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MEGACÓLON CHAGÁSICO (ÁREA DE CIRURGIA)

A doença de Chagas representa uma infecção tropical provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Uma das manifestações clínicas da doença de Chagas em sua fase crônica é a forma digestiva.

O megacólon, identificado como complicação tardia da doença de Chagas, foi inicialmente relatado por Koberle na década de 1950, e desde então tem sido proposto o papel do sistema nervoso entérico intrínseco na regulação da função muscular da parede intestinal como mecanismo patogênico central.

A doença de Chagas representa uma infecção tropical de ampla distribuição, afetando cerca de 5,7 milhões de indivíduos em 21 nações, o que a classifica como uma das dez doenças tropicais prioritárias para controle e eliminação.

A infecção no hospedeiro ocorre quando formas tripomastigotas do Trypanosoma cruzi, presentes nas fezes do inseto vetor conhecido como barbeiro, penetram em lesões cutâneas ou mucosas acidentalmente após a alimentação sanguínea do triatomíneo, alcançando assim a circulação sistêmica.


OBJETIVA: (1428197 votos)..........96.22% das questões objetivas receberam votos.
Relativo ás manifestações clinicas da coqueluche é CORRETO :
A. A fase catarral – tem duração de uma a 5 dias
B. A fase catarral geralmente evolui com febre muito alta e continua
C. A fase paroxística e chamada assim pelas manifestações típicas (paroxismos de tosse)
D. Na fase de convalescença as crises de tosse paroxística com guincho migram para o período noturno
E. O som da tosse paroxística denominado de “guincho” é causado pelo colapso da traqueia

  RATING: 2.97

Relativo ás manifestações clinicas da coqueluche é CORRETO :

A. A fase catarral – tem duração de uma a 5 dias
INCORRETO: Fase catarral – com duração de uma a duas semanas, inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca), seguidos pela instalação gradual de surtos de tosse, cada vez mais intensos e frequentes, evoluindo para crises de tosses paroxísticas.
B. A fase catarral geralmente evolui com febre muito alta e continua
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. A fase paroxística e chamada assim pelas manifestações típicas (paroxismos de tosse)
CORRETO : Fase paroxística – geralmente é afebril ou com febre baixa, mas, em alguns casos, ocorrem vários picos de febre no decorrer do dia. Apresenta como manifestação típica os paroxismos de tosse seca caracterizados por crise súbita, incontrolável, rápida e curta, com cerca de cinco a dez tossidas em uma única expiração. Durante os acessos, o paciente não consegue inspirar, apresenta protrusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose, que pode ser seguida de apneia e vômitos. A seguir, ocorre uma inspiração profunda através da glote estreitada, podendo originar o som denominado de “guincho”
D. Na fase de convalescença as crises de tosse paroxística com guincho migram para o período noturno
INCORRETO : Fase de convalescença – os paroxismos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum. Essa fase persiste por duas a 6 semanas e, em alguns casos, pode se prolongar por até 3 meses. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante a convalescença da coqueluche, podem provocar o reaparecimento transitório dos paroxismos.
E. O som da tosse paroxística denominado de “guincho” é causado pelo colapso da traqueia
INCORRETO : Os paroxismos de tosse seca caracterizados por crise súbita, incontrolável, rápida e curta, com cerca de cinco a dez tossidas em uma única expiração. Durante os acessos, o paciente não consegue inspirar, apresenta protrusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose, que pode ser seguida de apneia e vômitos. A seguir, ocorre uma inspiração profunda através da glote estreitada, podendo originar o som denominado de “guincho”.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (199689 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre o bócio subesternal, respondendo de modo objetivo e fundamentado aos itens abaixo.

  1. Defina bócio subesternal e diferencie as formas primária e secundária quanto à origem, continuidade anatômica e vascularização. (0,12 pontos)
  2. Explique os fatores anatômicos e mecânicos que favorecem a descida mediastinal do bócio. (0,08 pontos)
  3. Relacione as manifestações clínicas compressivas clássicas e descreva o sinal de Pemberton. (0,10 pontos)
  4. Compare o papel da radiografia de tórax e da tomografia computadorizada no diagnóstico e no planejamento cirúrgico. (0,10 pontos)
  5. Fundamente o tratamento de escolha, a via de acesso predominante e as situações em que se considera esternotomia. (0,10 pontos)




RATING: 2.78

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre o bócio subesternal, respondendo de modo objetivo e fundamentado aos itens abaixo.

  1. Defina bócio subesternal e diferencie as formas primária e secundária quanto à origem, continuidade anatômica e vascularização. (0,12 pontos)
  2. Explique os fatores anatômicos e mecânicos que favorecem a descida mediastinal do bócio. (0,08 pontos)
  3. Relacione as manifestações clínicas compressivas clássicas e descreva o sinal de Pemberton. (0,10 pontos)
  4. Compare o papel da radiografia de tórax e da tomografia computadorizada no diagnóstico e no planejamento cirúrgico. (0,10 pontos)
  5. Fundamente o tratamento de escolha, a via de acesso predominante e as situações em que se considera esternotomia. (0,10 pontos)


1. Definição e classificação em primário e secundário

Bócio subesternal (também denominado retrosternal, mergulhante ou endotorácico) é o aumento tireoidiano que se estende abaixo do estreito torácico superior / incisura esternal. (0,03 p)

Critério frequentemente adotado (Katlic): mais de 50% do volume glandular situa-se abaixo do opérculo torácico. (0,02 p)

