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COMA CETOACIDOTICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

As comas do diabetes mellitus tipo I são acontecimentos lamentáveis, geralmente derivadas de erro de medicação ou erros diagnósticos, ou no minimo da negligência do proprio paciente. Constituem emergências clínicas, devendo ser identificadas e tratadas prontamente.

No caso do diabetes mellitus tipo I os mais conhecidas são o coma cetoacidotico e o coma hipoglicemico.

OBJETIVA: (1118652 votos)..........99.48% das questões objetivas receberam votos.
Em relação à hipertensão arterial sistêmica, marque a opção INCORRETA:
A. A hipertensão arterial sistêmica primária é de causa desconhecida
B. A hipertensão arterial sistêmica secundária está em torno de 25% dos diagnósticos realizados
C. Uma única medida da pressão arterial não serve para fazer o diagnóstico de hipertensão
D. O tratamento de hipertensão tem como objetivo final reduzir o risco cardiovascular global
E. A hipertensão arterial não tratada pode evoluir com lesões de órgãos nobres como o coração, sistema nervoso central e rins

  RATING: 3.29

Em relação à hipertensão arterial sistêmica, marque a opção INCORRETA:

A. A hipertensão arterial sistêmica primária é de causa desconhecida
CORRETO: A hipertensão arterial sistêmica primária, também chamada de essencial, ainda não apresenta etiologia definida. Sabe-se que vários fatores participam do seu desenvolvimento. Entre eles estão determinantes genéticos, como o gene que codifica a enzima conversora de angiotensina (ECA), apresentando correlação direta com os níveis de renina circulantes. Fatores ambientais, como a ingestão de sal, também são importantes.
B. A hipertensão arterial sistêmica secundária está em torno de 25% dos diagnósticos realizados
INCORRETO : Segundo dados norte-americanos, a hipertensão essencial representa cerca de 92 % a 94 % dos casos de hipertensão na população geral. A hipertensão arterial sistêmica classificada como secundária, na qual se consegue identificar uma causa bem-definida do quadro, é responsável pelo restante. Neste grupo, a doença parenquimatosa renal é a mais frequente (2% a 3%), seguida da doença renovascular (1% a 2%). As causas endócrinas são as mais raras, compostas principalmente pelo hiperaldosteronismo primário (0,3%), síndrome de Cushing (< 0,1%) e feocromocitoma (< 0,1%). .
C. Uma única medida da pressão arterial não serve para fazer o diagnóstico de hipertensão
CORRETO : O diagnóstico de hipertensão depende de no mínimo duas aferições de pressão arterial maior ou igual a 140 x 90 mmHg em dias diferentes. Idealmente a aferição deve ser feita num ambiente tranquilo e o paciente aconselhado a não fumar ou beber café nos 15 a 30 minutos anteriores à consulta.
D. O tratamento de hipertensão tem como objetivo final reduzir o risco cardiovascular global
CORRETO : Estudos observacionais demonstraram que o nível da pressão arterial tem correlação direta com o risco cardiovascular. Esta relação não é linear e aumenta significativamente acima de 140 x 90 mmHg. Tanto o tratamento não farmacológico como o farmacológico têm como objetivo a redução do risco cardiovascular através do controle pressórico
E. A hipertensão arterial não tratada pode evoluir com lesões de órgãos nobres como o coração, sistema nervoso central e rins
CORRETO : A longo prazo, os danos da hipertensão não tratada podem ser observados principalmente no sistema nervoso central, coração e rins. O coração pode evoluir com alterações estruturais que consistem de hipertrofia concêntrica e mais tardiamente disfunção sistólica e insuficiência cardíaca clinicamente manifesta. Há também maior risco de doença coronariana. O sistema nervoso central sofre com danos à retina, inclusive com cegueira. Além disso, os efeitos sobre o leito vascular cerebral cursam com risco aumentado de infarto e hemorragia. Nos rins, as lesões vasculares mais típicas são observadas nas arteríolas, aferentes e eferentes, e tufos glomerulares. Há redução progressiva da taxa de filtração glomerular e pode haver disfunção tubular associada. A insuficiência renal é responsável por 10% dos óbitos relacionados à hipertensão.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.29)

