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APRESENTAÇÕES DISTÓCICAS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

APRESENTAÇÕES ANÔMALAS

  • Cefálicas Defletidas: Bregma, Fronte e Face
  • Não cefálicas: Apresentação Córmica e  Apresentação Pélvica

 

PROGNOSTICO

MATERNO:

Reservado, a morte surgindo devido a:

  • Roturas uterinas
  • Multiparidade
  • Patologia obstetrical

FETAL:

Grave, a mortalidade sendo dada pelo:

CAUSAS IMEDIATAS

  • Traumas
  • Prematuridade

CAUSAS TARDIAS:

  • extensão de plexo braquial
  • fraturas ósseas (clavícula, humerus)
  • seqüelas neuropsíquicas dadas de:prematuridade traumas obstétricas hipoxia

OBJETIVA: (993034 votos)..........95.99% das questões objetivas receberam votos.
Na investigação de hipoglicemia em recém-nascido com 20 dias de vida, gestação de termo sem intercorrências (idade gestacional: 38 semanas), parto normal, Apgar 9 e 10, adequado para a idade gestacional (peso de nascimento: 3.350 g e comprimento de 49cm), filho de pais consanguíneos, os seguintes resultados de exames foram constatados: glicemias de jejum = 21, 32 e 35 mg/dl; insulinas basais (dosadas juntamente com as mencionadas glicemias) = 23, 44 e 48 mU/L (VR = 2 a 19); peptídio C = 7,22 ng/ml (VR = 0,36 a 3,59). Não apresenta sinais de sepse e necessita de VIG (Velocidade de Infusão de Glicose) elevada. A hipótese diagnóstica mais provável é de:
A. hiperinsulinismo congênito persistente
B. hipoglicemia causada por redução das reservas de glicogênio
C. hipoglicemia autoimune
D. hipoglicemia causada por macrossomia
E. hipoglicemia mediada pelo IGF-11

  RATING: 1

Na investigação de hipoglicemia em recém-nascido com 20 dias de vida, gestação de termo sem intercorrências (idade gestacional: 38 semanas), parto normal, Apgar 9 e 10, adequado para a idade gestacional (peso de nascimento: 3.350 g e comprimento de 49cm), filho de pais consanguíneos, os seguintes resultados de exames foram constatados: glicemias de jejum = 21, 32 e 35 mg/dl; insulinas basais (dosadas juntamente com as mencionadas glicemias) = 23, 44 e 48 mU/L (VR = 2 a 19); peptídio C = 7,22 ng/ml (VR = 0,36 a 3,59). Não apresenta sinais de sepse e necessita de VIG (Velocidade de Infusão de Glicose) elevada. A hipótese diagnóstica mais provável é de:

A. hiperinsulinismo congênito persistente
CORRETO: O hiperinsulinismo congênito persistente é caracterizado pela secreção inadequada de insulina que resulta em hipoglicemia persistente de leve a grave. Tem como causa várias mutações genéticas, e determinado tipo de mutação relaciona-se com transmissão hereditária recessiva. Para avaliar as respostas metabólica e hormonal contrarregulatórias à hipoglicemia e para identificar os marcadores diagnósticos das doenças específicas, é importante obter uma amostra de sangue ”crítica” no momento da hipoglicemia, definida como glicose sanguínea < 500mg/L (50mg/dL). Bebês com HI se apresentam com hipoglicemia grave e persistente, manifestada por letargia, convulsões, apneia e aumento da necessidade de glicose (até 20 a 30mg/kg/min). Níveis plasmáticos de insulina estão inadequadamente aumentados em relação à hipoglicemia. O peptidio C é fração do metabolismo da pró-insulina que produz insulina e peptídio C na mesma proporção. Então, nos casos de hiperinsulinismo primário, tanto a insulina quanto o peptídio C aumentam. Dessa maneira, diante de paciente com hipoglicemia persistente, filho de pais consanguíneos (aumenta o risco de doenças de transmissão recessiva), que cursa com hiperinsulinemia paralela à hipoglicemia e aumento do peptídio C, a 1ª hipótese é hiperinsulinismo congênito persistente.
B. hipoglicemia causada por redução das reservas de glicogênio
INCORRETO : A diminuição da reserva de glicogênio é típica de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional ou prematuros, que podem evoluir com hipoglicemia porém a insulina é normal nesses casos.
C. hipoglicemia autoimune
INCORRETO : Uma causa rara de hipoglicemia é uma doença autoimune na qual o organismo produz anticorpos contra a insulina. A concentração sérica de insulina flutua anormalmente quando o pâncreas produz um excesso de insulina para fazer frente aos anticorpos. Este distúrbio pode ocorrer em indivíduos diabéticos ou não.
D. hipoglicemia causada por macrossomia
INCORRETO : O recém-nascido macrossômico normalmente fica submetido a um regime de hiperglicemia intraútero que provoca um hiperinsulinismo reativo que vai acabar levando à hipoglicemia após o nascimento. Essa situação não acomete bebês adequados para a idade gestacional.
E. hipoglicemia mediada pelo IGF-11
INCORRETO : O IGF lI é substância secretada por determinados tumores pancreáticos.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1)

