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A ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL (FÓRMULAS) (ÁREA DE PEDIATRIA)

A globalização nos trouxe o Codex Alimentarius, da Food and Agriculture Organization, da Organização Mundial da Saúde, tipo uma Magna Carta da Alimentação. Alguns não tem uma boa opinião sobre ele, achando o Codex um documento muito polêmico e especulações não faltam sobre ele... enfim, até lá, é certo que ainda não existe um codigo de conduta alimentar melhor ou pelo menos não foi ainda aceito outro. Neste Codex, que é debatido cada ano, em torno de 188 representantes de diferentes países, 240 observadores e 56 organizações governamentais internacionais incluindo representantes da ANVISA fazem mudanças e adaptações permanentes para atualizar as recomendações acerca da composição nutricional de todos os alimentos, inclusive para fórmulas lácteas, padronizando os nutrientes obrigatórios e não mandatórios, e suas quantidades. Depois, a ANVISA traz essas normas para o Brasil, aonde viram normas que reglementam a industria alimentar e as vendas de alimentos e produtos tangentes á isso.

OBJETIVA: (1426862 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
Homem de 45 anos apresenta paresia do fibular e do ulnar, com espessamento doloroso desses nervos, sem qualquer lesão cutânea após exame minucioso sob luz natural e lâmpada de Wood. A baciloscopia dos sítios habituais é negativa. A eletroneuromiografia (ENMG) mostra mononeuropatia assimétrica de nervos de predileção hansênica. A hipótese de hanseníase neural pura fica mais robusta se:
A. A biópsia do nervo (ou a PCR do nervo) demonstrar Mycobacterium leprae ou granuloma perineural típico, após exclusão de outras neuropatias
B. O anti-PGL-1 (phenolic glycolipid-1) sérico negativo excluir definitivamente a doença
C. O Mitsuda negativo confirmar o diagnóstico de forma neural tuberculóide
D. A ressonância com gadolínio de plexo braquial for normal, o que é patognomônico
E. Houver resposta terapêutica a gabapentina isolada, sem necessidade de PQT-U

  RATING: 3.13

Homem de 45 anos apresenta paresia do fibular e do ulnar, com espessamento doloroso desses nervos, sem qualquer lesão cutânea após exame minucioso sob luz natural e lâmpada de Wood. A baciloscopia dos sítios habituais é negativa. A eletroneuromiografia (ENMG) mostra mononeuropatia assimétrica de nervos de predileção hansênica. A hipótese de hanseníase neural pura fica mais robusta se:

A. A biópsia do nervo (ou a PCR do nervo) demonstrar Mycobacterium leprae ou granuloma perineural típico, após exclusão de outras neuropatias
CORRETO: A forma neural pura não tem lesão de pele. O diagnóstico de certeza apoia-se na demonstração do bacilo ou do granuloma no nervo (biópsia de nervo sensitivomotor acessível, PCR ou imunohistoquímica), depois de afastar hanseníase cutânea oculta, diabetes, hanseníase-mimetizadoras, vasculite, amiloidose e neuropatias compressivas. Operacionalmente, no Brasil, esses casos costumam ser tratados como multibacilares.
B. O anti-PGL-1 (phenolic glycolipid-1) sérico negativo excluir definitivamente a doença
INCORRETO : Anti-PGL-1 negativo é esperado em formas de baixa carga, inclusive na neural pura e na tuberculóide. A sorologia negativa não exclui hanseníase.
C. O Mitsuda negativo confirmar o diagnóstico de forma neural tuberculóide
INCORRETO : Mitsuda negativa aponta para o polo virchowiano, não confirma neural tuberculóide. Na neural pura o Mitsuda pode ser positivo ou negativo e jamais fecha o diagnóstico isoladamente.
D. A ressonância com gadolínio de plexo braquial for normal, o que é patognomônico
INCORRETO : Ressonância normal não é patognomônica de nada; o espessamento e o realce perineural, quando presentes, apenas sustentam neuropatia inflamatória, sem etologia específica.
E. Houver resposta terapêutica a gabapentina isolada, sem necessidade de PQT-U
INCORRETO : Gabapentina trata dor neuropática, não o M. leprae. Resposta sintomática ao neuromodulador não substitui a PQT-U e não valida o diagnóstico.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (199508 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite e descreva as ações não farmacológicas indicadas, durante procedimentos em unidade neonatal, para o alívio e o manejo da dor em recém-nascidos. (0,5 pontos)




RATING: 3.08

Cite e descreva as ações não farmacológicas indicadas, durante procedimentos em unidade neonatal, para o alívio e o manejo da dor em recém-nascidos. (0,5 pontos)


