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APENDICITE AGUDA NA CRIANÇA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A idade faz diferença em casos de apendicite aguda. Por causa da sua apresentação rara em crianças menores de cinco anos, é frequentemente diagnosticada incorretamente, o que aumenta a morbidade. Apesar de sua apresentação clínica variar entre lactentes e pré-escolares, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na proporção de apêndices perfurados nem na de complicações pós-operatórias.
A apendicite aguda representa a urgência cirúrgica mais comum na criança. Apendicite perfurada, em todo o mundo, é a principal causa cirúrgica geral de morte.
Pode ocorrer desde o período neonatal até a adolescência, embora seja mais comum entre os 6 e 10 anos.

OBJETIVA: (1419289 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Entre as substancias a seguir, aquela que pode ser considerada o marcador sorológico mais relacionado a hepatite auto-imune e:
A. Anticorpo antimusculo liso
B. p-Anca
C. Anticorpo antimitocondrial
D. Reticulócitos
E. c-Anca

  RATING: 3.03

Entre as substancias a seguir, aquela que pode ser considerada o marcador sorológico mais relacionado a hepatite auto-imune e:

A. Anticorpo antimusculo liso
CORRETO: A hepatite auto-imune a caracterizada por necrose hepatocelular e inflamação continua, geralmente com fibrose, podendo evoluir para cirrose e insuficiência hepática. Os autoanticorpos relacionados a esta entidade sao: fator antinuclear (FAN) padrão homogêneo, anticorpo antimusculo liso, anti-LKM (liver kidney microssomal), anticorpos contra o antígeno hepático solúvel e anticorpos contra o receptor hepático especifico asialoglicoproteina e outras proteínas da membrana dos hepatócitos.
B. p-Anca
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Anticorpo antimitocondrial
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Reticulócitos
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. c-Anca
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (198505 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano e que deve ser considerada desde os vértices biológico, social e psicológico. Nessa fase, o indivíduo adota comportamentos considerados anormais ou patológicos em outras fases do desenvolvimento, o que caracteriza o que se denomina de síndrome de adolescência normal.  Para que alcance a identidade adulta o adolescente passa por três perdas fundamentais deste período evolutivo. Pede-se:
1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente. - 0,1875 pontos
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. - 0,3125 pontos


RATING: 3.51

A adolescência é uma verdadeira e autêntica fase evolutiva do ser humano e que deve ser considerada desde os vértices biológico, social e psicológico. Nessa fase, o indivíduo adota comportamentos considerados anormais ou patológicos em outras fases do desenvolvimento, o que caracteriza o que se denomina de síndrome de adolescência normal.  Para que alcance a identidade adulta o adolescente passa por três perdas fundamentais deste período evolutivo. Pede-se:
1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente. - 0,1875 pontos
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. - 0,3125 pontos

1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente.
Perda do corpo infantil (0,0625 p); Perda dos pais da infância (0,0625 p); perda da identidade e do papel infantil (0,0625 p).

2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal. 

DEVE CITAR CINCO DAS DEZ ELENCADAS ABAIXO:  (0,0625 p de cada uma correta)
busca de si mesmo e da identidade adulta;

Tendência grupal;

  1. necessidade de intelectualizar e fantasiar;
  2. crises religiosas;
  3. deslocação temporal;
  4. evolução sexual desde o auto-erotismo até a heterossexualidade;
  5. atitude social reivindicatória;
  6. contradições sucessivas em todas as manifestações da contuta;
  7. separação progressiva dos pais;
  8. constantes flutuações do humor e do estado de ânimo.

FONTE:

Medicina do adolescente. Venorica Coates et al. Editora Sarvier, 1a Edição, 1993. p. 30-34.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.51)

CASO CLINICO: (230664 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Homem de 54 anos, previamente hígido, procura o ambulatório por aumento progressivo e indolor da região anterior do pescoço há 8 meses, agora com disfagia a sólidos, rouquidão e dispneia aos médios esforços. Relata “pescoço de pedra”. Nega febre, odinofagia recente, pródromo viral, palpitações, intolerância ao calor, oftalmopatia ou perda ponderal acelerada. Não usa amiodarona, lítio, interferona nem inibidores de checkpoint. Sem irradiação cervical prévia.

