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ERITEMA POLIMORFO (ÁREA DE PEDIATRIA)

A erupção aparece mais comumente em pacientes entre 10 e 30 anos de idade e geralmente é assintomática, embora possa estar presente uma sensação de queimação ou prurido. O diagnóstico de eritema multiforme é estabelecido pelo achado da lesão clássica: lesões anulares em alvo, com borda externa eritematosa, centro mais claro com aspecto purpúrico a necrótico.

OBJETIVA: (993029 votos)..........95.99% das questões objetivas receberam votos.
Em relação à diverticulite aguda, assinale a alternativa CORRETA:
A. nas cirurgias de diverticulite de sigmoide, ao se realizar a anastomose, o mais importante é que ela seja realizada no reto
B. pacientes com peritonite generalizada seja fecal (Hinchey III) seja purulenta (Hinchey IV), necessitam de cirurgia de urgência
C. a diverticulite é a terceira causa de fístula sigmoideovesical, depois da doença de Crohn e câncer colorretal
D. a inflamação (diverticulite) é a segunda complicação mais frequente da doença diverticular, depois da hemorragia
E. a colonoscopia é o exame de escolha para diagnóstico na fase aguda da diverticulite

  RATING: 3.13

Em relação à diverticulite aguda, assinale a alternativa CORRETA:

A. nas cirurgias de diverticulite de sigmoide, ao se realizar a anastomose, o mais importante é que ela seja realizada no reto
CORRETO: Na abordagem cirúrgica eletiva ou de urgência para diverticulite do sigmoide, o princípio fundamental é a ressecção completa do segmento afetado, com margem distal no reto superior, garantindo uma anastomose colorretal livre de tensão e em tecido saudável. Isso minimiza o risco de recorrência, pois o reto raramente desenvolve divertículos, ao contrário do sigmoide distal remanescente, que pode predispor a novos episódios inflamatórios. Estudos e diretrizes cirúrgicas enfatizam que anastomoses no sigmoide distal estão associadas a taxas mais altas de complicações recorrentes, tornando a localização no reto um fator crítico para o sucesso do procedimento.
B. pacientes com peritonite generalizada seja fecal (Hinchey III) seja purulenta (Hinchey IV), necessitam de cirurgia de urgência
INCORRETO : Embora pacientes com peritonite generalizada (estágios Hinchey III e IV) tipicamente exijam intervenção cirúrgica de urgência para controle da sepse, como ressecção sigmoide com ou sem anastomose primária, a classificação está invertida: Hinchey III refere-se à peritonite purulenta generalizada, enquanto Hinchey IV é a peritonite fecal. Essa inversão torna a afirmativa imprecisa, apesar de o manejo cirúrgico ser indicado em ambos os casos.
C. a diverticulite é a terceira causa de fístula sigmoideovesical, depois da doença de Crohn e câncer colorretal
INCORRETO : A diverticulite é a terceira causa de fístula sigmoideovesical, depois da doença de Crohn e câncer colorretal: A diverticulite complicada é, na verdade, a causa mais comum de fístulas colovesicais (responsável por mais de dois terços dos casos), seguida por neoplasias colorretais e, em terceiro lugar, pela doença de Crohn. Essa ordem invertida não reflete a epidemiologia real, onde a inflamação diverticular predomina sobre as outras etiologias.
D. a inflamação (diverticulite) é a segunda complicação mais frequente da doença diverticular, depois da hemorragia
INCORRETO : A inflamação (diverticulite) é a segunda complicação mais frequente da doença diverticular, depois da hemorragia: Na doença diverticular (diverticulose), a complicação mais frequente é a diverticulite aguda (inflamação/infecção), afetando 10-25% dos pacientes ao longo da vida, enquanto a hemorragia diverticular ocorre em cerca de 3-15%. A hemorragia é uma complicação importante, mas não supera a diverticulite em frequência, tornando essa inversão incorreta.
E. a colonoscopia é o exame de escolha para diagnóstico na fase aguda da diverticulite
INCORRETO : Embora a colonoscopia seja útil para avaliação de divertículos ou exclusão de neoplasias em fases não agudas (geralmente após 4-6 semanas), ela é contraindicada na fase aguda devido ao risco de perfuração ou agravamento da inflamação. O exame de escolha é a tomografia computadorizada, que identifica inflamação, abscessos e complicações com alta sensibilidade e especificidade.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (176207 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Responda ás seguintes questões:
1) Defina a enurese.(0,1 pontos)
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.(0,3 pontos)
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.(0,1 pontos)


RATING: 3.01

Responda ás seguintes questões:
1) Defina a enurese.(0,1 pontos)
2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.(0,3 pontos)
3) Comente o tratamento medicamentoso indicado na enurese.(0,1 pontos)

1) Defina a enurese.

A enurese é definida como perda involuntária de urina em idade na qual a criança já deveria ter assumido o controle miccional – não há consenso quanto a idade, visto que depende de contexto sócio-cultural. Vários autores consideram a idade de 6 anos.0,1 pontos

2) Classifique a enurese conforme minimo dois critérios.

Classifica-se a enurese noturna em primária x secundária, além de monossintomática x polissintomática. 0,1 pontos
  • Primária: quando a criança nunca adquiriu controle miccional ou quando não o manteve por mais de 6 meses. A enurese noturna primária e monossintomática é mais prevalente até os 9 anos. 0,05 pontos
  • Secundária: quando a criança volta a apresentar perda noturna após no mínimo 06 meses consecutivos de controle. Trata-se de aproximadamente metade das crianças com enurese noturna entre 6-7 anos.0,05 pontos

Quanto os sintomas:
  • Monossintomática: na ausência de quaisquer outros sinais e sintomas urinários.0,05 pontos
  • Polissintomática (também denominada “complexa”): quando presença de sintomas miccionais diurnos e/ou constipação intestinal. Mais recentemente fala-se em Disfunção do trato urinário inferior, que é frequentemente associada a constipação (“síndrome das eliminações”).0,05 pontos

3) Comente sobre o tratamento medicamentoso indicado na enurese.

A abordagem medicamentosa é indicada para casos muito restritos, podendo ser realizado uso temporário de antidepressivos tricíclicos (imipramina) ou análogos de ADH (desmopressina). Problemas: potenciais efeitos colaterais, alta taxa de recorrência.0,1 pontos.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (204617 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos




RATING: 2.87

1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p

2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.87)




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