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O CÂNCER DA TIREÓIDE (ÁREA DE CIRURGIA)

O câncer de tireoide é incomum no conjunto das neoplasias humanas, mas é o tumor maligno mais frequente do sistema endócrino. Quase sempre se apresenta como doença nodular atóxica.

A semelhança clínica, porém, esconde origens celulares e histórias naturais muito diferentes.


OBJETIVA: (1424721 votos)..........96.16% das questões objetivas receberam votos.
A icterícia fisiológica ou não hemolítica é uma condição clínica comum no recém-nascido (RN). Devido à sua alta incidência, os profissionais de saúde devem estar preparados para avaliar situações que podem representar perigo ao neonato. Em relação à icterícia fisiológica, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas.
(___) A icterícia fisiológica surge nos RN após as primeiras 24/48 horas de vida, sendo que a bilirrubina indireta nos RN a termo atinge um pico de 12 mg/dL no 3º ou 4º dia de vida.
(___) Em algumas patologias como hipóxia, hipoglicemia, prematuridade e acidose, os níveis de bilirrubina são mais elevados, o surgimento da icterícia é mais precoce e seu desaparecimento mais tardio.
(___) As evidências científicas em neonatologia têm demonstrado que existe correlação entre o nível sérico de bilirrubina e o dano neurológico no RN a termo com icterícia fisiológica.
(___) Em RN, a icterícia aparece quando a bilirrubina está acima de 5 mg/dL. Estima-se que uma média de 60% dos RN desenvolve níveis séricos de bilirrubina superiores a 5 mg/dL.
(___) Na icterícia fisiológica geralmente ocorre comprometimento do estado geral do RN como: hipoatividade, sucção débil, anemia e hepatomegalia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA , de cima para baixo:
A. F – V – F – V – V
B. F – V – V – F – F
C. V – F – V – V – V
D. V – V – V – F – F
E. V – V – F – V – F

  RATING: 2.88

A icterícia fisiológica ou não hemolítica é uma condição clínica comum no recém-nascido (RN). Devido à sua alta incidência, os profissionais de saúde devem estar preparados para avaliar situações que podem representar perigo ao neonato. Em relação à icterícia fisiológica, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas.

(___) A icterícia fisiológica surge nos RN após as primeiras 24/48 horas de vida, sendo que a bilirrubina indireta nos RN a termo atinge um pico de 12 mg/dL no 3º ou 4º dia de vida.
(___) Em algumas patologias como hipóxia, hipoglicemia, prematuridade e acidose, os níveis de bilirrubina são mais elevados, o surgimento da icterícia é mais precoce e seu desaparecimento mais tardio.
(___) As evidências científicas em neonatologia têm demonstrado que existe correlação entre o nível sérico de bilirrubina e o dano neurológico no RN a termo com icterícia fisiológica.
(___) Em RN, a icterícia aparece quando a bilirrubina está acima de 5 mg/dL. Estima-se que uma média de 60% dos RN desenvolve níveis séricos de bilirrubina superiores a 5 mg/dL.
(___) Na icterícia fisiológica geralmente ocorre comprometimento do estado geral do RN como: hipoatividade, sucção débil, anemia e hepatomegalia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA , de cima para baixo:

A. F – V – F – V – V
INCORRETO: veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. F – V – V – F – F
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. V – F – V – V – V
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. V – V – V – F – F
INCORRETO : veja o comentário da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. V – V – F – V – F
CORRETO : As primeiras duas assertivas são CORRETAS. A terceira alternativa com certeza é falsa, pois não ha dano neurologico no caso da icterícia fisiológica. A quarta questão é correta (chega a ser até classica), enquanto a ultima está completamente viajando, pois icterícia fisiológica não influencia com nada o estado da criança.

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

DISCURSIVA: (199334 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p




RATING: 3

O melanoma maligno cutâneo é neoplasia maligna originária dos melanócitos.

  1. Quais são os principais fatores de risco etiológicos?...........0,125 p
  2. Quais as vias genéticas e moleculares centrais na transformação maligna?............0,125 p
  3. Quais as principais alterações arquiteturais e as fases de evolução tumoral na histopatologia? ................ 0,125 p
  4. Quais os elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica para prognóstico e quais as limitações dos níveis de Clark? .............0,125 p


Resposta 1 (Fatores de risco etiológicos):

  • Exposição à radiação ultravioleta (UV) é o fator principal (0,03125 p).
  • Tipo de pele de alto risco: olhos azuis, cabelos loiros/ruivos, pele clara, sardas, incapacidade de bronzeamento e propensão a queimaduras solares (0,03125 p).
  • Histórico de várias queimaduras solares com bolhas e exposição solar intensa e intermitente (0,03125 p).
  • Outros: câmaras de bronzeamento (alto risco, especialmente adolescentes e mulheres jovens), condição socioeconômica elevada, história familiar, grande número de nevos (incluindo congênitos gigantes e displásicos), imunossupressão e xeroderma pigmentoso (0,03125 p).

