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ÉTICA MÉDICA EM CIRURGIA (ÁREA DE CIRURGIA)

Uma cirurgia é uma experiência extrema para o paciente. Ele encontra-se em uma posição completamente vulnerável, e um nível elevado de confiança é exigido para que o paciente coloque a sua vida diretamente nas mãos do cirurgião. Os preceitos éticos tradicionais da profissão incluíram a primazia do bem-estar do paciente. A confiança parece inerente à profundidade moral da relação cirurgião-paciente, ou seja o cirurgião precisa se esforçar para agir sempre de maneira confiável.

O novo modo de pensar hoje é definido pelo envolvimento do paciente na tomada de decisão em relação aos cuidados de saúde. O direito de escolha tem que ser compartilhado entre o cirurgião e o paciente.

OBJETIVA: (1479348 votos)..........97.14% das questões objetivas receberam votos.
No caso de sinusite aguda, ao contrário do adolescente, a criança não manifesta:
A. tosse
B. piora da tosse em posição supina
C. secreção nasal clara
D. secreção nasal purulenta
E. sensibilidade a percussão da face

  RATING: 2.99

No caso de sinusite aguda, ao contrário do adolescente, a criança não manifesta:

A. tosse
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. piora da tosse em posição supina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. secreção nasal clara
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. secreção nasal purulenta
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. sensibilidade a percussão da face
CORRETO : Ao contrário do adolescente, a criança não manifesta dor facial, cefaléia, edema e sensibilidade a percussão da face. As manifestações mais comuns de rinossinusite na infância são tosse e secreção nasal.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (202230 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

As tireoidites constituem um grupo heterogêneo de inflamações da glândula tireoide, com substratos etiológicos, cursos temporais e desfechos funcionais distintos. Com base nos fundamentos teóricos da endocrinologia, responda aos itens a seguir.

(I) Classifique as principais tireoidites segundo o curso temporal e o substrato etiológico. (0,1 pontos)
(II) Descreva a patogenia da tireoidite de Hashimoto e os autoanticorpos envolvidos. (0,1 pontos)
(III) Explique a fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain) e o padrão evolutivo da função tireoidiana. (0,1 pontos)

(IV) Diferencie, do ponto de vista imunológico e clínico-laboratorial, a tireoidite silenciosa/pós-parto da tireoidite crônica de Hashimoto. (0,1 pontos)
(V) Fundamente os princípios terapêuticos das principais formas de tireoidite, correlacionando-os ao mecanismo de lesão glandular. (0,1 pontos)




RATING: 2.91

As tireoidites constituem um grupo heterogêneo de inflamações da glândula tireoide, com substratos etiológicos, cursos temporais e desfechos funcionais distintos. Com base nos fundamentos teóricos da endocrinologia, responda aos itens a seguir.

(I) Classifique as principais tireoidites segundo o curso temporal e o substrato etiológico. (0,1 pontos)
(II) Descreva a patogenia da tireoidite de Hashimoto e os autoanticorpos envolvidos. (0,1 pontos)
(III) Explique a fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa (De Quervain) e o padrão evolutivo da função tireoidiana. (0,1 pontos)

(IV) Diferencie, do ponto de vista imunológico e clínico-laboratorial, a tireoidite silenciosa/pós-parto da tireoidite crônica de Hashimoto. (0,1 pontos)
(V) Fundamente os princípios terapêuticos das principais formas de tireoidite, correlacionando-os ao mecanismo de lesão glandular. (0,1 pontos)


(I) Classificação segundo curso temporal e substrato etiológico

Esquema temporal-etiológico clássico:

  • Tireoidite aguda (supurativa/infecciosa): inflamação piogênica, em geral bacteriana, com destruição local e risco de abscesso. (0,02 p)
  • Tireoidite subaguda dolorosa (granulomatosa de De Quervain): inflamação pós-viral, granulomatosa, autolimitada. (0,02 p)
  • Tireoidite subaguda indolor (silenciosa e/ou pós-parto): inflamação linfocítica autolimitada, frequentemente no puerpério. (0,02 p)
  • Tireoidite crônica de Hashimoto (linfocítica crônica): autoimunidade persistente, principal causa de hipotireoidismo primário. (0,02 p)
  • Formas especiais: tireoidite de Riedel (fibrose invasiva) e tireoidites induzidas por fármacos (amiodarona, lítio, interferon, inibidores de checkpoint). (0,02 p)

