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Um homem de 54 anos submetido à vagotomia troncular com antrectomia e reconstrução a Billroth II para tratamento da úlcera péptica, queixa-se de dor epigástrica intensa, episódica, de início há dois meses. Realizada endoscopia digestiva alta que evidenciou recidiva de ulceração péptica. Não havia história de uso de antiinflamatórios não-hormonais e a erradicação do H. pylori foi comprovada. Seu médico suspeitou de síndrome do antro retido. Cite um exame não invasivo que pode confirmar esta hipótese diagnóstica:
A. gastrinemia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. teste de estimulação pela secretina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. dosagem do peptídio C
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. cintilografia com tecnécio
CORRETO : A recidiva de úlcera péptica após a realização de antrectomia e vagotomia troncular é extremamente rara. Na presença de doença recidivante duas hipóteses devem ser consideradas: um gastrinoma ainda não reconhecido ou a síndrome do antro retido. Nessa última condição um segmento de mucosa antral remanescente fica localizado na porção distal da alça aferente. Por não receber secreção ácida alguma as células G aí localizadas produzem uma quantidade excessiva de gastrina, o que leva a recidiva da doença ulcerosa. O diagnóstico consiste no reconhecimento desse tecido antral (que deveria ter sido ressecado durante a cirurgia) com o uso de cintilografia com tecnécio.
E. insulinemia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: D
RATING: 3.02 ![]()
FONTE:
Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:
1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos
1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p
2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)
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