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Um adolescente apresenta diagnóstico de osteomielite de calcâneo pós-ferimento perfurante há 12 dias. O tratamento antibiótico compreende:
A. penicilina cristalina e gentamicina
INCORRETO: A penicilina cristalina oferece cobertura limitada para S. aureus (muitos isolados são resistentes devido à produção de betalactamase), tornando-a inadequada como monoterapia para Gram-positivos em osteomielite; ela é mais usada em infecções por estreptococos ou anaeróbios. A gentamicina (aminoglicosídeo) cobre Gram-negativos, incluindo Pseudomonas, mas sua penetração óssea é moderada, e o risco de nefrotoxicidade/ototoxicidade em terapia prolongada (12 dias já indicam necessidade de ajuste) a torna não ideal como primeira linha, preferindo-se betalactâmicos com melhor perfil de segurança.
B. vancomicina e cloranfenicol
INCORRETO : A vancomicina é reservada para S. aureus resistente (MRSA) ou alergia a betalactâmicos, não sendo necessária empiricamente aqui sem evidência de resistência (o caso não menciona); seu uso rotineiro promove seleção de VRE. O cloranfenicol, embora amplo-espectro, tem cobertura inadequada para Pseudomonas (baixa atividade) e riscos graves como aplasia medular, tornando-o obsoleto para osteomielite pediátrica; guidelines modernas o evitam em favor de opções mais seguras e eficazes.
C. oxacilina e ceftazidima
CORRETO : A combinação de oxacilina e ceftazidima é a conduta antibiótica apropriada neste caso, alinhada aos protocolos da IDSA e da American Academy of Pediatrics para osteomielite aguda pós-traumática em ferimentos perfurantes no pé, onde há alto risco de infecção polimicrobiana. A oxacilina (um betalactâmico antiestafilocócico) fornece excelente cobertura para Staphylococcus aureus sensível à meticilina (MSSA), o patógeno mais comum em osteomielite pediátrica (~50-70% dos casos), com boa penetração óssea e perfil de segurança em adolescentes. A ceftazidima (cefalosporina de terceira geração) é essencial para cobrir Pseudomonas aeruginosa, frequente em perfurações plantares (até 20-30% dos casos, devido a contaminação por água ou solo), com atividade antipseudomonas superior e administração IV inicial recomendada. Essa dupla empírica é ajustada após cultura (de osso ou pus), com duração de 4-6 semanas, prevenindo cronicidade, sequestro ósseo ou amputação. Estudos como os do Pediatric Infectious Diseases Research Network reforçam essa escolha como primeira linha em cenários semelhantes, minimizando resistência e otimizando outcomes em pacientes jovens.
D. clindamicina e sulfametoxazol-trimetoprima
INCORRETO : Porque a clindamicina é útil para anaeróbios e alguns Gram-positivos (incluindo MRSA comunitário), mas sua cobertura para Pseudomonas é nula, falhando em abordar o risco principal em ferimentos perfurantes. O sulfametoxazol-trimetoprima (Bactrim) cobre Gram-negativos como E. coli, mas não Pseudomonas de forma confiável, e sua penetração óssea é variável; essa combinação é mais para infecções urinárias ou cutâneas leves, não para osteomielite aguda grave, onde betalactâmicos IV são preferidos para erradicação.
E. vancomicina e ciprofloxacina
INCORRETO : Apesar de pertinente como opção em suspeita de MRSA (vancomicina) e Pseudomonas (ciprofloxacina, uma fluoroquinolona com excelente atividade antipseudomonas e penetração óssea), porque a vancomicina não é primeira linha sem resistência confirmada, e a ciprofloxacina, embora eficaz em adolescentes (com menor risco de artropatia que em crianças menores), é preferida para transição oral após IV inicial, não como empírica primária; guidelines priorizam betalactâmicos como oxacilina/ceftazidima para minimizar resistência fluoroquinolona e otimizar espectro inicial.
Gabarito: C
Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:
RATING: 2.92 ![]()
Sobre a epidemiologia, fatores de risco e detecção precoce do câncer de próstata, responda:
1. Principais dados de incidência
2. Principais fatores de risco
3. Diferença conceitual e considerações para indicação
4. Realização da detecção precoce
FONTE:
NEOPLASIA DE PROSTATA - PLATAFORMA MISODOR
a) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite B aguda + hepatite A curada?
HBsAg + (0,03 p);
Anti-HBc IgM+ (0,03 p);
Anti-HBs - Anti-HAV IgM - (0,04 p);
Anti-HAV IgG + (0,03 p);
b) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite B crônica + hepatite medicamentosa aguda?
HBsAg + (0,03 p);
Anti-HBc IgM - (0,04 p);
Anti-HBc IgG + (0,04 p);
Anti-HBs - (0,03 p);
c) Como seria a sorologia viral, em caso de janela imunológica na hepatite B aguda?
HBsAg - (0,03 p);
Anti-HBs - (0,03 p);
Anti-HBc IgM+ (0,04 p);
d) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite A aguda e hepatite B curada?
Anti-HAV IgM + (0,03 p);
HBsAg - (0,03 p);
Anti-HBc IgG + (0,04 p);
Anti-HBs + (0,03 p);
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