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Mulher de 60 anos é admitida na emergência com dor abdominal do tipo cólica, distensão, náuseas e vômitos, parada de eliminação de gases e fezes com 48 horas de evolução. Nunca foi operada. Refere episódios de dor abdominal do tipo cólica, no quadrante superior direito, irradiada para a ponta da escápula direita. Último episódio ocorreu há 20 dias, ocasião em que teve febre e necessitou de internação e tratamento com antibioticoterapia sistêmica. O diagnóstico mais provável é obstrução intestinal no nível do:
A. íleo
CORRETO: Outro caso de obstrução intestinal. Os episódios de dor abdominal tipo cólica em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos falam a favor de litíase biliar, concluímos assim que a paciente apresenta cálculos em sua vesícula (colelitíase). Em um novo episódio, ela teve febre e foi tratada com antibioticoterapia apenas (provavelmente complicou com colecistite aguda). Eu digo ‘apenas’ porque a colecistite aguda deve ser tratada com antibióticos mais colecistectomia videolaparoscópica. Mas, qual a relação entre colecistite e obstrução intestinal? Quando a vesícula biliar inflamada “gruda” no duodeno, estabelece-se uma fístula colecisto-duodenal. Através da fístula, um cálculo de dimensões consideráveis no interior da vesícula biliar pode ganhar o lúmen duodenal e “descer” o delgado, indo finalmente parar no nível da válvula ileocecal, causando obstrução intestinal. Esta condição é conhecida como íleo biliar.
B. duodeno proximal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. cólon esquerdo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. sigmóide
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. este quadro não sugere obstrução intestinal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: A
Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.
RATING: 3.16 ![]()
Discuta os aspectos epidemiológicos, de fatores de risco e patogênese genética do câncer urotelial de bexiga urinária.
1. Distribuição geográfica, posição global e diferenças por sexo/raça
2. Principais fatores de risco ambientais e ocupacionais
3. Ativação de oncogenes na patogênese
4. Inativação de genes supressores e alterações cromossômicas
FONTE:
CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)
1) Qual é o diagnóstico mais provável.
a. Amniorrexe prematura (0.05 p) b. Chorioamniotite (0.05 p)
2) Indiquem pelo menos 3 complicações maternas da amniorrexe
ATENÇÃO A PEGADINHA ! O requirimento e: 'complicações maternas' e não 'fetais'.
- Chorioamniotite (0.05 p)
- Infecção puerperal (endometrite) (0.05 p)
- Oligoidramnio (0.05 p)
3) Em quais condições é útil o toque vaginal neste caso?
EM NENHUMA ! Outra pegadinha... Normalmente, o toque vaginal e PROIBIDO em caso de suspeita de amniorrexe prematura, EXCETO quando existe expectativa de parto nas próximas 24 horas. Mas NESTE CASO a gravidez de 23 semanas e bem longe de tal eventualidade, então a resposta correta e 'o toque vaginal e proibido e, neste caso, não existe nenhuma condição que justificaria a fazer um tal exame'. (0.05 p)
4) Qual é o plano terapêutico no caso acima?
Conduta ativa: A única solução e a interrupção da gravidez. Ela vai acontecer em 7 dias. Resolução imediata da gestação se trabalho de parto ou presença de infecção (0.05 p).
Esquemas antibióticos :
Ampicilina 2 g EV 6/6 h + Gentamicina 1,5 mg/Kg 8/8 h ou em dose única diária. Se parto vaginal manter este esquema até que a paciente se mantenha afebril ou assintomática por 48 h, não sendo necessária a manutenção de esquema ambulatorial por via oral. (0.05 p)
Caso haja indicação de parto abdominal indica-se adicionar droga contra anaeróbios como Metronidazol 500 mg 8/8 h ou Clindamicina 900 mg 8/8 h, após clampeamento do cordão. (0.05 p)
Particularidades: paciente com infecção estafilocócica requer terapia EV por período prolongado e subsequentemente curso de terapia oral. (0.05 p)
DISCUSSÃO:
O feto não vai ser viável, porque os pulmões são imaturos
.
Justificação: a presença da CORIOAMNIOTITE
- Resulta de disseminação hematogênica ou infecção ascendente.
- Incidência mais comum nos casos de ruptura precoce de membranas ovulares, cerca de 15 a 25%. Já nos casos de RPM prolongada, ou seja, com período maior que 24 h, a incidência é de 3 a 15%.
Principais patógenos: Bacteroides, E. coli, estreptococos anaeróbios, estreptococos do grupo B.
- Indicação absoluta de interrupção da gestação. Se possível via vaginal.
RPM em gestações muito precoces, principalmente se menor que 24 semanas, a sobrevida é limitada e a morbimortalidade neonatal está aumentada.
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