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APRESENTAÇÕES DISTÓCICAS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

APRESENTAÇÕES ANÔMALAS

  • Cefálicas Defletidas: Bregma, Fronte e Face
  • Não cefálicas: Apresentação Córmica e  Apresentação Pélvica

 

PROGNOSTICO

MATERNO:

Reservado, a morte surgindo devido a:

  • Roturas uterinas
  • Multiparidade
  • Patologia obstetrical

FETAL:

Grave, a mortalidade sendo dada pelo:

CAUSAS IMEDIATAS

  • Traumas
  • Prematuridade

CAUSAS TARDIAS:

  • extensão de plexo braquial
  • fraturas ósseas (clavícula, humerus)
  • seqüelas neuropsíquicas dadas de:prematuridade traumas obstétricas hipoxia

OBJETIVA: (1426361 votos)..........96.2% das questões objetivas receberam votos.
Na unidade de terapia intensiva é internado um paciente M de 46 anos, já diagnosticado com choque séptico, sem causa esclarecida. Os familiares dizem que até a véspera da internação o paciente estava se sentindo bem, mas que, de repente, começou a apresentar mialgias e febre, associada somente á uma diminuição da ingestão oral e mal estar generalizado. Não tem nenhuma outra queixa. A família solicitou a ambulância sendo encontrado letárgico e não reativo em casa pela essa manhã. Na entrada na emergência, a pressão arterial inicial era de 60/40 mmHg, e a frequência cardíaca de 142 bpm, com taquipneia (32 respirações/min) e saturação de oxigênio de 75% no ar ambiente. A temperatura inicial de 40,5º C.
Obviamente, o paciente foi intubado e colocado sob ventilação mecânica. Na entrada na emergência recebeu 1 litro de solução salina normal, mesmo assim, ele é profundamente hipotenso (pressão arterial de 75/40 mmHg).
Na UTI, para manter uma pressão arterial adequada paciente recebe norepinefrina.
Histórico de hipertensão e hiperlipidemia, com medicação de uso continuo com anlodipino, 10 mg ao dia, e atorvastatina, 20 mg ao dia. O paciente é esplenectomizado, faz 20 anos, quando sofreu um grave acidente de trânsito que necessitou laparotomia. Solicitados exames de sangue, escarro e urina.
Considerando o caso acima, quais são os antibióticos empíricos mais apropriados?
A. Ceftriaxona e vancomicina
B. Ceftriaxona, ampicilina e vancomicina
C. Ceftriaxona, vancomicina e anfotericina B
D. Clindamicina, gentamicina e vancomicina
E. Clindamicina e quinina

  RATING: 3.19

Na unidade de terapia intensiva é internado um paciente M de 46 anos, já diagnosticado com choque séptico, sem causa esclarecida. Os familiares dizem que até a véspera da internação o paciente estava se sentindo bem, mas que, de repente, começou a apresentar mialgias e febre, associada somente á uma diminuição da ingestão oral e mal estar generalizado. Não tem nenhuma outra queixa. A família solicitou a ambulância sendo encontrado letárgico e não reativo em casa pela essa manhã. Na entrada na emergência, a pressão arterial inicial era de 60/40 mmHg, e a frequência cardíaca de 142 bpm, com taquipneia (32 respirações/min) e saturação de oxigênio de 75% no ar ambiente. A temperatura inicial de 40,5º C.
Obviamente, o paciente foi intubado e colocado sob ventilação mecânica. Na entrada na emergência recebeu 1 litro de solução salina normal, mesmo assim, ele é profundamente hipotenso (pressão arterial de 75/40 mmHg).
Na UTI, para manter uma pressão arterial adequada paciente recebe norepinefrina.
Histórico de hipertensão e hiperlipidemia, com medicação de uso continuo com anlodipino, 10 mg ao dia, e atorvastatina, 20 mg ao dia. O paciente é esplenectomizado, faz 20 anos, quando sofreu um grave acidente de trânsito que necessitou laparotomia. Solicitados exames de sangue, escarro e urina.
Considerando o caso acima, quais são os antibióticos empíricos mais apropriados?

