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RATING: 3.12 ![]()
A causa mais comum de choque em crianças é:
A. meningococemia
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. diarréia
CORRETO : Na maior parle do mundo, a hipovolemia é causada pela doença diarréica. Milhões de crianças morrem devido à hipovolemia causada pela diarréia a cada ano.
C. trauma hemorragica
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
D. diabetes
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. intoxicação
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
Gabarito: B
Sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:
RATING: 3.22 ![]()
Sobre o adenoma tóxico e o bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), responda de forma puramente teórica aos itens a seguir:
1. Conceitue adenoma tóxico e doença de Plummer sob o ponto de vista de autonomia nodular. Adenoma tóxico corresponde a um único nódulo tireoidiano hiperfuncionante e autônomo (0,04 p). Doença de Plummer corresponde a múltiplos nódulos hiperfuncionantes e autônomos distribuídos em um bócio (0,04 p). Em ambas as situações a produção hormonal independe do estímulo fisiológico habitual (0,02 p).
2. Descreva as principais mutações somáticas envolvidas na gênese dessas lesões. As mutações somáticas mais frequentes acometem o gene do receptor de TSH (0,05 p). Mutações ativadoras da subunidade alfa da proteína Gs também estão implicadas (0,04 p). Tais alterações resultam em ativação constitutiva da via de sinalização intracelular (0,03 p).
3. Explique o impacto da autonomia funcional sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. A autonomia funcional gera excesso de T3 e T4 circulantes (0,04 p). Esse excesso exerce feedback negativo sobre a hipófise, suprimindo a secreção de TSH (0,04 p). Consequentemente, o parênquima tireoidiano extranodular torna-se inativo (0,02 p).
4. Diferencie os padrões de distribuição dos focos hiperfuncionantes nas duas entidades. No adenoma tóxico o foco hiperfuncionante é único e circunscrito (0,04 p). Na doença de Plummer os focos hiperfuncionantes são múltiplos e de distribuição irregular (0,04 p). A coexistência de áreas hipocaptantes e hipercaptantes caracteriza o padrão multinodular (0,02 p).
5. Aborde a progressão temporal que pode transformar adenoma tóxico em doença de Plummer.
A progressão inicia-se com nódulos inicialmente não tóxicos que adquirem autonomia ao longo do tempo (0,04 p). Novos focos mutados podem surgir no parênquima residual (0,03 p). A somatória de múltiplos nódulos autônomos configura a transição para a doença de Plummer (0,03 p).
FONTE:
ADENOMA TÓXICO BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO (DOENÇA DE PLUMMER) - PLATAFORMA MISODOR
Febre e gemência há 1 dia.
Mãe procura o serviço de emergência pois há cerca de 1 dia a criança iniciou quadro de febre elevada não aferida, que cessava com dipirona mas retornava em poucas horas, necessitando banhos mornos para melhorar; recusa alimentar; vômitos 2 a 3 vezes ao dia sem restos alimentares e espontâneos além de hipoatividade.
A criança esteve bem até o dia anterior, sem quaisquer outras queixas, entretanto após surgirem os sintomas, apresentou também manchinhas vermelhas' no corpo e nos braços. Nega sintomas respiratórios como coriza ou tosse, apenas uma respiração mais rápida nas últimas horas. Nega diarréia ou outras alterações nos demais aparelhos.
Gestação sem intercorrèncias, realizou pré-natal com 10 consultas. Nasceu por parto normal com 39 semanas. Apgar de 8 no primeiro minuto e 9 no quinto minuto. Alta do berçário em companhia da mãe com 48 horas devida.
Alimentação: Recebeu leite materno exclusivo até os 4 meses, quando passou a receber dieta complementar e leite fluido sem engrossantes. Desde os 6 meses recebe almoço e jantar que consiste em sopa de legumes carne e arroz, frutas 2 vezes ao dia e leite de caixinha 200ml 4 vezes ao dia, pão ou bolacha pela manhã em pequena quantidade.
Vacinação: completa.
Medicamentos: Sulfato ferroso 3mg/kg/dia regularmente desde os 4 meses.
Antecedentes familiares: Pai 30 anos, mecânico de autos, asmático. Mãe 29 anos, doméstica, saudável, tabagista. Irmã 7 anos asmática. Avós maternos com HAS e diabetes mellitus, avós paternos saudáveis.
