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ENDOMETRIOSE (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Atualmente, a endometriose representa uma afecção ginecológica comum entre mulheres em idade reprodutiva, sendo frequentemente associado à infertilidade e à dor pélvica. Classicamente, é conceituada como à presença de tecido endometrial e estroma e epitélio glandular enométrico fora da cavidade uterina. Apesar de apresentar o potencial de invadir órgãos adjacentes, a endometriose é considerada uma doença benigna, passível de tratamento.

OBJETIVA: (1179245 votos)..........99.16% das questões objetivas receberam votos.
Entre os efeitos negativos da acidose latica estão os seguintes, EXCETO:
A. interfere com a medicação vasoativa
B. aumenta o potássio serico
C. provoca hipercalcemia
D. causa convulsões e lesão cerebral
E. afeta, de modo negativo, a contratilidade cardíaca

  RATING: 2.88

Entre os efeitos negativos da acidose latica estão os seguintes, EXCETO:

A. interfere com a medicação vasoativa
INCORRETO: A acidose pode impedir a ação das catecolaminas administradas.
B. aumenta o potássio serico
INCORRETO : A acidose metabólica é característica de todas as formas de choque. A acidose, ou a queda no pH sérico, é normalmente associada ao aumento do potássio sérico. O potássio sérico diminui quando a acidose é corrigida ou a alcalose se desenvolve.
C. provoca hipercalcemia
INCORRETO : A concentração sérica de cálcio ionizado muda na direção oposta à da variação do pH (ou seja, aumenta quando a acidose provoca queda no pH e cai quando a correção da acidose ou o desenvolvimento de alcalose provoca aumento do pH).
D. causa convulsões e lesão cerebral
CORRETO : A hipoglicemia é a baixa concentração de glicose sérica. A glicose é vital para o bom funcionamento cardíaco e cerebral. As reservas de glicose podem ser baixas em bebês e crianças cronicamente doentes. A hipoglicemia não tratada pode causar convulsões e lesão cerebral.
E. afeta, de modo negativo, a contratilidade cardíaca
INCORRETO : Todos os disturbios metabolicos surgidos no choque afetam negativamente a contratilidade cardíaca

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (185373 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Define e descreva o choque compensado. (0,091 pontos)
(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico. (0,156 pontos)
(III) Classifique os choques segundo a etiologia.(0,078 pontos)
(IV) Cite 4 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças. (0,097 pontos)
(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente? (0,078 pontos)


RATING: 2.97

(I) Define e descreva o choque compensado. (0,091 pontos)
(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico. (0,156 pontos)
(III) Classifique os choques segundo a etiologia.(0,078 pontos)
(IV) Cite 4 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças. (0,097 pontos)
(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente? (0,078 pontos)

(I) Define e descreva o choque compensado.

O choque é classificado como compensado ou descompensado (0,013 p) , de acordo com seu efeito na pressão arterial. (0,013 p)

O choque é definido como compensado (0,013 p) quando os mecanismos compensatórios (0,013 p) são capazes de manter a pressão arterial normal (0,013 p), ou seja, o paciente apresenta sinais e sintomas de perfusão tecidual inadequada (0,013 p), mas a pressão arterial sistólica é normal (0,013 p).

(II) Define e descreva o choque hiperdinâmico.

O choque é classificado segundo o débito cardíaco (0,013 p) em hipodinâmico ou frio (0,013 p) e hiperdinâmico ou quente (0,013 p).

O choque hiperdinâmico ou quente se associa a alto débito cardíaco (0,013 p) e baixa resistência vascular sistêmica (0,013 p). Caracteriza-se por extremidades quentes (0,013 p), avermelhadas (0,013 p), com alargamento da pressão de pulso (0,013 p) e perfusão periférica rápida (0,013 p). O fluxo sanguíneo é distribuído inadequadamente (0,013 p). Alguns tecidos recebem fluxo sanguíneo insuficiente (p.ex., a circulação esplâncnica) (0,013 p), enquanto outros (p.ex., pele e músculos) recebem fluxo sanguíneo excessivo em relação às suas demandas metabólicas (0,013 p).

