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EPIGLOTITE COMO EMERGÊNCIA PEDIATRICA (ÁREA DE PEDIATRIA)

No passado, o Haemophilus influenzae do tipo B (HiB) foi a causa mais comumente identificada de epiglotite aguda. Devido à utilização generalizada da vacina HiB, a incidência de epiglotite devido ao Hiß em pacientes pediátricos foi significativamente reduzida. O Streptococcus pyogenes, Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus atualmente representam uma grande proporção dos casos pediátricos de epiglotite.

As infecções causadas pelo Streptococcus do grupo A são caracterizadas pelo envolvimento preferencial de áreas periepiglóticas.

A epiglotite ocorre em crianças previamente saudáveis que, repentinamente, apresentam dor de garganta e febre alta. Em poucas horas, o paciente fica com aspecto toxêmico, com disfagia, salivação abundante, ausência de tosse e disfunção respiratória progressiva associada a estridor laríngeo importante, predominantemente inspiratório.

Dependendo da faixa etária do paciente acometido, este costuma assumir uma posição sentada com hiperextensão cervical e protusão do mento, para tentar manter a via aérea permeável. À medida que aumenta o grau de hipoxemia, poderemos observar alterações à avaliação do nível de consciência.


OBJETIVA: (1437014 votos)..........96.26% das questões objetivas receberam votos.
No estadiamento do câncer colorretal, a classificação de um tumor invadindo submucosa, com metástases em um até três linfonodos pericólicos ou perirretais e sem metástases a distância, é classificado como:
A. T1N1M0
B. T1N1M1
C. T1N2M0
D. T2N2M0
E. T2N1M0

  RATING: 3.08

No estadiamento do câncer colorretal, a classificação de um tumor invadindo submucosa, com metástases em um até três linfonodos pericólicos ou perirretais e sem metástases a distância, é classificado como:

A. T1N1M0
CORRETO: No sistema de estadiamento TNM (Tumor, Nódulos linfáticos, Metástases) para o câncer colorretal, recomendado pela American Joint Committee on Cancer (AJCC), o 'T' refere-se à extensão do tumor primário, o 'N' ao envolvimento de linfonodos regionais e o 'M' à presença de metástases distantes. Aqui, o tumor invade apenas a submucosa, o que classifica como T1 (invasão limitada à submucosa, sem atingir a muscular própria). Há metástases em um a três linfonodos pericólicos ou perirretais, que são linfonodos regionais, correspondendo a N1 (metástases em 1-3 linfonodos regionais). E não há metástases a distância, o que é M0 (ausência de metástases distantes). Essa combinação resulta no estágio T1N1M0, que geralmente corresponde ao estágio IIA ou IIB no sistema de estágios agrupados, dependendo de subdetalhes, mas a classificação TNM solicitada é exatamente essa.
B. T1N1M1
INCORRETO : Inclui M1, que indica a presença de metástases distantes (como em fígado, pulmões ou outros órgãos remotos). No entanto, a questão especifica explicitamente 'sem metástases a distância', o que exclui M1 e torna essa opção inválida
C. T1N2M0
INCORRETO : N2 representa metástases em 4 ou mais linfonodos regionais (subdividido em N2a para 4-6 e N2b para 7 ou mais). A questão menciona apenas 'um até três linfonodos', o que se enquadra em N1, não em N2.
D. T2N2M0
INCORRETO : T2 indica invasão do tumor até a muscular própria (camada muscular da parede intestinal), mas a questão descreve invasão apenas até a submucosa (T1). Segundo, N2 é para 4 ou mais linfonodos, o que não condiz com o limite de até três descrito.
E. T2N1M0
INCORRETO : T2 envolve invasão mais profunda (muscular própria), enquanto o tumor aqui está limitado à submucosa (T1). O N1 e M0 estão corretos, mas o erro no T invalida a opção

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.08)

DISCURSIVA: (200812 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

Cite 5 indicações de neuroimagem em uma criança com cefaleia. (0,5 pontos)



RATING: 2.88

Cite 5 indicações de neuroimagem em uma criança com cefaleia. (0,5 pontos)

