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ACESSO VENOSO PERIFERICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

É um procedimento invasivo que visa a administração de fluidos, administração de medicações, hemocomponentes, Coleta de Exames Laboratoriais, além da manutenção de um acesso venoso.

Um dos procedimentos invasivos mais utilizados na urgência e emergência (mais de 70% dos pacientes internados) presume a punção seguida de inserção de um dispositivo de até sete centímetros na via venosa. É uma das principais atividades da equipe de enfermagem.

É uma via segura e com baixos índices de complicações.

OBJETIVA: (1419289 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
A correção endovascular de aneurisma está associada a um conjunto singular de complicações. Entre elas, o 'endoleak' representa:
A. paraplegia após a correção de aneurisma aórtico infra-renal
B. desenvolvimento de gangrena de toda a espessura da parede colonico com peritonite
C. coagulopatia resultada da hipotermia intra-operatória ou de perda sanguínea excessiva
D. vazamento entre a prótese e a parede aórtica
E. microêmbolos propagados para a circulação distal

  RATING: 3.05

A correção endovascular de aneurisma está associada a um conjunto singular de complicações. Entre elas, o 'endoleak' representa:

A. paraplegia após a correção de aneurisma aórtico infra-renal
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. desenvolvimento de gangrena de toda a espessura da parede colonico com peritonite
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. coagulopatia resultada da hipotermia intra-operatória ou de perda sanguínea excessiva
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. vazamento entre a prótese e a parede aórtica
CORRETO : O 'endoleak',a uma exclusão incompleta do saco aneurismático com perfusão continuada, vazamento entre a prótese e a parede aórtica. Podem muitas vezes ser corrigidos por métodos endovasculares
E. microêmbolos propagados para a circulação distal
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

DISCURSIVA: (198504 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)




RATING: 3.02

Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.

  1. Caracterize o perfil epidemiológico clássico, a histologia predominante e o risco de malignidade.  (0,10 pontos)
  2. Descreva a classificação anatômica em tipos I e II e a classificação de Huins, indicando sua utilidade no planejamento da via de acesso. (0,10 pontos)
  3. Justifique a avaliação pré-operatória da função tireoidiana, das pregas vocais e da via aérea. (0,10 pontos)
  4. Explique as limitações da punção aspirativa por agulha fina no componente mediastinal. (0,08 pontos)
  5. Relacione as principais complicações cirúrgicas de maior relevância nesse contexto. (0,12 pontos)


1. Epidemiologia, histologia e malignidade

Predomina no sexo feminino. (0,02 p)
Incidência maior na quinta e na sexta décadas de vida. (0,02 p)

Em geral associa-se a bócio multinodular de longa evolução, frequentemente colóide e atóxico. (0,02 p)

É mais observado em indivíduos com história de bócio cervical prévio ou provenientes de áreas de endemia. (0,02 p)

A taxa de carcinoma oculto no espécime cirúrgico situa-se, na literatura, em torno de 5% a 15%. (0,02 p)


2. Classificações e planejamento da via

Tipo I: componente mediastinal anterior (cerca de 85% dos casos), situado à frente da traqueia e dos grandes vasos. (0,02 p)
Tipo II: componente em mediastino posterior (cerca de 10% a 15%), posterior à traqueia e/ou aos vasos; implica maior dificuldade de extração cervical. (0,02 p)

Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):

  • grau 1 — extensão até o estreito torácico / acima do arco aórtico → via cervical. (0,02 p)
  • grau 2 — extensão ao nível do arco aórtico / pericárdio → considerar manubriotomia. (0,02 p)
  • grau 3 — extensão abaixo do átrio direito → esternotomia total. (0,02 p)

A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).


3. Avaliação pré-operatória

Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)

Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)

Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)


4. Limitações da PAAF mediastinal

O componente subesternal, em regra, não é acessível de forma segura pela via cervical habitual. (0,02 p)
A tentativa de punção profunda eleva o risco de hemorragia mediastinal e de pneumotórax. (0,02 p)

Além disso, na presença de compressão ou de extensão documentada, a indicação cirúrgica independe, na maioria das vezes, do resultado citológico. (0,02 p)

A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)


5. Complicações cirúrgicas relevantes

Lesão do nervo laríngeo recorrente, favorecida pelo desvio traqueal e pelo alongamento/deslocamento do nervo. (0,03 p)
Hipoparatireoidismo transitório ou definitivo, sobretudo na tireoidectomia total de glândulas volumosas. (0,02 p)

Hemorragia e hematoma cervical-mediastinal, com potencial de compressão aguda da via aérea. (0,02 p)

Traqueomalacia por compressão crônica da parede traqueal. (0,03 p)

