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Ao tratar um adolescente com hiponatremia severa devido a ingestão excessiva de água, qual é o principal risco associado à rápida correção da natremia?
A. Insuficiência renal aguda
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Mielinólise pontina (Síndrome de Desmielinização Osmótica)
CORRETO : Uma correção rápida da hiponatremia severa pode levar à mielinólise pontina, uma condição neurológica grave que resulta de uma alteração rápida na osmolalidade plasmática.
C. Hipertensão
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Edema pulmonar
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Hepatomegalia
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
RATING: 2.85 ![]()
(I) A hipertensão intracraniana é uma das causas mais comuns de lesão cerebral secundária em crianças e há alta morbimortalidade nos pacientes pediátricos. Quais são as principais lesões secundarias (enumeram pelo menos quatro)?
(II) Qual é o significado do termo 'segundo insulto'?
(III) Quais são os principais componentes do conteúdo intracraniano e o percentil de cada um deles?
(II) O segundo insulto é considerado como o evento (ex. hipotensão, hipóxia) ao qual o paciente pode ser submetido após a lesão primária e que determinaria o aumento na gravidade da lesão cerebral secundária, e seria responsável por pior prognóstico. (0,15 p) Como exemplo - a hipotensão e a hipóxia quase dobram a taxa de mortalidade em pacientes pediátricos com Glasgow 3, após trauma craniencefálico.
- efeito de massa
- elevação da Pressão Intracraniana (PIC)
- movimentação mecânica do cérebro (herniação)
- hipóxia (pela oxigenação inadequada do cérebro)
- hipotensão
- fluxo sanguíneo cerebral (FSC) inadequado;
- mecanismos celulares, incluindo insuficiência de energia. (0,05 p para cada uma dos quatro enumeradas)
Maria, uma menina previamente saudável de 5 anos, foi levada ao atendimento pediátrico devido a episódios recorrentes de dor de cabeça nas últimas três semanas. A mãe relatou que Maria se queixava de uma dor intensa na região frontal da cabeça, que ocorria cerca de duas a três vezes por semana, cada ataque durando até duas horas.
Durante as crises, Maria frequentemente apresentava sintomas de fotofobia e fonofobia, preferindo ambientes escuros e silenciosos. Além disso, as dores eram acompanhadas de náuseas, embora sem vômito. A mãe também observou que Maria tendia a ficar mais irritada e chorosa durante esses episódios e que, após algumas horas de descanso, ela parecia melhorar significativamente.
História Familiar: Não havia histórico de trauma recente, febre, outros sintomas neurológicos ou uso de medicação contínua que pudesse explicar as cefaleias. No entanto, a avó materna de Maria tem um histórico conhecido de enxaquecas.
Exame Clínico: O exame físico e neurológico de Maria não revelou anormalidades. Todos os sinais vitais estavam dentro dos parâmetros normais, e não havia sinais de infecção ou outras condições agudas.
Respondam ás seguintes perguntas:
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente. (peso 0,16 pontos)
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança? (peso 0,18 pontos)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises? (peso 0,08 pontos)
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso de crises frequentes e debilitantes, ou que não respondem bem aos analgésicos? (0,08 pontos)
(I) Qual é o diagnóstico mais provável? Argumente.
Cefaleia primaria (enxaqueca) (0,02 p) - apoiado pela recorrência (0,02 p), duração de até duas horas (0,02 p), localização na região frontal da cabeça (0,02 p), sintomas de fotofobia (0,02 p), fonofobia (0,02 p) e náuseas (0,02 p), histórico conhecido de enxaquecas na família (0,02 p).
(II) Qual a medicação indicada para o tratamento da criança?
Dentre os analgésicos (0,02 p), os mais utilizados são:
- Dipirona 25 mg/kg/dose (0,02 p)
- Ibuprofeno 10 mg/kg/dose (0,02 p)
- Paracetamol 15 mg/kg/dose (0,02 p)
Dentre os antiemeticos (0,02 p):
- Metoclopramida (Plasil) 0,5–2 mg/kg/dose VO ou IV a cada 4–6 horas. (0,02 p)
- Proclorperazina (Compazine) 0,1 mg/kg/dose VO, IM ou IV a cada 6 horas (0,02 p)
- Prometazina (Fenergan) 0,25–1,0 mg/kg/dose VO, PR, IV ou IM a cada 4–6 horas (0,02 p)
- Ondansetrona (0,15 mg/kg/dose). (0,02 p)
(III) Que orientações precisam ser feitas para diminuir a frequência das crises?
As medidas não farmacológicas (0,02 p) foram inicialmente recomendadas, como a manutenção de uma rotina regular de sono (0,02 p) e alimentação (0,02 p), além de técnicas de relaxamento (0,02 p).
(IV) Que classes de remédios são recomendadas no caso que as crises são frequentes e debilitantes, ou não respondem bem aos analgésicos?
Medicamentos como beta-bloqueadores (0,02 p), anticonvulsivantes (0,02 p) ou antidepressivos (0,02 p) são utilizados em algumas situações, mas a indicação deve ser criteriosa e supervisionada por um especialista. (0,02 p)
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