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TUMORES UROTELIAIS DO TRATO URINÁRIO SUPERIOR (ÁREA DE CIRURGIA)

O carcinoma urotelial possui a capacidade de acometer qualquer segmento do trato urinário, estendendo-se desde os cálices renais até o meato uretral externo.

Os tumores uroteliais do trato urinário superior, são definidos como neoplasias que se originam no urotélio. Em razão dessa distribuição anatômica, o paciente portador de tumor urotelial do trato superior exige acompanhamento cuidadoso, considerando o risco elevado de surgimento de novas lesões em qualquer outro segmento do urotélio ao longo do seguimento clínico.

Esses tumores são raros, correspondendo a 5-10% de todos os tumores uroteliais, com predomínio das lesões pielocaliciais em relação às ureterais, e podem apresentar associação com diversas síndromes familiares.


OBJETIVA: (1045290 votos)..........97.95% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 50 anos, com histórico de exposição crônica a águas contaminadas por arsênico em região rural, apresenta múltiplas lesões hiperqueratóticas e pigmentadas na palma das mãos e plantas dos pés, associadas a eritema persistente, ulcerações superficiais em algumas áreas e crescimento lento ao longo de anos, sem linfadenomegalia regional ou sintomas respiratórios evidentes. Exame histopatológico de biópsia revela alterações compatíveis com carcinoma espinocelular in situ em uma lesão. Em pacientes com exposição ambiental prolongada a arsênico, considerando as manifestações cutâneas características, o diagnóstico diferencial com lesões pré-malignas e as estratégias terapêuticas para prevenção de progressão invasiva, qual das seguintes afirmativas melhor reflete a abordagem integrada de diagnóstico e tratamento inicial nesse contexto?
A. As lesões hiperqueratóticas palmo-plantares sugerem queratodermia benigna, com diagnóstico por exame clínico sem biópsia, e tratamento via queratolíticos tópicos como ureia 20%, seguido de vigilância anual para monitorar apenas involução espontânea, sem ênfase em screening para neoplasias viscerais associadas.
B. Manifestações como pigmentação difusa e ulcerações indicam carcinoma espinocelular associado a inibição de reparo de DNA, exigindo biópsia múltipla para confirmação histológica, com terapia inicial por excisão cirúrgica local das lesões suspeitas, complementada por quelação sistêmica com DMSA para remoção do arsênico e protocolo de acompanhamento semestral integrando avaliação pulmonar e hepática por imagem.
C. Lesões eritematosas com ulcerações superficiais apontam para dermatite atópica crônica, diagnosticada por dermoscopia isolada, com manejo via corticosteroides tópicos potentes por 4 semanas, priorizando hidratação cutânea sem necessidade de histopatologia ou monitoramento para riscos sistêmicos como carcinoma de bexiga
D. A pigmentação irregular e hiperqueratose palmo-plantar evocam psoríase inversa, com diagnóstico diferencial por citologia esfoliativa, tratado com metotrexato oral em doses baixas para controle inflamatório, com follow-up bianual focado em efeitos colaterais hepáticos sem integração oncológica.
E. Ulcerações persistentes em áreas acrais sugerem úlceras venosas crônicas, confirmadas por ecodoppler vascular sem biópsia, com terapia por compressão elástica e enxertos cutâneos se necessário, descontinuando vigilância após cicatrização sem ênfase em neoplasias associadas a exposições químicas.

  RATING: 2.86

Uma mulher de 50 anos, com histórico de exposição crônica a águas contaminadas por arsênico em região rural, apresenta múltiplas lesões hiperqueratóticas e pigmentadas na palma das mãos e plantas dos pés, associadas a eritema persistente, ulcerações superficiais em algumas áreas e crescimento lento ao longo de anos, sem linfadenomegalia regional ou sintomas respiratórios evidentes. Exame histopatológico de biópsia revela alterações compatíveis com carcinoma espinocelular in situ em uma lesão. Em pacientes com exposição ambiental prolongada a arsênico, considerando as manifestações cutâneas características, o diagnóstico diferencial com lesões pré-malignas e as estratégias terapêuticas para prevenção de progressão invasiva, qual das seguintes afirmativas melhor reflete a abordagem integrada de diagnóstico e tratamento inicial nesse contexto?