Forma primária (ectópica / aberrante): origina-se de tecido tireoidiano mediastinal sem continuidade com a glândula cervical. (0,02 p)
Recebe vascularização torácica (artéria torácica interna, aorta e ramos mediastinais) e é rara (cerca de 1% dos casos). (0,02 p)

Forma secundária (a grande maioria, ≈99%): resulta da descida caudal de um bócio de origem cervical, mantém continuidade com a tireoide do pescoço e é nutrida pelas artérias tireóideas. (0,03 p)

Subtotal do item 1: 0,12 p


2. Fisiopatologia da descida mediastinal

O pescoço é limitado por estruturas rígidas (esterno, clavículas, musculatura e fácias), de modo que o crescimento glandular encontra menor resistência no sentido caudal, em direção ao mediastino. (0,02 p)

Concorrem para a migração: a gravidade. (0,02 p)
A pressão negativa intratorácica. (0,02 p)
Os movimentos repetidos de deglutição, que “empurram” o tecido para baixo. (0,02 p)

Predomina a localização no mediastino anterior; a extensão posterior é menos frequente.


3. Manifestações compressivas e sinal de Pemberton

Compressão traqueal: dispneia (frequentemente pior em decúbito), tosse e estridor. (0,02 p)
Compressão esofágica: disfagia. (0,02 p)
Acometimento do nervo laríngeo recorrente: rouquidão / disfonia. (0,02 p)
Compressão venosa: turgência jugular, circulação colateral e, em casos avançados, síndrome da veia cava superior. (0,02 p)

Sinal de Pemberton: ao elevar os membros superiores, ocorre rubor facial, turgência venosa cervical e dispneia, por obstrução do retorno venoso no estreito torácico. (0,02 p)

Parte dos pacientes permanece oligo ou assintomática, sendo o achado incidental em exame de imagem.

Subtotal do item 3: 0,10 p


4. Métodos de imagem

A radiografia de tórax (PA e perfil) funciona como exame de rastreio: pode revelar alargamento do mediastino ântero-superior e desvio ou estreitamento traqueal. (0,03 p)

A tomografia computadorizada (preferencialmente com contraste) é o exame de escolha. (0,02 p)

Permite mensurar a extensão caudal, a relação com o arco aórtico, a traqueia, o esôfago e os grandes vasos, e distinguir mediastino anterior de posterior. (0,03 p)

Esses dados fundamentam o planejamento da via de acesso (cervical isolada versus necessidade de esternotomia). (0,02 p)

A ultrassonografia avalia bem o componente cervical, mas não delimita adequadamente o mediastino.


5. Tratamento e vias de acesso

O tratamento de escolha é cirúrgico (tireoidectomia), inclusive em muitos casos assintomáticos, diante do risco de compressão progressiva, de dificuldade anestésica futura e de malignidade oculta. (0,03 p)

A via predominante é a cervicotomia: a maioria dos bócios secundários pode ser extraída por via cervical, pois a vascularização permanece cervical. (0,03 p)

Esternotomia (parcial ou total) deve ser considerada quando houver: bócio primário sem conexão cervical; extensão abaixo do arco aórtico ou para o mediastino posterior; recidiva após cirurgia prévia; suspeita de invasão maligna; ou impossibilidade de mobilização segura apenas pelo pescoço. (0,04 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.78)

CASO CLINICO: (231896 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente de 19 anos de idade foi admitida com severa crise de asma brônquica. Algumas horas mais tarde, referiu dor retroesternal irradiada pelos ombros. A dor estava agravada pela deglutição e mudança de posição.
O exame físico revelou edema cervical e de parede anterior do tórax. Na apalpação, crepitações configuravam a enfisema subcutânea, ocorrendo dor ao comprimir no nível do cricoide. O exame do aparelho respiratório mostrava diminuição difusa de murmúrio vesicular, associado ao sibilos respiratórios. Não havia estridor. A paciente estava afebril, normotenso, com pulso regulado taquicárdico (124 bpm), e frequência respiratória elevada (32 irpm). O Rx está abaixo:

1) Quais são as principais modificações nesse Rx? (0,375 pontos)
2) Qual é a principal suspeita diagnóstica? (0,125 pontos)


RATING: 3.07

1) Quais são as principais modificações nesse Rx?

  • Intenso enfisema subcutâneo (setas curvas) (0,125 p)
  • Pleura mediastinal desviada lateralmente, apresentando-se como uma linha fina ao longo do mediastino (0,125 p)
  • Hipertransparencia pulmonar bilateral (0,125 p)

2) Qual é a principal suspeita diagnóstica?

RESPOSTA: Pneumomediastino  (0,125 p)
O pneumomediastino consiste na presença de ar ou outro gás no mediastino. Ele é raro em adultos, sendo mais comum em recém-natos. Em adultos ocorre principalmente em homens, durante a segunda e terceira décadas, constituindo-se em um achado pouco comum na asma. Os sinais e sintomas dependem da quantidade de ar nos espaços mediastinais. Os achados clínicos mais freqüentes são:

a) dor súbita retroesternal irradiada para o pescoço, para trás e para os ombros; 
b) dispnéia com ou sem cianose
c) enfisema subcutâneo 
d) disfagia. 

À ausculta detecta-se o chamado sinal de Hamman – presença de crepitações grosseiras sincronizadas com os batimentos cardíacos e não com o ciclo respiratório. O sinal de Hamman é mais evidente com o paciente em decúbito lateral direito.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.07)




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