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A FISIOLOGIA DA CONTRAÇÃO UTERINA (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

O musculo uterino, como qualquer musculo liso, tem como unidade funcional a fibra muscular lisa.

A fibra muscular lisa é fusiforme, alongada e uninucleada. Existem junções comunicantes que solidarizam as fibras musculares, denominadas junções comunicantes.

O que é estranho é que, enquanto antes da gestação não ha muitas junções comunicantes uma vez que a mulher engravida elas aumentam de numero, e nos ultimos meses de gravidez chegam a ser bem numerosas, o que permite especular uma associação com o surgimento das contrações Braxton Hicks, cujo aumento culmina com as contrações do trabalho do parto.

Com certeza, o aumento do numero das junções comunicantes está sob a influência dos estrôgenos, sendo considerado como caracteristica essencial do determinismo do parto.

Foi presumida, um tempo a existência da função de marcapasso para a fibra muscular lisa uterina, contudo, a existência de um tal fenômeno não foi comprovada.

A diferença entre a fibra muscular lisa e aquela estriada consta em ausência das estrias transversais nos miofilamentos.

OBJETIVA: (1419298 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
A febre maculosa do mediterrâneo ou febre boutonneuse (Rickettsia conorii) pode ter mal prognostico em caso de:
(I) deficiência de G6PD
(II) doença alcoólica do fígado
(III) diabete melito
(IV) tratamento com esteróides
A. I, II e III, apenas
B. II e III, apenas
C. II e IV, apenas
D. III e IV, apenas
E. I e II, apenas

  RATING: 3.08

A febre maculosa do mediterrâneo ou febre boutonneuse (Rickettsia conorii) pode ter mal prognostico em caso de:

(I) deficiência de G6PD
CORRETO: A febre maculosa do mediterrâneo caracteriza-se por achados semelhantes aos da febre maculosa das Montanhas Rochosas e há o mesmo risco de desenvolver doença fatal, particularmente maligna, em pacientes com deficiência de G6PD e em indivíduos com outras condições subjacentes, tais como doença alcoólica do fígado ou diabete melito.
(II) doença alcoólica do fígado
CORRETO: veja o comentário da afirmação I
(III) diabete melito
CORRETO: veja o comentário da afirmação I
(IV) tratamento com esteróides
INCORRETO: veja o comentário da afirmação I

A. I, II e III, apenas
CORRETO: veja os comentários acíma
B. II e III, apenas
INCORRETO : veja os comentários acíma
C. II e IV, apenas
INCORRETO : veja os comentários acíma
D. III e IV, apenas
INCORRETO : veja os comentários acíma
E. I e II, apenas
INCORRETO : veja os comentários acíma

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (198505 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discorra teoricamente sobre manifestações clínicas, métodos de imagem funcional, conduta cirúrgica e evolução do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva as principais manifestações clínicas decorrentes de compressão cervical.
  2. Explique o papel da cintilografia tireoidiana nesse contexto.
  3. Discuta os critérios de extensão da tireoidectomia (total versus subtotal).
  4. Aborde a possibilidade de autonomização e transformação em bócio tóxico.
  5. Cite os principais diagnósticos diferenciais teóricos do bócio multinodular atóxico.




RATING: 2.96

Discorra teoricamente sobre manifestações clínicas, métodos de imagem funcional, conduta cirúrgica e evolução do bócio multinodular atóxico.

  1. Descreva as principais manifestações clínicas decorrentes de compressão cervical.
  2. Explique o papel da cintilografia tireoidiana nesse contexto.
  3. Discuta os critérios de extensão da tireoidectomia (total versus subtotal).
  4. Aborde a possibilidade de autonomização e transformação em bócio tóxico.
  5. Cite os principais diagnósticos diferenciais teóricos do bócio multinodular atóxico.


