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ANEMIAS CAUSADAS DE DOENÇAS CRÔNICAS (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Síndrome clínica que se caracteriza pelo desenvolvimento de anemia em pacientes que apresentam doença:

  • infecciosa crônica
  • inflamatória
  • neoplásica

Essa síndrome tem como aspecto peculiar a presença de anemia associada à diminuição da concentração do ferro sérico e da saturação da transferrina, e, paradoxalmente, aumento da concentração do ferro de depósito.

Ou seja, em termos leigos, tem bastante ferro mas o organismo não pode ou não sabe usar-lo.

OBJETIVA: (1435684 votos)..........96.39% das questões objetivas receberam votos.
Paciente com 20 semanas de amenorreia veio à consulta do pré-natal trazendo o resultado de uma glicemia em jejum de 130 mg/dl. A conduta mais adequada é:
A. Solicitar imediatamente o teste oral de tolerância à glicose com 75g
B. Solicitar imediatamente a confirmação da medida da glicemia de jejum
C. Solicitar o teste oral de tolerância à glicose com 75 g entre a 24ª e 28ª semana de gestação
D. Solicitar a confirmação da medida da glicemia de jejum entre a 24ª e 28ª semana de gestação
E. Estabelecer o diagnóstico de diabetes gestacional e encaminhar paciente para tratamento

  RATING: 2.98

Paciente com 20 semanas de amenorreia veio à consulta do pré-natal trazendo o resultado de uma glicemia em jejum de 130 mg/dl. A conduta mais adequada é:

A. Solicitar imediatamente o teste oral de tolerância à glicose com 75g
CORRETO: Uma questão muito interessante, não é? De um lado, não estamos no terceiro trimestre para definir um diabetes gestacional - provavelmente que é uma forma de intolerância pré-gestacional. Para ser esclarecida, o TTGO é mais eficiente...


B. Solicitar imediatamente a confirmação da medida da glicemia de jejum
INCORRETO : A gestante 'chega' com um resultado de 130 mg% em jejum, Com certeza,- a questão não fala se é um exame de laboratorio, se realmente foi feito em jejum, etc. Mas também seria perda de tempo pedir de novo um exame de jejum
C. Solicitar o teste oral de tolerância à glicose com 75 g entre a 24ª e 28ª semana de gestação
INCORRETO : O periodo ideal seria entre 24-28 semanas, ou seja justamente na 'entrada' no terceiro trimestre, quando começa a se manifestar o desequilibrio insulinico. Mas esperar até 24-28 semanas seria um grave erro
D. Solicitar a confirmação da medida da glicemia de jejum entre a 24ª e 28ª semana de gestação
INCORRETO : seria pura negligência esperar até 24-28 semanas para pedir uma glicemia de jejum
E. Estabelecer o diagnóstico de diabetes gestacional e encaminhar paciente para tratamento
INCORRETO : Para entender, então: a glicemia de jejum realizada na primeira consulta pré-natal serve para identificar os casos normais (< 92 mg/dl), os de DMG (92-125 mg/dl) e os de diabete pré-gestacional (> 126 mg/dl). Neste caso, como o valor é de 130 mg% provavelmente que trata-se de um diabetes pré-gestacional e não gestacional

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

DISCURSIVA: (200646 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)


RATING: 3.05

Em relação à reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado, discorra sobre a estimativa do volume necessário, tipo de líquidos mais apropriados, momento oportuno para o seu início e metodologia para avaliação da reposição. (0,5 pontos)

