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URGÊNCIA PEDIATRICA COM VIA AÉREA DIFÍCIL (ÁREA DE PEDIATRIA)

Via aérea difícil é definida como a situação clínica na qual o anestesiologista treinado encontra dificuldade com a ventilação da via aérea superior utilizando máscara-bolsa, dificuldade com a realização da intubação traqueal ou com ambos procedimentos, A intubação traqueal difícil pode ser definida como aquela em que foram necessárias mais do que três tentativas de laringoscopia ou mais do que 10 minutos de laringoscopia.

Falha de extubação é definida como a inabilidade de tolerar a remoção do tubo translaríngeo e é geralmente tratada com o procedimento de reintubação traqueal. Os mecanismos que ocasionam a falha de extubação também são frequentemente descritos como complicações da via aérea relacionadas à extubação ou eventos adversos da via aérea relacionados à extubação.

Falha no desmame é a inabilidade de tolerar a respiração espontânea sem suporte ventilatório e o seu tratamento inclui reintubação traqueal e instituição da ventilação pulmonar mecânica invasiva ou. em alguns pacientes selecionados, a utilização da ventilação não invasiva. As variáveis de desmame não têm a capacidade de predizer a falha da extubação.

Extubação de risco é a situação na qual a habilidade do paciente de manter a via aérea patente e/ou oxigenação não é uma certeza após a extubação traqueal. A possibilidade potencial de uma reintubação difícil e/ou fatores de riscos gerais, como estômago cheio, instabilidade fisio ógica cardiovascular,alteração do equilíbrio acidobásico ou controle da temperatura, caracterizam essa condição.

Extubação difícil é urna decanulação difícil da via aérea. Em pacientes com condições não reconhecidas, como estenose subglótica ou edema grave, pode ocorrer a situação de extubação difícil.


OBJETIVA: (1214000 votos)..........99.09% das questões objetivas receberam votos.
Uma paciente de 30 anos apresenta diarréia oleosa, emagrecimento de 20 Kg em 5 meses, episódios de febre e dor abdominal. Refere também dor óssea, metrorragia e grandes equimoses pelo corpo após pequenos traumas. Ao exame, febril, emagrecida, hipocorada e cor defesa ao nível da fossa ilíaca direita. Sobre este caso, podemos afirmar, EXCETO:
A. O tratamento da hipótese mais provável pode ser feito com ácido aminossalicílico e prednisona
B. A ileocolonoscopia com biópsias seria o exame de escolha para a confirmação diagnóstica
C. O anticorpo anti-ASCA é positivo em 65% dos casos
D. O sangramento deve ser decorrente de distúrbio plaquetário
E. A dor óssea e as equimoses podem ser justificadas por deficiência de vitaminas lipossolúveis

  RATING: 3.07

Uma paciente de 30 anos apresenta diarréia oleosa, emagrecimento de 20 Kg em 5 meses, episódios de febre e dor abdominal. Refere também dor óssea, metrorragia e grandes equimoses pelo corpo após pequenos traumas. Ao exame, febril, emagrecida, hipocorada e cor defesa ao nível da fossa ilíaca direita. Sobre este caso, podemos afirmar, EXCETO:

