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CEFALEIAS NA INFÂNCIA (ÁREA DE PEDIATRIA)

A cefaléia na infância é um sintoma de elevada prevalência, amplo espectro de causas e dificuldades diagnosticas específicas.
A cefaléia do tipo tensional e a migrânea, protótipos das cefaléias primárias, são as causas mais freqüentes de cefaléia crônica na infância e adolescência.
Na literatura, encontram-se também descritas outras cefaléias primárias de rara observação na infância como a cefaléia em salvas, a hemicrania paroxística crônica e a cefaléia primária em facada. As cefaléias secundárias são uma causa rara de cefaléia crônica na infância.
Entre as principais causas de cefaléia secundária descritas em crianças e adolescentes, temos os traumatismos cranianos, os distúrbios vasculares intracranianos, as neoplasias intracranianas, a hipotensão liquórica, as infecções intracranianas e as infecções não-cefálicas.

OBJETIVA: (1060486 votos)..........98.29% das questões objetivas receberam votos.
Tina, 45 anos, dona de casa, apresenta-se na Unidade de Pronto-Atendimento com queixa de “pele amarela” há 19 dias. Antes disto, mais ou menos uma semana ou mais começou a cursar com febre 38 ºC, náuseas, vômitos, fadiga e dor em hipocôndrio direito. Nega doenças pregressas e alergias. Refere internamento prévio para cirurgia em membro inferior direito, sendo necessária hemotransfusão. Nega tabagismo e etilismo. Sedentária.
Na consulta de hoje a paciente estava eupneica, acianótica, ictérica, febril ao toque. PA: 110×80 mmHg; FC: 90 bpm; FR: 18 inc/min; Temperatura: 38,4°C. Cardiovascular normal. Abdômen globoso as custas de hepatoesplenomegalia, maciço a percussão. Presença de circulação colateral proeminente. Extremidades aquecidas, perfundidas, com presença de edema em MMII. Pulso simétricos e rítmicos. AgHBs - reagente, Anti-HBs – não reagente, Anti-HBc IgM – reagente, Anti-HBc IgG – não reagente, Anti-HBe – não reagente, AgHBe - reagente, Anti-HCv – não reagente. Hemograma: leucopenia com linfocitose, anemia e trombocitopenia.
Sobre esse caso é CORRETA a afirmação:
A. o diagnóstico é de hepatite viral B crônica
B. a sorologia indica replicação viral ativa
C. o fato do titulo do anticorpo anti-HBc IgG ser negativo indica que a doença não corre risco de virar crônica
D. a paciente apresenta deficiência imune severa, já que os anticorpos anti-HBs são negativos
E. paciente apresenta fenômeno de imunotolerãncia

  RATING: 2.85

Tina, 45 anos, dona de casa, apresenta-se na Unidade de Pronto-Atendimento com queixa de “pele amarela” há 19 dias. Antes disto, mais ou menos uma semana ou mais começou a cursar com febre 38 ºC, náuseas, vômitos, fadiga e dor em hipocôndrio direito. Nega doenças pregressas e alergias. Refere internamento prévio para cirurgia em membro inferior direito, sendo necessária hemotransfusão. Nega tabagismo e etilismo. Sedentária.
Na consulta de hoje a paciente estava eupneica, acianótica, ictérica, febril ao toque. PA: 110×80 mmHg; FC: 90 bpm; FR: 18 inc/min; Temperatura: 38,4°C. Cardiovascular normal. Abdômen globoso as custas de hepatoesplenomegalia, maciço a percussão. Presença de circulação colateral proeminente. Extremidades aquecidas, perfundidas, com presença de edema em MMII. Pulso simétricos e rítmicos. AgHBs - reagente, Anti-HBs – não reagente, Anti-HBc IgM – reagente, Anti-HBc IgG – não reagente, Anti-HBe – não reagente, AgHBe - reagente, Anti-HCv – não reagente. Hemograma: leucopenia com linfocitose, anemia e trombocitopenia.
Sobre esse caso é CORRETA a afirmação:

