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Um dos remédios anti-asmaticos abaixo nem tem indicação como tratamento inicial e se utiliza em pacientes muito graves, internados em UTI, e refratários à terapêutica padrão:
A. HeliOx
INCORRETO: HeliOx é uma mistura de oxigênio (21%) e hélio (79%). UTILIDADE: alternativa terapêutica em pacientes refratários.
B. terbutalina
INCORRETO : Considerada a 'varinha mágica' em muitas situações de crise, a terbutalina é utilizada ás vézes antes de recorrer ao Sulfato de magnésio. A dose é de 0,5 mg/ml solução injetável para uso EV/SC/IM - isso seria 10 mcg/kg/dose subcutâneo (máximo 25 mcg/dose) por 3 vezes de 20 em 20 minutos em monitorização contínua.
C. sulfato de magnésio
INCORRETO : O sulfato de magnésio pode resultar em menores taxas de internação em pacientes com quadro inicialmente grave, asma quase fatal ou naqueles que continuam com obstrução intensa, mesmo após a primeira hora de tratamento adequado.
D. aminofilina
CORRETO : AMINOFILINA, no passado, era uma medicação muito utilizada no tratamento da asma. Até hoje tem medicos que prefiram utilizar-la, especialmente na Europa. Hóje, nem tem indicação como tratamento inicial. UTILIZAR QUANDO? Em pacientes muito graves, internados em UTI, e refratários à terapêutica padrão. Utilizada na dose de 6 mg/kg, em 20 minutos, com monitorização cardíaca e de seu nível sérico. Cuidado especial em pacientes que utilizam drogas que interferem no metabolismo da aminofilina.
E. metilprednisolona
INCORRETO : Na asma grave utiliza-se acesso endovenoso com uso de metilprednisolona: 2 mg/kg/dose (ataque), seguidos de 1 mg/kg a cada 6 horas.
Gabarito: D
RATING: 2.95 ![]()
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Anormalidades da Parede Torácica
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Deformidades de depressão/pectus excavatum (0,05 p)
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| Deformidades de protrusão/pectus carinatum (0,05 p) |
| Sindrome de Poland (0,05 p) |
| Defeitos esternais |
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- As sete costelas superiores (numeradas de 1 a 7) são costelas verdadeiras, pois se articulam diretamente com o esterno por meio de cartilagens. (0,05 p)
- As cinco costelas inferiores (numeradas de 8 a 12) são falsas costelas; elas não se conectam diretamente com o esterno, anteriormente; na maioria dos casos, conectam-se com a cartilagem costal acima delas. (0,05 p)
- As costelas 11 e 12 são costelas flutuantes. Elas podem ser pequenas ou grandes; articulam-se apenas com a coluna torácica. (0,05 p)
FONTE:
Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:
1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos
1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p
2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)
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