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O TRATAMENTO DO CHOQUE HIPOVOLÊMICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

É importante fornecer rápida e adequadamente ressuscitação com fluidos para choque hipovolêmico. Na verdade, o choque hipovolêmico tem como termo comum, em principio, a desidratação.
O que chamamos de desidratação?
A desidratação é definida como uma perda de água com perda variável de eletrólitos que leva a um estado hipertônico (hipernatrêmico), isotônico ou hipotônico (hiponatrêmico). As perdas podem ser oriundas de alguma combinação dos compartimentos intersticiais, intracelulares e intravasculares; a perda relativa de cada componente ajuda a determinar os sintomas clínicos.
A gravidade da desidratação está geralmente relacionada com a porcentagem de perda total de água corporal (ou seja, porcentagem de desidratação), mas a porcentagem não é consistente em todos os grupos etários, pois a proporção relativa de perda de fluidos, com base no peso corporal total, depende do tamanho.

OBJETIVA: (1419294 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Sobre a cefaléia em crianças e adolescentes é CORRETO afirmar que:
A. é menos frequente nos menores de 10 anos de idade
B. muitos medicamentos eficazes no adulto são utilizados para o tratamento da cefaleia em crianças
C. o sexo feminino está mais acometido
D. os erros de refração representam uma causa predominante de cefaléia na infância
E. cefaléia em salvas é a forma mais encontrada em adolescentes acíma de 12 anos

  RATING: 2.8

Sobre a cefaléia em crianças e adolescentes é CORRETO afirmar que:

A. é menos frequente nos menores de 10 anos de idade
CORRETO: A sua prevalência varia de acordo com a faixa etária, sendo menos frequente nos menores de 10 anos de idade (1 a 10%) e mais frequente por volta dos 15 anos de idade (8 a 23%).
B. muitos medicamentos eficazes no adulto são utilizados para o tratamento da cefaleia em crianças
INCORRETO : Na escolha do tratamento profilático ou sintomático da criança ou adolescente com cefaléia, devemos lembrar que muitos medicamentos eficazes no adulto ainda não foram suficientemente avaliados quanto à eficácia e segurança na infância e adolescência.
C. o sexo feminino está mais acometido
INCORRETO : O sexo masculino é mais acometido antes da puberdade e o sexo feminino após essa fase.
D. os erros de refração representam uma causa predominante de cefaléia na infância
INCORRETO : A relação causal entre cefaléia e erros de refração na infância é citada na literatura como um mito da oftalmologia pediátrica. Os autores que admitem tal relação expressam-na de forma subjetiva e não por meio de estudos controlados. Apesar de os pais de crianças com cefaléia crônica freqüentemente priorizarem a consulta com o oftalmologista, observa-se na literatura um consenso de que os erros de refração representam uma causa rara de cefaléia na infância, embora sejam diagnosticados excessivamente como tal.
E. cefaléia em salvas é a forma mais encontrada em adolescentes acíma de 12 anos
INCORRETO : Na literatura, encontram-se também descritas outras cefaléias primárias de rara observação na infância como a cefaléia em salvas, a hemicrania paroxística crônica e a cefaléia primária em facada.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.8)

DISCURSIVA: (198505 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Além da universalidade, níveis hierárquicos e controle social, a equidade e a acessibilidade são aspectos fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), especificados na Constituição brasileira.
A) Conceitue equidade e acessibilidade aos serviços de Saúde. - 0,2 pontos
B) Cite 3 (três) fatores que influenciam a acessibilidade. - 0,3 pontos


RATING: 3.02

Além da universalidade, níveis hierárquicos e controle social, a equidade e a acessibilidade são aspectos fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), especificados na Constituição brasileira.
A) Conceitue equidade e acessibilidade aos serviços de Saúde. - 0,2 pontos
B) Cite 3 (três) fatores que influenciam a acessibilidade. - 0,3 pontos

