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EPIGLOTITE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

No passado, o Haemophilus influenzae do tipo B (HiB) foi a causa mais comumente identificada de epiglotite aguda. Devido à utilização generalizada da vacina HiB, a incidência de epiglotite devido ao Hiß em pacientes pediátricos foi significativamente reduzida. O Streptococcus pyogenes, Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus atualmente representam uma grande proporção dos casos pediátricos de epiglotite.

As infecções causadas pelo Streptococcus do grupo A são caracterizadas pelo envolvimento preferencial de áreas periepiglóticas.

A epiglotite ocorre em crianças previamente saudáveis que, repentinamente, apresentam dor de garganta e febre alta. Em poucas horas, o paciente fica com aspecto toxêmico, com disfagia, salivação abundante, ausência de tosse e disfunção respiratória progressiva associada a estridor laríngeo importante, predominantemente inspiratório.

Dependendo da faixa etária do paciente acometido, este costuma assumir uma posição sentada com hiperextensão cervical e protusão do mento, para tentar manter a via aérea permeável. À medida que aumenta o grau de hipoxemia, poderemos observar alterações à avaliação do nível de consciência.


OBJETIVA: (1399388 votos)..........95.35% das questões objetivas receberam votos.
Qual é a principal razão pela qual crianças apresentam maior susceptibilidade à hipotermia durante um afogamento?
A. Menor área superficial em comparação com adultos
B. Taxa metabólica basal mais alta
C. Capacidade aumentada de termorregulação
D. Menor quantidade de gordura subcutânea
E. Maior volume sanguíneo em relação à massa corporal

  RATING: 2.88

Qual é a principal razão pela qual crianças apresentam maior susceptibilidade à hipotermia durante um afogamento?

A. Menor área superficial em comparação com adultos
INCORRETO: Crianças têm uma maior área superficial em relação ao volume corporal, não o contrário.
B. Taxa metabólica basal mais alta
INCORRETO : Embora tenham taxas metabólicas basais mais altas, isso não previne perda de calor.
C. Capacidade aumentada de termorregulação
INCORRETO : Crianças têm uma capacidade limitada de termorregulação em comparação a adultos.
D. Menor quantidade de gordura subcutânea
CORRETO : Crianças têm menos gordura subcutânea, que atua como isolante térmico, resultando em uma perda mais rápida de calor em ambientes frios.
E. Maior volume sanguíneo em relação à massa corporal
INCORRETO : O volume sanguíneo não é proporcionalmente maior de forma significativa para influenciar a perda de calor.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (196002 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Indicam os exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados (0,5 p).


RATING: 2.47

Indicam os exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados (0,5 p).

Ht, Hb
• Grupo sangüíneo e Fator Rh
• Amilase
• Radiografia de tórax AP
• Radiografia de bacia AP
• Radiografia de coluna cervical
• ECG
• ßHCG na mulher em idade fértil
• Ultra-som do abdome total
Exames OBRIGATORIOS em todos os politraumatizados:

1) Hematocrito (0,05 p)
2) Hemoglobina (0,05 p)
3) Grupo sangüíneo e Fator Rh (0,05 p)
4) Amilase (0,05 p)
5) Radiografia de tórax AP (0,05 p)
6) Radiografia de bacia AP (0,05 p)
7) Radiografia de coluna cervical (0,05 p)
8) Eletrocardiograma(0,05 p)
9) ß-HCG na mulher em idade fértil (0,05 p)
10) Ultra-som do abdome total (0,05 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.47)

CASO CLINICO: (228125 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Um lactente de 6 meses de idade, sexo masculino, previamente hígido até os 4 meses, é trazido ao serviço de urgência pediátrica por episódios repetidos de contrações breves, maciças e simétricas, caracterizadas por flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas, ocorrendo em salvas de dezenas a centenas de vezes ao dia, principalmente durante a vigília e ao despertar, frequentemente precedidas por um grito. A mãe refere atraso recente nos marcos do desenvolvimento (perda de controle cefálico) e hipotonia axial. História de gravidez e parto sem intercorrências; sem febre, infecção de SNC ou alterações metabólicas. Exame físico: hipotonia axial acentuada, perímetro cefálico normal, fundo de olho sem alterações, ausência de lesões neurocutâneas ou faciais incomuns.

Questões:
I. Qual é a suspeita diagnóstica principal? (Total parcial desta questão: 0,18 p)

II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (Total parcial desta questão: 0,15 p)

III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (Total parcial desta questão: 0,17 p)

IV. Qual o tratamento de escolha? (Total parcial desta questão: 0,10 p)





RATING: 2.88

Resposta à Questão I (Suspeita Diagnóstica)

A suspeita diagnóstica é síndrome de West (espasmos infantis).

  • Tríade clássica: espasmos infantis + atraso do desenvolvimento + traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia (0,08 p).
  • Idade típica de início: entre 4 e 8 meses de vida (0,04 p).
  • Crises em salvas, simétricas, com flexão súbita da cabeça e membros, grito associado e hipotonia (0,03 p).
  • Distinção de crises febris ou parciais: sem febre, sem infecção de SNC ou alteração metabólica, sem antecedentes neonatais (0,03 p).


Resposta à Questão II (Possível Causa da Doença Diagnosticada)

A possível causa é espasmos infantis criptogênicos (sem fator etiológico identificável).

  • Classificação em criptogênicos quando história de gravidez/parto sem intercorrências, marcos de desenvolvimento normais antes do início e exame neurológico/TC/RM normais, sem fatores de risco associados (0,07 p).
  • Diferenciação dos sintomáticos: ausência de encefalopatia hipóxico-isquêmica, infecções congênitas, erros inatos do metabolismo, síndromes neurocutâneas (ex.: esclerose tuberosa), prematuridade ou patologias pós-natais (infecções de SNC, traumatismo) (0,05 p).
  • Fatores genéticos ou desconhecidos podem estar presentes, mas o PDF enfatiza que o prognóstico é melhor nos criptogênicos (0,03 p).

Resposta à Questão III (Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico)

A melhor modalidade é o eletroencefalograma (EEG) interictal demonstrando padrão de hipsarritmia.

  • Padrão caótico de atividade de ondas lentas de alta voltagem, bilateralmente assíncronas (hipsarritmia clássica ou modificada) (0,08 p).
  • EEG é útil para classificação das crises na infância e diferenciação de outras síndromes epilépticas (0,04 p).
  • Não se justifica EEG de rotina em crises febris simples, mas é obrigatório e necessário em crises acima de 30 minutos ou síndromes como esta (0,03 p).
  • Neuroimagem (RM preferida) pode ser considerada apenas se houver sinais focais ou suspeita de lesão estrutural, mas não é o exame de confirmação primário aqui (0,02 p).

Resposta à Questão IV (Tratamento)

O tratamento de escolha é o ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) exógeno ou glicocorticoides.

  • Supressão da síntese de hormônio liberador de corticotropina (HLC-CRH) por mecanismo de feedback, reduzindo hiperexcitabilidade neuronal (0,05 p).
  • Eficácia comprovada nos espasmos infantis (criptogênicos ou sintomáticos), com melhora clínica e redução do risco de retardo mental se iniciado precocemente (0,03 p).
  • Esquema sugerido no PDF: prednisona oral 2 mg/kg/dia por 1 mês, redução gradual (não é o único, mas ACTH é padrão ouro) (0,02 p).
  • Evitar anticonvulsivantes de rotina como primeira linha (fenobarbital, valproato ou benzodiazepínicos são secundários e menos eficazes isoladamente nesta síndrome) (0,00 p – informação complementar sem pontuação extra).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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