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DENGUE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC), de início abrupto, associada a cefaléia, prostração, mialgia, artralgia, dor retroorbitária, exantema maculopapular acompanhado ou não de prurido. Anorexia, náuseas, vômitos e diarréia podem ser observados.
No final do período febril, podem surgir manifestações hemorrágicas como epistaxe, petéquias, gengivorragia, metrorragia e outros. Em casos mais raros, podem existir sangramentos maiores como hematêmese, melena ou hematúria.
A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da febre hemorrágica da dengue, e quadros com plaquetopenia (<100.000/mm3) podem ser observados, com ou sem essas manifestações. É importante diferenciar esses casos de dengue clássica com manifestações hemorrágicas e/ou plaquetopenia dos casos de febre hemorrágica da dengue.

OBJETIVA: (1428141 votos)..........96.27% das questões objetivas receberam votos.
Uma mulher de 45 anos procura assistência para avaliação de sensações anormais na perna que a mantêm acordada à noite. Ela começa a ter os sintomas por volta das 20 horas, quando está sentada quieta assistindo televisão. Ela descreve os sintomas como ”formigas rastejando pelas veias”. Embora os sintomas não sejam dolorosos, são muito incômodos e pioram quando ela deita. Esses sintomas interferem na sua capacidade de adormecer em cerca de quatro dias por semana. Se ela levanta para andar ou esfrega as pernas, os sintomas desaparecem quase imediatamente e retornam pouco depois, quando ela fica parada. Algumas vezes, ela também toma banho muito quente para aliviar os sintomas. Durante o sono, o marido queixa que ela o chuta a noite toda. Não tem história de doença neurológica ou renal. No momento, está na perimenopausa e teve ciclos menstruais muito prolongados e com muita perda de sangue nos últimos meses. Os achados ao exame clínico, incluindo um exame neurológico minucioso, São normais. O nível de hemoglobina é de 9,8 g/dL e o hematócrito é de 30,1%. O volume corpuscular médio é de 68 L. O nível sérico de ferritina é de 12. Qual é o tratamento inicial mais adequado para essa paciente?
A. Carbidopa/levodopa
B. Terapia de reposição hormonal
C. Suplementação de ferro
D. Oxicodona
E. Pramipexol

  RATING: 3.06

Uma mulher de 45 anos procura assistência para avaliação de sensações anormais na perna que a mantêm acordada à noite. Ela começa a ter os sintomas por volta das 20 horas, quando está sentada quieta assistindo televisão. Ela descreve os sintomas como ”formigas rastejando pelas veias”. Embora os sintomas não sejam dolorosos, são muito incômodos e pioram quando ela deita. Esses sintomas interferem na sua capacidade de adormecer em cerca de quatro dias por semana. Se ela levanta para andar ou esfrega as pernas, os sintomas desaparecem quase imediatamente e retornam pouco depois, quando ela fica parada. Algumas vezes, ela também toma banho muito quente para aliviar os sintomas. Durante o sono, o marido queixa que ela o chuta a noite toda. Não tem história de doença neurológica ou renal. No momento, está na perimenopausa e teve ciclos menstruais muito prolongados e com muita perda de sangue nos últimos meses. Os achados ao exame clínico, incluindo um exame neurológico minucioso, São normais. O nível de hemoglobina é de 9,8 g/dL e o hematócrito é de 30,1%. O volume corpuscular médio é de 68 L. O nível sérico de ferritina é de 12. Qual é o tratamento inicial mais adequado para essa paciente?

A. Carbidopa/levodopa
INCORRETO: Embora a carbidopa/levodopa seja altamente efetiva, os indivíduos correm alto risco de desenvolver um aumento dos sintomas com o passar do tempo, com necessidade de doses cada vez mais altas para controlar os sintomas.
B. Terapia de reposição hormonal
INCORRETO : A terapia de reposição hormonal não desempenha nenhum papel no tratamento da síndrome das pernas inquietas
C. Suplementação de ferro
CORRETO : Essa paciente queixa-se de sintomas compatíveis com a síndrome das pernas inquietas (SPI). Esse distúrbio acomete 1 a 5% dos indivíduos jovens até a meia-idade, bem como 20% de indivíduos idosos. O sintoma na SPI consiste em uma sensação incômoda e inespecífica nas pernas, que começa durante períodos de repouso e está associada a uma urgência irresistível de movê-las. Com frequência, os pacientes têm dificuldade em descrever os sintomas, porém costumam relatar que a sensação é localização profunda no membro acometido. Raramente a sensação é descrita corno dolorosa, a não ser que exista também uma neuropatia subjacente. A gravidade do distúrbio tende a oscilar com o passar do tempo e a se exacerbar com a privação do sono, consumo de cafeína, gravidez e álcool. A doença renal, a neuropatia e a deficiência de ferro constituem causas secundárias conhecidas dos sintomas da SPI. Nessa paciente, a correção da deficiência de ferro constitui a melhor escolha para tratamento inicial, visto que a conduta pode aliviar por completo os sintomas da SPI.
D. Oxicodona
INCORRETO : Outras opções para o tratamento da SPI incluem narcóticos, benzodiazepínicos e gabapentina.
E. Pramipexol
INCORRETO : Para indivíduos com SPI primária (que não está relacionada a nenhuma outra condição clínica), os agentes dopaminérgicos constituem o tratamento de escolha. Recomenda-se o uso de pramipexol ou ropinirol como tratamento de primeira linha.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.06)

DISCURSIVA: (199684 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.