A) Conceitue equidade e acessibilidade aos serviços de Saúde.
Define-se equidade como a igualdade de oportunidades no acesso à saúde em todos os níveis hierárquicos dos serviços de saúde do SUS, sendo um dos direitos de todo cidadão, e acessibilidade como a garantia de ingresso do cidadão no sistema de saúde, sem nenhum obstáculo. (0,2 p)
B) Cite 3 (três) fatores que influenciam a acessibilidade.
Fatores que influenciam a acessibilidade:
- geográficos; (0,2 p)
- econômicos; (0,2 p)
- culturais (0,2 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (230664 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 64 anos, natural e procedente de área de antiga endemia de deficiência de iodo no interior do Estado de São Paulo, refere aumento progressivo e lento do volume cervical anterior há aproximadamente 28 anos. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia progressiva para sólidos, dispneia aos médios esforços, sensação de “aperto” cervical e rouquidão intermitente, especialmente ao final do dia. Nega sintomas de hiper ou hipotireoidismo (perda ou ganho ponderal significativo, intolerância térmica, tremores, palpitações, alterações do hábito intestinal ou cutâneas).
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana, tabagismo ativo (25 maços/ano) e osteoporose.
Ao exame físico: eutrófica, PA 128/78 mmHg, FC 68 bpm, sem sinais de tireotoxicose ou mixedema. Tireoide aumentada de volume de forma assimétrica (predominância à direita), multinodular, consistência firme-elástica, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias cervicais palpáveis e sem sopro. Restante do exame sem alterações relevantes.

Exames laboratoriais: TSH 1,65 mUI/L (VR 0,4-4,5), T4 livre 1,15 ng/dL (VR 0,7-1,8), T3 total normal, anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos, calcitonina normal. Ultrassonografia cervical: volume tireoidiano estimado em 92 mL, múltiplos nódulos sólidos e mistos bilaterais; o maior, no lobo direito, mede 3,7 × 2,6 × 2,4 cm, com margens irregulares, microcalcificações e vascularização periférica aumentada (EU-TIRADS 5). Tomografia de pescoço e tórax sem contraste: bócio com discreta extensão retrosternal, desvio e compressão leve da traqueia, sem evidência de invasão de estruturas adjacentes ou linfonodomegalias.


Questões:


(I)
Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico mais provável neste caso? (0,1 pontos)
(II) Quais os três objetivos principais da avaliação diagnóstica de um paciente com bócio? (0,1 pontos)
(III) Quais as indicações de tratamento cirúrgico presentes neste caso? (0,1 pontos)
(IV) Qual a conduta imediata recomendada em relação ao nódulo de características ultrassonográficas suspeitas? (0,1 pontos)
(V) Quais as principais opções terapêuticas não cirúrgicas possíveis e suas limitações neste contexto de eutireoidismo? (0,1 pontos)





RATING: 3

(I) O diagnóstico sindrômico é bócio multinodular atóxico (0,04 p). Trata-se de aumento tireoidiano com múltiplos nódulos na ausência de hiperfunção (eutireoidismo comprovado por TSH e T4 livre normais) (0,03 p). A etiologia mais provável é a endemia antiga de deficiência de iodo, com evolução lenta e progressiva ao longo de décadas (0,03 p).


(II) Os três objetivos centrais da avaliação diagnóstica de qualquer bócio são:

  1. Determinar se a lesão é benigna ou maligna (0,04 p);
  2. Avaliar a função tireoidiana (hipo, hiper ou normofuncionante) (0,03 p);
  3. Identificar a presença de compressão de estruturas adjacentes (via aérea, digestiva ou vascular) (0,03 p).


(III) As indicações cirúrgicas presentes neste caso são:

  • Sintomas compressivos significativos (disfagia, dispneia e rouquidão) (0,04 p);
  • Volume tireoidiano elevado (≈ 92 mL) com extensão retrosternal (0,03 p);
  • Necessidade de exclusão definitiva de malignidade em nódulo de alto risco ultrassonográfico (0,03 p).


(IV) A conduta imediata é a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) guiada por ultrassom do nódulo de características suspeitas (EU-TIRADS 5) (0,05 p). A citologia orientará a decisão entre observação, cirurgia diagnóstica ou terapêutica definitiva (0,05 p).


(V) As principais opções não cirúrgicas são:

  • Observação clínica e ultrassonográfica seriada (indicada apenas em casos assintomáticos e de baixo risco) (0,03 p);
  • Radioiodoterapia (pode reduzir o volume em aproximadamente 40-60% ao longo de 1-5 anos, porém a captação é usualmente baixa e heterogênea nos bócios atóxicos) (0,04 p);
  • Terapia supressiva com levotiroxina (não recomendada de rotina em pacientes eutireoideos idosos, pela baixa eficácia e risco de efeitos adversos cardiovasculares e ósseos) (0,03 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3)




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