As ações não farmacológicas indicadas durante procedimentos na unidade neonatal incluem:

  • a amamentação (0,08 p),
  • o contato pele a pele (posição canguru) (0,08 p),
  • a sucção não nutritiva (0,07 p),
  • as soluções adocicadas (sacarose 24% ou glicose 25%) (0,07 p)
  • a contenção facilitada (0,06 p), preferencialmente em associação (efeito sinérgico) (0,06 p).
  • redução de procedimentos desnecessários (0,04 p)
  • de cuidados ambientais (controle de luz e ruído) (0,02 p)
  • da presença e participação dos pais (0,02 p)


FONTE:

  • Junqueira-Marinho MF, Cunha PVS (org.). Diretriz para Prevenção e Manejo da Dor Aguda por Procedimentos Dolorosos no Período Neonatal. Rio de Janeiro: Fiocruz/IFF; 2023. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/biblioteca/diretriz-para-prevencao-e-manejo-da-dor-aguda-por-procedimentos-dolorosos-no-periodo-neonatal/
  • PDF da diretriz: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2025/02/Diretriz_manejo_da_dor.pdf

  • AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

    CASO CLINICO: (231581 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
    Paciente S.E.C., 11 anos, cor branca, 1,37 m de altura, 28 kg, do sexo feminino apresenta-se ás 02:00 h de madrugada no PS, com queixa principal dispnéia aos pequenos esforços, tosse freqüente e ansiedade. É a terceira vez este mes que acontece isto, sempre de madrugada. Apresenta assimetria de tórax, padrão ventilatório misto com predomínio abdominal e retração subcostal, frequência respiratória 36/minuto, tosse úmida, eficaz e purulenta em grande quantidade. O frêmito tóraco vocal apresentava-se aumentado em ápices pulmonares. Na percussão havia macicez em ápices pulmonares. Ausculta pulmonar apresentava-se com sibilos em inspir e expir, bem audíveis. Sem cianose, fala frases incompletas, parciais. T = 37,5°C.

    A radiografia de tórax está normal. O leucograma demonstrou 8.100 leucócitos com 14% de eosinófilos. Glicemia normal, exame de urina I normal.

    Questões:

    1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

    2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

    3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

    4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica? (0,1 pontos)

    5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)




    RATING: 3.03

    1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

    Qualquer um pode ver, então, que, no caso, estamos frente na frente com a tríade: tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância e dispneia. Ou seja, trata-se e uma crise de asma bronquica, em exacerbação aguda.

    Entretanto, a questão pede a forma de gravidade da molestia crônica. A criança tem sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês.

    Diagnóstico correto: ASMA BRONQUICA PERSISTENTE LEVE EM EXACERBAÇÃO AGUDA

    2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

    A disfunção respiratória está mais relacionada com os parâmetros de uso de musculatura acessória. A freqüência respiratória e a presença de sibilância são importantes, são dados obrigatórios na inspeção e ausculta, mas não são definitorios.

    Então, como quantificar PRECISAMENTE a crise?

    Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

    ESCORE WOOD:

    0 PONTOS
    1 PONTO
    2 PONTOS

    ENTRADA DE AR

    Simetrica
    Assimetrica
    Diminuida

    SIBILOS

    Poucos e geralmente expiratorios
    Podem estar inspiratórios e expiratorios
    Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

    MUSCULATURA ACESSORIA

    não utilizada ou bem pouco
    Significativamente utilizada
    Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

    ESTADO NEUROLOGICO

    Normal
    Euforia ou depressão
    Torpor, coma

    CIANOSE

    Sem cianose
    Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
    Presente com FiO2 de 40%
    • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
    • entre 3 e 4, asma moderada
    • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
    • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.
    3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

    Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:

    • suspeita clínica de pneumonia
    • pneumotórax
    • pneumomediastino
    • atelectasia
    • aspiração de corpo estranho
    • internação por crise grave
    A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) frequentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pneumotórax). 4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica no caso apresentado? (0,1 pontos)

    Argumentos pro:

    • macicez apical
    • tosse com expectoração
    Se tivesse sido pneumonia a febre deveria estar alta, o Rx deveria estar caracteristico (velamento lobular ou pelo menos aumento da intensidade).

    Argumentos contra:

    • T 37,5°C
    • Rx normal
    • Sonoridade e frêmito pectoral normal
    • Sibilãncia generalizada que indica mais breve crise de broncoespasmo que problema do parenquima
    5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)

    A primeira atitude terapêutica: 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

    A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar ausência de resposta clínica a 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

    AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.03)

    


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