Resposta 2 (Vias genéticas e moleculares centrais):

  • Via principal RAS-BRAF-MAPK: mutação BRAF (até 66% dos casos), especialmente BRAF-V600E, que ativa permanentemente a proteína, promovendo proliferação celular descontrolada e inibindo apoptose; mais comum em tumores avançados (fase de crescimento vertical) e metastáticos (0,03125 p).
  • Locus CDKN2A (cromossomo 9p21): codifica p16 e p14ARF (supressoras de tumor relacionadas à p53); mutações em 35% dos casos familiares ou com melanomas múltiplos; fenótipo com pigmentação densa, células não fusiformes e disseminação pagetoide; associação com síndrome melanoma-câncer de pâncreas (0,03125 p).
  • Outros genes: CDK4 (cromossomo 12q13, interage com p16, mutações raras de alta penetrância), KIT (mutado em melanomas acrais lentiginosos e de mucosas), PTEN (supressor tumoral perdido em 30% das células de melanoma, mais em lesões avançadas) (0,03125 p).
  • Padrões de mutações: isoladas (RAS) ou combinadas (PTEN + BRAF); mutações não relacionadas à espessura tumoral (exceto PTEN em fases avançadas); acúmulo sequencial de mutações induzidas por UV leva à perda de controle celular (0,03125 p).

Resposta 3 (Alterações arquiteturais e fases de evolução tumoral na histopatologia):

  • Alterações arquiteturais principais: assimetria da arquitetura geral, margens mal definidas, perda da arquitetura névica (grupos de células variáveis em tamanho e forma, grupos confluentes, células menos coesas) e migração de melanócitos atípicos para camadas superiores da epiderme (DOPA-positivas com alta atividade tirosinásica) (0,03125 p).
  • Fase inicial (crescimento radial): melanócitos limitados à epiderme e anexos (exceto casos metastáticos originados de células névicas malignas ou nevo azul de origem dérmica) (0,03125 p).
  • Fase posterior (invasão dérmica): perda de maturação dos melanócitos ao penetrar na derme, células volumosas com núcleos atípicos, hipercromáticos e nucléolos proeminentes, forma pagetoide possível, infiltrado inflamatório (linfócitos) (0,03125 p).
  • Fase de crescimento vertical: alterações citológicas mais intensas, redução na síntese de melanina (pode formar melanoma amelanótico, confirmado por imuno-histoquímica quando pigmento ausente) (0,03125 p).

Resposta 4 (Elementos do AJCC e limitações dos níveis de Clark):

  • Elementos esquematizados pelo AJCC (2009) como sequência lógica: I. ulceração, II. índice de Breslow, III. mitoses (0,03125 p).
  • Ulceração: interrupção microscópica da superfície epitelial pelo tumor; melhor indicador de envolvimento linfonodal, redefine estágio (A para B), identifica tumores finos (<0,8 mm) como mau prognóstico quando associada a mitoses elevadas; fator independente em análises multivariadas; incluída no AJCC 2002 (0,03125 p).
  • Índice de Breslow: medida da espessura tumoral (do topo da camada granulosa ao ponto mais profundo; em ulcerados, da base da úlcera); fator prognóstico mais confiável, objetivo e independente do observador; define melanoma fino (≤0,8 mm), intermediário (0,8-4 mm) e espesso (>4 mm); quanto mais espesso, pior o prognóstico (0,03125 p).
  • Níveis de Clark: I (restritos à epiderme e anexos), II (derme papilar e interface com reticular), III (toda derme papilar), IV (derme reticular), V (panículo adiposo); limitações: interpretação subjetiva (níveis II-III-IV), dificuldade em visualizar limites derme papilar/reticular (pior em pele danificada pelo sol), variação anatômica da espessura dérmica; menos confiável que Breslow por ser subjetivo (0,03125 p).

FONTE:

MELANOMA MALIGNO - PLATAFORMA MISODOR


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (231438 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Uma paciente do sexo masculino, de 56 anos, sexualmente ativo, hipertenso, em uso de hidroclorotiazida 25mg/dia, captopril 50mg a cada 12h e metildopa 250mg a cada 12h, apresenta fadiga, dor no corpo e febre baixa há 2 semanas, tornando-se ictérico há 2 dias. Sua urina encontra-se “cor de chá preto” e suas fezes estão mais claras. Procurou atendimento médico, quando foram solicitados exames de laboratório: Hemograma normal (leucócitos = 8.400/mm3, sem desvio para esquerda), ALT (TGP) = 1340 U/L, ALT (TGO) = 1120 U/L, fosfatase alcalina = 123 U/L, gama-GT = 210 U/L, bilirrubina total = 15mg/dL (direta = 10mg/dL), albumina = 3,8g/dL, INR = 1,3, bioquímica normal. O médico então formulou a hipótese de hepatite, porém precisou pedir mais exames para saber a etiologia da hepatite (viral x medicamentosa x outra causa). Sobre o caso em questão, pergunta-se :
a) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite B aguda + hepatite A curada? (0,13 pontos)
b) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite B crônica + hepatite medicamentosa aguda? (0,14 pontos)
c) Como seria a sorologia viral, em caso de janela imunológica na hepatite B aguda? (0,1 pontos)
d) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite A aguda e hepatite B curada? (0,13 pontos)


RATING: 2

a) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite B aguda + hepatite A curada?
HBsAg + (0,03 p);
Anti-HBc IgM+ (0,03 p);
Anti-HBs - Anti-HAV IgM - (0,04 p);
Anti-HAV IgG + (0,03 p);
b) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite B crônica + hepatite medicamentosa aguda?
HBsAg + (0,03 p);
Anti-HBc IgM - (0,04 p);
Anti-HBc IgG + (0,04 p);
Anti-HBs - (0,03 p);
c) Como seria a sorologia viral, em caso de janela imunológica na hepatite B aguda?
HBsAg - (0,03 p);
Anti-HBs - (0,03 p);
Anti-HBc IgM+ (0,04 p);
d) Como seria a sorologia viral, em caso de hepatite A aguda e hepatite B curada?
Anti-HAV IgM + (0,03 p);
HBsAg - (0,03 p);
Anti-HBc IgG + (0,04 p);
Anti-HBs + (0,03 p);

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2)




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