ESTUDE COM A GENTE PARA A PROVA DE TITULO DESSE ANO EM PEDIATRIA E EM EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS

É A MELHOR PLATAFORMA DE ESTUDO E AUTO-AVALIAÇÃO VINCULADA PARA MÉDICOS E ESTUDANTES DE MEDICINA






CADASTRE-SE AQUI                                                                                     ESQUECI MINHA SENHA

Escolher a tematica (coloca trÊs letras e depois escolhe a opÇÃo):

    

2568 USUARIOS INSCRITOS
887 PROVAS FEITAS POR ASSINANTES
743 RECADOS DOS VISITANTES
511 TENTATIVAS (45 CONTESTAÇÕES)
16514 QUESTÕES OBJETIVAS
3806 QUESTÕES DE CLINICA MÉDICA
6233 DE PEDIATRIA (3221 EMERGÊNCIAS PEDIATRICAS)
3656 QUESTÕES DE CIRURGIA
1924 QUESTÕES DE OBSTETRICA-GINECOLOGIA
855 QUESTÕES DE SAUDE PUBLICA
194 QUESTÕES DISSERTATIVAS COMENTADAS
222 CASOS CLINICOS COMENTADOS

ASSISTE NOSSOS TUTORIAIS

PROCURAR QUESTÕES PELA PALAVRA CHAVE

A TOSSE CRONICA NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A tosse é algo muito comum em todos os consultorios, sendo sintoma respiratorio mais encontrado. Ele pode ser um sintoma que apareça desde um resfriado banal comum até na gravissima situação duma fibrose cistica. Tem tosse aguda, tosse subaguda e tem tosse catalogada como crônica. A tosse aguda é encontrada na maioria dos casos de IVAS (virais ou bacterianas) e geralmente é autolimitada. Os conceitos estão diferentes duma escola de medicina para outra. Os americanos consideram uma tosse crônica aquela tosse que demora mais de 4 semanas para sumir. A escola inglês, porém, extende esse prazo para o dobro dele (oito semanas) - e isso não é por causa do smog londones, mas porque os ingleses consideram que esse intervalo é necessário para descartar qualquer etiologia infecciosa da tosse. Há definição de "tosse subaguda" para aquela tosse que dura entre 2-4 semanas.

OBJETIVA: (1430576 votos)..........96.35% das questões objetivas receberam votos.
Há seis dias, homem de 54 anos apresenta quadro de dor abdominal em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda, vários episódios de vômitos e febre de 39 ºC. Está estável, com abdome distendido e doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, onde há massa e descompressão dolorosa localizada. A tomografia evidenciou diverticulite em cólon sigmoide, com intenso processo inflamatório local e abscesso de 6 cm na pelve, além de dilatação do estômago e intestino delgado, com gás até o reto. Após início de dieta oral zero, reposição hidroeletrolítica e analgesia, a conduta ideal será:
A. antibioticoterapia e procinéticos
B. laparotomia com transversostomia em alça
C. antibioticoterapia, cateter nasogástrico e drenagem percutânea do abscesso
D. laparotomia com drenagem do abscesso e retossigmoidectomia à Hartmann
E. antibioticoterapia venosa isolada com observação clínica estrita, sem intervenção no abscesso

  RATING: 2.94

Há seis dias, homem de 54 anos apresenta quadro de dor abdominal em hipogástrio e fossa ilíaca esquerda, vários episódios de vômitos e febre de 39 ºC. Está estável, com abdome distendido e doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, onde há massa e descompressão dolorosa localizada. A tomografia evidenciou diverticulite em cólon sigmoide, com intenso processo inflamatório local e abscesso de 6 cm na pelve, além de dilatação do estômago e intestino delgado, com gás até o reto. Após início de dieta oral zero, reposição hidroeletrolítica e analgesia, a conduta ideal será:

