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HEMORRAGIAS DIGESTIVAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Pela localização, as hemorragias digestivas são classificadas em SUPERIORES e INFERIORES. Aonde que está a diferença? A hemorragia digestiva alta (HDA) pode ser definida como sangramento do segmento proximal ao ligamento de Treitz localizado no duodeno distal.

OBJETIVA: (1427841 votos)..........96.26% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher branca de 63 anos com história de esquizofrenia de 15 anos é internada na enfermaria psiquiátrica após ter sido encontrada dentro de uma loja de departamentos vestindo roupas que não pertenciam a ela. Durante o exame do estado mental, o paciente está sentado imóvel numa cadeira. Suas respostas à exposição de questionamento escassez de conteúdo. O paciente também exibe echopraxia ao responder a perguntas. No exame, o paciente apresenta aumento do tom nos braços e pernas que é proporcional ao quantidade de força usada durante o exame. A paciente também parece deixar seus braços e pernas em posições estranhas por longos períodos de tempo. Os sinais vitais são temperatura 36,8° C, frequência cardíaca 86/min, pressão arterial 123/76 mm Hg e frequência respiratória 16/min. A medicação utilizada inclui haloperidol 15 mg uma vez ao dia. Qual é o diagnóstico mais provável neste momento?
A. Catatonia
B. Distonia
C. Retardo mental
D. Síndrome neuroléptica maligna
E. Síndrome de serotonina

  RATING: 3.11

Uma mulher branca de 63 anos com história de esquizofrenia de 15 anos é internada na enfermaria psiquiátrica após ter sido encontrada dentro de uma loja de departamentos vestindo roupas que não pertenciam a ela. Durante o exame do estado mental, o paciente está sentado imóvel numa cadeira. Suas respostas à exposição de questionamento escassez de conteúdo. O paciente também exibe echopraxia ao responder a perguntas. No exame, o paciente apresenta aumento do tom nos braços e pernas que é proporcional ao quantidade de força usada durante o exame. A paciente também parece deixar seus braços e pernas em posições estranhas por longos períodos de tempo. Os sinais vitais são temperatura 36,8° C, frequência cardíaca 86/min, pressão arterial 123/76 mm Hg e frequência respiratória 16/min. A medicação utilizada inclui haloperidol 15 mg uma vez ao dia. Qual é o diagnóstico mais provável neste momento?

A. Catatonia
CORRETO: Catatonia é uma alteração no tônus neuromuscular que ocorre como parte de muitos transtornos psiquiátricos, incluindo esquizofrenia, mania, depressão e ansiedade e como parte de certos distúrbios neurológicos. Os sintomas incluem negativismo (resistência a seguir instruções), mutismo (escassez da fala), ecopraxia (repetição de movimentos feitos por outra pessoa), flexibilidade cerosa (quando o paciente pode ser movido e moldado em posições corporais estranhas que ele ou ela manterá), paratonia (resistência involuntária ao movimento passivo).
B. Distonia
INCORRETO : Distonias são movimentos involuntários dos músculos agonistas/antagonistas em uma determinada área do corpo. Exemplos incluem distonia muscular do pescoço (retrocolis/torcicolo) e músculos extraoculares (crises oculogíricas). Esses distúrbios do movimento resultam de antagonismo da dopamina nas vias nigroestriatais da dopamina dos gânglios da base. Distonia é um efeito adverso conhecido de neurolépticos típicos como o haloperidol. Embora o paciente esteja tomando haloperidol, ela não apresenta sintomas distônicos.
C. Retardo mental
INCORRETO : Retardo mental pode incluir sintomas cognitivos, como ecolalia, mas provavelmente não incluiria o componente motor mencionado.
D. Síndrome neuroléptica maligna
INCORRETO : A síndrome neuroléptica maligna é uma reação rara aos antipsicóticos , idiossincrática, mas com risco de vida, que causa ”rigidez de tubo de chumbo”; sintomas autonômicos incluindo sudorese, febre alta, hipertensão e aumento da frequência cardíaca disfunção neurológica.
E. Síndrome de serotonina
INCORRETO : Síndrome da serotonina ocorre a partir da hiperestimulação dos receptores 5-HT1a, muitas vezes como resultado da interação entre inibidores da monoamina-oxidase ou neurolépticos típicos e SSRIs. A tríade clássica de sintomas que caracteriza a síndrome da serotonina inclui estado mental alterado com significante inquietação, disfunção autonômica e anormalidades neuromusculares. Os sintomas autonômicos incluem náuseas, vômitos e hipertermia, enquanto anormalidades neuromusculares incluem mioclonia, nistagmus, hiperreflexia, e rigidez das extremidades inferiores.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

