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URGÊNCIA PEDIATRICA COM VIA AÉREA DIFÍCIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Via aérea difícil é definida como a situação clínica na qual o anestesiologista treinado encontra dificuldade com a ventilação da via aérea superior utilizando máscara-bolsa, dificuldade com a realização da intubação traqueal ou com ambos procedimentos, A intubação traqueal difícil pode ser definida como aquela em que foram necessárias mais do que três tentativas de laringoscopia ou mais do que 10 minutos de laringoscopia.

Falha de extubação é definida como a inabilidade de tolerar a remoção do tubo translaríngeo e é geralmente tratada com o procedimento de reintubação traqueal. Os mecanismos que ocasionam a falha de extubação também são frequentemente descritos como complicações da via aérea relacionadas à extubação ou eventos adversos da via aérea relacionados à extubação.

Falha no desmame é a inabilidade de tolerar a respiração espontânea sem suporte ventilatório e o seu tratamento inclui reintubação traqueal e instituição da ventilação pulmonar mecânica invasiva ou. em alguns pacientes selecionados, a utilização da ventilação não invasiva. As variáveis de desmame não têm a capacidade de predizer a falha da extubação.

Extubação de risco é a situação na qual a habilidade do paciente de manter a via aérea patente e/ou oxigenação não é uma certeza após a extubação traqueal. A possibilidade potencial de uma reintubação difícil e/ou fatores de riscos gerais, como estômago cheio, instabilidade fisio ógica cardiovascular,alteração do equilíbrio acidobásico ou controle da temperatura, caracterizam essa condição.

Extubação difícil é urna decanulação difícil da via aérea. Em pacientes com condições não reconhecidas, como estenose subglótica ou edema grave, pode ocorrer a situação de extubação difícil.


OBJETIVA: (1428583 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
Antes de começar a intubação um bom reanimador pediatrico precisa saber que:
A. os tubos endotraqueais com balonete nunca podem ser utilizados nas crianças
B. para uma criança abaixo de 4 anos o tamanho da sonda é sempre 3
C. os laringoscopios com laminas retas não são indicados na intubação dos lactentes
D. não pode intubar um paciente com sangramento gastrointestinal
E. as crianças pequenas tem grande chance de aspiração gastrica

  RATING: 2.96

Antes de começar a intubação um bom reanimador pediatrico precisa saber que:

A. os tubos endotraqueais com balonete nunca podem ser utilizados nas crianças
INCORRETO: Para crianças menores de oito anos de idade são recomendados os tubos endotraqueais sem balonete.
B. para uma criança abaixo de 4 anos o tamanho da sonda é sempre 3
INCORRETO : Tem fórmulas para selecionar o tubo adequado para intubação endotraqueal em crianças. Uma alternativa para escolha do tubo apropriado em pacientes pediátricos (a partir de 2 anos) é através de seu diâmetro interno, podendo ser estimado pela fórmula: Diâmetro do tubo = [idade (anos) / 4] + 4. Ou seja para uma criança de 4 anos, escolha uma sonda de tamanho 4/4 + 4 = 5
C. os laringoscopios com laminas retas não são indicados na intubação dos lactentes
INCORRETO : Nos pacientes pediátricos menores de três anos são utilizadas lâminas retas. Motivo: situação anatômica mais anterior e cefálica da laringe
D. não pode intubar um paciente com sangramento gastrointestinal
INCORRETO : A presença de sangramento gastrintestinal, de sonda de alimentação enteral ou alimentação recente podem aumentar o volume gástrico. Assim, sendo, os pacientes com risco de aspiração pré-intubação devem receber tratamento para diminuir o volume gástrico e para neutralizar a secreção gástrica, se o tempo permitir.
E. as crianças pequenas tem grande chance de aspiração gastrica
CORRETO : Há grande risco de aspiração gástrica durante a intubação nos pacientes instáveis e criticamente doentes, pois o esvaziamento gástrico pode estar retardado em função da doença ou pelo uso de medicações

Os lactentes e crianças pequenas são mais suscetíveis a chance de aspiração. Porque?

  • maior deglutição de ar durante o choro
  • padrão de respiração diafragmática
  • por possuírem um esôfago curto

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

DISCURSIVA: (199761 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).


RATING: 3.06

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente.(0,32 pontos)
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.(0,07 pontos)
(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas (0,11 pontos).

