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Em relação à hipertensão arterial sistêmica, marque a opção INCORRETA:
A. A hipertensão arterial sistêmica primária é de causa desconhecida
CORRETO: A hipertensão arterial sistêmica primária, também chamada de essencial, ainda não apresenta etiologia definida. Sabe-se que vários fatores participam do seu desenvolvimento. Entre eles estão determinantes genéticos, como o gene que codifica a enzima conversora de angiotensina (ECA), apresentando correlação direta com os níveis de renina circulantes. Fatores ambientais, como a ingestão de sal, também são importantes.
B. A hipertensão arterial sistêmica secundária está em torno de 25% dos diagnósticos realizados
INCORRETO : Segundo dados norte-americanos, a hipertensão essencial representa cerca de 92 % a 94 % dos casos de hipertensão na população geral. A hipertensão arterial sistêmica classificada como secundária, na qual se consegue identificar uma causa bem-definida do quadro, é responsável pelo restante. Neste grupo, a doença parenquimatosa renal é a mais frequente (2% a 3%), seguida da doença renovascular (1% a 2%). As causas endócrinas são as mais raras, compostas principalmente pelo hiperaldosteronismo primário (0,3%), síndrome de Cushing (< 0,1%) e feocromocitoma (< 0,1%). .
C. Uma única medida da pressão arterial não serve para fazer o diagnóstico de hipertensão
CORRETO : O diagnóstico de hipertensão depende de no mínimo duas aferições de pressão arterial maior ou igual a 140 x 90 mmHg em dias diferentes. Idealmente a aferição deve ser feita num ambiente tranquilo e o paciente aconselhado a não fumar ou beber café nos 15 a 30 minutos anteriores à consulta.
D. O tratamento de hipertensão tem como objetivo final reduzir o risco cardiovascular global
CORRETO : Estudos observacionais demonstraram que o nível da pressão arterial tem correlação direta com o risco cardiovascular. Esta relação não é linear e aumenta significativamente acima de 140 x 90 mmHg. Tanto o tratamento não farmacológico como o farmacológico têm como objetivo a redução do risco cardiovascular através do controle pressórico
E. A hipertensão arterial não tratada pode evoluir com lesões de órgãos nobres como o coração, sistema nervoso central e rins
CORRETO : A longo prazo, os danos da hipertensão não tratada podem ser observados principalmente no sistema nervoso central, coração e rins. O coração pode evoluir com alterações estruturais que consistem de hipertrofia concêntrica e mais tardiamente disfunção sistólica e insuficiência cardíaca clinicamente manifesta. Há também maior risco de doença coronariana. O sistema nervoso central sofre com danos à retina, inclusive com cegueira. Além disso, os efeitos sobre o leito vascular cerebral cursam com risco aumentado de infarto e hemorragia. Nos rins, as lesões vasculares mais típicas são observadas nas arteríolas, aferentes e eferentes, e tufos glomerulares. Há redução progressiva da taxa de filtração glomerular e pode haver disfunção tubular associada. A insuficiência renal é responsável por 10% dos óbitos relacionados à hipertensão.
Gabarito: B
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2) Que especialidades tem que ser envolvidas na equipe terapêutica do paciente pediátrico autista?
FONTE:
1) Qual é o diagnóstico de maior probabilidade?
Hipocalcemia neonatal (0,06 p) precoce (0,05 p).
DISCUSSÃO: cálcio total 6 mg%, cálcio ionizado 1,3 mg% numa criança prematura (35 semanas) que surge com os sintomas descritos nos primeiros 3 dias é suficiente para diagnosticar a hipocalcemia neonatal
2) Qual é o protocolo de atendimento e tratamento para esse caso?
Ataque: Infusão de gluconato de Ca+2 10% (0,05 p), 4,5 a 9 ml (1-2 ml/kg) (0,05 p). IV lento, com monitorização cardíaca atenta. (0,05 p)
Manutenção: Infusão de gluconato de Ca+2 10% IV (0,03 p)
Esquema:
I° dia: 8 ml/dia (1,8 ml/kg/dia) (72 mg/kg/día) por 24 h (0,03 p)
II° dia: 12 ml/dia (2.6 ml/kg/dia) (54 mg/kg/dia) por 24 h (0,03 p)
III° dia: 18 ml/dia (4 ml/k/dia) (36 mg/kg/dia) por mais 24 h (0,03 p)
Controles 24 a 48 h após essa ultima dose (0,03 p).
3) Enumeram pelo menos 3 efeitos colaterais do tratamento.
Elevação rápida da calcemia, levando a bradicardia e outras arritmias. (0,03 p)
Extravasamento de sol. de cálcio em tecido subcutâneo pode causar necrose. (0,03 p)
Quando infundido por veia umbilical pode levar à necrose hepática. (0,03 p)
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