DISCURSIVA: (199620 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre os métodos imagísticos no diagnóstico da litíase renal, responda:

  1. Qual o método inicial recomendado e sua principal vantagem? (0,13 pontos)
  2. Quais a sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada helicoidal sem contraste?  (0,15 pontos)
  3. Quais as principais limitações da radiografia simples de abdome? (0,13 pontos)
  4. Em que situação específica a ressonância nuclear magnética é indicada?  (0,09 pontos)




RATING: 2.97

Sobre os métodos imagísticos no diagnóstico da litíase renal, responda:

  1. Qual o método inicial recomendado e sua principal vantagem? (0,13 pontos)
  2. Quais a sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada helicoidal sem contraste?  (0,15 pontos)
  3. Quais as principais limitações da radiografia simples de abdome? (0,13 pontos)
  4. Em que situação específica a ressonância nuclear magnética é indicada?  (0,09 pontos)


1. Método inicial recomendado e sua principal vantagem

  • A ultrassonografia do trato urinário deve ser considerada o método inicial de imagem na maioria dos casos (0,06 p).
  • Sua principal vantagem é a ausência total de radiação ionizante, tornando-a totalmente segura para crianças e gestantes (0,07 p).

2. Sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada helicoidal sem contraste

  • A TC helicoidal sem contraste representa o método mais preciso (0,07 p) e apresenta sensibilidade de 98% e especificidade de 97% (0,08 p).

3. Principais limitações da radiografia simples de abdome

  • Não detecta cálculos radiotransparentes (como os de ácido úrico) e apresenta dificuldades na identificação de cálculos muito pequenos ou que se sobrepõem às estruturas ósseas (0,07 p).
  • Não informa sobre a presença de obstrução (0,06 p).

4. Situação específica para indicação da ressonância nuclear magnética

  • A ressonância nuclear magnética é raramente utilizada, exceto em gestantes quando há necessidade específica de evitar qualquer radiação e a ultrassonografia for inconclusiva (0,09 p).


FONTE:

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA: LITIASE RENAL (PLATAFORMA MISODOR)

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

CASO CLINICO: (231825 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 35 anos, tabagista (20 maços-ano), previamente hígida, procura atendimento com quadro de 7 meses de evolução caracterizado por perda ponderal de 14 kg (apesar de apetite preservado), palpitações, intolerância ao calor, tremor fino de extremidades, sudorese excessiva, irritabilidade e evacuações amolecidas frequentes. Há 3 meses notou proptose bilateral progressiva, diplopia intermitente, lacrimejamento, fotofobia e edema periorbitário. Há 15 dias refere diminuição da acuidade visual no olho direito e dor retro-ocular. Nega uso de medicamentos ou contraste iodado recente.

Ao exame físico: PA 145 × 85 mmHg, FC 118 bpm (ritmo regular), temperatura 37,4 °C. Bócio difuso grau II, superfície lisa, frêmito e sopro sistólico sobre a glândula. Exoftalmia bilateral (Hertel 25 mm OD / 24 mm OE), restrição importante dos movimentos oculares (principalmente elevação e abdução), sinal de von Graefe positivo, quemose e hiperemia conjuntival. Fundo de olho: edema de disco óptico à direita. Lesões eritematosas, induradas e não depressíveis na região pré-tibial bilateral. Tremor fino distal e hiper-reflexia.