(I) Enumeram os sintomas de encarceramento duma hernia no lactente:
São sintomas de encarceramento:
  1. dor abdominal (0,0360 p) + vômitos intermitentes (0,0355 p) + bebê inquieto e que não pode ser consolado (0,0355 p)
  2. massa irredutível (0,0355 p), dolorosa (0,0355 p) e às vezes eritematosa (0,0355 p) é observada na virilha (0,0355 p)
  3. distensão abdominal (0,0355 p)e fezes com sangue (0,0355 p)- sinais tardios
(II) Define a redução “em massa” da hernia encarcerada.
Redução “em massa” é um incidente raro, quando o conteúdo herniado é reduzido para a cavidade peritoneal (0,0357 p) mas o intestino permanece encarcerado internamente no saco herniário. (0,0343 p)

(III) Enumeram as três entidades patológicas mais frequentemente associadas com hernias encarceradas
As três entidades patologicas mais associadas com hernias encarceradas são: a fibrose cística (0,036 p), a hidrocefalia com desvio ventriculo-peritoneal (0,036 p) e a hemodialise (0,038 p).

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

CASO CLINICO: (231946 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 62 anos, tabagista de 45 maços-ano, com diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar de células não pequenas (estádio IIIB) há 11 meses, tratado com quimioterapia à base de platina + pemetrexede e radioterapia torácica. Há 6 semanas iniciou quadro progressivo de astenia intensa, anorexia, perda ponderal de 8 kg, náuseas, vômitos e episódios de hipotensão postural. Ao exame físico: PA 88 × 54 mmHg (sentado) e 72 × 42 mmHg (em pé), taquicardia sinusal de 112 bpm, mucosas desidratadas e hiperpigmentação cutânea discreta em cicatrizes. Laboratório: Na⁺ 124 mEq/L, K⁺ 5,9 mEq/L, creatinina 1,6 mg/dL, cortisol sérico matinal 3,8 µg/dL (após estímulo com ACTH 250 µg: 5,1 µg/dL). Tomografia de abdome com contraste revela massas adrenais bilaterais: à direita 5,2 cm (densidade pré-contraste 38 UH, washout absoluto 28 %), à esquerda 3,8 cm (densidade 42 UH, washout 22 %), ambas com contornos irregulares e reforço heterogêneo. PET-CT mostra SUV máximo de 9,4 nas lesões adrenais e ausência de outras metástases à distância. O paciente mantém performance status ECOG 2 e recusa biópsia adrenal inicialmente.

Com base neste caso, responda às questões abaixo:

(I) Qual a hipótese diagnóstica mais provável para as lesões adrenais bilaterais e qual o mecanismo fisiopatológico da insuficiência adrenal observada? (0,1 pontos)
(II) Quais são os sítios primários mais frequentes de metástases para as glândulas suprarrenais e por que o pulmão é o mais comum neste contexto? (0,1 pontos)
(III) Quais critérios tomográficos permitem diferenciar metástase adrenal de adenoma cortical? (0,1 pontos)
(IV) Em que situações a biópsia adrenal percutânea está indicada e quais são suas principais limitações neste paciente? (0,09 pontos)
(V) Quais as principais manifestações clínicas e laboratoriais da insuficiência adrenal secundária a metástases bilaterais e qual a conduta inicial de reposição hormonal? (0,11 pontos)





RATING: 3.03

Questão (I)

  • Hipótese diagnóstica: metástases adrenais bilaterais de adenocarcinoma pulmonar. (0,05 p)
  • Mecanismo: destruição de >90 % do córtex adrenal bilateral por infiltrado neoplásico, levando a insuficiência adrenal primária. (0,05 p)

Questão (II)

  • Sítios primários mais frequentes: pulmão, mama, rim, melanoma e trato gastrointestinal. (0,05 p)
  • O pulmão é o mais comum porque a vascularização arterial rica das adrenais e o fluxo sanguíneo elevado facilitam a embolização hematogênica de células neoplásicas pulmonares. (0,05 p)

Questão (III)

  • Critérios favoráveis a metástase: densidade pré-contraste >20 UH, washout absoluto <40 % e relativo <60 %, contornos irregulares e reforço heterogêneo. (0,05 p)
  • Critérios favoráveis a adenoma: densidade ≤10 UH ou washout absoluto ≥60 %. (0,05 p)

Questão (IV)

  • Indicação de biópsia: quando o resultado alterar o manejo terapêutico e não houver outra lesão mais acessível para confirmação histológica. (0,05 p)
  • Limitações neste paciente: risco de pneumotórax/hemorragia em ECOG 2, possibilidade de resultado falso-negativo por amostragem e contraindicação relativa na presença de coagulopatia ou hipertensão arterial não controlada. (0,04 p)

Questão (V)

  • Manifestações clínicas: hipotensão postural, astenia, anorexia, náuseas e hiperpigmentação. (0,04 p)
  • Achados laboratoriais: hiponatremia, hipercalemia e cortisol basal baixo com resposta inadequada ao estímulo com ACTH. (0,04 p)
  • Conduta inicial: reposição com hidrocortisona (ou prednisona) + fludrocortisona, com ajuste conforme resposta clínica e eletrolítica. (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)




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