As cinco indicações clássicas de neuroimagem (preferencialmente RM, salvo instabilidade ou suspeita de hemorragia, quando a TC sem contraste é mais rápida) em criança com cefaleia são:

  1. Exame neurológico anormal (0,14 p): déficit focal, ataxia, paralisia de nervo craniano, papiledema ou rebaixamento de consciência. É o preditor mais forte de lesão estrutural; quase todas as crianças com tumor têm alguma alteração no exame no momento do diagnóstico.
  2. Sinais de hipertensão intracraniana (0,12 p): cefaleia que acorda do sono, vômitos matinais em jato, piora ao deitar ou ao Valsalva, papiledema. Levanta a hipótese de massa, hidrocefalia ou hipertensão intracraniana idiopática.
  3. Início súbito de forte intensidade (0,10 p): “pior dor da vida”, thunderclap, máxima em minutos. Exige afastar hemorragia, dissecção ou trombose venosa; aqui a TC pode ser o primeiro exame.
  4. Padrão progressivo ou mudança do tipo habitual da dor (0,08 p): aumento de frequência/intensidade em semanas ou cefaleia que “não é mais a de sempre”. Sugere processo expansivo em evolução.
  5. Convulsão associada à cefaleia (0,06 p): crise nova, sobretudo focal, fora do contexto de convulsão febril simples. Indica imagem para excluir lesão irritativa.


FONTE:

PLATAFORMA MISODOR - CEFALEIAS NA INFÂNCIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

CASO CLINICO: (233061 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Criança do sexo masculino, seis anos de idade, sem antecedentes patológicos de relevo. Apresentou início agudo de tosse rouca, disfonia e estridor associados a sinais de dificuldade respiratória com agravamento progressivo. Sem outra sintomatologia associada. Sem conviventes doentes.
Observado por pediatra assistente cerca de duas horas após o início da sintomatologia, tendo sido objetivada febre (temperatura axilar de 38ºC).
À admissão apresentava-se polipneico, disfônico, com sinais de dificuldade respiratória grave nomeadamente estridor inspiratório, tiragem subcostal, supra-esternal e adejo nasal. Sem alterações na auscultação cardio-pulmonar, sem hipoxemia.
Manteve-se febril e, apesar da terapêutica com adrenalina nebulizada em intervalos regulares, manteve estridor, que se tornou bifásico. Cerca de oito horas após o início da sintomatologia, iniciou hipoxemia (FiO2 máximo de 0.28 para manter saturações periféricas de oxigênio > 92%). O estudo analítico demonstrou 10,2x109/L leucócitos com 84,8% neutrófilos e proteína C reativa (PCR) 53,2mg/L.
Utilizando os dados acima, esclarece:

1) Qual é a principal suspeita diagnóstica? 0,1 pontos
2) Indicam pelo menos três parâmetros de diagnóstico diferencial de laringotraqueobronquite. 0,3 pontos
3) Que agentes etiológicos são mais frequentemente implicados? 0,1 pontos




RATING: 2.89

1) Baseado no exame clinico e semiológico a principal suspeita é de traqueite bacteriana. A traqueite bacteriana (lambem chamada de traqueíte membranosa ou crupe pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite bacteriana ou laringite membranosa) é uma infecção bacteriana aguda da região subglótica da via aérea superior que pode provocar uma obstrução das vias aéreas com risco de óbito. Foi descrita pela primeira vez em 1945 por Chevalier Jackson e consiste de fato numa infeção bacteriana exsudativa dos tecidos moles da laringe e traqueia. Desde a introdução da vacina contra o Haemophilus influenza tipo b, o número de casos de epiglotite diminuiu drasticamente na população pediátrica e desde então a traqueite bacteriana tem ganho relevância como infeção das vias aéreas superiores potencialmente fatais. 0,1 p

2) Três dos mais importantes elementos de diagnostico diferencial com laringotraqueobronquite: início abrupto do estridor (0,1 p) febre de dificil controle (0,1 p), falha de resposta na adrenalina (0,1 p);

3) Os agentes etiológicos mais frequentemente isolados são o Staphylococcus aureus (0,05 p) e Streptococcus pyogenes (0,05 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.89)




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