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A TOSSE CRONICA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A tosse é algo muito comum em todos os consultorios, sendo sintoma respiratorio mais encontrado. Ele pode ser um sintoma que apareça desde um resfriado banal comum até na gravissima situação duma fibrose cistica. Tem tosse aguda, tosse subaguda e tem tosse catalogada como crônica. A tosse aguda é encontrada na maioria dos casos de IVAS (virais ou bacterianas) e geralmente é autolimitada. Os conceitos estão diferentes duma escola de medicina para outra. Os americanos consideram uma tosse crônica aquela tosse que demora mais de 4 semanas para sumir. A escola inglês, porém, extende esse prazo para o dobro dele (oito semanas) - e isso não é por causa do smog londones, mas porque os ingleses consideram que esse intervalo é necessário para descartar qualquer etiologia infecciosa da tosse. Há definição de "tosse subaguda" para aquela tosse que dura entre 2-4 semanas.

OBJETIVA: (1419298 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Em relação aos vírus influenza marque a assertiva CORRETA :
A. A vacinação de gestantes, assim como dos demais contactantes domiciliares e hospitalares do prematuro, é fundamental para prevenção da infecção no RN
B. Não há diferenças na morbidade e taxas de hospitalização por influenza nos recém nascidos pré-termo e recém nascidos ao termo
C. A vacinação de contactantes domiciliares pouco influencia na prevenção da infecção por influenza em recém nascidos pré-termo
D. recém nascidos pré-termo podem receber a vacina influenza antes de seis meses de vida, devido às maiores taxas de hospitalização nesse grupo
E. Nos recém nascidos pré-termo, as comorbidades não aumentam o risco para o vírus influenza.

  RATING: 3.06

Em relação aos vírus influenza marque a assertiva CORRETA :

A. A vacinação de gestantes, assim como dos demais contactantes domiciliares e hospitalares do prematuro, é fundamental para prevenção da infecção no RN
CORRETO: Mulheres vacinadas durante a gestação transmitem anticorpos ao bebê, porém no caso de RNPT, a transferência de anticorpos da classe IgG da mãe para o feto é pequena ou nula, dependendo da idade gestacional; entretanto, se a mãe for vacinada antes ou imediatamente após o parto, os benefícios para a criança podem se dar através do menor risco de contaminação e também pelo aleitamento materno. Foi demonstrada a redução de casos de influenza em lactentes quando suas mães foram vacinadas na gestação. A proteção indireta também ocorre quando se vacinam pais, irmãos, outros familiares, cuidadores e profissionais de saúde que lidam com o pré-termo.
B. Não há diferenças na morbidade e taxas de hospitalização por influenza nos recém nascidos pré-termo e recém nascidos ao termo
INCORRETO : A proteção contra o influenza, já indicada rotineiramente para lactentes, tem sua indicação reforçada no caso de bebês prematuros. Nesse grupo, a morbidade e as taxas de hospitalização são muito elevadas, as taxas de complicações e letalidade chegam a 10%, sendo ainda mais altas em recém-nascidos com patologias crônicas respiratórias. cardíacas, renais ou metabólicas
C. A vacinação de contactantes domiciliares pouco influencia na prevenção da infecção por influenza em recém nascidos pré-termo
INCORRETO : As crianças menores de seis meses constituem um dos grupos mais vulneráveis às complicações da influenza e, como não podem receber a vacina, é fundamental que se estabeleçam medidas para evitar a transmissão do vírus nas unidades neonatais, vacinando as equipes médicas e os familiares que têm contato com os recém nascidos pré-termo
D. recém nascidos pré-termo podem receber a vacina influenza antes de seis meses de vida, devido às maiores taxas de hospitalização nesse grupo
INCORRETO : Deve-se salientar que a vacina influenza só pode ser administrada em lactentes com mais de seis meses de vida.
E. Nos recém nascidos pré-termo, as comorbidades não aumentam o risco para o vírus influenza.
INCORRETO : A proteção contra o influenza, já indicada rotineiramente para lactentes, tem sua indicação reforçada no caso de bebês prematuros. Nesse grupo, a morbidade e as taxas de hospitalização são muito elevadas, as taxas de complicações e letalidade chegam a 10%, sendo ainda mais altas em recém-nascidos com patologias crônicas respiratórias, cardíacas, renais ou metabólicas

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

DISCURSIVA: (198505 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm. - 0,5 pontos.


RATING: 2.92

Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm. - 0,5 pontos.

Enumera as etapas da conduta do profissional frente à presença de líquido tinto de mecônio fluido ou espesso que apresente, logo após o nascimento, movimentos respiratórios rítmicos e regulares, tônus muscular adequado e frequência cardíaca maior que 100 bpm.

a. Levar o recém-nascido à mesa de reanimação; (0,0625 p)
b. Colocá-lo sob fonte de calor radiante; (0,0625 p)
c. Posicionar sua cabeça com uma leve extensão do pescoço; (0,0625 p)
d. Aspirar o excesso de secreções da boca e do nariz com sonda de aspiração traqueal nº 10; (0,0625 p)
e. Secar e desprezar os campos úmidos (0,0625 p) , verificando novamente a posição da cabeça; (0,0625 p)
f. Avaliar a frequência cardíaca e a respiração. (0,0625 p)
Se a avaliação resultar normal, o recém-nascido receberá os cuidados de rotina na sala de parto. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

CASO CLINICO: (230665 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 2.96

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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