A. antibioticoterapia e procinéticos
INCORRETO: Embora os antibióticos sejam essenciais, procinéticos (ex.: metoclopramida) estimulam a motilidade gastrointestinal, o que pode agravar a distensão ou precipitar perfuração em um cólon inflamado com abscesso; em íleo associado a diverticulite, o repouso intestinal é prioritário, não a aceleração motora, contrariando protocolos que evitam procinéticos na fase aguda.
B. laparotomia com transversostomia em alça
INCORRETO : Laparotomia com transversostomia em alça implica cirurgia invasiva para derivação proximal desnecessária nesse estágio, onde não há obstrução colônica completa ou peritonite difusa; o abscesso pélvico é melhor manejado por drenagem percutânea inicial, e a transversostomia aumenta riscos de infecção e morbidade sem abordar a fonte primária, sendo reservada para complicações como estenose obstrutiva crônica ou falha conservadora.
C. antibioticoterapia, cateter nasogástrico e drenagem percutânea do abscesso
CORRETO : Essa conduta representa a abordagem inicial mais apropriada e alinhada com diretrizes clínicas consolidadas para diverticulite aguda complicada no estágio II de Hinchey (abscesso pélvico distante e confinado), especialmente em paciente hemodinamicamente estável com sinais de íleo paralítico ou obstrução incompleta (dilatação proximal com gás distal até o reto, sugerindo ausência de obstrução mecânica completa). A antibioticoterapia de amplo espectro (ex.: cobertura para gram-negativos e anaeróbios, como ciprofloxacino + metronidazol) controla a infecção bacteriana secundária; o cateter nasogástrico alivia a distensão gástrica e vômitos, promovendo descompressão e repouso intestinal; e a drenagem percutânea guiada por imagem (TC ou USG) do abscesso de 6 cm (tamanho que justifica intervenção, pois >3-5 cm tem maior risco de falha conservadora) permite resolução sem cirurgia invasiva, com taxas de sucesso >80% em séries clínicas, evitando morbidade perioperatória em um quadro inflamatório agudo. Essa estratégia escalonada (conservadora com drenagem intervencionista) reduz a necessidade de cirurgia emergencial, reservando-a para falhas (persistência de sepse ou recorrência), e é endossada por sociedades como a ASCRS e WSES, promovendo recuperação mais rápida e menor taxa de complicações.
D. laparotomia com drenagem do abscesso e retossigmoidectomia à Hartmann
INCORRETO : Laparotomia com drenagem do abscesso e retossigmoidectomia à Hartmann representa uma abordagem cirúrgica radical e emergencial (ressecção segmentar com colostomia terminal), indicada principalmente em estágios III/IV com peritonite generalizada ou instabilidade; aqui, com estabilidade e abscesso confinado, a drenagem percutânea + conservadorismo é preferível, evitando os riscos elevados de anastomose em ambiente inflamado e necessidade de reversão futura.
E. antibioticoterapia venosa isolada com observação clínica estrita, sem intervenção no abscesso
INCORRETO : Em abscessos pélvicos > 5 cm como esse, antibióticos sozinhos têm taxa de falha > 50% (devido a má penetração e persistência de infecção), exigindo drenagem para resolução efetiva; a observação sem intervenção pode levar a progressão para sepse ou perfuração, violando diretrizes que recomendam drenagem ativa em abscessos maiores para otimizar desfechos.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (200018 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

A Doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune. Aborde teoricamente os aspectos a seguir:

  1. Fisiopatologia da Doença de Graves. (0,1 pontos)
  2. Principais autoanticorpos envolvidos e mecanismo de ação. (0,1 pontos)
  3. Alterações laboratoriais características. (0,1 pontos)
  4. Manifestações orbitárias típicas. (0,1 pontos)
  5. Princípios do tratamento medicamentoso com antitireoidianos. (0,1 pontos)




RATING: 3.11

A Doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune. Aborde teoricamente os aspectos a seguir:

  1. Fisiopatologia da Doença de Graves. (0,1 pontos)
  2. Principais autoanticorpos envolvidos e mecanismo de ação. (0,1 pontos)
  3. Alterações laboratoriais características. (0,1 pontos)
  4. Manifestações orbitárias típicas. (0,1 pontos)
  5. Princípios do tratamento medicamentoso com antitireoidianos. (0,1 pontos)


1. A Doença de Graves é uma afecção autoimune mediada por TRAb (0,05 p).
Esses anticorpos estimulam de forma contínua o receptor de TSH (0,05 p).
2. O principal autoanticorpo é o TRAb (0,05 p).
Seu mecanismo de ação consiste em estimular a produção de hormônios tireoidianos (0,05 p).
3. O TSH encontra-se suprimido (0,05 p).
Os níveis de T4 livre e T3 estão elevados (0,05 p).
4. A oftalmopatia de Graves é uma manifestação infiltrativa característica (0,05 p).
Resulta de inflamação do tecido adiposo e músculos extraoculares orbitários (0,05 p).
5. Utilizam-se as tionamidas (metimazol ou propiltiouracil) (0,05 p).
Elas inibem a organificação do iodo e a síntese hormonal (0,05 p).


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DOENÇA DE GRAVES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (232215 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Mulher de 36 anos, G2P2, 14 semanas após parto vaginal a termo, em amamentação exclusiva. Na gestação, anti-TPO positivo (320 UI/mL) com TSH e T4 livre normais; não usou levotiroxina. Há 4 semanas apresentou quadro viral de vias aéreas superiores (odinofagia, mialgia, febrícula), autolimitado. Há 10 dias surge dor intensa na face anterior do pescoço, com irradiação para a mandíbula e o ouvido direitos, pior à deglutição e à palpação, acompanhada de sudorese, palpitações, tremor fino e insônia. Nega diplopia, oftalmopatia, prurido ocular ou perda ponderal prévia à fase dolorosa.

