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Assinale a alternativa INCORRETA quanto à indicação de diálise em terapia intensiva pediatrica:
A. anúria
CORRETO: As indicações para iniciar o tratamento dialítico em RN e lactentes são as mesmas das crianças maiores, devendo-se enfatizar a oligoanúria ou mesmo um fluxo urinário inadequado. Um débito
urinário baixo constitui uma indicação para iniciar a diálise, como pode ser observado em lactentes graves que necessitem grande volumes de fluidos e evoluem com edema progressivo e piora dos parâmetros respiratórios.
B. creatinina > 6
CORRETO : Na IRA, o acúmulo de toxinas, água e eletrólitos pode determinar um quadro de extrema gravidade cuja resolução depende, muitas vezes, da depuração artificial. Os sistemas intermitentes de diálise, habitualmente utilizados no tratamento da insuficiência renal crônica, permitem correções relativamente rápidas destes quadros, porém, são acompanhados de instabilidade cardiovascular, alterações neurológicas e pulmonares e são mal tolerados em pacientes com falência de múltiplos órgãos. Aumento na creatinina sérica de ao menos 177 micromoles/L (2 mg/dL) exige diálise
C. hipercatabolismo com aumento da ureia maior do que 10 mg/dl/dia
INCORRETO : Níveis aumentados de ureia indicam diminuição da função renal, que pode ser resultante de doenças renais ou de diminuição do fluxo sanguíneo para os rins, que pode ocorrer com insuficiência cardíaca congestiva, choque, infarto do miocárdio, queimaduras graves, desidratação ou obstruções vasculares. Podem aumentar também quando aumenta o metabolismo de proteínas, com a ingestão excessiva de proteínas na dieta ou com sangramentos digestivos (por causa das proteínas presentes no sangue).
D. hiperpotassemia (K > 7 mEq/L)
CORRETO : hiperpotassemia está entre as indicações de dialise
E. hiponatremia
INCORRETO : Hiponatremia é indicação de dialise.
Gabarito: C
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Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.
Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.
História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas.
Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.
Respondam ás seguintes perguntas:
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.
Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?
Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:
- Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
- Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
- Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)
Dentre os antiemeticos (0,02 p):
- Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas. (0,02 p)
- Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas (0,02 p)
- Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
- Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?
As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p).
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?
Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)
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