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E S C A R L A T I N A (ÁREA DE PEDIATRIA)

É uma doença infecciosa aguda, mais frequente na infância, provocada por um determinado grupo de bactérias, que corresponde a uma estirpe de Streptococcus do Grupo A de Lancefield, também conhecida como Streptococcus pyogenes. Caracteriza-se pelo início súbito de febre, faringite, seguido de exantema que confere à pele uma cor escarlate.

OBJETIVA: (1212858 votos)..........99.06% das questões objetivas receberam votos.
Paciente do sexo masculino, 63 anos, é diagnosticado com pneumonia por aspiração. Analisando-se sua história pregressa, com evolução progressiva nos últimos anos, vêm apresentando disfagia intermitente, tosse, salivação excessiva, regurgitação de material não digerido de odor fétido, halitose, dor retroesternal e alterações da voz. Após tratamento do quadro pneumônico, qual o melhor exame para diagnóstico da lesão esofágica desse paciente?
A. Manometria de esôfago
B. Endoscopia digestiva alta
C. Ultrassom com doppler de região cervical
D. Esofagograma com bário
E. Tomografia por emissão de positrons

  RATING: 2.94

Paciente do sexo masculino, 63 anos, é diagnosticado com pneumonia por aspiração. Analisando-se sua história pregressa, com evolução progressiva nos últimos anos, vêm apresentando disfagia intermitente, tosse, salivação excessiva, regurgitação de material não digerido de odor fétido, halitose, dor retroesternal e alterações da voz. Após tratamento do quadro pneumônico, qual o melhor exame para diagnóstico da lesão esofágica desse paciente?

A. Manometria de esôfago
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Endoscopia digestiva alta
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Ultrassom com doppler de região cervical
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. Esofagograma com bário
CORRETO : O divertículo de Zenker:

  1. é o divertículo esofágico mais comum.
  2. geralmente se apresenta em pacientes após os 60 anos de idade, sugerindo que sejam decorrentes da perda da elasticidade tecidual e redução do tônus muscular.;
  3. caracteristicamente surge da parede dorsal da hipofaringe, entre as fibras dos constritores posteriores da faringe e das fibras transversas do músculo cricofaríngeo do EES.
      • A transição em direção às fibras desses músculos (triângulo de Killian) representa o ponto de fraqueza em potencial da faringe posterior;
  4. é um divertículo de pulsão resultante da abertura incompleta transitória do EES. também referida como acalasia cricofaríngea.
      • O bolo alimentar deglutido exerce pressão dentro da faringe acima do EES e causa eventual herniação da mucosa e da submucosa através da área de fraqueza anatómica, proximal ao músculo cricofaríngeo. O divertículo aumenta, dobra-se sobre o cricofaríngeo, e disseca inferiormente no espaço paravertebral atrás do esôfago, ocasionalmente para dentro do mediastino.

CLINICA:

  • geralmente são assintomáticos no início
  • são descobertos durante avaliação radiográfica de rotina

Os pacientes sintomáticos podem se queixar no início de:

  • vaga sensação ou obstáculo na garganta
  • tosse intermitente
  • salivação excessiva
  • disfagia intermitente (particularmente com alimentos sólidos)

Quando a bolsa aumenta, principalmente no idoso, surgem sintomas mais graves, incluindo:

  • disfagia cervical
  • sons de borbulhamento durante a deglutição
  • regurgitação de alimentos (ingeridos muitas horas antes)
  • halitose
  • mudança de voz
  • dor retroesternal
  • obstrução respiratória

DIAGNOSTICO:

  • Um nível hidroaéreo no divertículo pode ser detectado em uma radiografia simples durante estudos da coluna cervical e do tórax.
  • O exame com bário estabelece o diagnóstico. Como a origem desses divertículos é posterior, a incidência lateral e essencial. Incidências anteriores confirmam o lado do deslocamento.
  • Uma faixa cricofaríngea persistente representa o relaxamento incompleto ou músculo cricofaríngeo hipertrofiada

E. Tomografia por emissão de positrons
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.94)

DISCURSIVA: (186625 votos) ..........99.43% das questões discursivas receberam votos.

Sobre a síndrome de Cushing, responda:

  1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples (0,14 pontos).
  2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha (0,16 pontos).
  3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico (0,13 pontos).
  4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária (0,07 pontos).




RATING: 3

Sobre a síndrome de Cushing, responda:

  1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples (0,14 pontos).
  2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha (0,16 pontos).
  3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico (0,13 pontos).
  4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária (0,07 pontos).