Exame: T 37,8 °C; FC 112 bpm; PA 128/72 mmHg. Tireoide difusamente aumentada, consistência firme, extremamente dolorosa à palpação, sem eritema cutâneo, sem flutuação e sem linfonodomegalia cervical dominante. Sem oftalmopatia. Reflexos vivos. Sem sinais de compressão de via aérea.

Laboratório: TSH < 0,01 mUI/L; T4 livre 3,4 ng/dL (VR 0,8–1,8); T3 livre 6,8 pg/mL (VR 2,3–4,2); anti-TPO 410 UI/mL; TRAb negativo; VHS 82 mm/h; PCR 48 mg/L; leucócitos 11.200/mm³ sem desvio à esquerda; hemoglobina 11,8 g/dL. Ultrassonografia: glândula aumentada, heterogênea, hipoecoica, com vascularização reduzida ao Doppler. Cintilografia não realizada (amamentação).

Questões

(I) Qual o diagnóstico mais provável e quais elementos do caso o sustentam frente às demais tireoidites? (0,1 pontos)

(II) Como se explica o perfil hormonal atual e por que tionamidas não estão indicadas? (0,1 pontos)

(III) Quais achados separam este quadro da doença de Graves, da tireoidite pós-parto clássica e da tireoidite aguda supurativa? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta terapêutica imediata, considerando dor, tireotoxicose e amamentação? (0,1 pontos)

(V) Qual a evolução natural esperada, o risco de hipotireoidismo permanente e o plano de seguimento? (0,1 pontos)





RATING: 2.9

(I) Diagnóstico

O diagnóstico mais provável é tireoidite subaguda granulomatosa de De Quervain (0,04 p). Sustentam essa hipótese: dor tireoidiana intensa com irradiação para mandíbula e ouvido (0,02 p); pródromo de infecção de vias aéreas superiores (0,01 p); VHS e PCR marcadamente elevadas (0,02 p); e o fato de a tireoidite pós-parto clássica ser indolor e cursar com VHS habitualmente normal (0,01 p).


(II) Fisiopatologia hormonal e antitireoidianos


Trata-se de tireotoxicose destrutiva (0,03 p): o TSH baixo com T4 livre elevado resulta da liberação de hormônio pré-formado pelos folículos lesionados, e não de síntese aumentada (0,03 p). Se a captação de iodo radioativo pudesse ser feita, estaria baixa na fase tireotóxica (0,02 p). Tionamidas (metimazol/PTU) são ineficazes, porque não há hiperprodução glandular a bloquear (0,02 p).


(III) Diagnóstico diferencial


Graves:
TRAb positivo, captação alta, Doppler hipervascular, ausência de dor e VHS normal (0,03 p).
Tireoidite pós-parto / silenciosa: indolore, VHS normal, anti-TPO frequentemente positivo e captação baixa (0,02 p).
Tireoidite aguda supurativa: febre alta, leucocitose com desvio, eritema/flutuação, pus à punção e função tireoidiana em geral preservada (0,03 p).

Hashimoto: habitualmente crônico e indolore, com evolução para hipotireoidismo; a forma dolorosa é rara (0,02 p).


(IV) Conduta imediata


Dor leve a moderada: AINE (ibuprofeno ou equivalente) como primeira linha (0,02 p). Dor intensa ou falha do AINE em poucos dias: glicocorticoide (p. ex., prednisona 15–40 mg/dia, com desmame gradual) (0,03 p). Sintomas adrenérgicos: betabloqueador (propranolol ou equivalente compatível com amamentação) (0,02 p). Não iniciar tionamidas (0,01 p). Cintilografia com iodo/tecnécio está contraindicada na amamentação (0,02 p).


(V) Evolução e seguimento


Curso clássico trifásico: tireotoxicose → hipotireoidismo transitório → recuperação (0,03 p). A maioria retorna ao eutireoidismo em até 12 meses (0,02 p). Hipotireoidismo permanente ocorre em cerca de 5–15% na De Quervain e em 15–50% na tireoidite pós-parto (0,03 p). Reavaliar TSH/T4 livre a cada 4–8 semanas; usar levotiroxina se houver hipotireoidismo sintomático, TSH > 10 mUI/L ou desejo de nova gestação (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.9)




A VITÓRIA É SOMENTE SUA! O CAMINHO É NOSSO!

Todos os direitos reservados. 2026.
O site misodor.com.br está online desde 04 de novembro de 2008
O nome, o logo e o site MISODOR são propriedade declarada do webmaster
Qualquer conteudo deste site pode ser integralmente ou parcialmente reproduzido, com a condição da menção da fonte.