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INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO (ÁREA DE PEDIATRIA)

Geralmente os pais estão no maior panico quando trazem uma criança assim. Se o corpo estranho estiver confirmado pelo Rx, é pior ainda.
As ingestões de corpos estranhos geralmente ocorrem em lactentes e crianças pequenas e a grande maioria das ingestões em crianças é acidental.
Evento presenciado ou desaparecimento do objeto levam os pais se apresentar com essas crianças no PS. A maioria dos pacientes terá um exame físico normal, no entanto, a criança deve ser avaliada quanto aos sinais de complicações.

OBJETIVA: (1415361 votos)..........96.13% das questões objetivas receberam votos.
Em um dia frio de inverno, Márcia procurou a Unidade de Pronto-Atendimento com seus dois filhos, que estão enfermos. Eduardo, de 1 ano e 6 meses de idade, havia iniciado, há 24 horas, quadro de febre, tosse, coriza e hiporexia.
O que mais preocupava Márcia era o seu filho mais velho, Frederico, de 4 anos. Ele havia iniciado, há 72 horas, quadro semelhante ao de Eduardo, mas, nas últimas 12 horas, apresentava-se mais “cansado”.
Seus dois filhos eram previamente hígidos, sem passado de doenças relevantes. Márcia estava angustiada, pois tinha lido nos jornais que o “vírus da gripe” estava circulando com intensidade na região e seus filhos não tinham sido vacinados contra influenza. O restante dos cartões vacinais de ambas as crianças estava em dia.
Eduardo se apresentava corado, hidratado, anictérico, acianótico. Murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. FR: 28 irpm. Bulhas taquicárdicas, sem sopros. FC: 110 bpm. Leve hiperemia de orofaringe. Leve hiperemia timpânica, bilateral. Ausência de esforço respiratório. PA: 90 x 50 mmHg. SatO2: 98%.
Considerando essa apresentação clínica, assinale a unica atitude CORRETA :
A. conduta expectante
B. iniciar antibioticoterapia e acompanhar ambulatorialmente
C. orientar a mãe em relação a sinais de agravamento, indicar repouso e hidratação, iniciar tratamento com oseltamivir e acompanhar ambulatorialmente.
D. internação hospitalar e o uso de oseltamivir e oxigênioterapia
E. iniciar hidratação, oxigenioterapia, oseltamivir e antibioticoterapia

  RATING: 2.99

Em um dia frio de inverno, Márcia procurou a Unidade de Pronto-Atendimento com seus dois filhos, que estão enfermos. Eduardo, de 1 ano e 6 meses de idade, havia iniciado, há 24 horas, quadro de febre, tosse, coriza e hiporexia.
O que mais preocupava Márcia era o seu filho mais velho, Frederico, de 4 anos. Ele havia iniciado, há 72 horas, quadro semelhante ao de Eduardo, mas, nas últimas 12 horas, apresentava-se mais “cansado”.
Seus dois filhos eram previamente hígidos, sem passado de doenças relevantes. Márcia estava angustiada, pois tinha lido nos jornais que o “vírus da gripe” estava circulando com intensidade na região e seus filhos não tinham sido vacinados contra influenza. O restante dos cartões vacinais de ambas as crianças estava em dia.
Eduardo se apresentava corado, hidratado, anictérico, acianótico. Murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. FR: 28 irpm. Bulhas taquicárdicas, sem sopros. FC: 110 bpm. Leve hiperemia de orofaringe. Leve hiperemia timpânica, bilateral. Ausência de esforço respiratório. PA: 90 x 50 mmHg. SatO2: 98%.
Considerando essa apresentação clínica, assinale a unica atitude CORRETA :

A. conduta expectante
INCORRETO: Diante do quadro de síndrome gripal em um paciente com fatores de risco (no caso, uma criança com menos de 2 anos), a conduta expectante pode resultar em um cuidado subótimo e desfecho desfavorável. Retorne ao caso e selecione outra opção.
B. iniciar antibioticoterapia e acompanhar ambulatorialmente
INCORRETO : O paciente não apresenta sinais ou sintomas sugestivos de infecção bacteriana. O uso desnecessário de antibióticos aumenta o risco de aparecimento de bactérias resistentes, além de aumentar a possibilidade de efeitos colaterais e do custo do tratamento.
C. orientar a mãe em relação a sinais de agravamento, indicar repouso e hidratação, iniciar tratamento com oseltamivir e acompanhar ambulatorialmente.
CORRETO : O início do oseltamivir é obrigatorio, assim como o acompanhamento de perto do caso. Orientar a mãe sobre os sinais de perigo será uma excelente opção.
D. internação hospitalar e o uso de oseltamivir e oxigênioterapia
INCORRETO : Não há necessidade disso neste momento
E. iniciar hidratação, oxigenioterapia, oseltamivir e antibioticoterapia
INCORRETO : veja o comentario da alternativa indicada pelo gabarito correto

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.99)

DISCURSIVA: (197803 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?


