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URGÊNCIA PEDIATRICA COM VIA AÉREA DIFÍCIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Via aérea difícil é definida como a situação clínica na qual o anestesiologista treinado encontra dificuldade com a ventilação da via aérea superior utilizando máscara-bolsa, dificuldade com a realização da intubação traqueal ou com ambos procedimentos, A intubação traqueal difícil pode ser definida como aquela em que foram necessárias mais do que três tentativas de laringoscopia ou mais do que 10 minutos de laringoscopia.

Falha de extubação é definida como a inabilidade de tolerar a remoção do tubo translaríngeo e é geralmente tratada com o procedimento de reintubação traqueal. Os mecanismos que ocasionam a falha de extubação também são frequentemente descritos como complicações da via aérea relacionadas à extubação ou eventos adversos da via aérea relacionados à extubação.

Falha no desmame é a inabilidade de tolerar a respiração espontânea sem suporte ventilatório e o seu tratamento inclui reintubação traqueal e instituição da ventilação pulmonar mecânica invasiva ou. em alguns pacientes selecionados, a utilização da ventilação não invasiva. As variáveis de desmame não têm a capacidade de predizer a falha da extubação.

Extubação de risco é a situação na qual a habilidade do paciente de manter a via aérea patente e/ou oxigenação não é uma certeza após a extubação traqueal. A possibilidade potencial de uma reintubação difícil e/ou fatores de riscos gerais, como estômago cheio, instabilidade fisio ógica cardiovascular,alteração do equilíbrio acidobásico ou controle da temperatura, caracterizam essa condição.

Extubação difícil é urna decanulação difícil da via aérea. Em pacientes com condições não reconhecidas, como estenose subglótica ou edema grave, pode ocorrer a situação de extubação difícil.


OBJETIVA: (1428057 votos)..........96.28% das questões objetivas receberam votos.
Uma criança com 30 kg de peso e queimadura atingindo 40% da sua superfície corporal deverá receber, nas primeiras oito horas:
A. 500 mL SF 0,9% da reparação + 250 mL SF 0,9% da manutenção).
B. 1.200 mL SF 0,9% da reparação + 750 mL SF 0,9% da manutenção
C. 800 mL SF 0,9% da reparação + 650 mL SF 0,9% da manutenção
D. 1.600 mL SF 0,9% da reparação + 500 mL SF 0,9% da manutenção
E. 1.800 mL SF 0,9% da reparação + 566 mL SF 0,9% da manutenção

  RATING: 2.91

Uma criança com 30 kg de peso e queimadura atingindo 40% da sua superfície corporal deverá receber, nas primeiras oito horas:

A. 500 mL SF 0,9% da reparação + 250 mL SF 0,9% da manutenção).
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. 1.200 mL SF 0,9% da reparação + 750 mL SF 0,9% da manutenção
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. 800 mL SF 0,9% da reparação + 650 mL SF 0,9% da manutenção
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. 1.600 mL SF 0,9% da reparação + 500 mL SF 0,9% da manutenção
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. 1.800 mL SF 0,9% da reparação + 566 mL SF 0,9% da manutenção
CORRETO : Fórmula de reparação (Parkland modificada): x mL x Peso x % SCQ

  • x = 2 ml para idosos, insuficiência renal e ICC
  • x = 4 ml para crianças e adultos jovens

Solução de manutenção (necessidades fisiológicas):

  • 100 mL x Peso até 10 kg;
  • 1.000 mL + 50 mL/kg entre 10 e 20 kg;
  • 1.500 mL + 20 mL/kg para crianças com peso acima de 20 kg.

Usar soluções cristalóides (Ringer com lactato) = 50% infundido nas primeiras 8 h e 50% nas 16 h seguintes.
No primeiro dia, NaCl 0,9%: 3.600 mL (3 x 30 kg x 40%) de reparação mais 1.700 mL de manutenção. Nas primeiras oito horas: 1.800 mL (½ da reparação) + 566 mL (⅓ da manutenção). A solução restante deverá ser administrada nas 16 horas restantes.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.91)

DISCURSIVA: (199671 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)




RATING: 2.98

A doença de Graves constitui a principal etiologia de hipertireoidismo autoimune.

