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Atualmente, vários serviços têm utilizado soro isotônico na hidratação intravenosa de manutenção para lactentes, crianças e adolescentes internados. A justificativa para essa escolha é:
A. menor reincidência de desidratação
INCORRETO: O uso de soro isotônico não reduz a reincidência de desidratação; a prevenção de recidiva depende do tratamento da causa subjacente (diarreia, vômitos, febre) e da reposição volêmica inicial adequada, não da tonicidade do fluido de manutenção.
B. prevenção da insuficiência renal aguda
INCORRETO : A insuficiência renal aguda não é prevenida primariamente pela escolha de soro isotônico; a proteção renal depende da manutenção de volemia adequada e do débito urinário, e o soro isotônico pode até causar acidose hiperclorêmica em grandes volumes, sem impacto direto na prevenção de lesão renal aguda funcional ou estrutural.
C. prevenção da mielinólise pontina
INCORRETO : A mielinólise pontina (desmielinização osmótica) resulta da correção muito rápida de hiponatremia crônica, e não da administração de soro isotônico de manutenção; ao contrário, o soro isotônico previne a hiponatremia, mas não tem relação com a prevenção direta dessa complicação neurológica.
D. prevenção da hiponatremia
CORRETO : A justificativa principal para a adoção rotineira de soro isotônico (NaCl 0,9 % ou solução salina balanceada com Na⁺ 135-154 mEq/L) na hidratação intravenosa de manutenção em lactentes, crianças e adolescentes internados reside na prevenção da hiponatremia hospitalar. Crianças hospitalizadas liberam ADH em resposta ao estresse, dor, náuseas, hipóxia ou drogas, o que reduz a capacidade de excreção de água livre; o emprego de fluidos hipotônicos (tradicionalmente 0,45 % NaCl ou 0,18 % NaCl com glicose) aumenta o risco de hiponatremia dilucional grave, com possibilidade de edema cerebral, convulsões e morte. Meta-análises e diretrizes (AAP, ESPGHAN, SBP) demonstram redução significativa da incidência de hiponatremia (Na⁺ < 135 mEq/L) com o uso de soluções isotônicas sem aumento de eventos adversos.
E. reversão rápida da acidose láctica
INCORRETO : O soro isotônico (NaCl 0,9 %) não reverte acidose láctica de forma rápida nem específica; a correção da acidose láctica exige tratamento da causa (choque, hipóxia, sepse), e o NaCl 0,9 % pode inclusive gerar acidose hiperclorêmica dilucional, sendo a solução de Ringer-lactato ou bicarbonato a escolha mais apropriada quando se busca correção de acidose metabólica.
Gabarito: D
Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.
RATING: 3.02 ![]()
Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.
1. Epidemiologia, histologia e malignidade
2. Classificações e planejamento da via
Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):
A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).
3. Avaliação pré-operatória
Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)
Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)
Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)
4. Limitações da PAAF mediastinal
A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)
5. Complicações cirúrgicas relevantes
FONTE:
Um recém-nascido a termo, AIG, nascido de mãe sem intercorrências no pré-natal, apresentava líquido amniótico meconial ao nascimento - índice de Apgar de 2/3/5/7, respectivamente, nos 12, 5º, 10º e 15º minutos de vida - entrando em convulsão clônica com 1 h 30 min.
(I) Escreva o tratamento farmacológico relacionado à convulsão desse recém-nascido. (0,25 pontos)
(II) Você recomendaria, para a síndrome hipóxico-isquêmica provável desse recém-nascido, algum tratamento específico não só com o objetivo de melhorar e reduzir a lesão cerebral, como também com o de diminuir as possibilidades de sequelas? Explique. (0,25 pontos)
(I) Tratamento farmacológico da convulsão
(II) Tratamento específico da encefalopatia hipóxico-isquêmica
Sim. Indica-se hipotermia terapêutica (0,01 p) como medida de neuroproteção (0,01 p).
Justificativa clínica deste caso:
Conduta:
Efeito esperado:
Cuidados associados: evitar hipertermia (0,01 p), manter normoglicemia (0,01 p), normocapnia (0,01 p), perfusão (0,01 p) e restrição hídrica inicial; a hipotermia não substitui o tratamento da crise.
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