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SÍNDROME DE DIFICULDADE RESPIRATÓRIA TIPO I - DOENÇA DAS MEMBRANAS HIALINAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

A principal causa da síndrome de desconforto respiratório, também conhecida como doença da membrana hialina, é uma quantidade inadequada de surfactante pulmonar.
Contudo, a síndrome de desconforto respiratório permanece uma causa importante de morbidade e mortalidade neonatais, especialmente entre a maioria dos neonatos imaturos.
Causa fundamental: déficit de surfactante pulmonar.
A falta de surfactante, que, na verdade, é um fator para manter a tensão superficial, resulta em colapso alveolar (o alvéolo murcha, simplesmente).

OBJETIVA: (1419298 votos)..........96.06% das questões objetivas receberam votos.
Primigesta de 32 semanas procurou o Pronto Atendimento com dores abdominais. Ao exame, apresentava colo apagado em 50%, dilatado para quatro centímetros, bolsa íntegra, apresentação cefálica e BCF em 140 bpm. Assinale as medicações que devem ser usadas, simultaneamente, nessa paciente nesse momento.
A. Terbutalina e indometacina
B. Atosibana e prednisona
C. Dexametasona e betametasona
D. Betametasona e nifedipina
E. Terbutalina e inibina

  RATING: 3.15

Primigesta de 32 semanas procurou o Pronto Atendimento com dores abdominais. Ao exame, apresentava colo apagado em 50%, dilatado para quatro centímetros, bolsa íntegra, apresentação cefálica e BCF em 140 bpm. Assinale as medicações que devem ser usadas, simultaneamente, nessa paciente nesse momento.

A. Terbutalina e indometacina
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Atosibana e prednisona
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Dexametasona e betametasona
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Betametasona e nifedipina
CORRETO : A gestante já tem 32 semanas, então o que tem na sua frente, neste caso, é uma iminência de parto prematuro (colo apagado, dialatação 4 cm e dor)... Hoje nos sabemos que um colo normal e um colo acima de 30 mm. Ate a 26-28 cm não tem risco de acontecer um parto prematuro. Já um colo com menos de 20 mm é problemático, especialmente acima de 20-24 semanas.
Bom, o que pode fazer a tocólise ? Finalmente, já que todas as outras medidas falharam, vai ter que pensar fazer tudo possível para adiar o parto. Ai que vem a confusão, ou pelo menos pode surgir: a tocólise não e para “cancelar” o parto o mais tardio possível. Isso não existe. A tocólise e para “atrasar” só.
Atrasar quanto? Exatamente quanto seja possível para conseguir uma maturação dos pulmões do prematuro – isto e 48-72 horas, intervalo no qual vai administrar corticóides. Também, serve para dar tempo a transferir a grávida num serviço de obstétrica aonde o parto pode ser feito.
A tocólise esta limitada também, por algumas condições:
As contrações têm que estar rítmicas
Tem que pegar o trabalho no período de latência – acima de 3-4 cm não tenta mais tocólise porque não vai funcionar
A idade gestacional não pode ser inferior de 22 semanas (já não e mais trabalho de parto, mas sim aborto) e nem acima de 34 semanas
Quando não devo ou não precisa de tocólise:
Temos sofrimento fetal (neste caso, ainda não)
Malformações fetais
Rotura prematura de membrana (duvidoso!)
Infecção amniótica (não da para usar corticóide, não adianta fazer corticoterapia por feto)
Placenta e placenta praevia (morbidade que necessita resolver e não postergar o parto)
Condições que não são muito compatíveis com a prorrogação do parto (HTA, gravidez, lúpus, etc)
No caso acíma, podemos ainda fazer tocólise, porque a membrana ainda está integra, não ha sofrimentofetal, a gestação está com 32 semanas.
O Rezendinho marca claramente, na pagina 370, que o tocolitico eletivo hoje, é a nifedipina, cujos efeitos adversos são minimos. Aproveitando as 48 horas de adiamento do parto já precisamos começar o tratamento de prevenção do síndrome de angustia respiratoria. A mesma fonte indica a betametasona como a primeira opção. Então, realmente, o gabarito é D.

E. Terbutalina e inibina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.15)

DISCURSIVA: (198505 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Qual é a definição do pectus excavatum (0,125 pontos) e do pectus carinatum (0,125 pontos)?

