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ESTENOSE PULMONAR CONGÊNITA (ÁREA DE PEDIATRIA)

Se a valva não estiver intensamente espessada, ela produz uma obstrução semelhante a um domo na via de saída do ventrículo direito durante a sístole. A estenose infundibular isolada, a estenose pulmonar supra val var e a estenose do ramo da artéria pulmonar são menos freqüentes.

Quando a estenose da valva pulmonar é a lesão dominante e está presente uma pequena comunicação interventricular associada (CIV), essa condição é mais bem classificada como estenose pulmonar com CIV do que como tetralogia de Fallot.

A estenose pulmonar e a comunicação interatrial (CIA) ocasionalmente são observadas como defeitos associados. Os achados clínicos e laboratoriais refletem a lesão dominante, mas é importante descartar essas anomalias associadas.

OBJETIVA: (1148817 votos)..........99.39% das questões objetivas receberam votos.
Qual seria a abordagem inicial mais apropriada para corrigir hipernatremia grave (Na+ > 160 mEq/L) em um paciente com diabetes insipidus central?
A. Administrações repetidas de solução salina normal (0,9%) intravenosa
B. Administração de solução salina hipertônica (3%) intravenosa
C. Infusão de solução de dextrose 5% em água (D5W) intravenosa
D. Administração de vasopressina (ADH) intravenosa
E. Restrição de água oral

  RATING: 3.27

Qual seria a abordagem inicial mais apropriada para corrigir hipernatremia grave (Na+ > 160 mEq/L) em um paciente com diabetes insipidus central?

A. Administrações repetidas de solução salina normal (0,9%) intravenosa
INCORRETO: A salina normal tem um teor de sódio que não ajudará a reduzir a hipernatremia.
B. Administração de solução salina hipertônica (3%) intravenosa
INCORRETO : Isso aumentaria a concentração sérica de sódio, agravando a hipernatremia.
C. Infusão de solução de dextrose 5% em água (D5W) intravenosa
INCORRETO : Embora D5W seja uma escolha correta para corrigir o balanço hídrico, a intervenção primária em DI central deve ser a reposição de ADH.
D. Administração de vasopressina (ADH) intravenosa
CORRETO : O diabetes insipidus central é caracterizado pela deficiência de ADH, resultando em excreção excessiva de água livre. A administração de vasopressina corrige diretamente a deficiência, reduzindo a excreção de água e ajudando a normalizar os níveis séricos de sódio.
E. Restrição de água oral
INCORRETO : Restringir água exacerbariam a hipernatremia em pacientes com DI.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.27)

DISCURSIVA: (183209 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)




RATING: 3.08

Discuta as lesões pré-malignas do epitélio vesical, a classificação das neoplasias uroteliais papilares malignas e o estadiamento TNM do câncer de bexiga urinária.

  1. Descreva a sequência evolutiva das lesões pré-malignas e as características histológicas e moleculares da displasia urotelial. (Subtotal da questão 1 = 0,12 p)
  2. Diferencie as neoplasias uroteliais de baixo potencial maligno (NUBPM), o carcinoma urotelial de baixo grau e o carcinoma papilar urotelial de alto grau quanto a aspectos histológicos, recidiva e progressão. (Subtotal da questão 2 = 0,09 p)
  3. Explique a classificação TNM com ênfase nos estágios T (Ta, Tis, T1, T2 e subestágios).  (Subtotal da questão 3 = 0,13 p)
  4. Indique os principais métodos diagnósticos de imagem e o papel da cistoscopia no diagnóstico e estadiamento. (Subtotal da questão 4 = 0,16 p)


1. Sequência evolutiva das lesões pré-malignas e características da displasia urotelial

  • As lesões pré-malignas surgem no epitélio de transição e seguem sequência bem definida: 1. hiperplasia → 2. atipia → 3. displasia → 4. câncer (0,03 p).
  • Hiperplasia urotelial: aumento do número de camadas epiteliais (>7 camadas normais) + desorganização da arquitetura celular; muito frequente ao redor de tumores de baixo grau já existentes e pode representar foco de futura recorrência em pacientes tratados (0,02 p).
  • Atipia urotelial: surge como resposta a fatores externos (inflamação crônica, infecções repetidas, irritação por cálculos, cateteres ou substâncias químicas); microscopicamente: núcleos aumentados, nucléolos proeminentes e, por vezes, mitoses (0,02 p).
  • Displasia urotelial: passo adiante na escala de malignidade; características: células coalescentes, núcleos alterados de tamanho e forma, nucléolos proeminentes, figuras mitóticas anormais; alterações restritas às camadas basais e intermediárias (preserva camadas superficiais mais maduras) – diferente do CIS que compromete toda a espessura (0,03 p).
  • Do ponto de vista molecular: pode apresentar perdas do cromossomo 9 e do braço 17p (0,01 p).
  • Risco de progressão: em média 20% das displasias evoluem para CIS; sobe para até 60% quando há história prévia de câncer urotelial (0,01 p).

