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A causa mais comum de fístula colovesical é:
A. diverticulite
CORRETO: A fístula colovesical representa uma comunicação anormal entre o cólon (tipicamente o sigmoide) e a bexiga, manifestando-se clinicamente por sintomas como pneumaturia, fecalúria ou infecções urinárias recorrentes. Estudos epidemiológicos e séries cirúrgicas, incluindo revisões em periódicos como o Diseases of the Colon & Rectum, apontam consistentemente a diverticulite como a etiologia mais prevalente, respondendo por aproximadamente 50-70% dos casos em populações ocidentais adultas. Isso decorre da inflamação crônica ou aguda dos divertículos colônicos, que pode levar a perfuração contida, aderência à bexiga adjacente e subsequente formação fistulosa, especialmente em indivíduos acima de 50 anos com diverticulose sigmoide. O mecanismo envolve erosão progressiva da parede diverticular infectada, facilitada pela proximidade anatômica entre o sigmoide e a bexiga, e o manejo frequentemente requer ressecção cirúrgica do segmento afetado para resolução definitiva.
B. doença de Crohn
INCORRETO : Embora essa condição inflamatória intestinal transmural possa, de fato, gerar fístulas enterovesicais em até 5-10% dos pacientes, particularmente em casos ileocólicos ou colônicos extensos. No entanto, ela não é a causa mais comum de fístula colovesical isolada, pois a doença de Crohn afeta preferencialmente o íleo terminal e o cólon direito, com fístulas mais frequentes para outros órgãos como intestino delgado ou pele, e sua incidência global é menor que a da diverticulite em contextos demográficos típicos.
C. carcinoma de cólon sigmoide
INCORRETO : Apesar de neoplasias malignas poderem invadir estruturas adjacentes e formar fístulas em cerca de 10-20% dos casos avançados (estágios T4), isso representa uma etiologia secundária, frequentemente associada a tumores localmente invasivos. A prevalência é inferior à da diverticulite benigna, e o carcinoma tipicamente se apresenta com sintomas oncológicos como perda de peso ou sangramento retal antes da fistulização, demandando biópsia para distinção diagnóstica.
D. retocolite ulcerativa
INCORRETO : Essa doença inflamatória limitada à mucosa colônica raramente resulta em fístulas verdadeiras, afetando apenas 1-5% dos pacientes e mais comumente manifestando-se como fístulas perianais ou enterovaginais em casos graves. A ausência de inflamação transmural profunda na retocolite ulcerativa reduz o risco de perfuração fistulosa para a bexiga, contrastando com a diverticulite, e o tratamento foca em imunossupressores em vez de ressecção primária.
E. doença de Chagas
INCORRETO : Essa parasitose crônica, causada pelo Trypanosoma cruzi, leva predominantemente a megacólon e constipação severa devido à denervação autonômica, sem predileção por formação de fístulas colovesicais. Embora complicações como perfurações possam ocorrer em megacólon avançado, elas são raras e não representam a etiologia principal em regiões endêmicas, onde a diverticulite ainda prevalece como causa mais comum em contextos não tropicais.
Gabarito: A
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FONTE:
1) Qual é o diagnóstico do paciente?
Síndrome dispéptica ou dispepsia. (0,25 p)
Discussão: Paciente com sintoma dispéptico de epigastralgia em queimação,sem apresentar sinais de alarme como disfagia, icterícia, sangramento, anemia, alterações de exame físico sugestivos de doença maligna, que indicariam a realização de endoscopia digestiva alta, apresenta ainda idade menor que 50 anos de idade que seria outra indicação da realização do procedimento. O paciente pode apresentar diagnóstico de doença ulcerosa péptica com estes sintomas, mas sem apresentar sinais de alarme pode ser manejado de forma conservadora neste momento.
2) Qual é a conduta mais adequada inicialmente? (0,25 p)
Sugerir modificações de hábitos e introduzir bloqueador H2 para tratamento da dispepsia.
Discussão: Paciente sem sinais de alarme não tendo indicação de realizar endoscopia digestiva alta, podemos orientar modificações de hábitos de vida como diminuição de ingesta de álcool e café e procurar observar quais alimentos desencadeiam com maior freqüência estes sintomas.
Os bloqueadores H2como a ranitidina podem ser usados em doses de 150 mg, 2 vezes ao dia por 2-4 semanas. O uso de bloqueadores de bomba de prótons é uma opção, embora não tenha sido demonstrado sua superioridade em relação aos bloqueadores H2 e por seu maior custo não deve ser utilizado.
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