Condições de Moradia: Casa de alvenaria com 3 cômodos, saneamento básico, com ventilação adequada e sem animais domésticos. No mesmo quintal há mais duas casas: a dos avós paternos que moram sós, da tia paterna onde convivem dois adultos e 3 crianças com 1 ano, 3 anos e 4 anos de idade.
A criança freqüenta a creche desde os 4 meses quando a mãe retornou ao trabalho.
Antecedentes Epidemiológicos: não realizou viagens recentes, refere que na família e ambiente peridomiciliar todos estão saudáveis.
Exame Físico:
Paciente foi admitido na emergência onde apresentava-se em mal estado geral, gemente, taquidispnéico moderado, descorado ++/4+, desidratado de algum grau. febril, com perfusão periférica maior que 10 segundos, pulsos normais com vasodilatação palmar.
Peso = 9100 g. Estatura = 72 cm FC = 130 bat/min; FR= 40 ins/min; Tmax.= 38,9° C Saturação de O2 em ar ambiente = 89% e PA = 100 x 60 mmHg.
Cabeça e pescoço: fontanela plana, normotensa, mucosa oral com saliva espessa. Otoscopia normal bilateral.
Cardio-vacular: RCR 2T taquicárdicas, sem sopros.
Pulmões: MV+ SRA
Abdome: pouco distendido, timpânico. RHA + Sem visceromegalias.
Pele: petéquias distribuídas em tronco e membros, com áreas de maior
confluência não desaparecendo a vitropressão.
1) Quais são as principais hipóteses diagnósticas? - 0,05 pontos;
2) Os exames subsidiários specificos por este caso são...? - 0,2 pontos;
3) Quais são as linhas gerais do tratamento? - 0,2 pontos;
4) Quais são as principais doenças de diagnóstico diferencial? - 0,05 pontos;
RATING: 2.95 ![]()
1) Quais são as principais hipóteses diagnósticas?
Com base na seqüência de eventos fisiopatológicos, este paciente é
portador de doença meningocócica invasiva. ( 0,05 p)
DISCUSSÃO: Trata-se de um lactente eutrófico (percentil = 50 na curva NCHS), com alimentação adequada e vacinação completa, sem fatores mórbidos associados.
Apresenta de uma síndrome infecciosa aguda caracterizada por: febre alta, toxemia, prostração, de inicio abrupto associados às lesões cutâneas.
Ao exame apresenta-se mal estado geral, com alterações nos parâmetros hemodinâmicos (nível de consciência; FC; PA; enchimento capilar,
Sao2) caracterizando um choque compensado com exantema cutâneo tipo
petequial (não desaparece a vitropressão) sugestivas de vasculite.
2) Os exames subsidiários specificos por este caso são...?
LCR com quimiocitológico (0,04 p), Bacterioscópico pelo método de gram (0,04 p), cultura e látex objetivando confirmação etiologica (0,04 p). A Hemocultura importante para caracterização da bacteremia e resgate do agente infeccioso (0,04 p). Os exames gerais (0,04 p) para orientar o tratamento do choque: HMG, glicemia, eletrólitos, função renal e coagulograma, gasometría arterial.
3) Quais são as principais doenças de diagnóstico diferencial?
O diagnóstico diferencial inclui todas as doenças que são acompanhadas por exantema (rash) purpúrico ou petequial. Didaticamente, podemos dividir as doenças infecciosas com este rash em dois principais grupos, tratáveis e não tratáveis:
INFECCIOSAS (TRATÁVEIS) Meningococcemia (0,02 p), Gonocococemia (0,02 p), Febre Maculosa (0,02 p), Tifo epidêmico (0,02 p), Doença Lyme-similie (0,02 p).
INFECCIOSAS
(NÃO TRATÁVEIS):
Rubéola (0,02 p),
Dengue (0,02 p),
Hepatite B (0,02 p),
Enterovirus (0,02 p),
Virus EB (0,02 p)
3) Quais são as linhas gerais do tratamento?
A primeira etapa do tratamento é a estabilização hemodinámica, seguindo as normas do suporte avançado de vida em pediatria. A antibioticoterapia deve ser iniciada assim que sejam coletados as culturas do LCR e hemocultura. Entretanto, se por motivos de instabilidade hemodinámica a coleta dos exames for protelada, o antibiótico deve ser iniciado em razão da gravidade do caso e risco de morte. Segundo é preconizado pelo Ministério da Saúde, nos casos de meningite associada a choque séptico, devemos iniciar o tratamento com cefalosporina de 3* geração, até que haja identificação do agente (0,05 p)
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