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COMA CETOACIDOTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

As comas do diabetes mellitus tipo I são acontecimentos lamentáveis, geralmente derivadas de erro de medicação ou erros diagnósticos, ou no minimo da negligência do proprio paciente. Constituem emergências clínicas, devendo ser identificadas e tratadas prontamente.

No caso do diabetes mellitus tipo I os mais conhecidas são o coma cetoacidotico e o coma hipoglicemico.

OBJETIVA: (1437756 votos)..........96.21% das questões objetivas receberam votos.
Numa criança com diarreia e desidratação pode ser suspeitada uma hiponatremia se o paciente pediátrico:
A. apresenta um saldo negativo em relação aos ganhos e perdas de volume
B. responde à expansão com diurese clara mas continua mantendo os sinais clínicos de desidratação
C. apresenta dosagem alta de K+ e ECG com achatamento de onda T
D. apresenta um índice de retenção do volume infundido maior que 60%
E. apresenta comprometimento do estado geral, frequência cardíaca aumentada em uma criança calma e sem febre e o tempo de enchimento capilar (TEC) aumentado

  RATING: 2.84

Numa criança com diarreia e desidratação pode ser suspeitada uma hiponatremia se o paciente pediátrico:

A. apresenta um saldo negativo em relação aos ganhos e perdas de volume
INCORRETO: O paciente que chegou a um estado de desidratação que demandou expansão endovenosa estava com um saldo negativo em relação aos ganhos e perdas de volume Desse modo, além do soro de manutenção calculado anteriormente – que ofertará somente o que precisa de seu metabolismo basal – ele necessitará de um soro complementar chamado soro de reposição que fará a compensação das perdas, impedindo volte ao estado de desidratação.
B. responde à expansão com diurese clara mas continua mantendo os sinais clínicos de desidratação
CORRETO : Há suspeita de desidratação com hiponatremia grave quando o paciente responde à expansão com diurese clara mas continua mantendo os sinais clínicos de desidratação. O diagnóstico dessa condição se faz pela manifestação clínica associada à dosagem de sódio sérico baixo.
C. apresenta dosagem alta de K+ e ECG com achatamento de onda T
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. apresenta um índice de retenção do volume infundido maior que 60%
INCORRETO : Enquanto o organismo estiver desidratado, espera-se que o índice de retenção do volume infundido seja maior que 60%; quando esse valor ficar abaixo de 60%, isso pode ser sinal de que o organismo não tem mais déficit de volume.
E. apresenta comprometimento do estado geral, frequência cardíaca aumentada em uma criança calma e sem febre e o tempo de enchimento capilar (TEC) aumentado
INCORRETO : Os sinais mais importantes encontrados na desidratação são: comprometimento do estado geral, frequência cardíaca aumentada em uma criança calma e sem febre e o tempo de enchimento capilar (TEC) aumentado em ambiente térmico adequado e com o paciente afebril. Outro parâmetro bastante objetivo para indicar existência de desidratação é a constatação de perda de peso corpóreo.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

DISCURSIVA: (201164 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)


RATING: 2.94

Responda ás seguintes questões:
1) Qual é a causa mais comum de dor de ouvido na criança pequena? (0,25 pontos)
2) O que é a miringite bolhosa e como é feito o diagnostico? (0,25 pontos)

1) A otite media aguda, infecção bacteriana ou viral, associando-se a dor (otalgia) e febre. - 0,25 p.
2) É uma infecção da membrana timpanica cuja caracteristica é a formação de bolhas na sua superficie. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus e Mycoplasma são agentes comuns. - 0,25 p

FONTE:

Segredos em emergência pediatrica - Steven M. Selbst MD, Kate Cronan MD

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

CASO CLINICO: (233436 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino afro-americano de 16 meses de idade chega ao pronto-socorro com um histórico de 3 dias de febre e tosse. O menino estava bem até 3 dias atrás quando sua mãe relata que e!e começou a tossir e estava 'quente ao toque'. Sua temperatura era de 38,5°C. A mãe deu acetaminofeno ao menino e o colocou para dormir. Ele não tem sentido fome nos últimos dois dias, porém continua a ingerir uma quantidade adequada de liquidos. Apesar dos antipiréticos, sua febre persistiu e está agora a 39°C. Não houve outros sintomas, contato com doentes ou histórico de viagens.

