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O PROCESSO EPIDEMICO (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

O estudo dos fenômenos envolvidos no processo epidêmico pressupõe a compreensão dos conceitos de estrutura e caracteres epidemiológicos e do que venha a ser o comportamento endêmico de uma doença transmissível.

Entende-se por estrutura epidemiológica de uma doença a forma de interação dos diferentes fatores relativos ao meio ambiente, hospedeiro e ao agente - seja ele químico, físico ou biológico - que determina o comportamento desse agravo no âmbito de uma população delimitada e num período de tempo estabelecido.

Os caracteres epidemiológicos constituem a resultante da estrutura epidemiológica em cada momento e se expressa pela freqüência e distribuição da doença na população em determinado instante, segundo as variáveis tempo, espaço e pessoa.

A estrutura epidemiológica se apresenta de forma dinâmica, modificando-se em cada ponto no tempo e no espaço, definido e redefinido continuamente, o que pode ser entendido como comportamento normal ou anormal de uma doença numa comunidade, fixado um ponto no tempo e no espaço.

Pode-se portanto, conceituar o comportamento normal ou endêmico de um agravo à sua ocorrência dentro de padrões regulares em agrupamentos humanos distribuídos em espaços delimitados e caracterizados, num determinado período de tempo, permitidas flutuações cíclicas ou sazonais.

Por outro lado, define-se o comportamento epidêmico de um agravo à saúde como a elevação brusca do número de casos caracterizando, de forma clara, um excesso em relação ao norrual esperado. O número de casos que indicam a presença de uma epidemia variará de acordo com o agente, tipo e tamanho da população exposta, experiência prévia ou ausência de exposição.

A epidemia não apresenta obrigatoriamente um grande número de casos, mas um claro excesso de casos quando comparada à freqüência habitual de uma doença em uma localidade.


OBJETIVA: (1380495 votos)..........94.9% das questões objetivas receberam votos.
Paciente M de 33 anos, é admitido no serviço de emergência com manifestações clínicas, as quais permitem a formulação de hipótese diagnostica de feocromocitoma. As alterações observadas foram:
A. Precordialgia, febre e distúrbios visuais
B. Cefaléia, sudorese e palpitações
C. Dispnéia, tremores e parestesias
D. Náuseas, perda de peso e constipação
E. Palidez, convulsões e fadiga

  RATING: 3

Paciente M de 33 anos, é admitido no serviço de emergência com manifestações clínicas, as quais permitem a formulação de hipótese diagnostica de feocromocitoma. As alterações observadas foram:

A. Precordialgia, febre e distúrbios visuais
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Cefaléia, sudorese e palpitações
CORRETO : O feocromocitoma é um tumor raro, produtor de catecolaminas e neuropeptídios diversos, oriundo das células cromafins. Pode ocorrer isoladamente ou associado a moléstias endócrinas diversas, constituindo síndromes bem-definidas e que representam cerca de 20% dos casos de feocromocitoma. A síntese das catecolaminas ocorre exclusivamente no cérebro, terminações nervosas simpáticas e tecidos cromafins, nos quais se inclui a supra-renal, órgão de Zuckerkandl e restos ectópicos da crista neural. Os feocromocitomas podem ser benignos ou malignos, sendo praticamente impossível separá-los por técnicas de histopatologia. Todavia, como a forma maligna constitui cerca de 10% destes tumores, aconselha-se o acompanhamento de todos os pacientes operados por um período não inferior a 5 anos. A identificação dos malignos se faz pela metástase a distância ou pela invasão tumoral dos órgãos e/ou tecidos vizinhos. Os tumores que têm sua origem em célula cromafim fora da supra-renal são chamados paragangliomas.
C. Dispnéia, tremores e parestesias
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Náuseas, perda de peso e constipação
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Palidez, convulsões e fadiga
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (193768 votos) ..........98.92% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos


RATING: 2.96

Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico)

Pacientes com 45 anos de idade ou mais, sexo masculino, tabagista de longa data, com piora ou aparecimento de sintomas respiratórios ou torácicos (dor torácica, dispnéia, tosse seca, tosse produtiva, hemoptoicos, hemoptise, arritmias cardíacas). Aparecimento de sinais e sintomas sistêmicos: síndromes paraneoplasicas, emagrecimento, nódulos cutâneos, baqueteamento digital, infecção pulmonar única ou recorrente, nódulos ou linfonodos supraclaviculares, sinais e sintomas de metástase a distância por via hematogênica para ossos, cérebro, fígado e suprarrenais. (0,125 p)

2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico
  • Broncofibroscopia;
  • Biópsia Tumoral Transparietal dirigida por tomografia computadorizada de tórax (pulmonar, hepática, óssea, outras);
  • Biópsia de linfonodo supraclavicular ;
  • Biópsia de linfonodo mediastinal por mediastinoscopia, videotoracoscopia, mediastinotomia ou toracotomia;
  • Biópsia de pleura com agulha de Cope;
  • Biópsia pleural por toracoscopia (cirurgia videoassistida);
  • Ressecção das metástases (quando existirem e quando passiveis de ressecção);
  • Biópsia de nódulo cutâneo. (0,125 p)
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica)

(I) Classificação clínica:
  • tumores de pulmão não pequenas células
  • tumores de pulmão pequenas células (oat cell carcinoma)
(II) Classificação histopatologica:
  • Tumor de pulmão pequenas células
  • Carcinoma de pequenas células
  • Tumor de pulmão não pequenas células
  • Carcinoma espinocelular
  • Adenocarcinoma
  • Carcinoma de grandes células
  • Tumores neuroendócrinos
  • Tumores mistos (0,125 p)
4) Descreva o estadiamento utilizado
  • Estágio I: Tumor menor que 3,0 cm, envolto por pulmão, sem metástases;
  • Estágio II: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos hilares ou mediastinais comprometidos;
  • Estágio III: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos mediastinais comprometidos (homo ou contralaterais), invasão de parede torácica ou estruturas mediastinais não vitais;
  • Estágio IV: Tumor de pulmão com metástase a distância. (0,125 p)

FONTE:

SABISTON - TRATADO DE CIRURGIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (225884 votos)..........99.53% dos casos clinicos receberam votos.

Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.

Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.

História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas. 

Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.

Respondam ás seguintes perguntas:

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)




RATING: 2.93

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.

Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).

(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?

Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:

  • Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
  • Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)

Dentre os antiemeticos (0,02 p):

  • Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas.  (0,02 p)
  • Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas  (0,02 p)
  • Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
  • Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)

(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?

As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p)

(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?

Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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