2) Qual é a definição da síndrome de Poland? (0,25 pontos)


RATING: 3.09

1) Qual é a definição do pectus excavatum (0,125 pontos) e do pectus carinatum (0,125 pontos)?

2) Qual é a definição da síndrome de Poland? (0,25 pontos)

1) Qual é a definição do pectus excavatum e pectus carinatum

O pectus excavatum provém de um crescimento desequilibrado ou excessivo das cartilagens costais inferiores, causando umadepressão esternal posterior. (0,125 p)

O pectus carinatum (também chamado de peito-de-pombo) é caracterizado por uma deformidade com protrusão anterior do esterno e das cartilagens costais. (0,125 p)

2) Qual é a definição da síndrome de Poland?

A síndrome de Poland é uma doença rara (0,025 p), não-familiar (0,025 p), de causa desconhecida (0,025 p). Os componentes da síndrome incluem:

  • a ausência do músculo peitoral maior (0,025 p),
  • a ausência ou a hipoplasia (0,025 p) do músculo peitoral menor (0,025 p),
  • a ausência das cartilagens costais (0,025 p)
  • hipoplasia das mamas (0,025 p) e do tecido subcutâneo (0,025 p) (inclusive do complexo mamilar) e uma variedade de anomalias das mãos. (0,025 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.09)

CASO CLINICO: (230665 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente de 58 anos é levado ao hospital por alteração do nível de consciência. Tem história de etilismo(1-2 cervejas por dia), nega outras doenças, transfusões, cirurgias.
Há 3 meses com queda do estado geral e perda de peso e há 1 mês, aumento do volume abdominal e edema de MMII.
Há 2 semanas parou de beber e há 4 dias vem apresentando febre não aferida por termômetro e a 2 dias com sonolência diurna excessiva e agitação.
Ao exame:
Desidratado (2+/4+), descorado (2+/4+), Temperatura: 38,9 graus e ictérico (3+/4+).
PA = 100 x 60 mmHg. Pulso = 98.
Flapping(+).
Sem déficit localizatório, Glasgow 14 (AO=4, RM=5, RV=5).

1) Qual é o achado do exame da figura? - 0,25 pontos
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência? - 0,125 pontos
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente? - 0,125 pontos


RATING: 3.1

1) Qual é o achado do exame da figura?
Presença de ascite á ectoscopia (0,125 p) com circulação colateral (0,125 p).
Discussão: O paciente apresenta ascite na inspeção o que indica uma ascite de razoável volume com 5 litros ou mais. Esta ascite era de moderado volume, pois ao paciente ao ficar em pé o abdome tendia a cair sobre regiões crurais.configurando o chamado abdome em avental ou pêndulo,quando o abdome tende a ficar globoso quando o paciente fica em pé e o abdome fica globoso e com pele lisa e estendida indica ascite de grande volume. Pode-se perceber ainda veias azuladas superficiais no abdome indicativas de presença de hipertensão portal.
2) Qual é a etiologia provável da alteração de consciência?
Encefalopatia hepática. (0,125 p)
Discussão: Paciente apresentando quadro de confusão mental com sonolência predominantemente diurna como acontece na encefalopatia hepática em que alterações no padrão do sono (inversão do ritmo, insónia e sonolência excessiva) e graus variáveis de alterações nos níveis de consciência e comportamento, apesar destes achados serem inespecificos o fato do paciente apresentar aparentemente um quadro de hepatopatia com hipertensão portal sugere que esta seja a causa da alteração mental. A presença de flapping é também sugestiva de encefalopatia hepática embora possa ocorrer em outros casos como narcose e uremia. O diagnóstico é de exclusão e outros diagnósticos devem ser procurados, um paciente com febre e confusão mental poderia, por exemplo, ter uma meningite.
3) Qual é o grau de encefalopatia neste paciente?
Paciente com encefalopatia grau 2. (0,125 p)
Discussão: Paciente com quadro de agitação e alteração de nível de consciência não tão importante apresentando Glasgow 14, a presença de flapping indica encefalopatia de grau 2 e 3, mas não aparece na grau 1 e desaparece no paciente em grau 4, que está em coma hepático. Veja a baixo a classificação de West Haven da encefalopatia hepática:

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.1)




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