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Quanto aos mecanismos celulares das taquiarritmias, é correto afirmar que:
A. As pós-despolarizações precoces (EAD) originam-se na fase 4 do potencial de ação e constituem o mecanismo da taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica
INCORRETO: As EAD surgem nas fases 2 e 3 (platô e repolarização tardia), não na fase 4, e fundamentam a torsades de pointes do QT longo; a TVPC é mediada por DAD
B. As pós-despolarizações tardias (DAD) ocorrem após a completa repolarização, relacionam-se à sobrecarga de cálcio citosólico e sustentam a TVPC e a taquicardia da intoxicação digitálica
CORRETO : As DAD ocorrem depois que o potencial de membrana já retornou ao valor diastólico; resultam de corrente de troca Na+/Ca2+ secundária a sobrecarga de cálcio do retículo (digital, RyR2/CASQ2 na TVPC) e podem atingir limiar e gerar atividade deflagrada
C. A reentrada anisotrópica exige necessariamente um obstáculo anatômico inexcitable, como cicatriz transmural de infarto
INCORRETO : A reentrada anisotrópica decorre de desacoplamento lateral de conexinas e condução preferencial longitudinal, podendo ocorrer sem barreira anatômica maciça; a reentrada ao redor de cicatriz é o modelo anatômico clássico, distinto
D. O automatismo anormal é o mecanismo exclusivo da fibrilação atrial paroxística originada nas veias pulmonares
INCORRETO : Nas veias pulmonares predominam atividade focal gatilho (automatismo e atividade deflagrada) que inicia a FA paroxística; a sustentação da FA persistente envolve reentrada múltipla e rotors no átrio remodelado, não um único mecanismo de automatismo
E. A reentrada de reflexão ocorre apenas no nó atrioventricular e explica a AVNRT típica
INCORRETO : A reflexão é forma de reentrada em via linear com bloqueio e excitação retrógrada no mesmo feixe; a AVNRT típica é reentrada de dupla via nodal (lenta anterógrada e rápida retrógrada), modelo diferente
Gabarito: B
Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:
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Sobre os incidentalomas adrenais no contexto das doenças cirúrgicas da glândula supra-renal, responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:
2. Os mecanismos principais incluem:
3. Princípios teóricos:
4. Critérios teóricos de seguimento:
5. Há relação direta entre o diâmetro e o risco de carcinoma adrenocortical: lesões < 4 cm apresentam risco muito baixo (< 2%), entre 4 e 6 cm risco intermediário (cerca de 6–10%) e > 6 cm risco elevado (superior a 25%), justificando a abordagem cirúrgica em massas maiores mesmo na ausência de hiperfunção (0,10 p).
FONTE:
PLATAFORMA MISODOR - INCIDENTALOMAS ADRENAIS
1) Essa paciente tem indicação para internação? Em que nível de complexidade? Explique o sistema de escore britânico Curp-65, usado para indicar gravidade e o local de tratamento.
Sim. (0,01 p)
UTI: (0,01 p)
Escore de 6 pontos, no qual cada item anormal pontua uma unidade. (0,01 p)
Escore 0 e 1, se apenas a idade pontuar → tratamento domiciliar. (0,01 p)
Escore > 1 → tratamento internado. (0,01 p)
C = Confusão mental (nível de consciência) (0,01 p)
U = Ureia > 50 mg/dL (0,01 p)
R = FR > 30 irpm (0,01 p)
P = PAS < 90 mmHg (0,01 p)
P= PAD ≤ 60 mmHg (0,01 p)
65 = Idade acima de 65 anos. (0,01 p)
Deve-se considerar ainda a presença de comorbidades descompensadas (CPOC; ICC; I. hepática, I. renal, Neoplasia) (0,01 p); extensão da pneumonia no RX Tórax (0,01 p) e na saturação arterial do oxigênio (0,01 p) e fatores psicossociais que possam interferir no tratamento e indicar internação. (0,01 p)
Sinais de gravidade:
Sat. OO2 ≤ 90% sem oxigenioterapia (0,01 p) e o mesmo resultado com oxigenioterapia indicação de UTI (0,01 p)
Leucócitos < 4000 → prognóstico ruim. (0,01 p)
2) Quais os agentes etiológicos mais frequentes em pneumonia aguda em pacientes tratados ambulatoriamente, internados em enfermaria e internados em UTI?
- PAC Ambulatorial (leve) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydophila pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (influenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, para-influenza e coronavírus) (0,01 p); Haemaphylos influenzae. (0,01 p)
- PAC internados em enfermarias (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Mycoplasma pneumoniae (0,01 p); Chlamydia pneumoniae (0,01 p); Vírus respiratórios (0,01 p); Haemaphylos influenzae (0,01 p); Legionelha Spp (0,01 p).
- PAC internados (UTI) (0,01 p): Streptococos pneumoniae (0,01 p); Bacilos gram negativos (0,01 p); Haemaphylus influenzae (0,01 p); Legionella spp (0,01 p); S. aereus (0,01 p).
3) Qual o esquema antimicrobiano indicado nesta paciente? Justifique.
Betalactâmico com inibidor da betalactamase ou clindamicina.
Justificativa: Por ser paciente grave, com evolução desfavorável e com história de vômitos, podendo ter broncoaspirado com possibilidade de infecção por anaeróbios e gram-negativo da flora da boca. A associação de betalactâmicos com aminoglicosídeos e um agente para cobertura de bacteróides Fragillis, embora possa dar uma cobertura antimicrobiana, deverá ser evitada pelo risco de nefrotoxicidade em uma paciente idosa, diabética e com lesão renal prévia. (0,13 p)
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