A. O tratamento da hipótese mais provável pode ser feito com ácido aminossalicílico e prednisona
CORRETO: Este é um caso clássico de doença de Crohn, manifestando-se com ileíte ou íleo-colite. O tratamento baseia-se no uso do ácido aminossalicílico (5-ASA) e seus derivados, associado ou não aos corticosteroides (prednisona). Nos casos mais graves, pode-se lançar mão dos imunossupressores e até mesmo de inibidores do TNF-alfa (ex. infliximab, etanercept).
B. A ileocolonoscopia com biópsias seria o exame de escolha para a confirmação diagnóstica
CORRETO : A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são as doenças inflamatórias intestinais. O diagnóstico da doença de Crohn geralmente é suspeitado pelo quadro clínico e anticorpo anti-ASCA positivo (em 65% dos casos) e confirmado pela ileocolonoscopia com biópsias.
C. O anticorpo anti-ASCA é positivo em 65% dos casos
CORRETO : O diagnóstico das doenças inflamatórias intestinais baseia-se em um conjunto de critérios clínicos, radiológicos, endoscópicos e histológicos. Apesar desse aparato, cerca de 10% dos casos permanecem como colite indiferenciada. Na última década, a comunidade científica reconheceu a associação entre determinados auto-anticorpos e as duas formas mais prevalentes dessas afecções, ou seja, a doença de Crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RCU), o que se mostrou útil para o diagnóstico diferencial dessas colites. A pesquisa de anticorpos contra a levedura Saccharomyces cerevisiae (ASCA) ajuda a fazer a confirmação diagnóstica da DC, visto que sua presença pode ser considerada um marcador da doença.
D. O sangramento deve ser decorrente de distúrbio plaquetário
INCORRETO : As deficiências que mais aparecem clinicamente são as de vitamina D e de vitamina K. A deficiência de vitamina K cursa com sangramento decorrente de uma coagulopatia, com depleção dos fatores II, VII, IX e X (principalmente o fator VII). Portanto, a opção D da questão está errada!! O sangramento não é decorrente de distúrbio plaquetário.
E. A dor óssea e as equimoses podem ser justificadas por deficiência de vitaminas lipossolúveis
CORRETO : A ileíte de Crohn se manifesta tipicamente com sintomas constitucionais, dor abdominal e diarreia. A dor é geralmente referida na fossa ilíaca direita (espessamento inflamatório do íleo e seu mesentério) e pode se associar à presença de um plastrão palpável. Nos casos mais graves, a doença ileal cursa com síndrome disabsortiva, evoluindo com esteatorreia, emagrecimento pronunciado e deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). A hipovitaminose D pode provocar osteomalácia, manifestando-se com dor óssea e fratura patológica.

Gabarito:  D

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.07)

DISCURSIVA: (186761 votos) ..........99.43% das questões discursivas receberam votos.
Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos


RATING: 2.96

Em relação ao câncer de pulmão responda as questões abaixo:

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico) - 0,125 pontos
2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico - 0,125 pontos
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica) - 0,125 pontos
4) Descreva o estadiamento utilizado - 0,125 pontos

1) Descreva detalhadamente o quadro clínico (história e exame físico)

Pacientes com 45 anos de idade ou mais, sexo masculino, tabagista de longa data, com piora ou aparecimento de sintomas respiratórios ou torácicos (dor torácica, dispnéia, tosse seca, tosse produtiva, hemoptoicos, hemoptise, arritmias cardíacas). Aparecimento de sinais e sintomas sistêmicos: síndromes paraneoplasicas, emagrecimento, nódulos cutâneos, baqueteamento digital, infecção pulmonar única ou recorrente, nódulos ou linfonodos supraclaviculares, sinais e sintomas de metástase a distância por via hematogênica para ossos, cérebro, fígado e suprarrenais. (0,125 p)

2) Descreva os exames complementares que podem ser realizados para a obtenção do diagnóstico histopatológico
  • Broncofibroscopia;
  • Biópsia Tumoral Transparietal dirigida por tomografia computadorizada de tórax (pulmonar, hepática, óssea, outras);
  • Biópsia de linfonodo supraclavicular ;
  • Biópsia de linfonodo mediastinal por mediastinoscopia, videotoracoscopia, mediastinotomia ou toracotomia;
  • Biópsia de pleura com agulha de Cope;
  • Biópsia pleural por toracoscopia (cirurgia videoassistida);
  • Ressecção das metástases (quando existirem e quando passiveis de ressecção);
  • Biópsia de nódulo cutâneo. (0,125 p)
3) Quais as classificações atualmente utilizadas (clínica e histopatologica)

(I) Classificação clínica:
  • tumores de pulmão não pequenas células
  • tumores de pulmão pequenas células (oat cell carcinoma)
(II) Classificação histopatologica:
  • Tumor de pulmão pequenas células
  • Carcinoma de pequenas células
  • Tumor de pulmão não pequenas células
  • Carcinoma espinocelular
  • Adenocarcinoma
  • Carcinoma de grandes células
  • Tumores neuroendócrinos
  • Tumores mistos (0,125 p)
4) Descreva o estadiamento utilizado
  • Estágio I: Tumor menor que 3,0 cm, envolto por pulmão, sem metástases;
  • Estágio II: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos hilares ou mediastinais comprometidos;
  • Estágio III: Tumor maior que 3,0 cm com linfonodos mediastinais comprometidos (homo ou contralaterais), invasão de parede torácica ou estruturas mediastinais não vitais;
  • Estágio IV: Tumor de pulmão com metástase a distância. (0,125 p)

