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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

A insuficiência cardíaca é considerada, nos dias de hoje, uma síndrome na qual há incapacidade do coração em manter a adequada perfusão tecidual, ou fazê-lo à custa de altas pressões de enchimento ventricular.

Assim sendo, mesmo na presença de dano miocárdico, os pacientes podem ser assintomáticos, desde que o débito ainda seja mantido graças a mecanismos de compensação, como se verá a seguir. Deve-se ainda estabelecer a diferença entre os conceitos de insuficiência miocárdica e insuficiência circulatória, que podem ou não estar associadas. A insuficiência miocárdica, originada por dano à estrutura da fibra muscular do coração, leva à insuficiência cardíaca e à insuficiência circulatória, porém, pode-se ter insuficiência cardíaca, sem insuficiência miocárdica, como por exemplo nos casos de ruptura aguda de válvula aórtica por endocardite infecciosa, sem que haja, ainda, disfunção ventricular.

Pode-se ter insuficiência circulatória, sem insuficiência miocárdica ou insuficiência cardíaca, como no choque hipovolêmico. Pode-se ainda ter insuficiência miocárdica, com insuficiência cardíaca, sem insuficiência circulatória, desde que o débito cardíaco ainda seja mantido graças a aumento das pressões de enchimento ventricular.

OBJETIVA: (1117953 votos)..........99.47% das questões objetivas receberam votos.
Ramiro vem na consulta aos 16 anos, com estatura 186 cm, altura alvo 175 cm, envergadura 194 cm, testículos 3 ml bilateral, Tanner de pelos 3 e ginecomastia bilateral. Refere ter feito avaliação com seu homeopata e traz exames: hemograma normal, glicose 82, TSH 2,3, T4 livre 1,4, LH 32 (normal 0,3- 6), FSH 76 (normal 1-10), testosterona 0,6 ng/dl (normal 2,5-7,0), prolactina 16 (normal até 18). Baseado nestes dados clínicos e laboratoriais qual a hipótese diagnostica mais provável:
A. Atraso Constitucional do crescimento e puberdade
B. Síndrome de Kallman
C. Síndrome de Klinefelter
D. Panhipopituitarismo
E. Menino saudável sem patologias

  RATING: 3.13

Ramiro vem na consulta aos 16 anos, com estatura 186 cm, altura alvo 175 cm, envergadura 194 cm, testículos 3 ml bilateral, Tanner de pelos 3 e ginecomastia bilateral. Refere ter feito avaliação com seu homeopata e traz exames: hemograma normal, glicose 82, TSH 2,3, T4 livre 1,4, LH 32 (normal 0,3- 6), FSH 76 (normal 1-10), testosterona 0,6 ng/dl (normal 2,5-7,0), prolactina 16 (normal até 18). Baseado nestes dados clínicos e laboratoriais qual a hipótese diagnostica mais provável:

A. Atraso Constitucional do crescimento e puberdade
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. Síndrome de Kallman
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. Síndrome de Klinefelter
CORRETO : Na insuficiência gonadal primária, a falha na produção dos hormônios sexuais prejudica o feedback negativo com a hipófise, e por isso se manifesta com níveis elevados de gonadotrofinas (LH e FSH). A Síndrome de Klinefelter é a causa mais frequente no sexo masculino. Por se trata nem de síndromes de alta prevalência na população em geral (respectivamente 1:2000 e 1:1000), o pediatra deve estar atento para sinais que sugiram estas patologias. Os meninos com Síndrome de Klinefelter contumam ser altos, com envergadura maior que estatura, eventualmente com alterações intelectuais e de comportamento, testículos pequenos e fibróticos.
D. Panhipopituitarismo
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Menino saudável sem patologias
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.13)

DISCURSIVA: (181342 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Enumeram os tipos de comunicação interatrial.


RATING: 2.95

Enumeram os tipos de comunicação interatrial.

