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COAGULOPATIAS (ÁREA DE PEDIATRIA)

O termo hemostasia significa prevenção de perda sanguínea. Sempre que um vaso é seccionado ou rompido, é provocada hemostasia por meio de diversos mecanismos: (1) constrição vascular; (2) formação de tampão plaquetário; (3) formação de coágulo sanguíneo, como resultado da coagulação do sangue; e (4) eventual crescimento de tecido fibroso no coágulo para o fechamento permanente no orifício do vaso. Na verdade, trata-se duma balança mantida permanentemente em equilibrio entre fatores pró-coagulantes (sistema hemo-dinâmico, vasos, plaquetas e fatores da coagulação) dum lado e anticoagulantes (anticoagulantes naturais, fibrinolíticos).

OBJETIVA: (1400423 votos)..........95.39% das questões objetivas receberam votos.
A hiperbilirrubinemia desconjugada pode ser causada pelas seguintes causas:
1. aumento da produção de bilirrubina (p. ex., hemólise)
2. icterícia fisiológica do recém-nascido
3. colestase
4. obstrução mecanica
A. 1, 2 e 3
B. 2, 3 e 4
C. 1 e 3
D. 2 e 3
E. nenhuma acima enumeradas

  RATING: 2.9

A hiperbilirrubinemia desconjugada pode ser causada pelas seguintes causas:

1. aumento da produção de bilirrubina (p. ex., hemólise)
:
2. icterícia fisiológica do recém-nascido
:
3. colestase
:
4. obstrução mecanica
:

A. 1, 2 e 3
INCORRETO: A hiperbilirrubinemia desconjugada pode ser um reflexo do aumento da produção de bilirrubina (p. ex., hemólise)(1), efeitos das drogas, distúrbios enzimáticos hereditários, icterícia fisiológica do recém-nascido (2). Colestase (3) causa aumento da bilirrubina conjugada
B. 2, 3 e 4
INCORRETO : 3 e 4 são falsas (a obstrução causa hiperbilirrubinemia conjugada
C. 1 e 3
INCORRETO : 1 e verdadeira, 3 e falsa
D. 2 e 3
INCORRETO : 2 é verdadeira, 3 e falsa
E. nenhuma acima enumeradas
CORRETO : De verdade, 1 e 2 são verdadeiras então nenhuma ´combinação não e exata

Gabarito:  E

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.9)

DISCURSIVA: (196180 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.

A cetoacidose diabética é uma complicação grave do diabetes que pode ocorrer em crianças, especialmente naquelas com diabetes tipo 1. É uma condição causada pela falta de insulina, o que leva o corpo a quebrar gordura como fonte de energia, resultando na produção de cetonas, que são ácidos que se acumulam no sangue.

Respondam ás seguintes perguntas:

(I) Quais complicações relacionadas á cetoacidose diabetica são consideradas como ameaçadores de vida? (0,1875 pontos)

(II) O sódio sérico medido costuma estar baixo ou na faixa normal baixa. No contexto de hiperglicemia, o sódio medido será reduzido. Qual é a estimativa comumente usada para correção? (0,125 pontos)

(III) Quais são os fatores de risco para edema cerebral na cetoacidose diabética? (0,1875 pontos)




RATING: 3.04

A cetoacidose diabética é uma complicação grave do diabetes que pode ocorrer em crianças, especialmente naquelas com diabetes tipo 1. É uma condição causada pela falta de insulina, o que leva o corpo a quebrar gordura como fonte de energia, resultando na produção de cetonas, que são ácidos que se acumulam no sangue.

Respondam ás seguintes perguntas:

(I) Quais complicações relacionadas á cetoacidose diabetica são consideradas como ameaçadores de vida? (0,1875 pontos)

(II) O sódio sérico medido costuma estar baixo ou na faixa normal baixa. No contexto de hiperglicemia, o sódio medido será reduzido. Qual é a estimativa comumente usada para correção? (0,125 pontos)

(III) Quais são os fatores de risco para edema cerebral na cetoacidose diabética? (0,1875 pontos)


(I) Quais complicações relacionadas á cetoacidose diabetica são consideradas como ameaçadores de vida?

  • Edema cerebral (0,03125 p)
  • Colapso cardiovascular  (0,03125 p)
  • Acidose metabólica profunda  (0,03125 p)
  • Hipercalemia  (0,03125 p)
  • Hipocalemia  (0,03125 p)
  • Hipofosfatemia (0,03125 p)

(II) O sódio sérico medido em cetoacidose diabética costuma estar baixo ou na faixa normal baixa. No contexto de hiperglicemia, o sódio medido será reduzido. Qual é a estimativa comumente usada para correção?

A estimativa comumente usada para correção é uma diminuição (0,03125 p) de 2 mEq/L  de Na (0,03125 p) para cada aumento  (0,03125 p) de 100 mg/dL na glicose (0,03125 p) acima do normal. 

