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ABORDAGEM DO PACIENTE PEDIATRICO POLITRAUMATIZADO (ÁREA DE PEDIATRIA)

DEFINIÇÃO DO ACIDENTE: O Departamento de Emergências da Sociedade de Pediatria de São Paulo define hoje o acidente como evento não intencional e evitável, causador de todos os tipos de lesões no ambiente doméstico ou nos outros espaços sociais como trabalho, trânsito, escola, esportes e lazer.
DEFINIÇÃO DA VIOLÊNCIA: Podemos definir violência como o evento representado por ações realizadas por indivíduos ou grupos que ocasionam danos físicos, emocionais, morais ou espirituais a outros ou a si próprios.
DEFINIÇÃO DA POLITRAUMA: Politrauma é definido como o conjunto de lesões traumáticas simultâneas em diversas regiões, órgãos ou sistemas do corpo, em que pelo menos uma das lesões pode colocar o paciente em risco de vida. Em grande número de casos ocorre, também, trauma craniencefálico.
As causas externas (acidentes e violências) representam em nosso país, a principal causa de morte nas crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 19 anos.
Atualmente sete em cada dez adolescentes morrem por causas externas. Estima-se que, para cada óbito, ocorrem 4 casos que sobrevivem com seqüela graves.

OBJETIVA: (1202990 votos)..........99.12% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de 54 anos procura o médico por sangramento anal vivo. No estadiamento descoberto, registrou-se tumor de reto baixo de 2,5 cm a 6 cm da margem anal não estenosante. No estadiamento por ultrassom endoscópico, trata-se de um T3 N1 e, no estadiamento à distância, de um M0.
A. o paciente tem indicação de ressecção imediata com anastomose coloanal e tratamento adjuvante por ser N1
B. o tratamento ideal seria neoadjuvância com radioquímio, seguido de, após algumas semanas do término, ressecção anterior do reto o com excisão total do mesorreto
C. o tratamento ideal seria neoadjuvância com, após algumas semanas, ressecção anterior do reto sem excisão total do mesorreto
D. o ideal seria radioterapia pré e pós-cirúrgica com excisão total do mesorreto
E. o tratamento seria apenas radioterapia pós-cirúrgica

  RATING: 2.95

Um paciente de 54 anos procura o médico por sangramento anal vivo. No estadiamento descoberto, registrou-se tumor de reto baixo de 2,5 cm a 6 cm da margem anal não estenosante. No estadiamento por ultrassom endoscópico, trata-se de um T3 N1 e, no estadiamento à distância, de um M0.

A. o paciente tem indicação de ressecção imediata com anastomose coloanal e tratamento adjuvante por ser N1
INCORRETO: Em câncer de reto T3N1, a cirurgia imediata sem neoadjuvância é inadequada, pois aumenta o risco de recorrência local e piora os outcomes em comparação à quimiorradioterapia pré-operatória, que é o padrão para downstaging e melhor controle em doença N+. O tratamento adjuvante pós-cirúrgico pode ser considerado, mas a neoadjuvância é priorizada para otimizar a ressecção.
B. o tratamento ideal seria neoadjuvância com radioquímio, seguido de, após algumas semanas do término, ressecção anterior do reto o com excisão total do mesorreto
CORRETO : Essa opção descreve o tratamento padrão para câncer de reto localmente avançado (estágio III, como T3N1M0), especialmente em localização baixa (6 cm da margem anal), conforme diretrizes atualizadas como as do NCI e NCCN. A neoadjuvância com radioquimioterapia (quimiorradioterapia pré-operatória) é recomendada para downstaging do tumor, melhoria da ressecabilidade, controle local e preservação esfincteriana, com regimes como radioterapia de curso longo (50,4-54 Gy com capecitabina ou 5-FU) ou curto, seguida de cirurgia após 6-12 semanas para permitir recuperação e avaliação de resposta. A ressecção anterior baixa do reto com excisão total do mesorreto (TME) é essencial, pois remove o tumor com margens negativas, minimiza recorrência local (taxas de 4-8% com TME adequado) e preserva a função anal quando possível, como nesse caso não estenosante e com distância viável para anastomose. Essa abordagem melhora sobrevida e qualidade de vida, sendo preferida sobre cirurgia inicial em casos N+
C. o tratamento ideal seria neoadjuvância com, após algumas semanas, ressecção anterior do reto sem excisão total do mesorreto
INCORRETO : Embora a neoadjuvância esteja certa, omitir a TME é um erro grave; a excisão total do mesorreto é obrigatória em cirurgias para câncer de reto para reduzir recorrência local e garantir remoção completa dos linfonodos e tecidos perirretal, especialmente em tumores baixos onde o risco é maior.
D. o ideal seria radioterapia pré e pós-cirúrgica com excisão total do mesorreto
INCORRETO : Combinar radioterapia pré e pós-operatória não é recomendado rotineiramente; a neoadjuvância com quimiorradioterapia é suficiente na maioria dos casos, e adicionar RT pós-cirúrgica aumenta toxicidade sem benefício comprovado em guidelines, a menos que haja margens positivas ou alto risco residual. O foco é na terapia pré-operatória para otimizar resultados.
E. o tratamento seria apenas radioterapia pós-cirúrgica
INCORRETO : Essa alternativa ignora a necessidade de cirurgia curativa (ressecção com TME) como pilar do tratamento; radioterapia isolada pós-cirúrgica não é padrão para T3N1, e a preferência é por neoadjuvância para melhor controle, não adjuvância isolada, que tem pior adesão e outcomes.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

