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PARTO DAS APRESENTAÇÕES CEFÁLICAS FLETIDAS (ÁREA DE OBSTETRICA GINECOLOGIA)

Para entender o Mecanismo de Parto, é importante termos conhecimento prévio da Estática Fetal, que consiste em avaliar a situação, apresentação, posição, atitude e variedade de posição fetal, assim como os assinclitismos, para que possamos acompanhar a evolução do parto.

OBJETIVA: (1270018 votos)..........97.12% das questões objetivas receberam votos.
Na impactação esofágica de pilha botão em criança, o mecanismo predominante da necrose mucosa grave e precoce é:
A. Isquemia por compressão mecânica isolada, sem participação eletroquímica
B. Queimadura térmica por efeito Joule na carcaça metálica
C. Intoxicação sistêmica pelo lítio liberado da célula
D. Eletrólise da água com geração de hidróxido no polo negativo e necrose alcalina local
E. Liberação de mercúrio elemental com pneumonite química associada

  RATING: 0

Na impactação esofágica de pilha botão em criança, o mecanismo predominante da necrose mucosa grave e precoce é:

A. Isquemia por compressão mecânica isolada, sem participação eletroquímica
INCORRETO: A compressão contribui, mas não explica a rapidez (lesão em 2 horas) nem a profundidade da necrose. O mecanismo dominante é eletroquímico, não mecânico puro
B. Queimadura térmica por efeito Joule na carcaça metálica
INCORRETO : Há geração local de calor, porém insuficiente para ser o principal vetor da lesão transmural. O pH alcalino no polo negativo é o determinante histológico
C. Intoxicação sistêmica pelo lítio liberado da célula
INCORRETO : Pilhas de lítio de 3 V são as mais lesivas precisamente pela maior voltagem, não pela toxicidade sistêmica do lítio. O lítio absorvido raramente produz quadro clínico de intoxicação lítica
D. Eletrólise da água com geração de hidróxido no polo negativo e necrose alcalina local
CORRETO : A corrente da pilha hidrola a água extracelular. No polo negativo forma-se OH-, elevando o pH local acima de 12–13 e produzindo necrose liquefeita semelhante à de cáustico alcalino. Por isso a remoção emergencial da pilha esofágica é mandatória
E. Liberação de mercúrio elemental com pneumonite química associada
INCORRETO : Pilhas modernas de lítio não contêm mercúrio elemental em quantidade clinicamente relevante. A pneumonite por mercúrio não é o mecanismo da lesão esofágica

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (0)

DISCURSIVA: (190329 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Na avaliação da vitalidade fetal, cite as cinco variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal. (0,5 pontos)


RATING: 1.68

Na avaliação da vitalidade fetal, cite as cinco variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal. (0,5 pontos)

As variáveis que compõem o Perfil Biofísico Fetal:

1) Movimentos fetais (0,1 p)
2) Movimentos respiratórios fetais (0,1 p)
3) Tônus fetal (0,1 p)
4) Líquido amniótico (0,1 p)
5) Cardiotocografia (0,1 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (1.68)

CASO CLINICO: (222556 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Os pais trouxeram na UPA um bebe de 2 meses que estava dormindo no quarto porque acharam um morcego no mesmo ambiente que o bebe estava dormindo. Não se sabe se houve contato com esse morcego ou não. Não há nenhum tipo de sinais de arranhão, mordida ou picada. A criança está muito bem no momento. Os pais não conseguiram capturar o morcego.
1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?.................0,08 pontos
2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentam...........0,12 pontos
3) Qual é a conduta terapêutica e profilatica mais eficiente sugerida?.................0,15 pontos
4) Quais são as medidas complementares obrigatórias? .....................................0,15 pontos





RATING: 3.01

1) Como se formula o diagnóstico do acidente neste caso?

  • Exposição potencial/duvidosa ao vírus rábico por adentramento de morcego em ambiente de sono de lactente (categoria III ou equivalente em protocolo de risco). (0,04 p)
  • Acidente grave por morcego não capturado (não se pode realizar observação ou exame laboratorial do animal). (0,04 p)

2) Conforme os princípios da medicina baseada em evidências essa é uma situação de risco? Argumentem.

  • Sim, é situação de risco elevado (evidência nível A – mortalidade da raiva humana ≈ 100% após início de sintomas). (0,03 p)
  • Razão epidemiológica: Mordidas de morcego são frequentemente imperceptíveis; lactentes não relatam contato; transmissão saliva-órgão neural é altamente eficiente. (0,03 p)
  • Razão de decisão clínica: Risco-benefício da profilaxia pós-exposição (PPE) é extremamente favorável (eficácia > 99% quando iniciada precocemente); não há “janela segura” de observação quando o animal não é capturado. (0,03 p)
  • Princípio MBE: Prevenção primária de doença letal em cenário de incerteza diagnóstica justifica intervenção imediata (regra “better safe than sorry” em raiva). (0,03 p)

3) Qual é a conduta terapêutica e profilática mais eficiente sugerida?

  • Conduta de escolha: Profilaxia pós-exposição (PPE) completa e imediata – soro anti-rábico humano (SAR) + vacina anti-rábica inativada. (0,05 p)
  • Dose de imunoglobulina: SAR 40 UI/kg (ou IGHR 20 UI/kg se disponível), com infiltração máxima possível no local de possível inoculação (mesmo sem lesão visível, infiltrar em região de maior probabilidade – ex.: face/cabeça) e o restante intramuscular em local distante. (0,05 p)
  • Esquema vacinal para lactente: Vacina anti-rábica intramuscular em vasto lateral da coxa – dias 0, 3, 7, 14 e 28 (esquema de 5 doses para imunocompetentes < 2 anos). (0,05 p)

4) Quais são as medidas complementares obrigatórias?

  • Notificação compulsória imediata ao serviço de vigilância epidemiológica (SINAN) – caso de exposição a morcego. (0,03 p)
  • Orientação aos pais: Monitoramento clínico rigoroso do lactente (sinais prodômicos de raiva) por 90 dias; retorno imediato à UPA se febre, irritabilidade, hidrofobia ou paresia.  (0,03 p)
  • Higienização rigorosa de todo o corpo do bebê com água e sabão (mesmo sem lesão aparente), higienização do ambiente: limpeza do quarto com água e sabão + desinfecção com hipoclorito (mesmo sem lesão no bebê).  (0,03 p)
  • Notificação imediata à Vigilância Epidemiológica municipal/estadual (formulário de atendimento antirrábico).  (0,03 p)
  • Monitorização clínica por 10-14 dias (qualquer alteração neurológica → hospital de referência).  (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.01)




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