A. o diagnóstico é de hepatite viral B crônica
INCORRETO: Os sintomas são recentes demais para pensar diretamente em hepatite crônica.
B. a sorologia indica replicação viral ativa
CORRETO : HBeAg: antígeno liberado no soro quando o core é fragmentado, indicando replicação do HBV.
C. o fato do titulo do anticorpo anti-HBc IgG ser negativo indica que a doença não corre risco de virar crônica
INCORRETO : Anti-HBc: esse anticorpo não possui função protetora e divide-se em IgM e IgG. Ambas surgem no início do quadro clínico da hepatite aguda B, porém o IgM costuma persistir em altos títulos por apenas 6 meses, enquanto o IgG costuma persistir por toda a vida, indicando contato prévio com o HBV.
D. a paciente apresenta deficiência imune severa, já que os anticorpos anti-HBs são negativos
INCORRETO : Anti-HBs: esse é o último anticorpo a surgir na hepatite aguda B, geralmente na fase de convalescença, indicando cura e imunidade contra nova infecção pelo HBV.
E. paciente apresenta fenômeno de imunotolerãncia
INCORRETO : Na infecção crônica (não é nosso caso, aqui), existem duas fases distintas nos pacientes HBeAg positivos: a 'imunotolerância', caracterizada por ALT normal e DNA bastante elevado e o 'imunoclareamento', caracterizado por ALT elevada e DNA mais baixo.

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.85)

DISCURSIVA: (178840 votos) ..........100% das questões discursivas receberam votos.
Respondam ás seguintes questões:
1) Como é definida a apneia? (0,25 p)
2) Como é definida e respiração periódica? (0,25 p)


RATING: 3.01

Respondam ás seguintes questões:
1) Como é definida a apneia? (0,25 p)
2) Como é definida e respiração periódica? (0,25 p)

1) Como é definida a apneia?

A apneia é definida como pausa respiratória que dura mais de 15 segundos Ou como qualquer pausa respiratória associada á cianose, palidez, bradicardia. (0,25 p)

2) Como é definida e respiração periódica?

A respiração periódica é um padrão de respiração comum em crianças que consta em pausa respiratória curta seguida pelo aumento da frequência respiratória.(0,25 p)

FONTE:

Segredos em emergência pediátrica : respostas necessárias ao dia-a-dia em rounds, na clínica, em exames orais e escritos / Steven M. Selbst ; Kate Cronan. - Porto Alegre : Ed. ArtMed, 2003. - 524 p - ISBN 85-7307-983-5

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.01)

CASO CLINICO: (208346 votos)..........100% dos casos clinicos receberam votos.
Criança de 11 anos de idade com antecedentes de Anemia Falciforme, após passar férias na região da Zona da Mata em Minas Gerais, apresentou-se no serviço de Emergência Infantil queixando-se de febre, dor torácica, mialgia (sobretudo em membros inferiores), cefaleia e vômitos com início há 2 dia de forma súbita e progressiva. Relatam ter chegado de viagem a 1 dia e foi medicado pela mãe de forma empírica com paracetamol na dose de 1 gota por kilo de peso. Como não houve melhora dos sintomas, os pais decidiram em levar a criança ao Pronto Socorro Infantil. Na consulta, apresentou taquicardia, taquipneia, leve desconforto respiratório, mialgia e febre 38,7° C e o laboratório indicou neutropenia (680/mm3), além de confirmar-se os demais sintomas já mencionados anteriormente. Radiografia de tórax com presença de infiltrado peri-hilar bilateral e condensação no ápice esquerdo.

1) Qual é o diagnóstico? 0,0625 pontos
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS? 0,25 pontos
3) Comenta as características particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.0,1875 pontos


RATING: 2.94

1) Qual é o diagnóstico?
Choque séptico (0,03125 p) causado por síndrome torácica aguda (0,03125 p).
2) Quais são as primeiras medidas que devem ser tomadas ainda no PS?

  1. hidratação venosa com solução salina a 0,9% (0,03125 p) na dose de 10 ml/kg (0,03125 p)
  2. administração endovenosa de ceftriaxona na dose de 100 mg/kg (0,03125 p)
  3. coleta de exames laboratoriais com hemocultura (0,03125 p)
  4. solicitado vaga na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) (0,03125 p)
  5. oxigenioterapia (0,03125 p)
  6. analgesia (0,03125 p)
  7. antitermico (0,03125 p)
3) Comenta as caracteristicas particulares da patologia desse caso, relacionadas á anemia falciforme.
A STA, a segunda maior causa de hospitalização na doença falciforme (0,03125 p), é acompanhada de sintomas que variam em intensidade de um indivíduo para o outro:
  • febre (0,03125 p)
  • dor tipo pleurítico (0,03125 p)
  • hipoxemia (0,03125 p)
É importante salientar que todo paciente que chegue à emergência com clínica de dor, principalmente em região torácica, seja monitorado com raios X seriados e oximetria de pulso. (0,03125 p) Em vigência de saturação de O2 abaixo de 95%, a oxigenação por máscara deve ser implementada. (0,03125 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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