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FRATURAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

O trauma e a principal causa de morte de crianças e a segunda maior causa de morbidade, depois da infecção. As fraturas são responsáveis por cerca de 15% de todas as lesões em crianças.
A grande maioria das fraturas ocorre no ambiente domiciliar da criança e nas vizinhanças e é decorrente de trauma acidental, como queda de móveis, de muros de escadas e árvores. O ambiente escolar e de recreação e os locais de prática esportiva vêm em segundo lugar.

OBJETIVA: (1391867 votos)..........95.39% das questões objetivas receberam votos.
A respeito da leucomalácia periventricular (LPV) em recém-nascidos, é CORRETO afirmar que:
A. caracteriza lesão isquêmica da substância branca adjacente aos ventrículos laterais, comum em pré-termos, por vezes concomitante à doença hemorrágica
B. trata-se de doença hemorrágica, comum no pré-termo extremo e associada a elevada mortalidade precoce
C. apresenta incidência e etiologia bem definida, sendo a apneia da prematuridade o principal mecanismo fisiopatológico
D. em recém-nascidos com menos de 28 semanas de idade gestacional. ocorre caracteristicamente no córtex cerebral
E. a redor de nuca e o nistagmo do recém nascido nos primeiras 24 horas pós-parto são altamente preditivos para hemorragia peri-intraventricular

  RATING: 2.94

A respeito da leucomalácia periventricular (LPV) em recém-nascidos, é CORRETO afirmar que:

A. caracteriza lesão isquêmica da substância branca adjacente aos ventrículos laterais, comum em pré-termos, por vezes concomitante à doença hemorrágica
CORRETO: A hemorragia com evolução para lesão isquêmica cerebral, a leucomalácia periventricular cística e a lesão difusa da substância branca cerebral são as lesões isquêmicas mais freqüentes em recém-nascidos pré-termo de muito baixo peso. A hemorragia peri-intraventricular permanece a lesão mais descrita e conhecida, principalmente a da matriz germinativa, podendo evoluir, nos casos mais graves, para sangramento para dentro do sistema ventricular adjacente ou para a substância branca periventricular
B. trata-se de doença hemorrágica, comum no pré-termo extremo e associada a elevada mortalidade precoce
INCORRETO : A LPV ocorre em 7 a 26% dos prematuros com peso de nascimento inferior a 1.500 g, sendo muito comum a paralisia cerebral (PC) como sequela. A sua incidência é maior na medida em que se reduzem as taxas de mortalidade dos recém-nascidos de muito baixo peso. Os recém-nascidos prematuros extremos que sobrevivem ao período neonatal apresentam risco elevado de alterações no neurodesenvolvimento a longo prazo.
C. apresenta incidência e etiologia bem definida, sendo a apneia da prematuridade o principal mecanismo fisiopatológico
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. em recém-nascidos com menos de 28 semanas de idade gestacional. ocorre caracteristicamente no córtex cerebral
INCORRETO : A presença de lesões hemorrágicas e de infarto hemorrágico parenquimatoso são mais freqüentes em neonatos pré-termo com idade gestacional inferior a 28 semanas
E. a redor de nuca e o nistagmo do recém nascido nos primeiras 24 horas pós-parto são altamente preditivos para hemorragia peri-intraventricular
INCORRETO : A queda repentina do hematócrito e da hemoglobina, em associação ao achado de fontanela bregmática mais ampla, tensa ou abaulada, é altamente preditiva de HPIV

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (195076 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Indicam os exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados (0,5 p).


RATING: 2.47

Indicam os exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados (0,5 p).

Ht, Hb
• Grupo sangüíneo e Fator Rh
• Amilase
• Radiografia de tórax AP
• Radiografia de bacia AP
• Radiografia de coluna cervical
• ECG
• ßHCG na mulher em idade fértil
• Ultra-som do abdome total
Exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados:

1) Hematocrito (0,05 p)
2) Hemoglobina (0,05 p)
3) Grupo sangüíneo e Fator Rh (0,05 p)
4) Amilase (0,05 p)
5) Radiografia de tórax AP (0,05 p)
6) Radiografia de bacia AP (0,05 p)
7) Radiografia de coluna cervical (0,05 p)
8) Eletrocardiograma(0,05 p)
9) ß-HCG na mulher em idade fértil (0,05 p)
10) Ultra-som do abdome total (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.47)

CASO CLINICO: (227190 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo masculino, 61 anos, portador de hipertensão arterial de longa data (em uso de três anti-hipertensivos), diabetes mellitus tipo 2 e história prévia de adenocarcinoma de cólon tratado há 4 anos (estádio II, sem evidência atual de doença).
Foi submetido a tomografia computadorizada de abdome por quadro de dor abdominal difusa e alteração do hábito intestinal. O exame revelou, de forma incidental, massa adrenal esquerda de 4,8 cm, densidade de 22 UH na fase sem contraste, realce heterogêneo e washout absoluto de 38 %.
Não há linfonodomegalias nem outras lesões suspeitas.
Avaliação laboratorial dirigida mostrou: cortisol sérico após 1 mg de dexametasona = 3,1 µg/dL; ACTH plasmático = 6 pg/mL; relação aldosterona/atividade de renina plasmática normal; metanefrinas fracionadas plasmáticas e urinárias dentro da normalidade; DHEAS e testosterona normais para a idade.
A ressonância magnética demonstrou sinal intermediário em T2 e queda de sinal incompleta nas sequências fora de fase. O paciente encontra-se assintomático do ponto de vista adrenérgico e não apresenta estigmas floridos de hipercortisolismo.

Questões

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,11 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,10 pontos)
III. Qual a melhor modalidade de confirmar o diagnóstico? (0,10 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,09 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,10 pontos)





RATING: 2.99

Respostas (pedagógicas e esquemáticas)

I. Suspeita diagnóstica
Incidentaloma adrenal (0,02 p) com secreção autônoma de cortisol (hipercortisolismo subclínico) (0,02 p) e características de imagem intermediárias para malignidade. (0,02 p)
Massa adrenal descoberta incidentalmente, associada a falha de supressão no teste com 1 mg de dexametasona e ACTH suprimido, além de densidade e washout não típicos de adenoma benigno. (0,05 p)
II. Possível causa da doença diagnosticada
Adenoma cortical adrenocortical com autonomia funcional parcial (produção autônoma de cortisol). (0,07 p)
Pode representar lesão de potencial maligno (carcinoma adrenocortical ou metástase) em paciente com história prévia de neoplasia. (0,03 p)
III. Melhor modalidade de confirmar o diagnóstico
Avaliação hormonal completa (já parcialmente realizada) combinada com caracterização imagiológica avançada (TC com protocolo de adrenal ou RM com sequência chemical-shift) e, quando indicado, PET-CT com FDG. (0,06 p)
A confirmação definitiva de natureza histológica, se necessária, só é obtida por ressecção cirúrgica (a biópsia percutânea tem indicação restrita). (0,04 p)
IV. Principal diagnóstico diferencial
Adenoma adrenal não funcionante versus metástase adrenal (especialmente de adenocarcinoma de cólon) versus carcinoma adrenocortical. (0,06 p)
O hipercortisolismo subclínico e a história oncológica prévia tornam esses três diagnósticos os mais relevantes. (0,03 p)
V. Tratamento da moléstia
Indicação de adrenalectomia laparoscópica (ou aberta se suspeita de malignidade) pelo tamanho > 4 cm, características de imagem intermediárias e secreção autônoma de cortisol. (0,06 p)
Após a cirurgia, monitorização hormonal e imagem de seguimento; em caso de carcinoma confirmado, associação de mitotano. (0,04 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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