DISCURSIVA: (176208 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)


RATING: 3.06

O uso de indicadores epidemiológicos é o modo mais relevante na avaliação de qualquer atividade na área da Saúde no SUS, mormente nos serviços públicos. 
A) Defina indicadores epidemiológicos. (0,1 ponto) 
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente. (0,3 pontos) 
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica. (0,1 pontos)

A) Defina indicadores epidemiológicos.
Indicadores epidemiológicos são números ou razões, caracterizados como índices, que indicam vários aspectos da situação de saúde em uma população qualquer. (0,1 p)
B) Cite 3 (três) critérios a que deve obedecer um bom indicador, discutindo-os sucintamente.
Critérios:
  • Validade é a propriedade de um indicador que representa o que se quer medir, bem como é capaz de detectar mudanças no fenômeno em medição. (0,1 p)
  • Confiabilidade é a propriedade do indicador que muda pouco em relação ao tempo, portanto quanto mais utilizá-lo, os resultados esperados são semelhantes. (0,1 p)
  • Representatividade significa que o indicador realmente representa a realidade que se mediu e deve ser obtido de maneira mais simplificada possível. (0,1 p)
C) Cite dois indicadores frequentemente utilizados na avaliação das condições de Saúde de uma população da área de abrangência de uma Unidade Básica.
Coeficiente de prevalência e coeficiente de incidência de doenças na população da área de abrangência. (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (204617 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente de 26 anos.do sexo masculino, há 6 meses com cefaléia quase que diária, holocraniana. Há 3 semanas com adinamia, fraqueza, fadiga, citava ainda aumento de diurese nos últimos meses. Passou na farmácia, sua PA estava 178 x 115 mmHg. sendo orientada a procurar o Hospital.
Nunca havia aferido a PA, não tem histórico familiar para HAS. Sua PA foi confirmada em 2 novas medidas. Realizou medida de glicemia capilar de valor: 85 mg/dl
Urina I = normal, Na+= 142 mEq/l K+= 2,8 mEq/l, Gasometria venosa com pH = 7,48 Bic = 34 mEq/L, PaCO2 = 44 mmHg e PO2=95 mmHg.
Realizou posteriormente um ECG abaixo:

1) Qual é a alteração da ECG acíma? - 0,1 pontos
2) Considerando o historico do paciente e a eletrocardiograma, qual é a principal suspeita? - 0,2 pontos
3) Qual exame deve ser feito para confirmar/infirmar o diagnóstico? - 0,2 pontos


RATING: 3.07

1) Qual é a alteração da ECG acima?
Alteração tipica da presença da hipocalemia (0,1 p)
Discussão: O paciente apresenta achatamento de ondas P e principalmente da onda T, que aparece não só achatada como com aumento de duração, aparentemente por juntar-se a uma onda 'u'. Esta alteração é característica da presença de hipocalemia, que na verdade aparece inclusive no exame de sangue.
2) Considerando o histórico do paciente e a eletrocardiograma, qual é a principal suspeita?
Hiperaldosteronismo primário.(0,2 p)
Discussão: O paciente apresenta quadro de hipertensão arterial em idade jovem com achado eletrocardiográfico sugestivo de hipocalemia.O paciente também apresenta outros achados sugestivos do diagnóstico de hiperaldosteronismo,que é a presença de fraqueza e adinamia, que ocorrem devido as alterações do potássio.A presença de poliúria também é uma das queixas mais relatadas pelos pacientes.causando ocasionalmente confusão com outras síndromes que causam poliúria como o diabetes mellitus. Deve-se acrescentar entretanto,que embora esta seja a descrição clássica do hiperaldosteronismo primário, hoje a maioria dos casos diagnosticados ocorrem sem hipocalemia e muitas vezes em pacientes assintomáticos, sendo hoje o hiperaldosteronismo primário considerado a principal causa de hipertensão secundária, outra causa de hipertensão que evolui eventualmente com hipocalemia é a hipertensão renovascular.
3) Qual exame deve ser feito para confirmar/infirmar o diagnóstico?
Teste de infusão salina com dosagem de aldosterona ao final da infusão.(0,2 p)
Discussão: O exame confirmatório é através de sobrecarga salina, que pode ser realizada por dieta ou com infusão salina de 2 litros de soro fisiológico á 0,9% em 2 horas, com dosagem de aldosterona após o final da infusão. Em indivíduos normais a sobrecarga salina deveria suprimir a produção de aldosterona. Caso esta continue aumentada indica produção autônoma de aldosterona confirmando o diagnóstico de hiperaldosteronismo primário.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.07)




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