  1. Defina a doença de Graves e descreva o mecanismo imunopatogênico fundamental que a sustenta. (0,1 pontos)
  2. Identifique os principais autoanticorpos envolvidos na sua fisiopatologia e indique o papel de cada um. (0,1 pontos)
  3. Caracterize, de forma esquemática, as alterações orbitárias típicas da oftalmopatia de Graves. (0,1 pontos)
  4. Explique os princípios farmacológicos do tratamento antitireoidiano inicial e os principais efeitos adversos monitorados. (0,1 pontos)
  5. Discorra sobre as opções terapêuticas definitivas e os critérios que orientam a escolha entre elas. (0,1 pontos)


Resposta 1. A doença de Graves é uma tireoidopatia autoimune caracterizada por hipertireoidismo, oftalmopatia e, eventualmente, dermopatia. (0,04 p)
O mecanismo central é a estimulação contínua do receptor de TSH (TSHR) por autoanticorpos estimulantes (TRAb), levando à hiperprodução de T3 e T4 e à hipertrofia difusa da glândula. (0,06 p)
Resposta 2. TRAb (anticorpos anti-receptor de TSH) – agem como agonistas do TSHR, responsáveis pelo hipertireoidismo. (0,05 p)
Anticorpos anti-TPO e anti-tireoglobulina – presentes na maioria dos casos, mas de menor relevância funcional direta. (0,03 p)
Anticorpos anti-IGF-1R – envolvidos na patogenia da oftalmopatia. (0,02 p)
Resposta 3. Infiltração de linfócitos T e fibroblastos orbitários → depósito de glicosaminoglicanos → edema dos músculos extraoculares e do tecido adiposo orbitário. (0,05 p)
Resultado clínico: proptose, restrição da motilidade ocular, edema periorbitário e, em casos graves, neuropatia óptica compressiva. (0,05 p)
Resposta 4. As tionamidas (metimazol e propiltiouracil) inibem a peroxidase tireoidiana, bloqueando a organificação do iodo e a síntese de hormônios. (0,05 p)
Principais efeitos adversos monitorados: agranulocitose, hepatotoxicidade e vasculite (especialmente com PTU). (0,05 p)
Resposta 5. Opções definitivas: radioiodo (I-131) e tireoidectomia total/quase-total. (0,04 p)
A escolha depende de: gravidade da oftalmopatia (preferência por cirurgia se ativa e grave), tamanho do bócio, desejo de gravidez e preferência do paciente após falha ou recidiva do tratamento clínico. (0,06 p)


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - DOENÇA DE GRAVES

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.98)

CASO CLINICO: (231870 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

VAF, masculino, 12 anos de idade, foi admitido no setor de emergência com dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita. Não houve alteração do hábito intestinal, nem vômitos ou aumento da temperatura corpórea. Fez uso de analgésico e antitérmico.

Apesar de não ter sido questionado durante a anamnese, não foi relatada pelo paciente a presença de prurido anal.

Apresentava-se, à internação hospitalar, com hidratação adequada, mucosas normocrômicas e eupneia. A frequência cardíaca era de 92 batimentos/minuto e a pressão arterial sistêmica de 110/80 mmHg. O abdômen exibia contratura involuntária da musculatura sobre a fossa ilíaca direita, com dor à palpação profunda e à descompressão (sinal de Blumberg positivo), sugerindo irritação peritoneal. Os exames laboratoriais dignos de nota foram: contagem de leucócitos global de 17.800 células/mm3 com 13% de bastonetes e exame de urina normal.

Questiona-se:

(I) Qual é a principal suspeita diagnostica? 0,1 pontos

(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia? 0,1 pontos

(III - a) Qual é a complicação mais frequente e mais letal? 0,1 pontos

(III - b) Quais são os principais sinais desta complicação? 0,2 pontos




RATING: 3.24

(I) Qual é a principal suspeita diagnostica?

Dor abdominal tipo cólica, inicialmente no epigástrio e posterior localização na fossa ilíaca direita justifica a suspeita de apendicite aguda. 0,1 p

(II) Qual a causa fisiopatológica mais frequente implicada na etiologia?

Acredita-se que a obstrução do lúmen seja a maior causa de apendicite aguda. sendo pouco frequente a sua relação com a torção da artéria apendicular, tumores, bloqueio por cálculo biliar e helmintíases 0,1 p

(IIIa) Qual é a complicação mais frequente e mais letal?

(IIIb) Quais são os principais sinais desta complicação?

Apendicite perfurada, em todo o mundo, é a principal causa cirúrgica geral de morte. 0,1 p

Caso o apêndice perfure:

  • a dor abdominal torna-se intensa e mais difusa (0,04 p)
  • o espasmo muscular abdominal aumenta, produzindo rigidez (0,04 p)
  • a dor pode melhorar um pouco por causa de alívio da distensão visceral (0,04 p)
  • frequência cardíaca aumenta (0,04 p)
  • há elevação de temperatura acima de 39° (0,04 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.24)




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