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AS DERMATOSES MICOTICAS MAIS COMUNS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

É a infecção fúngica mais comum em pediátria, de fato, precisamente, é uma infecção fúngica superficial (ou dermatofitose) do couro cabeludo, sobrancelhas e pestanas. Ela atinge principalmente a haste capilar e os folículos.  Desde que o espórulos são inoculados, as hifas do fungo crescem no estrato córneo da pele, de forma centrífuga. A progressão em profundidade se faz ao longo do cabelo e invadindo a queratina, à medida que esta é formada. Um tempo, a lesão é impercebível. Á medida que o cabelo cresce, no 12º - 14º dia o primeiro dano (cabelos quebradiços) aparece visível sobre a superfície da pele. Pela 3ª semana já são evidentes cabelos partidos. A infecção continua a disseminar-se no estrato córneo envolvendo outros cabelos.

OBJETIVA: (1052918 votos)..........98.18% das questões objetivas receberam votos.
Em relação ao cancro mole, significativa doença sexualmente transmissível (DST), todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
A. É causado pelo Haemophilus ducreyi, um bacilo Gram-negativo
B. Não ocorre infecção sistêmica
C. Os sintomas prodrômicos dessa infecção são comuns e incluem febre, mal-estar, mialgia
D. Os achados histológicos característicos mostram três zonas verticalmente arranjadas: uma zona superficial necrótica; abaixo dessa, uma zona de neoformação vascular e, mais profundamente, uma zona de infiltrado linfoplasmocitário
E. A moléstia não atinge órgãos internos

  RATING: 3.07

Em relação ao cancro mole, significativa doença sexualmente transmissível (DST), todas as alternativas estão corretas, EXCETO:

A. É causado pelo Haemophilus ducreyi, um bacilo Gram-negativo
INCORRETO: O cancro mole, ou cancróide, popularmente conhecido como 'cavalo', é uma doença de transmissão obrigatoriamente sexual, de evolução aguda, provocada por um bacilo Gram-negativo, o Haemophilus ducreyi.
B. Não ocorre infecção sistêmica
INCORRETO : É uma doença que atinge fundamentalmente o tegumento, podendo ser observadas destruições locais, não atingindo órgãos internos e, portanto, de virulência baixa.
C. Os sintomas prodrômicos dessa infecção são comuns e incluem febre, mal-estar, mialgia
CORRETO : No período prodrômico, o paciente é assintomático, tendo na lesão sua manifestação inicial.
D. Os achados histológicos característicos mostram três zonas verticalmente arranjadas: uma zona superficial necrótica; abaixo dessa, uma zona de neoformação vascular e, mais profundamente, uma zona de infiltrado linfoplasmocitário
INCORRETO : Na prática não se recomenda a biopsia para o diagnóstico, mas histologicamente têm-se 3 zonas distintas:

1. Superfície de lesão composta de exsudato e hemácias degeneradas.
2. Tecido de granulação com grande alteração dos capilares, com hiperplasia e hipertrofia das células endoteliais e reação inflamatória nítida da parede vascular em torno dela. A vasculite pode levar à trombose intravascular ou à necrose da parede do vaso.
3. Reação inflamatória crônica, com proliferação fibroblástica e infiltração de leucócitos monocelulares. Na linfadenite, as características são semelhantes às dos vasos lesados, podendo formar abscessos no centro do linfonodo que, após se fundirem, criam uma área de necrose supurada. As paredes dos abscessos apresentam as mesmas características das lesões cutâneas.

E. A moléstia não atinge órgãos internos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (178512 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
1) Enumeram as principais anormalidades de parede toracica (0,35 pontos)

2) Descrevam a conformação normal e as relações normais com o esterno e a coluna vertebral para os 12 pares de costelas. (0,15 pontos)


RATING: 2.95

1) Enumeram as principais anormalidades de parede toracica (0,35 pontos)

2) Descrevam a conformação normal e as relações normais com o esterno e a coluna vertebral para os 12 pares de costelas. (0,15 pontos)

1) Enumeram as principais anormalidades de parede toracica:

Anormalidades da Parede Torácica
Deformidades de depressão/pectus excavatum (0,05 p)
Deformidades de protrusão/pectus carinatum (0,05 p)
Sindrome de Poland (0,05 p)
Defeitos esternais
  • Ectopia cordis cervical (0,05 p)
  • Ectopia cordis torácica (0,05 p)
  • Ectopia cordis toracoabdominal (0,05 p)
  • Esterno bífido (0,05 p)

2) Descrevam a conformação normal e as relações normais com o esterno e a coluna vertebral para os 12 pares de costelas.
As costelas e o esterno determinam o tamanho e o formato da cavidade torácica.

