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O CRUPE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Crupe (a mesma coisa que laringite ou laringotraqueobronquite) é frequentemente definida como uma infecção respiratória que afeta o trato respiratório superior.

Na verdade, a definição acíma é um pouco equivocada - o termo "síndrome do crupe" caracteriza um grupo de doenças.

Esse grupo tem em comum os sintomas e não o envolvimento anatômico e nem a etiologia. Precisamente, enquanto as doenças desse grupo se manifestam com rouquidão, tosse ladrante, estridor predominantemente inspiratório e graus variados de desconforto respiratório a etiologia pode ser viral (chamando-se, neste caso, de crupe viral), mas a causa pode ser também bacteriana (caso da traqueite bacteriana e da própria difteria).

A região subglótica é geralmente a mais afetada, resultando em edema, mucosa inflamada com rouquidão associada, estridor inspiratório e uma tosse semelhante ao latido.


OBJETIVA: (1427955 votos)..........96.27% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 58 anos, han, com tofo no olécrano e crises de monoartrite do 1º metatarsofilangeano, tem urato sérico 9,2 mg/dL e TFG 38 mL/min/1,73 m². Já apresentou síndrome de Stevens-Johnson atribuída a alopurinol há 6 anos. Qual plano hipouricemiante é o mais adequado?
A. Reexpor alopurinol em dessensibilização obrigatória, pois é o único hipouricemiante validado em tofo
B. Benzbromarona em dose alta como monoterapia de primeira linha, independentemente da TFG
C. Pegloticase semanal como primeiro hipouricemiante em todo tofo, sem necessidade de outro agente
D. Febuxostate titulado, com alvo de urato <6 mg/dL (ou <5 mg/dL se tofo), evitando alopurinol pela SCAR prévia, e colchicina profilática no início
E. Colchicina 1 mg/dia contínua como único tratamento, porque TFG <45 contraindica qualquer redutor de urato

  RATING: 2.78

Homem de 58 anos, han, com tofo no olécrano e crises de monoartrite do 1º metatarsofilangeano, tem urato sérico 9,2 mg/dL e TFG 38 mL/min/1,73 m². Já apresentou síndrome de Stevens-Johnson atribuída a alopurinol há 6 anos. Qual plano hipouricemiante é o mais adequado?

A. Reexpor alopurinol em dessensibilização obrigatória, pois é o único hipouricemiante validado em tofo
INCORRETO: SCAR/Síndrome de Stevens-Johnson ao alopurinol é contraindicação absoluta à reexposição, inclusive dessensibilização, pelo risco de necroderma. HLA-B*5801 aumenta esse risco, sobretudo em han e coreanos, mas o antecedente clínico já basta para banir o fármaco
B. Benzbromarona em dose alta como monoterapia de primeira linha, independentemente da TFG
INCORRETO : Benzbromarona é uricosúrico e perde eficácia/segurança com TFG reduzida; não é primeira linha universal e tem hepatotoxicidade
C. Pegloticase semanal como primeiro hipouricemiante em todo tofo, sem necessidade de outro agente
INCORRETO : Pegloticase (uricase recombinante) reserva-se a gota refratária tofácea grave após falha de XOI. Uso de primeira linha em todos os tofos não é padrão e há risco de imunogenicidade e hemólise na deficiência de G6PD
D. Febuxostate titulado, com alvo de urato <6 mg/dL (ou <5 mg/dL se tofo), evitando alopurinol pela SCAR prévia, e colchicina profilática no início
CORRETO : Após SCAR ao alopurinol, o inibidor de xantina-oxidase de escolha é o febuxostate. ACR 2020 mantém alvo <6 mg/dL e <5 mg/dL na doença tofácea. Profilaxia anti-inflamatória (colchicina em dose ajustada à TFG, AINE ou corticosteroide curto) reduz crises de mobilização nos primeiros meses. Ajustar a dose à função renal e vigiar CV
E. Colchicina 1 mg/dia contínua como único tratamento, porque TFG <45 contraindica qualquer redutor de urato
INCORRETO : TFG 38 não impede XOI; apenas exige ajuste e evita uricosúricos clássicos. Colchicina isolada trata inflamação, não dissolve tofo nem previne artropatia crônica

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

DISCURSIVA: (199645 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Cite duas drogas empregadas na aceleração da maturidade pulmonar fetal, com as respectivas doses e vias de administração.


RATING: 2.92

Cite duas drogas empregadas na aceleração da maturidade pulmonar fetal, com as respectivas doses e vias de administração.

1. Dexametasona 12 mg/dia/dois dias ou 24 mg, por via intramuscular. (0,25 p)
2. Betametasona 12 mg/dia/dois dias ou 24 mg, por via intramuscular. (0,25 p)

FONTE:
PROVA DE REVALIDAÇÃO UFMT 2011

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (231850 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente masculino, 55 anos, obeso (IMC 34 kg/m²), com diabetes mellitus tipo 2 de diagnóstico recente e ganho ponderal de 10 kg nos últimos 6 meses. Procura o pronto-socorro com dor súbita, intensa e insuportável no flanco esquerdo, irradiada para região inguinal e genitália, acompanhada de náuseas, vômitos e hematúria macroscópica. Refere episódios semelhantes no passado, de resolução espontânea. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, com sensibilidade no ângulo costovertebral esquerdo. Urinálise: pH 5,0, hematúria (++), ausência de leucocitúria ou nitrito. Sem febre.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p) 
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada neste cenário?  (0,13 p) 
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p) 
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p) 



RATING: 3.01

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
  • A tríade clássica de dor intensa no flanco, irradiação para genitália e hematúria orienta para cólica renal por obstrução ureteral (0,04 p). 
  • A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral (0,04 p). 
  • Hematúria e lesões renais podem ocorrer mesmo na ausência de dor, reforçando a suspeita de urolitíase (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
  • Os cálculos de ácido úrico correspondem a ≈7 % de todos os cálculos urinários e apresentam fisiopatologia multifatorial, com predomínio de mecanismos idiopáticos (0,03 p). 
  • Há estreita associação epidemiológica com diabetes mellitus tipo 2, obesidade e ganho de peso corporal recente, situações em que ocorre incremento na produção endógena de ácido úrico (0,03 p). 
  • A principal alteração metabólica nos casos idiopáticos é a acidificação urinária (pH urinário baixo) decorrente da redução na excreção de amônia pela urina (0,04 p). 
  • Essa acidificação facilita a saturação cristalina de ácido úrico, mesmo sem hiperuricosúria acentuada ou distúrbios genéticos/dietéticos evidentes (0,03 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
  • A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
  • Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, superando todos os outros métodos de imagem (0,03 p). 
  • Detecta cálculos radiotransparentes (como os de ácido úrico) por seu alto coeficiente de atenuação e identifica sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral, estrias perirrenais) (0,03 p). 
  • Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % em pacientes com IMC < 30 kg/m², reduzindo radiação (0,03 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
  • O manejo terapêutico dos cálculos de ácido úrico idiopáticos envolve fundamentalmente ingestão hídrica elevada (cerca de 3 litros ao dia) (0,03 p). 
  • Restrição do consumo de proteínas e alcalinização da urina com agentes contendo potássio ou sódio (0,03 p). 
  • Os compostos à base de potássio oferecem vantagem adicional de reduzir a excreção urinária de cálcio, diminuindo risco de cálculos de oxalato de cálcio (0,03 p). 
  • Recomenda-se monitoramento do pH urinário após 3 meses, mantendo-o na faixa entre 6,1 e 6,7 para evitar precipitação de fosfato de cálcio (0,03 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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