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Na genética do carcinoma colorretal, existem genes conhecidos como produtores (oncogenes), supressores e de reparo das alterações do DNA. Dos genes relacionados abaixo, assinale o gene supressor.
A. erbB2
INCORRETO: O erbB2 (também conhecido como HER2) é um oncogene, não um supressor. Ele codifica um receptor de tirosina quinase que promove proliferação celular quando superexpresso ou amplificado. No câncer colorretal, amplificações de HER2 ocorrem em alguns casos, mas ele atua como proto-oncogene, impulsionando o crescimento tumoral, e não inibindo-o como um supressor.
B. MSH2
INCORRETO : O MSH2 é um gene de reparo de mismatches no DNA (MMR - mismatch repair), não um supressor tumoral clássico. Ele faz parte do sistema de reparo de erros de replicação, e mutações germinativas nele estão associadas à síndrome de Lynch (HNPCC), levando à instabilidade de microssatélites (MSI). Embora sua inativação contribua para o câncer, a questão distingue genes de reparo dos supressores.
C. MLH1
INCORRETO : O MLH1 é outro gene de reparo de DNA no sistema MMR. Mutações nele também causam MSI e estão ligadas à síndrome de Lynch. Ele não é classificado primariamente como supressor, mas como gene de reparo, conforme a distinção feita na questão.
D. APC
CORRETO : O gene APC (Adenomatous Polyposis Coli) é um clássico gene supressor tumoral no contexto do câncer colorretal. Ele atua inibindo o crescimento celular descontrolado, regulando a via Wnt/beta-catenina. Mutações inativadoras no APC são eventos iniciais na carcinogênese colorretal, tanto em casos esporádicos (cerca de 50-80% dos tumores) quanto hereditários, como na polipose adenomatosa familiar (FAP). A perda de função desse gene leva à instabilidade cromossômica (CIN) e ao desenvolvimento de adenomas, progredindo para carcinomas. Ele é amplamente classificado como supressor tumoral em estudos moleculares, distinguindo-se de oncogenes e genes de reparo do DNA.
E. myc
INCORRETO : O myc (c-myc) é um oncogene que regula a transcrição e promove proliferação celular, apoptose e metabolismo. No câncer colorretal, amplificações ou desregulações do myc ocorrem downstream de mutações em APC ou outras vias, atuando como promotor de tumor, não como supressor.
Gabarito: D
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1) Cite as três perdas fundamentais por que passa o adolescente.
Perda do corpo infantil (0,0625 p); Perda dos pais da infância (0,0625 p); perda da identidade e do papel infantil (0,0625 p).
2) Cite cinco características de comportamento do adolescente que fazem parte da síndrome da adolescência normal.
DEVE CITAR CINCO DAS DEZ ELENCADAS ABAIXO: (0,0625 p de cada uma correta)
busca de si mesmo e da identidade adulta;
Tendência grupal;
FONTE:
1) a) Coarctação da aorta (0,125 p) b) Hipertensão arterial juvenil (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): A coarctação da aorta é uma malformação congênita que ocorre em 7% dos doentes portadores de cardiopatias congênitas, com predomínio no sexo masculino (relação 2:1). Caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, geralmente localizado a montante da emergência da artéria subclávia esquerda e, em dois terços das crianças, leva ao desenvolvimento de hipertensão arterial.
A coarctação da aorta reconhecida após a primeira infância raramente está associada a sintomas significativos. Porque? Geralmente, é uma forma justaductal simples. Encontraremos aqui: fraqueza ou dor (ou ambos) nas pernas após o exercício, hipertensão no exame físico de rotina - frequentemente essas crianças se apresentam no cardiologista para isso O sinal clássico de coarctação da aorta é uma diferença na pulsação e na pressão arterial nos braços e nas pernas. Isto tem lógica no fato que, por conta da coartação (estreitamento) o fluxo sanguineo para as porções declivas é muito baixo. Traduzido isso significa que vamos ter lugares com pulso fraco e lugares com pulso amplo. São fracos ou ausentes em mais de 40% das situações: pulsos femorais, pulsos poplíteos, pulsos tibiais posteriores, pulsos pediosos. São amplos: pulsos dos braços e os pulsos dos vasos carotídeos ATRASOS: Normalmente, o pulso femoral ocorre ligeiramente antes do pulso radial e a pressão arterial sistolica nas pernas obtida pelo método do manguito (cuff) é 10-20 mmHg maior do que nos braços. Os pulsos radiais e femorais sempre devem ser palpados simultaneamente, pesquisando-se a eventual presença de um atraso radial-femoral.
Na coarctação da aorta: a pressão arterial nas pernas e menor do que nos braços (pacientes com coarctação que têm mais de 1 ano de idade) Com o exercício, ocorre uma elevação mais acentuada na pressão arterial sistêmica, e o gradiente extremidade superior-inferior aumentará e é frequentemente dificil obtê-la (90% têm hipertensão sistólica em um dos membros superiores maior que o percentil 95 para a idade).
2) A coarctação da aorta é causa de HTA secundária em menos de 1% das causas conhecidas de HTA. (0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Tal como referido anteriormente, caracteriza-se por um estreitamento segmentar da artéria aorta, que pode ocorrer em qualquer ponto da sua extensão, ainda que mais frequentemente se localize a juzante do tronco arterial braquiocefálico. Cerca de dois terços das crianças com esta malformação desenvolvem hipertensão arterial.
As manifestações clínicas dependem do local e da extensão da obstrução, bem como da presença de anomalias cardíacas associadas, sendo a mais frequente a válvula aórtica bicúspide, presente neste caso. Pode ainda associar-se a aneurisma de Berry ou disgenesia gonadal (síndroma de Turner).
3) Cirurgia reparatoria.(0,125 p)
DISCUSSÃO (não vai ser gabaritada!): Crianças mais velhas significa que a coartação não foi tão grave para aparecer cedo. Ou seja, eles devem ser tratadas relativamente logo após o diagnóstico. Isto porque, quando diagnosticados, a coartação já deve causar efeitos hemodinamicos importantes!
Entretanto, agora, o atraso é injustificável, em especial após a segunda década de vida, quando a operação pode ser menos bem-sucedida por a uma função ventricular esquerda reduzida e por alterações degenerativas na parede da aorta.
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