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E S C A R L A T I N A (ÁREA DE PEDIATRIA)

É uma doença infecciosa aguda, mais frequente na infância, provocada por um determinado grupo de bactérias, que corresponde a uma estirpe de Streptococcus do Grupo A de Lancefield, também conhecida como Streptococcus pyogenes. Caracteriza-se pelo início súbito de febre, faringite, seguido de exantema que confere à pele uma cor escarlate.

OBJETIVA: (1418531 votos)..........96.07% das questões objetivas receberam votos.
M. A, , 70 anos, portador de fibrilação atrial chega ao hospital com quadro de distensão e dor abdominal intensa em cólica iniciada há 4 horas. Ele apresenta facies de dor, sudorese e refere que sente dor insuportável em todo o abdome. Apresenta FC: 115 bpm, PA: 80/55 mmHg, FR: 29 irpm, peso: 80 kg, altura: 1,79 m. Ao exame físico apresenta abdômen distendido, dor abdominal difusa sem sinais de irritação peritoneal. Assinale a hipótese diagnóstica mais provável para esse caso:
A. apendicite aguda
B. diverticulite aguda
C. tumor de cólon perfurado
D. úlcera gástrica perfurada
E. isquemia mesentérica

  RATING: 2.91

M. A, , 70 anos, portador de fibrilação atrial chega ao hospital com quadro de distensão e dor abdominal intensa em cólica iniciada há 4 horas. Ele apresenta facies de dor, sudorese e refere que sente dor insuportável em todo o abdome. Apresenta FC: 115 bpm, PA: 80/55 mmHg, FR: 29 irpm, peso: 80 kg, altura: 1,79 m. Ao exame físico apresenta abdômen distendido, dor abdominal difusa sem sinais de irritação peritoneal. Assinale a hipótese diagnóstica mais provável para esse caso:

A. apendicite aguda
CORRETO: Essa condição inflamatória do apêndice vermiforme tipicamente afeta faixas etárias mais jovens (pico aos 10-30 anos), manifestando dor inicial periumbilical que migra para o quadrante inferior direito, com febre baixa, náuseas e sinais de irritação peritoneal localizada (como defesa abdominal ou sinal de Blumberg positivo). No entanto, nesse paciente idoso com dor difusa cólica súbita em todo o abdome, sem focalização direita e ausente irritação peritoneal, o quadro não se alinha com a patogênese obstrutiva e inflamatória da apendicite, que em idosos pode perfurar rapidamente, mas ainda assim com achados físicos localizados e sem associação direta à fibrilação atrial. Meta-análises no British Journal of Surgery reforçam que a ausência de migração da dor e o caráter difuso desviam o diagnóstico para etiologias vasculares, tornando essa opção inadequada.
B. diverticulite aguda
INCORRETO : Comum em idosos com histórico de constipação e diverticulose (prevalência >50% após 60 anos), essa complicação inflamatória manifesta dor focal no quadrante inferior esquerdo (sigmoide), febre, anorexia e irritação peritoneal localizada, frequentemente com leucocitose e elevação de PCR. Contudo, o onset súbito de dor cólica intensa difusa sem irritação peritoneal, associado à fibrilação atrial (sem menção a divertículos prévios), não corresponde ao padrão inflamatório contido ou perfurado da diverticulite, que evolui mais subagudamente e sem choque inicial a menos em estágios avançados (Hinchey III/IV). Estudos como os do New England Journal of Medicine destacam que a ausência de localização esquerda e o fator embólico da FA priorizam isquemia, excluindo essa alternativa.
C. tumor de cólon perfurado
INCORRETO : Neoplasias colorretais em idosos evoluem cronicamente, com sintomas insidiosos como alteração do hábito intestinal, perda de peso ou sangramento retal, e perfuração ocorre em <10% dos casos, tipicamente levando a peritonite fecal com rigidez abdominal difusa, defesa e sinais de sepse grave. Aqui, a dor cólica aguda de 4 horas sem irritação peritoneal inicial não sugere perfuração tumoral, que demandaria história prévia de obstrução ou massa palpável, e a fibrilação atrial não é fator de risco direto para tumores. Registros oncológicos como o SEER database indicam que perfurações neoplásicas apresentam evolução mais gradual e com irritação peritoneal evidente, contrastando com o quadro vascular agudo descrito, o que invalida essa hipótese.
D. úlcera gástrica perfurada
INCORRETO : Essa emergência, associada a uso de AINEs, H. pylori ou estresse, caracteriza-se por dor epigástrica súbita 'em punhalada', irradiando para ombros, com rigidez abdominal (abdome em tábua) devido a irritação peritoneal química por suco gástrico, frequentemente com pneumoperitônio radiológico. No entanto, a dor cólica difusa sem irritação peritoneal e o contexto de fibrilação atrial (sem menção a fatores ulcerogênicos) não se adequam, pois a perfuração ulcerosa provoca peritonite imediata e choque, mas com achados físicos mais focais superiormente. Guidelines da American Gastroenterological Association enfatizam que a ausência de rigidez e o caráter cólico apontam para isquemia intestinal, não gástrica, tornando essa opção incongruente.
E. isquemia mesentérica
CORRETO : A isquemia mesentérica aguda, frequentemente decorrente de embolia arterial mesentérica superior em pacientes com fibrilação atrial (como nesse caso, onde o ritmo irregular favorece a formação de trombos atriais esquerdos que embolizam para o território mesentérico), surge como a hipótese mais provável, alinhando-se aos elementos centrais do quadro: dor abdominal intensa, cólica e difusa iniciada abruptamente há 4 horas – um onset súbito típico da oclusão vascular aguda, onde a isquemia tecidual inicial provoca dor visceral desproporcional aos achados físicos, sem irritação peritoneal imediata, pois a necrose transmural e perfuração só ocorrem em fases tardias (após 6-12 horas). Aos 70 anos, com fibrilação atrial não anticoagulada implícita (fator de risco clássico para eventos embólicos, responsável por 40-60% das isquemias mesentéricas agudas), o paciente exibe sinais de choque incipiente: taquicardia (FC 115 bpm), hipotensão (PA 80/55 mmHg) e taquipneia (FR 29 irpm), refletindo acidose lática e liberação de mediadores inflamatórios da isquemia intestinal, com distensão abdominal por íleo paralítico e acúmulo gasoso. A facies de dor, sudorese e referência a 'dor insuportável em todo o abdome' reforçam o caráter visceral e difuso, compatível com acometimento do intestino delgado e cólon direito (território da artéria mesentérica superior), sem focalização que sugeriria processos localizados. Seu IMC calculado (80 kg / 1,79² m ≈ 25,0, normal superior) não é um fator de risco isolado, mas a idade avançada eleva a incidência para 1-2/1.000 hospitalizações anuais em idosos, conforme dados do American College of Surgeons. Clinicamente, esse padrão é corroborado por guidelines da World Society of Emergency Surgery (WSES), que enfatizam a 'dor fora de proporção' como sinal patognomônico, com diagnóstico diferencial precoce via angio-TC para confirmar oclusão e guiar revascularização urgente (embolectomia ou bypass), associada a ressecção intestinal se necrose, visando reduzir a mortalidade de 50-80% em casos não tratados precocemente. Séries clínicas prospectivas, como as publicadas no Journal of Vascular Surgery, confirmam que em pacientes com FA e abdome agudo sem peritonite inicial, a isquemia mesentérica supera outras etiologias em probabilidade, destacando a urgência de anticoagulação profilática em FA para prevenção.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (198397 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O tratamento das fraturas da criança difere do tratamento do adulto em varios aspectos. Enumeram pelo menos 5 diferenças caracteristicas. (0,5 pontos)


