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SÍNDROME DE CHOQUE TÓXICO (ÁREA DE PEDIATRIA)

As bactérias gram-positivo, Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, são microrganismos capazes de produzir uma grande variedade de exotoxinas, incluindo toxinas conhecidas como superantigénios.
Os superantigénios interagem com as células apresentadoras de antigénios e com as células T, induzindo a proliferação dessas células T e uma produção massiva de citocinas inflamatórias. Como resultado desta ativação inflamatória, surgem sintomas como febre, exantema, aumento da permeabilidade capilar e subsequente hipotensão, que são típicos do síndrome do choque tóxico.

OBJETIVA: (1440580 votos)..........96.3% das questões objetivas receberam votos.
A complicação mais comum da ligadura elástica de hemorroidas é:
A. sangramento
B. trombose
C. formação de fissura anal
D. sepse pélvica
E. dor

  RATING: 2.92

A complicação mais comum da ligadura elástica de hemorroidas é:

A. sangramento
INCORRETO: O sangramento, em geral tardio (queda do tecido necrosado entre o 7º e o 14º dia), é frequente, porém menos incidente que a dor. Hemorragia clinicamente relevante ocorre em cerca de 1% a 5% dos casos e é mais temida em pacientes sob antiagregante ou anticoagulante.
B. trombose
INCORRETO : A trombose do componente hemorroidário externo pode suceder a ligadura do interno, com incidência da ordem de 2% a 11% na literatura, inferior à da dor.
C. formação de fissura anal
INCORRETO : A fissura anal e as úlceras longitudinais são complicações leves e pouco frequentes, da ordem de 0,4% em revisão de mais de 8.000 pacientes submetidos à ligadura elástica.
D. sepse pélvica
INCORRETO : A sepse pélvica é complicação grave e excepcional (cerca de 0,05%). Manifesta-se por dor desproporcional, febre e retenção urinária, e não representa o evento de maior incidência.
E. dor
CORRETO : A ligadura elástica produz isquemia e necrose do tecido hemorroidário interno. Mesmo com posicionamento correto acima da linha pectínea, o desconforto ou a dor anal ocorre com grande frequência nas primeiras 48 horas (dor leve em 25% a 50% dos pacientes; dor intensa em cerca de 5% a 6%). Em revisões e séries grandes, a dor é o evento adverso mais registrado.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.92)

DISCURSIVA: (201769 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).


RATING: 3.11

Descreva a técnica de diagnóstico do pulso paradoxal que utiliza o manguito do esfigmomanômetro. (0,5 pontos).

A verdadeira avaliação de pulso paradoxal requer medir a pressão arterial com o uso de um manguito de pressão manual:

  1. Insufle o manguito até não ouvir mais sons (como de costume). 0,1 pontos
  2. Diminua lentamente a pressão no manguito 0,1 pontos
  3. observe o ponto no qual os primeiros sons de Korotkoff são ouvidos inicialmente, que será quando a criança está expirando 0,1 pontos
  4. Continue a desinflar o manguito lentamente e observe o ponto no qual os sons de Korotkoff são ouvidos regularmente durante todo o ciclo respiratório 0,1 pontos
  5. Se a diferença entre esses dois pontos for maior que 10 mmHg, a criança tem pulso paradoxal clinicamente significativo. 0,1 pontos

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.11)

CASO CLINICO: (234067 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma mulher de 80 anos foi admitida em nosso serviço com história de um ano de parestesias em membros inferiores, queda do estado geral e piora cognitiva progressiva. A um mês da internação parou de deambular e evoluiu com disfagia orofaríngea. Na admissão apresentava-se em regular estado geral, descorada, confusa e hiporresponsiva. Não reconhecia familiares e apresentava déficit da memória recente. Exame tóraco-abdominal normal. Ao exame neurológico evidenciou-se déficit de sensibilidade em membros inferiores, incoordenação motora, Babinski bilateral, paraparesia crural e desorientação têmporo-espacial. Necessitou de sondagem enteral para alimentação. No laboratório, apresentava Hb: 8,4 g/dL, VCM:110 fl, hipersegmentação de neutrófilos, vitamina B 12 diminuída (182 pg/mL), TSH normal, tomografia de crânio normale endoscopia com gastrite atrófica confirmada por biópsia, com pesquisa negativa para Helicobacter pylori.
PERGUNTA-SE:
1) Qual é o diagnóstico provável desta paciente? Justifique!  (0,20 p)
2) Quais são os exames clínicos de confirmação? (0,10 p)
3) Qual é a esquema de tratamento que deve ser aplicada? (0,20 p)


RATING: 2.96

1) ANEMIA PERNICIOSA (BIERMER)
Justificativa:
- sintomatologia neurologica - megaloblastose VCM:110 fl-
- baixo nivel de hemoglobina  - hipersegmentação de neutrófilos - A hipersegmentação dos neutrófilos (polilobocitose) é achado específico e precoce. O achado de mais de 5% de neutrófilos com 5 lobos ou uma ou mais células com 6 ou mais lobos é o critério citológico mais utilizado para definir a polilobocitose.  - gastrite atrofica comprovada  - pesquisa negativa para Helicobacter pylori.
2) MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO:
- gastroscopia e biópsia gástrica de corpo e fundo - pesquisa de anticorpos antimucosa gástrica (positiva em 85% dos casos, baixa especificidade)
- mais específicos: anticorpos antifator intrínseco (baixa sensibilidade)
- teste de Schilling - método diagnóstico que utiliza a dosagem urinária de cobalamina marcada radioativamente e ingerida previamente pelo paciente. 
3) TRATAMENTO
1) VITAMINA B12 (CITONEURIN) ampolas 50 μg no XLII
DS: injetável:
100 μg/dia durante 7 dias
100 μg dias sim, dia não, 2 semanas
100 μg de 3 em 3 dias 3 semanas

2) ACIDOPEPS cpm XX
DS int: 1 comprimido dissolvido/copo de agua a cada almoço

3) SULFATO FERROSO cpm. XC
DS int: 1 cpm 3 vezes ao dia

4) SLOW K cpm 600 mg cx. I
DS: int, 1 cpm 3 vezes/dia 1 dia

5) ENDOFOLIN cpm 5 mg cx I
DS: int. 1 cpm 3 vezes ao dia

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.96)




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