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Uma paciente de 62 anos, submetida a mastectomia radical esquerda por carcinoma mamário há 10 anos, com linfedema crônico no braço esquerdo desde então, apresenta lesão violácea nodular de 4 cm na região do antebraço afetado, com crescimento rápido nos últimos 3 meses, ulceração superficial, sangramento recorrente e edema progressivo circundante, sem febre ou sintomas sistêmicos. Exame histopatológico revela proliferação vascular aberrante com células endoteliais atípicas e extravasamento de hemácias. Considerando as características clínicas típicas de angiossarcoma em áreas de linfedema crônico, o diagnóstico diferencial com outras neoplasias vasculares e as opções terapêuticas para lesões localizadas em pacientes com hipóxia tecidual e evasão imune, qual das seguintes afirmativas melhor representa a abordagem diagnóstica e de manejo inicial nesse caso?
A. A lesão violácea com ulceração sugere hemangioma benigno, confirmado por dermoscopia sem biópsia, com tratamento via criocirurgia repetida para promover necrose seletiva, seguido de follow-up anual focado apenas em progressão local, sem ênfase em restauração do fluxo linfático.
INCORRETO: Lesões violáceas com ulceração sugerem angiossarcoma maligno, não hemangioma benigno, onde a dermoscopia isolada não substitui a biópsia para confirmação histológica precisa, já que achados clínicos podem se sobrepor a variantes vasculares; a criocirurgia é inadequada para lesões infiltrativas com neovascularização aberrante, onde o controle é impreciso sem margens definidas, e limitar o follow-up a anual ignora a maior incidência de neoplasias em áreas com estagnação linfática, demandando monitoramento mais frequente para intervenções precoces sem priorizar apenas restauração do fluxo linfático isolada.
B. Manifesta-se como nódulo violáceo com sangramento em contexto de linfedema pós-cirúrgico, exigindo biópsia incisional para análise histopatológica de proliferação endotelial atípica, e o tratamento inicial preferencial é a excisão cirúrgica ampla com margens de 2-3 cm, complementada por radioterapia adjuvante para controle local, integrada a vigilância multidisciplinar trimestral para detecção de metástases viscerais ou recidivas.
CORRETO : Lesões violáceas nodulares com ulceração e sangramento em contextos de linfedema crônico pós-cirúrgico, como após mastectomia, indicam angiossarcoma, onde o acúmulo de linfa estagna o fluxo linfático, impedindo a migração de linfócitos e células NK para o local, enquanto a hipóxia tecidual e liberação de fatores como VEGF promovem neovascularização aberrante que nutre as células tumorais e cria um microambiente favorável à evasão imune, elevando a incidência de neoplasias nessas áreas vulneráveis; a biópsia incisional fornece confirmação histopatológica de proliferação vascular aberrante com células endoteliais atípicas, guiando a excisão cirúrgica ampla com margens para remoção completa e controle local efetivo em lesões localizadas; a radioterapia adjuvante otimiza o manejo em casos de margens próximas, e a vigilância multidisciplinar trimestral monitora metástases viscerais raras ou recidivas, considerando a plasticidade do processo carcinogênico modulado por defesas orgânicas deficientes.
C. Apresenta-se como placa edematosa com ulceração superficial em área de estagnação linfática, diagnosticada por ultrassonografia cutânea isolada para avaliar neovascularização, com manejo via imiquimode tópico por 6 semanas para estimular inflamação local, priorizando redução de fatores angiogênicos sem necessidade de análise histológica das bordas.
INCORRETO : Placas edematosas com ulceração em estagnação linfática caracterizam angiossarcoma, mas a ultrassonografia cutânea serve para avaliar extensão após biópsia, não como diagnóstico primário, que requer análise histopatológica para diferenciar de outras neoplasias; o imiquimode tópico estimula inflamação para lesões superficiais, não para vasculares aberrantes com hipóxia tecidual, onde pode agravar o edema sem reduzir fatores angiogênicos efetivamente, subestimando a necessidade de análise histológica das bordas para remoção completa.
D. Caracteriza-se por lesão nodular com edema circundante em região de hipóxia tecidual, com diagnóstico diferencial para sarcoma de Kaposi via exame clínico e citologia esfoliativa, tratado com eletrodessecação e curetagem para cicatrização por segunda intenção, com protocolo de acompanhamento semestral limitado a efeitos locais sem screening para neoplasias sistêmicas.
