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FÍSTULAS PERIANAIS (ÁREA DE CIRURGIA)

A infecção anorretal representa uma complicação potencial em aproximadamente 25% dos pacientes com fístula anal, manifestando-se durante a fase aguda da condição ou nos seis meses subsequentes.

A origem da maioria das fístulas anorretais reside em uma infecção que se inicia nas glândulas localizadas no canal anal, especificamente na linha denteada.

O trajeto fistuloso é moldado pela anatomia local circundante; com maior frequência, essas fístulas seguem uma trajetória interna em direção aos planos fasciais ou gordurosos, com predileção pelo espaço interesfincteriano, situado entre o esfíncter interno e o externo, e estendendo-se para o interior da fáscia isquiorretal.


OBJETIVA: (1478560 votos)..........97.1% das questões objetivas receberam votos.
Um paciente de 60 anos, grande fumante, faz tratamento e acompanhamento no pneumologista devido a DPOC em estágio avançado (retentor crônico de CO2), utilizando tiotrópio e formoterol inalatórios de forma regular. Deu entrada nos hospital descompensado após um período de 7 dias com aumento do volume de escarro e alteração para uma cor esverdeada. A radiografia de tórax mostrava apenas os sinais de hiperinsuflação pulmonar, sem infiltrados parenquimatosos. O médico prescreveu oxigênio por máscara, gatifloxacina, fenoterol, ipratrópio e metilprednisolona venosa, além de indicar períodos de BiPAP. Após uma melhora inicial, o paciente piorou o seu quadro respiratório subitamente, evoluindo com rebaixamento da consciência e necessidade de intubação traqueal e ventilação mecânica. Sobre este caso, podemos afirmar, EXCETO:
A. O motivo mais provável da descompensação é o fato do paciente ter, na verdade, uma pneumonia, que não apareceu na radiografia em incidência póstero anterior
B. O BiPAP é um método de ventilação não invasiva indicado quando o paciente não apresenta acidose respiratória descompensada
C. A oxigenioterapia a fluxo baixo (2 L/min) é suficiente para elevar a PO2 do paciente para a faixa normal
D. Os esteroides por via venosa estão indicados no DPOC descompensado, portanto, a prescrição da metilprednisolona está correta
E. Após a compensação do quadro respiratório, o paciente deve ser colocado em oxigenioterapia domiciliar se tiver uma PO2 em ar ambiente abaixo de 55 mmHg

  RATING: 2.84

Um paciente de 60 anos, grande fumante, faz tratamento e acompanhamento no pneumologista devido a DPOC em estágio avançado (retentor crônico de CO2), utilizando tiotrópio e formoterol inalatórios de forma regular. Deu entrada nos hospital descompensado após um período de 7 dias com aumento do volume de escarro e alteração para uma cor esverdeada. A radiografia de tórax mostrava apenas os sinais de hiperinsuflação pulmonar, sem infiltrados parenquimatosos. O médico prescreveu oxigênio por máscara, gatifloxacina, fenoterol, ipratrópio e metilprednisolona venosa, além de indicar períodos de BiPAP. Após uma melhora inicial, o paciente piorou o seu quadro respiratório subitamente, evoluindo com rebaixamento da consciência e necessidade de intubação traqueal e ventilação mecânica. Sobre este caso, podemos afirmar, EXCETO:

