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URGÊNCIA PEDIATRICA COM VIA AÉREA DIFÍCIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Via aérea difícil é definida como a situação clínica na qual o anestesiologista treinado encontra dificuldade com a ventilação da via aérea superior utilizando máscara-bolsa, dificuldade com a realização da intubação traqueal ou com ambos procedimentos, A intubação traqueal difícil pode ser definida como aquela em que foram necessárias mais do que três tentativas de laringoscopia ou mais do que 10 minutos de laringoscopia.

Falha de extubação é definida como a inabilidade de tolerar a remoção do tubo translaríngeo e é geralmente tratada com o procedimento de reintubação traqueal. Os mecanismos que ocasionam a falha de extubação também são frequentemente descritos como complicações da via aérea relacionadas à extubação ou eventos adversos da via aérea relacionados à extubação.

Falha no desmame é a inabilidade de tolerar a respiração espontânea sem suporte ventilatório e o seu tratamento inclui reintubação traqueal e instituição da ventilação pulmonar mecânica invasiva ou. em alguns pacientes selecionados, a utilização da ventilação não invasiva. As variáveis de desmame não têm a capacidade de predizer a falha da extubação.

Extubação de risco é a situação na qual a habilidade do paciente de manter a via aérea patente e/ou oxigenação não é uma certeza após a extubação traqueal. A possibilidade potencial de uma reintubação difícil e/ou fatores de riscos gerais, como estômago cheio, instabilidade fisio ógica cardiovascular,alteração do equilíbrio acidobásico ou controle da temperatura, caracterizam essa condição.

Extubação difícil é urna decanulação difícil da via aérea. Em pacientes com condições não reconhecidas, como estenose subglótica ou edema grave, pode ocorrer a situação de extubação difícil.


OBJETIVA: (1417399 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 54 anos submetido à vagotomia troncular com antrectomia e reconstrução a Billroth II para tratamento da úlcera péptica, queixa-se de dor epigástrica intensa, episódica, de início há dois meses. Realizada endoscopia digestiva alta que evidenciou recidiva de ulceração péptica. Não havia história de uso de antiinflamatórios não-hormonais e a erradicação do H. pylori foi comprovada. Seu médico suspeitou de síndrome do antro retido. Cite um exame não invasivo que pode confirmar esta hipótese diagnóstica:
A. gastrinemia
B. teste de estimulação pela secretina
C. dosagem do peptídio C
D. cintilografia com tecnécio
E. insulinemia

  RATING: 3.01

Um homem de 54 anos submetido à vagotomia troncular com antrectomia e reconstrução a Billroth II para tratamento da úlcera péptica, queixa-se de dor epigástrica intensa, episódica, de início há dois meses. Realizada endoscopia digestiva alta que evidenciou recidiva de ulceração péptica. Não havia história de uso de antiinflamatórios não-hormonais e a erradicação do H. pylori foi comprovada. Seu médico suspeitou de síndrome do antro retido. Cite um exame não invasivo que pode confirmar esta hipótese diagnóstica:

A. gastrinemia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. teste de estimulação pela secretina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. dosagem do peptídio C
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. cintilografia com tecnécio
CORRETO : A recidiva de úlcera péptica após a realização de antrectomia e vagotomia troncular é extremamente rara. Na presença de doença recidivante duas hipóteses devem ser consideradas: um gastrinoma ainda não reconhecido ou a síndrome do antro retido. Nessa última condição um segmento de mucosa antral remanescente fica localizado na porção distal da alça aferente. Por não receber secreção ácida alguma as células G aí localizadas produzem uma quantidade excessiva de gastrina, o que leva a recidiva da doença ulcerosa. O diagnóstico consiste no reconhecimento desse tecido antral (que deveria ter sido ressecado durante a cirurgia) com o uso de cintilografia com tecnécio.
E. insulinemia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

DISCURSIVA: (198171 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Além da universalidade, níveis hierárquicos e controle social, a equidade e a acessibilidade são aspectos fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), especificados na Constituição brasileira.
A) Conceitue equidade e acessibilidade aos serviços de Saúde. - 0,2 pontos
B) Cite 3 (três) fatores que influenciam a acessibilidade. - 0,3 pontos


RATING: 3.02

Além da universalidade, níveis hierárquicos e controle social, a equidade e a acessibilidade são aspectos fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), especificados na Constituição brasileira.
A) Conceitue equidade e acessibilidade aos serviços de Saúde. - 0,2 pontos
B) Cite 3 (três) fatores que influenciam a acessibilidade. - 0,3 pontos

A) Conceitue equidade e acessibilidade aos serviços de Saúde.
Define-se equidade como a igualdade de oportunidades no acesso à saúde em todos os níveis hierárquicos dos serviços de saúde do SUS, sendo um dos direitos de todo cidadão, e acessibilidade como a garantia de ingresso do cidadão no sistema de saúde, sem nenhum obstáculo. (0,2 p)
B) Cite 3 (três) fatores que influenciam a acessibilidade.
Fatores que influenciam a acessibilidade:
- geográficos; (0,2 p)
- econômicos; (0,2 p)
- culturais (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (230366 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos




RATING: 2.89

1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p

2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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