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O PROCESSO EPIDEMICO (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O estudo dos fenômenos envolvidos no processo epidêmico pressupõe a compreensão dos conceitos de estrutura e caracteres epidemiológicos e do que venha a ser o comportamento endêmico de uma doença transmissível.

Entende-se por estrutura epidemiológica de uma doença a forma de interação dos diferentes fatores relativos ao meio ambiente, hospedeiro e ao agente - seja ele químico, físico ou biológico - que determina o comportamento desse agravo no âmbito de uma população delimitada e num período de tempo estabelecido.

Os caracteres epidemiológicos constituem a resultante da estrutura epidemiológica em cada momento e se expressa pela freqüência e distribuição da doença na população em determinado instante, segundo as variáveis tempo, espaço e pessoa.

A estrutura epidemiológica se apresenta de forma dinâmica, modificando-se em cada ponto no tempo e no espaço, definido e redefinido continuamente, o que pode ser entendido como comportamento normal ou anormal de uma doença numa comunidade, fixado um ponto no tempo e no espaço.

Pode-se portanto, conceituar o comportamento normal ou endêmico de um agravo à sua ocorrência dentro de padrões regulares em agrupamentos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, num determinado período de tempo, permitidas flutuações cíclicas ou sazonais.

Por outro lado, define-se o comportamento epidêmico de um agravo à saúde como a elevação brusca do número de casos caracterizando, de forma clara, um excesso em relação ao norrual esperado. O número de casos que indicam a presença de uma epidemia variará de acordo com o agente, tipo e tamanho da população exposta, experiência prévia ou ausência de exposição.

A epidemia não apresenta obrigatoriamente um grande número de casos, mas um claro excesso de casos quando comparada à freqüência habitual de uma doença em uma localidade.


OBJETIVA: (1091830 votos)..........99.17% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a faringite viral com adenovirus e verdade que:
A. é a forma predileta nas crianças menores de dois anos
B. na maioria das vezes, é assintomática ou oligossintomática
C. não costuma ser associada à dor intensa e odinofagia
D. um achado muito sugestivo de infecção pelo adenovírus é a presença de linfadenopatia cervical
E. a infecção pelo vírus Coxsackie A determina conjuntivite do tipo folicular

  RATING: 3.03

Sobre a faringite viral com adenovirus e verdade que:

A. é a forma predileta nas crianças menores de dois anos
CORRETO: Crianças menores de dois anos raramente apresentam a doença bacteriana.
B. na maioria das vezes, é assintomática ou oligossintomática
INCORRETO : Sintomas de corrimento nasal, tosse, mal-estar, anorexia e febre usualmente se encontram presentes, não dificultando o diagnóstico na maioria dos pacientes.
C. não costuma ser associada à dor intensa e odinofagia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. um achado muito sugestivo de infecção pelo adenovírus é a presença de linfadenopatia cervical
INCORRETO : O achado muito sugestivo de infecção pelo Adenovírus é a presença de conjuntivite, do tipo folicular, Os linfonodos cervicais podem estar aumentados, e às vezes dolorosos em qualquer forma viral de faringite.
E. a infecção pelo vírus Coxsackie A determina conjuntivite do tipo folicular
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (179679 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária? (0,25 pontos)
(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia? (0,25 pontos)


RATING: 2.85

(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária? (0,25 pontos)
(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia? (0,25 pontos)

(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária?
R: Os incisivos centrais são os primeiros a irromper entre 5 e 8 meses de idade, (0,0625 p) com os dentes inferiores saindo antes dos dentes superiores. (0,0625 p) Aos 2 anos e meio de idade, a criança deve ter todos os dentes decíduos, incluindo os molares. (0,0625 p)
Os dentes secundários / permanentes começam a surgir por volta dos 6 a 7 anos de idade. (0,0625 p)

(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia?
A avaliação do crescimento ao longo do tempo é a forma mais importante de avaliar o crescimento de uma criança. (0,0625 p)
Por definição, 5% da população estará abaixo da faixa de parâmetros de crescimento que é definida como normal. (0,0625 p)
Crianças tendem a crescer ao longo de percentis determinados geneticamente, e esta criança não está se desviando de seu crescimento curva. (0,0625 p)
Por último, as curvas de crescimento padrão usadas na prática foram determinadas usando principalmente crianças brancas, de parâmetros médios, portanto, crianças de diferentes raças ou etnias podem não ter os mesmos parâmetros padrão para crescimento. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

CASO CLINICO: (209304 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 4 anos e 8 meses, previamente hígida e eutrófica, sem vacinação prévia para vírus influenza. História de tosse e rinorreia há 2 semanas, com febre não aferida. Há 2 dias apresenta dor abdominal, vômitos e queda do estado geral. Admitida no pronto-socorro em mau estado geral, desidratada grave, normotensa, gemente, taquidispneica e taquicárdica. Temperatura: 38,1°C. Contagem de leucócitos: 10000/mm³, bastonetes 10/mm³, Frequência respiratoria: 36/min Tempo de enchimento capilar: 5 segundos.. Evoluiu com piora da taquidispneia, hipotensão, gemência, além de hepatomegalia, anasarca e presença de sopro cardíaco. 

Exames laboratoriais evidenciaram anemia, acidose metabólica e elevação da concentração da proteína C-reativa. Eletrocardiograma evidenciou taquicardia sinusal (155 batimentos por minuto) e radiografia de tórax demonstrou aumento da área cardíaca, discreto derrame pleural à direita e infiltrado pulmonar difuso, sugestivo de congestão alveolar.

