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Um paciente é internado com febre, mal-estar e dores articulares difusas. As hemoculturas iniciais revelam Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em todos os frascos de hemocultura. O paciente não tem artrite ao exame, e a função renal está normal. O ecocardiograma revela uma vegetação de 5 mm na valva aórtica. Inicia-se o tratamento com vancomicina IV, 15 mg/kg, a cada 12 horas. Depois de quatro dias, o paciente continua febril, e as culturas permanecem positivas para o MRSA. Além de uma pesquisa à procura de focos embólicos de infecção, qual das seguintes modificações você faria no esquema de tratamento desse paciente?
A. Nenhuma mudança
CORRETO: Em pacientes com endocardite infecciosa que recebem antibioticoterapia, pode-se esperar uma melhora clínica dentro de 5 a 7 dias. As hemoculturas frequentemente permanecem positivas por 3 a 5 dias para Staphylococcus aureus tratado com antibióticos beta-lactâmicos e por 7 a 9 dias com vancomicina. . .
B. Acrescentar gentamicina
INCORRETO : Nem a rifampicina nem a gentamicina demonstraram ter qualquer benefício clínico no quadro aqui descrito.
C. Acrescentar rifampicina
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Verificar os níveis séricos máximo e mínimo de vancomicina e considerar uma dose três vezes ao dia
INCORRETO : Os níveis máximo e mínimo de vancomicina não demonstraram melhorar a eficácia do fármaco na endocardite infecciosa
E. Interromper à vancomicina,iniciar a daptomicina.
INCORRETO : A eficácia da daptomicina ou da linezolida como alternativa da vancomicina para a endocardite do lado esquerdo por MRSA não foi estabelecida.
Gabarito: A
Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.
RATING: 3.02 ![]()
Discorra, de forma exclusivamente teórica, sobre aspectos epidemiológicos, classificatórios, pré-operatórios e de morbidade do bócio subesternal, respondendo de modo objetivo aos itens abaixo.
1. Epidemiologia, histologia e malignidade
2. Classificações e planejamento da via
Classificação de Huins (relação com estruturas mediastinais):
A utilidade dessas classificações é predizer a probabilidade de via extracervical e orientar o consentimento e a equipe (cirurgia de cabeça e pescoço ± cirurgia torácica).
3. Avaliação pré-operatória
Dosagem de TSH (e, se alterado, T4 livre ± T3): identifica eutireoidismo, hipotireoidismo ou tireotoxicose, esta última exigindo preparo clínico antes da cirurgia. (0,03 p)
Laringoscopia pré-operatória: documenta a motilidade das pregas vocais, pois a anatomia do nervo laríngeo recorrente está frequentemente distorcida e pode já haver paresia silenciosa. (0,04 p)
Avaliação da via aérea (clínica, imagem e, quando indicado, curva fluxo-volume): quantifica obstrução extrínseca e fundamenta a estratégia anestésica de intubação. (0,03 p)
4. Limitações da PAAF mediastinal
A PAAF permanece útil apenas para nódulos suspeitos do componente cervical palpável ou visível à ultrassonografia. (0,02 p)
5. Complicações cirúrgicas relevantes
FONTE:
1) Cite quatro hipóteses diagnósticas para o quadro, em ordem decrescente de importância em função dos dados fornecidos, justificando-as.
- Hepatite viral (aguda de evolução arrastada, persistente ou crônica) com episódios recorrentes, pois a paciente é auxiliar de enfermagem, com quadro infeccioso, icterícia com colúria, bom estado geral, com hepatomegalia com os padrões do fígado próximos da normalidade. (0,0625 p)
- Obstrução mecânica da árvore biliar com ou sem infecção: a calculosa é mais frequente, apesar de não apresentar cólica biliar, apresenta recorrências e dor no Hipocôndrio Direito; tumores envolvendo a árvore biliar distal, sendo o tumor de papila o mais provável, por apresentar icterícia colestática, com flutuação, anemia, sintomas gerais, 60 anos, apesar de seu bom estado geral e nutricional e não apresentar vesícula palpável. (0,0625 p)
Obs.: Hepatocarcinoma, colangiocarcinoma, tumor da cabeça do pâncreas geralmente apresentam icterícia obstrutiva progressiva, não flutuante, com queda progressiva do estado geral, podendo ou não ter massa palpável.
- Hepatite autoimune - além do quadro de hepatite, com fígado aumentado, com manifestações articulares recorrentes e concomitantes. (0,0625 p)
- Colangite esclerosante, cirrose biliar primária, apresenta quadro compatível, porém são mais raras. (0,0625 p)
2) Quais exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico e quais os resultados esperados para as duas primeiras hipóteses elencadas por você no item A?
- Sorologias para hepatites virais e outros agentes hepatotrópicos. (0,015625 p)
- Exames bioquímicos para avaliação de lesão e da função hepática e biliar (0,015625 p) (transaminases (0,015625 p), bilirrubinas (0,015625 p), Gama GT (0,015625 p), Albumina (0,015625 p), TAP (0,015625 p) e marcadores tumorais específicos. (0,015625 p)
- Pesquisa de anticorpos específicos para as doenças com manifestações imunes (0,015625 p) (FAN (0,015625 p), Anticorpo antimúsculo liso (0,015625 p), anticorpo antiactina (0,015625 p) , anticorpo antiLKM (0,015625 p), anticorpo ALC (0,015625 p), anticorpo anti-SLA (0,015625 p) e anticorpo antimitocôndria (0,015625 p)
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