(III) Quais são os fatores de risco para edema cerebral na cetoacidose diabética?

  • Nitrogênio ureico elevado  (0,03125 p)
  • Baixo PCO2  (0,03125 p)
  • Tratamento com bicarbonato  (0,03125 p)
  • Falha no aumento constante do Na+ sérico medido com a correção da hiperglicemia  (0,03125 p)
  • Idade < 3 anos  (0,03125 p)
  • Diabetes de início recente (0,03125 p)


FONTE:


AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.04)

CASO CLINICO: (228295 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.

Paciente do sexo feminino, 68 anos, natural e procedente de região de baixa iodação do interior de São Paulo, hipertensa controlada, sem história de tireoidopatia prévia. Há cerca de 12 anos notou aumento progressivo e assimétrico do volume cervical anterior, inicialmente indoloro. Nos últimos 18 meses evoluiu com disfagia intermitente a sólidos, dispneia aos esforços e sensação de “aperto” cervical, especialmente em decúbito dorsal. Nega tremores, palpitações, intolerância ao calor, perda ponderal ou diarreia. Ao exame físico: tireoide difusamente aumentada, irregular, multinodular, de consistência fibroelástica, móvel à deglutição, sem frêmito ou sopro, sem linfonodomegalias cervicais. Exame oftalmológico sem sinais de oftalmopatia. TSH 1,8 mUI/L (VR 0,4–4,0), T4 livre 1,1 ng/dL (VR 0,8–1,8), anticorpos anti-TPO e anti-Tg negativos. Ultrassonografia cervical: glândula de volume 78 mL, múltiplos nódulos isoeocoicos e hipoecoicos bilaterais, o maior de 3,2 cm no lobo direito, com calcificações grosseiras e vascularização periférica.


I. Qual a principal suspeita diagnóstica? (0,12 pontos)
II. Qual a possível causa da doença diagnosticada? (0,09 pontos)
III. Qual a melhor modalidade para confirmar o diagnóstico? (0,09 pontos)
IV. Qual o principal diagnóstico diferencial? (0,08 pontos)
V. Qual o tratamento da moléstia? (0,12 pontos)





RATING: 3.05

I – Suspeita diagnóstica


A hipótese principal é
bócio multinodular atóxico (bócio coloide multinodular eutireoideo). (0,05 p)
A apresentação clínica clássica de aumento tireoidiano irregular, crônico e assintomático do ponto de vista funcional, associada a TSH e T4 livre normais, exclui tireotoxicose e aponta para a forma atóxica. (0,04 p)
A ausência de autoanticorpos e de sinais de oftalmopatia reforça a natureza não autoimune do processo. (0,03 p)


II – Possível causa


A etiologia predominante é a
deficiência crônica de iodo associada a fatores de crescimento tireoidiano locais (TSH, IGF-1, EGF). (0,03 p)
Em áreas de baixa iodação, a hiperestimulação prolongada do tecido tireoidiano gera hiperplasia e hipertrofia folicular, com posterior formação de nódulos coloides. (0,03 p)
Fatores genéticos e a idade avançada contribuem para a multicentricidade e a transformação nodular. (0,03 p)


III – Melhor modalidade de confirmação diagnóstica


A
ultrassonografia cervical de alta resolução é o método de escolha para confirmar a natureza multinodular e avaliar características de risco. (0,05 p)
Ela permite mensurar o volume glandular, caracterizar os nódulos (ecogenicidade, margens, calcificações, vascularização) e orientar eventual punção aspirativa. (0,02 p)
A cintilografia com radioiodo ou tecnécio não é necessária na ausência de disfunção tireoidiana. (0,02 p)


IV – Principal diagnóstico diferencial

O principal diagnóstico diferencial é o bócio difuso simples (bócio endêmico difuso) em fase inicial de nodularização. (0,05 p)

Outros diferenciais relevantes incluem tireoidite de Hashimoto em fase atrófica/nodular e carcinoma tireoidiano multicêntrico, porém a eutiroidia, a negatividade de anticorpos e o aspecto ultrassonográfico de nódulos coloides favorecem o bócio multinodular atóxico. (0,03 p)


V – Tratamento da moléstia


O tratamento de escolha nos casos com sintomas compressivos ou volume significativo é a
tireoidectomia total ou quase-total. (0,05 p)
A cirurgia alivia a compressão traqueal/esofágica e previne crescimento progressivo. (0,03 p)
Supressão com levotiroxina após a cirurgia mantém o TSH em valores baixos-normais, reduzindo o risco de recidiva. (0,02 p)
Observação clínica e ultrassonográfica seriada pode ser adotada em pacientes assintomáticos e de baixo risco. (0,02 p)


AVALIE ESSE CASO CLINICO: (3.05)




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