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MEDIDAS DE SAUDE COLETIVA OS INDICADORES DE SAUDE (ÁREA DE SAUDE PUBLICA)

As estatísticas de saúde surgiram primeiramente como uma forma de registrar e identificar os problemas de saúde das comunidades, visando controlar as doenças e os doentes, controle que melhoraria a organização das cidades, a produção econômica e o resguardo das classes sociais mais abastadas. As estatísticas apontavam grupos e áreas de risco, levando à exclusão social aqueles que se encontrassem doentes, o que justificava-se na medida que entendia-se a saúde como ausência de doença.

No decorrer dos anos, as estatísticas de saúde passaram a contribuir para a definição de parâmetros numéricos sobre a saúde de uma população, permitindo a comparação entre realidades de saúde. As comparações numéricas possibilitaram a definição de políticas que melhor atendessem às dificuldades de cada comunidade, relacionando o aparecimento de doenças com o tempo, o lugar e as pessoas (a freqüência e a distribuição das doenças).

Com a evolução do conceito de saúde e a compreensão de promoção da saúde, as estatísticas de saúde passaram a estar lado a lado com a discussão social e clínica. Tomou-se claro que os números não valeriam de nada sem a compreensão de que a saúde depende de condições sociais. Da mesma forma, ficou claro que os números não ajudariam em nada se a concepção clínica sobre o processo saúde-doença ainda fosse reduzida a realidades pontuais, se o indivíduo fosse destacado de seu ambiente e tratado como uma máquina em mau funcionamento. Ou seja, medir saúde ganhou também um sentido abrangente, com a bioestatística ajudando a compreender a realidade, a clínica olhando o indivíduo numa coletividade e a medicina social discutindo as singularidades de cada caso num contexto de abrangência social.


OBJETIVA: (1419290 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de oitenta anos é admitido no hospital com queixas de náuseas, dor abdominal, distensão e diarréia. Um enema opaco realizado cautelosamente revela uma imagem em maçã mordida em região de retossigmóide. A conduta apropriada nesse caso incluiria:
A. descompressão colonoscópica
B. enemas salinas e desimpactação digital do fecaloma do reto
C. resseção do cólon com colostomia de sigmóide
D. administração de metronidazol oral e investigação de infecção por Clostridium difficile
E. realização de um eletrocardiograma e realização de uma angiografia para avaliação de uma possível isquemia mesentérica

  RATING: 2.82

Um homem de oitenta anos é admitido no hospital com queixas de náuseas, dor abdominal, distensão e diarréia. Um enema opaco realizado cautelosamente revela uma imagem em maçã mordida em região de retossigmóide. A conduta apropriada nesse caso incluiria:

A. descompressão colonoscópica
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. enemas salinas e desimpactação digital do fecaloma do reto
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. resseção do cólon com colostomia de sigmóide
CORRETO : Um cólon marcadamente distendido pode ter várias causas nesse senhor de 80 anos. O estudo contrastado, de qualquer modo, revela uma lesão clássica em 'maçã mordida' no cólon distai, que é diagnóstico de câncer de cólon. Nenhum outro estudo diagnóstico é apropriado antes da resolução dessa grande obstrução intestinal. Depois da preparação clínica do paciente (p. ex., hidratação, normalização eletrolítica), ele deveria ser submetido a conduta cirúrgica imediata para resolução dessa obstrução mecânica; o tratamento conservador com resseção e colostomia proximal deveria ser preferido nesse paciente idoso com obstrução e apresentando um cólon sem preparo anterior.
D. administração de metronidazol oral e investigação de infecção por Clostridium difficile
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. realização de um eletrocardiograma e realização de uma angiografia para avaliação de uma possível isquemia mesentérica
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.82)

DISCURSIVA: (198505 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Indicam os exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados (0,5 p).


RATING: 2.47

Indicam os exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados (0,5 p).

Ht, Hb
• Grupo sangüíneo e Fator Rh
• Amilase
• Radiografia de tórax AP
• Radiografia de bacia AP
• Radiografia de coluna cervical
• ECG
• ßHCG na mulher em idade fértil
• Ultra-som do abdome total
Exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados:

1) Hematocrito (0,05 p)
2) Hemoglobina (0,05 p)
3) Grupo sangüíneo e Fator Rh (0,05 p)
4) Amilase (0,05 p)
5) Radiografia de tórax AP (0,05 p)
6) Radiografia de bacia AP (0,05 p)
7) Radiografia de coluna cervical (0,05 p)
8) Eletrocardiograma(0,05 p)
9) ß-HCG na mulher em idade fértil (0,05 p)
10) Ultra-som do abdome total (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.47)

CASO CLINICO: (230664 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Uma senhora de 66 anos, hipertensa e diabética, refere palpitações e cansaço aos esforços há cerca de 3 meses. Há quase um ano vem em uso de clortalidona 25 mg/dia + lisinopril 5 mg/dia + glibenclamida 10 mg/dia, mantendo um controle adequado da pressão arterial e das glicemias (sic). Ao exame, PA = 138 x 86 mmHg, FC = 154 bpm, eupnêica, corada, hidratada, anictérica, ritmo cardíaco irregular, em 2 tempos, com sopro sistólico em ponta +2/+6 , murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios, abdome e membros inferiores sem alterações dignas de nota. Exame neurológico normal. Fundoscopia: retinopatia hipertensiva grau II. Radiografia de tórax: calcificação da aorta ascendente, área cardíaca normal. Eletrocardiograma (Foto). Ecocardiograma-Doppler: hipertrofia ventricular esquerda leve, átrio esquerdo medindo 4,5 cm, fração de ejeção estimada em 65%, Doppler mitral com sinais de déficit de relaxamento, calcificação anular mitro-aórtica com regurgitação mitral leve.

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal? (0,05 pontos)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento? (0,05 pontos)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro. Quais seriam os passos subseqüentes? (0,2 pontos)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta? (0,2 pontos)




RATING: 2.93

a) Qual é o diagnóstico eletrocardiográfico principal?
Fibrilação atrial. (0,05 p)
b) Como deverá ficar a receita da paciente neste momento?
Diltiazem (ou beta-bloqueador ou verapamil) + clortalidona + glibenclamida + warfarina.(0,05 p)
c) Caso você optasse por reverter esse quadro, quais seriam os passos subseqüentes?
CONTROLE DE RITMO: reverter a fibrilação atrial, respeitando o protocolo de anticoagulação pré e pós-reversão. Pré-reversão: cumarínico por 3 semanas ou heparina por 12h (se eco-transesofágico não demonstrar trombo). Pós-reversão: cumarínico por 4 semanas. Manter antiarrítmico profilático (amiodarona em baixa dose) e a terapia antitrombótica crônica (cumarínico, pois esta paciente é de grupo de risco).(0,2 p)
d) Se esta paciente apresentasse dor anginosa ou congestão pulmonar no momento desse ECG, qual seria a sua conduta?
Cardioversão elétrica emergencial. Heparina em bolus, Choque com 100-200 J, anticoagulação pós-reversão (4 semanas de warfarin) e Terapia Antitrombótica Crônica com warfarin (pois a paciente é de grupo de risco).(0,2 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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