1) Comunicação interatrial tipo ostium segundum 0,125 p
2) Comunicação interatrial tipo seio venoso 0,125 p
3) Retorno venoso anomalo parcial 0,125 p
4) Comunicação interatrial tipo ostium primum. 0,125 p

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (211300 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
T.P.S. 11 meses, branca, natural e procedente de São Paulo, SP.
Queixa:
Olhos inchados há 5 dias. Mãe refere que a criança iniciou com dor, vermelhidão e secreção purulenta em ambos os olhos há 5 dias e progressivamente passou a apresentar edema bipalpebral e bilateral, irritabilidade, febre e recusa alimentar.
A febre tem-se manifestado desde o segundo dia de doença, com picos entre 38,5* a 39°C, 2 a 3 vezes ao dia, cedendo com dipirona. Entretanto a criança se mantém apática, irritada, sem se alimentar mesmo nos períodos em que se encontra afebril.
Nega sintomas respiratórios agudos ou gastrointestinais associados.

Gestação e Parto: Criança é fruto de primeira gestação. Mãe realizou pré-natal que transcorreu sem patologias, parto cesárea por desporoporção céfalo-pélvica. Idade gestacional 39 semanas PN = 2.900g Comp = 49 cm. Apgar de 9 e 10.
Alimentação: Recebeu leite materno somente no primeiro mês de vida porque o leite secou. A partir de então usou fórmulas lácteas alternadas com leite fluido. Alimentação com frutas e papa de legumes desde os 4 meses. Atualmente recebe dieta da família, almoço e jantar com legumes, carne arroz e feijão ou similares diariamente, frutas 2 vezes ao dia e leite integral 200ml 3 vezes ao dia.
Vacinação: segundo a mãe completa, não trouxe a carteira de vacinação.
DNPM: senta sem apoio e está tentando engatinhar. "Prefere ficar no berço brincando" (sic).
Patologias anteriores: Diarréia aguda e desidratação por duas vezes aos 2 meses e aos 7 meses, ambas com internação para hidratação, alta sem complicações.

Antecedentes familiares: mãe 25 anos saudável tabagista de 1 maço de cigarros por dia. Pai 30 anos, saudável, tabagista. Condições sociais e de moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, onde moram a mãe, o pai e a criança, em região urbana com saneamento básico, sem animais domésticos, ensolarada. A criança permanece sempre em casa com a mãe, não freqüenta a creche. Eventualmente fica com a avó materna quando a mãe faz algum serviço de limpeza em casa de família. Renda familiar de dois salários mínimos aproximadamente.
Exame Físico:
Paciente em regular aspecto geral, descorada +/4+, hidratada, acianótica, anictérica, eupnéica e afebril, sem edemas, com perfusão periférica normal, sem adenomegalias.
Peso = 8.600 g Comp = 72 cm FC = 110 bpm FR - 32 ipm T= 36.8° C
Segmento cefálico: edema de pálpebras inferiores e superiores bilateral 4+/4+, com hiperemia e calor locais e dor à palpação. Impossibilidade de verificar região de conjuntivas e córnea em razão ao edema.

Orofaringe e otoscopia normais.
Tórax : sem anormalidades.
ACV: ritmo cardíaco regular a 2 tempos, sem sopros
AR: Murmúrio Vesicular presente sem ruídos adventícios
Abdome: plano flácido sem visceromegalias.
Membros: normais
Neurológico: discreta rigidez de nuca. chorosa à flexão do pescoço.

1) Quais são os diagnosticos dessa criança? 0,2 pontos;

2) Qual é a conduta inicial neste caso? 0,2 pontos;

3) Quais são as avaliações á ser feitas em seguida? 0,1 pontos


RATING: 3.09

1) Quais são os diagnosticos dessa criança?

Os diagnósticos iniciais foram:
- Desenvolvimento ponderoestatural adequado (0,05 p)
- Desenvolvimento neuropsicomotor atrasado (0,05 p)
- Vacinação adequada (?) (0,05 p)
- Alimentação atual adequada (0,05 p)
- Celulite periorbitária bilateral. (0,05 p)

2) Qual é a conduta inicial neste caso?

Em razáo da gravidade do processo infeccioso, foram coletados hemograma (0,025 p), hemocultura (0,025 p), LCR (0,025 p), bioquímica de sangue (0,025 p) e tomografia de órbitas (0,025 p).

O tratamento inicial foi dieta para a idade (0,025 p), ceftriaxone 100mg/kg/dia (0,025 p), sintomáticos. (0,025 p)

3) Avaliação oftalmologica (0,1 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.09)




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