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Lactente com 11 meses de idade, é levado ao serviço de Urgência Pediátrica pela tia cuidadora, com relato de sonolência e dificuldade para alimentar-se subitamente. Nega febre, tosse, rinorréia ou diarreia prévias. Ao exame físico encontra-se letárgico, pálido, respiração irregular e superficial. Relato de crise convulsiva em casa. Nega convulsão prévia. Vias aéreas pérvias FR: 8 ipm Respiração superficial Ap: MV +, SatO2: sem leitura (extremidades geladas) FC: 170 bpm, PA: 60 x 40 mmHg, Pulsos periféricos finos e centrais cheios. Enchimento capilar de 4 segundos, ritmo sinusal á monitorização eletrocardiográfica. Neurológico: Glasgow 9; hemorragia retiniana. Temperatura: 35,8°C. Abdomen tenso, em tábua,não depressível. Lesões arredondadas cicatriciais em MMII. Calo ósseo em clavícula D. Dextro capilar: 68 mg/dl. Sobre o caso clínico exposto acima, é CORRETO afirmar que:
A. trata-se de maus tratos, com suspeita da síndrome do bebê sacudido em virtude da hemorragia retiniana e choque neurogênico
INCORRETO: Trata-se de maus tratos, com suspeita da síndrome do bebê sacudido em virtude da hemorragia retiniana e choque neurogênico
B. trata-se de quadro provável de infecção de sistema nervoso central, seguido de choque séptico
INCORRETO : Infecção do sistema nervoso central:** Embora letargia e convulsões possam estar associadas a infecções do SNC, a hemorragia retiniana e o padrão de choque descrito (com trauma abdominal suspeito) são mais consistentes com o diagnóstico de maus tratos do que com infecção.
C. trata-se de maus tratos com síndrome do bebê sacudido, sugerida pela letargia e hemorragia retiniana, associada a choque hipovolêmico, decorrente de trauma abdominal provável
CORRETO : A hemorragia retiniana é um achado clássico associado à síndrome do bebê sacudido (SBS), o que é sugerido pela letargia, a convulsão, o Glasgow reduzido, e o relato de ter tido uma crise convulsiva sem febre. Os sinais de choque (pálido, pulsos periféricos finos, enchimento capilar prolongado, pressão arterial baixa) e o abdômen tenso e em tábua apontam para uma possível hemorragia interna ou trauma abdominal, que pode ser resultado de maus tratos físicos, levando ao choque hipovolêmico.
D. trata-se de letargia decorrente do choque neurogênico.
INCORRETO : O choque neurogênico que não é consistente com os sinais clínicos observados (taquicardia ao invés de bradicardia e outros sinais típicos do choque hipovolêmico).
E. trata-se de letargia decorrente de hipoglicemia
INCORRETO : Embora a glicemia esteja um pouco baixa (68 mg/dl), não é suficientemente baixa para explicar toda a gravidade do quadro apresentado, como a hemorragia retiniana, o abdômen tenso e em tábua e o choque circulatório com características hipovolêmicas, o que sugere algo mais grave associado a trauma.
Gabarito: C
RATING: 2.98 ![]()
FONTE:

1) Qual é o achado do exame da figura?
Presença de ascite á ectoscopia (0,125 p) com circulação colateral (0,125 p).
Discussão: O paciente apresenta ascite na inspeção o que indica uma ascite de razoável volume com 5 litros ou mais. Esta ascite era de moderado volume, pois ao paciente ao ficar em pé o abdome tendia a cair sobre regiões crurais.configurando o chamado abdome em avental ou pêndulo,quando o abdome tende a ficar globoso quando o paciente fica em pé e o abdome fica globoso e com pele lisa e estendida indica ascite de grande volume. Pode-se perceber ainda veias azuladas superficiais no abdome indicativas de presença de hipertensão portal.
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência?
Encefalopatia hepática. (0,125 p)
Discussão: Paciente apresentando quadro de confusão mental com sonolência predominantemente diurna como acontece na encefalopatia hepática em que alterações no padrão do sono (inversão do ritmo, insónia e sonolência excessiva) e graus variáveis de alterações nos níveis de consciência e comportamento, apesar destes achados serem inespecificos o fato do paciente apresentar aparentemente um quadro de hepatopatia com hipertensão portal sugere que esta seja a causa da alteração mental. A presença de flapping é também sugestiva de encefalopatia hepática embora possa ocorrer em outros casos como narcose e uremia. O diagnóstico é de exclusão e outros diagnósticos devem ser procurados, um paciente com febre e confusão mental poderia, por exemplo, ter uma meningite.
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente?
Paciente com encefalopatia grau 2. (0,125 p)
Discussão: Paciente com quadro de agitação e alteração de nível de consciência não tão importante apresentando Glasgow 14, a presença de flapping indica encefalopatia de grau 2 e 3, mas não aparece na grau 1 e desaparece no paciente em grau 4, que está em coma hepático. Veja a baixo a classificação de West Haven da encefalopatia hepática:

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