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Um paciente de 2 anos chega desacordado à Emergência. A mãe refere que ele se queixou de 'incômodo no coração' e que, ao colocar a mão na criança, ela achou que o coração estava muito rápido. Ao exame e no monitor cardíaco, apresenta FC= 350bpm. O ECG mostra quadro de taquicardia supraventricular, PA indetectável e pulsos finos. A conduta inicial é:
A. realizar cardioversão sincronizada com 0,5 a 2 J/kg
CORRETO: O quadro configura taquicardia supraventricular com instabilidade hemodinâmica grave (inconsciência, pressão arterial indetectável e pulsos finos), o que exige intervenção imediata segundo as diretrizes de suporte avançado de vida em pediatria. Nessa situação a cardioversão sincronizada é o procedimento de escolha, iniciando-se com 0,5-1 J/kg e podendo repetir com até 2 J/kg se necessário, com sedação leve quando possível, para restaurar o ritmo sinusal e a perfusão sistêmica sem demora.
B. fazer adenosina por push venoso
INCORRETO : A administração de adenosina por via venosa rápida é indicada exclusivamente nos casos de taquicardia supraventricular estável, com perfusão preservada e criança consciente; em instabilidade hemodinâmica grave a medicação pode atrasar o tratamento definitivo e não é recomendada como primeira linha.
C. colocar marca-passo externo
INCORRETO : O marca-passo externo (transcutâneo) é ferramenta para bradiarritmias sintomáticas ou bloqueios atrioventriculares graves com instabilidade, nunca para taquicardia supraventricular, na qual não teria qualquer papel terapêutico.
D. realizar manobras vagais
INCORRETO : As manobras vagais (compressão ocular, manobra de Valsalva ou aplicação de gelo facial) constituem primeira linha apenas na taquicardia supraventricular hemodinamicamente estável; em criança inconsciente com choque elas são ineficazes e inapropriadas, representando perda de tempo crítico.
E. realizar desfibrilação não sincronizada com 2 J/kg
INCORRETO : A desfibrilação não sincronizada (choque sem sincronia com o complexo QRS) é reservada para fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso; na taquicardia supraventricular com pulso (mesmo fraco) o choque deve ser sincronizado para evitar a indução de fibrilação ventricular ou outras arritmias mais graves.
Gabarito: A
RATING: 3.57 ![]()
FONTE:
Paciente: Homem, 68 anos, agricultor, pele clara, fototipo I-II, com história de queimadura térmica acidental na parede abdominal inferior há 15 anos, que cicatrizou com formação de úlcera crônica recorrente. Apresenta lesão ulcerovegetante de 4,5 cm na cicatriz, com bordas elevadas, base granulosa sangrante ao toque, infiltração palpável longitudinal maior que o visível, evolução de 8 meses, sem linfonodos palpáveis ou sintomas sistêmicos. Nega tabagismo atual, mas relata exposição solar crônica ocupacional.
I. Qual a suspeita diagnóstica principal? ............................... Total parcial I: 0,20 p
II. Qual a possível causa etiológica principal da doença diagnosticada? .......................... Total parcial II: 0,20 p
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ..................... Total parcial III: 0,10 p
IV. Qual o tratamento de eleição? .................. Total parcial IV: 0,10 p
Resposta I – Suspeita Diagnóstica Principal (Carcinoma de Células Escamosas – CEC / Carcinoma Espinocelular)
Resposta II – Possível Causa Etiológica Principal
Resposta III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico
Resposta IV – Tratamento de Eleição
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