(III) Classifique os choques segundo a etiologia.

O choque é classificado segundo a etiologia (0,013 p) em hipovolêmico (0,013 p), cardiogênico (0,013 p), distributivo (0,013 p), obstrutivo (0,013 p) e séptico (0,013 p).

(IV) Cite 3 cardiopatias congênitas que são causas de choque cardiogênico em crianças.

São as cardiopatias congênitas que evoluem com obstruções da via de saída do ventrículo esquerdo (0,013 p) - Interrupção do arco aórtico (0,021 p), coarctação da aorta (0,021 p), estenose aórtica crítica (0,021 p), síndrome do coração esquerdo hipoplásico (0,021p).

(V) Em caso de pneumotórax hipertensivo que tipo de choque que se encontra, frequentemente?

No pneumotórax hipertensivo, a compressão do pulmão (0,013 p) causa falência respiratória (0,013 p), e a compressão das estruturas mediastinais (coração e grandes vasos) (0,013 p) leva à diminuição do retorno venoso (0,013 p) e do débito cardíaco (0,013 p). Em crianças, geralmente, ocorre choque obstrutivo (0,013 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (217079 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Identificação: Sra. L.M., 31 anos, sexo feminino, branca, médica residente.

Queixa principal: Crises de pressão alta com dor de cabeça latejante, coração disparado, suor que molha a roupa e sensação de pavor iminente há 7 meses.

História da Doença Atual: Episódios súbitos e recorrentes, duração 15–50 minutos, frequência 3–5 vezes/semana, sem fator desencadeante claro (pioram com estresse). Durante crise: PA 250/160 mmHg e FC 165 bpm. Entre crises: HAS lábil (média 140–155 × 90–100 mmHg) apesar de losartana 100 mg + anlodipino 10 mg + carvedilol 25 mg. Associa perda ponderal involuntária de 9 kg em 5 meses, poliúria/polidipsia e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 4 meses (início rápido).

Antecedentes pessoais e familiares: Carcinoma medular de tireoide tratado com tireoidectomia total + esvaziamento cervical há 2 anos e meio. Mãe operada de feocromocitoma e portadora de hiperparatireoidismo primário.

Exame físico (entre crises): Emagrecida, ansiosa. PA 155/98 mmHg, FC 105 bpm. Palidez cutânea e pele úmida durante relato de crise. Abdômen plano, sem massas palpáveis.

Exames complementares:

  • Glicemia jejum 162 mg/dL; HbA1c 7,2 %.
  • Metanefrinas plasmáticas: Metanefrina 1.380 pg/mL (VR < 57); Normetanefrina 920 pg/mL (VR < 148) — francamente elevadas.
  • TC abdômen (protocolo adrenal): massas heterogêneas adrenais bilaterais (direita 5,2 × 4,8 cm; esquerda 3,1 × 2,9 cm) com realce intenso e washout característico.
  • RM abdômen: lesões com alta intensidade de sinal em T2 (“sinal da lâmpada acesa” / light bulb sign) bilateral.

QUESTÕES:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? - 0,12 pontos
II. Qual a possível causa etiopatogênica da doença diagnosticada? - 0,11 pontos
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? - 0,1 pontos
IV. Qual o tratamento de escolha e os passos fundamentais do preparo pré-operatório? - 0,17 pontos