RATING: 2.95

Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.

Os fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas:

a) Estímulo hipóxico - No recém-nascido, a hipoxia resulta em um breve aumento da freqüência respiratória seguido de uma depressão do esforço respiratório e apneia. Hipoxemia leve durante o sono pode causar respiração periódica ou apneia e hipoxemia durante o sono podem não causar despertar (0,125 p)
b) Efeitos da alimentação - Dificuldade na coordenação entre sugar e respirar pode causar hipoxemia. A presença de um reflexo laringoquimico acentuado pode ocasionar apneia e bradicardia caso ocorra regurgitação enquanto a criança encontra-se hipóxica.(0,125 p)
c) Anormalidades metabólicas - Pode ocorrer apneia em recém-nascidos e crianças pequenas como resultado de hipoglicemia ou anemia.(0,125 p)
d) Fatores mecânicos - Devido à caixa torácica complacente e à fatigabilidade do músculo diafragmático, tentativas de aumentar a ventilação por minuto por meio de aumento no volume corrente pode aumentar o trabalho respiratório. Assim,acriança em sofrimento respiratório é mais suscetível à insuficiência respiratória.

FONTE:

Steven M, Selbst; Kate Cronan - SEGREDOS EM EMERGÊNCIA PEDIATRICA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (231884 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Você está atendendo um recém-nascido, na sala de parto, que nasceu com 35 semanas por via vaginal. O paciente está aparentemente normal, sem apresentar malformações congênitas e não há histórico de outros achados patológicos ou de sofrimento fetal no pré-natal e liquido amniótico limpo, sem mecônio. O RN se apresenta com choro fraco, tônus flácido dos membros e leve cianose das extremidades. Pesa 2800 g e a FC é de 87 batimentos por minuto.
1) Qual é a sequência de atendimento desse RN? (0,14 pontos)
2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical? (0,06 pontos)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?(0,06 pontos)
4) Necessita essa criança de intubação imediata? Justifique. (0,24 pontos)


RATING: 2.3

1) Qual é a sequência de atendimento desse RN?

  1. prover calor (0,02 p)
  2. posicionar a cabeça em leve extensão (0,02 p)
  3. aspirar boca e narinas (se necessário) (0,02 p)
  4. secar (0,02 p)
  5. ventilar com pressão positiva nos primeiros 60 segundos após o nascimento (0,02 p) e acompanhar a FC pelo monitor cardíaco (0,02 p) e a saturação de oxigênio (SatO2) pelo oxímetro de pulso. (0,02 p)
DISCUSSÃO:INDICATIVO DE REANIMAÇÃO: Diante da resposta “não” a pelo menos uma das três perguntas iniciais:
  1. gestação a termo? NÃO SIGNIFICA: diferente do termo (34 0/7 -  36 6/7 semanas - pré-termo tardios ou ≥42 0/7 semanas - pós-termo)
  2. respiração ou choro presente? NÃO não iniciam movimentos respiratórios regulares
  3. tônus muscular em flexão? NÃO SIGNIFICA: o tônus muscular está flácido

FC for <100 bpm

  • um profissional de saúde inicia a ventilação com pressão positiva (VPP)
  • o outro fixa os três eletrodos do monitor cardíaco e o sensor do oxímetro (colocar um eletrodo em cada braço próximo ao ombro e o terceiro eletrodo na face anterior da coxa; envolver a região do braço/perna que está com o eletrodo em bandagem elástica)

RN não apresenta movimentos respiratórios regulares

2) Como vai ser feito o clampeamento do cordão umbilical?
O clampeamento umbilical se faz de imediato para um RN com necessidade de reanimação.(0,06 p)
3) Qual é o escore Apgar dessa criança?
O escore Apgar será 4.(0,06 p)
DISCUSSÂO: a criança está com choro (respiração) fraca (+1) e movimentos fracos (irritabilidade) (+1), tonus flácido (0 pontos) a FC é abaixo de 100/minuto (+1) e há leve cianose das extremidades (+1);

4) Não necessita de intubação imediata. (0,04 p)
DISCUSSÂO: As indicações de ventilação através de cânula traqueal em sala de parto incluem:
  • ventilação com máscara facial não efetiva (após a correção de possíveis problemas técnicos, a FC permanece <100 bpm); (0,05 p)
  • ventilação com máscara facial prolongada o paciente não retoma a respiração espontânea (0,05 p)
  • aplicação de massagem cardíaca (não é o caso, a criança está com 87 bpm, acíma de 60). (0,05 p)
  • pacientes portadores de hérnia diafragmática que necessitam de VPP (intubação traqueal e a inserção imediata de sonda gástrica) (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.3)




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