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Com relação à Hemorragia Digestiva Baixa, é CORRETO afirmar que:
A. devido à baixa resolução espontânea das hemorragias digestivas baixas, a abordagem inicial deve ser agressiva, e o tratamento cirúrgico indicado de forma rotineira
INCORRETO: A resolução espontânea das hemorragias digestivas baixas ocorre em 80-90% dos casos, tornando a conduta inicial conservadora com ressuscitação volêmica, correção de coagulopatia e observação a regra; o tratamento cirúrgico fica reservado apenas para os raros casos refratários ou recidivantes graves, nunca rotineiro.
B. em casos de dificuldade diagnóstica por meio da colonoscopia, a angiografia possui uma sensibilidade maior que a cintilografia
INCORRETO : A cintilografia com hemácias marcadas (cintilografia) possui sensibilidade superior à angiografia para detecção de sangramento ativo, identificando taxas tão baixas quanto 0,1 mL/min, enquanto a angiografia exige fluxo mínimo de 0,5 mL/min; a cintilografia serve como triagem em casos de colonoscopia negativa ou difícil, embora com menor especificidade de localização.
C. o débito acima de 0,1 mL por minuto é suficiente para o diagnóstico angiográfico e posterior embolização
INCORRETO : O limiar para visualização angiográfica confiável e possibilidade de embolização terapêutica é de débito superior a 0,5 mL/min; o valor de 0,1 mL/min corresponde ao limiar de detecção da cintilografia com hemácias marcadas, não da angiografia.
D. doença diverticular cólica foi a principal causa de sangramento, segundo uma revisão apresentada no DDW 2004
CORRETO : A doença diverticular cólica representa a etiologia mais frequente de hemorragia digestiva baixa manifesta em populações ocidentais, respondendo por 30-50% dos casos graves o suficiente para requerer investigação hospitalar, conforme consolidado em grandes revisões endoscópicas e angiográficas, inclusive na apresentação específica do DDW 2004 que atualizou as séries epidemiológicas da época. O mecanismo envolve erosão da artéria nutriente no colo do divertículo, com sangramento geralmente volumoso, indolor e autolimitado na maioria dos episódios, o que justifica sua posição como causa principal em dados de coortes norte-americanas e europeias daquele período.
E. não é possível a realização de colonoscopia de urgência na vigência de sangramento, pois o paciente não está com o cólon preparado
INCORRETO : A colonoscopia de urgência é viável e recomendada em hemorragia digestiva baixa ativa após preparo intestinal rápido com soluções de polietilenoglicol via sonda nasogástrica ou oral, permitindo diagnóstico e terapêutica endoscópica em até 70-80% dos casos graves quando realizada nas primeiras 12-24 horas.
Gabarito: D
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FONTE:
1) Qual é o diagnóstico mais provável.
a. Amniorrexe prematura (0.05 p) b. Chorioamniotite (0.05 p)
2) Indiquem pelo menos 3 complicações maternas da amniorrexe
ATENÇÃO A PEGADINHA ! O requirimento e: 'complicações maternas' e não 'fetais'.
- Chorioamniotite (0.05 p)
- Infecção puerperal (endometrite) (0.05 p)
- Oligoidramnio (0.05 p)
3) Em quais condições é útil o toque vaginal neste caso?
EM NENHUMA ! Outra pegadinha... Normalmente, o toque vaginal e PROIBIDO em caso de suspeita de amniorrexe prematura, EXCETO quando existe expectativa de parto nas próximas 24 horas. Mas NESTE CASO a gravidez de 23 semanas e bem longe de tal eventualidade, então a resposta correta e 'o toque vaginal e proibido e, neste caso, não existe nenhuma condição que justificaria a fazer um tal exame'. (0.05 p)
4) Qual é o plano terapêutico no caso acima?
Conduta ativa: A única solução e a interrupção da gravidez. Ela vai acontecer em 7 dias. Resolução imediata da gestação se trabalho de parto ou presença de infecção (0.05 p).
Esquemas antibióticos :
Ampicilina 2 g EV 6/6 h + Gentamicina 1,5 mg/Kg 8/8 h ou em dose única diária. Se parto vaginal manter este esquema até que a paciente se mantenha afebril ou assintomática por 48 h, não sendo necessária a manutenção de esquema ambulatorial por via oral. (0.05 p)
Caso haja indicação de parto abdominal indica-se adicionar droga contra anaeróbios como Metronidazol 500 mg 8/8 h ou Clindamicina 900 mg 8/8 h, após clampeamento do cordão. (0.05 p)
Particularidades: paciente com infecção estafilocócica requer terapia EV por período prolongado e subsequentemente curso de terapia oral. (0.05 p)
DISCUSSÃO:
O feto não vai ser viável, porque os pulmões são imaturos
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Justificação: a presença da CORIOAMNIOTITE
- Resulta de disseminação hematogênica ou infecção ascendente.
- Incidência mais comum nos casos de ruptura precoce de membranas ovulares, cerca de 15 a 25%. Já nos casos de RPM prolongada, ou seja, com período maior que 24 h, a incidência é de 3 a 15%.
Principais patógenos: Bacteroides, E. coli, estreptococos anaeróbios, estreptococos do grupo B.
- Indicação absoluta de interrupção da gestação. Se possível via vaginal.
RPM em gestações muito precoces, principalmente se menor que 24 semanas, a sobrevida é limitada e a morbimortalidade neonatal está aumentada.
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