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Um menino de 10 anos foi internado com a hipótese diagnóstica de febre reumática e apresenta 1 critério maior e 2 menores. Qual é o achado necessário para que se confirme o diagnóstico?
A. proteína C reativa elevada
INCORRETO: A proteína C reativa (PCR) elevada é um critério menor nos critérios de Jones, indicando inflamação aguda inespecífica (sensibilidade >90% em FRA ativa), mas não confirma o diagnóstico por si só, pois ocorre em diversas condições infecciosas ou inflamatórias (ex.: artrite reumatoide juvenil ou infecções virais). No contexto de 1 maior e 2 menores já preenchidos, adicionar outro menor como PCR não completa os requisitos, faltando a evidência etiológica estreptocócica essencial para especificidade diagnóstica.
B. eletrocardiograma com alteração do espaço P-R
INCORRETO : A prolongação do intervalo PR (>0,20s em crianças) é um achado subsidiário da cardite reumática (um critério maior), mas não é necessário para confirmação quando critérios já estão parcialmente atendidos; serve como suporte para cardite subclínica em ecocardiograma. Aqui, adicionar isso poderia reforçar o critério maior existente (se cardite for o maior inicial), mas não substitui a prova de infecção estreptocócica recente, que é mandatória para evitar confusão com outras causas de bloqueio AV (ex.: Lyme ou miocardite viral).
C. anticorpos específicos para estreptococos beta-hemolíticos do grupo A elevados
CORRETO : Os anticorpos específicos para estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (como antistreptolisina O - ASO - ou anti-DNase B) elevados representam a evidência obrigatória de infecção estreptocócica recente, essencial para confirmar o diagnóstico de FRA inicial nos critérios de Jones revisados (AHA, 2015). No caso descrito, com 1 critério maior (ex.: cardite ou artrite) e 2 menores (ex.: febre e artralgia) já presentes, o diagnóstico requer essa prova sorológica de antecedente faringotonsilar por Streptococcus pyogenes (grupo A), que ocorre em ~80-90% dos casos de FRA não tratados. Títulos elevados (ASO >200-300 UI/mL em crianças, dependendo do laboratório) ou aumento seriado (4x em 2-4 semanas) confirmam a etiologia pós-infecciosa autoimune, diferenciando de outras artrites ou cardites. Estudos como os da World Heart Federation reforçam que essa evidência previne sobrediagnóstico, guiando profilaxia secundária vital para reduzir recorrências (risco de 50-70% sem tratamento) e morbimortalidade cardiovascular a longo prazo em pediatria.
D. presença de mais 1 sinal maior
INCORRETO : Embora 2 critérios maiores + evidência estreptocócica confirmem FRA, o caso já tem 1 maior e 2 menores, necessitando primordialmente da etiologia infecciosa para validar o diagnóstico; adicionar outro maior (ex.: coreia ou nódulos subcutâneos) elevaria para 2 maiores, mas sem prova sorológica, ainda não atende aos critérios revisados, que exigem evidência de infecção em todos os cenários iniciais para precisão epidemiológica e terapêutica.
e) elevação da velocidade de hemossedimentação (VHS): Incorreta, apesar de pertinente como critério menor (VHS >30-60 mm/h, dependendo do método), porque reflete inflamação crônica inespecífica, comum em FRA (sensibilidade ~80%), mas adicionar outro menor não altera o quadro diagnóstico parcial; com 1 maior e 2 menores já presentes, o VHS seria redundante, não fornecendo a ligação causal com o estreptococo grupo A, essencial para diferenciar de síndromes pós-infecciosas mimetizadoras ou artrites reativas não reumáticas.
E. elevação da velocidade de hemossedimentação (VHS)
INCORRETO : Apesar de pertinente como critério menor (VHS >30-60 mm/h, dependendo do método), porque reflete inflamação crônica inespecífica, comum em FRA (sensibilidade ~80%), mas adicionar outro menor não altera o quadro diagnóstico parcial; com 1 maior e 2 menores já presentes, o VHS seria redundante, não fornecendo a ligação causal com o estreptococo grupo A, essencial para diferenciar de síndromes pós-infecciosas mimetizadoras ou artrites reativas não reumáticas.
Gabarito: C
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Quanto à idade gestacional (IG)
Quanto à relação peso/idade gestacional:
Quanto ao estado nutricional:
FONTE:



1) Qual é a suspeita diagnóstica? 0,25 p
Cardiopatia congênita (provavelmente tetralogia Fallot)
Vamos analisar: temos desnutrição, baqueteamento digital, poliglobulia maciça, sopro sistólico e arco aórtico á direita. São sinais patognomônicos para hipoxia cronica causada por algum defeito cardíaco. Cardiopatias congênitas são anomalias do aparelho circulatório presentes desde o nascimento, sendo divididas em cianóticas e acianóticas. A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia cianótica mais comum, caracterizada por comunicação interventricular, estenose subpulmonar, origem biventricular da valva aórtica e hipertrofia ventricular direita. O diagnóstico costuma ser realizado no primeiro ano de vida devido às manifestações clínicas precoces, na maioria dos casos. Contudo, em alguns casos, a associação de outras malformações cardíacas e falhas no sistema de saúde podem contribuir para realização de diagnósticos tardios, aumentando a probabilidade de prognósticos desfavoráveis.
2) Ecocardiograma 0,25 p
A ecocardiografia é considerada o instrumento essencial para o diagnóstico.
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