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DIABETES MELLITUS GESTACIONAL (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Por começo, precisamos esclarecer que a gravidez normal tem uma resistência aumentada à insulina que é presente no 2.° trimestre e aumenta progressivamente até o final da gestação. Então, nada de estranho achar ísso numa mulher gravida - a diferença entre o NORMAL e o PATOLOGICO consta no fato que as mulheres que já são insulinorresistentes são incapazes de aumentar a taxa de secreção de insulina necessária para atender às demandas da gravidez.

OBJETIVA: (1419288 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Qual das seguintes afirmativas melhor reflete as taxas de eliminação espontânea de cálculos ureterais observadas em análises clínicas?
A. Cálculos proximais atingem 75% e distais 48% de eliminação
B. Cálculos de 7 a 9 mm apresentam 78% de eliminação
C. Nenhum cálculo maior que 10 mm é eliminado de forma espontânea
D. Cálculos na junção ureterovesical têm 48% de eliminação
E. O tempo médio para cálculos menores que 6 mm é superior a 8 semanas

  RATING: 3.1

Qual das seguintes afirmativas melhor reflete as taxas de eliminação espontânea de cálculos ureterais observadas em análises clínicas?

A. Cálculos proximais atingem 75% e distais 48% de eliminação
INCORRETO: Inverte as taxas (proximais 48%, distais 75%)
B. Cálculos de 7 a 9 mm apresentam 78% de eliminação
INCORRETO : Valor equivocado (7 a 9 mm têm 48%, enquanto menores que 4 mm têm 78%)
C. Nenhum cálculo maior que 10 mm é eliminado de forma espontânea
CORRETO : Análises clínicas indicam que nenhum cálculo superior a 10 mm foi eliminado de forma espontânea nas observações realizadas. O sucesso do tratamento conservador depende fundamentalmente do tamanho e da localização do cálculo dentro do ureter, com taxas de eliminação que caem progressivamente conforme o diâmetro aumenta, e o tempo médio para eliminação de cálculos menores que 6 mm, quando associado ao tratamento clínico, fica geralmente entre 4 e 6 semanas.
D. Cálculos na junção ureterovesical têm 48% de eliminação
INCORRETO : Também inverte (junção ureterovesical tem 79%);
E. O tempo médio para cálculos menores que 6 mm é superior a 8 semanas
INCORRETO : Distorce o tempo médio real, que é de 4 a 6 semanas e não superior a 8 semanas.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (198504 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.18

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (230664 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

(I) Um recém-nascido está em apneia. Ele não melhora após os passos iniciais e a VPP é iniciada. Na  primeira avaliação, a frequência cardíaca é de 40 batimentos por minuto. Depois de 30 segundos de  ventilação com pressão positiva com movimento do tórax, a frequência cardíaca é de 80 batimentos por minuto. 

  1. A massagem cardíaca deve ser iniciada? 
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar? (0,16 pontos)

(II) Um recém-nascido está em apneia e não melhora após os passos iniciais e a VPP. A frequência cardíaca permanece 40 batimentos por minuto. Uma cânula traqueal é adequadamente posicionada, há movimento do tórax e entrada de gás bilateralmente à ausculta pulmonar. A ventilação é mantida por mais 30 segundos. A frequência cardíaca continua 40 batimentos por minuto.

  1. A massagem cardíaca deve ser iniciada?
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar? (0,18 pontos)

(III) Na figura abaixo, assinale o local em que a massagem cardíaca deve ser aplicada:

(IV) Qual é a profundidade correta das compressões torácicas, aproximadamente? (0,16 pontos)
 




RATING: 3.37

(I) Um recém-nascido está em apneia. Ele não melhora após os passos iniciais e a VPP é iniciada. Na  primeira avaliação, a frequência cardíaca é de 40 batimentos por minuto. Depois de 30 segundos de  ventilação com pressão positiva com movimento do tórax, a frequência cardíaca é de 80 batimentos por minuto. 

  1. A massagem cardíaca não deve ser iniciada. (0,08 p)
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar. (0,08 p)

(II) Um recém-nascido está em apneia e não melhora após os passos iniciais e a VPP. A frequência cardíaca permanece 40 batimentos por minuto. Uma cânula traqueal é adequadamente posicionada, há movimento do tórax e entrada de gás bilateralmente à ausculta pulmonar. A ventilação é mantida por mais 30 segundos. A frequência cardíaca continua 40 batimentos por minuto.

  1.  A massagem cardíaca deve ser iniciada. (0,09 p)
  2. A ventilação com pressão positiva deve continuar. (0,09 p)

(III) Na figura abaixo, assinale o local em que a massagem cardíaca deve ser aplicada:

A área a ser comprimida é logo abaixo da linha intermamilar.(0,08 p)

(IV) Qual é a profundidade correta das compressões torácicas, aproximadamente?

A profundidade correta das compressões torácicas é de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax.(0,08 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.37)




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