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EXANTEMA SÚBITO ( ROSÉOLA ) (ÁREA DE PEDIATRIA)

O agente etiológico da maioria dos casos de roséola infantum (exantema súbito ou sexta moléstia) é o herpesvírus humano 6 (HHV-6), que foi descoberto em 1986. A roséola foi inicialmente estabelecida como uma doença distinta por volta do início do século XX.
Em 1990, o herpesvírus humano 7 (HHV-7) foi identificado em células mononucleares do sangue periférico de um adulto não infectado pelo HIV. Também está associado com outras doenças sejam elas em pacientes normais ou imunocomprometidos.
É curioso que até agora nem se sabia qual patógeno é o agente responsável pela roséola. Hoje está claro que a infecção primária pelo HHV-6, e menos frequentemente pelo HHV-7, causa a maioria dos casos. Outros vírus (p. ex. ecovirus 16) provavelmente respondem pelo restante. Os dois agentes pertencem à subfamília dos β-herpesvírus (ambos os vírus compartilhando muita homologia com o citomegalovírus humano que também faz parte desta classe).

OBJETIVA: (1429168 votos)..........96.29% das questões objetivas receberam votos.
Mulher de 62 anos com bócio multinodular atóxico diagnosticado há 15 anos, em acompanhamento anual. Ultrassonografia atual mostra volume tireoidiano de 78 mL, nódulo dominante de 4,2 cm com padrão esponjiforme e citologia Bethesda II há 2 anos. Função tireoidiana normal. Qual o parâmetro ultrassonográfico que, isoladamente, confere maior indicação de nova punção aspirativa neste momento?
A. Volume tireoidiano total superior a 70 mL
B. Diâmetro do nódulo dominante superior a 4 cm
C. Presença de halo incompleto ao redor do nódulo
D. Crescimento documentado do nódulo em mais de 20% em dois diâmetros ou 50% em volume
E. Presença de calcificações grosseiras periféricas

  RATING: 3.05

Mulher de 62 anos com bócio multinodular atóxico diagnosticado há 15 anos, em acompanhamento anual. Ultrassonografia atual mostra volume tireoidiano de 78 mL, nódulo dominante de 4,2 cm com padrão esponjiforme e citologia Bethesda II há 2 anos. Função tireoidiana normal. Qual o parâmetro ultrassonográfico que, isoladamente, confere maior indicação de nova punção aspirativa neste momento?

A. Volume tireoidiano total superior a 70 mL
INCORRETO: O volume total isolado não é critério para nova punção; é considerado para indicação cirúrgica por compressão potencial
B. Diâmetro do nódulo dominante superior a 4 cm
INCORRETO : O diâmetro absoluto isolado não justifica nova punção se o padrão for esponjiforme e a citologia prévia benigna, desde que não haja crescimento.
C. Presença de halo incompleto ao redor do nódulo
INCORRETO : O halo incompleto é achado inespecífico e de baixo valor preditivo positivo para malignidade em nódulos de padrão esponjiforme
D. Crescimento documentado do nódulo em mais de 20% em dois diâmetros ou 50% em volume
CORRETO : O crescimento significativo (critérios de ≥ 20% em pelo menos dois diâmetros com mínimo de 2 mm ou ≥ 50% em volume) é indicação formal de reavaliação citológica, independentemente do padrão ultrassonográfico prévio e da citologia anterior benigna.
E. Presença de calcificações grosseiras periféricas
INCORRETO : Calcificações grosseiras periféricas são características de nódulos benignos de longa evolução e não constituem critério isolado para nova punção

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

DISCURSIVA: (199872 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?


RATING: 3.02

A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?

A) Qual a definição da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
Dificuldade respiratória de grau variável (0,05 p) resultante do colapso alveolar (0,05 p) por défice de surfatante pulmonar (0,05 p), associada, na sua grande maioria, a um shunt intrapulmonar (shunt direito-esquerdo) (0,05 p), por aumento da resistência vascular pulmonar (0,05 p).

B) Qual é o quadro clínico da síndrome de dificuldade respiratória tipo I (SDR tipo I ou doença das membranas hialinas) ?
Clínica: Síndrome de dificuldade respiratória moderada a grave (0,05 p) associada a cianose central, (0,05 p) desde o nascimento ou 1as horas de vida (0,05 p), com agravamento além das 6 horas (0,05 p) e, nos casos não complicados, com melhoria a partir do 3º - 4º dias. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (232054 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente S.E.C., 11 anos, cor branca, 1,37 m de altura, 28 kg, do sexo feminino apresenta-se ás 02:00 h de madrugada no PS, com queixa principal dispnéia aos pequenos esforços, tosse freqüente e ansiedade. É a terceira vez este mes que acontece isto, sempre de madrugada. Apresenta assimetria de tórax, padrão ventilatório misto com predomínio abdominal e retração subcostal, frequência respiratória 36/minuto, tosse úmida, eficaz e purulenta em grande quantidade. O frêmito tóraco vocal apresentava-se aumentado em ápices pulmonares. Na percussão havia macicez em ápices pulmonares. Ausculta pulmonar apresentava-se com sibilos em inspir e expir, bem audíveis. Sem cianose, fala frases incompletas, parciais. T = 37,5°C.

