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O DIABETES MELLITUS TIPO 1 NO ADULTO (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

O que provoca, de fato, a hiperglicemia de jejum? Falta insulina, o hormonio está mal utilizado, ou tem glicose demais?

Tem GLICOSE DEMAIS. neste caso, o figado produz uma quantidade inadequada de glicose. Combinado com o defícit insulinico portal (fato que acontece no diabetes tipo I) resulta que o efeito está ampliado. de fato, acontece uma gluconeogênese alterada pela perda da influência insulinica. O nivel de glucagon aumenta na circulação portal e também o nivel do hormonio de crescimento os dois contribuindo, ainda mais, no aumento do nível de glicose. Se a insulina faltar completamente aumenta o nível de hormônios contrarregulatorios, o que agrava ainda mais o quadro glicémico.

OBJETIVA: (1417394 votos)..........96.05% das questões objetivas receberam votos.
Os contraceptivos orais combinados (COCS) são classificados em COCS de 1ª geração, de 2ª geração e de 3ª geração em função de:
A. o numero de comprimidos na cartela mensal
B. a eficácia estatística na prevenção da gravidez
C. a quantidade de estrógeno presente em cada comprimido
D. mudança da dose de estrogênio na sequência de comprimidos
E. tipo de progestogênio associado ao etinilestradiol

  RATING: 2.72

Os contraceptivos orais combinados (COCS) são classificados em COCS de 1ª geração, de 2ª geração e de 3ª geração em função de:

A. o numero de comprimidos na cartela mensal
INCORRETO: veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
B. a eficácia estatística na prevenção da gravidez
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
C. a quantidade de estrógeno presente em cada comprimido
CORRETO : Os contraceptivos orais combinados (COCS) são classificados de acordo com a quantidade de estrógeno presente em cada comprimido em:

- COCS de 1ª geração: com 50 μg ou mais de etinilestradiol (EE)
- COCS de 2ªgeração: com 30 ou 35 μg de EE
- COCS de 3ª geração: com 30 μg ou menos de EE

D. mudança da dose de estrogênio na sequência de comprimidos
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto
E. tipo de progestogênio associado ao etinilestradiol
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.72)

DISCURSIVA: (198168 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?


RATING: 3

Como distinguir anemia ferropriva de anemia de doença crônica?

Alguns exames complementares constituem a cinética do ferro e permitem diferenciar, em boa parte dos casos, a anemia ferropriva da associada a doença crônica:

Diferenciação laboratorial entre anemia ferropriva e a associada a doença crônica
  Anemia Ferropriva Anemia de Doença Crônica
Ferro sérico Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Normal ou elevada
TBIC Elevada Normal
Saturação de transferrina Diminuída Normal
TBIC – capacidade de ligação da transferrina ao ferro.

Quando o diagnóstico não é alcançado, deve-se fazer mielograma para avaliação histoquímica da reserva de ferro nos macrófagos. Eventualmente, havendo motivos clínicos para se suspeitar da deficiência de ferro, pode-se tratar como tal por três a quatro semanas e repetir o hematócrito.

FONTE:

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3)

CASO CLINICO: (230364 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
RSC, 2 anos, sexo feminino, natural e procedente de Bahia.
QUEIXA PRINCIPAL: Febre alta e adinamia há 15 dias.
Há 15 dias paciente iniciou quadro de febre alta (39o C), associado a adinamia, anorexia, sonolência e aumento progressivo do volume abdominal. No mesmo período apresentou tosse produtiva porém sem expectoração, além de edema em pés. Nega vômitos, diarreia, sangramentos ou alterações urinárias. Genitora levou a criança ao Hospital Gonçalves Martins onde foi tratada para pneumonia (SIC) e realizou parasitológico de fezes que revelou Giárdia e Ancilostomídeo.
Nega viroses da infância, tuberculose, hepatites, cardiopatias, hemotransfusões, intervenções cirúrgicas e alergia medicamentosa.
AR. Som claro pulmonar, murmúrio vesicular rude sem ruídos adventícios. ACV: Precórdio calmo, bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. ABDÔMEN. Globoso as custas de visceromegalia, rígido, indolor a palpação, RHA não audíveis, ausência de ascite, fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e a 2,5 cm do apêndice xifóide, baço palpável a 8 cm do rebordo costal esquerdo. EXTREMIDADES bem perfundidas e sem edema.SNC. Sem sinais de irritação meníngea.
Genitora G1 P1 A0, gestação sem intercorrências, realizado pré-natal, parto normal a termo, criança chorou ao nascer. Peso 2300 g, genitora não fumou nem ingeriu bebidas alcoólicas na gestação.
Reside em casa com infra-estrutura sanitária adequada, onde moram 10 pessoas. Epidemiologia negativa para Chagas e positiva para esquistossomose. Cria cachorros e gatos.

A) Enumeram 5 hipóteses diagnosticas (0,25 p)
B) Para a mais provável hipótese, indiquem o tratamento adequado. (0,25 p)





RATING: 2.69

A)  Enumeram 5 hipóteses diagnosticas.

HIPÓTESES DIAGNOSTICAS:
1) Calazar: pancitopenia + perda ponderal + esplenomegalia acentuada, com baço indolor, superfície lisa e consistência normal + hepatomegalia não muito acentuada, com fígado de superfície lisa e consistência discretamente aumentada + febre de longa duração, com picos elevados e diários + epidemiologia (0,05 p)

2) Salmonelose de curso prolongado: febre prolongada, elevada e irregular + esplenomegalia acentuada + hepatomegalia, com fígado de consistência firme e levemente doloroso à palpação + perda ponderal + diarréia intercalada com períodos de obstipação. Fezes contendo muco e sangue + dor abdominal tipo cólica + leucocitose com aumento de eosinófilos+ anemia + plaquetas normais (0,05 p)

3) Malária: hepatoesplenomegalia+ febre contínua alternada com terçã ou quartã + calafrios + sudorese profusa + anemia(30%) + leucopenia(37%) + plaquetopenia(56%) nas formas graves (0,05 p)

4) Esquistossomose mansônica aguda: febre não contínua, prolongada, elevada, com sudorese e calafrios + diarréia + perda ponderal + hepatoesplenomegaliadiscreta + leucocitose com eosinofilia+ epidemiologia (0,05 p)

5) Doenças linfoproliferativas: LMA-pancitopenia variável + febre(de origem infecciosa) + hepatoesplenomegalia+ adenomegalia + hemorragia. LLA-anemia + plaquetopenia + leucocitose variável + adenomegalia + esplenomegalia (0,05 p)

B)   Para a mais provável hipótese, indiquem o tratamento adequado.
HIPÓTESE PRINCIPAL E TRATAMENTO: Considerando o caso acima apresentado, o mais provável diagnostico e a leishmaniose infantil. O tratamento convencional com Antimonial Pentavalente vem diminuindo sua eficácia devido a um aumento da resistência à droga com consequente recaída da doença. Além disso os efeitos tóxicos da droga são importantes: hepatotoxicidade, cardiotoxicidade, rash, e recentes estudos descreveram casos de pancreatite secundário ao uso da droga.
Anfotericina B lipossomal é o tratamento mais indicado nesta idade. para crianças com L.infantum a dose total é de 18 mg/kg (3 mg/kg/dia) por 05 dias e mais 3 mg/kg no D10 após a alta hospitalar.

(0,25 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.69)




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