Exame: eutireoidiano clinicamente. Tireoide difusamente aumentada, extremamente dura, fixa aos planos profundos, indolor, sem eritema e sem flutuação. Lobo esquerdo parece “fundir-se” com a musculatura pré-tireoidiana. Prega vocal esquerda com hipomotilidade à laringoscopia. Sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem sinais de oftalmopatia.

Laboratório: TSH 6,8 mUI/L; T4 livre 0,92 ng/dL (limítrofe-baixo); anti-TPO 48 UI/mL (limítrofe); TRAb negativo; VHS 28 mm/h; PCR 6 mg/L; leucócitos 7.400/mm³; cálcio iônico 1,05 mmol/L (baixo); PTH 12 pg/mL (inapropriadamente baixo); IgG4 sérica 198 mg/dL (elevada). Ultrassonografia: glândula hipoecoica, mal delimitada, vascularização pobre, sem nódulo dominante. TC cervical: massa tireoidiana que ultrapassa a cápsula e envolve traqueia e musculatura, sem plano de clivagem nítido. PAAF: material hipocelular, fibrose, sem atipias suficientes para carcinoma.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam? (0,1 pontos)

(II) Como diferenciar este quadro do carcinoma anaplásico e da tireoidite de Hashimoto com fibrose avançada? (0,1 pontos)

(III) Quais exames confirmam o diagnóstico e avaliam complicações locais? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica inicial e o papel da cirurgia? (0,1 pontos)

(V) Quais desfechos endócrinos e sistêmicos devem ser antecipados no seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.89

(I) Diagnóstico


O diagnóstico mais provável é tireoidite de Riedel (fibroinvasiva) (0,04 p). Sustentam: bócio pétreo (“duro como pedra”) e indolor (0,02 p); sintomas compressivos (disfagia, dispneia, rouquidão) (0,02 p); e extensão extratireoidiana para músculos, traqueia e, neste caso, possível acometimento paratireoidiano (0,02 p).


(II) Diagnóstico diferencial


Carcinoma anaplásico:
crescimento em semanas, deterioração do estado geral, invasão agressiva e histologia maligna — aqui o curso é de meses, o paciente está estável e a PAAF não mostrou atipia franca (0,04 p).

Hashimoto fibroso: a fibrose costuma respeitar a cápsula; anti-TPO em geral está muito elevado; não há o padrão clássico de “massa de ferro” invasiva (0,03 p).

A Riedel pode integrar o espectro da doença relacionada a IgG4, o que dialoga com a IgG4 sérica elevada deste paciente (0,03 p).


(III) Confirmação e complicações


A maioria dos pacientes com Riedel está eutireoidiana; cerca de 30% evoluem com hipotireoidismo (0,02 p). Pode haver hipocalcemia por fibrose das paratireoides (0,02 p). A PAAF é frequentemente insuficiente (material fibroso hipocelular) (0,02 p). O diagnóstico definitivo exige biópsia cirúrgica/aberta, com fibrose densa e inflamação linfoplasmocitária (0,02 p). A imunohistoquímica IgG4/IgG apoia o vínculo com doença IgG4 (0,02 p).


(IV) Tratamento


Não há protocolo único, pela raridade da doença (0,01 p). Glicocorticoides são a primeira linha para reduzir inflamação e compressão (0,03 p). Tamoxifeno (em geral 20 mg 1–2×/dia) entra se houver refratariedade ou como adjuvante (0,03 p). Cirurgia, quando necessária, deve ser limitada à descompressão (istmectomia/debulking); tireoidectomia total de rotina aumenta lesão de nervo e paratireoide sem curar a fibrose (0,03 p).


(V) Evolução e seguimento


Antecipar hipotireoidismo em cerca de 30% e repor levotiroxina se indicado (0,03 p). Monitorar cálcio e PTH pelo risco de hipoparatireoidismo fibrótico (0,02 p). Procurar fibrose extracervical (mediastino, retroperitônio, órbita, vias biliares) — a Riedel pode ser manifestação sistêmica IgG4 (0,03 p). A doença não se extingue de forma definitiva; o seguimento é clínico, laboratorial e por imagem (0,02 p).


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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