INCORRETO :
A alternativa A é INCORRETA porque lesões violáceas com ulceração sugerem angiossarcoma maligno, não hemangioma benigno, onde a dermoscopia isolada não substitui a biópsia para confirmação histológica precisa, já que achados clínicos podem se sobrepor a variantes vasculares; a criocirurgia é inadequada para lesões infiltrativas com neovascularização aberrante, onde o controle é impreciso sem margens definidas, e limitar o follow-up a anual ignora a maior incidência de neoplasias em áreas com estagnação linfática, demandando monitoramento mais frequente para intervenções precoces sem priorizar apenas restauração do fluxo linfático isolada.
A alternativa C é INCORRETA porque placas edematosas com ulceração em estagnação linfática caracterizam angiossarcoma, mas a ultrassonografia cutânea serve para avaliar extensão após biópsia, não como diagnóstico primário, que requer análise histopatológica para diferenciar de outras neoplasias; o imiquimode tópico estimula inflamação para lesões superficiais, não para vasculares aberrantes com hipóxia tecidual, onde pode agravar o edema sem reduzir fatores angiogênicos efetivamente, subestimando a necessidade de análise histológica das bordas para remoção completa.
A alternativa D é INCORRETA porque lesões nodulares com edema circundante em hipóxia tecidual indicam angiossarcoma, com diagnóstico diferencial para sarcoma de Kaposi exigindo biópsia para exclusão de proliferação fusiforme específica, não citologia esfoliativa que falta precisão histológica; a eletrodessecação e curetagem é apropriada para lesões pequenas superficiais, não para ulceradas com potencial invasivo, onde as taxas de recidiva são altas, e limitar o acompanhamento a semestral desconsidera o risco aumentado para outras malignidades não cutâneas comuns, reforçando a necessidade de screening integrado.
E. Surge como úlcera violácea com sangramento em linfedema congênito, confirmado por ressonância magnética para exclusão de invasão profunda, com terapia por quimioterapia sistêmica isolada como doxorrubicina para involução tumoral, descontinuando o monitoramento após resolução clínica devido ao baixo risco de progressão em etiologias não cirúrgicas.
INCORRETO : Úlceras violáceas com sangramento surgem tipicamente em linfedemas pós-cirúrgicos, não congênitos como na síndrome de Milroy, onde a ressonância magnética avalia invasão profunda após biópsia confirmatória, não como método isolado; a quimioterapia sistêmica como doxorrubicina é reservada para casos disseminados ou refratários, não como terapia inicial em lesões localizadas operáveis, e descontinuar o monitoramento após resolução contradiz a ênfase em detecção precoce para manter declínio nas taxas de mortalidade, ignorando a influência de mecanismos reguladores endógenos na progressão.
Gabarito: B
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FONTE:

1) Que quadro clinico emergencial apresenta essa criança?
Choque cardiogênico é a primeira suspeita. (0,125 p)
Discussão: Sudorese fria, confusão mental, oligúria, taquicardia e taquisfigmia filiforme, hipotensão arterial com aproximação dos níveis sistólicos e diastólicos da PA, são achados freqüentes e refletem a situação de baixo débito.
2) Qual é a principal causa suspeitada neste quadro descrito?
Miocardite aguda. (0,125 p)
Discussão: A miocardite é uma inflamação no músculo do coração, geralmente secundária a um quadro viral, que pode acometer desde o bebê ainda na barriga da mãe até adultos e é a causa mais comum de dilatação e disfunção do coração na infância. No adulto, ela aparece mais como consequência de infarto, mas na criança as infecções do miocárdio são frequentes.
3) Que tipo de lesão cutânea a criança apresenta?
Eritema migratório (0,125 p)
Discussão: O rash cutâneo demonstra expansão centrífuga e lenta, com a região central mais clara ou avermelhada.
4) Considerando os dados clínicos e epidemiológicos, qual é a principal suspeita diagnostica?
Doença de Lyme. (0,125 p)
Discussão: A doença de Lyme ou borreliose de Lyme é uma doença infecciosa causada por bactérias do género Borrelia transmitidas por carraças. O sinal de infeção mais comum é uma mancha vermelha e saliente no local da mordedura, denominada eritema migratório. A imunidade patogênica contra Borrelia burgdoferi desencadeia reações auto-imunes que podem causar lesões cardíacas e artrite.
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