No exame físico, a criança apresenta uma aparência tóxica porém está bem hidratada. A frequência cardíaca é de 140, frequência respiratória de 52, e a saturação de oxigênio em ar ambiente é de 82%. No exame, o único achado significativo de sons respiratórios notoriamente reduzidos sobre o hemitorax direito. Não há adenopatia ou hepatoesplenomegalia.

Uma radiografia torácica revela um herrtitórax direito: pacificado com leve desvio do mediastino para o lado esquerdo. A hemograma exibe uma contagem leucocitária de 28.000/mm3 com muitas bandas. O

1) Qual é a primeira medida terapêutica a ser instituida no atendimento? (0,1 p)

2) Qual é o proximo procedimento diagnóstico indicado? (0,1 p)

3) Se o aspirado pleural do hemitorax direito indicar empiema, qual vai ser a intervenção apropriada? (0,1 p)

4) Neste caso, qual é a comorbidade que mais necessita ser considerada e investigada? (0,1 p)

5) Qual é o regime antibiotico eletivo para o tratamento desta criança? (0,1 p)


RATING: 2.97

1) Este caso representa um exemplo de pneumonia bacteriana com uma efusão pleural associada. No pronto-socorro, a intervenção mais apropriada é atenção às vias aéreas, adequação do esforço respiratório e circulação. A criança está dessaturando em ar ambiente e deveria receber oxigênio suplementar. Após estabilização do paciente com oxigênio e aquisição de uma Rx torácico, uma linha IV deveria ser colocada, e antibióticos apropriados fornecidos. Idealmente, uma ultrassonografia com aspiração do líquido pleural deveria ser realizada na criança estável antes da administração dos antibióticos.(0,1 p)
2) Embora uma radiografia em decúbito possa ser obtida, uma ultrassonografia do hemitórax direito e aspiração do fluido para fins diagnósticos deveriam idealmente preceder a administração de antibióticos. No entanto, se houver uma rápida deterioração da condição clínica da criança, a estabilização da condição e administração de antibióticos apropriados antes da toracocentese deveriam proceder imediatamente. (0,1 p)
3) Para a criança com uma grande efusão parapneumônica ou um empiema acompanhado por desvio do mediastino» o tratamento inclui a drenagem do líquido. Se um empiema é definido pela química ou a presença de organismos, recomenda-se a realização de uma tocacoscopia video-assistida (VAT) e decorticação na fase inicial da doença; estes procedimentos podem encurtar o tempo de internação. Quando a VAT não pode ser realizada, outra estratégia de tratamento de uma efusão parapneumônica complicada é a instilação de fibrinolíticos no espaço pleural. (0,1 p)
4) A síndrome aguda do tórax ou pneumonia associada à efusão pleural pode ser a primeira apresentação para uma criança afro-americana com doença falciforme. Seria importante obter um histórico para doença falciforme e confirmar o tipo de hemoglobina da criança pelo teste Sickledex ou eletroforese de hemoglobina. Imunodeficiências congênitas e adquiridas tendem a se manifestar antes dos 16 meses de idade, porém também deveriam ser consideradas.(0,1 p)
5) Para este paciente em particular, uma seleção de antibióticos apropriados deveria incluir antibióticos com ação contra o S. aureus e o S. pneumoniae, assim como contra patógenos Gram-negativos menos prováveis. S.aureus resistentes à meticilina adquiridos na comunidade (CA-MRSA) podem manifestar-se com uma pneumonia necrosante profunda e rapidamente progressiva, portanto consideração deveria ser dada a um antibiótico IV direcionado contra o MRSA. Por essa razão, a escolha inicial de antibióticos, mais adequada nesta criança, seria ceftriaxona e vancomicina. (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.97)




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