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Você está fazendo consulta de puericultura de um lactente nascido no mês de novembro, atualmente com 6 meses, que reside no estado do Mato Grosso, com antecedente de prematuridade (28 semanas), bom ganho ponderal e saudável, usando fórmula alimentar, vitaminas A e D e sulfato ferroso. A mãe apresenta a carteira de vacinação contendo as seguintes informações (veja a foto anexa):

A. hepatite A
INCORRETO: A vacina contra hepatite A integra o calendário nacional apenas a partir dos 12 meses (dose única recomendada aos 12-15 meses), não havendo indicação ou benefício em administrá-la aos 6 meses em lactente saudável e com carteira em dia.
B. varicela
INCORRETO : A vacina contra varicela (catapora) faz parte do calendário nacional a partir dos 15 meses (primeira dose, preferencialmente associada à tetraviral), sem recomendação de antecipação aos 6 meses em criança sem risco adicional ou surto local.
C. palivizumabe
CORRETO : O lactente nasceu com idade gestacional de 28 semanas (prematuro extremo, elegível conforme protocolo do Ministério da Saúde/SUS para profilaxia da infecção grave pelo vírus sincicial respiratório). Na sazonalidade 2026 (período de maior circulação do VSR, que abrange fevereiro a julho no Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso), o palivizumabe deve ser administrado imediatamente em crianças com idade inferior a 1 ano (até 11 meses e 29 dias), independentemente de comorbidades adicionais como displasia broncopulmonar, desde que o bebê permaneça elegível. Aos 6 meses cronológicos (nascido em novembro de 2025, consulta em abril de 2026), o lactente encontra-se dentro da janela de indicação e da sazonalidade ativa, o que justifica a complementação imediata para prevenir bronquiolite grave e internações, medida de suporte respiratório específica para prematuros extremos.
D. febre amarela
INCORRETO : A vacina contra febre amarela é recomendada no calendário nacional a partir dos 9 meses (dose inicial em áreas de risco, como partes do Mato Grosso), com possibilidade excepcional entre 6 e 8 meses apenas em situações de alto risco epidemiológico iminente e impossibilidade de adiamento; não há indicação imediata aos 6 meses em lactente saudável e sem exposição aguda.
E. meningo B
INCORRETO : A vacina meningocócica B (Bexsero ou equivalente) não integra o calendário nacional do PNI/SUS para lactentes de rotina (apenas a meningocócica C conjugada é ofertada aos 3 e 5 meses, conforme demonstrado na carteira); trata-se de indicação privada ou de sociedades médicas em casos selecionados, sem obrigatoriedade ou prioridade imediata aos 6 meses.
Gabarito: C
Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
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Sobre o carcinoma de células renais, discorra teoricamente:
1. Mecanismos dos sinais e sintomas e frequência da tríade clássica
Os sinais e sintomas resultam, basicamente, de três mecanismos: efeitos diretos do tumor primário (ação local), das metástases a distância ou da ocorrência de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
O achado clínico mais frequente é a hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica e ocorre em aproximadamente 60% dos casos (0,03 p).
Dor abdominal ou no flanco aparece em cerca de 40% dos pacientes, enquanto massa palpável no abdome é encontrada em apenas 10% deles (0,02 p).
A tríade clássica — hematúria, dor lombar e massa palpável — está presente em menos de 10% dos casos (0,03 p).
2. Principais síndromes paraneoplásicas e suas causas
O carcinoma de células renais apresenta, em até 20% dos pacientes, um amplo espectro de síndromes paraneoplásicas (0,04 p).
3. Achados laboratoriais mais frequentes e método radiológico de escolha
Os achados laboratoriais mais frequentes são: anemia (aproximadamente 30% dos casos, normocrômica e normocítica, decorrente de perda crônica de sangue ou processos hemolíticos), hematúria (cerca de 60%) e elevação da velocidade de hemossedimentação (até 75% dos casos, refletindo o componente inflamatório) (0,05 p).
O método radiológico de escolha, hoje, é a tomografia computadorizada abdominal realizada em três fases com contraste; realce superior a 20 unidades Hounsfield após administração do contraste é indicativo de neoplasia (0,05 p).
4. Sistema TNM de estadiamento e principais modificações
O estadiamento é realizado pelo sistema TNM, que avalia: extensão anatômica do tumor primário (T), envolvimento de linfonodos regionais (N) e presença de metástases a distância (M) (0,04 p).
Essa classificação permite estratificar os pacientes em grupos de risco, estimar o prognóstico, prever a probabilidade de progressão da doença e comparar resultados de diferentes protocolos de tratamento (0,04 p).
Principais modificações introduzidas:
FONTE:
Métodos contraceptivos:
Preservativo masculino e feminino ou condon ou camisinha (0,1 p)
Minipílula ou pílula, apenas com progesterona (0,08 p)
Progesterona injetável (0,08 p)
Implante de progesterona (0,08 p)
DIU com cobre ou progesterona (0,08 p)
Diafragma (0,08 p)
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