,5 cm na cicatriz, com bordas elevadas, base granulosa sangrante ao toque, infiltração palpável longitudinal maior que o visível, evolução de 8 meses, sem linfonodos palpáveis ou sintomas sistêmicos. Nega tabagismo atual, mas relata exposição solar crônica ocupacional.

I. Qual a suspeita diagnóstica principal? ............................... Total parcial I: 0,20 p
II. Qual a possível causa etiológica principal da doença diagnosticada? .......................... Total parcial II: 0,20 p
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..................... Total parcial III: 0,10 p
IV. Qual o tratamento de eleição? .................. Total parcial IV: 0,10 p





RATING: 3

Resposta I – Suspeita Diagnóstica Principal (Carcinoma de Células Escamosas – CEC / Carcinoma Espinocelular)

  • Lesão ulcerovegetante em cicatriz crônica de queimadura na parede abdominal, com crescimento acelerado em semestres e infiltração longitudinal palpável maior que o visível, altamente sugestiva de CEC (0,08 p).
  • Origem em pele previamente alterada por processo patológico crônico (úlcera de Marjolin), padrão clássico do CEC (0,07 p).
  • Ausência de bordas peroladas translúcidas e crescimento lento exclui carcinoma basocelular como principal hipótese (0,05 p).


Resposta II – Possível Causa Etiológica Principal

  • Cicatriz antiga de queimadura (úlcera de Marjolin) é lesão precursora clássica do CEC, com risco de malignização de 17% (0,10 p).
  • Exposição solar crônica cumulativa (radiação UVB) atua como fator etiológico direto, promovendo danos no DNA dos queratinócitos basais e supressão da vigilância imune cutânea (0,08 p).
  • Imunossupressão relativa por idade avançada e trauma repetitivo crônico favorece progressão de clone iniciado (0,02 p).


Resposta III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico

  • Biópsia excisional ou incisional precoce é o exame de escolha, obrigatória em lesão ceratósica de crescimento progressivo em adulto, permitindo diagnóstico histológico preciso e exclusão de ceratoacantoma ou hiperplasia pseudocarcinomatosa (0,05 p).
  • Histopatologia revela proliferação desordenada de células epiteliais em ninhos compactos ou cordões infiltrativos, com pérolas córneas e grau de diferenciação pela classificação de Broders (0,05 p).


Resposta IV – Tratamento de Eleição

  • Cirurgia excisional com margens histológicas livres (4-6 mm para lesões de baixo risco) é a abordagem terapêutica de eleição, alcançando taxas de cura >95% em estágios iniciais (0,05 p).
  • Evitar curetagem isolada; eletrodissecção combinada com curetagem pode ser usada apenas em lesões pequenas ≤10 mm (0,03 p).
  • Em lesão única na parede abdominal sem linfonodos acometidos, não há indicação inicial de esvaziamento ganglionar ou adjuvantes (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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