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ARTRITE SEPTICA EM PEDIATRIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A apresentação clínica de artrite aguda na emergência é frequente e seu diagnóstico etiológico é desafiador, tendo uma gama de possíveis diagnósticos.
A correta avaliação da causa precipitante do sintoma é de extrema importância para orientar o tratamento adequado, minimizando as complicações.
Os três principais diagnósticos a se considerar frente a um quadro de monoartrite aguda são:
a) infecção
b) doença por deposição de cristais (gota e pseudogota)
c) trauma

OBJETIVA: (1435621 votos)..........96.42% das questões objetivas receberam votos.
Paciente vítima de acidente automobilístico auto versus caminhão, dá entrada no PS com dispneia intensa. As vias aéreas estão pérvias e o murmúrio vesicular está presente. Há movimento paradoxal no HTE e múltiplas fratura de costela ao Rx com pequeno derrame pleural à E e hipotransparência do pulmão esquerdo. Saturação de O2 85%. Qual a melhor conduta?
A. oxigenoterapia
B. drenagem do HTE
C. intubação orotraqueal e ventilação mecânica
D. drenagem do HTE, intubação orotraqueal e ventilação mecânica
E. oxigenoterapia, drenagem do HTE e analgesia com opioides

  RATING: 2.93

Paciente vítima de acidente automobilístico auto versus caminhão, dá entrada no PS com dispneia intensa. As vias aéreas estão pérvias e o murmúrio vesicular está presente. Há movimento paradoxal no HTE e múltiplas fratura de costela ao Rx com pequeno derrame pleural à E e hipotransparência do pulmão esquerdo. Saturação de O2 85%. Qual a melhor conduta?

A. oxigenoterapia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. drenagem do HTE
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. intubação orotraqueal e ventilação mecânica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. drenagem do HTE, intubação orotraqueal e ventilação mecânica
CORRETO : Prestem atenção no quadro clínico, pois este paciente apresenta tórax instável e derrame pleural. Todos os pacientes com derrame pleural pós-traumáticos devem ser submetidos à drenagem pleural em selo d’água. Como ele apresenta baixa saturação de O2 (85% não é nada bom!) e hipotransparência sugestiva de contusão pulmonar associada que é a principal causa de morbimortalidade nos casos de tórax instável, deverá ser realizada a entubação orotraqueal com ventilação mecânica. Lembrem-se que todos os pacientes com ventilação mecânica têm pressão intratorácica positiva e correm risco de pneumotórax hipertensivo quando têm lesões pulmonares associadas, devendo a drenagem pleural preceder a ventilação mecânica.
E. oxigenoterapia, drenagem do HTE e analgesia com opioides
INCORRETO : Oxigenoterapia apenas com analgesia seriam insuficientes para prevenir as complicações respiratórias neste caso.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.93)

DISCURSIVA: (200638 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. (0,1 pontos)
  2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. (0,1 pontos)
  3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. (0,1 pontos)
  4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. (0,1 pontos)
  5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer. (0,1 pontos)




RATING: 3.18

Sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:

  1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. (0,1 pontos)
  2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. (0,1 pontos)
  3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. (0,1 pontos)
  4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. (0,1 pontos)
  5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer. (0,1 pontos)


1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. Adenoma tóxico corresponde a um único nódulo tireoidiano hiperfuncionante e autônomo (0,04 p). Doença de Plummer corresponde a múltiplos nódulos hiperfuncionantes e autônomos distribuídos em um bócio (0,04 p). Em ambas as situações a produção hormonal independe do estímulo fisiológico habitual (0,02 p).

2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. As mutações somáticas mais frequentes acometem o gene do receptor de TSH (0,05 p). Mutações ativadoras da subunidade alfa da proteína Gs também estão implicadas (0,04 p). Tais alterações resultam em ativação constitutiva da via de sinalização intracelular (0,03 p).

3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. A autonomia funcional gera excesso de T3 e T4 circulantes (0,04 p). Esse excesso exerce feedback negativo sobre a hipófise, suprimindo a secreção de TSH (0,04 p). Consequentemente, o parênquima tireoidiano extranodular torna-se inativo (0,02 p).

4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. No adenoma tóxico o foco hiperfuncionante é único e circunscrito (0,04 p). Na doença de Plummer os focos hiperfuncionantes são múltiplos e de distribuição irregular (0,04 p). A coexistência de áreas hipocaptantes e hipercaptantes caracteriza o padrão multinodular (0,02 p).

5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer.

A progressão inicia-se com nódulos inicialmente não tóxicos que adquirem autonomia ao longo do tempo (0,04 p). Novos focos mutados podem surgir no parênquima residual (0,03 p). A somatória de múltiplos nódulos autônomos configura a transição para a doença de Plummer (0,03 p).

FONTE:

ADENOMA TÓXICO BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.18)

CASO CLINICO: (232878 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança M de 10 anos, retirada de casa em chamas com exposição em ambiente fechado a fumaça (tempo de resgate desconhecido), com algumas queimaduras sem gravidade nas mãos e na testa, inclusive vibrissas chamuscadas é trazida no serviço de emergência apresentando pulsoximetria de 92%. Ao exame clínico geral: Glasgow 15, hemodinâmica estável, auscultas cardíaca e pulmonar normais, sem sinais de desconforto respiratório. Foi internada e deu entrada no Centro de Tratamento de Queimados para observação e manteve o quadro inicial, com suporte de O2 em máscara com fluxo de O2 = 15 l/m, frequência respiratória (FR) = 25/min.
Referente ao caso acíma, formulem as respostas nas seguintes questões:
1) Qual é a conduta inicial adequada para o atendimento deste caso na internação? - 0,24 pontos
2) Qual é a primeira investigação especifica indicada na internação e por qual justificativa? - 0,03 pontos
3) Quais seriam os sinais definitórios para lesão inalatória grave? - 0,21 pontos
4) Que sintoma poderia indicar edema das vias aéreas e qual seria a medida imediata? - 0,02 pontos


RATING: 2.88

1) Qual é a conduta inicial adequada para o atendimento deste caso na internação?
Reposição volêmica (0,03 p), instalação de cateter de O2 (0,03 p), analgesia (0,03 p), controle de balanço hídrico (0,03 p) e solicitação de radiografia de tórax (0,03 p), exames laboratoriais (0,03 p), gasometria arterial (0,03 p) e broncoscopia. (0,03 p)

2) Qual é a primeira investigação especifica indicada na internação e por qual justificativa?
O método diagnóstico-padrão deve ser broncoscopia das vias aéreas superiores (0,01 p) de todo paciente queimado com queimaduras no rosto ou na extremidade cefálica (0,01 p) e/ou vibrissas chamuscadas (0,01 p) como apresenta nosso paciente.

3) Quais seriam os sinais definitórios para lesão inalatória grave?
Achados broncoscópicos compatíveis com lesão por inalação incluem edema das vias aéreas (0,03 p), inflamação (0,03 p), necrose da mucosa (0,03 p), presença de fuligem (0,03 p) e carbonização das vias aéreas (0,03 p), descamação de tecido (0,03 p) e material carbonáceo nas vias aéreas. (0,03 p)

4) Que sintoma poderia indicar edema das vias aéreas e qual seria a medida imediata?
A rouquidão progressiva (0,01 p)é um sinal de obstrução iminente das vias aéreas, e a entubação endotraqueal deve ser instituída precocemente (0,01 p) antes que o edema distorça a anatomia das vias aéreas superiores.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.88)




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