RATING: 3.24

O tratamento das fraturas da criança difere do tratamento do adulto em varios aspectos. Enumeram pelo menos 5 diferenças caracteristicas. (0,5 pontos)

(1) a cura dos tecidos moles e muito mais rapida e completa - 0,1 p
(2) o osso desvitalizado que não esta contaminado pode ser deixado no local e irá se incorporar - 0,1 p
(3) o periosteo gera um novo osso quando o osso e perdido - 0,1 p
(4) retardo de consolidação ou pseudo-artrose e incomum - 0,1 p
(5) fixadores externos podem ser deixados no local por períodos prolongados, a fim de garantir uma consolidação solida. - 0,1 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.24)

CASO CLINICO: (230563 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente do sexo feminino, 36 anos, sem antecedentes mórbidos, trazida ao hospital devido ao rebaixamento do nível de consciência há dois dias. Esposo relatou que há dez dias a paciente passou a queixar-se de dor nas costas, de intensidade progressiva, que culminou com dificuldade de deambulação.
Ao exame físico de entrada apresentava frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto (bpm), desidratação e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 13 à custa de alteração na resposta verbal). Os primeiros exames laboratoriais mostraram as seguintes alterações: ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL), cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL).
1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
2) Quais são as alterações dos exames laboratoriais que aumentam a gravidade do caso? 0,1 p
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p



RATING: 3.65

1) Quais são os exames imperativos á ser solicitados em seguida? 0,1 p
O quadro clínico inclui sintomas neurologicos (rebaixamento progressivo de Glasgow, dificuldade de deambulação numa paciente de 36 anos, sem antecedentes mórbidos) então é mandatorio, neste caso, solicitar a coleta de líquor e tomografia computadorizada de crânio.
2) Quais são as alterações observados nos exames laboratoriais? - 0,1 p
Temos ureia = 182mg por decilitro (15-36 mg/dL), creatinina = 1,9 mg por decilitro (0,7-1,2 mg/dL) que indicariam uma falha renal, mas, na verdade, o que é mais grave aqui é a hipercalcemia (cálcio = 19,6mg por decilitro (8,4-10,2 mg/dL) - hipercalcemia grave). É sabido que pacientes com hipercalcemia assintomática ou discretamente sintomática - com cálcio menor do que 12 mg/dL - não requerem tratamento imediato. Cálcio entre 12 e 14mg/dL pode requerer instituição de tratamento caso seja oriundo de aumento agudo, visto que o mesmo pode causar alterações neurológicas. Já os pacientes com cálcio acima de 14 mg/dL sempre requerem tratamento imediato, independente dos sintomas.
3) Considerando o valor da calcemia, quais seriam as duas principais causas mais encontradas do mesmo? 0,1 p
A hipercalcemia pode resultar do aumento da reabsorção óssea, da absorção intestinal, da retenção renal ou do uso de drogas hipercalcemiantes. Em algumas doenças, como o câncer, mais de um mecanismo pode estar envolvido. Entre todas as causas, hiperparatireoidismo e malignidades são as mais comuns, respondendo por 90% dos casos.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.65)




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