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Homem de 39 anos com hiperaldosteronismo bilateral idiopático e queixa de ginecomastia e disfunção erétil após seis meses de espironolactona 100 mg/dia apresenta controle pressórico adequado mas intolerância aos efeitos antiandrogênicos. Qual é a melhor opção terapêutica subsequente?
A. Substituir por eplerenona 25 mg duas vezes ao dia com titulação até 100 mg/dia
CORRETO: A eplerenona é antagonista seletivo dos receptores de aldosterona com afinidade desprezível pelos receptores androgênicos (0,1 %) e de progesterona (<1 %), reduzindo drasticamente efeitos colaterais sexuais da espironolactona; inicia-se com 25 mg duas vezes ao dia (devido à meia-vida mais curta) e titula-se respeitando dose máxima de 100 mg/dia, sendo a escolha ideal para pacientes com intolerância aos efeitos antiandrogênicos.
B. Aumentar dose de espironolactona para 200 mg/dia e associar tamoxifeno
INCORRETO : O aumento da dose de espironolactona agrava os efeitos antiandrogênicos e o tamoxifeno não é indicado no manejo rotineiro desses efeitos.
C. Suspender antagonista mineralocorticoide e iniciar apenas bloqueador dos canais de cálcio
INCORRETO : A suspensão do antagonista mineralocorticoide deixa de bloquear o receptor e não previne danos cardiovasculares diretos mesmo com controle pressórico.
D. Realizar adrenalectomia bilateral apesar do subtipo idiopático
INCORRETO : Adrenalectomia unilateral ou bilateral no hiperaldosteronismo bilateral idiopático raramente corrige a hipertensão e está contraindicada.
E. Trocar por prednisona em dose fisiológica com monitoração de eixo hipotálamo-hipofisário-suprarrenal
INCORRETO : Glicocorticoide em dose fisiológica é reservado exclusivamente para aldosteronismo familiar tipo I (forma autossômica dominante tratável com glicocorticoides), não para hiperaldosteronismo bilateral idiopático.
Gabarito: A
Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
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Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p).
Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p).
A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).
2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas
O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha
Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p).
O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).
4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações
O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p).
Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p).
Principais modificações introduzidas:
FONTE:
1) Qual é o diagnóstico mais provável?
Artrite idiopatica juvenil, forma oligoarticular. 0,2 p
DISCUSSÃO: Artrite com duração mínima de 6 semanas em uma ou mais articulações, idade de início inferior a 16 anos e exclusão de outras causas de artrite, Definição: artrite em uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Este termo se refere aos casos de AIJ com artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Esta é a forma mais freqüente de AIJ, representando 26% a 56% de todos os casos, na maioria das casuísticas. Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.
2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança?
Uveíte anterior crônica. 0,15 p
DISCUSSÃO: Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular. O início da uveíte é insidioso e assintomático na grande maioria dos casos. Quando presentes, as queixas mais comuns são hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de infl amação, que são a presença de proteínas e células (fl are) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos. Uveítes não tratadas podem evoluir para seqüelas que variam desde sinéquias posteriores até catarata, glaucoma e cegueira.
3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença?
Nenhum. 0,15 p
Curiosamente, algumas destas crianças referem história de trauma precedendo o aparecimento da artrite. Durante o seguimento, a persistência da artrite e o afastamento de outras etiologias leva ao diagnóstico de AIJ. Nesta forma, a criança permanece com ótimo estado geral e não costuma apresentar outras queixas, além da artrite
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