A. Ceftriaxona e vancomicina
CORRETO: A escolha da cobertura empírica apropriada para pacientes com sepse grave é importante para melhorar os resultados. Esse paciente foi submetido à esplenectomia no passado distante e corre um risco 58 vezes maior de sepse bacteriana maciça do que a população geral normal. O risco é maior nos primeiros dois anos após a esplenectomia, porém persiste durante o resto da vida. Os microrganismos mais comuns que causam sepse grave em pacientes asplênicos incluem bactérias encapsuladas, particularmente Streptococcus pneumoniae, Neisséria meningitidis e Haemophilus influenzae. O S. pneumoniae causa 50 à 70% dos casos de sepse grave em pacientes asplênicos. Os antibióticos empíricos recomendados para pacientes asplênicos com sepse consistem em ceftriaxona, 2 g IV a cada 12 horas, é vancomicina, 1 g IV a cada 12 horas.
B. Ceftriaxona, ampicilina e vancomicina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Ceftriaxona, vancomicina e anfotericina B
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Clindamicina, gentamicina e vancomicina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Clindamicina e quinina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.19)

DISCURSIVA: (199468 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Os recém-nascidos não constituem um grupo homogêneo; a classificação permite definir grupos de riscos de morbimortalidade peri e neonatal para ações preventivas e terapêuticas. Os critérios utilizados são: peso ao nascer (PN), idade gestacional (IG), relação peso/idade gestacional e estado nutricional.
1) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao peso ao nascer. (0,08 pontos)
2) Classifiquem os recém-nascidos quanto á idade gestacional (0,112 pontos)
3) Classifiquem os recém-nascidos quanto á relação peso/idade gestacional (0,108 pontos)
4) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao estado nutricional. (0,2 pontos)


RATING: 3.03

Os recém-nascidos não constituem um grupo homogêneo; a classificação permite definir grupos de riscos de morbimortalidade peri e neonatal para ações preventivas e terapêuticas. Os critérios utilizados são: peso ao nascer (PN), idade gestacional (IG), relação peso/idade gestacional e estado nutricional.
1) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao peso ao nascer. (0,08 pontos)
2) Classifiquem os recém-nascidos quanto á idade gestacional (0,112 pontos)
3) Classifiquem os recém-nascidos quanto á relação peso/idade gestacional (0,108 pontos)
4) Classifiquem os recém-nascidos quanto ao estado nutricional. (0,2 pontos)

Quanto ao peso ao nascer (PN)

  1. Recém-nascido de baixo peso (RNBP) (0,008 p): PN inferior a 2.500 g (0,008 p), independentemente da IG (0,008 p), com duas categorias:
      1. RN de peso extremamente baixo ao nascer (0,008 p) (PN < 1.000 g) (0,008 p);
      2. outros RN de baixo peso ao nascer  (0,008 p)(PN entre 1.000 g (0,008 p) e 2.499 g) (0,008 p).
  2. Recém-nascido de tamanho excessivamente grande (0,008 p) - RN de PN igual ou superior a 4.500 g. (0,008 p)

Quanto à idade gestacional (IG)

  1. Recém-nascido pré-termo ou prematuro (0,008 p): é o que tem IG inferior a 37 semanas (0,008 p).
      1. imaturidade extrema (0,008 p): IG inferior a 28 semanas de gestação (0,008 p);
      2. outros RN pré-termo (0,008 p): RN de 28 (0,008 p) a 36 semanas (0,008 p) de gestação.
  2. Recém-nascido a termo (0,008 p): IG entre 37 (0,008 p) e 41 semanas (0,008 p).
  3. Recém-nascido pós-termo (0,008 p): IG igual ou superior a 42 semanas (0,008 p).
  4. RN pós-termo (0,008 p), não grande para a idade gestacional (0,008 p).

Quanto à relação peso/idade gestacional:

  1. grande para a idade gestacional (GIG) (0,008 p), se acima do percentil 90 (0,008 p);
  2. apropriado para a idade gestacional (AIG) (0,008 p), se entre o percentil 10 (0,008 p) e 90 (0,008 p);
  3. pequeno para a idade gestacional (PIG) (0,008 p), se abaixo do percentil 10 (0,008 p).
      1. com PN abaixo do percentil 10 (0,008 p), porém com estatura acima do percentil 10 para a IG (0,008 p);
      2. peso (0,014 p) e estatura (0,014 p) ao nascer abaixo do percentil 10 (0,008 p).