  1. As sete costelas superiores (numeradas de 1 a 7) são costelas verdadeiras, pois se articulam diretamente com o esterno por meio de cartilagens. (0,05 p)
  2. As cinco costelas inferiores (numeradas de 8 a 12) são falsas costelas; elas não se conectam diretamente com o esterno, anteriormente; na maioria dos casos, conectam-se com a cartilagem costal acima delas. (0,05 p)
  3. As costelas 11 e 12 são costelas flutuantes. Elas podem ser pequenas ou grandes; articulam-se apenas com a coluna torácica. (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (208022 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 18 meses de idade, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro ainda em convulsão tônico-clônica generalizada há 45 minutos, com cianose intensa, perda do controle esfincteriano (bexiga) e sem recuperação de consciência. A mãe relata febre alta (39°C) iniciada há 4 horas por infecção viral de vias aéreas superiores, sem sinais de irritação meníngea ou história de crises prévias. A criança chegou sonolenta após o início da crise e não apresentou aura ou foco aparente. Exame inicial: vias aéreas pérvias mas com salivação excessiva, ventilação comprometida, glicemia normal, sem trauma craniano ou ingestão de toxinas.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,12 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (Total parcial desta questão: 0,14 p)

IV. Qual o tratamento inicial na emergência?  (Total parcial desta questão: 0,12 p)





RATING: 3.02

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é estado de mal epiléptico (crise prolongada >30 minutos).

  • Crise tônico-clônica generalizada sem interrupção por 45 minutos, com cianose e perda esfincteriana (0,05 p).
  • Distinção de crise febril simples: duração >15 minutos e ausência de recuperação pós-ictal imediata (0,04 p).
  • Classificação como complexa quando duração superior a 15 minutos e achados pós-ictal prolongados (0,03 p).

Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é crise febril complexa (dependente da idade, febre alta e infecção extracraniana).

  • Crises febris dependentes da idade (pico 14-18 meses) e associadas a temperatura que aumenta rapidamente até 39°C ou mais (0,05 p).
  • Causa não é infecção de SNC ou alteração metabólica, mas sim doença febril (ex.: infecção viral de vias aéreas superiores ou otite) (0,04 p).
  • A causa da febre NÃO influencia na ocorrência da convulsão febril, mas a duração >15 minutos define complexidade (0,03 p).


Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG), obrigatório e necessário.

  • EEG está OBRIGATÓRIO em caso de crise acima de 30 minutos, pois a exaustão muscular pode mascarar crise elétrica contínua com efeitos destruidores (0,08 p).
  • Não se justifica EEG em crise febril simples, mas é essencial aqui para confirmar atividade ictal persistente (0,04 p).
  • Durante avaliação aguda, priorizar causa da febre, mas EEG diferencia de pseudo-estado (0,02 p).


Resposta à Questão IV (Tratamento Inicial na Emergência)

O tratamento inicial é a conduta geral ABC + anticonvulsivante de ação rápida.

  • A - B - C: permeabilizar VAS (posicionamento e aspiração), proteção (evitar objetos na boca), uso de oxigênio, monitorização, destrostix e acesso venoso periférico (0,03 p).
  • Anticonvulsivante: diazepam I.V. 0,3 mg/kg/dose (máx. 10 mg/dose) – início de ação 1-3 minutos, duração 5-15 minutos (0,03 p).
  • Se não houver acesso venoso: midazolam (IM 0,2 mg/kg/dose, intranasal 0,3 mg/kg/dose ou bucal 0,5 mg/kg/dose) como primeira opção (0,03 p).
  • Evitar profilaxia prolongada com fenobarbital ou valproato em crise febril (excelente prognóstico); pesquisar causa da febre simultaneamente (0,03 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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