RATING: 3.44

Como se estabelece o diagnóstico de sifilis congênita?

Diagnóstico de sifilis congênita:
  1. Mulheres grávidas e lactentes devem ser rastreados para uma possível intecção com um leste não-treponêmico para Treponema palidum. Tais testes incluem o teste rápido em cartão para reaginas no plasma (RPR) e o teste da lâmina do Venereal Disease Reference Laboratory (VDRL). 0,2 p
  2. Se o sangue da mãe ou do lactente exibe um teste sorológico náo-treponêmico positivo, deve-se realizar um teste treponêmico especifico no sangue do lactente. Exemplos atualmente em uso incluem o teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hemaglutinação para T. pallidum (MTA-TP). 0,15 p
  3. A avaliação dos lactentes com suspeita de sífilis congênita deve também incluir um hemograma completo, uma análise completa do fluido cerebrospinal (inclusive um VDRL liquórico) e radiografias dos ossos longos (a menos que o diagnóstico tenha sido estabelecido por outra forma) 0,15 p

FONTE:

Richard A. Polin, Mark F. Ditmar - SEGREDOS EM PEDIATRIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.44)

CASO CLINICO: (229960 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente masculino, 32 anos, refere fadiga crônica e palidez desde a adolescência. Antecedente de anemia microcítica diagnosticada na adolescência, tratada com sulfato ferroso oral sem resposta e com piora progressiva da sobrecarga de ferro. Hemograma atual: Hb 7,8 g/dL, VCM 62 fL (microcitose), RDW elevado, esfregaço periférico com dimorfismo eritrocitário (predomínio de hemácias hipocrômicas microcíticas + população normocítica/macrocítica) e corpúsculos de Pappenheimer. Ferro sérico 220 µg/dL, saturação de transferrina 70%, ferritina sérica 1200 ng/mL, TIBC normal. Exame físico: hepatoesplenomegalia leve. História familiar positiva para anemia em tio materno e irmão.

Questões

I. Qual a suspeita diagnóstica mais provável? (0,2 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,1 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,1 pontos)
IV. Qual o tratamento indicado? (0,1 pontos)





RATING: 3.08

I. Suspeita diagnóstica
A suspeita é de anemia sideroblástica hereditária (forma ligada ao cromossomo X).
  • Caracterizada por anemia + presença de sideroblastos em anel + aumento do estoque de ferro na medula óssea (0,05 p)
  • Coexistência paradoxal de hipocromia/microcitose com ferro sérico alto (>150 µg/dL), saturação de transferrina elevada (30-80%) e ferritina elevada (>100-200 ng/mL) (0,05 p)
  • Dimorfismo eritrocitário no esfregaço periférico (micrócitos predominantes na forma hereditária) com RDW aumentado (0,05 p)
  • Mais comum em homens, com hepatoesplenomegalia por hemocromatose eritropoiética e história familiar sugestiva de herança ligada ao X (0,05 p)

II. Possível causa da doença diagnosticada

  • No tipo hereditário ligado ao cromossomo X, mutação na primeira enzima da síntese porfirínica – ALA-sintase mitocondrial (0,05 p)
  • A enzima catalisa a reação limitante (síntese de ALA a partir de glicina e succinil-CoA) e tem como principal cofator a vitamina B6 (piridoxal 5-fosfato) (0,03 p)
  • O mutante ALA-sintase só funciona quando altas doses suprafisiológicas de vitamina B6 são oferecidas (0,02 p)

III. Melhor modalidade para confirmar o diagnóstico

  • Aspirado de medula óssea (mielograma) é a única forma de confirmação (0,05 p)
  • Encontro de mais de 15% de eritroblastos do tipo sideroblastos em anel (0,05 p)

IV. Tratamento

  • Na forma hereditária ligada ao X, reposição de doses suprafisiológicas de piridoxina (vitamina B6) 50-100 mg/dia, com correção da anemia em 40-60% dos casos (0,05 p)
  • Duas preocupações principais: correção da anemia + correção/prevenção da hemocromatose eritropoiética (0,02 p)
  • Acompanhar ferritina sérica; se >500 ng/mL, flebotomia repetida quando anemia leve (Hb ≈9 g/dL) ou quelante desferoxamina 40 mg/kg/dia via SC em infusão contínua nos casos moderados/graves (0,03 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.08)




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