A radiografia de tórax está normal. O leucograma demonstrou 8.100 leucócitos com 14% de eosinófilos. Glicemia normal, exame de urina I normal.

Questões:

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica? (0,1 pontos)

5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)




RATING: 3.04

1) Formulam o diagnóstico correto desta paciente considerando a forma de gravidade da moléstia crônica atual. (0,1 pontos)

Qualquer um pode ver, então, que, no caso, estamos frente na frente com a tríade: tosse crônica ou recorrente acompanhada de sibilância e dispneia. Ou seja, trata-se e uma crise de asma bronquica, em exacerbação aguda.

Entretanto, a questão pede a forma de gravidade da molestia crônica. A criança tem sintomas noturnos, não cada semana, mas de qualquer jeito, mais de duas vezes por mês.

Diagnóstico correto: ASMA BRONQUICA PERSISTENTE LEVE EM EXACERBAÇÃO AGUDA

2) Utilizando a escala adequada de gravidade do episódio agudo atual justifiquem o risco de falência respiratoria (0,1 pontos)

A disfunção respiratória está mais relacionada com os parâmetros de uso de musculatura acessória. A freqüência respiratória e a presença de sibilância são importantes, são dados obrigatórios na inspeção e ausculta, mas não são definitorios.

Então, como quantificar PRECISAMENTE a crise?

Um instrumento útil é o escore de Wood e Downes, muito utilizado em pediatria.

ESCORE WOOD:

0 PONTOS
1 PONTO
2 PONTOS

ENTRADA DE AR

Simetrica
Assimetrica
Diminuida

SIBILOS

Poucos e geralmente expiratorios
Podem estar inspiratórios e expiratorios
Ou muito intensos ou bem diminuidos, com respiração paradoxal e MV bem diminuido também

MUSCULATURA ACESSORIA

não utilizada ou bem pouco
Significativamente utilizada
Intensamente utilizada ou respiração paradoxal,

ESTADO NEUROLOGICO

Normal
Euforia ou depressão
Torpor, coma

CIANOSE

Sem cianose
Presente em ar ambiente, regride com oxigênio
Presente com FiO2 de 40%
  • menor ou igual a 2 considera-se crise asmática leve
  • entre 3 e 4, asma moderada
  • maior ou igual a 5, asma grave com falência respiratória provável
  • um índice maior ou igual a 7 indica falência respiratória.
3) Foi necessário mesmo o pedido de Rx toracico? Qual seria a justificativa? (0,1 pontos)

Sua indicação deve ser baseada na história e no exame físico e reservada para:

  • suspeita clínica de pneumonia
  • pneumotórax
  • pneumomediastino
  • atelectasia
  • aspiração de corpo estranho
  • internação por crise grave
A radiografia de tórax (póstero-anterior e incidências laterais) frequentemente parece ser normal em crianças com asma, a não ser por sutis alterações não-específicas de hiperinsuflação (p. ex., retificação do diafragma) e espessamento peribrônquico. A radiografia de tórax é útil para identificar anormalidades que são marcadores de mimetizadores de asma (p. ex., pneumonites de aspiração, campos pulmonares hiperlucentes em bronquiolite obliterante) e as complicações durante as exacerbações da asma (p. ex., atelectasia e pneumotórax). 4) Quais são os argumentos pro e contra uma pneumonia estreptococica no caso apresentado? (0,1 pontos)

Argumentos pro:

  • macicez apical
  • tosse com expectoração
Se tivesse sido pneumonia a febre deveria estar alta, o Rx deveria estar caracteristico (velamento lobular ou pelo menos aumento da intensidade).

Argumentos contra:

  • T 37,5°C
  • Rx normal
  • Sonoridade e frêmito pectoral normal
  • Sibilãncia generalizada que indica mais breve crise de broncoespasmo que problema do parenquima
5) Qual é a primeira atitude terapêutica no PS para esse caso? (0,1 pontos)

A primeira atitude terapêutica: 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

A criança deve ser encaminhada ao hospital quando apresentar ausência de resposta clínica a 3 doses de droga agonista de curta duração, em um período entre 1-2 horas.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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