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Veia jugular interna é a via de escolha em pediatria, preferencialmente à direita, com taxa de sucesso alta e risco reduzido de complicações.

O paciente será colocado em decúbito dorsal horizontal, com coxim sob os ombros, a cabeça é lateralizada a 45º para o lado oposto da punção e fixado com fitas adesivas. A lateralização ou a hiperextensão excessiva do pescoço dificultam a identificação das estruturas anatômicas e devem ser evitadas. Os reparos anatômicos a serem identificados são feixes esternal e clavicular do músculo esternocleidomastoideo, clavícula e pulso carotídeo. A veia jugular interna corre sob o músculo, anterior e lateralmente à artéria carótida.

OBJETIVA: (1431313 votos)..........96.36% das questões objetivas receberam votos.
Um homem de 28 anos procura assistência devido á ocorrência de faringite há 2 dias. Não teve tosse nem rinorreia. O paciente não apresenta outras condições clínicas e trabalha em uma creche. Ao ser examinado, verifica-se a presença de hipertrofia tonsilar com exsudato membranoso. Qual é o próximo passo no manejo desse paciente?
A. Tratamento empírico com amoxicilina, 500 mg duas vezes ao dia, durante 10 dias
B. Teste rápido de detecção de antígeno para Streptotoccus pyogenes
C. Teste rápido de detecção de antígeno para Streptotoccus pyogenes, mais cultura da garganta, se o resultado do teste rápido for negativo.
D. Teste rápido de detecção de antígeno para Streptococcus pyogenes, mais cultura de garganta independentemente do resultado.
E. Cultura de garganta

  RATING: 3

Um homem de 28 anos procura assistência devido á ocorrência de faringite há 2 dias. Não teve tosse nem rinorreia. O paciente não apresenta outras condições clínicas e trabalha em uma creche. Ao ser examinado, verifica-se a presença de hipertrofia tonsilar com exsudato membranoso. Qual é o próximo passo no manejo desse paciente?

A. Tratamento empírico com amoxicilina, 500 mg duas vezes ao dia, durante 10 dias
INCORRETO: Como a maioria dos casos de faringite em todas as idades é de origem viral, não se recomenda a antibioticoterapia empírica.
B. Teste rápido de detecção de antígeno para Streptotoccus pyogenes
CORRETO : Cerca de 5 a 10% de todos os casos de faringite aguda em adultos são causados pelo Streptococcus pyogenes. A identificação e tratamento adequados da infecção pelo S. pyogenes são necessários, visto que a antibioticoterapia é recomendada para diminuir o pequeno risco de febre reumática aguda. Além disso, o tratamento com antibióticos dentro de 48 horas após o início dos sintomas diminui sua duração e, de modo importante, diminui a transmissão da faringite estreptocócica.
C. Teste rápido de detecção de antígeno para Streptotoccus pyogenes, mais cultura da garganta, se o resultado do teste rápido for negativo.
INCORRETO : Nos adultos, apenas o teste rápido de detecção de antígeno para estreptococos do grupo A é o procedimento diagnóstico recomendado.
D. Teste rápido de detecção de antígeno para Streptococcus pyogenes, mais cultura de garganta independentemente do resultado.
INCORRETO : Nas crianças, a recomendação é efetuar uma cultura de garganta para confirmação se o resultado do rastreamento rápido for negativo, a fim de limitar a disseminação da doença e minimizar as complicações potenciais.
E. Cultura de garganta
INCORRETO : Em geral, a cultura de swabs de garganta é considerada como o método diagnóstico mais apropriado, porém é incapaz de distinguir entre colonização e infecção. Além disso, são necessárias 24 a 48 horas para obter um resultado.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

DISCURSIVA: (200110 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite e descreva o que deve ser observado com relação a infraestrutura e equipamentos no transporte neonatal e que condições clínicas devem ser garantidas aos recém-nascidos antes de serem transportados.




RATING: 3.02

Cite e descreva o que deve ser observado com relação a infraestrutura e equipamentos no transporte neonatal e que condições clínicas devem ser garantidas aos recém-nascidos antes de serem transportados.


Infraestrutura e equipamentos

  • Veículo tipo ambulância (0,01 p) de suporte avançado (0,01 p), com compartimento de altura suficiente para a incubadora (0,01 p) de transporte, fixação (0,01 p) segura, espaço para manobra de emergência, cintos para a equipe, fonte de energia (0,01 p) 12 V, iluminação (0,01 p) e controle térmico (0,01 p) ambiental.
  • Fonte de oxigênio (0,01 p) e ar comprimido (0,01 p), com estoque suficiente para o dobro do tempo estimado de trajeto; cilindros (0,01 p) recarregáveis (mínimo dois) e cálculo prévio da autonomia (0,01 p).
  • Incubadora de transporte transparente, de parede dupla (0,01 p), com bateria (0,01 p), fonte de luz e aquecimento (0,01 p) por convecção; pré-aquecimento conforme o peso do recém-nascido.
  • Dispositivos de ventilação (0,01 p): balão autoinflável (0,01 p) com reservatório e máscaras (0,01 p) neonatais, ventilador (0,01 p) de transporte com umidificação (0,01 p), possibilidade de CPAP (0,01 p)/VNI, material de intubação (0,01 p) (cânulas, laringoscópio, sondas de aspiração) e sistema de sucção portátil.
  • Monitorização (0,01 p) contínua: oxímetro (0,01 p) de pulso, monitor cardíaco, termômetro, capnografia quando intubado, glicosímetro e estetoscópio.
  • Bombas de infusão (0,01 p), acessos venosos, material para drenagem torácica, maleta de reanimação e medicações (0,01 p) de emergência (adrenalina, volume, glicose, sedoanalgesia, prostaglandina quando indicada).
  • Equipamentos portáteis, com bateria própria de autonomia mínima igual ao dobro do tempo de transporte, fixação adequada e resistência a vibração, ruído e variação térmica.