1. Principal diagnóstico diferencial e sinais clínicos específicos que distinguem da obesidade simples
• Na avaliação de pacientes com suspeita de síndrome de Cushing, o principal diagnóstico diferencial é a obesidade. (0,05 p)
• Determinados sinais e sintomas específicos permitem distinguir a síndrome de Cushing da obesidade simples: facilidade para formação de hematomas. (0,03 p)
• fraqueza muscular. (0,03 p)
• hipertensão arterial. (0,03 p)
2. Tratamento cirúrgico da doença de Cushing hipofisária e indicações em caso de falha
• A microcirurgia hipofisária por via transnasal transesfenoidal para doença de Cushing alcança taxa de sucesso aproximada de 90% quando realizada por equipes com ampla experiência. (0,06 p)
• Nos pacientes em que os níveis basais de cortisol não se reduzem de forma adequada após a primeira intervenção, a remissão pode ser obtida por meio de reoperação ou irradiação hipofisária. (0,05 p)
• Quando a cirurgia hipofisária não obtém controle da doença, indica-se adrenalectomia laparoscópica bilateral como opção definitiva. (0,05 p)
3. Abordagem terapêutica na síndrome de ACTH ectópico
• Ressecção do tumor primário quando possível. (0,05 p)
• Adrenalectomia bilateral se fonte não localizada. (0,04 p)
• Controle medicamentoso com metirapona ou outros inibidores da esteroidogênese enquanto aguarda terapia definitiva. (0,04 p)
4. Esquema de manejo pós-operatório de glicocorticoides após cirurgia hipofisária
• Suspensão inicial de glicocorticoides (protocolo seletivo). (0,03 p)
• Cortisol matinal subnormal (dia 1-2) = remissão confirmada. (0,02 p)
• Início de reposição por ≥ 6 meses até recuperação do eixo HPA. (0,02 p)


FONTE:

SÍNDROME DE CUSHING DE ORIGEM ADRENAL


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (218711 votos)..........99.51% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 68 anos, branco, tabagista crônico (40 maços-ano), com história de abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina e exposição ocupacional a derivados de petróleo. Apresenta hematúria macroscópica indolor intermitente há 4 meses, associada a dor no flanco direito de intensidade moderada (inicialmente crônica, com episódio agudo simulando cólica renal). Ultrassonografia evidencia hidronefrose direita; citologia urinária mostra células suspeitas de alto grau; TC revela falha de enchimento na pelve renal direita.

Referente á esse caso:

I. Qual a principal suspeita diagnóstica? ................ 0,10 pontos
II. Qual a possível causa etiológica mais relevante neste caso? ........... 0,10 pontos
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? ............. 0,10 pontos
IV. Qual o tratamento padrão-ouro? ............... 0,20 pontos 





RATING: 3.02

I. Suspeita diagnóstica principal

  • Hematúria (macroscópica franca ou total, ou microscópica) representa o sinal clínico mais frequente nos tumores uroteliais do trato urinário superior (0,04 p)
  • Dor no flanco constitui o segundo sintoma mais comum (pode ser crônica por hidronefrose gradual ou aguda por coágulos simulando cólica renal) (0,03 p)
  • Até 15% dos pacientes permanecem assintomáticos com diagnóstico incidental por imagem; aqui o quadro sintomático + hidronefrose + citologia alterada apontam para carcinoma urotelial do trato urinário superior (pelve renal) (0,03 p)

II. Possível causa etiológica mais relevante

  • Abuso crônico de analgésicos contendo fenacetina constitui fator de risco bem estabelecido para carcinomas uroteliais do trato urinário superior (0,05 p)
  • Nefropatia induzida por fenacetina associa-se a necrose papilar, insuficiência renal secundária e capilaroesclerose (alteração histológica patognomônica) (0,03 p)
  • Efeito combinado (necrose papilar + fenacetina) eleva de maneira importante o risco, com clara evidência de relação dose-resposta e apresentação em idade mais precoce (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Tomografia computadorizada é atualmente o padrão-ouro para o diagnóstico, oferecendo sensibilidade de até 96% e especificidade de 99% para lesões papilíferas com 5-10 mm (0,05 p)
  • Quando o diagnóstico permanece incerto após imagem, ureteroscopia combinada à pielografia retrógrada torna-se necessária para refinamento da caracterização lesional (0,03 p)
  • Ureteroscopia com biópsia permite visualização direta, obtenção de material para histologia (correlação 78-92% com anatomopatológico definitivo) e eleva acurácia diagnóstica para 85-90% quando associada à urografia excretora (0,02 p)

IV. Tratamento padrão-ouro

  • Nefroureterectomia com ressecção de cuff vesical (retalho vesical) constitui o tratamento padrão-ouro para os tumores uroteliais do trato urinário superior (0,10 p)
  • Não existem diferenças significativas nos resultados oncológicos entre as técnicas aberta e laparoscópica (transperitoneal, retroperitoneal ou hand-assisted) (0,05 p)
  • Todas as variantes laparoscópicas oferecem benefícios consistentes de menor morbidade quando comparadas à aberta; o tempo entre diagnóstico e tratamento não deve exceder três meses (0,05 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.02)




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