(II) Patogenia da tireoidite de Hashimoto e autoanticorpos

Esquema patogenético:

  • Doença autoimune órgão-específica com infiltração linfocítica crônica e destruição folicular progressiva. (0,02 p)
  • Predomínio de mecanismo celular (linfócitos T citotóxicos e citocinas) sobre a simples ação dos anticorpos. (0,02 p)
  • Anti-TPO (antiperoxidase): marcador mais sensível e característico da tireoidite crônica autoimune. (0,02 p)
  • Anti-Tg (antitireoglobulina): frequentemente associado, de menor especificidade isolada. (0,02 p)
  • Evolução natural habitual para hipotireoidismo primário (TSH elevado, T4 livre baixo), por perda de massa tireocitária. (0,02 p)

(III) Fisiopatologia da tireoidite subaguda granulomatosa e curva funcional

Esquema fisiopatológico e evolutivo:

  • Processo inflamatório pós-viral, com granulomas e células gigantes multinucleadas no interstício tireoidiano. (0,02 p)
  • O substrato histológico é a tireoidite granulomatosa, e não a destruição autoimune crônica. (0,02 p)
  • Fase inicial de tireotoxicose por escape: liberação de hormônio pré-formado dos folículos lesados (não por síntese aumentada). (0,02 p)
  • Fase intermediária de hipotireoidismo transitório, após esgotamento das reservas hormonais. (0,02 p)
  • Fase tardia de recuperação da eutireoidia na maioria dos pacientes, com restauração da arquitetura folicular. (0,02 p)

(IV) Tireoidite silenciosa/pós-parto versus Hashimoto

Esquema comparativo:

  • Ambas têm substrato autoimune linfocítico e podem cursar com anticorpos antitireoidianos. (0,02 p)
  • A forma silenciosa/pós-parto é autolimitada e temporalmente ligada ao puerpério (rebote imune após imunossupressão gestacional). (0,02 p)
  • Na fase tireotóxica da silenciosa há baixa captação de iodo (destruição, não hiperfunção), o que a distingue da doença de Graves. (0,02 p)
  • A Hashimoto é crônica e progressiva, com tendência à falência glandular permanente. (0,02 p)
  • Em Hashimoto os anticorpos (especialmente anti-TPO) tendem a persistir; na silenciosa a autoimunidade é, em regra, transitória ou de menor intensidade sustentada. (0,02 p)

(V) Princípios terapêuticos correlacionados ao mecanismo de lesão

Esquema terapêutico racional:

  • Hashimoto: reposição com levotiroxina quando houver hipotireoidismo; o alvo é a reposição hormonal, não a “cura” da inflamação. (0,02 p)
  • De Quervain: analgesia com AINE; corticosteroide se dor intensa; betabloqueador para sintomas adrenérgicos da fase tireotóxica. (0,02 p)
  • Tireotoxicose destrutiva (subaguda, silenciosa, pós-parto): não se usam tionamidas, pois não há síntese aumentada de hormônio. (0,02 p)
  • Tireoidite aguda infecciosa: antimicrobiano dirigido e drenagem se houver coleção/abscesso. (0,02 p)
  • Silenciosa/pós-parto: conduta em geral expectante; levotiroxina temporária apenas se o hipotireoidismo for sintomático ou prolongado. (0,02 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - TIREOIDITES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

CASO CLINICO: (234518 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 67 anos, procedente do interior, refere “papo” há mais de 20 anos, de crescimento lento. Há 10 meses passou a ter dispneia progressiva, pior ao deitar (ortopneia), tosse seca e engasgos com sólidos. Relata plenitude facial e “aperto no pescoço” ao erguer os braços para pentear o cabelo. Nega palpitação, emagrecimento febril ou rouquidão fixa. Nega cirurgia cervical prévia.

Exame. Tireoide multinodular, endurecida, com o polo inferior direito não palpável (parece “mergulhar” atrás da fúrcula). Desvio traqueal à esquerda. Ao elevar ambos os membros superiores por 30–60 s: pletora facial, turgência jugular e piora da dispneia (sinal de Pemberton positivo). Sem linfonodos cervicais dominantes. Ausculta pulmonar com estridor discreto em decúbito. Ginecomastia bilateral.

