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LEISHMANIOSE (ÁREA DE CLINICA MEDICA)

As leishmanioses são enfermidades causadas por várias espécies de protozoários digenéticos da ordem Kinetoplastida, família Trypanomastidae e género Leishmania, que acometem o homem e diferentes espécies de animais silvestres e domésticos.

Ela tem duas formas principais: uma flagelada ou promastigota, encontrada no tubo digestivo do inseto vetor e em alguns meios de cultura artificiais, e outra aflagelada ou amastigota, como é vista nos tecidos dos hospedeiros vertebrados (homem e outros animais superiores).

OBJETIVA: (1387305 votos)..........94.87% das questões objetivas receberam votos.
Consideram as seguintes afirmações com relação ao calazar:
I. é uma zoonose com transmissão silvestre que tende a migrar para a forma de transmisão urbana
II. geralmente é uma forma autolimitada, sendo a patogênese baixa do agente etiologico, a mortalidade sendo uma excepção, frequente especialemente nos sujeitos com baixa imunidade
III. a forma com qual o flebótomo contamina o homem e a forma flagelada (promastigota)
IV. o calazar tem homogenidade epidemiologica, a prevalência desta infecção sendo relacionada especialmente com o habitato e não depende de outros fatores (nivel socio-economico, habitato, etc)
A. apenas I, II e III
B. apenas I e III
C. apenas II e IV
D. apenas I e IV
E. apenas IV

  RATING: 3.03

Consideram as seguintes afirmações com relação ao calazar:

I. é uma zoonose com transmissão silvestre que tende a migrar para a forma de transmisão urbana
CORRETO: A Leishmaniose Visceral é, primariamente, uma zoonose que afeta outros animais além do homem. Sua transmissão, inicialmente silvestre ou concentrada em pequenas localidades rurais, já está ocorrendo em centros urbanos.
II. geralmente é uma forma autolimitada, sendo a patogênese baixa do agente etiologico, a mortalidade sendo uma excepção, frequente especialemente nos sujeitos com baixa imunidade
INCORRETO: É uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por febre de longa duração que, quando não tratada, evolui para óbito, em 1-2 anos após o início da sintomatologia.
III. a forma com qual o flebótomo contamina o homem e a forma flagelada (promastigota)
CORRETO: A transmissão do parasito ocorre quando fêmeas de mosquitos flebotomíneos infectadas com Leishmania, ao picar o homem no ato do repasto sanguíneo, inoculam promastigotas na pele. Essas formas são fagocitadas pêlos macrófagos e diferenciam-se em amastigotas. Dentro dessas células elas se replicam e, quando de um novo repasto sanguíneo, são deglutidas junto com o sangue e atingem o tubo digestivo do inseto vetor, diferenciam-se em promastigotas e assim perpetuam o seu ciclo biológico.
IV. o calazar tem homogenidade epidemiologica, a prevalência desta infecção sendo relacionada especialmente com o habitato e não depende de outros fatores (nivel socio-economico, habitato, etc)
INCORRETO: A leishmaniose visceral é uma doença considerada negligenciada, pois 80% dos casos ocorrem em populações de baixa renda que sobrevivem com menos de dois dólares por dia.

A. apenas I, II e III
INCORRETO: veja os comentários acíma
B. apenas I e III
CORRETO : veja os comentários acíma
C. apenas II e IV
INCORRETO : veja os comentários acíma
D. apenas I e IV
INCORRETO : veja os comentários acíma
E. apenas IV
INCORRETO : veja os comentários acíma

Gabarito:  B

AVALIE ESSA QUESTÃO: (3.03)

DISCURSIVA: (194810 votos) ..........98.97% das questões discursivas receberam votos.
(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)


RATING: 2.95

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto? (0,22 pontos)
(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal? (0,28 pontos)

(I) Em quais situações você deve considerar o uso da máscara laríngea para reanimação dum recém-nascido na sala de parto?
• Recém-nascidos portadores de anomalias congênitas da boca, lábios, língua, palato ou pescoço, (0,04 p) nos quais o ajuste adequado entre face e máscara é difícil e a visualização da laringe com o laringoscópio é complicada ou não é factível. (0,04 p)
• Recém-nascidos com mandíbula pequena ou língua volumosa, em que a ventilação com máscara e a intubação traqueal não foram bem-sucedidas. Exemplos comuns incluem os pacientes portadores da Sequência de Robin e de Trissomia 21. (0,07 p)
• Quando a ventilação com pressão positiva fornecida por máscara facial é inefetiva e as tentativas de intubação não foram bem-sucedidas ou a intubação não é factível. (0,07 p)

