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CÓLON SIGMOIDE (ÁREA DE CIRURGIA)

O esôfago, o estômago e os intestinos grosso e delgado constituem o sistema digestório e são derivados do intestino anterior primitivo, do intestino médio e do intestino posterior.

Embora o colo sigmoide e partes do intestino delgado se estendam até a cavidade pélvica, são vísceras abdominais e não pélvicas

No nível da borda pélvica, há uma transição entre o cólon descendente, de paredes relativamente finas, fixas, e o cólon sigmoide, mais espesso e mais móvel. O cólon sigmoide varia em comprimento de 15 a 50 cm (média, 38 cm) e é bem móvel. Ele é um tubo muscular, de diâmetro pequeno em um mesentério longo e frouxo, que com frequência forma uma alça em ômega na pelve.


OBJETIVA: (1384345 votos)..........94.91% das questões objetivas receberam votos.
Pacientes com anemia falciforme que sofrem de episódios recorrentes de priapismo precisam ser submetidos á:
A. implante de prótese peniana
B. aspiração do corpo cavernoso e irrigação com salina
C. programa de transfusão de troca
D. somente analgesia ambulatoria é suficiente
E. não precisa de tratamento nenhum, porque essas crises geralmente são benígnas e não deixam sequelas

  RATING: 3.1

Pacientes com anemia falciforme que sofrem de episódios recorrentes de priapismo precisam ser submetidos á:

A. implante de prótese peniana
INCORRETO: o implante de prótese peniana é uma eventualidade nos pacientes que desenvolvem impotência sexual
B. aspiração do corpo cavernoso e irrigação com salina
INCORRETO : durante a crise pode ser escolhida esta alternativa terapêutica, mas á longo prazo a troca transfusional programada é melhor
C. programa de transfusão de troca
CORRETO : Pacientes com episódios recorrentes podem ser submetidos a programa de transfusão de troca.
D. somente analgesia ambulatoria é suficiente
INCORRETO : a analgesia ambulatória não resolve nada para recorrencia das crises em si
E. não precisa de tratamento nenhum, porque essas crises geralmente são benígnas e não deixam sequelas
INCORRETO : A maioria dos episódios tem curta duração e cedem espontaneamente, todavia, crises com duração maior do que 24 h estão associadas ao aparecimento de impotência sexual.

Gabarito:  C

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.1)

DISCURSIVA: (194389 votos) ..........99.47% das questões discursivas receberam votos.
A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?

RATING: 3.05

A colangite aguda é a inflamação aguda dos canais que conduzem a bile. Isso inclui desde os mais finos, dentro do fígado ao mais calibroso, o colédoco, que recebe toda a bile produzida no fígado e aquela já acumulada na vesícula. A sintomatologia dessa moléstia hoje é descrita como 'pentade de Reynolds'.
Quais são os cinco elementos fundamentais dessa descrição?

A pentade de Reynolds: 1) Dor
2) Febre
3) Icterícia
4) Confusão
5) Hipotensão

FONTE:
I FORUM PAULISTA DE INFECÇÕES INTRA-ABDOMINAIS DR RODRIGO CAÑADA SURJAN DOUTOR EM CIRURGIA PELA FACULDADE DE MEDICINA DA USP

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.05)

CASO CLINICO: (226441 votos)..........98.6% dos casos clinicos receberam votos.

Menino de 7 anos, previamente hígido, internado por febre de 39,4 °C, odinofagia, torcicolo à esquerda e aumento doloroso da face anterior esquerda do pescoço há 4 dias. Há 5 meses teve quadro semelhante, tratado em outro serviço como “tireoidite subaguda”, com AINE e prednisona por 10 dias; melhorou parcialmente e recidivou. Mãe relata episódios de faringite de repetição. Nega trauma cervical, punção prévia, imunodeficiência conhecida, uso de imunossupressor e doença tireoidiana familiar.

Exame: toxemiado, T 39,1 °C, FC 142 bpm, FR 28 irpm, SatO₂ 97% em ar. Assimetria cervical esquerda com eritema cutâneo, calor local, dor extrema à palpação e área de flutuação sobre o lobo esquerdo. Desvio contralateral da traqueia à palpação. Sem oftalmopatia. Pregas vocais móveis à nasofibroscopia de urgência; edema da parede faríngea esquerda.