Condições clínicas a garantir antes do transporte

O transporte inicia-se somente após estabilização no serviço de origem.

  • Via aérea (0,01 p) pérvia e padrão respiratório (0,01 p) controlado: oxigenação (0,01 p) e ventilação adequadas, sem apneia (0,01 p) persistente, gasping ou hipoxemia (0,01 p) não corrigida; cânula (0,01 p) traqueal fixada e posicionada quando necessária.
  • Estabilidade hemodinâmica (0,01 p): perfusão (0,01 p) aceitável, pressão arterial (0,01 p) compatível com a idade gestacional/peso, correção de choque (0,01 p) e disponibilização de acesso vascular (0,01 p) seguro.
  • Temperatura (0,01 p) corporal em faixa normotérmica (0,01 p) (evitar hipotermia (0,01 p) e hipertermia (0,01 p)), com incubadora pré-aquecida, touca e envoltório plástico nos prematuros.
  • Controle metabólico: glicemia (0,01 p) documentada e corrigida; equilíbrio hidroeletrolítico (0,01 p) e acidobásico (0,01 p) o mais próximo possível do fisiológico.
  • Estabilidade neurológica (0,01 p) relativa: convulsões (0,01 p) controladas; proteção de defeitos de parede, tubo neural e drenos.
  • Vaga (0,01 p) confirmada no destino, relatório (0,01 p) clínico, consentimento (0,01 p) do responsável e equipe (0,01 p) treinada em reanimação e transporte neonatal.

Não se transporta o recém-nascido em instabilidade não tratada quando a correção ainda é possível no local de origem; o objetivo é manter estabilidade (0,01 p) térmica, respiratória, hemodinâmica, metabólica e neurológica durante todo o deslocamento.


FONTE:

Marba STM et al. Transporte do Recém-Nascido de Alto Risco: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. 3. ed. São Paulo: SBP; 2024.

Programa de Reanimação Neonatal da SBP. Folder para uso diário no transporte neonatal 2024.

Ministério da Saúde. Manual de Orientações sobre o Transporte Neonatal. Brasília: MS.

Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido. Guia para os Profissionais de Saúde. Vol. 1. Brasília: MS.

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.02)

CASO CLINICO: (232272 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um menino de 3 anos de idade tem uma história de 6 dias de febre de até 38,0° C, irritabilidade e uma erupção cutânea. Nas últimas 24 horas, ele teve diarreia e vômitos depois de comer. Não é cooperativo e é extremamente irritável. A frequência cardíaca é 140 / min. O exame físico mostra injeção conjuntival bilateral, lábios fissurados, lingua em em framboesa e hiperemia difusa da mucosa oral e faríngea. Na apalpação, a região cervial apresenta linfadenopatia sensível. Exame cardiovascular revela taquicardia, ritmo normal, e sem murmúrios. Os pulmões estão limpos à ausculta e o exame abdominal é benigno. Há inchaço das mãos e pés com vermelhidão das palmas. O exame neurológico sem sinais focais.

(I) Qual é a principal hipotese diagnostica? Justifique. (0,125 pontos)
(II) Quais são outras hipoteses diagnosticos? (0,1875 pontos)
(III) Quais são as principais e as mais perigosas complicações desta doença? (0,1875 pontos)




RATING: 3.04

(I) Qual é a principal hipotese diagnostica? Justifique.

Doença de Kawasaki. (0,0625 p)
DISCUSSÂO: Febre ≥5 dias e a presença de 4 de 5 dos seguintes se enquadram nos critérios para diagnóstico:

  • Infecção conjuntival (0,0125 p)
  • Manifestações orais (0,0125 p)
  • Erupção cutânea (0,0125 p)
  • Adenopatia / adenite (0,0125 p)
  • Edema das extremidades (0,0125 p)

(II) Quais são outras hipoteses diagnosticos?

1. Doença viral sistêmica. (0,0625 p)
3. Doença estreptocócica. (0,0625 p)
4. Artrite reumatóide juvenil de início sistêmico. (0,0625 p)

(III) Quais são as principais e as mais perigosas complicações desta doença?

  1. miocardite precoce. (0,0625 p)
  2. aneurismas posteriores (começando nas semanas 2-3). (0,0625 p)
  3. aumento de plaquetas nas semanas 2-3: com perigo de trombose. (0,0625 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.04)




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