RATING: 3.02

(I) Correlacionando o quadro clínico com os dados:
  • O quadro de episódios paroxísticos de hipertensão arterial sistêmica com cefaleia, palpitações, sudorese profusa e palidez cutânea é a manifestação mais característica do feocromocitoma, presente em cerca de 90 % dos casos. (0,02 p)
  • Até 90 % dos pacientes apresentam pelo menos dois sintomas da tríade clássica (cefaleia + palpitações + sudorese). (0,02 p)
  • A associação com carcinoma medular de tireoide prévio e história familiar de feocromocitoma + hiperparatireoidismo aponta fortemente para Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2A (NEM-2A). (0,03 p)
  • Em indivíduos jovens há maior risco de bilateralidade (10–35 %) e de associação genética (10–25 %). (0,02 p)
  • Perda ponderal e diabetes mellitus de início recente são compatíveis com hipersecreção de catecolaminas (intolerância à glicose em 50 %; DM em 10–20 % dos casos). (0,02 p)
  • O diagnóstico precoce seguido da ressecção cirúrgica do tumor permite a cura na grande maioria dos pacientes. (0,01 p)


(II) A etiopatogenia deve ser compreendida dentro do espectro das síndromes genéticas.
  • Cerca de 10 % a 25 % dos feocromocitomas têm origem genética. (0,02 p)
  • O feocromocitoma é componente importante da NEM tipo 2A, associado a carcinoma medular de tireoide (95 %), feocromocitoma (30–50 %) e hiperparatireoidismo (20–30 %). (0,03 p)
  • A mutação ocorre no proto-oncogene RET localizado no cromossomo 10q11.2, nos códons 609, 611, 618 e 634. (0,04 p)
  • As formas genéticas como a NEM-2A frequentemente cursam com feocromocitoma bilateral e apresentação em idades mais precoces. (0,02 p)


(III) O diagnóstico segue duas etapas rigorosas — primeiro a confirmação bioquímica, depois a localização.
  • A dosagem de metanefrinas plasmáticas livres (normetanefrina e metanefrina) é o teste inicial de maior sensibilidade (99 %). (0,03 p)
  • Valores normais praticamente excluem o diagnóstico (exceto tumores muito pequenos < 1 cm). (0,02 p)
  • Níveis elevados acima de quatro vezes o limite superior confirmam o tumor com probabilidade próxima de 100 %. (0,03 p)
  • As metanefrinas plasmáticas livres apresentam sensibilidade de 99 %; as urinárias fracionadas de 24 horas, 97 %. (0,02 p)

(IV) O tratamento é sempre cirúrgico, mas o sucesso depende fundamentalmente do preparo farmacológico.
  • O tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica completa do tumor, com taxas de sobrevivência cirúrgica de 98–100 % quando realizada por equipe experiente (endocrinologista + cirurgião + anestesista). (0,02 p)
  • A preparação farmacológica pré-operatória cuidadosa é o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e para a prevenção de crises hipertensivas intraoperatórias. (0,02 p)
  • A estratégia consiste no bloqueio combinado alfa- e beta-adrenérgico, nesta ordem (alfa primeiro). (0,02 p)
  • O bloqueio alfa deve preceder o beta porque as catecolaminas em excesso causam vasoconstrição intensa e contração do volume intravascular; o bloqueio alfa relaxa os vasos permitindo expansão volêmica, enquanto iniciar o betabloqueador primeiro deixa a estimulação alfa sem oposição, podendo piorar drasticamente a hipertensão. (0,04 p)
  • O agente de escolha para o bloqueio alfa é a fenoxibenzamina (bloqueador alfa não-seletivo, irreversível e de longa duração); deve ser iniciada 7 a 10 dias antes da cirurgia, dose inicial 10 mg uma ou duas vezes ao dia, titulada gradualmente até 20–100 mg por dia em doses divididas. (0,03 p)
  • Em casos de doença bilateral associada a síndromes genéticas, recomenda-se a adrenalectomia subtotal laparoscópica com preservação do córtex adrenal para evitar insuficiência adrenal crônica. (0,02 p)
  • A abordagem laparoscópica é o procedimento de escolha para tumores suprarrenais com menos de 8 cm, oferecendo menor tempo de internação e recuperação mais rápida. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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