DISCURSIVA: (186102 votos) ..........99.42% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os principios basicos de tratamento do choque cardiogênico pediatrico na emergência.


RATING: 2.93

Enumeram os principios basicos de tratamento do choque cardiogênico pediatrico na emergência.

  1. Suporte hemodinâmico (0,01 p)
    1. Pressão arterial normal (0,020 p)
      • Milrinona 0,1-1 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Dobutamina 5-15 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Levosimendana 0,1 -0,2 mcg/kg/min (0,025 p)
    2. Pressão arterial baixa (0,020 p)
      • Dopamina 5-10 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Epinefrina 0,01-0,3 mcg/kg/min (0,025 p)
      • Norepinefrina 0,01-0,2 mcg/kg/min (0,025 p)
  2. Medidas que visam minimizar as demandas de oxigênio (0,025 p)
  3. Suporte ventilatório precoce (0,025 p)
  4. Uso de sedativos e analgésicos (0,025 p)
  5. Manutenção da temperatura corpórea normal (0,025 p)
  6. Manter a homeostase metabólica (0,025 p)
      • o pH, (0,025 p)
      • glicose, (0,025 p)
      • cálcio (0,025 p)
      • magnésio (0,025 p)
  7. Corrigir anemia (0,025 p)
  8. Tratar arritmias (0,025 p)
  9. Uso de diurético - Indicado em pacientes com edema pulmonar ou congestão venosa sistêmica (furosemida 1 mg/kg), mas deve ser administrado apenas após a restauração da perfusão sistêmica e a normalização da pressão arterial. (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

CASO CLINICO: (218092 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma paciente do sexo feminino, de 26 anos, relata que começou a ter febre (38-39oC) e queda do estado geral há 7 dias. Vem apresentando cansaço aos esforços há cerca de 2 meses. Refere também o aparecimento de “hematomas na pele” e gengivorragia. Ao exame, encontra-se prostrada, febril, hipocorada +3/+4, anictérica, tireóide impalpável, sem adenopatia cervical, axilar ou inguinal, RCR 2T BNF sem sopros, MVUA, sem ruídos adventícios, abdome flácido, sem massas ou megalias, membros inferiores apresentando algumas petéquias. Laboratório: Bioquímica normal; hemograma disposto abaixo:

Hb 7,5g/dL
Hct 24%
VCM 100fL
HCM 32pg
CHCM 34g/dL
RDW 9%

Leucócitos 600/mm3
basófilos 0%
eosinófilos 0%
mielócitos 0%
metamielócitos 0%

bastões 5%
segmentados 30%
linfócitos 60%
monócitos 5%
Plaquetas 17.000/mm3

Pergunta-se:
a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável? (0,0625 pontos)
b) Como confirmar o diagnóstico? (0,0625 pontos)
c) Qual o tratamento de suporte? (0,3125 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado? (0,625 p)


RATING: 2.88

a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Anemia aplásica. (0,0625 p)
b) Como confirmar o diagnóstico?
Biópsia de medula óssea (0,0625 p)
c) Qual o tratamento de suporte? Iniciar Cefepime venoso (0,0625 p), após coleta de hemoculturas (0,0625 p)
Reposição de concentrado de plaquetas (0,0625 p)
NÃO transfundir hemácias (0,0625 p) (aumenta o risco de rejeição ao transplante de células-tronco (0,0625 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado?
Transplante alogênico de células-tronco (medula óssea) (0,625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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