Laboratório: leucócitos 21.800/mm³ com 18% de bastões; PCR 186 mg/L; VHS 94 mm/h; TSH 1,9 mUI/L; T4 livre 1,2 ng/dL; anti-TPO negativo; TRAb negativo. Hemocultura colhida. Ultrassonografia: lobo esquerdo aumentado, coleção heterogênea de 2,8 cm com debris e reforço posterior, fluxo periférico. TC com contraste: abscesso do lobo esquerdo com extensão peritireoidiana, sem compressão crítica da via aérea. PAAF guiada: pus amarelo-esverdeado; Gram com cocos Gram-positivos e flora mista; cultura posteriormente positiva para Streptococcus anginosus e anaeróbios.

Questões:

(I) Qual o diagnóstico etiológico mais provável e por que o lado esquerdo importa? (0,1 pontos)

(II) Por que este quadro não é De Quervain e por que a tireoide “resiste” à infecção? (0,1 pontos)

(III) Qual a sequência racional de exames para confirmar abscesso e fístula? (0,1 pontos)

(IV) Qual a conduta da fase aguda (antibiótico, drenagem, o que não fazer)? (0,1 pontos)

(V) Como se trata a fístula para impedir nova recidiva? (0,1 pontos)




RATING: 0

(I) Diagnóstico


O diagnóstico é tireoidite aguda supurativa com abscesso do lobo esquerdo (0,03 p), secundária a fístula do seio piriforme (remanescente do 3º ou 4º arco/bolsa branquial) (0,04 p). Essa anomalia desemboca quase sempre no lobo esquerdo (cerca de 90–94% dos casos) (0,02 p). A recidiva após corticoide e sem fechamento do trajeto é a pista clássica da fístula persistente (0,01 p).


(II) Diferencial e vulnerabilidade


A De Quervain cursa com dor e VHS alta, mas sem eritema, flutuação ou pus, e em geral com tireotoxicose destrutiva — aqui a criança está eutireoidiana e tóxica, com leucocitose e desvio (0,04 p).
A glândula é naturalmente resistente à infecção por cápsula fibrosa, rica vascularização e alto teor de iodo (0,03 p). Por isso, na criança imunocompetente, a TAS praticamente exige porta de entrada congênita; a função tireoidiana costuma permanecer preservada (0,03 p).


(III) Exames


A ultrassonografia é o exame inicial: coleção hipoecoica no lobo esquerdo (0,02 p). A PAAF confirma pus e permite Gram/cultura (0,03 p).
A TC delimita extensão, via aérea e espaços profundos (0,02 p).
Esofagograma baritado e laringoscopia/hipofaringoscopia devem ser feitos na fase fria (em geral 4–8 semanas), porque o edema agudo oblitera o trajeto e gera falso-negativo (0,03 p).


(IV) Fase aguda


Iniciar antibiótico intravenoso de amplo espectro
(0,02 p) cobrindo aeróbios e anaeróbios da flora orofaríngea (amoxicilina-clavulanato, ceftriaxona + clindamicina, ou equivalente), depois desescalonar pela cultura (0,03 p) . Abscesso: drenagem por PAAF guiada (repetida se preciso) ou incisão se houver coleção grande, sepse ou ameaça de via aérea (0,03 p). Não usar glicocorticoide como se fosse De Quervain — piora a infecção (0,02 p).


(V) Tratamento definitivo da fístula


O tratamento da fase aguda não fecha o trajeto; a correção é na fase fria, para impedir recidiva (0,03 p). Em crianças menores (em especial < 8 anos), prefere-se cauterização endoscópica do óstio no seio piriforme (0,03 p). Alternativa definitiva: cirurgia aberta com fistulectomia ± hemitireoidectomia esquerda (0,02 p). Incisão e drenagem isoladas têm alta taxa de recidiva (próxima de 90% em séries de anomalia do 4º arco) (0,02 p).

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (0)




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