Abertura pleural e necessidade de drenagem torácica, especialmente em extensões posteriores ou quando se recorre à via transesternal. (0,02 p)

FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - BÓCIO SUBSTERNAL

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (230664 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um menino de 16 anos de idade é levado ao pronto-socorro pelo EMS com uma temperatura de 42°C e atividade convulsiva. Ele foi transferido de um centro cirúrgico às 9 da manhã após extrações dentárias, para qual ele recebeu um breve anestésico geral e estava da sala de recuperação quando se tornou
febril e hemodinamicamente instável. O paciente apresenta ritmo cardíaco e pulso, porém mínimo esforço respiratório. Antes de sua chegada, ele estava entubado, e o acesso IV foi estabelecido. Uma dose de lorazepam foi administrada no menino antes do transporte. Ele apresenta um histórico de depressão, para a qual ele toma fenelzina, um inibidor da monoamina oxidase (MAO). Uso de drogas foi negado pelos seus pais.

O menino é irresponsivo no exame físico. Seus sinais vitais são: pressão sanguínea de 150/86, pulso de 140, frequência respiratória de 22 (ventilação manual), temperatura de 42,5°C. A auscultação do tórax revela sons respiratórios normais. O ritmo é de taquicardia sinusal, com ondas T apiculadas. Não há sopros cardíacos. Outra parte do exame físico que se mostra anormal é o exame neurológico. O menino permanece irresponsivo à dor ou voz. Ambas as pupilas apresentam um diâmetro de 4 mm, são simétricas e reativas à luz. O tônus muscular está aumentado com hiperreflexia generalizada e mioclonia. Os resultados da gasometria são: pH de 7,07, PCO2 de 74, P02 de 98, excesso de base (BE) de -8.

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)




RATING: 3.05

1) Apontem a principal suspeita diagnostica. (0,25 pontos)

Hipertermia é definida como uma elevação da temperatura corporal central acima de 37,5°C Ao contrário da febre, que é uma resposta inflamatória ativada por citocinas, a hipertermia é uma falha da termorregulação. Obviamente, na criança que apresenta uma temperatura elevada, frequentemente não é claro se você está lidando com uma febre inflamatória ou com um estado hipertérmico. Dada a ausência e um histórico de características inflamatórias ou clínicas de uma doença infecciosa, deve-se assumir que a criança descrita neste caso possui um estado hipertérmico associado a uma das medicações recebidas durante seu tratamento médico ou, talvez, a uma medicação ingerida por ele mesmo.

Dada a proximidade deste evento a um anestésico geral, a primeira causa de hipertermia a ser considerada é hipertermia maligna (MH). Os achados clínicos iniciais na MH incluem espasmos do músculo masseter, rigidez muscular generalizada, taquicardia sinusal, aumento na produção de CO2, resultando em hipercarbia e elevação na temperatura corporal. Instabilidade hemodinâmica, anormalidades eletrolíticas e coagulação intravascular disseminada ocorrem posteriormente. Apropriadamente tratada, a MH apresenta uma mortalidade inferior a 5%.

2) Julgando pela gasometria, que disturbio hidroeletrolitico é mais provável? (0,25 pontos)

Quando há uma alteração aguda na PCO2 de 10 mmHg, haverá um deslocamento de 0,08 unidade de pH na direção oposta. Em outras palavras, ocorre queda no pH conforme a PCO2 aumenta. A acidose ou alcalose presente é puramente respiratória, quando todas as alterações são explicadas por alterações na PCO2. Quando há uma alteração no BE de 10 mEq/L, ocorre um deslocamento de 0,15 unidade de pH na mesma direção. O processo é inteiramente metabólico, quando todas as alterações são explicadas por uma alteração no BE. Assumindo uma gasometria normal de 7,40; PCO2 de 40; PO2 de 100; BE de 0, no caso apresentado, a PCO2 está aproximadamente 35 mmHg acima da PCO2 normal. Dividido por 10 e multiplicado por 0,08, é de se esperar que o pH seja 0,28 menor que o pH normal de 7,40, ou seja 7,12. Neste caso, o pH é de 7,07 com um déficit de base de -10, e uma acidose metabólica também está presente.

Em todos os estados hipertérmicos, é provável que o paciente apresente uma acidose mista. Uma elevação das enzimas musculares significativa o bastante para causar insuficiência renal, e elevação das concentrações séricas de potássio e fosfato também está provavelmente presente. Estas aberrações resultam em grande parte da lesão na membrana muscular, da subsequente liberação de conteúdos intracelulares, e do desafio hemodinâmico de uma hipertermia significativa.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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