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Em relação aos abscessos anais é CORRETO afirmar que:
A. a faixa etária de maior incidência situa-se entre os 30 e 50 anos
CORRETO: A incidência dos abscessos anorretais atinge o pico na terceira e quarta décadas de vida, com média em torno dos 40 anos e concentração maior entre 30 e 50 anos, predominando no sexo masculino. Esse dado epidemiológico é consistente na literatura e corresponde à alternativa correta.
B. o tratamento ideal do abscesso consiste em antibioticoterapia e banhos de assento
INCORRETO : O tratamento fundamental e obrigatório do abscesso anal é a drenagem cirúrgica (incisão e drenagem). Antibioticoterapia isolada e banhos de assento não resolvem a coleção purulenta; os antibióticos têm papel apenas adjuvante em situações específicas (imunossupressão, celulite extensa, sinais sistêmicos ou doença inflamatória intestinal associada).
C. a bactéria mais frequentemente relacionada ao abscesso é o Bacterioides fragilis
INCORRETO : A flora dos abscessos anais é tipicamente polimicrobiana. Embora o Bacteroides fragilis seja um dos anaeróbios mais frequentemente isolados, o microrganismo isolado com maior frequência na maioria das séries é a Escherichia coli, seguida por outras enterobactérias e anaeróbios mistos. Não se pode afirmar que o Bacteroides fragilis seja o agente mais frequente de forma isolada.
D. o abscesso mais comum é o Isquiorretal
INCORRETO : O abscesso mais comum é o perianal (subcutâneo), responsável por aproximadamente 40 a 60 % (chegando a 60-70 % em algumas séries). O abscesso isquiorretal é o segundo em frequência, representando cerca de 20 %.
E. em todos os pacientes com abscesso ocorre a formação de fístula anal
INCORRETO : A formação de fístula anal não ocorre em todos os casos. Após a drenagem de um abscesso criptoglandular, a incidência de fístula subsequente situa-se entre 30 e 50 % (podendo chegar a 30-70 % em algumas casuísticas), dependendo do tipo de abscesso e de fatores do paciente.
Gabarito: A
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FONTE:
Paciente masculino, 42 anos, portador de gastrite atrófica em uso crônico de omeprazol (inibidor de bomba de prótons), residente em área com saneamento básico inadequado. Relata ingestão recente de ovos crus e frango mal cozido (carcaça congelada). Inicia, há 12 dias, febre elevada, cefaleia intensa, mal-estar geral, anorexia e constipação intestinal. Na segunda semana evolui com toxemia, febre sustentada (até 40 °C), bradicardia relativa, abdome distendido, esplenomegalia palpável e roséolas tíficas no tronco. Na terceira semana surge diarreia líquida, distensão abdominal proeminente e astenia profunda.
I. Suspeita diagnóstica: Febre tifóide (febre entérica por S. entérica sorotipo typhi)
II. Possível causa da doença diagnosticada: Ingestão de alimentos contaminados por Salmonella entérica sorotipo typhi (adaptada ao homem)
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Isolamento da bactéria por hemocultura (primeiras 2 semanas) ou mielocultura
IV. Tratamento de escolha: Quinolonas (ex.: ciprofloxacina) por 14 dias + medidas de suporte e precauções entéricas
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