Reposição volêmica na abordagem do paciente politraumatizado:
  • A reposição inicial é realizada com soluções cristaloides, preferindo-se a solução de Ringer Lactato, no volume de 2000 mililitros para um homem adulto de 70 quilogramas e 20 mililitros por quilograma de peso para crianças (0,095 p)
  • Reposições adicionais são realizadas de acordo com a estimativa da perda, com base nas classes de choque, na proporção de 3 (três) volumes repostos para cada volume perdido e com a resposta apresentada pelo paciente. (0,045 p)
  • Nas perdas superiores a 30 % da volemia, é necessária a reposição de glóbulos vermelhos com o objetivo de manter-se a hemoglobina em 10 gramas/100 mL. (0,045 p)
  • O momento ideal para iniciar-se a reposição volêmica é o mais precoce possível, mas às vezes deve ser retardado em função da possibilidade de perda sanguínea em evolução e da distância entre o local do acidente e o local de referência para o atendimento. (0,045 p)
  • Se o local do atendimento implique numa demora para remoção menor que 30 minutos e existam evidências de sangramento continuado, a reposição deve ser retardada e iniciada já no Hospital de referência. (0,045 p)
  • Quando o tempo estimado para a remoção for maior que 30 minutos, a reposição volêmica deverá iniciar-se no local do acidente, mas devendo aceitar-se a manutenção de certo grau de hipotensão arterial, o que é chamado de hipotensão permissiva, para que não ocorram perdas sanguíneas ocasionadas por reposição muito vigorosa. (0,045 p)
  • Reposição plena somente deverá ocorrer quando estiver garantida a cessação da perda sanguínea. (0,045 p)
  • A avaliação da reposição é realizada pela observação do comportamento dos sinais vitais, volume urinário e perfusão tecidual. (0,045 p)
  • Nos sangramentos importantes e sobretudo em idosos e portadores de comorbidades, é necessária a monitorização de parâmetros hemodinâmicos, tais como a pressão venosa central e a pressão capilar pulmonar. (0,045 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (232889 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Um menino de 4 anos e 11 meses, foi levado ao pronto-socorro após ser atropelado por um carro. 
O paciente mostrou boa interação com o examinador, estava choroso, levemente pálido (1+/4), bem hidratado, respirava normalmente, sem sinais de cianose, com pulsos palpáveis e boa perfusão capilar. Havia escoriações e hematomas no tórax e nos membros inferiores. 
No exame do sistema nervoso central, ele apresentava tendência de manter os olhos fechados, mas com abertura ao ser chamado pelo nome, obedecia os pedidos do acompanhante e do examinador, no entanto estava confuso, perguntando toda a hora o que que aconteceu. O pescoço sem rigidez, pupilas isocóricas e reativas à luz. No exame cardiovascular, o ritmo cardíaco era regular e não havia sopros, embora ele estivesse respirando rapidamente. No exame respiratório, o murmúrio vesicular estava audível e a saturação de oxigênio era de 98% em ar ambiente. 

Responda ás questões a seguir:

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique. - 0,08 pontos

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento? - 0,14 pontos

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica? - 0,14 pontos

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta? 0,14 pontos




RATING: 3.04

1) Conforme a escala de Glasgow essa criança vai precisar de via aérea artificial? Justifique.

Não (0,02 p). O escore de Glasgow dessa criança neste momento é de 13 (0,02 p) – ou seja bem longe de 8, que seria a indicação para intubação (0,02 p), além disto, não apresenta nenhum sinal de insuficiência respiratória aguda atual ou iminente (0,02 p)

2) Quais são as medidas corretivas imediatas desse atendimento, que já deveriam ser feitas no lugar do atropelamento?

O pescoço da criança deve permanecer em posição neutra (0,02 p) e não pode ser hiperestendido (0,02 p). A via aérea deve ser mantida totalmente permeável (0,02 p), enquanto a coluna cervical é imobilizada em posição neutra (0,02 p). Tração e movimento do pescoço devem ser evitados (0,02 p) após manutenção da via aérea e estabilização da coluna cervical (0,02 p). Um colar semi-rígido deve ser aplicado. (0,02 p)

3) Salientando que o foco principal do impacto foi o tórax, qual é o sinal mais preocupante e qual é a suspeita clínica?

O sinal mais preocupante – a criança está taquipneica (0,02 p), embora o MV está audível e a saturação boa.

A contusão pulmonar (0,02 p)deve ser suspeitada em qualquer criança com trauma torácico contuso (0,02 p) que apresente dor no peito , dificuldade para respirar ou hipoxia inexplicada (0,02 p).

Fraturas de costela (0,02 p), assim como equimose na parede torácica devem aumentar ainda mais a suspeita de lesão no parênquima subjacente.

Pneumotórax (0,02 p) ou hemotórax (0,02 p) devem ser suspeitados em qualquer criança com histórico de trauma torácico que apresente dor no peito, falta de ar, dificuldade respiratória, hipóxia ou evidência de choque.

Todos os pacientes com um mecanismo de lesão torácica devem ser submetidos rapidamente a uma avaliação radiológica com raio-X de tórax

4) A investigação radiológica evidenciou: contusão pulmonar; pneumotórax à direita; fratura de costelas à direita e fratura de clavícula à direita. Qual é a conduta?

Atendimento de criança com trauma torácica:

  • suporte ventilatório não invasivo (0,02 p)

  • hidratação venosa (0,02 p)

  • analgesia de suporte (0,02 p)

  • curativo nas escoriações (0,02 p)

  • tipóia devido a fratura da clavícula (0,02 p)

  • colher Gasometria; Proteína C Reativa; Hemocultura; Hemograma (0,02 p)

  • transferir para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica (0,02 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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