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RATING: 2.54 ![]()
Adolescente, 14 anos, solteira, estudante, procura atendimento médico após episódios frequentes de paralisia facial, principalmente na região mandibular, que levava à disfagia, e disfonia. Apresenta indisposiçao, anorexia, alterações no peso e no exame clinico se observa leve icterícia (+/++++).
Mãe relata irritabilidade e anormalidades na marcha, além de salivação decorrente da dificuldade de deglutição da saliva e rigidez muscular nos membros superiores que a levou a deixar de fazer atividades simples como escrever ou usar talheres adequadamente.
Exames de sangue de rotina mostraram aminotransferases aumentadas (ALT de 229, sendo valor de referência 0 a 41 U/l e TGO de 347 U/l, sendo o valor de referência 0 a 38 U/l)
O exame oftalmoscópico mostrou o aspecto abaixo:

A. cariotipo completo
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. biopsia de medula óssea
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. dimero A
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. nível de cloro no suor
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. cobre urinário, cobre sérico e ceruloplasmina
CORRETO : A Síndrome de Wilson é uma doença rara, de caráter autossômico recessivo caracterizada pela deficiência na excreção do Cobre do organismo. Ocorre em qualquer idade, desde os cinco até os 60 anos de vida, sendo o período de maior incidência compreendido entre oito e 20 anos de idade (2/3 dos casos). As manifestações iniciais, em 40% dos casos, relacionam-se com comprometimento hepático, 40% com manifestações neurológicas e 20% com manifestações psiquiátricas. Em cerca de 50% dos indivíduos afetados apenas o fígado pode estar acometido. Os sintomas hepáticos são bastante diversificados: indisposição, anorexia, ascite, debilidade, alterações no peso, icterícia e aminotransferases aumentadas. Podem verificar-se em intervalos de meses ou anos, podendo ter período de latência até que os sintomas neurológicos se desenvolvam. Nas formas de acometimento hepático abrupto, a necessidade de diagnóstico precoce é fundamental, pois a falta do tratamento eficaz provavelmente acabará em óbito. Na maioria das vezes, entretanto, o acometimento hepático é gradativo e a doença não é reconhecida até que apareçam as manifestações neurológicas.
O comprometimento neurológico deve-se principalmente às lesões de gânglios da base e putâmen. Cerebelo, córtex e substância cinzenta podem também ser envolvidas. Os principais sintomas neurológicos são: tremor ou coreia, distúrbios da marcha, contratura ou rigidez (distonias), reflexos anormais, anormalidades da fala, dificuldade de deglutição, resposta ocular anormal, anormalidades psiquiátricas (depressão, psicoses e comportamento antissocial resultando em isolamento) e sintomas semelhantes ao mal de Parkinson. Quanto ao diagnóstico da síndrome, esse, baseia-se em manifestações clínicas (sintomas hepáticos, neurológicos, psiquiátricos), na presença de anéis de Kayser-Fleischer e testes bioquímicos. Entre os testes bioquímicos, encontram-se a medição de vários parâmetros, mais especificamente a atividade das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT), fosfatase alcalina (ALP) e γ-glutamiltranspeptidase (γ-GTP) os quais são marcadores de lesão hepática, e em portadores dessa síndrome, estão alterados. São ainda medidos os
níveis séricos de ceruloplasmina, o cobre sérico, assim como, a excreção urinária de cobre e a concentração de cobre no fígado.
Gabarito: E
RATING: 3.09 ![]()
- metabólica (0,05 p)
- infecciosa (0,05 p)
- tóxica (0,05 p)
- autoimune (0,05 p)
- vascular (0,05 p)
- relacionada a doenças malignas (0,05 p)
- idade>5 anos (0,05 p)
- INR bastante alargado (0,05 p)
- fosfatase alcalina baixa (0,05 p)
- hemólise (0,05 p)
- disfunção renal (0,05 p)
- anel de Keiser-Fleischer (0,05 p)
FONTE:
Homem de 45 anos, agricultor, procedente de área rural na região Norte do Brasil (zona de desmatamento para construção de estradas e surgimento de povoados pioneiros), procura atendimento com queixa de lesão ulcerada no membro inferior direito há aproximadamente 60 dias. A lesão iniciou como nódulo pruriginoso, evoluiu para úlcera redonda, grande, rasa, de bordas elevadas, coloração violácea, pouco dolorosa, associada a envolvimento do cordão linfático. Há 20 dias iniciou sintomas nasais: epistaxe recorrente, formação de crostas, saída de secreção nasal, dor, hiperemia e deformidade incipiente do nariz. Relata picadas frequentes de insetos durante trabalho em mata, moradia próxima a florestas e presença de cães com lesões cutâneas suspeitas na residência. Exame otorrinolaringológico revela hiperemia do septo nasal e crostas. Não há febre nem comprometimento sistêmico evidente.
Questões:
I. Suspeita diagnóstica: Leishmaniose tegumentar americana – forma mucosa (tardia ou concomitante) ou cutâneo-mucosa
II. Possível causa da doença diagnosticada: Infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis transmitida por flebótomo
III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico: Diagnóstico parasitológico direto (exame parasitológico direto de primeira escolha)
IV. Tratamento indicado: Antimoniato de N-metilglucamina (antimonial pentavalente) como droga de primeira escolha
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