A. O motivo mais provável da descompensação é o fato do paciente ter, na verdade, uma pneumonia, que não apareceu na radiografia em incidência póstero anterior
INCORRETO: mesmo se fosse uma pneumonia, a gatifloxacina teria sido eficaz em controlar a infecção e permitir a compensação do quadro - a oxigenioterapia no DPOC é uma “faca de dois gumes”. Por um lado, é medida obrigatória se o paciente estiver hipoxêmico, pois a hipoxemia pode deteriorar a função cerebral e cardiovascular, podendo provocar até mesmo a morte. Por outro lado, um fluxo alto de oxigênio pode levar à hiperoxemia, que no paciente DPOC avançado pode culminar em depressão respiratória e carbonarcose.
B. O BiPAP é um método de ventilação não invasiva indicado quando o paciente não apresenta acidose respiratória descompensada
CORRETO : A ventilação não-invasiva (BiPAP, CPAP) é um recurso que pode auxiliar a melhora da dispneia no DPOC descompensado. Contudo, em pacientes com rebaixamento da consciência ou com acidose respiratória descompensada (pH < 7,25), a intubação traqueal com ventilação mecânica invasiva é a conduta mais apropriada. Neste caso, a ventilação não-invasiva pode ser até prejudicial...
C. A oxigenioterapia a fluxo baixo (2 L/min) é suficiente para elevar a PO2 do paciente para a faixa normal
CORRETO : O paciente do enunciado apresentou uma descompensação (ou exacerbação) do DPOC. A causa mais comum é a infecção bacteriana da árvore brônquica (na maioria das vezes, sem pneumonia na radiografia de tórax), causada pelo pneumococo, hemófilo ou moraxela. O paciente, neste caso, descompensa após observar uma alteração de seu escarro (mudança da cor ou aumento do volume). O tratamento da descompensação deve incluir: oxigenioterapia em baixo fluxo, broncodilatadores inalatórios (ipratrópio e beta2-agonistas de curta ação), corticoide sistêmico e antibioticoterapia voltada para os germes acima assinalados (ex.: gatifloxacina). Na prática, baixos fluxos de oxigênio (1-2L/min) são suficientes para manter a saturação de O2 acima de 92%, o suficiente para garantir uma boa oxigenação tecidual.
D. Os esteroides por via venosa estão indicados no DPOC descompensado, portanto, a prescrição da metilprednisolona está correta
CORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. Após a compensação do quadro respiratório, o paciente deve ser colocado em oxigenioterapia domiciliar se tiver uma PO2 em ar ambiente abaixo de 55 mmHg
CORRETO : DPOC significa “doença pulmonar obstrutiva crônica”, um termo que engloba geralmente no mesmo paciente lesões do tipo bronquite obstrutiva crônica e enfisema pulmonar. Na grande maioria dos casos, é causado pelo tabagismo. Os pacientes com DPOC evoluem lentamente com piora da lesão brônquica e parenquimatosa pulmonar, passando por várias fases da doença. A fase mais avançada (estágio IV) é definida pela presença de hipoxemia persistente e retenção crônica de CO2 e bicarbonato (retenção de bases). O VEF1.0 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) encontra-se abaixo de 40% do previsto. Estes indivíduos apresentam uma grave disfunção pulmonar, de caráter crônico, limitando bastante a sobrevida e prejudicando muito a qualidade de vida. Após ser compensado, o paciente poderá receber alta. A terapia de manutenção (ambulatorial) inclui broncodilatadores inalatórios de meia-vida longa (tiotrópio, formoterol) e, eventualmente, corticoides inalatórios (em casos selecionados). A oxigenioterapia domiciliar (pelo menos 15h por dia de oxigênio em baixo fluxo) é reservada para os casos de hipoxemia crônica muito grave (PO2 < 55 mmHg em ar ambiente) ou hipoxemia associada a sinais de cor pulmonale ou policitemia.

Gabarito:  A

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.84)

DISCURSIVA: (202089 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária? (0,25 pontos)
(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia? (0,25 pontos)


RATING: 2.88

(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária? (0,25 pontos)
(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia? (0,25 pontos)

(I) Uma mãe se apresenta com um bebê irritado e afirma que seu filho tem erupção dentaria. Qual é a sequência usual de erupção dentária?
R: Os incisivos centrais são os primeiros a irromper entre 5 e 8 meses de idade, (0,0625 p) com os dentes inferiores saindo antes dos dentes superiores. (0,0625 p) Aos 2 anos e meio de idade, a criança deve ter todos os dentes decíduos, incluindo os molares. (0,0625 p)
Os dentes secundários / permanentes começam a surgir por volta dos 6 a 7 anos de idade. (0,0625 p)