1. As manifestações compressivas incluem dispneia, especialmente em decúbito, e disfagia progressiva. (0,05 p)
Podem ocorrer ainda roquidão por compressão do nervo laríngeo recorrente e sensação de pressão cervical. (0,05 p)
2. A cintilografia geralmente demonstra captação heterogênea e irregular do traçador, com áreas de hipocaptação correspondentes aos nódulos. (0,05 p)
Não há evidência de nódulos hiperfuncionantes (áreas quentes), o que confirma o caráter atóxico. (0,05 p)
3. A tireoidectomia total é preferida quando há múltiplos nódulos bilaterais, suspeita de malignidade ou necessidade de evitar recidiva. (0,05 p)
A tireoidectomia subtotal pode ser considerada em casos selecionados de nódulos predominantemente unilaterais e função preservada. (0,05 p)
4. Com o tempo, alguns nódulos podem adquirir autonomia funcional por mutações somáticas, elevando a produção hormonal. (0,05 p)
Essa autonomização transforma o quadro em bócio multinodular tóxico (doença de Plummer). (0,05 p)
5. Os principais diagnósticos diferenciais incluem tireoidite de Hashimoto em fase de bócio, adenoma folicular solitário e carcinoma tireoidiano multicêntrico. (0,05 p)Também deve ser diferenciado do bócio difuso simples e da tireoidite subaguda em fase inicial. (0,05 p)

FONTE:

BÓCIO MULTINODULAR ATOXICO

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (230665 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
L.R., sexo masculino, branco, 67 anos, casado, aposentado, natural do Rio de Janeiro, residente em Caxias/RJ. admitido na Emergência do HSE em 20/05/2002 com queixa de dor abdominal há 24 horas, do tipo difusa, moderada, contínua, de início súbito, que diminuía temporariamente com uso de analgésicos, acompanhada de náuseas e dificuldade para evacuar..
No exame: lúcido, orientado no tempo e no espaço, normocromia, hidratado, eupneico, anictérico, acianótico, afebril. ACV: RCR 2t BNF (b3) PA: 130/90 mmHg FC: 90 bpm AR: MVUA sem ruídos adventícios. Abdome: globoso, distendido, peristalse débil, hipertimpânico, doloroso à palpação difusa sem descompressão dolorosa. MMII: sem alterações. Exames laboratoriais: hemograma: 12.000 - 0/0/0/0/7/71/20/4. glicemia: 105 mg/dl, rotina de abdome agudo: discreta distensão de alças intestinais. Conduta: suporte hidreletrolítico, analgesia e observação.
Pergunta-se:

1) Qual é a hipótese diagnostica e a conduta inicial? 0,1p

2) Caso suspeitar uma apendicite aguda, quais seriam os sinais a ser pesquisados na apalpação do abdômen? 0,4p



RATING: 2.93

1) A suspeita diagnóstica é de abdômen agudo e a conduta inicial consta em: suporte hidroeletrolítico, analgesia e observação.  0,1 p

2) No abdômen deveriamos pesquisar: 

a) Dor no ponto de McBurney: na união do terço lateral com o terço médio da linha que une a cicatriz umbilical à espinha ilíaca ântero-superior, a dor é mais intensa, e tende a diminuir à medida que o dedo do examinador se afasta deste ponto, para cima e para baixo, nos apêndices látero-cecais. 0,05 p

b) Hiperestesia da parede na fossa ilíaca direita: a palpação deve ser feita, também, do lado oposto a fim de comparação, de maneira delicada e com as mãos aquecidas. 0,05 p

c) Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca na fossa ilíaca direita - defesa muscular. 0,05 p

d) Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita à compressão retrógrada dos gases na fossa ilíaca esquerda e flanco esquerdo. 0,05 p

e) Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita. Mede-se a distância da cicatriz umbilical até a espinha ilíaca ântero-superior. 0,05 p

f) Sinal de Lenander: diferença de temperatura áxilo e retal em torno de 1ºC.; salvo em casos de febre elevada. 0,05 p

g) Sinal do Psoas ou Lapinsky: dor à compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, enquanto o doente eleva o membro inferior direito estendido. 0,05 p

h) Sinal do Obturador: rotação externa da coxa fletida de tal maneira que ponha em ação as fibras do músculo obturador interno irritado, que provoca dor nos casos em que este músculo está comprometido por um apêndice perfurado. 0,05 p

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.93)




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