Respondam ás seguintes questões:

1) Qual é o diagnóstico mais pertinente na primeira impressão, neste caso?........ 0,0625 pontos.

2) Quais são as principais medidas que precisam já ser tomadas na admissão no pronto-socorrro?........ 0,140625 pontos.

3) Qual é o exame que você vai pedir para esclarecer a pré-carga e a função cardíaca?.............. 0,015625 pontos

4) Proponham uma intervenção farmacológica para tratar a piora hemodinâmica com sinais de congestão pulmonar. ..........0,21875 pontos.

5) Os exames laboratoriais evidenciaram elevação de marcadores de necrose miocárdica e marcador inflamatório. As culturas se mantiveram todas negativas e a proteína C-reativa (PCR) para H1N1 foi positiva. Qual a suspeita diagnóstica mais pertinente?..........0,0625 pontos.




RATING: 2.99

1) Qual é a hipótese diagnóstica inicia mais pertinente, neste caso?

Choque (0,015625 p) (hipovolêmico (0,015625 p), cardiogênico (0,015625 p) ou septico (0,015625 p)).

DISCUSSÃO: O tempo de enchimento capilar de 5 segundos indica grande suspeita de choque. Na falta de pelo menos um criterio primario (febre ou leucocitose) CASO não pode ser suspeitado de sepse. 

2) Quais são as principais medidas que precisam já ser tomadas na admissão no pronto-socorro?

Monitor (0,015625 p), oxigenioterapia (0,015625 p), acesso venoso periferico ou ósseo (0,015625 p). Ressuscitação volêmica (0,015625 p) com 5 mL/kg a 10 mL/kg (0,015625 p), com cautela (0,015625 p) e durante períodos relativamente mais longos (por exemplo, 10 a 20 minutos) (0,015625 p), e antibioticoterapia empírica (0,015625 p) (ceftriaxona 100mg/kg/dia (0,015625 p)).

DISCUSSÂO: A reposição volêmica, de modo normal é de 20 ml/kg em 5-10 minutos. No entanto, cuidado com esse caso! Um coração aumentado na radiografia do tórax de uma criança com evidência de choque e débito cardíaco deficiente. Desse modo, neste caso não podemos administrar bolus de fluidos grandes ou rápidos. Preferencialmente,  um bolus de fluido isotônico pequeno de 5 mL/kg a 10 mL/kg, com cautela e durante períodos relativamente mais longos (por exemplo, 10 a 20 minutos, em vez de 5 a 10 minutos) seria mais seguro. Os bolus grandes ou administrados muito rápido podem piorar a função cardíaca e aumentar o fluido já existente nos pulmões.

3) Qual é o exame que você vai pedir para esclarecer a pré-carga e a função cardíaca?

Para obter dados mais objetivos e precisos sobre a pré-carga e a função cardíaca, o melhor exame é o ecocardiograma (0,015625 p).

4) Proponham uma intervenção farmacológica para tratar a piora hemodinâmica com sinais de congestão pulmonar.

Terapia inotrópica (0,015625 p) - Milrinona (0,015625 p)  Dose de ataque: 50 mcg/kg (0,015625 p), EV, infundir em 15 min (0,015625 p) seguido de infusão contínua (0,015625 p) por dose de manutenção: 0,5 mcg/kg/min.(0,015625 p)

Terapia diuretica (0,015625 p): Furosemida (0,015625 p) como diuretico (0,015625 p) via intravenosa lenta (0,015625 p) iniciar com 1mg/kg (0,015625 p). Se necessário, aumentar 1mg/kg, a intervalo mínimo de 2 horas (0,015625 p). Dose máxima 20 mg/dia (0,015625 p), a velocidade da infusão não deve exceder 4mg/minuto (0,015625 p).

DISCUSSÂO: A milrinona é indicada para o tratamento intravenoso em curto prazo da insuficiência cardíaca congestiva severa (quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do corpo), inclusive nos estados de baixo débito (quando o coração está tendo dificuldade de bombear sangue para o seu corpo) após cirurgia do coração. Não deve ser diluído em infusões intravenosas de bicarbonato de sódio.

5) Os exames laboratoriais evidenciaram elevação de marcadores de necrose miocárdica e marcador inflamatório. As culturas se mantiveram todas negativas e a proteína C-reativa (PCR) para H1N1 foi positiva. Qual a suspeita diagnóstica mais pertinente?

Choque cardiogênico (0,015625 p), pela insuficiência cardíaca congestiva (0,015625 p) secundária à miocardite ou cardiomiopatia (0,015625 p) associada à sepse.(0,015625 p)

DISCUSSÃO: O quadro clínico de miocardite de etiologia viral caracteriza-se pela presença de sintomas inespecíficos sugestivos de infecção viral, tais como: febre, tosse, coriza, náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia, acompanhados de dispneia, arritmia, síncope, insuficiência cardíaca e choque cardiogênico. Ao exame físico cardiológico, podem estar presentes taquicardia, primeira bulha abafada e galope de terceira e quarta bulhas. A paciente em questão apresentou história clínica, exame físico, exames laboratoriais (expressiva elevação da PCR e dos marcadores de necrose miocárdica) e alterações ecocardiográficas compatíveis com quadro de miocardite. O quadro foi precedido de sintomas gripais, o que direcionou a investigação etiológica para coleta de pesquisas virais, com posterior confirmação da presença de influenza H1N1 em secreção de nasofaringe.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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