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Um paciente de 54 anos procura o médico por sangramento anal vivo. No estadiamento descoberto, registrou-se tumor de reto baixo de 2,5 cm a 6 cm da margem anal não estenosante. No estadiamento por ultrassom endoscópico, trata-se de um T3 N1 e, no estadiamento à distância, de um M0.
A. o paciente tem indicação de ressecção imediata com anastomose coloanal e tratamento adjuvante por ser N1
INCORRETO: Em câncer de reto T3N1, a cirurgia imediata sem neoadjuvância é inadequada, pois aumenta o risco de recorrência local e piora os outcomes em comparação à quimiorradioterapia pré-operatória, que é o padrão para downstaging e melhor controle em doença N+. O tratamento adjuvante pós-cirúrgico pode ser considerado, mas a neoadjuvância é priorizada para otimizar a ressecção.
B. o tratamento ideal seria neoadjuvância com radioquímio, seguido de, após algumas semanas do término, ressecção anterior do reto o com excisão total do mesorreto
CORRETO : Essa opção descreve o tratamento padrão para câncer de reto localmente avançado (estágio III, como T3N1M0), especialmente em localização baixa (6 cm da margem anal), conforme diretrizes atualizadas como as do NCI e NCCN. A neoadjuvância com radioquimioterapia (quimiorradioterapia pré-operatória) é recomendada para downstaging do tumor, melhoria da ressecabilidade, controle local e preservação esfincteriana, com regimes como radioterapia de curso longo (50,4-54 Gy com capecitabina ou 5-FU) ou curto, seguida de cirurgia após 6-12 semanas para permitir recuperação e avaliação de resposta. A ressecção anterior baixa do reto com excisão total do mesorreto (TME) é essencial, pois remove o tumor com margens negativas, minimiza recorrência local (taxas de 4-8% com TME adequado) e preserva a função anal quando possível, como nesse caso não estenosante e com distância viável para anastomose. Essa abordagem melhora sobrevida e qualidade de vida, sendo preferida sobre cirurgia inicial em casos N+
C. o tratamento ideal seria neoadjuvância com, após algumas semanas, ressecção anterior do reto sem excisão total do mesorreto
INCORRETO : Embora a neoadjuvância esteja certa, omitir a TME é um erro grave; a excisão total do mesorreto é obrigatória em cirurgias para câncer de reto para reduzir recorrência local e garantir remoção completa dos linfonodos e tecidos perirretal, especialmente em tumores baixos onde o risco é maior.
D. o ideal seria radioterapia pré e pós-cirúrgica com excisão total do mesorreto
INCORRETO : Combinar radioterapia pré e pós-operatória não é recomendado rotineiramente; a neoadjuvância com quimiorradioterapia é suficiente na maioria dos casos, e adicionar RT pós-cirúrgica aumenta toxicidade sem benefício comprovado em guidelines, a menos que haja margens positivas ou alto risco residual. O foco é na terapia pré-operatória para otimizar resultados.
E. o tratamento seria apenas radioterapia pós-cirúrgica
INCORRETO : Essa alternativa ignora a necessidade de cirurgia curativa (ressecção com TME) como pilar do tratamento; radioterapia isolada pós-cirúrgica não é padrão para T3N1, e a preferência é por neoadjuvância para melhor controle, não adjuvância isolada, que tem pior adesão e outcomes.
Gabarito: B
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FONTE:
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a) Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Anemia aplásica. (0,0625 p)
b) Como confirmar o diagnóstico?
Biópsia de medula óssea (0,0625 p)
c) Qual o tratamento de suporte?
Iniciar Cefepime venoso (0,0625 p), após coleta de hemoculturas (0,0625 p)
Reposição de concentrado de plaquetas (0,0625 p)
NÃO transfundir hemácias (0,0625 p) (aumenta o risco de rejeição ao transplante de células-tronco (0,0625 p)
d) Qual o tratamento específico mais indicado?
Transplante alogênico de células-tronco (medula óssea) (0,625 p)
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