(II) Quais são as limitações do uso da máscara laríngea a serem consideradas durante a reanimação neonatal?
As máscaras laríngeas têm várias limitações a serem consideradas durante a reanimação neonatal.
• Não servem para aspirar secreções das vias aéreas (0,07 p).
• Se há necessidade de pressões elevadas durante a ventilação, a mistura gasosa pode escapar través do selo entre faringe e máscara, resultando em pressão insuficiente para inflar os pulmões. (0,07 p)
• Não são seguras para administrar medicação endotraqueal (podem extravasar da máscara e se direcionarem ao esôfago) (0,07 p)
• As máscaras laríngeas não podem ser usadas em recém-nascidos muito pequenos. (0,07 p)

FONTE:

Manual de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria - 7ª edição

AVALIE ESSA QUESTÃO: (2.95)

CASO CLINICO: (226902 votos)..........97.3% dos casos clinicos receberam votos.
B. S. 8 anos, procedente da São Paulo começou a apresentar dor moderada e inchaço no joelho direito faz 2 meses, mas a mãe achou que fosse “alguma queda” na escolinha e não deu muita atenção. Porém, a dor não sumiu, e a mãe chegou a administrar ibuprofeno e nimesulida. A articulação começou a apresentar rigidez matinal faz 2 semanas e continua edemaciada. Mãe nega febre. No serviço de pediatria foi realizado o exame clínico que demonstrou a presença de edema articular e artralgia nas articulações de joelho direito e ainda no tornozelo direito, e punho esquerdo. A criança encontrava-se em estado geral regular, corada, hidratada, eupneia, acianótica, anictérica, afebril, consciente ao exame físico. O hemograma, bioquímica e eletrólitos foram normais. Os exames fator reumatoide (FR) foi reagente; velocidade de hemossedimentação (VHS) de 45 mm/h; Proteína C-Reativa (PCR) de 25mg/dl, Fator Antinuclear (FAN) reagente com padrão homogêneo e anticorpos anti-DNA de cadeia dupla (dsDNA), anti-Sm, anti-Ro, anti-La, e anti-RNP, não reagentes.

1) Qual é o diagnóstico mais provável? - 0,2 pontos
2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança? 0,15 pontos
3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença? 0,15 pontos



RATING: 2.94

1) Qual é o diagnóstico mais provável?

Artrite idiopatica juvenil, forma oligoarticular. 0,2 p

DISCUSSÃO: Artrite com duração mínima de 6 semanas em uma ou mais articulações, idade de início inferior a 16 anos e exclusão de outras causas de artrite, Definição: artrite em uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Este termo se refere aos casos de AIJ com artrite que compromete uma a quatro articulações durante os 6 primeiros meses de doença. Esta é a forma mais freqüente de AIJ, representando 26% a 56% de todos os casos, na maioria das casuísticas. Incide preferencialmente em crianças pequenas do sexo feminino (mediana de idade de início de 5,2 anos). As articulações mais freqüentemente acometidas são os joelhos e os tornozelos, geralmente de maneira assimétrica.

2) Considerando a forma de início dessa molestia, qual é o principal risco desta criança?

Uveíte anterior crônica. 0,15 p

DISCUSSÃO: Anticorpos antinucleares (AAN) são encontrados em 40% a 50% dos casos e constituem um fator de risco para o desenvolvimento de uveíte anterior crônica. Esta complicação, que ocorre em até 20% das crianças com esta forma de AIJ, é mais freqüente durante os primeiros 5 anos de aparecimento da artrite, mas em cerca de 10% dos casos pode preceder o início do quadro articular. O início da uveíte é insidioso e assintomático na grande maioria dos casos. Quando presentes, as queixas mais comuns são hiperemia, dor ocular, lacrimejamento, diminuição da acuidade visual, fotofobia e cefaléia. O diagnóstico de uveíte pode ser feito através do exame oftalmológico de lâmpada de fenda que mostra os primeiros sinais de infl amação, que são a presença de proteínas e células (fl are) na câmara anterior do olho. Exames de lâmpada de fenda devem ser realizados a cada 3 meses nas crianças com AIJ de início oligoarticular com AAN positivos. Uveítes não tratadas podem evoluir para seqüelas que variam desde sinéquias posteriores até catarata, glaucoma e cegueira.

3) Qual é o papel etiológico duma possível trauma na evolução desta doença?

Nenhum. 0,15 p

Curiosamente, algumas destas crianças referem história de trauma precedendo o aparecimento da artrite. Durante o seguimento, a persistência da artrite e o afastamento de outras etiologias leva ao diagnóstico de AIJ. Nesta forma, a criança permanece com ótimo estado geral e não costuma apresentar outras queixas, além da artrite

AVALIE ESSE CASO CLINICO: (2.94)




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