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RATING: 2.84 ![]()
Para a avaliação da resposta ao tratamento da enterocolite necrosante neonatal utiliza-se, mai frequente:
A. análise das fezes à procura de sangue
INCORRETO: Análise das fezes à procura de sangue tem sido usada, a fim de detectar neonatos com enterocolite necrosante neonatal, com base nas alterações na integridade intestinal.
B. hematoquezia oculta
INCORRETO : Embora fezes francamente sangüíneas sejam um indício de enterocolite necrosante neonatal, hematoquezia oculta não se correlaciona bem a enterocolite necrosante neonatal, e não é preconizada a pesquisa rotineira de sangue oculto nas fezes.
C. radiografia de abdômen em duas posições
INCORRETO : A radiografia de abdome com freqüência revela um padrão de gás anormal, compatível com íleo paralítico. Devem-se obter incidências anteroposterior (AP) e lateral com raios X transversais à mesa ou em decúbito lateral esquerdo.
D. medições seriadas da proteína C reativa
CORRETO : Para a avaliação da resposta ao tratamento utiliza-se as medições seriadas da proteína C reativa (PCR).
E. hemoculturas
INCORRETO : As hemoculturas podem revelar bacteriemia por um microrganismo patogênico.
Gabarito: D
RATING: 2.94 ![]()
FONTE:
Menina de cinco anos, raça negra, é levada ao pronto-socorro depois de sofrer de uma forte dor de cabeça e episódios de vômito em jato nas últimas quatro horas. A mãe relata que não houve qualquer trauma, infecção recente ou vacinação, e observa que a criança não apresentou febre ou calafrios. Ela também nega a presença de diarreia ou dor abdominal acompanhando os vômitos.
A mãe está preocupada porque a filha quase não está usando o braço esquerdo e parece ter começado a mancar, colocando a maior parte do peso na perna direita. A criança nasceu de parto vaginal, no tempo certo, sem complicações durante a gravidez e o período pós-parto. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um pediatra e apresenta um padrão de crescimento normal, atingindo todos os marcos de desenvolvimento no tempo esperado. Suas vacinas estão em dia.
Segundo a mãe, a menina é pálida desde que nasceu. Ela foi diagnosticada com anemia aos três anos e faz uso regular de suplementos de ferro e vitaminas. A paciente também apresentou crises de dor recorrentes, tratadas em casa com analgésicos, e teve um episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses.
Ao falar sobre a história familiar, a mãe menciona que ela e o pai não são parentes próximos. O casal perdeu um filho, irmão da paciente, devido à síndrome da morte súbita infantil aos seis meses de idade. Além disso, um primo materno tem uma forma de anemia que requer transfusões sanguíneas regulares. A paciente apresenta palidez e icterícia. Ela alterna entre períodos de estupor e irritabilidade.
Sua frequência cardíaca é de 136 batimentos por minuto, a pressão arterial é de 103/62 mmHg, a temperatura está em 36,7 °C e a frequência respiratória é de 16 incursões por minuto. Durante a ausculta cardíaca, observou-se um ritmo regular em dois tempos, com sons cardíacos normais e um sopro pansistólico de intensidade 2+/6+. O abdome está flácido e não apresenta dor à palpação, com peristalse presente. O baço é palpável a três centímetros abaixo do rebordo costal. Os pares cranianos da paciente estão íntegros. Ela possui força e sensibilidade normais no lado direito do corpo, enquanto apresenta fraqueza e redução de sensibilidade no lado esquerdo.
Hemoglobina: 6,5 g/dL, Leucometria: 24.000 células/mm³, Plaquetas: 500.000 células/mm³ Tempo de protrombina/tempo de tromboplastina parcial: normal, Bioquímica: normal

(I) Qual é o diagnóstico mais provável? (0,09 pontos)
(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta. (0,315 pontos)
(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo? (0,095 p)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável?
Acidente vascular cerebral (0,045 p) no hemisfério direito (0,045 p).
(II) Qual é a causa desta lesão? Argumenta.
Anemia falciforme (0,045 p). O diagóstico é apoiado pelo esfregaço sanguineo que mostra hemácias 'em foice' (0,045 p), os antecedentes familiares (0,045 p) (morte súbita do irmão, tio materno com antecedentes de tratamento transfusional), raça negra (0,045 p), diagnosticada com anemia aos três anos (0,045 p), crises de dor recorrentes (crises de falcização) tratadas em casa com analgésicos (0,045 p), e episódio de inchaço e dor nas mãos aos 18 meses (provavelmente sindrome mão-pé, crise vaso-oclusiva localizada (0,045 p)
(III) Qual é a conduta terapêutica nesta fase e como vai ser conduzido o caso para prevenir novos incidentes deste tipo?
Os infartos cerebrais em pacientes com anemia falciforme devem ser tratados com exsanguinotransfusão no momento do diagnóstico (0,0475 p) e, depois, com um esquema de hemotransfusão regular por toda a vida. (0,0475 p)
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