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EXANTEMA SÚBITO ( ROSÉOLA ) (ÁREA DE PEDIATRIA)

O agente etiológico da maioria dos casos de roséola infantum (exantema súbito ou sexta moléstia) é o herpesvírus humano 6 (HHV-6), que foi descoberto em 1986. A roséola foi inicialmente estabelecida como uma doença distinta por volta do início do século XX.
Em 1990, o herpesvírus humano 7 (HHV-7) foi identificado em células mononucleares do sangue periférico de um adulto não infectado pelo HIV. Também está associado com outras doenças sejam elas em pacientes normais ou imunocomprometidos.
É curioso que até agora nem se sabia qual patógeno é o agente responsável pela roséola. Hoje está claro que a infecção primária pelo HHV-6, e menos frequentemente pelo HHV-7, causa a maioria dos casos. Outros vírus (p. ex. ecovirus 16) provavelmente respondem pelo restante. Os dois agentes pertencem à subfamília dos β-herpesvírus (ambos os vírus compartilhando muita homologia com o citomegalovírus humano que também faz parte desta classe).

OBJETIVA: (1222788 votos)..........99.01% das questões objetivas receberam votos.
A região anatômica na qual mais comumente surge o tumor carcinóide é:
A. Estômago
B. Delgado
C. Apêndice
D. Reto
E. Esôfago

  RATING: 2.97

A região anatômica na qual mais comumente surge o tumor carcinóide é:

A. Estômago
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Delgado
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Apêndice
CORRETO : O tumor carcinóide (TC) é a neoplasia endócrina mais comum do trato gastrintestinal, estando relacionada às células enterocromafinas. Apresenta diversas substâncias, sendo a serotonina responsável pelo desenvolvimento da síndrome clínica. O local mais comum do TC é o apêndice vermiforme. Dentre as manifestações clínicas citamos o rubor cutâneo facial manifestação mais frequentemente encontrada - surgimento de telangiectasias, diarréia, lesões nas válvulas cardíacas, broncoconstrição, obstrução intestinal, entre outras. O diagnóstico é realizado através da associação do quadro clínico com a excreção urinaria maior que 25mg de 5-hidroxiindolacético (5-HIAA). O tratamento pode ser conduzido com fármacos com objetivo de controle dos sintomas humorais e redução cirúrgica do tumor.
D. Reto
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Esôfago
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.97)

DISCURSIVA: (188238 votos) ..........98.31% das questões discursivas receberam votos.
Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?


RATING: 3.44

Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?

Diagnóstico de sifilis congênita:
  1. Mulheres grávidas e lactentes devem ser rastreados para uma possível intecção com um leste não-treponêmico para Treponema palidum. Tais testes incluem o teste rápido em cartão para reaginas no plasma (RPR) e o teste da lâmina do Venereal Disease Reference Laboratory (VDRL). 0,2 p
  2. Se o sangue da mãe ou do lactente exibe um teste sorológico náo-treponêmico positivo, deve-se realizar um teste treponêmico especifico no sangue do lactente. Exemplos atualmente em uso incluem o teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hemaglutinação para T. pallidum (MTA-TP). 0,15 p
  3. A avaliação dos lactentes com suspeita de sífilis congênita deve também incluir um hemograma completo, uma análise completa do fluido cerebrospinal (inclusive um VDRL liquórico) e radiografias dos ossos longos (a menos que o diagnóstico tenha sido estabelecido por outra forma) 0,15 p

FONTE:

Richard A. Polin, Mark F. Ditmar - SEGREDOS EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.44)

CASO CLINICO: (220491 votos)..........99.04% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente feminina, 42 anos, com história de infecções urinárias recorrentes, procura o serviço de emergência com dor lombar bilateral intensa e insuportável, febre alta (39 °C), calafrios e hematúria macroscópica. Ao exame físico: paciente em posição antálgica, sensibilidade marcante no ângulo costovertebral bilateral e febre. Urinálise: pH 8,0, leucocitúria intensa, nitrito positivo e cultura urinária positiva para Proteus mirabilis. Sem história de gota, diabetes ou hiperparatireoidismo.

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?  (0,12 p)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada?  (0,13 p)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico?  (0,13 p)
IV. Qual o tratamento indicado?  (0,12 p)



RATING: 2.98

Resposta à Questão I – Suspeita Diagnóstica (0,12 p) 
A tríade de dor lombar intensa, febre e infecção urinária recorrente com pH urinário alcalino orienta para cólica renal por cálculo infeccioso de estruvita (0,04 p). 
Os cálculos infecciosos representam 10 a 15 % de todos os cálculos renais e 75 % dos cálculos coraliformes (0,04 p). 
A formação de cálculos na pelve renal é assintomática até que um fragmento se desprenda e migre pelo ureter, desencadeando a cólica ureteral; hematúria pode ocorrer mesmo na ausência de dor (0,04 p). 

Resposta à Questão II – Possível Causa da Doença Diagnosticada (0,13 p) 
Os cálculos de estruvita são compostos por sais de magnésio, amônio e fosfato e resultam de infecções crônicas ou recorrentes do trato urinário por microrganismos produtores de urease (0,04 p). 
O *Proteus mirabilis* é o agente mais frequente (87 % das infecções relacionadas a cálculos) e hidrolisa a ureia em amônia, elevando o pH urinário acima de 7,2 (0,04 p). 
Esse ambiente alcalino permite a saturação de magnésio, amônia e íons fosfato, levando à precipitação de estruvita e, frequentemente, à coexistência de apatita de carbonato de cálcio (0,03 p). 
A infecção urinária crônica é o fator etiológico principal, com crescimento rápido e alto potencial de morbidade (0,02 p). 

Resposta à Questão III – Melhor Modalidade para Confirmar o Diagnóstico (0,13 p) 
A tomografia computadorizada helicoidal sem contraste é o método mais preciso para o diagnóstico de litíase urinária (0,04 p). 
Apresenta sensibilidade de 98 % e especificidade de 97 %, detectando cálculos radiopacos e radiotransparentes, além de sinais secundários de obstrução (dilatação ureteral e estrias perirrenais) (0,04 p). 
Em cálculos coraliformes permite avaliar extensão, dimensões exatas e densidade em unidades Hounsfield, auxiliando no planejamento terapêutico (0,03 p). 
Protocolos de baixa dose mantêm sensibilidade ≈96 % e especificidade ≈94 % com menor exposição à radiação (0,02 p). 

Resposta à Questão IV – Tratamento Indicado (0,12 p) 
O tratamento dos cálculos coraliformes exige remoção completa do cálculo para prevenir recorrência, perda da função renal e infecção persistente (0,04 p). 
Prefere-se a nefrolitotomia percutânea, a litotripsia extracorpórea ou a associação desses procedimentos; a cirurgia aberta e o tratamento clínico isolado são pouco recomendados (0,04 p). 
Devem ser associados agentes antimicrobianos criteriosos dirigidos ao microrganismo (ex.: *Proteus*) (0,02 p). 
A eficácia e segurança das técnicas minimamente invasivas e endourológicas tornaram o manejo cirúrgico a primeira escolha (0,02 p). 

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.98)




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