(II) Um menino de 3 anos tem permanecido consistentemente no quinto percentil em suas curvas de crescimento desde o nascimento, e sua mãe está preocupada com seu crescimento. Como você a aconselharia?
A avaliação do crescimento ao longo do tempo é a forma mais importante de avaliar o crescimento de uma criança. (0,0625 p)
Por definição, 5% da população estará abaixo da faixa de parâmetros de crescimento que é definida como normal. (0,0625 p)
Crianças tendem a crescer ao longo de percentis determinados geneticamente, e esta criança não está se desviando de seu crescimento curva. (0,0625 p)
Por último, as curvas de crescimento padrão usadas na prática foram determinadas usando principalmente crianças brancas, de parâmetros médios, portanto, crianças de diferentes raças ou etnias podem não ter os mesmos parâmetros padrão para crescimento. (0,0625 p)

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.88)

CASO CLINICO: (234374 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Paciente de 26 anos.do sexo masculino, há 6 meses com cefaléia quase que diária, holocraniana. Há 3 semanas com adinamia, fraqueza, fadiga, citava ainda aumento de diurese nos últimos meses. Passou na farmácia, sua PA estava 178 x 115 mmHg. sendo orientada a procurar o Hospital.
Nunca havia aferido a PA, não tem histórico familiar para HAS. Sua PA foi confirmada em 2 novas medidas. Realizou medida de glicemia capilar de valor: 85 mg/dl
Urina I = normal, Na+= 142 mEq/l K+= 2,8 mEq/l, Gasometria venosa com pH = 7,48 Bic = 34 mEq/L, PaCO2 = 44 mmHg e PO2=95 mmHg.
Realizou posteriormente um ECG abaixo:

1) Qual é a alteração da ECG acíma? - 0,1 pontos
2) Considerando o historico do paciente e a eletrocardiograma, qual é a principal suspeita? - 0,2 pontos
3) Qual exame deve ser feito para confirmar/infirmar o diagnóstico? - 0,2 pontos


RATING: 3.11

1) Qual é a alteração da ECG acima?
Alteração tipica da presença da hipocalemia (0,1 p)
Discussão: O paciente apresenta achatamento de ondas P e principalmente da onda T, que aparece não só achatada como com aumento de duração, aparentemente por juntar-se a uma onda 'u'. Esta alteração é característica da presença de hipocalemia, que na verdade aparece inclusive no exame de sangue.
2) Considerando o histórico do paciente e a eletrocardiograma, qual é a principal suspeita?
Hiperaldosteronismo primário.(0,2 p)
Discussão: O paciente apresenta quadro de hipertensão arterial em idade jovem com achado eletrocardiográfico sugestivo de hipocalemia.O paciente também apresenta outros achados sugestivos do diagnóstico de hiperaldosteronismo,que é a presença de fraqueza e adinamia, que ocorrem devido as alterações do potássio.A presença de poliúria também é uma das queixas mais relatadas pelos pacientes.causando ocasionalmente confusão com outras síndromes que causam poliúria como o diabetes mellitus. Deve-se acrescentar entretanto,que embora esta seja a descrição clássica do hiperaldosteronismo primário, hoje a maioria dos casos diagnosticados ocorrem sem hipocalemia e muitas vezes em pacientes assintomáticos, sendo hoje o hiperaldosteronismo primário considerado a principal causa de hipertensão secundária, outra causa de hipertensão que evolui eventualmente com hipocalemia é a hipertensão renovascular.
3) Qual exame deve ser feito para confirmar/infirmar o diagnóstico?
Teste de infusão salina com dosagem de aldosterona ao final da infusão.(0,2 p)
Discussão: O exame confirmatório é através de sobrecarga salina, que pode ser realizada por dieta ou com infusão salina de 2 litros de soro fisiológico á 0,9% em 2 horas, com dosagem de aldosterona após o final da infusão. Em indivíduos normais a sobrecarga salina deveria suprimir a produção de aldosterona. Caso esta continue aumentada indica produção autônoma de aldosterona confirmando o diagnóstico de hiperaldosteronismo primário.

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.11)




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