2. Diferenças entre NUBPM, carcinoma de baixo grau e carcinoma papilar de alto grau

  • NUBPM (antigamente tumor urotelial papilífero grau I): alterações mínimas (discreto aumento de camadas epiteliais, polaridade celular praticamente normal, lesão única); mais frequente em homens (proporção 5:1); mitoses raras; taxa de recidiva 20% a 40%, progressão rara (0% a 8%) – comportamento de baixo potencial maligno (0,03 p).
  • Carcinoma urotelial de baixo grau (antigamente grau II): tramas fibrovasculares bem formadas, ramificações papilares mais complexas, aumento do volume celular, atipia celular mais evidente e frequente, geralmente multifocal; taxa de recidiva até 60%, risco de progressão até 13% (0,03 p).
  • Carcinoma papilar urotelial de alto grau: forma mais agressiva; pilares papilares fusionados, crescimento desordenado, numerosas figuras de mitose, células pleomórficas com núcleos aumentados e hipercromáticos; recidiva em 76,5% dos pacientes (36,5% nova recorrência + 40% progressão), metástases sistêmicas em 20%, cerca de 15% dos pacientes morrem (todos os óbitos no grupo com progressão) (0,03 p).

3. Classificação TNM – ênfase nos estágios T

  • Estadiamento segue critérios da UICC (2009) e AJCC utilizando sistema TNM (T = extensão do tumor primário; N = linfonodos regionais; M = metástases) (0,02 p).
  • Camadas da parede vesical: epitélio de transição → lâmina própria (submucosa) → muscular própria (detrusor) → gordura perivesical (0,02 p).
  • Ta: tumor papilar não invasivo (0,02 p).
  • Tis: carcinoma in situ (lesão plana, não invasiva, alto grau) (0,02 p).
  • T1: invasão da lâmina própria (subdividido em T1a – superficial, sem atingir muscular da mucosa; T1b – até muscular da mucosa) (0,02 p).
  • T2: invasão da muscular própria (T2a – metade superficial/interna; T2b – metade profunda) (0,02 p).
  • Tumores Tis e Ta de alto grau são lesões precursoras que tendem a progredir para T2 (0,01 p).

4. Principais métodos diagnósticos de imagem e papel da cistoscopia

  • Hematúria indolor (macroscópica ou microscópica) é a manifestação mais frequente (até 80% dos pacientes) (0,03 p).
  • Ultrassonografia: método inicial mais empregado (baixo custo, boa acurácia para lesões >5 mm, ausência de complicações, fácil disponibilidade); mostra massa papilar hipoecoica ou espessamento focal; Doppler colorido demonstra vascularização (diferencia de coágulos); detecção de hidronefrose = marcador de pior prognóstico (invasão muscular provável); limitação: não define profundidade de infiltração (0,03 p).
  • Urografia excretora (UGE): revela tumor como bexiga de pequena capacidade com paredes espessadas/irregulares ou defeito de enchimento; importante para trato urinário superior (defeito de enchimento, estenose, hidronefrose); limitações: exige rim funcionante, difícil para tumores < 3 cm ou superficiais (0,04 p).
  • Cistoscopia rígida + ressecção transuretral + biópsia tecidual = método padrão-ouro para diagnóstico definitivo e estadiamento; permite inspeção detalhada de trígono, meatos ureterais e colo; indicada em regime ambulatorial nas mulheres; nos homens, com anestesia (0,05 p).


FONTE:

CÂNCER DE VESICA URINARIA (PLATAFORMA MISODOR)


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

CASO CLINICO: (213837 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma mulher de 22 anos apresenta lesão cutânea em face (Foto), cansaço aos esforços, adinamia, mialgias e febre vespertina; o quadro clínico descrito teve início há cerca de 2 meses. Relata também perda ponderal que não soube quantificar. Há cerca de 24 horas surgiram petéquias em membros inferiores e a paciente relata intenso sangramento gengival após escovar os dentes.
Exames: Leucócitos 5.000/mm3 (2/5/0/0/5/55/23/10); Hb = 9 g/dL; Hto = 27%; VCM = 85 fL; plaquetas = 8.000/mm3; VHS = 80 mm/1ª hora.

1) Qual o diagnóstico da doença de base? Justifique! (0,25 pontos)
2) Descreva o que você encontrou de anormal nos exames hematológicos?(0,125 pontos)
3) Qual o diagnóstico da complicação apresentada nas últimas 24 horas?(0,0625 pontos)
4) Qual o tratamento da complicação (0,0625 pontos)?


RATING: 3.01

1) Qual o diagnóstico da doença de base? Justifique.
Lupus eritematoso sistêmico.(0,03125 p) O diagnóstico é provável (0,03125 p), pois não há 4 critérios(0,03125 p). O que temos é uma mulher jovem (0,03125 p) com manifestações constitucionais (0,03125 p) e VHS elevada (0,03125 p), que apresenta rash malar (discóide?) (0,03125 p) e trombocitopenia (0,03125 p)
2) Descreva o que você encontrou de anormal nos exames hematológicos:
Anemia normocítica (doença crônica) (0,03125 p), trombocitopenia (0,03125 p) , linfocitopenia (0,03125 p) e VHS elevada (0,03125 p) .
3) Qual o diagnóstico da complicação apresentada nas últimas 24 horas?
Púrpura trombocitopênica imune (0,03125 p) como provável conseqüência do LES (0,03125 p).
4) Qual o tratamento da complicação?
Prednisona 1mg/kg/dia (0,03125 p). Transfusão de plaquetas na dose de 6 UI/10kg de peso (0,03125 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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