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OS PRINCÍPIOS BASICOS DO DIAGNOSTICO ELETRICO EM CARDIOLOGIA ELETROCARDIOGRAMA (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

Todos os livros de medicina e artigos do assunto começam com essa pergunta esperta e todas falham em explicar EXATAMENTE o que significa uma eletrocardiograma, no final, o estudante acabando entender nada.

Daí, a grande, a ENORME PROPORÇÃO de médicos que ficam alucinados com um traçado eletrico saído do tal aparelho, seja no pronto-socorro, seja no consultório, seja nas provas.

Os termos "chique" não servem pra nada. A "linguagem" do ECG é uma alfabetização para qualquer médico. Saber ler e fundamental. Saber ler uma eletrocardiograma e vital. Salva vidas mesmo.

Um socorrista que falha em perceber um infarte claro no ECG pode desperdiçar chances boas de recuperar um caso grave. Na maioria dos casos o coração assinala pra nos que esta em apuros. Basta entender. Não é dificil, o dicionario deste idioma é lógico e o léxico nem é tão grande.

Então, para começar, vamos responder á pergunta acima: O que é a ELETROCARDIOGRAMA? procurando a mais leiga, a mais vulgar definição.

OBJETIVA: (1015927 votos)..........96.93% das questões objetivas receberam votos.
Os estudos de coorte:
A. são sempre retrospectivos
B. partem da análise de casos
C. analisam a exposição previamente ao evento
D. analisam a intervenção em relação à exposição
E. ignoram a incidência do agravo entre expostos e não-expostos

  RATING: 2.67

Os estudos de coorte:

A. são sempre retrospectivos
INCORRETO: Estudos de caso-controle são retrospectivos.
B. partem da análise de casos
INCORRETO : Os estudos que partem da análise de casos poderiam ser os estudos de caso-controle, os estudos de caso e os de séries de casos.
C. analisam a exposição previamente ao evento
CORRETO : Estudos de coorte são, por definição, observacionais, longitudinais, prospectivos, e partem de pessoas não-doentes, para posteriormente analisar a incidência do agravo entre expostos e não-expostos.
D. analisam a intervenção em relação à exposição
INCORRETO : Nos estudos experimentais, a exposição é a intervenção determinada pelo pesquisador.
E. ignoram a incidência do agravo entre expostos e não-expostos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.67)

DISCURSIVA: (177035 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Na abordagem do paciente ictérico, disserte sobre os seguintes aspectos:
1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados. (0,35 pontos)
2) Cuidados a serem tomados no período pre-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal. (0,15 pontos)


RATING: 3.43

Na abordagem do paciente ictérico, disserte sobre os seguintes aspectos:
1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados. (0,35 pontos)
2) Cuidados a serem tomados no período pre-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal. (0,15 pontos)

1) Caracterização da icterícia obstrutiva frente aos outros tipos de icterícia do ponto de vista clínico, laboratorial e de exames complementares citando os métodos propedêuticos mais adequados.
  • A icterícia obstrutiva é caracterizada pelo predomínio da elevação da bilirrubina direta, semelhante à icterícia colestática intra-hepática. (0,05 p)
  • Diferencia-se das icterícias hepatocelulares pela ausência de elevação ou elevação em níveis menores das aminotransferases (TGO e TGP). (0,05 p)
  • Apresenta por outro lado elevação das enzimas canaliculares, fosfatase alcalina e gama glutamil-transferase. (0,05 p)
  • Na icterícia obstrutiva, ocorre prolongamento do tempo de atividade da protrombina o qual normaliza-se com reposição de vitamina K por não existir doença parenquimatosa. (0,05 p)
  • Na história clínica, alguns sintomas e sinais podem sugerir icterícia obstrutiva: dor no abdome superior, principalmente no hipocôndrio direito, febre, prurido e colúria, podendo existir na dependência da causa a presença de massa ou vesícula biliar palpáveis. (0,05 p)
  • Os métodos de imagem permitem a diferenciação entre icterícia obstrutiva e colestase intra-hepática ao identificar o calibre das vias biliares, a causa e o local de uma obstrução. (0,05 p)
  • Os métodos de imagem atualmente disponíveis e utilizados para a investigação são os seguintes: ultrassonografia, endossonografia, colangiografia transparieto hepática percutânea, colângio-pancreatografia endoscópica retrógrada, colangioressonância nuclear magnética, tomografia computadorizada. (0,05 p)