A. As lesões hiperqueratóticas palmo-plantares sugerem queratodermia benigna, com diagnóstico por exame clínico sem biópsia, e tratamento via queratolíticos tópicos como ureia 20%, seguido de vigilância anual para monitorar apenas involução espontânea, sem ênfase em screening para neoplasias viscerais associadas.
INCORRETO: A hiperqueratose palmo-plantar em contexto de arsênico indica carcinoma espinocelular, não queratodermia benigna, onde exame clínico isolado ignora a necessidade de histopatologia para diferenciar lesões pré-malignas, e queratolíticos tópicos não abordam o potencial neoplásico, subestimando a vigilância para involução que raramente ocorre espontaneamente sem remoção do carcinógeno, além de omitir screening para neoplasias viscerais associadas.
B. Manifestações como pigmentação difusa e ulcerações indicam carcinoma espinocelular associado a inibição de reparo de DNA, exigindo biópsia múltipla para confirmação histológica, com terapia inicial por excisão cirúrgica local das lesões suspeitas, complementada por quelação sistêmica com DMSA para remoção do arsênico e protocolo de acompanhamento semestral integrando avaliação pulmonar e hepática por imagem.
CORRETO : A exposição prolongada a arsênico interfere no metabolismo celular, levando a lesões hiperqueratóticas e pigmentadas nas palmas e plantas, com potencial para ulcerações superficiais e progressão para carcinoma espinocelular, demandando biópsia múltipla para identificar alterações como hiperplasia descontrolada ou transformação maligna inicial; a excisão cirúrgica remove lesões suspeitas com margens adequadas para prevenir invasão, enquanto a quelação com DMSA auxilia na eliminação do agente tóxico, reduzindo riscos subsequentes, e o acompanhamento semestral inclui screening para cânceres pulmonares e hepáticos, dado o aumento na incidência dessas malignidades em populações cronicamente expostas.
C. Lesões eritematosas com ulcerações superficiais apontam para dermatite atópica crônica, diagnosticada por dermoscopia isolada, com manejo via corticosteroides tópicos potentes por 4 semanas, priorizando hidratação cutânea sem necessidade de histopatologia ou monitoramento para riscos sistêmicos como carcinoma de bexiga
INCORRETO : Eritema com ulcerações reflete dano genotóxico por arsênico, não dermatite atópica, com dermoscopia insuficiente para confirmação sem biópsia que revela instabilidade genômica, e corticosteroides tópicos podem agravar lesões pré-malignas sem controle histológico, ignorando monitoramento para riscos como carcinoma de bexiga em exposições químicas crônicas..
D. A pigmentação irregular e hiperqueratose palmo-plantar evocam psoríase inversa, com diagnóstico diferencial por citologia esfoliativa, tratado com metotrexato oral em doses baixas para controle inflamatório, com follow-up bianual focado em efeitos colaterais hepáticos sem integração oncológica.
INCORRETO : A pigmentação irregular aponta para toxicidade por arsênico, não psoríase inversa, onde citologia esfoliativa falta precisão para excluir transformação maligna, e metotrexato oral é contraindicado em contextos de dano hepático associado, limitando o acompanhamento a bianual sem integração oncológica para neoplasias subsequentes.
E. Ulcerações persistentes em áreas acrais sugerem úlceras venosas crônicas, confirmadas por ecodoppler vascular sem biópsia, com terapia por compressão elástica e enxertos cutâneos se necessário, descontinuando vigilância após cicatrização sem ênfase em neoplasias associadas a exposições químicas.
INCORRETO : Ulcerações acrais em arsênico sugerem carcinoma espinocelular, não úlceras venosas, com ecodoppler irrelevante para diagnóstico neoplásico sem biópsia histológica, e compressão elástica com enxertos não previne progressão invasiva, descontinuando vigilância que deve ser contínua para neoplasias associadas a exposições químicas persistentes.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.86)

DISCURSIVA: (178317 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
I) Quais são as principais caracteristicas da icterícia fisiológica na população de termo? 0,26 pontos
II) Defina a bilirrubinemia significante, a bilirrubinemia grave e a bilirrubinemia extrema. 0,24 pontos.


