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PANCREATITE AGUDA (ÁREA DE CIRURGIA)

A pancreatite deve ser classificada como aguda ou crónica, com base nas características clínicas, alterações patológicas ou história natural.

Clinicamente, a pancreatite aguda é em geral caracterizada pelo início súbito dos sintomas em um indivíduo previamente saudável e o desaparecimento deste sintoma quando o episódio cessa.

Ao contrário, pacientes com pancreatite crónica podem ter apresentado episódios prévios ou sintomas de insuficiência endócrina ou exócrina, anteriormente ao episódio atual, e seus sintomas podem persistir, mesmo após a sua resolução.

Do ponto de vista clínico, entretanto, a agudização de pancreatite aguda ou crónica pode ser caracterizada pelo início abrupto dos sintomas que são, frequentemente, similares.

Assim, sem o teste do tempo ou uma amostra de tecido, pode ser difícil ou até impossível determinar se um primeiro episódio é devido a pancreatite aguda ou crónica.

OBJETIVA: (1428350 votos)..........96.21% das questões objetivas receberam votos.
O mais frequente e arriscante incidente relacionado ao prematuro é:
A. o síndrome de angustia respiratoria do recém nascido
B. hemorragias capilares freqüentes
C. síndrome de coagulação intravascular disseminada
D. morte súbita
E. hipertensão intracraniana por hidrocefalia

  RATING: 2.99

O mais frequente e arriscante incidente relacionado ao prematuro é:

A. o síndrome de angustia respiratoria do recém nascido
CORRETO: O mais temido incidente por prematuro e O SINDROME DE ANGUSTIA RESPIRATÓRIA DO RECEM NASCIDO. Causa 30% dos óbitos neonatais e 50-70% dos óbitos dos prematuros, para ter uma idéia do que essa síndrome pode fazer.
B. hemorragias capilares freqüentes
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. síndrome de coagulação intravascular disseminada
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. morte súbita
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. hipertensão intracraniana por hidrocefalia
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (199706 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.


RATING: 2.95

Enumeram quatro dos mais importantes fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas.

Os fatores fisiopatológicos que contribuem para a apneia em crianças pequenas:

a) Estímulo hipóxico - No recém-nascido, a hipoxia resulta em um breve aumento da freqüência respiratória seguido de uma depressão do esforço respiratório e apneia. Hipoxemia leve durante o sono pode causar respiração periódica ou apneia e hipoxemia durante o sono podem não causar despertar (0,125 p)
b) Efeitos da alimentação - Dificuldade na coordenação entre sugar e respirar pode causar hipoxemia. A presença de um reflexo laringoquimico acentuado pode ocasionar apneia e bradicardia caso ocorra regurgitação enquanto a criança encontra-se hipóxica.(0,125 p)
c) Anormalidades metabólicas - Pode ocorrer apneia em recém-nascidos e crianças pequenas como resultado de hipoglicemia ou anemia.(0,125 p)
d) Fatores mecânicos - Devido à caixa torácica complacente e à fatigabilidade do músculo diafragmático, tentativas de aumentar a ventilação por minuto por meio de aumento no volume corrente pode aumentar o trabalho respiratório. Assim,acriança em sofrimento respiratório é mais suscetível à insuficiência respiratória.

FONTE:

Steven M, Selbst; Kate Cronan - SEGREDOS EM EMERGÊNCIA PEDIATRICA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (231908 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
B. S. 8 anos, procedente da São Paulo começou a apresentar dor moderada e inchaço no joelho direito faz 2 meses, mas a mãe achou que fosse “alguma queda” na escolinha e não deu muita atenção. Porém, a dor não sumiu, e a mãe chegou a administrar ibuprofeno e nimesulida. A articulação começou a apresentar rigidez matinal faz 2 semanas e continua edemaciada. Mãe nega febre. No serviço de pediatria foi realizado o exame clínico que demonstrou a presença de edema articular e artralgia nas articulações de joelho direito e ainda no tornozelo direito, e punho esquerdo. A criança encontrava-se em estado geral regular, corada, hidratada, eupneia, acianótica, anictérica, afebril, consciente ao exame físico. O hemograma, bioquímica e eletrólitos foram normais. Os exames fator reumatoide (FR) foi reagente; velocidade de hemossedimentação (VHS) de 45 mm/h; Proteína C-Reativa (PCR) de 25mg/dl, Fator Antinuclear (FAN) reagente com padrão homogêneo e anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (dsDNA), anti-Sm, anti-Ro, anti-La, e anti-RNP, não reagentes.

1) Qual é o diagnóstico mais provável? - 0,2 pontos
2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança? 0,15 pontos
3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença? 0,15 pontos



RATING: 2.95

1) Qual é o diagnóstico mais provável?

Artrite idiopatica juvenil, forma oligoarticular. 0,2 p

DISCUSSÃO: Artrite com duração mínima de 6 semanas em uma ou mais articulações, idade de início inferior a 16 anos e exclusão de outras causas de artrite, Definição: artrite em uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Este termo se refere aos casos de AIJ com artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Esta é a forma mais freqüente de AIJ, representando 26% a 56% de todos os casos, na maioria das casuísticas. Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.

2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança?

Uveíte anterior crônica. 0,15 p

DISCUSSÃO: Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular. O início da uveíte é insidioso e assintomático na grande maioria dos casos. Quando presentes, as queixas mais comuns são hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de infl amação, que são a presença de proteínas e células (fl are) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos. Uveítes não tratadas podem evoluir para seqüelas que variam desde sinéquias posteriores até catarata, glaucoma e cegueira.

3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença?

Nenhum. 0,15 p

Curiosamente, algumas destas crianças referem história de trauma precedendo o aparecimento da artrite. Durante o seguimento, a persistência da artrite e o afastamento de outras etiologias leva ao diagnóstico de AIJ. Nesta forma, a criança permanece com ótimo estado geral e não costuma apresentar outras queixas, além da artrite

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.95)




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