2) Cuidados a serem tomados no período per-operatório com respeito à coagulação, ao ato anestésico cirúrgico e à função renal.
  • Perdas volêmicas devem ser identificadas e repostas evitando-se que o paciente desenvolva hipotensão e insuficiência renal sobretudo no período per-operatório. (0,015 p)
  • O controle da eficácia de reposição é realizado através da mensuração do volume urinário. (0,015 p)
  • Distúrbios da coagulação devem ser investigados realizando-se hemograma com contagem de plaquetas o qual permite a identificação de indícios de infecção e distúrbio da coagulação. (0,015 p)
  • Deve ser realizada a aferição do tempo de protrombina e de tromboplastina parcial ativada. (0,015 p)
  • Em pacientes eletivos com tempo de protrombina alargado, deve-se repor vitamina K por 3 dias. (0,015 p)
  • Em situações de urgência ou quando houver falta de resposta à vitamina K, deverá ser reposto plasma fresco e ocasionalmente crioprecipitado. (0,015 p)
  • É importante também manter correto equilíbrio eletrolítico, principalmente do sódio e do potássio. (0,015 p)
  • Devem ser avaliados e corrigidos os níveis de escórias nitrogenadas através de reposição hídrica ou de medidas de suporte à função renal. (0,015 p)
  • Pacientes sem infecção deverão receber antibioticoprofilaxia e os portadores de colangite deverão receber antibioticoterapia. (0,015 p)
  • Evitar o uso de drogas anestésicas hepatotóxicas e manutenção de estabilidade hemodinâmica no período intraoperatório. (0,015 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.43)

CASO CLINICO: (206193 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente, leucoderma, 11 anos de idade, gênero feminino, deu entrada ao Serviço de Pediatria, apresentando febre e um tumor (15 x 10 cm) em mandíbula, envolvendo de pré-molar inferior direito a pré-molar inferior esquerdo. Segundo a genitora, esse aumento de volume ocorreu após um trauma no local. A menor relatava dor intensa no local e sangramento gengival. Foi solicitada radiografia panorâmica e uma tomografia computadorizada da região, que demonstrou formação tumoral óssea com comprometimento de partes moles (lesão em casca de cebola).

a) Qual é o próximo exame a ser solicitado? (0,1 p)

b) Qual é a principal suspeita para esse caso? (0,1 p)

c) Citam pelo menos três criterios confirmativos do diagnóstico (0,3 p)




RATING: 3.27

1) O proximo passo diagnóstico é, evidente, a biópsia sob anestesia local para confirmação diagnóstica. (0,1 p)

2) A principal suspeita é o sarcoma de Ewing - um tumor ósseo que surge mais comumente na pelve, no úmero ou no fémur de homens jovens. Ele é o terceiro tumor maligno mais comum da parede torácica (5% a 10%). Uma massa intermitentemente dolorosa é uma apresentação comum desta doença. Na radiografia observa-se aparência característica de casca de cebola causada pela elevação do periósteo e pelo remodelamento ósseo. (0,1 p)

3) Pode ser considerado como correto qualquer conjunto de três respostas (0,3 p) incluindo:
- Sarcoma de Ewing é um câncer ósseo, de pequenas células circulares, mais freqüentemente diagnosticado na segunda década da vida (a menina tem 11 anos)
- Uma característica muito incomum desse câncer é a extrema raridade na população negra (a paciente e de raça branca)
- O envolvimento da cabeça e pescoço é muito incomum, acometendo aproximadamente 1 a 4% dos casos, sendo o crânio e mandíbula mais freqüentemente acometidos
- A dor é um sintoma presente em mais de 90% dos pacientes (relatada aqui)
- A história de trauma prévio (segundo a genitora, esse aumento de volume ocorreu após um trauma no local) está presente em vários casos relatados.
- Inchaço local, massa palpável e febre são presentes (podem até levar a um falso diagnóstico de osteomielite)
- A radiografia com aparência característica de 'casca de cebola' causada pela elevação do periósteo e pelo remodelamento ósseo.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.27)




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