RATING: 2.95

I) Quais são as principais caracteristicas da icterícia fisiológica na população de termo? 0,26 pontos
II) Defina a bilirrubinemia significante, a bilirrubinemia grave e a bilirrubinemia extrema. 0,24 pontos.

I) Quais são as principais caracteristicas da icterícia fisiológica na população de termo?

A hiperbilirrubinemia indireta denominada “fisiológica” caracteriza-se na população de termo por:
- início tardio (após 24 horas) (0,1 p)
- pico entre o 3º e 4º dias de vida (0,08 p)
- bilirrubinemia total (BT) máxima de 12 mg/dL (0,08 p)
II) Defina a bilirrubinemia significante, a bilirrubinemia grave e a bilirrubinemia extrema.

Graus de hiperbilirrubinemia: 
a) hiperbilirrubinemia significante: BT > 17 mg/dL (0,08 p)
b) hiperbilirrubinemia grave: BT > 25 mg/dL (0,08 p)
c) hiperbilirrubinemia extrema: BT > 30 mg/dL (0,08 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (207782 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Identificação: Idade: 56 anos; Sexo: feminino; Profissão: do lar.

Consulta de rotina, referindo cefaléia ocasional, sem outras queixas. Aumentou 10 kg nos últimos 5 anos. Não faz restrições alimentares. É sedentária. Fumante de 10 cigarros por dia.

Menopausa há 5 anos. G4 P3 A1. Engordou 20 kg na última gravidez. Peso do filho ao nascer: 4,250 kg. Pai falecido de IAM e mãe obesa. Nega diabetes na família.

Altura: 1,56 m; Peso: 76,800 kg; IMC: 31,2 kg/m2
Cintura: 92 cm; PA: 150 / 95 mmHg; Pulso: 84 bpm
Restante do exame: NDN

1) Que doenças você investigaria neste caso? (0,1 pontos)
2) Quais são as indicações para prescrever o teste de tolerância oral á glicose (TTGO)?(0,12 pontos)
3) Considerando os exames solicitados e os resultados abaixo, formulam corretamente os diagnósticos dessa paciente.(0,16 pontos)

4) Definem um plano terapêutico neste caso. (0,12 pontos)


RATING: 3.02

1) Que doenças você investigaria neste caso?
Primeiro, a paciente tem todos os fatores de risco para aterosclerose. (0,05 p) E bem acima do peso, com um indice de massa corporal acima de normal, fumante e sedentária, acabou de entrar a menopausa e a mãe também foi obesa.
No segundo plano, a paciente apresenta risco de síndrome metabólico, sendo com um índice massa corporal bem acima de normal, a cintura de 92 cm (normal nas mulheres e 88), e associa HTA com valores acima de normal. Sendo a idade, o mais provável e o diagnostico de DZ tip II. (0,05 p)
2) Quais são as indicações para prescrever o teste de tolerância oral á glicose (TTGO)?
a) Qualquer paciente com a glicemia de jejum entre 110-125 mg/100 ml (0,04 p)
b) Qualquer paciente com dois fatores de risco mas com glicemia normal (0,04 p)
c) Qualquer mulher com diabetes gestacional previo e glicemia normal (0,04 p)
3) Formulam corretamente os diagnósticos dessa paciente.
I)DIABETES MELLITUS TIPO 2 - Uma glicemia 'a jeun' maior que 126 mg% ja estabelece diagnostico de diabetes mellitus, neste caso, a paciente apresentou 132 mg/100 ml. (0,04 p)
II) HIPERTENSÃO ARTERIAL ESTAGIO I (0,04 p)

III) DISLIPIDEMIA (0,04 p)

IV) OBESIDADE GRAU I (0,04 p)

4) A orientação medica que vai receber:
Dieta hipocalórica, hipossódica, pobre em gorduras saturadas (0,04 p)
Exercícios pelo menos 3x/semana (0,04 p)
Parar de fumar (0,04 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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