Quanto ao estado nutricional:

  1. eutrófico (0,008 p): sem sinais de má-nutrição fetal (0,008 p);
  2. mal nutrido fetal grau I (MNF I) (0,008 p): pele seca (0,008 p), aspecto levemente apergaminhado (0,008 p), apresentando fissuras (0,008 p) e leve descamação (0,008 p),  subcutâneo  levemente diminuído nos membros (0,008 p);
  3. mal nutrido fetal grau II (MNF II) (0,008 p): pele seca (0,008 p), apergaminhada (0,008 p), com descamação mais evidente do que no grau I (0,008 p), subcutâneo moderadamente diminuído em membros e tronco (0,008 p). Pele (0,008 p), unhas (0,008 p) e cordão umbilical (0,008 p) impregnados por mecônio verde-amarelado (0,008 p);
  4. mal nutrido fetal grau III (MNF III) (0,008 p): pele muito ressecada (0,008 p) com descamação lamelar intensa (0,008 p). Subcutâneo muito diminuído em todo o corpo (0,008 p). Pele (0,008 p), unhas (0,008 p) e cordão umbilical (0,008 p) impregnados com mecônio amarelo-acastanhado (0,008 p).

FONTE:

Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. – 2.ed. – Barueri, SP : Manole, 2010. PREMATURIDADE E CRESCIMENTO FETAL RESTRITO pag 1447

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

CASO CLINICO: (231527 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 42 anos, previamente hígida, procura atendimento por quadro progressivo de 8 meses de evolução caracterizado por amenorreia secundária, hirsutismo de padrão androgênico (face, tórax e abdome), acne severa, clitoromegalia, ganho ponderal de 12 kg, fraqueza muscular proximal, hipertensão arterial de difícil controle (PA 168/104 mmHg) e dor em flanco direito.
Ao exame físico evidencia-se fácies cushingoide, giba dorsal, estrias violáceas abdominais largas, atrofia muscular proximal e massa abdominal palpável em hipocôndrio/flanco direito de consistência firme.
Exames laboratoriais revelam: cortisol sérico basal elevado (28 µg/dL) sem supressão no teste com 1 mg de dexametasona; ACTH plasmático indetectável; testosterona total 285 ng/dL; DHEAS 1.850 µg/dL; potássio 2,9 mEq/L; glicemia de jejum 148 mg/dL.
Tomografia computadorizada de abdome demonstra massa adrenal direita de 11,8 cm, heterogênea, com áreas de necrose, calcificações grosseiras, densidade elevada e realce heterogêneo, além de trombo tumoral em veia cava inferior.

Questões:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,15 pontos)
II. Qual a possível causa etiológica da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmação do diagnóstico? (0,13 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,05 pontos)
V. Qual é o tratamento de escolha desta doença?  (0,07 pontos)





RATING: 2.94

I. Suspeita diagnóstica
Carcinoma adrenocortical secretor misto (cortisol + andrógenos). (0,08 p)
Quadro clínico de síndrome de Cushing ACTH-independente associado a virilização franca e massa adrenal > 6 cm com características de agressividade (necrose, calcificações, invasão vascular). (0,07 p)
II. Possível causa da doença
Na grande maioria dos casos a etiologia é esporádica (mutações somáticas em genes como TP53, CTNNB1, IGF2). (0,06 p)
Pode associar-se a síndromes genéticas hereditárias (Li-Fraumeni, Beckwith-Wiedemann, MEN1, FAP). (0,04 p)
III. Melhor modalidade de confirmação diagnóstica
Confirmação histopatológica definitiva após ressecção cirúrgica (adrenalectomia), com avaliação dos critérios de Weiss (≥ 3 critérios). (0,08 p)
A imagem (TC/RM) e o perfil hormonal são altamente sugestivos, porém o diagnóstico de certeza é anatomopatológico. (0,05 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial e tratamento
Principal diagnóstico diferencial: adenoma cortical funcionante (ou, menos frequentemente, feocromocitoma e metástase adrenal). (0,05 p)
V. Tratamento de escolha:
Ressecção cirúrgica completa (adrenalectomia aberta ou laparoscópica em casos selecionados) + mitotano adjuvante nos estádios I–III de alto risco e quimioterapia (EDP-M) nos casos avançados/metastáticos. (0,07 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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