Exames iniciais. TSH 1,8 mUI/L; T4 livre normal. Ultrassonografia cervical: bócio multinodular; o lobo direito não é delimitado inferiormente — o transdutor “perde” o polo no estreito torácico superior. Radiografia de tórax: alargamento do mediastino superior e desvio/estreitamento traqueal.



Sinal de Pemberton (congestão ao elevar os braços) positivo e radiografia com massa mediastinal superior + desvio traqueal.

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,10 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico (e planejar a via)? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,10 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)



RATING: 3.12

(I) Suspeita diagnóstica:

Bócio substernal / retrosternal / mergulhante (extensão de tecido tireoidiano abaixo do estreito torácico superior; definição operacional frequente: >50% da glândula no tórax ou descida >3 cm abaixo da fúrcula / além de T4). (0,04 p)

Apoiam a hipótese:

  • polo inferior não palpável e US que não delimita o limiar mediastinal — continuidade cervicotorácica. (0,02 p)
  • sinal de Pemberton: o gesto de elevar os braços reduz o estreito torácico e desmascara compressão venosa/traqueal. (0,02 p)
  • síndrome compressiva (ortopneia, disfagia, desvio traqueal no RX). (0,02 p)

Lembrete de prova: a maioria é eutireóidea; função normal não exclui o diagnóstico.

(II) Possível causa da doença diagnosticada

Na vasta maioria trata-se de bócio secundário (mergulhante): crescimento caudal de um bócio multinodular crônico cervical, e não de um tumor mediastinal “nascido” no tórax. (0,04 p)

Mecanismo anatômico clássico: a glândula encontra teto ósseo-muscular (esterno, músculos pré-tireoidianos, fáscia) e é “puxada” para o mediastino pela gravidade e pela pressão negativa intratorácica. (0,03 p)

Contexto epidemiológico: mulher idosa, bócio de décadas; historicamente associado a deficiência de iodo (bócio colóide multinodular). (0,02 p)

O bócio primário mediastinal (tecido tireoidiano ectópico com vascularização própria, independente das artérias tireóideas inferiores) é raro (~1%). (0,01 p)


(III) Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

Tomografia computadorizada de pescoço e tórax (com contraste, se a função e o plano cirúrgico permitirem): é o exame que confirma a origem tireoidiana da massa, mede quanto da glândula está abaixo da fúrcula e mapeia traqueia, esôfago e grandes vasos. (0,05 p)

A TC também define a via operatória (cervicotomia isolada vs. necessidade de esternotomia) — extensão além do arco aórtico, componente posterior, vascularização anômala ou perda de plano com estruturas vitais. (0,03 p)

TSH e T4 livre avaliam o estado funcional (tóxico vs. atóxico), mas não comprovam a topografia substernal. US e cintilografia são adjuvantes; o US não substitui a TC no mediastino. (0,02 p)


(IV) Principal diagnóstico diferencial:

Diante de massa do mediastino anterior, o diferencial clássico de banca é o timoma (um dos “4 T’s”). (0,05 p)

Os demais T’s e vizinhos: teratoma / tumor de células germinativas, “terrible lymphoma”, além de linfonodomegalia e aneurisma/ectasia da aorta. (0,03 p)

O que pende para bócio (e afasta timoma “puro”): continuidade direta com a tireoide cervical, densidade/nódulos semelhantes aos lobos cervicais e vascularização a partir das artérias tireóideas inferiores. (0,02 p)


(V) Tratamento da moléstia:

O tratamento definitivo é cirúrgico: tireoidectomia (em geral total ou quase-total no bócio multinodular bilateral), porque o bócio mergulhante tende a crescer, comprime via aérea e pode ocultar neoplasia (risco de malignidade da ordem de 3–21% nas séries). (0,04 p)

Na grande maioria a peça sai por cervicotomia (incisão de Kocher), inclusive com componente mediastinal volumoso, desde que haja pedículo cervical. (0,03 p)

Esternotomia (ou toracotomia) fica para a minoria (~2–10%): bócio primário, extensão abaixo do arco aórtico, recidiva, invasão por câncer ou vascularização mediastinal independente. (0,02 p)

Iodo radioativo (e drogas antitireoidianas) não descomprimem de forma confiável um mergulhante volumoso; reservam-se ao paciente inoperável ou ao componente tóxico associado. (0,01 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.12)




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