Exames laboratoriais iniciais: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 5,1 ng/dL (VR 0,7–1,8); T3 total 345 ng/dL; TRAb (anticorpos antirreceptor de TSH) fortemente positivo (28 UI/L; VR < 1,75); anti-TPO positivo em título moderado. Ultrassonografia tireoidiana: glândula difusamente aumentada, hipoecogênica e com hipervascularização intensa ao Doppler. TC de órbitas: aumento volumoso dos músculos extraoculares (especialmente reto medial e inferior) com compressão apical do nervo óptico à direita (crowding apical).

O caso configura doença de Graves com hipertireoidismo clinicamente grave, orbitopatia de Graves ameaçadora da visão (neuropatia óptica distireóidea) e dermopatia tireoidiana.

(I) Qual o diagnóstico sindrômico e etiológico principal e qual o mecanismo fisiopatológico central envolvido? (0,11 pontos)
(II) Quais os principais exames confirmatórios e quais os achados laboratoriais e de imagem esperados neste contexto? (0,11 pontos)
(III) Como se classifica a gravidade e a atividade da orbitopatia neste paciente e qual a conduta terapêutica inicial prioritária diante da ameaça visual? (0,12 pontos)
(IV) Quais são as três modalidades clássicas de tratamento do hipertireoidismo na doença de Graves e qual a opção preferencial neste cenário específico de orbitopatia grave ativa?  (0,08 pontos)
(V) Quais fatores de risco modificáveis e medidas adjuvantes devem ser rigorosamente abordados no manejo global deste caso? (0,08 pontos)





RATING: 3.18

(I) Diagnóstico: Doença de Graves com hipertireoidismo autoimune + orbitopatia de Graves + dermopatia tireoidiana (0,03 p).
Mecanismo central: produção de autoanticorpos agonistas (TRAb) que se ligam e ativam constitutivamente o receptor de TSH nos tireócitos, gerando hiperplasia e hiperfunção glandular independente do eixo hipofisário (0,04 p).
Os mesmos autoanticorpos reconhecem antígenos compartilhados em fibroblastos orbitários e dérmicos, desencadeando inflamação, produção de glicosaminoglicanos e expansão tecidual (0,04 p).
(II) Confirmação laboratorial clássica: TSH suprimido + T4 livre e/ou T3 elevados + TRAb positivo (padrão-ouro diagnóstico) (0,03 p).
Exames complementares de suporte: ultrassonografia com Doppler (glândula difusa hipervascularizada) e, quando necessário, cintilografia (captação difusa elevada) (0,04 p).
Imagem orbitária (TC ou RM): aumento dos músculos extraoculares com compressão apical do nervo óptico (0,04 p).
(III) Classificação: orbitopatia moderada a grave e ativa (EUGOGO), com ameaça à visão por neuropatia óptica distireóidea (0,04 p).
Conduta prioritária imediata: glicocorticoides intravenosos em altas doses (metilprednisolona EV em esquema semanal ou diário conforme gravidade) sob supervisão especializada (0,04 p).
Avaliação multidisciplinar urgente (endocrinologia + oftalmologia) e consideração de descompressão orbitária se não houver resposta rápida (0,04 p).
(IV) Três modalidades clássicas: (1) drogas antitireoidianas (metimazol ou propiltiouracil), (2) iodo radioativo e (3) tireoidectomia (0,04 p).
No cenário de orbitopatia grave ativa, preferência por drogas antitireoidianas para controle do hipertireoidismo, evitando iodo radioativo (que pode agravar a orbitopatia) até estabilização da doença ocular (0,04 p).
(V) Fator de risco modificável principal e obrigatório: cessação completa e imediata do tabagismo (piora significativa da orbitopatia) (0,04 p).
Medidas adjuvantes: controle rigoroso da função tireoidiana, proteção ocular local (lubrificantes, oclusão noturna se necessário), selenium em áreas deficientes e abordagem multidisciplinar continuada (0,04 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.18)




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