FONTE:

SABISTON - TRATADO DE CIRURGIA

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.96)

CASO CLINICO: (218836 votos)..........99.03% dos casos clinicos receberam votos.
Lactente de 16 meses F, com peso na apresentação com 11,7 kg, é trazido pela mãe por conta de história de vômitos e febre de 38,1°C hoje acompanhado de diarreia líquida sem sangue, mais de 6 episódios até o momento. Hoje é o terceiro dia. Já foi numa unidade de pronto-atendimento no segundo dia de febre e a criança recebeu Enterogermina, dipirona e sais orais para hidratação, mas a mãe não teve dinheiro para comprar então deu água de coco e suco de laranja.
Na admissão a criança mostra-se hipo-reativa, pele de consistência pastosa, com prega desparecendo lentamente, tempo de enchimento capilar 7 segundos, olhos encovados, sem lagrimas, fontanela deprimida, FR 45/min, FC 122/min, boca praticamente sem saliva, extremidades frias. É transferida imediatamente para UTI infantil com suspeita de choque hipovolêmico e a coleta de exames mostra, entre outros: pH 7,3; bicarbonato 10 mEq/l, sódio 131 mEq/l, K 4 mEq/l, hemograma com 24.000 leucócitos/mmc, 150.000 trombócitos/mmc; bastonetes 10%; hematócrito 46%, Eritrócitos 3,6 milhões/mmc.
A) Essa criança está com sepse? Justifique.(0,2 pontos)
B) Classifique o grau de desidratação. (0,0473 pontos)
C) Qual é o plano de reposição volêmica inicial?(0,227 pontos)
D) Necessita esta criança de infusão de bicarbonato para correção de pH(0,0257 pontos)?


RATING: 2.77

A) Essa criança está com sepse? Justifique.
A lactente está com forte suspeita de sepse (0,0227 p), probabilidade justificada pela presença de temperatura aceitável (temperatura axilar de 38.1°C) (0,0227 p), leucocitose (leucócitos 24000/mm3 (0,0227 p) com bastonetes 10% (0,0227 p)), não precisou de ventilação mecânica (0,0227 p), ritmo cardíaco normal (frequência cardíaca de 122/min.) (0,0227 p), taquipneia (frequência respiratória 45 respirações/min.) (0,0227 p) e 1 critério(s) de infecção (0,0227 p). O tempo de enchimento capilar de 7 segundos indica grande suspeita de choque (séptico ou de outra natureza). (0,0227 p)

B) Classifique o grau de desidratação.
Essa criança tem varios critérios que sugerem desidratação grave. (0,0473 p)

C) Qual é o plano de reposição volêmica?
Utiliza-se mais comumente o soro isotônico (soro fisiológico – SF ou Ringer lactato) (0,0227 p) em um volume de 20 ml/kg rápido – em 5 a 20 minutos (0,0227 p). Neste caso, o volume a ser infundido na fase de expansão é 235 ml (0,0227 p). Se o índice de retenção for abaixo de 60% podemos iniciar a fase de manutenção (0,0227 p). Calcula-se o soro para 24 horas (0,0227 p), com base no gasto energético diário segundo a regra de Holliday & Segar: Para 11.7 kg: 1000 + (11.7 - 10) × 50 kcal = 1085 kcal/24 h. (0,0227 p)
Como o peso é de 11.7 kg e o necessário energético de 1085 kcal por 24 horas vamos precisar de: 1085 mL de água (0,0227 p), 86.8 g de glicose (0,0227 p), 32.55 mEq de sódio(Na+) (0,0227 p), 27.125 mEq de potássio (K+) (0,0227 p).

D) Necessita esta criança de infusão de bicarbonato para correção de pH?
Não há necessidade de correção com bicarbonato. o volume empírico já é suficiente. (0,0257 p)

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.77)




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