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ENTEROCOLITE NECROSANTE NEONATAL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Doença inflamatória do trato gastrintestinal do recém-nascido prematuro (na verdade, 75 a 90% acontecem em recém-nascidos pré-termo).
A enterocolite é a emergência gastrintestinal adquirida mais comum que afeta os recém-nascidos, além de ser uma das emergências cirúrgicas mais frequentes nas UTI-s neonatais.
Incidência: de acordo com a população estudada, ocorrendo em cerca de 7% (3 e 4 casos/1.000 nascimentos) dos RN pré-termos de muito baixo peso, sendo a incidência e a gravidade dos casos inversamente proporcional ao peso e à idade gestacional.

OBJETIVA: (1429453 votos)..........96.32% das questões objetivas receberam votos.
Sobre o diagnóstico e o acompanhamento laboratorial de sífilis congênita, é correto afirmar que:
A. o VDRL é contraindicado para o seguimento terapêutico.
B. o FTA-ABS é o mais indicado para diagnóstico em recém-nascidos.
C. o sangue do cordão umbilical é a amostra de escolha para a realização do VDRL no recém-nascido.
D. o achado de anormalidades em ossos longos nos bebês com sífilis congênita é inferior a 60%.
E. a pesquisa direta em campo escuro na biópsia das lesões tem sensibilidade de 70 a 80%.

  RATING: 2.92

Sobre o diagnóstico e o acompanhamento laboratorial de sífilis congênita, é correto afirmar que:

A. o VDRL é contraindicado para o seguimento terapêutico.
INCORRETO: O VDRL (teste não treponêmico quantitativo) é o exame indicado para o seguimento terapêutico. Deve ser colhido em sangue periférico aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses, interrompendo-se o acompanhamento após dois resultados não reagentes consecutivos ou após queda sustentada da titulação.
B. o FTA-ABS é o mais indicado para diagnóstico em recém-nascidos.
INCORRETO : O FTA-ABS e os demais testes treponêmicos detectam IgG que atravessa a placenta. No recém-nascido, o resultado reagente pode representar apenas transferência passiva de anticorpos maternos e permanece assim até cerca de 18 meses. Até essa idade, na prática clínica, utilizam-se os testes não treponêmicos; o treponêmico reagente após os 18 meses é que confirma sífilis congênita. Testes isolados de IgM não são recomendados de rotina.
C. o sangue do cordão umbilical é a amostra de escolha para a realização do VDRL no recém-nascido.
INCORRETO : A amostra de escolha para o VDRL do recém-nascido é o sangue periférico, colhido em paralelo ao da mãe, com o mesmo método, para comparação de títulos. O sangue de cordão tem menor sensibilidade e especificidade e não deve ser utilizado.
D. o achado de anormalidades em ossos longos nos bebês com sífilis congênita é inferior a 60%.
INCORRETO : As alterações radiológicas de ossos longos (osteocondrite, periostite, sinal de Wimberger) estão presentes em 75% a 100% das crianças com evidência clínica de sífilis congênita precoce e são descritas em 70% a 100% dos casos não tratados. O percentual não é inferior a 60% nesse grupo.
E. a pesquisa direta em campo escuro na biópsia das lesões tem sensibilidade de 70 a 80%.
CORRETO : A pesquisa direta do Treponema pallidum em material de lesão cutâneo-mucosa, secreção nasal, biópsia ou necropsia é um dos métodos que permitem o diagnóstico etiológico da sífilis congênita. Manuais técnicos nacionais descrevem para essa pesquisa direta, inclusive quando se menciona o campo escuro, sensibilidade da ordem de 70 a 80%.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (199905 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (232106 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 6 meses de idade, sexo masculino, previamente hígido até os 4 meses, é trazido ao serviço de urgência pediátrica por episódios repetidos de contrações breves, maciças e simétricas, caracterizadas por flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas, ocorrendo em salvas de dezenas a centenas de vezes ao dia, principalmente durante a vigília e ao despertar, frequentemente precedidas por um grito. A mãe refere atraso recente nos marcos do desenvolvimento (perda de controle cefálico) e hipotonia axial. História de gravidez e parto sem intercorrências; sem febre, infecção de SNC ou alterações metabólicas. Exame físico: hipotonia axial acentuada, perímetro cefálico normal, fundo de olho sem alterações, ausência de lesões neurocutâneas ou faciais incomuns.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,18 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,15 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (Total parcial desta questão: 0,17 p)

IV. Qual o tratamento de escolha? (Total parcial desta questão: 0,10 p)





RATING: 2.87

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é síndrome de West (espasmos infantis).

  • Tríade clássica: espasmos infantis + atraso do desenvolvimento + traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia (0,08 p).
  • Idade típica de início: entre 4 e 8 meses de vida (0,04 p).
  • Crises em salvas, simétricas, com flexão súbita da cabeça e membros, grito associado e hipotonia (0,03 p).
  • Distinção de crises febris ou parciais: sem febre, sem infecção de SNC ou alteração metabólica, sem antecedentes neonatais (0,03 p).


Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é espasmos infantis criptogênicos (sem fator etiológico identificável).

  • Classificação em criptogênicos quando história de gravidez/parto sem intercorrências, marcos de desenvolvimento normais antes do início e exame neurológico/TC/RM normais, sem fatores de risco associados (0,07 p).
  • Diferenciação dos sintomáticos: ausência de encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções congênitas, erros inatos do metabolismo, síndromes neurocutâneas (ex.: esclerose tuberosa), prematuridade ou patologias pós-natais (infecções de SNC, traumatismo) (0,05 p).
  • Fatores genéticos ou desconhecidos podem estar presentes, mas o PDF enfatiza que o prognóstico é melhor nos criptogênicos (0,03 p).

Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG) interictal demonstrando padrão de hipsarritmia.

  • Padrão caótico de atividade de ondas lentas de alta voltagem, bilateralmente assíncronas (hipsarritmia clássica ou modificada) (0,08 p).
  • EEG é útil para classificação das crises na infância e diferenciação de outras síndromes epilépticas (0,04 p).
  • Não se justifica EEG de rotina em crises febris simples, mas é obrigatório e necessário em crises acima de 30 minutos ou síndromes como esta (0,03 p).
  • Neuroimagem (RM preferida) pode ser considerada apenas se houver sinais focais ou suspeita de lesão estrutural, mas não é o exame de confirmação primário aqui (0,02 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento)

O tratamento de escolha é o ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) exógeno ou glicocorticoides.

  • Supressão da síntese de hormônio liberador de corticotropina (HLC-CRH) por mecanismo de feedback, reduzindo hiperexcitabilidade neuronal (0,05 p).
  • Eficácia comprovada nos espasmos infantis (criptogênicos ou sintomáticos), com melhora clínica e redução do risco de retardo mental se iniciado precocemente (0,03 p).
  • Esquema sugerido no PDF: prednisona oral 2 mg/kg/dia por 1 mês, redução gradual (não é o único, mas ACTH é padrão ouro) (0,02 p).
  • Evitar anticonvulsivantes de rotina como primeira linha (fenobarbital, valproato ou benzodiazepínicos são secundários e menos eficazes isoladamente nesta síndrome) (0,00 p – informação complementar sem pontuação extra).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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