DISCURSIVA: (181384 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente do tratamento. Indivíduos com TEA têm diferentes graus de comprometimento da função social e comportamental. A gerência deve ser individualizada de acordo com a idade da criança e necessidades específicas.
1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA? (0,14 pontos)
2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista? (0,36 pontos)


RATING: 3

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma condição crônica que requer uma abordagem abrangente do tratamento. Indivíduos com TEA têm diferentes graus de comprometimento da função social e comportamental. A gerência deve ser individualizada de acordo com a idade da criança e necessidades específicas.
1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA? (0,14 pontos)
2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista? (0,36 pontos)

1) Quais são e o que buscam os objetivos específicos para abordar os principais déficits do TEA?
Resposta:

  • Melhorar o funcionamento social e habilidades de brincar (0,028 p)
  • Melhorar as habilidades de comunicação (funcionais e espontâneas) (0,028 p)
  • Melhorar habilidades adaptativas (0,028 p)
  • Diminuir comportamentos não funcionais ou negativos (0,028 p)
  • Promover o funcionamento de ensino e a cognição (0,028 p)

2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista?

  • Pediatra de desenvolvimento (0,04 p)
  • Neuropediatra (0,04 p)
  • Psiquiatra infantil (0,04 p)
  • Psicólogo (ou neuropsicólogo) (0,04 p)
  • Geneticista ou conselheiro de genética (0,04 p)
  • Patologista da fala (0,04 p)
  • Terapeuta ocupacional (0,04 p)
  • Fonoaudiólogo (0,04 p)
  • Assistente social (0,04 p)

FONTE:

Autism spectrum disorder in children and adolescents: Overview of management Author: Laura Weissman, MD Section Editors: Marilyn Augustyn, MD, Marc C Patterson, MD, FRACP Deputy Editor: Mary M Torchia, MD (artigo com direitos autorais, somente para assinantes). UpToDate www.uptodate.com ©2019 UpToDate, Inc. and/or its affiliates. All Rights Reserved.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (211352 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Recém-nascido M parto normal com 35 semanas, Apgar 7/8, de 2 dias, peso de 4575 gramas, em aleitamento materno exclusivo, corado, hidratado, iniciou choro intenso, irritabilidade, dificuldade de sucção e convulsão com tremores, tônus extensor aumentado, clônus e evidente hiperreflexia. Foi levado a uma Unidade Hospitalar aonde, no exame físico, apresentou outro episodio de convulsão sem febre que cedeu espontaneamente. Foi admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aonde foram colhidos exames: gasometria arterial sem alterações metabólicas, hemograma sem alterações; liquor de aspecto límpido, celularidade normal, urina I normal, PCR baixo, glicemia 97 mg%, cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg%, sódio 140 mEq/l, potássio 4,8 mEq/l.
As perguntas são as seguintes:
1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade? - 0,11 pontos
2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso? 0,3 pontos
3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento. 0,09 pontos


RATING: 2.99

1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade?
Hipocalcemia neonatal (0,06 p) precoce (0,05 p). DISCUSSÃO: cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg% numa criança prematura (35 semanas) que surge com os sintomas descritos nos primeiros 3 dias é suficiente para diagnosticar a hipocalcemia neonatal

2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso?
Ataque: Infusão de gluconato de Ca+2 10% (0,05 p), 4,5 a 9 ml (1-2 ml/kg) (0,05 p). IV lento, com monitorização cardíaca atenta. (0,05 p)
Manutenção: Infusão de gluconato de Ca+2 10% IV (0,03 p)
Esquema:
I° dia: 8 ml/dia (1,8 ml/kg/dia) (72 mg/kg/día) por 24 h (0,03 p)
II° dia: 12 ml/dia (2.6 ml/kg/dia) (54 mg/kg/dia) por 24 h (0,03 p)
III° dia: 18 ml/dia (4 ml/k/dia) (36 mg/kg/dia) por mais 24 h (0,03 p)
Controles 24 a 48 h após essa ultima dose (0,03 p).

3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento.
Elevação rápida da calcemia, levando a bradicardia e outras arritmias. (0,03 p)
Extravasamento de sol. de cálcio em tecido subcutâneo pode causar necrose. (0,03 p)
Quando infundido por veia umbilical pode levar à necrose hepática. (0,03 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.99)




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